Estimativa de Vazões Máximas
Método Racional
Abordagem Metodológica Aula adaptada do material do Prof. Silvio Giudice
FATEC outubro/2019
FATEC
ESTIMATIVA DA VAZÃO
MÁXIMA OU EXTREMA
ESTIMATIVA DA VAZÃO DE
PROJETO
Ou seja, definir a Vazão de Projeto
COMO ?
ESTIMATIVA DA VAZÃO
MÁXIMA OU EXTREMA
HIDROLOGIA
ESTIMATIVA DA VAZÃO
MÁXIMA OU EXTREMA
ESTIMATIVA DA VAZÃO
MÁXIMA OU EXTREMA
MÉTODOS PARA AVALIAÇÃO DE
VAZÕES DE PICO
1 - MÉTODOS COM SÉRIES HISTÓRICAS
*
2 - MÉTODO RACIONAL;3 – MÉTODO DE I-PAI-WU;
4 – MÉTODO DO Prof. Kokei Uehara
5 – MÉTODO DO SOIL CONSERVATION SERVICE – SCS 6 – MODELOS MATEMÁTICOS - COMPUTACIONAIS
Metodologia
Informações Necessárias:
•
Dados Fisiográficos da Bacia
•
Área de drenagem
;• Comprimento do talvegue; • Desnível;
• Grau de ocupação antrópica da bacia
(coeficientes)
14
Metodologia
Informações Necessárias:
•
NOVAMENTE...
•
Dados Fisiográficos da Bacia
• Área de drenagem;
• Comprimento do talvegue; • Desnível;
• Grau de ocupação antrópica da bacia
(coeficientes)
Área de drenagem
Comprimento do talvegue e
desnível
alto médio baixo 18Grau de ocupação antrópica
da bacia - estimativa
Qual será o tratamento do fundo de vale?
Principais questões do projeto
- Concepção da obra (seção transversal, revestimento / materiais e etc). - Planejamento de uso do solo e da ocupação do vale;
- Nível de risco de inundação e
3. Qual será o risco aceitável do projeto?
4. Haverá necessidade de armazenamento na
bacia
(amortecimento de cheia)?1. Qual será a vazão de dimensionamento?
2. Qual será o volume de água a escoar?
MÉTODO RACIONAL
¨ Indicado para determinação de vazões de projetos
em bacias com área de até 200 hectares – 2.000.000 m² ou 2,0 km² ¨
¨ Vale também para aplicação em cálculos de vazão
em áreas residenciais, industriais e loteamentos ¨
¨ Trata-se de uma forma mais simples e rápida para
determinação de vazões por sua simplicidade e os parâmetros aplicativos ¨
¨ Este método, considera chuva de igual intensidade
abrangendo por toda a bacia hidrográfica ¨
23
MÉTODO RACIONAL
Q = C . i . A . D
- Estima somente a vazão máxima;
-
Não calcula volume nem forma do hidrograma
;
- Recomendado para pequenas bacias;
- Não recomendado para eventos extremos
(eventos normais)Volume do Hidrograma
28
REPRESENTAÇÃO ESQUEMÁTICA DO HIDROGRAMA
MÉTODO RACIONAL
MÉTODO RACIONAL
Q = C . i . A . D
sendo :
Q = vazão
C = coeficiente de deflúvio “ run–off ” i = intensidade da chuva
A = área da bacia
D = coeficiente de distribuição da chuva
MÉTODO RACIONAL
D = coeficiente de distribuição da
chuva
Para : áreas < 50 ha D =1 áreas > 50 ha D = 1 – 0,009 * L/2 L = comprimento do talvegue em km31
Determinação da Vazão:
Método Racional
Área < = 2 km
2 Q = 0,278 C. I. A Q: (m3/s) C: coeficiente de run-off I : intensidade em mm/hora A: área em km2 Q: (m3/s) C: coeficiente de run-off I: intensidade em mm/hora A: área em km² Q: (m3/s) C: coeficiente de run-off I: intensidade em mm/min A: área em ha Q = 0,1667. C. I .A 6 , 3 A i C Qp ESTUDO HIDROLÓGICO
Primeira Condicionante
Determina-se a área de drenagem (área
de contribuição), por planimetria ou
Auto-Cad, a partir da definição do local da
seção de controle
Mas cuidado !
Procure não cortar a rede hidrográfica
procurando os pontos mais altos para
•
TEMPO DE CONCENTRAÇÃO
•
Definir a Duração da Chuva
•
TEMPO DE CONCENTRAÇÃO:
• O tempo de concentração da bacia hidrográfica de
contribuição deverá ser estimado, para cálculo das chuvas de projeto, com base na expressão do “Califórnia Culverts Practice”, dada por:
• onde:
• tC= tempo de concentração, em minutos;
• L = comprimento do talvegue do curso d`água, em km e • h = desnível do talvegue entre a seção de interesse e o
ponto mais distante da bacia, em metros.
h
L
t
c3
*
57
385 , 0 37ESTUDO HIDROLÓGICO
tc = 57 (L³ / Δ h) 0,385
TEMPO DE CONCENTRAÇÃO
39
ESTUDO HIDROLÓGICO
E DEPOIS ?
Determina-se a intensidade pluviométrica,
através da equação da chuva !
Mas cuidado !
Procure a equação regional mais
próxima do local do projeto !
Equação da Chuva Crítica
Curva Geral para Cidade de São Paulo
i
(t,TR)= (t+20)
-0,914* [31,08 – 10,88 ln ln (T/T-1)]
(para 10 min < t < 60 min)
i= intensidade de chuva em mm/ min t= duração da chuva em minutos
T= período de retorno em anos
Equação da Chuva Crítica
Curva Geral para Cidade de São Paulo
i
(t,TR)= t
-0,821* [16,14 – 5,65 ln ln (T/T-1)]
(para 60 min < t < 1440 min)
onde:
I = intensidade de chuva em mm/ min
t = duração da chuva em minutos
T= período de retorno em anos
Equação da Chuva Crítica
Curva Geral para Cidade de São Paulo
Supondo-se Tc = 31 minutos
i
(t,TR)= (t+20)
-0,914* [31,08 – 10,88 ln ln (T/T-1)]
(para 10 min < t < 60 min)
i
(31,25)= (51)
-0,914* [31,08 – 10,88 ln ln (25/25-1)]
i
(31,50)= (51)
-0,914* [31,08 – 10,88 ln ln (50/50-1)]
i
(31,100)= (51)
-0,914* [31,08 – 10,88 ln ln (100/100-1)]
Chuva de Projeto
exemplo 31 minutos•
Resultados obtidos:
•
TR 25 anos: I
31, 25= 1,81 mm/min = 56,1 mm
•
TR 50 anos: I
31, 50= 2,02 mm/min = 62,6 mm
•
TR 100 anos: I
31, 100= 2,23 mm/min = 69,1 mm
44Equação da Chuva Crítica
Curva Geral para Cidade de São Paulo
PARA CHUVA COM DURAÇÃO DE 1 HORA
i
(t,TR)= (t+20)
-0,914* [31,08 – 10,88 ln ln (T/T-1)]
(para 10 min < t < 60 min)
Chuva de Projeto
exemplo 1 hora•
Resultados obtidos:
•
TR 25 anos: I
60, 25= 1,81 mm/min = 108,6 mm
•
TR 50 anos: I
60, 50= 2,02 mm/min = 121,2 mm
•
TR 100 anos: I
60, 100= 2,23 mm/min = 133,8 mm
46Chuva de Projeto
comparação
• TC = 31 MINUTOS • TR 25 anos: I 31, 25 = 1,81 mm/min = 56,1 mm • TR 50 anos: I 31, 50 = 2,02 mm/min = 62,6 mm • TR 100 anos: I 31, 100 = 2,23 mm/min = 69,1 mm • TC = 1 HORA • TR 25 anos: I 60, 25 = 1,20 mm/min = 72,0 mm/h • TR 50 anos: I 60, 50 = 1,34 mm/min = 80,4 mm/h • TR 100 anos: I 60, 100 = 1,48 mm/min = 88,8 mm/h 47ESTUDO HIDROLÓGICO
E DEPOIS ?
Define-se o coeficiente de escoamento superficial,
¨ run-off ¨
Mas muito cuidado !
Faça uma investigação minuciosa, no local, com ajuda também de outros recursos como foto-interpretação, mapas de UOS, Google Earth (imagens históricas) e etc.
ESTUDO HIDROLÓGICO
COEFICIENTE DE ESCOAMENTO
SUPERFICIAL DIRETO “C”
.Uso do Solo
Grau de Urbanização
Valores de C
Área totalmente urbanizada
0,50 a 1,00
Área parcialmente urbanizada
0,35 a 0,50
Área
predominantemente
de
plantações, pastos e etc.
Coeficientes de escoamento
superficial direto (“C”)
EXERCÍCIO
53
Estimativa da Vazão de Pico Travessia da Estrada da Divisa Córrego Sem nome
Local: São Lourenço da Serra - SP
54
Travessia Estrada da Divisa – São Lourenço da Serra - SP
55
Travessia Estrada da Divisa – São Lourenço da Serra - SP
56 Folha Nº 2216 Emplasa
63 PERFIL LONGITUDINAL
Fluxo de Trabalho
1. Identificar as coordenadas do eixo da travessia sobre o curso d’água em coordenadas UTM.
1.
Para o exercício em questão, adotar as
coordenadas conforme planta fornecida
Delimitar a bacia hidrográfica de contribuição
desde as nascentes até o ponto de controle.
2.
Determinar a área da bacia hidrográfica;
3.
Determinar o comprimento e o desnível do
talvegue
Dados Fisiográficos da Bacia
65
* Coordenadas UTM no Eixo da Travessia:
N = 7.361.798 km E = 308.220 km • Comprimento do Talvegue: L = 620 m • Desnível do Talvegue: Cota nascente = 820,80 m Cota de Fundo = 769,72 m • Área da bacia de contribuição: • A = 177.972,63 m²
Parâmetros de Cálculo:
IT DAEE nº 2 de 30/07/2007
ESTUDOS HIDROLÓGICOS PARA A DETERMINAÇÃO DA VAZÃO MÁXIMA DE PROJETO
Metodologia
Nos casos em que a área da bacia de contribuição for inferior ou igual a 2 km², utilizar o Método Racional.
Q=0,278*C*i*A*D
Q: (m3/s) C: coeficiente de run-off I: intensidade em mm/h A: área em km2Parâmetros de Cálculo:
IT DAEE nº 2 de 30/07/2007
ESTUDOS HIDROLÓGICOS PARA A DETERMINAÇÃO DA VAZÃO MÁXIMA DE PROJETO
Período de Retorno
Na adoção de período de retorno para determinação da vazão máxima de projeto, respeitar os valores mínimos discriminados na tabelas 1.
Coeficientes de escoamento
superficial direto (“C”)
COEFICIENTE DE ESCOAMENTO
SUPERFICIAL DIRETO “C”
ESTUDO HIDROLÓGICO
Uso do Solo
Grau de Urbanização
Valor de C
adotado
Área totalmente rural
0,275
Área
predominantemente
de
plantações, pastos e etc.
Tempo de Concentração
h
L
t
c3
*
57
385 , 0L = comprimento do talvegue do curso d`água, em km = 0,790 km
h = desnível do talvegue entre a seção de interesse e o ponto mais distante da bacia, em metros = 345-281 = 64 m.
Tempo de Concentração
•
ATENÇÃO:
•
No caso do Tc resultar num
valor inferior a 10 minutos,
deve-se adotar Tc = 10
minutos, possibilitando assim o
uso das Equações tipo I – D – F
• * Página 22 do Guia Prático para Projetos de
Pequenas Obras Hidráulicas
Equações de Chuvas
Intensas
Para a Cidade de São Paulo, com10 < tc < 60 min:
1
ln
ln
*
88
,
10
08
,
31
*
20
0,914 ) , (T
T
t
I
t TRChuva de Projeto
para TC = 10 min.•
Resultados obtidos:
•
TR 25 anos: I
10, 25= 2,942 mm/min = 29,42 mm
•
TR 50 anos: I
10, 50= 3,284 mm/min = 32,84 mm
•
TR 100 anos: I
10, 100= 3,623 mm/min = 36,23 mm
73MÉTODO RACIONAL
Q = 0,1667 . C . i . A . D
sendo :
Q = vazão em m³/s
C = coeficiente de deflúvio “ run–off ” i = intensidade da chuva em mm/min A = área da bacia em ha
D = coeficiente de distribuição da chuva
MÉTODO RACIONAL
D = coeficiente de distribuição da
chuva
Para : áreas < 50 ha D =1 áreas > 50 ha D = 1 – 0,009 * L/2 L = comprimento do talvegue em kmCOEFICIENTE DE DISTRIBUIÇÃO
ESPACIAL DA CHUVA “D”
ESTUDO HIDROLÓGICO
D = coeficiente de distribuição da chuva
Para : áreas < 50 ha D =1
áreas > 50 ha D = 1 – 0,009 * L/2
ÁREA = 0,178 km² = 17,8 ha
Portanto D = 1,00
Obtenção das vazões de
projeto:
• Aplicar o tempo de concentração obtido para a bacia e
o período de retorno desejado na equação de chuva;
• Determinar a vazão de projeto Qp
MÉTODO RACIONAL
Q = 0,1667 . C . i . A . D
sendo :
C = coeficiente de deflúvio “ run–off ” = 0,275 i (10,25) = intensidade da chuva = 2,942 mm/min
i (10,25) = intensidade da chuva = 3,284 mm/min
i (10,25) = intensidade da chuva = 3,623 mm/min
A = área da bacia = 17,8 ha
MÉTODO RACIONAL
Q
25= 2,40 m³/s
(específica=13,49 m³/s. km²)Q
50= 2,68 m³/s
(específica=15,05 m³/s. km²)ADOTANDO CHUVA = 1 h
80
Equação da Chuva Crítica
Curva Geral para Cidade de São Paulo
PARA CHUVA COM DURAÇÃO DE 1 HORA
i (t,TR) = t-0,821 * [16,14 – 5,65 ln ln (T/T-1)]
Chuva de Projeto
para TC = 60 min.•
Resultados obtidos:
•
TR 25 anos: I
60, 25= 1,187 mm/min = 71,22 mm
•
TR 50 anos: I
60, 50= 1,324 mm/min = 79,44 mm
•
TR 100 anos: I
60, 100= 1,461 mm/min = 87,66 mm
81MÉTODO RACIONAL
Q = 0,1667. C . i . A . D
sendo :
C = coeficiente de deflúvio “ run–off ” = 0,275 i (60,25) = intensidade da chuva = 1,187 mm/min
i (60,50) = intensidade da chuva = 1,324 mm/min
i (60,100) = intensidade da chuva = 1,461mm/min
A = área da bacia = 17,8 ha
MÉTODO RACIONAL
Q
25= 0,97 m³/s
(específica=5,44 m³/s. km²)Q
50= 1,08 m³/s
(específica=6,07 m³/s. km²)Os principais passos para a definição das vazões de projeto são:
Delimitação da bacia e sub-bacias;
Delimitação das áreas com ocupação homogênea das sub-bacias; Ponderação do parâmetro utilizado para a ponderação da taxa de infiltração da chuva (C, C2 e CN);
Determinação dos tempos de concentração e dos comprimentos dos canais que interligam as sub-bacias;
Cálculo da chuva de projeto e da chuva excedente; Cálculo dos hidrogramas das várias sub-bacias; e
Cálculo da propagação dos hidrogramas e das suas integrações.