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'/,.-( '',~-~"(.,..--\ /(;. \.- ~ ,},..;1:-~·-~,_A-'-
c\_,,.,_
\~J,JZ>It
-S fi L t=_ I(_ , , LOepartamentc' de Llnguistlc:a
ob-A
1'"1
Ao Edison, aconchego e cun1plicidade de sempre.
~ R~s~tel, com qu~m divi~i as acertos e rlesacertas rle~ta
A Cliudia Lemos, pela rart!cipaçio efet !va que teve na minha for· maçicJ acad2mica par ocasiJn da bol1;a rle Iniciação Cient(fica, que
me rcr\deu a ingresso no prosrama de mestrado.
I~ O·::;
Chêl.r·1otte
meus por5e~ no exame de sua] !ficaçSo.
~Capes e
à
~apesp, pelo aux{lio inrlispen~Jv~l.Aos n\eus colegas de prcfi~sio, que me ajudaram a
nece~~idade e a impc~tância rlest~ pesquisa.
Aos
meus
queridos al11nos, term8metro preciso dos meusacertos.
F a todos os meus amigo~ que, de uma forma ou de outra,
suporta-ram o~ e~eito~ col~terais c!a m!nha rleterminaçio em rlcst:a
"( ••• ) ~ proctuçSo e:n s?rie de indiv{rluos irlenttcamente
programados exige e suscita historicamente a produ~io
de agentes rle progra:nnçio ele~ mesmos i~enticamente
programados e de instrumentos padronizados de con~erva
çSo e ~e transmissSo."
Re"!:·,umo
1(~gua pele livro didático de pcrtusu€s ~uma tentativa de recuperaç5o
,.J, .. ,
...•
bem ou mal sucedida, proc:edendc, sob a perspectiva da : on ....
do
!J~\a vez CGmprnvada a exi~t0ncla rle uma recorrente inadequação das
de ensine desenvolvidas na livro do aluno em relaçâc
obje\:lvo3 prnpastos 11a~ introrluç3es das livros rlo mestre, concluo que
prccessc;s de leitura e escrita
me impcrt~nte no mcltlento e:n que este t:rabalho ve~te a~ roupas da apenas porq1Je a exrlicitaçâo das t: ircu.n~,-,tânc i<;l.',:;
professora de pcrtueu&s da rede estadual de en~,; i no,
~:r· em tom menor o q1Je Já foi tema de d~sturso de tanta gente lu.~:; l~ 1··· ('~
Lei, de diffcil refutaçSo, que nl~is fortemente se tizer·an\ sentir pelas
metirnento do &xito do proceszo educacional, advindo, 2ntre outros
{a-impossibilirlar1e CGilcret:~ rle u1n profeszor ~e médio
oficializado preparar adequadamente suas aulas.
sala par·a outra, de uma aula para outra, em virtude das
m i n:J!.!.;;;_,.~,:.;
sal ir in, esse professor foi perdendo, aradat ivamente, a rrecicsa
auto-nam:a Mo~ velho~ tempos em rela~So ao s~l.l f~zer doce11te. C1·Jn -:;(·:·: q1.!.en t (-?"""
me:·1.Y.-e,
·::~ :;:,, -::; :ondi~3ea, c matPrial que melhor se apresentava (:orna i n~.;t: I""Ument o
Mais do ~lle urna ferramenta ideal de trabalho, por paret:er ~eitc a
vro diditico pa~~cu Inclusive a ser por ele tornado corno ve{{:ulo rle
r~--ciclagern rle {0:1hecirne11to, uma vez que at:~ mesmo rles~e tiro de OPo""JI'"ti.J.···
:1i:Jaj~ ~oi ele aos PCIJCOS sendo privado"
c a i: ... corno uma luva. Aliando as velhas normas gramaticais
"mndernizarlas" e dirl~tizarl~s ror exerc(cios variaria~- a textos 1 i t:
f.-:·--:·;!_(:_·_;i-·;
o·;:;
rle Cnmu:·1icaçao P Expres~~o ganharam cr~riito ~uficiente p~ra
1s
custas de uma serventia s11e gradativamente se tornouA
despeito das exceç:Ses existentes, que por serem exceç5ese:·t~ararla~ coma tnl, foi principalmente e1n Juraç5a rlesse !"I I Ví'f:,_ '
'
C' I I ;:.' ' ...
c professnr de !e
e
22 grau~s, nota~amente o ria pi.Í.I:i 1 :C<')_ 1os pr~prios (~sSos oficiais da Estado passaram~ distribuir
g!-"{';l_·---\:1.1ita P rliretamente às escolas milhare~ e mil~a~·es de eJ<emplnres.
Cem isso a rela,io professor/livre diditico foi ficando ma1s for
~~. em benef(cio, indiret~mente, rle um
Já
pr6srero mercarlo eiitorial.A ~rapaganda ~tio poderosa e as condiç3es de e:<ercfcio da
:n:;,1_ reduzido ao3 per{odos previstos para planejamento do sabemos,
i
c1n grande parte rlevcrarlo pelos er1c~rgcslUE se 1hes tmr3em. Isso apesar de todos as esfOfiOS que têm sido
em-l:l Cl""
.
···' ~r1tirlarle~ representativas ria clas~e, dee:n~;ino, e~\ tais períorlo~.
u.t i"! . : ;::.<:"IÇ _, <:1.0
11es~e instr~1mP11ta, que e1n Jltima in~ti:1cia, :n i 1 h <;i_ ...
de decis5o sobre ~-... I • '"-.. IJ. • O 'l di-:: ClP ..
~er:or, Já que a adoçâo é quase sempre dada como indiscutível. ~
sa-ilPtnns, geY~l:ne:1te: a resposta •se rlá muito menos em funçâo rle: um e~:;t u.do
2rga promocional que ~s erlitcras imp!ngem sobre os mesmos, env i <":l.ndo ....
1~.e~ os mais variado~ catilogos e exemplare~;.
se faz pre~;ente 2m alguma instincia do
ela reflete, no
c~-~l.p (-:-~:-~ ':':\. ·::; riesta ou rlaqueln co!eçJo partic~tlar n<:'.o ,.,
PI-~DPO'c;.t:a !lH:~todológica d(~ ensino de 1íngtJ.a, ~,:m ~;\,que o >::ordunh:l ;:!:;,l,'.:·.
cu:e~oes encerra. Ou seja, a avalia~io que frequentemente se faz de~se
t{t!J1C,
·f(·:·:l·-en---, .. , ... ,
.-·,.,_, mc--:;mt:J
Assi!n, alguns dos argumentos mais utilizados para a aprovaçâc) ou
V: ":t: D (e a e~;cola
X
tem 'J.:r:"'· b on ~=; I ·::;<:;o pr·c···<::to-: ";-:,=.c t•--.1m::.1. po:-" J·-.:-::··!~er·f.~nc i~=~- !.J.n i c:am(·:~nt(:·:· c ;:~r·óp:'· i o ·1 i v: ... o ..
~. pois, rue pa~ec:e, prec:isam~nte 2rn ~unçic de alguns pressuposto3
~J :-· ;:~u.--;
';/(.:'"" ... ' P'-'Jdemo~:; .. I 't .
C:i\:a :co
•.'2 11rn determinado manual
acontecim~ntos. Muitos menos
qu.::;. }_ ··:_(.:'•
"! :0:
cond: ....
Un1
d~ssespressupostos, creio que dado ccmo certo, 6 o de que
to·-Cl).t:r·.::l,
e---d~ prática corrente de ensino rle !{ngua, do q~1e, ao
~ao D€rlagógica que ele veicula autorizando e legitiman~o.
comn
··:,t-:: Julga o cn11te~rlo do livro dirldtic:o de portusuis ~a que ---;e:··
:;:,em;., r f:·'
p ;, .:.í. t : (" {J no···
,<,:::· !.J.m m•.<O'";mc lus::J:··· l. i v:--;:)
didát·ico de pcrtugu&s nada mais i do q•le a idealizaçâo de IJffi corJte0do,
---;f: c e, ' c de·''inido f-~m p:'"<":l."'
'··
veic'.J.'J.:.;~.d;.:\ re1o 1 iVI'·o. Come, d li:~·::;~:;;;~. ·!' i.:l r· ma , c.t'· :a.· --::;e •1m c. í r·>:-_:1.!.·\ i_} VIum ~spaço para um~ atuaçic pedag~gica diferenciada daq11ela
;_"J_ F-' :r (·:-' -::;e n !:: =i:i. ~::o!no
._]u.'·;f::<:l.mt:-nt:i-:-: ::·:\ pr,·áttc;:~ d·:-:-· cn~:;ino q1.1e •=::-1e, Iivr··o, v~::~icu.1~'.í. ..
F"OI''t:IJ·"
·-_::,_)_c·=-- r::'-'. :·i m~~-: ·::; :::! p :'· o::•P :'· : c :1 i v r· c, n r-= m uma p y· :;·,\.r: i , : :;:1. ..-: .::-:· en ,.; i :·1 c :;·.\. ;_ t: c:·:'· n ::1. t i v<:l. \
fi"l(·:·-í:(ld:")')_c,:,Ji~:<. de i-:~n,·;ino de 1ÍI"191.f.:;_l_ :::.:::;:,. e1.~::: 'v'i-:-:ic•J1::.\da .. 1::· ;;1. t:en:---i;:~ Ii!';::.:;u.:'_.-,_ ..
r:·nró~ita~ (~que cn11cebe a linguagem como forma de interaç5o.(1}
cticHt
i cod(€ PO!'-ttl91Jê~~ que coloque em discusâo ~ma questâo ~ue nio
qu_e·::_:!.,
i:f'J.t':
é
a. >':,!:.1. p;·-,·.\r·r·i::t pr·opo'l",t.<.\ de ensina de 1 ÍngiJ.a qu.~:' D :n<:~ilf.!.::·.·~este trabalho~ uma leitura, ~luz da roncep~io interacionista da
lin-'"
•....
'
'~ma vez determinados esses pressupostos, ahre-se a
e a concep~âo de linguagem que e!a representa, de forma
concluir pela existQncia ou n~o de adequaçio interna no material.
A
análise,
pois,visa a testar a coerincla do
livro didJtico deIJ.Iil
Natas da Intraduçic
b i b!. i c····
se
·o
Livro Oirtáti~o rle L.(rlgu~ Portt1guesn- Didatizaçâo edestrui-escrito em cclaboraçio Gcv a 1 d i , L!NICAMP, i ! semestre de 1986 •
.
,
' CC)IliCap (tulcl :i.
1 Primeira Leitura do~ manuais
a :Jre~~ente pesquisa, interessando-me, sobretudo, pelos manuais de
por-':: u. ~:! 1.12: c:; t i d ()
urs~) nas salas 0e aula da regiâo de Campinas.
p~imeiro passo foi obte~ das Delegacias de ;:: n-F.;: no
que na ocas i 5o cobriam as c idade~ de
estaduais de 12 grau a ela~ Jurisdicionada~ durar1te o ano de 1983. No
Me impla:ltaç5o das s2ri~s ~~n~i~ !1o 1Y grau, entrei c nn l:: <''· t: o
por carta com todas elas, para saber guais eram os livros didáticos de
p0rtugu&~ de Su. a 8a. ~érie que :1aquele a110 estavam a~otan~o. C2> D~s
estavu1n arlotanrlo livro diditico. Além di<:;so, houve ca~o- em que ~e
r-w.t
ot~ Títu"lo Total deP.
o ;::.
t.
w. H!.~f:.;;: ...
12 .La
:i
m.L ::: ... '·'·',
... .. . ;lJg;-::.:J. .... d ~ ... G Olli!.\ u J.c
'ª·w:
1º
CI~. ED. NACIONAl_ l5::.4
~1!..\i.ii .... t.oct.!.~f:.:J.g-;;,;~ <
AC!...P.)
r·:·
=:·:·~t MCJDFIHM Nº Y. o .... E nt:.t.JJ.!:.tl.~ ês A!~ R:::L.
CULTURAl.. <w:.0I'
1-HICA 9r:::
( f:P.T.u.Cf:.)
Sc3rtcn e da Cunha
FD .. MOPr-::t~NA
CIA. ED. NACIONAL
0f: ..
[;;it.!J.d
o ..
J) .l.L.i.st . .Ldu ':.j
~-FO. do BRAS:!"!. ..
O pa~sc seguinte foi obter das editoras um exemplar atualizado de
como os rlemais, prnpostas metorlol6;icas rle ensino rlc portugu@~.
o corpus da pesquisa acabou se circunscrevendo a 16 t(tulos.
·-2rer qual foi o critciria adotada para a seleçia desse p ~,,:-" ~_l_
l:: ;;,i. II t: o ' 0 :1~ces~ário
que
eu preciseo
que ent~n~opor
livro did<:i.t!co.,e talv~z o t:raço se
c~tenda tamb0rn para o de outras
áreas
do conhecimento liVI' .. o did<itico~aquele livro Produzido para ser utilizado em sala de aula. PtJr
~um livro que apresenta seu COI1te~do organizado em rJn idades
(ou
li~6es).Dessa maneira, o livro é dirlJtico
porque pressupoea
e~·-::ala remo seu conte:<to de use, os alunos
cn1no seus ttsuários e a dinâmica rle sala rle attla co~•o o modo rle
1;~v i d en t Ellli:t:n ....
t:e, ~e to~nanrlo uma proposta 1netodol6gica de ensino ~esse conte~do, no
111<":\n !.J.::i'. i ·;:;
i·=~mPI'·e~:Jo c:omo ,
_,
..
,.,
.:: de~:;t i····:1a:u exclu~ivamente a um uso em sala de aula. Vai daí nâo
-·-:-•.-:-.-r.~ cortte~do nrganizadc em unidarles rle EI1SillD, ma~ oi:n
d i +'E:!·· í·'~n
-·--bem, corno a idéi~ inicial 2ra a de fazer a leitura de
:o!eçJo separadamente, ra~tinrto-se rla m~i~ pa~a ameno
:~colas, pa~a entio ser feito um trabalho comparativo, asa;m
iniciar1ctc com Siqueira e 8ertoli:1. Por?m, mal registrarias a~ primeifaG
ohs2rvaç3es, pude perceber o suio insatisfat6rios seriam os resultados ao·~ quais elas me l~varia:n, Já que a :n~to!!ologia arlotacta pafa a
análi-por ·Favorecer um volume indeseJável : m····
pessoais sobre as ~arlos. rortanto, alnMa q~:e etl l'lota~3e a
ficasse srivida rle um rrovo m~todo, o que me p~~·mit iu
ou seja, procurando lnvestl·
ssr ~ n~t~treza rle todas as ccl~i3es simultaneamente, ~arla vez e:n fu.n ··
nece~sidade de visualizar o~ manuais semp~e numa perspectiva
1"" :·· <~. ··:; i (;l_"
entâo, o estabelecimento de
quais aspectos cnnsiderar .. Tende em vista o impacto rlo primeiro
conta·-te com o volume desse tipo de dado, advindo da p~Ópria forma de apr e···
a observar exatamente essa forma, naqueles aspectos
jiversas, chamavam-me a atenção. Assim, passei a rnP
de elementos do tipo: pigina de rosto, lntrodu~io <:1.1uno,
-~im, com aqueles aspecto~ que r prÓprio n1aterial, em si, demandava
!n-es11ltaram
rtum primeiro
fichamento
pnr ~alta rie tev·mc mel~or, nomeei Estrutura da Cole~io.
fol sobretudo de natureza prática, a1ém do que
primeira leitura norteou-me na dircsio de outra~. As~im, c
~~:r1ho a ser tomado dali em diante começava a se delinear 1nais
fac11-Con~iderandc, pois, significativo o fatc de a grande maioria das
ql..l.f-:·
introduç8es ao Professor, onde 0'.'",
prdxirno pa~so, entio, passo1J 3 ser a leitura desse discurso. A
a porta de entrada para o manual, rria me fornecer pi~tas seguras rle
(_~omc pro~erl~r \
etapa
seguinte, que 9e~ia a leiturado
que chamei derespostas aos e:<erc{cios. Um segundo fichamento, portanto,
~dificuldade dizia resp2ito a que aspectos
e r:··
·F i :n, n1J.m di~:;ci.LI~~;;o que, a de'c.;peit:r.J do '.to".tu.n;;.;; d;~.·~; "le~~r·a::;, ·::;(-:·:
'•/ ::J. ~.J () I
tio
imprecisoe tio
igual em 9euconteórlo.
di ·::;·=:;c,
:r. i r; h,·,,_·::; instânc i;~;:;
d i ·::; C U. 1-"" ·:::. I <.! <"~. '; () ·::~
~es11~ntes a~peçtos: obJetivos do ensino de língua, variedade linguís···
tic~ a ser trabalhada pelo manual, estrutura~âo da unidad€ de
do, atlvldades propostas com relaçâo h leitura de textos, e
n 1.1m;1
delin1ita~io do trabal~10, ~ ~ue pude ter a certe~a do
todos c~ aspectos menc\onadcs, a estrutura~io da conto:;~IÍdo foi o que me servil! de alava1·1ca p~npulso~a para u1n
no liv~o do aluno. 0 que os manuais, como j~ disse, se CQI\1· ..
de conte0do da mat~ria ou da discipl~na
J. f:' i.
t11ra mai~ atenta ve~o jemon~trar que por trás de tal maqui~sern se
es-conrle um me~:no e 0nic~ rosto: o livro dirldtico de rortuguPs, que
embo-~e apresente mascarado 1Je m~ltiplas formas, ~ ~ingu1ar na sua
~~1·1c:a. Al:as, esse 0 o tra~o que melhor o identifica e que ror
?O(Jsr!amas dizer, con~tltui a sua marca regl~trada.
F;;~C(·?: ,-~ t:;;;_1 con'";t<1t;:l.<;:S:o, p:--ucedi ~1 um tet~c:t•iro +'ic:hament:a, que 'v'i·
sav~ e~t3belecer qu.ai~ ~5o os pa11tos que os manuais rlestacam CtJmo
es-senciais para(} ensino de língua, como !:ambcirn determinar quais as di·
vi~3es por Bles feitas quanto a esses pontos. E1n otttr~s palavras,
~e-terruinar o que cada uma das coleç8es se prapSe a apresentar como ens\·
de portuguis. Esse trabalho me permitiu verificar que, a d•::·'-s;pe i t D
:::li'! de
o"i•':;··;--·_:,;:; te~to. Permitiu-:lle ainrla identificar ~m cada cale~âa q1.t~is
Nâo posso deixar de ressalta~ a di~lc~lclade que fol penetrar
nes-~e universo cadtico que~
o
livro do aluno. Trata-se rle u:na ta!mistu-~·a de cores, tipos e corpos de letras, f.' \ I!('·' -· ...
qual~~•er tentativa de visualizaçJo Mo que há Me recorrente no material
c o fl ~,; i i,",l, i.ó·~ •.•
' c '
-~ato
ao qual
!_ins (1.977) se refe~iu usando, cem grande p f o···P!'' i •"-:·d<Or.di·?, P n:· ...
tanto, dos ca~c1s raros em que a apresenta~io visual menos
vezes foi preciso investir um esforço bárbaro de minha
CO:"\"""
r2sultado des~a minha tentativa de determinar como ~e
l)i<;l.'"'
'.:>>?·' corporificou numa descri~io da forma de est r1.tt IJ.I·"a~,;:ão
ccnte~do. Trata-se de uma ~equinc:a
dem de[r·escente d& indicaçio pelas escolas consultadas
d3dos, contudo, me parecem fundamentais para uma
I'"Cco~-··
rentes em praticamente todas as unidades de todos os quatro volumes de
Dar se apresentarem, no livre), como subt{tu1c que se dE·:
dos n~ margem esquerda. Destes elementos, os que aparecem tamb~m iJ {""' i .
com-..
c:la de elementos numn mesma pasi~~o dentre da sequ&n~la. (8)
~noxdiogn:tfia"
"esqueleto" t{pico do conte~do da untdade de manual. !9) A
Cj!.!:::!di''C vem atestar que, ernhara varie tanto a
vez ou out~n sttplementnrlas po~ ativirlarles
coma sua posiç~o dentro da estrutur8 da
atend~m a 1.Lm
Úrllco conteúdo. O
quudro e,:~aicr evtdência de que, a despeito da dive~sidade apenas aparente das
~'l9~r~r. na verdade, a proposta de ensir1o de portuguis veiculada pe1o
livro diditico
6
uma S(•...
Estuda do Vocabulá1 ... i o, At i v i c!<:1.de~:; de Compr--e···ensio/Interpretaçio do Texto, Estudo da Gramitica, Estudo da O r· t 09 I'" a----fia, Atividades de Linguagem Oral e Atividades de Linguagem Escrita.
Os terruns que estou u~iando paYa f~zer Yefer&ncia a essas
3tivida-com(,?
feita a sua nomenclatura pelo manual. Esse reflexop~aposita!, 11~ medida ~:n que ~e~p~nrle a uma tentativa pessnal rle
~ descriç5o do material a mais fiel poss{vel, mesmo que se
•,:>\'"
c·--C: UI' ::.:_'
c o"!. c-::···
~3es
privilegia a pcslçio
de determinadas atividades nessacabul~rio, Compreensio/Int~rpreta,io,
GramJtica
eOrtografia
e ~1mapo·-:::1 l.tnid<:H:!e é: i!?.) Voc<.'l.biJ1<:~:··io,
Linguagem
Oral
e Linguagem Escrita,4a)Gramitica
eta Linguagem Oral quanto Linguagem Escrita alternam de pc)si~~o,
apare-~).
·!'i ch:::\mento·:-.>
p~:-::'··
Le:itu.:r<:l.,
Gramática
e Reda~io.S~her a que rteter:~ina essa estruturaçâa bisica, que e comum a
a~•-.. -,-:, ·_,_ '.!.l:: :.-~ u_:·; ::.•.n : m: d;_·,_d r-;· <i D~;; 1 i '.!v o-·:; d :::' .;::.-)I''PI.I.':· ! l'i"
c: c) m c1 ,-! n ~;;
Como uma re·Ple~ao
natureza constituiria pnr ~
o~~ pvor·6sitos deste ~e revela par demais lc11ga e até mesma
nác,
d •:-:-~ 1. inÇJIJ.Í·::,:. :c:;,;_
::;!,)_;::1.
·f<":l_ ...
e a reflexio metalingu{stica (o ato de tomar a
-::;.:-::·
Joso d3 intera~irl verba1, em resposta as necessidades de
sociais rlos ~ujeito~ ~alantes, ela~ cr:am um dinamismo tal que
::.~. f: I.J .. ;:1.
:---a~ outras, chegando mesmn a se constituírem mutuamente
esse i:n!Jricamento p~rn efeito •ia rr6pria cnn~truçJo ~a lingu3ge:n pi~':. ;:;
en: separado, respeitando as especificidades que guardam, Ju~:;t.
,,, '' ·:) '" -~ (Õ;j'" t: (-:-:
\ ... o 9 iJ '
r' n ~:1 u;·.\., Pt:'/.0 m<'.l.l11./. .. -.•. ,
>_: D :-1 "; i d ,::,' :·· ;·_í, ···· Í. <~.
pe~ar e~sa f~agmentaç5c, na :nedida em que olha para as atividades
pro-ta a natureza da linauasem em uso, q11e; contrária a quals1.1eY tipo oe
::; t fi:
~:J (-:- 1.1.nu.
a linguagem nc manual, a análi~e 0e rnant?rn atenta acj risco sue
1::ndo
de
11madel
irnita~~oco
trahalho fato a que está sujeitat-" __ .. \ t :::1.:·--E~:;~:;~'- -::1-::'· imit_:::t•;;:f:-ío, i9rJ.a1n;ent·;_;;, :·1~io i:;;p"! !>::,;,_, como
e·.I.;'J.
que ~a menos se ~ecol~arn os cacos deixadas por tal ·f:-·~~- ~3 ·-·
mer1taçâo na 1 ivro.
que a estruturam (Leitura, Gramit!ca e Reda~âo) decid\, multo dP?ols
:--·,o;::( :J ....
corn a ~11t i ma, nâo prosseguir com a inve~t ig3çâo do do
ss1orços
outros que nio
omen t:e
o·:;; '''-'lilP ;.,, ...un;a leitura cr{tica da atividade de leitura no livro diditico de
tugu&s, entendida como parte de uma determinada proposta met ode 1·5~:~ i c a
de ensino de l{ngua, com o objetivo espec[f\co de analisar o
tanto internamente, verificando a existincia ou nâo de coerência, como
~xternamente, verificando se existe, de fato, recupera~io da real ati·
'./idac!e l irH-Juíst ica de "!.eib.1.n:\.
'H ,., __ _
Nota~ do Cap{tulo 1
2) Ver modele de ~!cha-resposta, no anexo 11.
( Camp i-···
abreviadas no corpC) do trahalho. Per exemplo, PRFTI,
;: :40 ç!e
!nc!.l_~ído·:~. nc
maos, Ja em fa~e !lem adiantada do trakalho, o~ dcJis primeiro~
vo-critfr:os, n5o considerá-los
parte dos dados.
7~ Ver exemplos, no Anexo !II.
n:
9) Ver ~uadro, no A11exo V.
{i0) Para ~.~ chegar a uma conclusio em relaçio à ordem mais
Capítulo 2
2. Segunda leitura das manuais
Pois bem, considerandcJ-se o prop6sito primeiro desta an~lise, que
p ~':1.r· (·~c •: .. ~ ····me
sundo f!chamento mencionado, cu seJa, o d!scurso introdut6rio dos
au-tor~s rl~ propo~ta, umn vez que a andl:se do mesrn0 ~erviu rie SIJh~irlio
à
' .
p:-·o::opJ·" :o
Come normalmente as introduç5es ~ ediç~o de professor in i c. i :;~m-.. -·_·_;.;,;
com c0n~iMer~~Bes dos autoyes eltl torrto rtns objetivo~ do ensi110 11e 1(11·· ~::on<.:é:n
let:1-·;_;,_ A, d :a. do Cnn-·;,;;; '!.h o
,
,
.....
~ ...-"
dera1 de Educaç~o -·documento oficial anexo ao Parecer 853/7j, que num
des-seus sern~lhantes
e
a manifestaçâo harm8n!c~ressaltando-se a I ... Íngua Portuguesa como expressJo ,./ .. l '··''''"
f")<:" ... ··' manuais que fazem refer&ncia explícita
' "'~ i '
i nt r·.-:!···
remetem da a1surna forma ora a um, [)fa a outro D f Í ·
uns aos outros lndefinidamet,te, que novas leis
-f O I'" ri(i!·. ,
!.J.!1i que nunca se acaba
I : v:'· c
diditico ser este ou aquele especificamente. O fato qu2 realn1ente
im-p8rta J o ~e que o que e~tá feito nes~es livro~ o e~td en1 nnme da lei"
Cu v·:.-·
í
cu. 1. (.!~a1 indicaçio forem adotados os mesmos crit~rics de sue têm se ~ . .\ i:: ~ 1 i .
t {i:·1.1"!.n~=; dos ivros didátic:os a serem co-editados pelo Estado, entio
'· '· l .. i ' um livro formalmente correto, mas desprovido de
centrada nos aspecto~ gráficos do material como
~a sua embalagem, enfim, o livro didático acaha sendo definido
tio
.c~n~:>l . .t:nidür· ~;eja ele o professor que o ~eceberá como brinde das
edito-que vem merecendo a atençin especial dos lesisladore~:
ma~uals, para o qual o texto da lei por eles citado i n d IJ.1"l i t ~-'v e·!.··
espécle de conc1u~io do Pareeer ao qual vem ar1exa,
t~:~a da lei, o ~ue significa, em 5uma, legitimar o pr6rrit) manual, Já
que ele Meve pa~~a:~ sei~ o crivo d~ rensura. Examinemos, er1tSo, rle per·
.-::on\:;:.1.to
sua personalidade". Paremos nesse ponta, q11e por ora 6 o bastante.
'"\I:;"
A pr:me:ra quest~c que 511rae
é
a de ccmu fazer a leitura dasex-Pare~e que a resposta n~a e unívcca, pai~ estamos no domf·
n: ()
assim co:tlo as de Bem, Verdade 2 fgu~ldade
h;:~.··.;···
co~\0 bri!hanten1ent2 demonstra Gimeno (1984) ·::.IJ. <_;_
-~ ('.' ',
Í}<"J. ; ..l' i ( ;·.i.:'·
apc··
p~)ns p3receres, resoluç3es e congineres, segue atrav(s dos gu:as
cur-~utares desses 1 ivros.
~) (.
<: •• l.l
Vejamos, a91lra, as cops~deraç3e~ q11e esses autores tecem cQ~~ ~e-·< .• ,
'··'·' <:::'n:~;ino d·~~
voz coletiva dos autores
I :'n~ .. JU<:~,
eria meramente repro~u=ir o t~ahalha
ri"·'
'·''·· dic!át \cc~; de
desenvolver a comunl
' " " ' ) ampl~aY as possib~lidades de comunicaçio '""")" (Se····
C h ·:.\1' ... ·., E i •. : Apr·c ··,., :n t: <J.i;;~~o}
c.omun \ car,:ão
n ( " " " J ll\(:,:1hol'"a:·· no aluno a sua capacidade de comun i caç:âc,
quer como emi~sor, quer como ~eceptor C: I.!. i':':··
•::o mo
c:omunic:ao;áop c (.,I.J.e:·l o conju1·1to rle afirmaç:Ses revela,
Já
I"IUm primeiro plane,u.:n
df!:
1... i n f.II..J í ·::;·-·
di!!a corno si~tema de signos, nic pas~a de um c6digo que, Enquanto tal,
~ o ~ue per·mite a campreens5o m~tu~ ~ntre os falantes rle uma mes:na co··
di ·::;ti l"i:JU.t:·; "Cem <~. 1 íng•.1.a d<:'. ·f.:~ ... l :'l ' '") <> "··· ou menos acidental ;·.J.t: i·
li9c'?ttci<;~., 1'1() qual convém distitl~du.ir··: 1~!, :a!:. comhinaçí),~-s
quc:1i":;. o -l'i:"\.lant(.;:- 1'(::<.\l i;z:a o c•:'·digo d<.'t 1 ln91.tli1 no PI'OPÓS"•ito
qiJ.('i:'
idéi<=• de\ r.:OIIlllnici:'\Ç.~(c, como tt•oca dt:: fnfot··ma(;:~:es parece
\.ido influ{}IIC:i<;~. di1··(-2t:a d;·:~. Mt:~.tem .. ~t:ic<;~. .. Be·~~und() () modü·lo teórlC() q1JE
t iz-,:~.r o tilüilGlo
á
o ·,,;.efJ1.tint.H:H i nal si 11i:i 1
-·
Destino I 11 fui" 111 <:• r~ ~;o 1-~.~,
t ~--:~~-1-I'UÍd() ---.. ----~-· ----~-· - - - ----~-· . J ''lq"·'
i.. IJ I !. U
-" ( -" "
.
)E.-110mento~<> f•.tndi:UIH~·ni.:<~is. Ni:l lt:-~lefoni;;~., o sinal
€
um;:~. con~~nli\';~~~El~t1··ica va~iável R o ca1·1al ~um fio. Na fala, o sinal e
no f.:.i!li:\1. P1 r.~Et<.Hit:l.\ no 1r;ülio ~ 1.1111 E.'l·(j~·mploJ CIIJtf·o
é
de FuídCJ,' (WE.'ctv<;~t··, i9/7: 27).
___ ._.,
___ _Fonaç;~{o
'i
( , , . ) llf•t>~iiiil t'l!JI.II"ii\ IH:-:rmilr.~ di'!:>tlli91J.ir S<i':"m dlfic::uld;~dG.' afr.
( " " " ) di V/ d i1··
-~
..
'r!
aJ r1U111a parte exterior (vibr·a,~o dos sotlS Indo da·bocaiao ', -,( f
v/do) E.' I.Utl<'l Pi:"\l'"t(i.' intf.:t··jol'', ~~~J(:'" COJili:.OI''E.'€"1Hf<;~ tod(J (.') l'"eE>tCii
o·::;
sio a sede, e os fatos ~{~icc:s e:<teriores ao indiv(duo;
duma das pessoas ao OI.J.···
CSaussure, 1973:20-21). (j1)
E11tretar1to, Saussure n}o foi o ~r1ico.
0
~m Rnrna11 Jakobson, u:n 0~1smais ~on~ciente e vclunt~ria, de incorporar postulado~ da teoria
mate-~oi ~ublicQdo em ar1o ~eguinte, onde o autor
entre as duas disciplinas, ~em
~:ue ~ameia funçâo pccit ica entre a
"c:
REMETENTE
envia uma MENSAGSM ao D~STINnT4R!O. ·::;c:'·n1ensagem requer um
CONTFXTD
a lUE se ( ()I.I1 izaçio· um CdD!GO total ou pa:··cialmente comum ao remetente?
deccdl·F!cadcr da mensagem); 2 finalmente, ~Jm CONTATO, unl ra···
n ~".!. 1 ~{~ico e uma conex5o r~1col6gica entre o rem~te11te
vidas na comunrcaçao ve~bal po!1em ser esquematizados como se
CDNTE:XTC
" " " " " " " " " " " " " " " " """" CiJ~ITATO
CóDIGO
Cada um desse seis fatores determina uma diferente funçâo da
Embora distingamo~ ~eis aspecto~ básicos rla 1 1 n····
mens;:;_-··
nos~o esquema dos fatores ·Fundamentais com um es····
!:::tiOTIVA
MF"\" AI ... I NGU :[ fiT :: CA" < . ..J~1!( oh ~:-on , 1. rp7 t : t :::0~3···· t ~~~) ~ "
r~~a proximidarl~ ~ntre a ~nilise lingu(stica estrutural e a ubor
linguagPm na teoria matemática da comunicaçâo,
...
,
po~sibilirlarle~ preconcebirlas; 3 Linou!~tica Mizcoisa. Fm nenhuma das disciplinas
houve
amP:1or
d~vida acerca··I~,
'•···
atividades verhais. O engenheiro ~dmite um 'si ;::t El\ia
q:.:.e
a existincia de un\ c&d!so, e esse có~igo cor1hecido pela te o····
bitu~lm~nte de termo a termo e ~evers!vel
\:". r l.".l'::i : por exemplo, urna unidade gramatical numa sequ&ncia
fnnem~~ P Vlce-ver~a. O cdrl:go co:nbi!la o signans
(significan-te) com n ~ignatum (significarlo) e este c0m aquele. HoJe, na
~ue respeita ao tratamento dos problemas de codifica~io na
teoria rl~ c~rnunicaçio, a rlicntn1nia saus~uriana entre langue 2
que lhe d6 um novo valor operacional. Reciprocan1ente, 11a
.in-esclarece~oras sobre a e~trut11ra Rstratiflcada
.. ,~.)
:a, airlrla, se p~rguntar ~e, de fato, tal rroxlmirlarle ~eria inrl[cio ou
ccndiç3es suf\cie~tte para se tomar partido de uma posi~âo teórica ~us
(nsua arenas e t5o snmente coruo um instrt1:nentc. Cru nutra~
estar!~ essa abordagem dando conta do verdadeiro mede de
rla linguaDem? 0
cartaque a
Matemática constrdilhe sio apropriados, ma
~-) ::' .... r~rPlCl entre o c:6digo "
'
í que'
nt:
(õ' ~:; <:; \'l não
~:: ~-~- ! ;;;.;;: <Aü d'
g " 1 .. " " " o \-.;~ t'',
... (·:-: o ~=~ n C• c Dm ,.,,_ t:.-:;:o. ! ... d ':":l.d '"' p CJ :-"e
}. (:~ ,_,é-·!) 'J. ·:-.~t: i d <;l, ()l.J. c o:n o'
n d v í ..,
1.1 C) q1.1.e o •:O·:n g f:' :-I d'
<}' m;c\ '~
a rela~~o de signo para signo no ir1terior de um sistemas
fe-chado,
enio
obstante aceitoe
integrado.Em
outras palavra~,so lhes interessa a ldsica interna do rr•Sprio sistema de
sig-no~; este
!
considerado, assim como na 16gica, i nd I:::'Pendcnf: ~::-~ ...."j • •
" I 9<~.11\. ;_9tlí :ü3)" ( 1. J )
~~ c!o jogo da~ manifesta~3es lingu{stica~ em que se manifesta.
"' C1P ':!o:':~ <·:t -~·:. Cl m () -~.) c ~:: •::: indiv(duo~:; F:'lll ~;1.1!\la, :;..>_ 1 in~:,ll.J.Í·::;t: i c;:< iili<Ctfl(·:~n!:e, •:1n i<'' ' ... ' , ) '
ca ~c)c:i~1. num espaç:o que
esti
tcra d!J tempo e, portanto, da h i -::;t ,:, ...c:omun: -···
<:;e
~6disn, a c:omunic~ção implic:~ que se ~ale a algu?m,
ingu{stica nao
di
canta de~ses aspectos, como bem aponta Ca1vst.-... ,,.
" ( " " )
0:.'·" ' .
:,)c! i 'JO
lientamas, a 111ga do real, numa palavra,
o
aspectoa-histdri·
la, rEtomando a terminologia sue lhe? E:aracterfstica pr· \:i···
~~2 a abordagem empohrec!da metodolosica e ideologicamente. ~ ev!dent~
1 in:;:;u.(.-·· ic3 saussuriana, ou da degeneresc€ncia estruturalista que a
Fm sua análise cr{tica do ~ue chamou de orientaç6es pri~cipais dc1
"Na ba~e dos fundamentos te6ricos do obJet ivismo abstrato
: () 1'1 ~:;. i .
que sd o s:stema !nguÍ!it!co pode dar conta da~ +':::\ t: 0:~;
de fala, como sendo individual. Como dissemos, ci esse o
ton
do\; (") " ( " " " >
Na ~ealidade, c ate de fala, ou, mais exatamente, seu pv·odu.···
enuncia~io, e de natureza soci,,l,." (!.~;;i.!< h{: in,
"( .... )A verdadeira suhst5ncia da língua nio e con~tituída por
ç~o monol~gica isolada, nern pelo ato p~icofisiol•5g!co de 51.1a
pro0t!ç5n, mas pe!o fen8meno ~ocial ria interaçio verbal, I' f.:)···
liz~rta ~travci~
rla
enunciaçio Otl das enunciaç3es ..A
'-/(·2:··b <.l. '!. 1 {:-i i:J1 .. (~0l_"
I.d • TI . I _,_ :J I C • (_ ~-7)
t-ls~;;im di;:.-:enc!o, ~;;o ' como ta9:bcim assume
:::::;i.:·· t) cha:uado 91étodo sociológico~ linguagem, nun1 intuito prec ~o
··) ,.:i ... 1 ..
t.
"Atividades de Comunicad\(:l· (Hl/Aparentemente coerente com os o~jet i vos listados nas
~c p~ecerler c~ t!emnis tópicos explorarias pelo livro
rlirlit:co,
corno setr·atasse de uma espécie dP pr0-requisito para a~ unidades suhsesuentes
c} {·· .. , 1
"" ' " ' L } i nd i ">P\·:·~n~;Avcl o bom ~proveitamento
n::,, disciplina. ·ranto
é
a~si~1, que um do~ autores dein ....
h;;.hi".tidB.de~;; ccmunic<:~t·!v<:~·::;" .. (;,;~0)
~ en1 Bianchini e Cunha que a 1mpcrtincia dac!a pelos
d>:·:.·
mais fiel defensor. Inclu(da nos tdpicos gerais do plano dP curso, f!·
quanto à obrigatoriedade da prese:1ça do tdpico nas •Anid~des.
corno sueirarn os autores que a teoria aparece ".\ i ~:; t ~). d ~i. ri ; "·· ··';
da CoiniJnica~ia" (R~anchini e Cunha, NCL 5:j.9 ,, ·~.
"Ccmunicaçia: processe
e
e}ernentcls" <Andradee
Martin~, ;::.pT ·'"""""•··'·.
(nd j,-·:e) .:
"Fstudo Gvarnatical I.:"I)D •
'"'""'··· .
"Atividades de Comunica~io" <Cesalla, UC:sumária);
<Faraco e riR Moura,
CL2 s:!X);
.!nguagem
e
Cornunicaçio (e:nisso~. m~11~~gem, ~ddiso,ciestina-No entanto, a diferen~a na forma parece niTo encontrar equivalente
t011teJMo, Ja qUR n~ unanimidadR dos textos dirláticos n
tec)ria da comunicaçio nio vai al4m da ·Fi:<a~io da nomenclatura ~letal
receptor/recebedor/destina-c i n~::o
n,,_~:;IJ; "!o que chamo unanimidade, ; p~ecisc distinguir d Cl i '.:;
.... ado dos demais. Como Já disse, Blanchini e Cunha, e Faraco e de
M01.1_-leçâo e n5o sd na 5a. ou 6a. sirle coma fazem seu~ colegas.
Consequen·-c:cnt~0dc veiculado sob o r~tulo de "teoria da comun!ca~io", como t \"i•.lli"""
Cunha, por e:<ernplo, que ~a~arnente deixam de -f~.\;~:@: ·-1 D
como o que se ~egue:
Q 1nundo ri~ ccm~&nic~~io" (5/!); (22)
b::=·.·-(!.'.'i/:: J ) ;
(n\'11'·~·-at i v~1:~; Pm 1.<:1:. < ~-'i/X) ;
"/:-~(.'i=::e-::;, (t:onl;~'::;, -:~ímbo'ios" ( / / I ) ;
qi_,:;:.J.d:'· i nhr:o-::~ :-·.;;~v i ~:;t <-•.s) • ( 7 /VI :r.);
(8/IX),
e algumas "Atividades de comunicaç3o
"Frnissor, re~eptor, mensagem
"c.:: ....
;::Jo's" <!5./2;;'"Dnor;l:,:;.tcpéi:]!_· (6/!5);
"i ... il"i:JI.t\",1.91,~m ,io!'n~--~.l {<~ti c,_ ("//7 e 8/ó);
"!]·!'(cicJ o:-:-; f(·O'f.II.J.e:-·imento" (n/2);
"Pr·op<:..gan~:!;.:t" (P//);
"l.)1-:;:' -·.:.i -!'i -::a•;:f(c" ( 8/:í. :í. ~ ~
c:
on~u-·-jogada de fofma mutilada, a exemplo dcs
:n.-:\c!e:···no~:;o que inc"!IJ::;i·ve ju·::;t- i-f' i c:;:.. o t (tu "i o da maic1~
com a qual nSa ~E sabe a que ~azer.
e preciso se rleter por 1nu!to t~mro nns trechos
dc1s autores ande se encontra essa terminolc)g!a técnica, para se
cnm a ~impli~irlac!e, co:uo se porte ver pela seguinte
al(m rliss~, é a mancir·a co:no n~ autores rlesse~ m<:•.n u.~-,~ i --.:
:_·,;_ Miv~sJc em tópicos de cont~udo parece ser uma reg~a 110s manuais,
6kvia que cada as~unta tratado deve necessariamente caber nessa di v i··
te~r:a da comunicaçâa, quando nic penetra a t(tulc de introdu~âa (como
lln3
Ji
citaria~ s~arton l rta Cunha), Oll rle tdpico pr~ciso rle contei.Í.d~:.'(figura11do em praticamente todas as unidades, como em Rianchini e
Cu-nh :_;;_ l,
princ(pio, n5o lhe é de direito, pois este
p ?redicadc, por exemp~o. ~sob essa ~erma que a
r~ P outr11S. Todav1a, quando esse disfarce sob a m~scara da
"'
!':~I_ i·:· e--;--··
tr11tura da unidade, uma vez que nâo se vê a possibilidade de
c ! en t: : ·1~ i·
j lJ. ~:;···
que pa~ece transpar2ccr desse tipo de atitrJde e que,
I·Pi~:.c; d i ~:;c : ;:.' ~ . : ngr.J. :'<=;ti c a pa;:;':;ou,
POI" ··
adeqrtada nas sala~ de aula. Ao nosso ve~. do i~:;
concorrem pa~a a criaçio dess~ situaç~o.
-;:..i_)
Ah~~olutaments, n5a estc1u com isso pretendendo a~~rmar a f :-\I.J.t: i "J. i.
de !_ {n~:JI.El. ..
a 2ode ca~. ao ensino de maneira geral .. Fstcu questionandc) a ~o~ma
co-!fngua na e~ca13. O qu~ cahe p~rguntar, portanto,
é
se estâo, de ·Fato,oa algun1a n1aneira com a melhoria efetiva do
d :.:~
e11\ relaçâo aos moldes tradicionais.
Nio
nos parece ser este Dd1.1;·."ido
0ntre tópicos~~ ~onte1ldo tradicionais n5o garant~ essa mudan~a .. Assim
Comun\caçio, por exemplo, ~rltre os t6picos de ~onte~do do texto
1 i !"~ ..
nio tem necessariamente a Runçio de explicitar a ,. o n c (õ·~ l·' 1,;: " <=< o
po1·· ~: lJ···
•".) I). C~:; 1 p I'" i-~····
tem um sentido hastante preci~o
<:l. ':;u. 1 .. ··~. i m r! o
que
eventualmenteestá
poste nostextos
didáticos de forma~:-~n::;!nn, que transpa~ece de tod~ prática pedagógica, porque efita, ·::; ('·~ n:
di.J.v i 1"!:.01.,
n::'.D c c1n ·fl..t~:::::1 ..
se considerarmos uma
dade 0e uma !,oa quantidade de material trabalhado pelos atuais comp&n··
:~1et n···
c ~e~l motivo da presença da tec,r:a nas gramáticas
,.,,,n
~:; in
<;i_!'·~e(Jria de comunicaçâo nas aulas de portuguis? O que s!snifica en·::; 1 n':'!.:···
A re~posta
à
priMeira que~tâo ~ simpl~s para se travestir o v e···1'1 C' 0::: f~···;'·> ::;_
---•• -• ;_ .. .-.: u
rtio admite a ~:<i~tênc!a de lnterlo~utores, mas apenas a ae ~:; : m--·
ple~ ~orlif~c~Mnres e rleo:::odi~icarlores Me me11s~ge11S in~ormat!vas
2xcl~!r todas as demais funç6es da linguagem. Essa >::
Ol"lC:l'';~---mai~ danosa quarldo, na prática, ? corporificada por
~: <-) •• , .. _ linguagem estranha
ninsuém.
;_.;'-./{':1_ c aluno a encarar o sell perlaço rie pape! etll hranca 11io
6
" ( ,
...
) DIJ.e IJM emp~nho pessoal. Pelo co~trAricl, tudo se passa o:::onlo se a
qu_fi:.' ( '•
.
' " '"' ' (Péccwa,
.1. 9:::~::;: f:,8)"
O espAço de interlocutor da esc.ola" Uma vez escr~tas apenas e tio
se·-"l 1in!co leitor prováve1 dessa e~crita -essas redações- meras rPda-s5o o efeito de uma prática pedagÓgica que retir~
~~eu verdaceiro lusa~
·_!_J'·':!ilb:· ;_',l,J''' qu.e
op~ao pol(tica pressuposta na adcç$c de qualquer metodologia de
ge:e ~dnt~r ~assumir po·;iç5o 11ada neutva
em
termos !rleoldsicos.?adr5o 2m suas modalidades oral P escrita
n (-:-:·; t ;·.~, come obJetiva~ e~cnla
ca~ar a !loca do e~tudante, instituindo em sala de aula a
Flas apontam para uma necessidacte espec(fica, ou
cnm clareza e corre~5o em
~ -~
·'L'
.D:::J C ,
logicidade n .;·,~·:c=. d i v~~ :-· '~ <:1. ·::=. ::.\:'·(·:<":\S.
.
C(!nhec i mcn!:: n·~ala~ e ~screver corretamente· (Cega! la, ~ç: introd. ao '~-·: !j ....
despeito dos poucos casos em que a pasiçio ~.\ p <"". :··· =;:: n t :.;~
rl~ ~~p~rar 0e t~l po~!ç3o. Para esse~ autores, a dicotomia do certo
de {ngua ou, mais precisamente, ~categoria de l{ngua padrio.
que um~ da~ COiltribui~Se~ rio~ estudos I ing!J.í··;t: ic~:J·:~
esclarer:er core todas as l2tras que nio há l(ngua melhor q1;e outra, nem
ou ruin~ ~m si. D qu~ hi sffo lÍ11guas e variedades que mereceram
segundo necessidad2s e eleiçÕes historic~mente
ex-p"f. ic::.tver-:;,
t:
<:J:·· n O!.J. u.mvarienarle de l(ngua que, em rleterminarin mnmenta da hi·;t6ria,
1_i_q ! c:;;. C IJ. :. t !.!.f' .;;1." v~·.;.··
1or n~o advi~ de si mc~ma, ou seja, de fatores estritamente
• Um:.:t o qiJI2 ~:; (") ...
ciedarle o~ seu~ ~~lante~. isto~. vale corno reflexo de
ternos", quando confrontamos variedades de uma mesma 1. í n E!-!J.;_'J.,
no
;ní::€~1'"1Ed.:ion:a1." ((-)nen··e, 1.98~5:4~ ..
C1·;m~·-~ 1 in··
giJÍstico, todas as demais formas de falar que nio corre~POI1dem ~~erma
oiJ. • in:::l.deql .. t<::<d<:o.~:; e, po~tanto, desclassificada~ da
m3rca unla ~nica fo~rua rle fala~ como 3 melho~. () ~:;
que se a~sociam ~ transforma~io de uma va~iedade
P:n
esta d~s outras va~iedades da l{ngua. Segundo Gnerrc, este~ o :--· e~=;u_ :. ·"·
~5o hist6rica que vem de longe: al~m de ~er associada à nlodalidade
es-nos dicionirio~ e 4 portadora legítima de uma tradiçio cu1tur~1
Me uma i~enti~art~ nacional.
CIJf'itiFÍG,
:;:t. h r:n \.! :;,1_1'·
~-': :. i t i ~:; t: {:\ c 1 :.~.r-~~ m f:' n f: E:
estola te1~ a trfpllce t~refa, em re1aç5o a 1ingua
~lu~o~ traz~m rla fam(!ia e rio ambiente soci~l.· (Siquei~a
e
Pr) r··r.:··uJ
Notas do Cap{tu1o 2
<:~.D.
.... GL: .. III).
;:.~ 1 r: .1:8) Ver Perelmam em Gimeno (1984:~9),
E::"\
... _1' ( \},\)\..,: '7' ) "
,,,
···;a c
7) Esta 0, p~lc menos, a leitu~a can8nic~ que ricle se fez e G
J. i ~":iJIJ::l"· C !i~ ~; :;.u. ··:; ... ; 1.1. r· c (-:·:· .. :~'i•''1C i~1.l l':o"'l'lt :-- :,:;.'). de : n--como
c:o:1•:e i t ( i
PaYa maioYes ~etalhes, c ·f" C<;~"i.V\·:-:t:
( J.8) ···.::1.r·a.:::n
( ·. r •.. \, .-' ) ), ·,
·~P~ente ~ 5a. ser:e, m~s sim no d~ 6a ..
e ,..;::J. C1.1.nh:.::
( cos;L.1?.
;'s
·?) .,,,.
...,
...
•,·::.( 1977 • '.")2) n
Capítulo 3
~ Tercetra leitura dos manuais
Além des~as considerai~es de caráter mais geral sobre a
de
hloro3 analisados na parte rrec:edente) enc:ontram·-se ainda
co91Ponentes da proposta.
Co11siderando-se, por4m, o ·Fato ~a unidade de conte0do se
introdu~Ses a respeit~ especificamente
que ~egue, portanto, resulta de u1na
que~~t3es do tipo: Quais sio os crit4rios uti1izados pelos autorps dos
:::! r:·:·~
',.,
o·: ..
.!~ •.•.. ,.
"·•"··'·· J POI'·t:ant::::J,
~e~ o rigor S'Je sem d~vida se lhe exigiria, caso c contexto em sue
es-c:~ ~espeito mais diretamente •
... , "
...
,
" ·'·de abertura r!e unidade, a aranc1e campe5 e a cr6nica
c) o· n~···:-· cnc, ~::.··;), do
(com 27) e os outros
qt.!.<F)I'" i nho--:-_., !.end;·,;., puh1icii:::·.vlc,
:•:n
,,.,
...· .. !c::.
conto
hu.mo:'· r·:;··
alim
d0s mencionados inclui-seeira a cr3nica (com 23). Ai vem o fragMento de romance (com 11) e f i
-n~~rnente c conto (com 9).
julgar, portanto, pelas tr&s maiores
c:!.:.c
to f.:~~-"i. . ! ,.!
.,..,.
texto de ahertura,:une "!.1 .. : i····~;;(~;
Pt'·: <..'i"! e····
' poss{vel formular algumas hipciteses
pr!meira suspeita
i
relativa ao tamanho desse tipo te:<to.Cn:no seralm~nte a
cr·8nica? utn
texto riP pxtPnsJo cu~ta, que qua11doi1n-pyesso ocupa um espaço gráfico reduzido, estaria justificada ~ua esco-1. h ;·.l. .e ~asse considerada a po~sibilirlarls
utilizado ser apenas o ·Formal, em fu11çio, por exemplo, da ade~uaçâ(l do
p ~l.(;: (}
:onsiderando a alta qualidade literária de
A nâo ser que se queira acreditar
r3nica sue cc1nstitua
Na tentativa cte encontrar 11rna resposta, Y~coryo ~opinião de Davi
1.-·
... '.> i n !:i 1.~ l <Ol.:···
lUR resultou da mesc13 entre elementos vindos, ararente~~ente, da anti·
sociac!o
à
imprer:sa e fcfm3do nas grandes cidades do ~apita!isnloindus·-<::·.::· • .. !,.!
t~\a1. Per ter come te~a c re1atc ou o coment~rio de ~atos
'
.
a cr,~n:ca passou a ser· escrita pa~a a~
que para Avrigucci J:~
ve:· Mais que na maio~ia dos cronistas Yotineiros, com Ruhen1 Araga, em
Pois hem, a Juls~r pelo que foi dite, nio { d!~{cil perceher par
qUJ? a r 3nic~; presa Rácil rlos manuais
·::;~:;o
rno~:na, pa~&co exigente, tal qual a granrte maioria rio~ nosso~ ~!unas ~e
rue leva a pensar que o fator pr!rnor0ial que está condicio···
!~terloCJ!tor p~ováv~1 dos mesmos no contexto da esc:cla.
::.-:~';co-·
:-· i···; t: i c <".l. -·; : ao
aluno p~ecisa ser\tir-se hem no e~tudo da
i'" I )
atendam
E: .•. CC ·
i r~··ti'"CJdn}
"Ao selecionarmos l)$ textos, levamos e~ conta os
segui11-Textos adequados a faixa etária
e
ac)S interesses do a1~no.(R!anchini e Cunha, NQL:8)
·A
seleçâo de textos ah~deceu a dois critciriosadequaçio do texto ao n(vel social, cultural e psicol6gico do
•••• > me~eceu-·nt)S especial carinho a seleçio dos textos: al6m
d.-."J literário, su~ lingu~gem nio deve ficar
realldade do adole~cente.· (Menezes e Pau1o, ~L~:!r
,,. ··r
·.).f
.,
.-:· :··· ' ~·· (. ,. ! c
grau de dificuldade (tema e forma) adequado aos aluno-::>
nem
fácil, de modo a nada acrescentar, nem muito dlf{cil 1 demede, a constituir barreira e tente de desinteresse.· (Soa~es,
t{i?.tiT:
v:::
T 1,de que o indiv{duo ter6 necessidade em
"No
t. : \:. <":\ ' uma diversidade bastante
·~utro fator importante na esc:olha dos te:<tos e a po~s:·
~ili~aMe ~~ ~Pr8veitá-los ~nmo ror1to de pa:rt!ria ~a~·a uma
in-tendo em vista e~ta ccnstataçâo, cahe agora perguntar:
a adequaçâo e a diversidade e·;t5c ~e~do
R~tá ~or trás dessa at itud8 dos autores que possa expl ici-la?
ql.1•?.' OI.L>e::m os !eitores a quem
' '·· ' . .!".:· v~riar!c~ e metl~ulosamente ariequario~? ~ pnss(vel
o:n uma clientela heterog&nea rle aprendizes, com c col~tivo, e
C OI\\ o ln~ividua1? Come defini-la atrav~s de outra forma que nio a
outra alternativa,
à
escola cahe representar uma i t"ll<".~Jelli d •:·:~indiv!du~:1.1 j("!<!.dc, termos de um tedricc aluno médto, em .,:,_rnç:~!:o
Nesse contexto a cr(t~~io de adequaçio !~os textos se exp1ica na medida
como
;:; c.•d• :m,:_~··:·.
" ( " " "
:.
•:,;é···qu!ridos, e melhor atende aos virias ritmos de
desenvolvimen-(\~sim, se o textc para 1eilura nSo for •::! I ..
·I' ( .... I :. H .. .
'
:.1 :. u.no J a
DI.!.
Da mesma maneira poder(amos tentar 2xplicar essa preocupaç5o com
p ;;;_ ~:;···
sfv~:s ae ~~erem adequados às c!iversas fases de desenvolvimento do alu-·
"'"(;)-· .. ! '
nu,
:m
Ao rnostr8r-se empenhada em trahalhar a var~edade dos textos para
o ~ue, Por sua vez, ~lgn!fic~ optar por um
3Uperficia1 rte leitura,
Ji
que um tr~balho n5oi~;tn e, aProfundado, exigiria nece~sariarnente a escolha de um tema nu
u.m
v e:··· verniz cultural". (6)
F i ~:; eN···
ri .. ,
··'"'" t.udo u.m pouco,
igualmente, ao~ !ntcres~es da
C I.!.::_ ..
abaixo ~uas e~pe~anç:a~~ de atender· as ne:essidades do aluno
Cont·udo,
pr6:(imo pa~so, portanto, será investigar a n3tureza
o
E~tudarlo Texto
Ynicio por uma leitura do que há de especffico no disc:urso
intrn·-Convém, antes, esclarecer que é bastante reduzido o numero de
co-il ·F~z~m. nâo sâc1 todos os autores ~ue se mostram claros no que
preten-:Jo discurso introdut6rio dos autores, ou d3s suas ~ntre1
')i !i"l .. ,_ ' ···'"'·
t1.:ra, a ~1ma leitu~a Ma que se rle~envalve nc interio~ Mo livro rlo a1unc
ativamente~ proposta e~pec{·Fica de uma atividade de leitura nas
alt-~ alt-~ "Estudo do Texto• (9)
• O!J J .;~t i v o::. da leitura: aumentar a rapidez da leitura,
in-Fcw·
ma~ic, de recreio
e
estudo, compreensio do ~ignificado depa-sua~:;
ic!entificao;io
da id~ia principal e da mensagem, d;;;;intuito de !a •• ~ criar condiç6es que favoreçam a aquisi~io de
novos eJ<··"
tra-classe; desenvolver a sensibilidade e o gosto literário."
',,
.endo, o aluno desenvolve o entend~mento do texto, a
expre~·-vas palavras, novas estruturas frisicas e sobretudo come~a a
de fazer da leitura {especialmente de C)bras
uma das formas habituais de lazer. Outros objetivos importan·
tes seriam levar o aluno a compreender a literatura como uma
formas de expvessio da cultura de um povo e
também schre a liter·atiJra, seu espírito de análise e C!" Í t i-··
CG!n G
te:<to voe&
ampliaráa sua
compreensio, ao mP~mo tempo que adquirirá novas forma~ de
co-;.')r·
q--il·~d i··'-Pcn···;~·{v!-''·1 no (-:n·::;i:·1.-:1 d:::1. l !n~au.a :n<:~ter·n;:l.,. ObJet: i vos:
-:;;envo 1 v i mo:--:-n to do gosto pela leitura levando o aluno a
dela
vi-venc!al do aluno; Desenvolvimento das habilidades de leitura; de novos recursos de expressio 1 ingu.Í~:;t ica .. "
Para :~so, cre!o que e ?Yeciso consider·ar a que remete a d!versi·-i"i: ...
q:.:.f:'
a rap1dez da leitura e adqui~ir o gosto e hábito de ler, CDfil(")
p<:U'"<'i. 2u) adwti!'"i:--· novos compcwtamento-::; comunicativas,
c!a assimila~ic de novas estruturas frásicas e enriquecimento do voe<~ ....
bulár!o, ou ainrla par~ 3~> desenvolver o entendimento e a
çio de id~ia~, e exercer ~eu esp{rito de análise
e
cr{tica.resrect ivamente para pelo menos trPs diferentPs
"f. {:.• ; ~:: IJ ('"" <~. . )., leitura enquanto atividade mecânica; , ... ... , "
+'nn ....
te, ou meio, de assimilaçffo de modelos de linguagem e~crita e~" !.e i ...
r:::on ....
c u:·i ....
ind iv(di.J.G"
Ora, :sso Ja son~titui um indício suficiente para que eu suspeite
un ....
cnnr:ep ..
d(·::· simultaneamente, taMas e~~~s con··
cepç3e~. Além di~so, um manual que carr2gue consigo atividade~•
espec(-e e~~a nSc ~e parece 5er a melhor pol(tica, em ~e trata11··
modo, rara comprovar a legitimid3de ou nio da su0reita
propostas vasas de obJetivos da 1eitlJra,
Segundo pude ohservar, esse di~curso vai t[lmando ares de
···iaic vagamente expa~tos. Para e11tendermns como se di esse detalhamen-·
~ ·::-: i .
t:udo do (!:!i ::.:.nch in i UQI.. : ~~ :·
:·.1. I 1.). ••··
no, primetramente, a ~azer um e$tudo do vocabulário e
expres-"' soe·::::
::::I...
e. :
T·:::f. ) "
f c ''(·:;:'" i i''()·'" come Est:udo do Vocabulário e Compreensio/Interpretaçio de)
~:-~ ·::; p E' C i ·f i C: :;,;_ ...
... , .. _ ....
c:; ') .;
...
"'···" "Tyabalhando com as palavra5e ccJm
o dicionário ( .; {!, '•~:: ClllP c····
~1ocah~1irio sSo enriquecer o vocabulário do aluno e Permitir a
compre-·o
voca!Julá-rio ativo dos alunos.
~::
... c:::.::
~~t:' o::!•·Í .. :VO•:nbu.lÓ.:'· :G ::\.t: i VG " mu. i !.: o
de compreensio e expressio de nluna.· CSisu.eira c
hase no texto, po~sihilitarnos
a significa~io de nova3 p~lavra~.·
(:JC.L_i?_: !nt:I'"Od.)
0hjetiva a fixaç5o de palavras
c enriquecimento do vocabulário."
+
~aze~ =em sue o aluno incorpore palavras novas ao(_ 1::· ::J_ ~-·· :;~i.".'.
C-ativo); :.J'"; ~~e m1.i.It:iplo::; c'·;coih<:i.
à
aquisi~io de um vocabulJrio pa~:;-::; i v o"( ••• ) Qun~to à~ quc~t3cs objet:iv~~.
é
orortu1·10 lcm!J~arse nio de~envolvem as habilidades de falar e escrever
volvem a_capacidade de dlscrim1naç5o, de análise, de racioc(-·
nio, de_compreensio, de cr{tica, de julgamento- o c:ue J~1st i·
'
e p:'·,:,::c: -::;o ::::.n:·.l ....
'{~r
de
Rri~iar sue pratic~mente a unanimidade ~o trahalkocom
o"
•") oj -. .-""··" _
..
p::.\!'" a o Fstuda do Vocahulário, a de~conJ~ança de que
!citura e enriquecimento de vocahuJirio. Segundo me pa~ece, esta n~o e
.;;;_
conheci:uentc da~ mesmas, possa proporcionar
um
c! o•:: ~ n-::·- .nnsiderando-os tanto do ponte de vista do~ t6piccs do
reduzido, corno disGe, a um pequeno conJunto de
n(:nia, antonímla e po! lssemia (aq1.1i cita~a~ em 0r·rl~m ,.·•.:·o·
~inonima, antonímia e po!i~semia (palavras ~o:n var:o~
como por 2xemplo: hon18nimos, hD···
~figurado, prorcssos de forrnaçio de palavra~ e fontes ~e ccn~tituiçSa
Vnc .':l.b!J.·· ..
::).:··· ' c~ csti ~ujelto, cit0 o ~a~o Me Preti, abaixo
parece se dar p0r satisfeito ao yepet:r em todas a~ unidades de
na 11m un:co a~recto (a sinonímia)
e
sempre da mesma forma (e:<ercfcio~c•·;i·: v ut 1.!.:'·::.;, i ... ,,;.
dicioná
rio, ~ sent !~o das pa~avr~s e expressoes assina!a~a~ nas Rrases ahai:<o. Em sesuida, reconstrua as mesmas
(Preti, fQE 7:66).
e~l vista, ent~o. o que há de mais rFc:orrente ntl Fstudo
ÇGSS didát ca~~. limito-me a c:onsiderar e~ses tr&~ tópic:os que
tuem a~ gf~nrle~ verletc; rle~~e Esturlo.
a forma como ~ ?sita a exp!craçâo desses três
<:·o·:::., nota-se que ex!::te uma certa variedade, que el<emp1i~ic:o
(X) IJrua deci~~o irrevogável.
< uma dPcisio inadmi~sível.
,,
. •. J • d i.'.~ -:.; t: ·a -r.; u. ;:,: ? • 1:: m ) i11 . .\~:;~(o .. ( .l~;_:~.nt:<".\~:;ia .. 7 ..se .. · Emhaladc
significa) que cont~m bala ..
9. ~ ~uic~la de um kcrnem demon~tra que ele esti:
(X) chP!o de alegria
(Menezes e Pau~o, El.~ 5:19)
" t
pressSes da 1 inguagem culta ~ue tenham o mesmo
---&Aa2~~~ta_atRn~ãQaaa---·---·-·-·-!iê._2!il:-li'.:llt.!:ii:ud.~ ...
m!ii:.lhor..!l.&.!!.----·---·-·-·-·-·-·-··-··-·-··- ..
--·-·-·-··-·-·---·-·-·-·--_._._ ... ::!.i:"ã~!.l!.L_!J. r::ª nd.!iL S!..\iàll
t.lcladst ._!..m!J.l
t.Q~l.-d
~.-
t.:i
~l ....
K •• K ... - _ _ _ _ _ .. ______ _"1. Complete as R~ases com pa!~vras do vocabu1ário:
a. Zic0 c~utnu t]o bern que o golRi~
..
_---!"1' . .! vê-1~ t}o tri~!:e t i v e
·'>' .-,
i.;.Uloca'-âo_~m._Qt:.d!i:m-al:f~bS:tif;.~~
-'~
ac:r~scEiltalllento:
Narrou
ofato
com ln~meras acréeclmo~ in'
r{dicos. 2. ~leva~io,
aumento,
ascens~o:pouco acriscimo
tempe-ratura.
~1 Fr~IH·e intl;:nuil:ente. o!f.Anal.
Ma.t.
acn~~5-cei·ltE
'*
•~cre-::.cer -.f acl~e<5c i!llent ~~c r· i a.nc;ado a c: I' i :c·u1 o'J;:-:stlqio. [IJo l;;tl.
ve-s.tlglu.J S.m . .t.
Sin<a1 CI'Jehomem.
1nal deixa cotn os p~~ no lugal~ por onde pausa: rastro,
P(·~9<:~d<:<, r~it::.tH. 2. Fig. Indício, s>ín~"il, pi·sta, l'"as.t•~o,
Haviam desaparecido todos os vestígi<)S do crime ali pe:rpe"-"'"" 1 ) :.:t.ontb~r ( 2) p I" D t r;.:s t CU'' ( :l ) d i SCUt"S() 4) 1.1t: OP i<). ~'j ) In() f<.~.t' ( 6) ~_gll <1 7) je,jum 8) 1 avt·"<). (
9)
i nt: 0(.2t··~'1·n 1.; i a ( 10) t:\·:'0~011 i<l <Par"!o.uhn,r·
.;. ....cr·
.
;;, I: T4l vest ime:nt~l"
vest i t"')
3) trabalho perante o povo ~
7> a.lH>t fnênc ia de <itl lmentom. ·~
·.·~
(10) t" (,!' 1 aç: ~i o c: t:Oill dI v I nd<"l.des ·'í
( ( ( ( ( ,, ,, 8) p , .... od u~
\i
o
d ~: min<·h·i<>i
~ 4) ·f:C).Il t <l"::> i~j
"
2) m:<ut I f~!"1~tar ... ~u..;;
<:c:mt
l"il ''i ·'I9)
contr<l.d i .;:lu ".o/,,
l:
i ) t~~;.(; (':1.1" 11 f~ 1; ~1.' t··
'
6> d,.,.j,.(·tJo
1f,·z·
Jfl!'il.,,.w gthl\nt: i(iilli#'' ';;'
(1,_.:-:· '")I ~ ... " " 7 ' .... /)·-··-···· . -··-· I .
.
·-··- .... i··-·-·
.
.
.... ·-·'
... ' ... I'
'
' ... ·-· ' - - ''
... ''
.
-··-·
"Os le3ezinhos sao aparentemente brincalh3es." 1e3ezlnkos parecem brincalh5es,
-···---·---···-·-·----i2.~:;a::.:.;Q~ll ...
---·---·--·-·--·--··-·--·---·-·-·-·-·-·--·-·-·-·---(8i~nchini e Cll:"lha, ~DL 5"125>.
apenas demon~tre reconhecer c sisni ficado da expre~sio ver!1a!
nas atividades acima ~itada0. U1~a ahordagem que, ao invcis de
·:;;i no···
cert~ment~ o Fstudo do Voca!,ulário n~o se d ~?·::;····
vr:·.'_:-·i;'~ ,-·lo .-·;·,\rnin;··,n q1.1.e inic;<.=l11il•"'l"if:e 1he ·Fnv·,·,r. pvopo-·;t:o,. (i.;])
c:cros sugeridos para enriquecimento do vocabulário n~o cumprem a
ex-do livro didático que, dessa maneira, perde em
adequa~âo interna, pa~~a a an~lisa~ es·;c~ me~mos exerc(cin~ em relaç5o
ac ~29~1n~o ahJetivo proposto para o r2ferido Estudo.
vn •. a~Jtt!árin o objetivo de permttir a compreensio do texto pay~ a
. .,. .. ,
_,_,,-.
nc···
ce~sdr:o u!n conhecimento prévio do voca!,uli~io do texto :ll ~:-~ ·-··
e~se e~tigio de compveens3c. (14>
,
..
'·'·"
F~tretanto, ~ahernos gue via de regra isso nâo P ve~dade, poict na
apresenta de n1ais seral. Tanto? verdade, que~ prÓpria fcvrna
a propoern, marcada pe1a ausência quase
em interpretar u~a dada pal~vra ou hlocc n:aior, ele d i ~.;···
:}. "!.1-~11\ :-·cr::r.J.:'·':;:·J:·'-, comun':; d l.l.f" :). 11 t:
(-:-:-"s~.~hemo-::-, ql.liõ·: n,::r.-;, ' ao encontrarmos um
dicionário. ~s vezes nem diminu{mos o ritmo de leitura,
espe-(JI.J. (;;' i") \:: I");") (: C ;.; t: (") p Ü '':- '"; ::.1. I·C !ôi ::: 1 {",l. i'" C i". '~~ !'" '"i (·:·CU -·:; 1-"-: 1"1 t: j i"/ () "
in.i~r:;~·fknc:i~.\ ..