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A micropigmentação das aréolas em mulheres mastectomizadas

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Academic year: 2021

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A MICROPIGMENTAÇÃO DAS ARÉOLAS EM MULHERES MASTECTOMIZADAS1*

THE MICROPIGMENTATION OF THE AREOLAS IN MASTECTOMIZED WOMEN

Bruna Nascimento de Souza2**

Fabiana Durante de Medeiros3*** Resumo: O câncer de mama é uma doença que acomete muitas mulheres atualmente,

seu tratamento pode ser feito de maneira radical ou conservadora. Quando feito tratamento de forma cirúrgica e há alteração na aréola mamária, o método mais conhecido para reconstrução é a micropigmentação das aréolas, a qual é uma pigmentação exógena feita através de um dermógrafo na camada subepidérmica da pele. O objetivo geral desse estudo foi avaliar o conhecimento das mulheres mastectomizadas sobre micropigmentação das aréolas na Rede Feminina de Combate ao Câncer de Tubarão, Lauro Müller e Braço do Norte/SC. Trata-se de um estudo transversal, de natureza quantitativa através da aplicação de um questionário. Foram aplicados questionários em 25 mulheres entre 26 anos à maiores de 50 anos de idade, em 3 Redes Femininas de Combate ao Câncer. Em relação aos resultados, a maioria das mulheres que responderam o questionário eram maiores de 50 anos de idade, eram casadas e viviam com seus cônjuges. Sobre o conhecimento das voluntárias, 60% delas disseram que conhecem ou já ouviram falar sobre micropigmentação das aréolas e apenas 40% delas não conheciam ou nunca ouviram falar. Apenas 3 mulheres das 25 haviam realizado a micropigmentação, e estas relataram que o procedimento foi bom/tranquilo e que após ter feito, ficaram com sua autoestima melhor. Conclui-se que a maioria das mulheres conhecem a técnica de micropigmentação das aréolas e que aquelas que realizaram o procedimento tiveram sua autoestima elevada após tanto sofrimento, o que comprova que a micropigmentação paramédica areolar não muda apenas aparência física dos seios, mas também a forma positiva que cada um se vê após realizá-los elevando sua autoestima.

Palavras chaves: Câncer de mama; Mastectomia; Quadrantectomia; Micropigmentação

das aréolas; autoestima.

Summary: Breast cancer is a disease that affects many women nowadays, their

treatment can be done if a radical or conservative way. When treated surgically and there is alteration in the mammary areola, the best known method for reconstruction is the micropigmentation of the areola, which is an exogenous pigmentation made through a

* Artigo apresentado na disciplina de Trabalho de Conclusão de Curso do Curso Superior de Tecnologia

em Estética e Cosmética da Universidade do Sul de Santa Catarina – UNISUL – como requisito parcial à obtenção do título de Tecnólogo em Estética e Cosmética.

2** Acadêmica do Curso Superior de Tecnologia em Cosmetologia e Estética da Universidade do Sul de

(2)

3*** Doutora em Ciências da Saúde pela Universidade do Sul de Santa Catarina – UNISUL e docente do

curso superior de Tecnologia em Cosmetologia e Estética da Universidade do Sul de Santa Catarina – UNISUL, Tubarão, Santa Catarina.

dermographer in the subepidermal layer of the skin. The general objective of this study was to evaluate the knowledge of women mastectomized on the micropigmentation of the Areolas in the female network to combat shark cancer, Lauro Müller and the North Arm/SC. This is a cross-sectional study of Quantitative by applying a questionnaire. Questionnaires were applied to 25 women aged 26 years to 50 years of age, in 3 female cancer networks. In relation to the results, most of the women who answered the questionnaire had more than 50 years of age, were married and lived with their spouses. On the knowledge of the volunteers, 60% of them said they know or have heard about micropigmentation of the areolas and only 40% of them did not or never heard of. Only 3 women from 25 had undergone micropigmentation, and they reported that the procedure was good/quiet and that after doing, it elevated their self-esteem. It is concluded that most women know the technique of micropigmentation of the areolas and that those who performed the procedure raised their self-esteem after so much suffering, which proves that the Arolar paramedic micropigmentation does not change just appearance Physical of the breasts, but also the positive form that each one sees after performing them elevating their self-esteem.

Key words: breast cancer; Mastectomy Quadrantectomy Micropigmentation of the

Areolas; Esteem.

1 INTRODUÇÃO

O câncer é definido como uma doença causada por exacerbadas e incontroláveis divisões de células anormais, as quais dão origens as células-filhas também com alterações morfológicas e funcionais, com capacidade de invadir tecidos e estruturas regionais a distância, podendo levar o indivíduo à morte1. A mastectomia está

entre os tratamentos mais empregados para o câncer de mama2. A reconstrução do

complexo areolopapilar (CAP) é etapa fundamental na reconstituição mamária nos casos em que há amputação desse complexo durante a mastectomia3.

Como a paciente desenvolve estratégias de enfrentamento para aceitar a sua nova imagem corporal, elas se deparam com a técnica que nos dias atuais surge como uma forma alternativa para mantê-las de bem consigo. Essa técnica é conhecida como micropigmentação4.

A micropigmentação paramédica trata-se de uma técnica em que o tecnólogo em estética, junto com o fisioterapeuta e o médico com especialização em micropigmentação desenvolve um novo desenho da aréola. Esta técnica é considerada paramédica pelo fato de reconstruir uma parte importante do corpo da mulher4.

(3)

Diante desse contexto, surge a seguinte questão problema: Mulheres mastectomizadas possuem conhecimento sobre a micropigmentação das aréolas?

Tendo em vista a importância dos cuidados com a saúde para o bem-estar e a participação dos tratamentos estéticos para seu alcance, apresenta-se como objetivo geral desse estudo: Avaliar o conhecimento das mulheres mastectomizadas sobre micropigmentação das aréolas. Para alcançá-los, foi necessário delimitar alguns objetivos específicos, como: observar o perfil sócio demográfico das mulheres mastectomizadas; verificar o entendimento das mulheres mastectomizadas sobre a micropigmentação das aréolas; verificar se as mulheres mastectomizadas realizaram a micropigmentação das aréolas; verificar se a micropigmentação melhora a autoestima das mulheres mastectomizadas.

É importante pesquisar a respeito desse assunto, pois acredita-se que a micropigmentação das aréolas em mulheres mastectomizadas pode elevar sua autoestima após tanto sofrimento e luta. O intuído deste projeto é conhecer mais sobre quem passou por todo o processo do câncer, desde a descoberta até a mastectomia, e se conhecem a técnica que pode melhorar sua autoestima.

2 REVISÃO DA LITERATURA

2.1 CÂNCER DE MAMA

O câncer de mama é uma doença multifatorial, constituindo um problema de saúde pública no mundo todo. Alguns fatores que interagem entre si contribuem para a alta incidência de câncer de mama, como história familiar, presença de genes de alta suscetibilidade, peso corpóreo excessivo e estresse crônico5. É considerada uma doença

complexa, que necessita de tratamentos dolorosos e gera incertezas sobre sua cura, causando impacto na vida das mulheres6.

2.2 MASTECTOMIA

A mastectomia é um procedimento que visa à retirada total da glândula mamária, com o objetivo de reduzir a incidência e melhorar a expectativa de vida de mulheres pertencentes a populações consideradas de alto risco7.

A resposta a mutilação é individual e pode estar relacionada a fatores como idade, autoadmiração, estado emocional e situação socioeconômica. Como em qualquer mutilação, a mastectomia requer, além dos cuidados próprios da cirurgia, apoio

(4)

emocional, objetivando uma melhor compreensão, interação, adaptação e aceitação da autoimagem.8

A mastectomia é uma intervenção temida e que interfere no estado físico, emocional e social, resultando na mutilação de uma região do corpo que desperta libido e desejo sexual.8

2.3 QUADRANTECTOMIA

A quadrantectomia é definida como ressecção de todo o setor mamário correspondente ao tumor, incluindo a pele e a fáscia do músculo peitoral maior.9 É um

procedimento conservador.10 As conhecidas vantagens da quadrantectomia são

preservação do complexo areolopapilar com sua vascularização e inervação, excetuando os casos de neoplasias no quadrante central da mama, e manutenção da forma natural da mama, permitindo a opção de ser simetrizada com a mama saudável.11

Figura 1- Técnica de quadrantectomia para o tratamento cirúrgico do câncer de mama.

(a) Planejamento da incisão cirúrgica para lesões do quadrante súpero-lateral e (b) aspecto intra-operatório da ressecção completa do quadrante súpero-lateral incluindo a pele sobrejacente ao tumor e a fáscia do músculo peitoral maior subjacente.9

2.4 AUTO ESTIMA

A maioria das mulheres após finalizarem a micropigmentação paramédica na aréola, geralmente apresentam uma melhoria da forma como se veem, tendo uma visão mais positiva de sua autoimagem, abandonando a crença da perda da beleza e sensualidade depois de terem passado pela mastectomia.12

(5)

A reconstrução da aréola tem sofrido muitas inovações. Apesar do grande número de opções cirúrgicas, os resultados são muitas vezes insatisfatórios5. É uma

etapa fundamental na reconstituição da mama após a mastectomia.3

2.5.1 Tatuagem

Embora a tatuagem artística seja conhecida há milênios, foi introduzida ao uso médico apenas recentemente.13 Bunch – man et al14 descreveram a tatuagem na

reconstrução do complexo areolopapilar (CAP) em pacientes queimados. Rees 15 foi o

primeiro a relatar a pigmentação por tatuagem da aréola na reconstrução mamária pós-mastectomia. Inicialmente a tatuagem areolar foi utilizada como complemento à enxertia cutânea após perda da tonalidade; no entanto, a partir da década de 1990, Elliott & Hartram16 passaram a utilizá-la como procedimento isolado na confecção da aréola.

2.5.2 Micropigmentação na aréola

Dermopigmentação é uma técnica utilizada através da camuflagem da cicatriz e simulação da coloração natural das aréolas danificadas na mastectomia. Criando nova aréola e recobrindo cicatrizes indesejáveis, melhorando a autoestima e confiança da mastectomizada. Trata-se de uma técnica preferida pelos cirurgiões devido à ausência de dor e a segurança que já não apresenta riscos desnecessário além de produzir melhores resultados estéticos.17

A técnica é realizada através de uma pigmentação exógena introduzida na camada dérmica da pele. Para esse procedimento, utiliza-se o dermógrafo constituído por uma agulha para a realização e a implementação de pigmentos específicos e hipoalergênicos sob a pele.4

A micropigmentação tem se destacado entre os tratamentos estéticos e reparadores e está inteiramente ligado ao bem-estar e a autoestima dos clientes, uma vez que o fundamental é oferecer melhor qualidade de vida as pessoas. Este é o principal motivo pelo qual a pigmentação cutânea evoluiu e evolui tão rápido.18

3 DELINEAMENTO METODOLÓGICO

(6)

Quanto ao objetivo esta pesquisa caracteriza-se como sendo do tipo exploratória.

19 Quanto a abordagem a pesquisa em estudo é quantitativa.20 Quanto ao procedimento a

pesquisa é do tipo transversal.21

3.2 POPULAÇÃO/AMOSTRA

Foram considerados como população amostra dessa pesquisa, 30 mulheres mastectomizadas, com idade entre 18 a maiores de 50 anos que fazem parte das Redes Femininas de Combate ao Câncer de Tubarão, Lauro Müller e Braço do Norte – SC.

Participaram desta pesquisa 25 mulheres, que aceitaram colaborar e participar, mediante a assinatura do Termo de Consentimento Livre Esclarecido (TCLE), conforme apêndice A.

3.3 INSTRUMENTOS UTILIZADOS PARA COLETA DE DADOS

Para coleta de dados, foi usado o TCLE (Apêndice A) e questionário (apêndice B) que forneceu perguntas elaboradas pela pesquisadora para responder aos objetivos desta pesquisa.

3.4 PROCEDIMENTOS UTILIZADOS NA COLETA DE DADOS

Mediante autorização das responsáveis pelas redes femininas de combate ao câncer, os dados foram coletados nas Redes Femininas, onde a pesquisadora entregou e coletou a assinatura do TCLE às voluntárias, bem como fez a entrega do questionário para pesquisa que foi recolhido ao final do expediente (apêndice B).

3.5 PROCEDIMENTOS UTILIZADOS NA ANÁLISE DOS DADOS

Os dados coletados foram tabulados e analisados no programa Excel. Os resultados foram apresentados em forma de gráficos.

3.6 ASPECTOS ÉTICOS DA PESQUISA

Do ponto de vista ético o estudo foi orientado pela Resolução 466/12 do Conselho Nacional de Saúde.22 Com base nesta Resolução foram respeitados os

seguintes aspectos: assinatura pelos participantes do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (Apêndice A); direito de participar ou não do estudo; preservação do anonimato; sigilo das informações que não autorizem ou não desejem a divulgação; agendamento da coleta de dados de forma a não interferir nas atividades das

(7)

participantes. Submeter o projeto ao Comitê de Ética em pesquisa da Unisul. O estudo foi aprovado com protocolo n° 3.337.580.

4 RESULTADOS E DISCUSSÃO

O câncer de mama é uma doença que vem crescendo entre as mulheres, as mesmas ficam muito inseguras desde o momento da descoberta, durante o tratamento e também após a mastectomia, a qual faz a retirada da mama, símbolo feminino.

Após realizar mastectomia, há a opção de realizar a Micropigmentação das aréolas, técnica diferente da tatuagem que é para fins artísticos, a micropigmentação é para fins estéticos.

O questionário aplicado teve por objetivo conhecer a população pesquisada e avaliar o conhecimento das mulheres mastectomizadas sobre a micropigmentação das aréolas. O mesmo foi aplicado nos municípios de Tubarão/SC, Lauro Müller/SC e Braço do Norte/SC, em 25 voluntárias, em 3 Redes Femininas de Combate ao Câncer.

Quanto à idade atual das voluntárias, foram identificadas as seguintes informações apresentadas na figura 1.

Figura 1: Gráfico representando a distribuição dos voluntários por faixa etária

(n=25) Entr e 18 à 2 5 a n o s Entr e 26 à 3 5 a n o s Entr e 36 à 4 5 a n o s Ma i o r d e 50 ano s 0 % 8 % 3 2 % 6 0 %

Idade das participantes

Fonte: Autores, 2019.

Observa-se que quando as voluntárias responderam o questionário, nenhuma delas tinham entre 18 e 25 anos, 8% tinham entre 26 e 35 anos, 32% delas tinham entre 36 e 45 anos e 60% das mulheres eram maiores de 50 anos de idade.

Todas as voluntárias são brasileiras. A naturalidade está representada na figura 2, tendo o maior número de voluntárias Lauromüllenses (40%).

(8)

Figura 2: Gráfico representando a naturalidade das voluntárias (n=25) Tub a r ão - SC Lau r o M ü lle r - SC Br a ço d o N o rte - S C Ou t ro 2 0 % 4 0 % 2 0 % 2 0 %

Naturalidade das participantes

Fonte: Autores, 2019.

Figura 3: Gráfico representando o estado civil das participantes. (n=25)

Solt e iro (a ) Ca s a do (a) Jun t o (a ) Div o rci a do (a) Viúv o (a ) Viú v o (a ) co m c o m p anh e iro (a ) Ou t ro 1 6 % 5 2 % 8 % 12 % 8 % 4 % 0 %

Estado Civil das participantes

Fonte: Autores, 2019.

No presente estudo, podemos observar na figura 3 que 52% das voluntárias são casadas e o cônjuge é umas das pessoas mais importante durante todo o tratamento e na fase de reabilitação, o seu apoio é fundamental.

O cônjuge tem um papel fundamental durante todas as fases do tratamento, existe a necessidade da mulher em contar com o apoio do companheiro durante a fase

(9)

de reabilitação que ocorre após o diagnóstico e a mastectomia. É comum que alguns companheiros de mastectomizadas lhes deem apoio, não manifestando desconforto com a falta da mama ou mesmo em manter as relações sexuais.23

No restante, 16% eram solteiras, 8% apenas morava junto com o companheiro, 12% eram divorciadas, 8% viúvas e apenas uma voluntária era viúva mas tinha companheiro.

Na figura 4, observa-se que 44% das voluntárias residem com cônjuge e 40% vivem com filho/a (os/as). Porém das 25 participantes, 3 responderam que moram com o cônjuge e filho/a (os/as). No restante das voluntárias 12% moram com o companheiro, 16% moram sozinhas e teve apenas uma voluntária que mora com neto/a (os/as).

Figura 4: Gráfico representando com quem as voluntárias vivem (n=29)

Cô n jug e Co m p an h e iro Filh o /a (os / a s) Soz i n ho (a) Ne t o /a (os / a s) 4 4 % 1 2 % 4 0 % 1 6 % 4 %

Com quem vive

Fonte: Autores, 2019.

O câncer de mama é mais comum em mulheres que vivem em áreas urbanas, sendo sua etiologia multifatorial, envolvendo aspectos individuais, ambientais, reprodutivos, hormonais e genéticos.8

Deve ser mencionado que, como a prevalência aferida na PNS (Pesquisa Nacional da Saúde) é definida por diagnóstico médico, ela só considera as pessoas que tiveram acesso aos serviços especializados, o que faz com que residentes em áreas urbanas tenham maior chance de ser diagnosticados. Esse achado também foi observado no estudo que utilizou dados da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) de 2003.24

(10)

Confirma-se na figura 5 que 88% das mulheres foram diagnosticadas com câncer de mama residem em áreas urbanas. No presente estudo apenas 12% das voluntárias moram em área rural.

Figura 5: Gráfico representando a área que as voluntárias residem (n=25)

U r b a n a Ru r a l 8 8 % 1 2 %

Área de residência

Fonte: Autores, 2019.

Confere-se na figura 6 que 32% das voluntárias fizeram apenas o ciclo primário completo, 20% completaram o ciclo médio completo, 16% sabiam apenas ler e escrever, 12% tinham o ciclo fundamental completo, 8% fizeram o ciclo superior incompleto e 12% tinham o ciclo superior completo.

O aumento da escolaridade não está diretamente relacionado ao aumento na procura por exames de prevenção do câncer de mama. Ao contrário, as mulheres que mais realizaram a mamografia tinham somente o ensino fundamental incompleto.25

Castro25 fala que o nível de escolaridade não está relacionado a quantidade de

pessoas que procuram por exame de mamografia para prevenção do câncer. Sabemos que na mamografia também pode-se descobrir o câncer. A detecção precoce do câncer de mama em estágio inicial por meio da mamografia é das maneiras efetivas de se reduzirem as taxas de morbidade e mortalidade.26 Oliveira et al.27 estimaram as chances

de as mulheres realizarem mamografia no Brasil, nos anos de 2003 e 2008, fazendo uso de um logit binário, com o qual chegaram à conclusão de que as de maior renda e escolaridade, [...] apresentam a maior chance de procurarem a realização de uma mamografia. Oliveira et al.27 diz que as pessoas de maior renda e escolaridade, tem

maior chance de procurarem a realização de uma mamografia. Porém no presente estudo, na figura 6, mostra que 32% das voluntárias realizaram apenas até o ciclo primário completo e somente 12% tem o ciclo superior completo.

(11)

E em relação a renda, (Figura 7) 52% das voluntárias do estudo ganham apenas um salário mínimo por mês e somente 8% delas ganham de 8 à 10 salários mínimos, ou seja, o presente estudo contradiz o que Oliveira et al27 diz, pois quem tem menor nível

de escolaridade e socioeconômico foram as que mais tiveram câncer e realizaram mamografia.

Figura 6: Gráfico representando o nível de escolaridade das participantes do estudo

(n=25) 1 6 % 32 % 1 2 % 20% 8 % 12% Escolaridade Fonte: Autores, 2019.

Figura 7: Gráfico representando o nível socioeconômico das voluntárias, ou seja,

quantos salários mínimos elas ganham por mês (n=25)

1 s a lár i o m ínim o De 2 a 4 s a lár i s m ínim o s De 5 à 7 s a lár i o s m ínim o s De 8 à 10 s a lá r ios mín imo s Acim a de 10 5 2 % 2 4 % 1 6 % 8 % 0 %

Nível socioeconômico

Fonte: Autores, 2019.

Na figura 8 observa-se que 80% das participantes realizaram mastectomia e 20% responderam que “não”. As que responderam “não” realizaram a cirurgia conservadora chamada quadrantectomia, elas participaram do estudo porque “não ter realizado mastectomia” não é um critério de exclusão e também porque tiveram alteração nas aréolas, ou seja, há hipótese de uma possível micropigmentação.

(12)

Figura 8: Gráfico representando quantas participantes do estudo realizaram mastectomia. (n=25) S i m N ã o 8 0 % 2 0 %

Realizaram mastectomia

Fonte: Autores, 2019.

Das voluntárias que participaram desta pesquisa, em relação ao tempo que realizou a mastectomia até o dia em que respondeu o questionário, observa-se na figura 10, que a maioria das voluntárias (40%), realizaram a cirurgia a mais de 6 anos, 20% das voluntárias realizaram em menos de 1 ano, 24% fizeram entre 1 ano e 3 anos e apenas 16% realizaram a mastectomia entre 4 e 6 anos.

Figura 10: Gráfico representando o tempo que as voluntárias realizam a

mastectomia/quadrantectomia até o dia em que responderam o questionário (n=25)

2 0 % 24% 1 6 % 4 0 %

Há quantos anos realizou a Mastectomia

(13)

Independente da abordagem cirúrgica (radical ou conservadora) utilizada, as inúmeras complicações decorrentes do tratamento para tratar estas pacientes são dolorosas, incapacitantes, desagradáveis e perturbam a recuperação.28 É obrigatório que

as alterações identificadas pós-cirurgia de mama com linfadenectomía axilar total (LAT) sejam conhecidas por profissionais da saúde, especialmente fisioterapeutas, pois, assim, buscar-se-á prevenir ou minimizar possíveis complicações físico-funcionais que venham a dificultar a recuperação das mulheres no pós-operatório de câncer de mama.28

Bregagnol 28 relatou que a recuperação do tratamento é difícil, a figura 11 mostra

que 60% das voluntárias relataram que a recuperação foi boa/tranquila o que não confere com o que o mesmo relatou anteriormente. Apenas 40% das participantes disseram que a recuperação foi difícil.

Figura 11: Gráfico representando o estado da recuperação das voluntárias (n=25)

B o a / Tr a n q u i l a Ru i m D i f í c i l 6 0 % 0 % 4 0 %

Como foi a recuperação

Fonte: Autores, 2019.

Observando a figura 12, em relação à idade das voluntárias comprova-se que realmente o câncer é raro até os 25 anos, no presente estudo não teve nenhuma voluntária com essa idade. Cerca de 16% das voluntárias tinham idade entre 26 e 35 anos, 52% tinham entre 36 e 45 anos, esse foi o maior número de voluntárias. Diferente de como Oliveira 24diz, de que a maioria das pessoas tem o diagnóstico após os 50 anos

de idade, no presente estudo tivemos cerca de 32% das voluntárias que eram maiores de 50 anos.

(14)

Figura 12: Gráfico representando a idade das voluntárias quando descobriram o câncer (n=25) 0 % 1 6 % 5 2 % 3 2 %

Idade quando descobriu o câncer

Fonte: Autores, 2019.

A idade tem nítida influência no aparecimento da doença: seu aparecimento é raro até os 25 anos, sua incidência aumenta a partir dos 30 anos, apresentando um pico até os 50 anos de idade8. A maior parte das pessoas tem o diagnóstico após os 50 anos

de idade, o que é esperado para a maioria dos tumores malignos.27

Considerando que diante de uma doença como o câncer de mama a mulher fica extremamente fragilizada, é neste instante que a família assume seu papel de proteção e amparo, ajudando a superar os momentos em que ela se sente impotente e incapaz. Constatando tal afirmação, todas as mulheres que fizeram parte da amostra referiram ter recebido apoio familiar constante por parte de diferentes membros da família e alegaram ainda que se sentiram mais cuidadas, recebendo excesso de carinho e atenção em comparação ao período pré-câncer.23 Na figura 13, confirma-se que 100% das

voluntárias entrevistadas tiveram o apoio da família.

Figura 13: Gráfico representando o apoio dos familiares às mulheres durante o

tratamento (n=25) S i m N ã o 1 0 0 % 0 %

Tiveram apoio da família

(15)

Das voluntárias 48% responderam que após o acontecido sua autoestima ficou abalada, 28% responderam que ficou normal e 24% relaram que sua autoestima ficou péssima.

A retirada da mama frequentemente gera uma repercussão negativa para a mulher, principalmente no que se refere à sua autoimagem corporal, implicando também em comportamentos de isolamento devido à tristeza pela mutilação, vergonha e receio do preconceito das outras pessoas, quanto à retirada do órgão. A mama simboliza a feminilidade da mulher e é cheio de representações para a mulher, pois além de ser objeto de desejo e satisfação sexual, também é caracterizado como um dos primeiros laços de estreitamento mãe e filho, e independente da faixa etária na qual a mulher se encontra, quando desenvolve o câncer, ocorre o conflito emocional entre o real e o simbólico. A mastectomia costuma causar impacto à mulher, pois abala a sua autoestima, uma vez que infringe diretamente sua imagem corporal.23

Confirma-se o que Ferreira23 diz, de que realmente após todo o acontecido a

autoestima fica abalada, porque a mulher acaba perdendo algo que mais identifica o sexo feminino. Algumas mulheres conseguem levar a vida normalmente após o acontecido porém o nível de mulheres abaladas ainda é muito grande, como mostra a figura 14.

Figura 14: Gráfico representando como ficou a autoestima de cada participante após

todo o acontecido (n=25) N o rm a l N ã o v i m u d a n ç a s A b a l a d a Pé s s i m a 2 8 % 0 % 4 8 % 2 4 %

Estado da autoestima após o acontecido

Fonte: Autores, 2019.

Conforme figura 15, 32% das participantes responderam que conhecem a técnica de micropigmentação das aréolas. 28% responderam que já ouviram falar sobre e a

(16)

mesma quantidade de 28% responderam que não conhecem a técnica, apenas 12% das participantes disseram que nunca ouviram falar da técnica.

Figura 15: Gráfico representando o conhecimento das participantes sobre

micropigmentação das aréolas (n=25)

Sim Já o uv i fa la r Nã o Nunca o uv i fa la r 3 2 % 2 8 % 2 8 % 1 2 %

Conhecem a técnica de Micropigmentação das aréolas

Fonte: Autores, 2019.

A Reconstituição da aréola com micropigmentação é uma técnica da área de estética, onde o esteticista com especialização em micropigmentação cria um desenho da nova aréola e do mamilo com um dermógrafo, fazendo uso de várias técnicas e angulações na camada subepidérmica da pele, onde será usado pigmentos inorgânicos em ilusão de relevo.29

Das mulheres que conheciam ou que já ouviram falar sobre técnica de Micropigmentação para reconstruir as aréolas, foi questionado se as mesmas fariam a técnica. (Figura 16)

Figura 16: Gráfico representando a quantidade de mulheres que fariam ou que já

(17)

S i m N ã o J á fi z

1

1

1

3

Se fariam a técnica OU SE JÁ FIZERAM

Fonte: Autores, 2019.

Das participantes que conheciam, 11 voluntárias fariam a micropigmentação das aréolas, apenas uma delas respondeu que não faria e 3 das participantes já tinham feito a técnica, então essas responderam 3 questões a mais.

A tatuagem do complexo areolopapilar (CAP) é um procedimento seguro, rápido, com baixa morbidade e bons resultados na finalização da reconstrução mamária. O procedimento realizado de forma adequada, seguindo técnicas básicas de assepsia e antissepsia, raramente causa desconforto, reações ou infecções.13

Foi questionado para as mulheres que já haviam feito a micropigmentação como havia sido o procedimento (figura 17) e uma mulher respondeu que tinha sido bom, outra que achou dolorido e outra participante já relatou que foi tranquilo. Ou seja, apenas 3 mulheres das 25 haviam realizado a micropigmentação para a reconstrução das aréolas.

Figura 17: Gráfico representando como foi o procedimento das mulheres que

realizaram a micropigmentação das aréolas (n=3)

B o m Ru i m D o l o r i d o Tr a n q u i l o N ã o s e n t i u n a d a

1

0

1 1

0

Como foi o procedimento

(18)

Foi questionado se foi o que as mesmas queriam. E 100% delas responderam que obtiveram o resultado esperado, conforme o estudo a baixo relatou em seus resultados.

Mulheres que optaram por realizar a micropigmentação da mama reconstruída ficaram muito satisfeitas e relataram o aumento da autoestima e, consequentemente, a melhor percepção da imagem corporal.30

Em relação a autoestima das voluntárias micropigmentadas, também, 100% delas relataram que ficaram com a autoestima elevada após o procedimento, confirmando o que Zan26 relatou.

Cerca de 10 voluntárias alegaram que não conheciam a técnica, desta forma foi questionado o que as mesmas achavam que era micropigmentação das aréolas.

Observa-se na figura 20 que 5 delas não faziam ideia do que era a técnica, 3 achavam que era uma técnica de tatuagem para reconstrução das aréolas e 2 voluntárias conheciam apenas a micropigmentação em sobrancelhas/lábios/olhos.

Figura 18: Gráfico representando o que as voluntárias que não conheciam a técnica que

era micropigmentação das aréolas (n=10)

5

3

2

o QUE AS VOLUNTÁRIAS QUE NÃO CONHECEM A TÉCNICA, acham que É MICROPIGMENTAÇÃO DAS ARÉOLAS

Fonte: Autores, 2019.

5 CONCLUSÃO

O câncer de mama ainda ocorre com muita frequência entre as mulheres, principalmente nas que vivem em áreas urbanas, e independente de como for o tratamento cirúrgico, radical ou conservador, todas que passam sofrem bastante e

(19)

tendem a ter uma diminuição de autoestima devido ao fato de que perdem o símbolo da sexualidade feminina. No estudo notou-se que das participantes a maioria era casada e tiveram apoio da família, e este apoio é essencial para o tratamento, mesmo que algumas não tenham ficado com a autoestima abalada.

No presente estudo grande quantidade das voluntárias tinham eram maiores de 50 anos de idade. 52% eram casadas e moravam com seus respectivos cônjuges. Já 52% das voluntárias ganham apenas um salário mínimo por mês, o que pode dificulta-las devido aos gastos com o tratamento. 88% delas moravam em área urbana.

Avaliou-se o conhecimento das mulheres que fizeram mastectomia e quadrantectomia, sobre micropigmentação das aréolas. Foi possível observar que das 25 mulheres entrevistadas cerca de 60%, conhecem ou já ouviram falar sobre micropigmentação das aréolas.

Das voluntárias que conhecem a técnica 11 relataram que fariam a técnica e 3 delas disseram que já tinham feito, destas todas relataram que o procedimento foi como esperavam e que após ele elevou suas autoestimas. Então comprova-se que realmente a micropigmentação das aréolas eleva a autoestima das mulheres que passam ela mastectomia ou quadrantectomia. Notou-se que há um grande número ainda de mulheres que não conhecem a micropigmentação das aréolas após o tratamento do câncer com cirurgia. Falta divulgação nos locais onde se tem mais mulheres com este perfil, como comprovado neste estudo, a técnica eleva a autoestima delas, e isso pode ajudá-las a superar a perda da mama e retornar a vida normal, principalmente, a vida sexual.

Assim, considera-se importante divulgar a micropigmentação das aréolas para as mulheres que passam pelo tratamento de câncer de mama, a técnica vai melhorar seu bem-estar do corpo e começar a aceita-lo melhor, e principalmente, elevar sua autoestima.

Sugere-se mais estudo sobre micropigmentação das aréolas para mulheres que fazem mastectomia ou quadrantectomia.

REFERÊNCIAS

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mastectomizadas. Faculdade de tecnologia do ipê pós graduação em estética e cosmetologia. Manaus – AM 2015.

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8. Alves PC, Barbosa ICFJ, Caetano JÁ, Fernandes AFC. Cuidados de enfermagem no pré-operatório e reabilitação de mastectomia: revisão narrativa da literatura. Rev. Bras. enferm. Vol. 64 no.4 Brasília July/Aug. 2011.

9. Tiezzi DG. Cirurgia conservadora no câncer de mama. Rev Bras Ginecol Obstet. 2007; 29(8):428-34.

10. Castilho RS, Amorim WC, Júnior JLS, Rezende CAL. Cirurgia conservadora da mama 1981-2002: uma visão histórica. Revista Médica de Minas Gerais 2008; 18(1): 49-55

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11. Chociai ACAS, Silva ABD, Junior IM, Groth AK et al. Técnica de reconstrução imediata após quadrantectomia superior externa com zetaplastia. Rev Bras Cir Plást. 2013;28(supl):1-103

12. Machado D, Carvalho MFS, Batista RP. Micropigmentação Paramédica Para Reconstrução De Aréola Após Mastectomia. Conic Semesp – 17º Congresso Nacional de Iniciação Científica - FACULDADES INTEGRADAS DE FERNANDÓPOLIS, Novembro de 2017.

13. Pessoa SGP, Matos JRF, Dias IS, Pessoa BBGP, Alencar JCG. Técnica simples e segura para a reconstrução areolopapilar com tatuagem intradérmica. Rev Bras Cir Plást. 2012;27(3):415-20

14. Bunchman HH 2nd, Larson DL, Huang TT, Lewis SR. Nipple and areola

reconstruction in the burned breast. The “double bubble” technique. Plast Reconstr Surg. 1974;54(5):531-6.

15. Rees TD. Reconstruction of the breast areola by intradermal tattooing and transfer. Case report. Plast Reconstr Surg. 1975;55(5):620-1

16. Elliott LF, Hartrampf CR Jr. Breast reconstruction: progress in the past decade. World J Surg. 1990;14(6):763-75.

17. Brandão FM et al. Dermopigmentação cutânea em pacientes mastectomizadas. Goiânia: Universidade Católica de Góias, 2014.

18. Alcantra JS, Souza LS, Souza MS, Zafino CMB et al. O uso da micropigmentação para o design de sobrancelhas. Revista de Produção Acadêmico-Científica, Manaus, v.4, n.º 1 2017.

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21. Fontelles MJ, Simões MG, Farias SH, Fontelles RGS. Metodologia da pesquisa científica: diretrizes para a elaboração de um protocolo de pesquisa, 2009. 22.BRASIL. Resolução 466/12, Ministério da Saúde 2012. Disponível em:

<http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/cns/2013/res0466_12_12_2012.html.> Acesso em: 27 maio 2019.

23. Ferreira DB, Faragol PM, Reis PED, Funghettoll SS. Nossa vida após o câncer de mama: percepções e repercussões sob o olhar do casal. Rev Bras Enferm, Brasília 2011 mai-jun; 64(3): 536-44.

24. Barros MBA, Cesar CLG, Candira L, Torre GD. Desigualdades sociais na prevalência de doenças crônicas no Brasil, PNAD-2003. Ciênc Saúde Coletiva 2006; 11(4): 911-26.

25. Castro RX. Adesão das usuárias das unidades básicas de saúde do município de Ruberlita – Minas Gerais aos métodos de detecção precoce do câncer de mama. Araçuai – MG/2011.

26. Santos GD, Chubaci RYS. O conhecimento sobre o câncer de mama e a mamografia das mulheres idosas frequentadoras de centros de convivência em São Paulo (SP, Brasil). Ciência & Saúde Coletiva, 16(5):2533-2540, 2011

27. Oliveira MM, Maltal DC, Guauchel H, Moura L et al. Estimativa de pessoas com diagnóstico de câncer no Brasil: dados da Pesquisa Nacional de Saúde, 2013. Rev Bras Epidemiol Dez 2015; 18 Suppl 2: 146-157

28. Bregagnol RK, Dias AS. Alterações Funcionais em Mulheres Submetidas à Cirurgia de Mama com Linfadenectomia Axilar Total. Revista Brasileira de Cancerologia 2010; 56(1): 25-33

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29. Vianna M. Após a mastectomia a reconstrução dos seis. In. Especial Câncer de Mama. Revista Les Nouvelles esthétiques n. 109, p. 27-30, 2009.

30. Zan NBS, Ferreira L, Conti MHS, Francisco J. O impacto da micropigmentação de aréola pós reconstrução de mama, na imagem corporal de mulheres

mastectomizadas. Universidade do Sagrado Coração, Novembro/2017.

APÊNDICE A – Termo de consentimento livre e esclarecido (TCLE)

TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO

Você está sendo convidado(a) como voluntário(a) a participar da pesquisa: A

micropigmentação das aréolas em mulheres mastectomizadas e que tem como

objetivo avaliar o conhecimento das mulheres mastectomizadas sobre micropigmentação das aréolas. Acreditamos que seja importante pesquisar a respeito desse assunto, pois acredita-se que a micropigmentação das aréolas em mulheres mastectomizadas pode elevar sua autoestima após tanto sofrimento e luta. O intuito deste projeto é conhecer mais sobre quem passou por todo o processo do câncer, desde a descoberta até a mastectomia, e se conhecem a técnica que pode melhorar sua autoestima.

Participação do estudo – A minha participação no referido estudo será de responder

um questionário o qual terá questões para mulheres mastectomizadas que realizaram micropigmentação das aréolas e para mulheres mastectomizadas que não realizaram micropigmentação das aréolas, o qual levará o tempo de 5 minutos, poderei responder na Rede Feminina de Combate ao Câncer de Tubarão – SC.

Riscos e Benefícios – Você será informado que, da pesquisa a se realizar, pode esperar

um benefício tal como aprofundar conhecimentos sobre a micropigmentação das aréolas. A presente pesquisa oferece riscos mínimos, em conformidade com a Resolução CNS nº 466/12, com garantia de confidencialidade, sigilo, sem aparecimento de marcas pessoais (cicatrizes, tatuagens) e a retirada da participação da pesquisa a qualquer

(24)

momento e a garantia de assistência psicológica, se necessária. É possível que a voluntária fique desconfortável por estar respondendo o questionário. A voluntária possui o direito de pedir para não responder o questionário. Sendo assim, a mesma será excluída da amostra sem interferir no resultado final. A identidade da voluntária será preservada, com total anonimato.

Sigilo e Privacidade – Você estará ciente de que sua privacidade será respeitada, ou

seja, seu nome ou qualquer dado ou elemento que possa, de qualquer forma, a identificar será mantido em sigilo. Os pesquisadores se responsabilizam pela guarda e confidencialidade dos dados, bem como a não exposição dos dados da pesquisa.

Autonomia – É assegurada a assistência durante toda a pesquisa, bem como garantido o

livre acesso a todas as informações e esclarecimentos adicionais sobre o estudo e suas consequências, enfim, tudo que você queira saber antes, durante e depois da sua participação. Declaro que fui informado de que posso me recusar a participar do estudo, ou retirar meu consentimento a qualquer momento, sem precisar justificar, e de, por desejar sair da pesquisa, não sofrerei qualquer prejuízo à assistência que vinha recebendo.

Ressarcimento e Indenização – Não haverá ressarcimento dos valores gastos como

comida e transporte pois a voluntária estará na Rede Feminina de Combate ao Câncer onde realiza semanalmente suas atividades e a pesquisadora irá coletar os dados neste local, combinando o melhor dia e horário. Caso ocorra algum dano decorrente da participação no estudo, mesmo que seja inesperado, mas que tenha comprovação, você será devidamente indenizado, conforme determina a Resolução 466/2012.

Devolutiva dos resultados – Você poderá quando quiser pedir informações sobre a

pesquisa às pesquisadoras. Esse pedido pode ser feito pessoalmente, antes ou durante a entrevista, ou depois dela, por telefone, a partir dos contatos do pesquisador que constam no final deste documento, ou durante a entrevista.

Contatos - Pesquisador Responsável: Fabiana Durante de Medeiros

Telefone para contato: (48) 999065383

E-mail para contato: [email protected]

Pesquisador: Bruna Nascimento de Souza Telefone para contato: (48) 988631774

(25)

Comitê de Ética – O Comitê de Ética em Pesquisa em Seres Humanos (CEP) é

composto por um grupo de pessoas que estão trabalhando para garantir que seus direitos como participante sejam respeitados, sempre se pautando das Resoluções 466/12 e 510/16 do CNS. Ele tem a obrigação de avaliar se a pesquisa foi planejada e se está sendo executada de forma ética. Caso você achar que a pesquisa não está sendo realizada da forma como você imaginou ou que está sendo prejudicado de alguma forma, você pode entrar em contato com o Comitê de Ética da UNISUL pelo telefone (48) 3279-1036 entre segunda e sexta-feira das 9 às 17horas ou pelo e-mail

[email protected].

Declaração – Declaro que li e entendi todas as informações presentes neste Termo e

tive a oportunidade de discutir as informações do mesmo. Todas as minhas perguntas foram respondidas e estou satisfeito com as respostas. Entendo que receberei uma via assinada e datada deste documento e que outra via será arquivada por 5 anos pelo pesquisador. Enfim, tendo sido orientado quanto ao teor de todo o aqui mencionado e compreendido a natureza e o objetivo do já referido estudo, eu manifesto meu livre consentimento em participar, estando totalmente ciente de que não há nenhum valor econômico, a receber ou pagar, por minha participação.

Nome e Assinatura do pesquisador responsável: ______________________________ Nome e Assinatura do pesquisador que coletou os dados: ______________________

Eu, _______________________________, abaixo assinado, concordo em participar desse estudo como sujeito. Fui informado(a) e esclarecido(a) pelo pesquisador _____________________________ sobre o tema e o objetivo da pesquisa, assim como a maneira como ela será feita e os benefícios e os possíveis riscos decorrentes de minha participação. Recebi a garantia de que posso retirar meu consentimento a qualquer momento, sem que isto me traga qualquer prejuízo.

Nome por extenso: _______________________________________________ _______________________________________________

(26)

RG:

Local e Data: _______________________________________________

Assinatura: _______________________________________________

Adaptado da PUCPR

APÊNDICE B – QUESTIONÁRIO PARA MULHERES MASTECTOMIZADAS QUE REALIZARAM OU NÃO A MICROPIGMENTAÇÃO DAS ARÉOLAS

1. Idade:  Entre 18 à 25 anos  Entre 26 à 35 anos  Entre 36 à 45 anos  Maior de 50 anos 2. Nacionalidade:  Brasileiro (a)  Outro 3. Naturalidade:  Tubarão  Outro 4. Estado Civil:  Solteiro (a)  Casado (a)  Junto (a)  Divorciado (a)

 Divorciado (a) com

companheiro (a)

 Viúvo (a)

 Viúvo (a) com companheiro (a)  Prefiro não revelar

 Outro 5. Número do dependentes:  Nenhum filho  1 filho  De 2 à 3 filhos  De 4 à 5 filhos  Mais de 5 filhos 6. Área de residência:  Urbana  Rural

7. Com quem vive:

 Cônjuge  Companheiro  Filho/a (os/as)

(27)

 Irmão/os (ã/ãs)  Sozinho (a)  Neto/a (a/as)  Outros 8. Escolaridade:  Analfabeto

 Sabe ler e escrever apenas  Ciclo primário completo  Ciclo Fundamental completo  Ciclo Médio completo  Ensino Superior incompleto  Ensino Superior completo  Outro 9. Nível socioeconômico:  1 salário mínimo  De 2 a 4 salários mínimos  De 5 à 7 salários mínimos  De 8 à 10 salários mínimos  Acima de 10 10. Realizou MASTECTOMIA?  Sim  Não 11. Há quantos anos?  Menos de 1 ano  Entre 1 ano e 3 anos  Entre 4 anos e 6 anos  Mais de 6 anos

12. Como foi a recuperação?

 Boa/Tranquila

 Ruim

 Difícil

13. Qual sua idade quando descobriu o câncer?

 Tinha entre 18 à 25 anos  Tinha entre 26 à 35 anos  Tinha entre 36 à 45 anos  Maior de 50 anos

14. Teve apoio da família?

 Sim

 Não

15. Como ficou sua autoestima após o acontecido?  Normal  Não vi mudanças  Abalada  Péssima 16. Conhece a técnica de MICROPIGMENTAÇÃO NA RECONSTRUÇÃO DAS ARÉOLAS?  Sim  Já ouvi falar  Não

 Nunca ouvi falar

17. Se sim, faria a técnica?

 Sim

 Não

 Já fiz

18. Se já fez a técnica responda (a, b e c):

a. Como foi o procedimento?

 Bom

(28)

 Dolorido  Tranquilo  Não senti nada

b. Obteve o resultado que queria?

 Sim

 Não

 Esperava mais

c. Elevou sua autoestima após realizar a micropigmentação das aréolas?

 Sim

 Não

 Não mudou nada  Piorou

19. Se não conhece a técnica, o que

você acha que é

MICROPIGMENTAÇÃO DAS

ARÉOLAS?

 Não faço ideia do que seja  Não sei para que serve  Não sei o que é aréola

 Técnica de tatuagem para reconstrução areolar

 Conheço apenas

micropigmentação em

(29)

AGRADECIMENTOS

Agradeço primeiramente a Deus pelo dom da vida e por ter me proporcionado sabedoria para chegar até aqui. A minha família pelo apoio, dedicação e paciência contribuindo sempre para que eu tivesse uma jornada mais fácil no decorrer desses anos. Agradeço aos professores por sempre estarem dispostos a ajudar e contribuir para um melhor desempenho no trabalho, em especial a minha orientadora. Agradeço também aos meus colegas de classe por todo apoio e compreensão.

Enfim, agradeço a todos que participaram e contribuíram para que eu pudesse concluir essa etapa decisiva em minha vida.

Referências

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