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2008.2Monografia NaraStrappa

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(1)

Nara Strappa Facchinetti Doria

Modelagem de um Software Educacional

para o Ensino de Inform´

atica para a

Terceira Idade

Feira de Santana – BA Mar¸co/2009

(2)

Nara Strappa Facchinetti Doria

Modelagem de um Software Educacional

para o Ensino de Inform´

atica para a

Terceira Idade

Monografia de Conclus˜ao de Curso apresentada `a Coordena¸c˜ao do Curso de Engenharia de Computa¸c˜ao da Universidade Estadual de Feira de Santana para obten¸c˜ao do grau de Bacharel em Engenharia de Computa¸c˜ao.

Orientador:

Prof. M. Claudia Pinto Pereira Sena

Curso de Engenharia de Computac¸˜ao Departamento de Ciˆencias Exatas Universidade Estadual de Feira de Santana

Feira de Santana – BA Mar¸co / 2009

(3)

Monografia de Conclus˜ao de Curso sob o t´ıtulo “Modelagem de um Software Educacional para o Ensino de Inform´atica para a Terceira Idade”, apresentado por Nara Strappa Facchinetti Doria em Mar¸co de 2009, em Feira de Santana, Bahia:

Nara Strappa Facchinetti Doria Engenharia de Computa¸c˜ao

Universidade Estadual de Feira de Santana - UEFS Aluno

Prof. M. Claudia Pinto Pereira Sena Departamento de Ciˆencias Exatas - UEFS

Orientador

Coordenador(a) de TCC Engenharia de Computa¸c˜ao

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Dedicat´

oria

Dedico este trabalho aos meus av´os, Nilo (in memoriam) e Norma, aos meus pais, `as minhas irm˜as e ao meu namorado Davi, por tudo que representam para mim, e aos meus alunos da UATI por tudo que me permitiram aprender.

(5)

Agradecimentos

Os meus agradecimentos v˜ao para todos aqueles que contribu´ıram de alguma forma durante o per´ıodo da minha gradua¸c˜ao. Aos meus pais, por todo o apoio e por tudo que representam para mim. `A minha av´o Norma e `a Tia Nida, pelo amor incondicional. `As minhas irm˜as, Francis e Lua, por terem escrito junto comigo os cap´ıtulos mais marcantes da minha vida. Ao meu namorado, Davi, por estar sempre comigo, nos momentos mais dif´ıceis e por todo apoio e aux´ılio na realiza¸c˜ao deste trabalho. Agrade¸co aos meus grandes mestres que tive no curso por todo o conhecimento que me foi passado. `A minha orientadora Claudia, pela orienta¸c˜ao impec´avel neste um ano de trabalho. Ao professor Traz´ıbulo, pela participa¸c˜ao na minha banca de avalia¸c˜ao e pelas valiosas contribui¸c˜oes para a minha monografia. `A professora Gabriela, tamb´em pela participa¸c˜ao da banca e por todo apoio e incentivo na realiza¸c˜ao deste trabalho. Aos meus colegas de turma, pelos momentos inesquec´ıveis. A Ded´e e a Pel´e pelas duplas ao longo do curso. Agrade¸co tamb´em aos amigos que constru´ı durante a minha jornada em Feira de Santana. A Sandy, Paloma e Alice, pela amizade. A Carol (e J´ulia), pelos momentos de alegria e por tudo que compartilhamos morando juntas. A Sushi, pelo companheirismo. Aos meus inesquec´ıveis alunos da UATI, por tudo o que me permitiram aprender durante os dez meses de convivˆencia e por todo o carinho, apoio e confian¸ca. Em especial, a Nan´a, Seu Mendes, Seu Herbet, Seu Cl´ovis, Bete, Marinalva, Nair, Dona Marialva, Dona Lourdes, Lia, Marinete, Dona Maria, Wilma, Seu Joaquim, Dina, Dona Edelzu´ıta e Dona Gl´oria.

(6)

“Se as coisas s˜ao inating´ıveis... ora! N˜ao ´e motivo para n˜ao querˆe-las... Que tristes os caminhos, se n˜ao fora A presen¸ca distante das estrelas!” M´ario Quintana

(7)

Sum´

ario

Lista de Tabelas

Resumo

Abstract

1 Introdu¸c˜ao p. 14

2 Revis˜ao Bibliogr´afica p. 17

2.1 Ensino e aprendizagem atrav´es do computador . . . p. 17 2.2 Aprendizagem da Inform´atica, Terceira Idade e Usabilidade . . . p. 19 2.2.1 Uso de Cores e Terceira Idade . . . p. 21 2.3 Requisitos de Software . . . p. 21 2.4 Modelagem de sistemas . . . p. 22 2.4.1 Linguagem de Modelagem Unificada (UML) . . . p. 22 2.4.2 Modelagem de Casos de Uso . . . p. 23 2.4.2.1 Diagrama de casos de uso . . . p. 23 2.4.3 Modelagem de Classes . . . p. 24 2.4.3.1 Diagramas de Classes . . . p. 24

3 Metodologia p. 25

3.1 Elabora¸c˜ao e an´alise do question´ario . . . p. 25 3.1.1 Perfil s´ocio-econˆomico do grupo . . . p. 26 3.1.2 Rela¸c˜ao aluno-computador . . . p. 26

(8)

3.2 Procedimento para a defini¸c˜ao de requisitos . . . p. 29 3.2.1 Requisitos de usabilidade . . . p. 29 3.2.2 Requisitos funcionais . . . p. 29 3.3 Modelagem do Sistema . . . p. 29 4 Resultados Obtidos p. 30 4.1 Resultados da Oficina . . . p. 30 4.2 Defini¸c˜ao de Requisitos . . . p. 32 4.2.1 Defini¸c˜ao de Requisitos de Usabilidade . . . p. 32 4.2.1.1 Compatibilidade com o Windows . . . p. 34 4.2.1.2 Interface simples e de f´acil navega¸c˜ao . . . p. 34 4.2.1.3 Percep¸c˜ao da informa¸c˜ao . . . p. 34 4.2.1.4 Apresenta¸c˜ao do texto . . . p. 35 4.2.1.5 ´Icones facilmente identific´aveis . . . p. 35 4.2.1.6 Audio do sistema . . . .´ p. 36 4.2.2 Defini¸c˜ao de Requisitos de Usu´ario . . . p. 36 4.2.2.1 (RU001) - Escolha entre ambienta¸c˜ao e conte´udo . . . p. 36 4.2.2.2 (RU002) - Controle do volume do ´audio do software . . p. 36 4.2.2.3 (RU003) - Controle do tamanho da fonte . . . p. 36 4.2.2.4 (RU004) - Avan¸co do t´opico no conte´udo . . . p. 36 4.2.2.5 (RU005) - Retrocesso do t´opico no conte´udo . . . p. 37 4.2.2.6 (RU006) - Escolher um m´odulo, clicando no menu . . . p. 37 4.2.2.7 (RU007) - Escolher um t´opico do m´odulo . . . p. 37 4.2.2.8 (RU008) - Resolu¸c˜ao de exerc´ıcios . . . p. 37 4.2.2.9 (RU009) - Ajuda no software . . . p. 38 4.2.3 Defini¸c˜ao de Requisitos de Sistema . . . p. 38 4.2.3.1 Recursos de acessibilidade . . . p. 38

(9)

4.2.3.1.1 (RFS001) - Requisito de Controle de Volume p. 38 4.2.3.1.2 (RFS002) - Requisito de Controle do

Tamanho das Letras dos Textos do Sistema p. 39 4.2.3.2 Recursos de navega¸c˜ao . . . p. 40 4.2.3.2.1 (RFS003) - Requisito de Interface Inicial . . p. 40 4.2.3.2.2 (RFS004) - Requisito de Volta `a Interface

Inicial . . . p. 41 4.2.3.2.3 (RFS005) - Requisito de M´odulo

Ambienta¸c˜ao no Sistema . . . p. 42 4.2.3.2.4 (RFS006) - Requisito de Assistir os M´odulos

de Conte´udo . . . p. 43 4.2.3.2.5 (RFS007) - Requisito de Navega¸c˜ao por

M´odulos . . . p. 44 4.2.3.2.6 (RFS008) - Requisito de Escolha do Item de

Conte´udo . . . p. 45 4.2.3.2.7 (RFS009) - Requisito de Avan¸co de T´opico . p. 46 4.2.3.2.8 (RFS010) - Requisito de Retrocesso de T´opico p. 47 4.2.3.2.9 (RFS011) - Requisito de Resolu¸c˜ao de

Exerc´ıcios . . . p. 48 4.2.3.2.10 (RFS012) - Requisito de Ajuda no Exerc´ıcio p. 50 4.2.3.2.11 (RFS013) - Requisito de Ajuda no Sistema . p. 50 4.3 Escolha dos Assuntos Abordados . . . p. 51 4.4 Prototipa¸c˜ao da Interface . . . p. 53 4.4.1 Caracter´ısticas comuns . . . p. 53 4.4.2 Interface Inicial do Sistema . . . p. 54 4.4.3 Interface do M´odulo de Ambienta¸c˜ao . . . p. 55 4.4.4 Interface do M´odulo de Conte´udo . . . p. 56 4.4.5 Interface dos Exerc´ıcios . . . p. 58

(10)

4.5 Modelagem do Sistema . . . p. 59 4.5.1 Diagrama de Casos de Usos . . . p. 60 4.5.1.1 Alterar volume do sistema . . . p. 60 4.5.1.2 Alterar tamanho da fonte . . . p. 60 4.5.1.3 Selecionar m´odulo de ambienta¸c˜ao . . . p. 61 4.5.1.4 Selecionar m´odulos de conte´udo . . . p. 61 4.5.2 Diagrama de Classes . . . p. 61 4.5.2.1 GUI . . . p. 62 4.5.2.2 Janela Inicial . . . p. 63 4.5.2.3 Janela de Ambienta¸c˜ao . . . p. 63 4.5.2.4 Janela Tutor . . . p. 63 4.5.2.5 Acessibilidade . . . p. 63 4.5.2.6 Tutor . . . p. 63 5 Conclus˜ao p. 64 Referˆencias p. 66

Apˆendice A - Question´ario aplicado p. 68

(11)

Lista de Figuras

1 Ensino e aprendizagem atrav´es do computador (MORELLATO et al., 2006) p. 18

2 Gr´afico da quantidade de alunos que j´a tinham utilizado o computador

antes da oficina. . . p. 27 3 Gr´afico dos motivos pelos quais os alunos n˜ao utilizavam o computador

antes da oficina. . . p. 27 4 Gr´afico do local de uso do computador pelos alunos. . . p. 28 5 Gr´afico da freq¨uˆencia de uso do computador pelos alunos. . . p. 28 6 Gr´afico de uso do computador feito pelos alunos antes das aulas. . . p. 30 7 Gr´afico de uso do computador feito pelos alunos atualmente. . . p. 31 8 Gr´afico dos benef´ıcios trazidos pela oficina para os alunos. . . p. 31 9 Conte´udo abordado no software . . . p. 52 10 Parte superior da interface do software . . . p. 53 11 Interface inicial do sistema . . . p. 55 12 Interface do m´odulo de ambienta¸c˜ao do sistema . . . p. 56 13 Interface do m´odulo de conte´udo . . . p. 57 14 Interface do m´odulo de conte´udo . . . p. 58 15 Interface dos exerc´ıcios . . . p. 59 16 Diagrama de casos de uso . . . p. 60 17 Diagrama de classes . . . p. 62

(12)

Lista de Tabelas

1 Requisitos de Usabilidade . . . p. 33 2 Requisito de Controle de Volume . . . p. 39 3 Requisito de Controle do Tamanho das Letras dos Textos do Sistema . p. 40 4 Requisito de Interface Inicial . . . p. 41 5 Requisito de Volta `a Interface Inicial . . . p. 42 6 Requisito de M´odulo Ambienta¸c˜ao no Sistema . . . p. 43 7 Requisito de Assistir aos M´odulos de Conte´udo . . . p. 44 8 Requisito de Navega¸c˜ao por M´odulos . . . p. 45 9 Requisito de Escolha do Item de Conte´udo . . . p. 46 10 Requisito de Avan¸co de T´opico . . . p. 47 11 Requisito de Retrocesso de T´opico . . . p. 48 12 Requisito de Resolu¸c˜ao de Exerc´ıcios . . . p. 49 13 Requisito de Ajuda no Exerc´ıcio . . . p. 50 14 Requisito de Ajuda no Sistema . . . p. 51

(13)

Resumo

O presente trabalho de conclus˜ao de curso prop˜oe um software educacional, do tipo tutor, para o ensino de inform´atica b´asica para a terceira idade. O sistema proposto ser´a um sistema ´audio-visual, que permite ao usu´ario o aprendizado por meio da utiliza¸c˜ao.

Foi feita uma pesquisa participante, onde houve o envolvimento do pesquisador - no papel de professor - com o p´ublico pesquisado - alunos da oficina Clicar na Terceira Idade - por meio de aulas de inform´atica para este grupo. Esta oficina ´e oferecida gratuitamente pela Universidade Aberta `a Terceira Idade da Universidade Estadual de Feira de Santana. Neste trabalho, foram feitos o levantamento de requisitos de usabilidade para o software, levantamento dos requisitos de usu´ario e sistema, a prototipa¸c˜ao da interface e os modelos de casos de uso e de classes.

´

E importante ressaltar que a exclus˜ao digital da terceira idade ainda envolve uma parcela muito grande deste p´ublico. Cursos de inform´atica em geral, nem sempre oferecem um ensino proveitoso aos idosos. A estes, devem ser oferecidas turmas diferenciadas, a fim de proporcionar um melhor aprendizado. Nem sempre ´e poss´ıvel ao idoso a participa¸c˜ao em um curso de inform´atica espec´ıfico para a terceira idade.

O sistema proposto permite ao idoso um aprendizado b´asico de inform´atica, com o conte´udo direcionado `a terceira idade, possibilitando assim que tal aprendizado seja feito de forma proveitosa.

Palavras-chave: Inform´atica na terceira idade, Modelagem de software, Inclus˜ao s´ocio-digital, Software educacional.

(14)

Abstract

This project proposes a educational software destinated to elderly. The goal here is they can learn basic informatics with a tutor software. The system proposed will be multimedia, and it will allow the user learn informatics just by using it.

It was done a participating research, between the researcher and the target audience (students of Clicar na Terceira Idade course), by informatics class with this group.

In this project, it was did a survey so the following itens were be specified: the usability, system and user requirements; the interface prototype and the classes and use cases UML models.

It is important to see that the elderly digital exclusion involves a big slice of this group. Informatics courses generally do not offer useful learning to the elderly. This fact can explained, since those courses do not offer differential class to the elderly. Besides, several times simply it is not possible to the elderly participate on class specific designed for third age public.

The system here proposed allows to the elderly a basic informatics learning, with an approach specific for the elderly learning, so that learning can be the most useful way.

Key words: Elderly and informatics, Software’s modeling, Socio digital inclusion, Educacional software.

(15)

14

1

Introdu¸

ao

Quando os primeiros computadores come¸caram a ser vendidos no mercado, os principais consumidores eram basicamente pesquisadores e empres´arios. Com a chegada dos PC’s (Personal Computers, ou computadores pessoais), os consumidores puderam trazer o computador at´e suas casas e, rapidamente, este proporcionou, a crian¸cas e jovens, estudo e entretenimento atrav´es do seu uso e da Internet. Os computadores se espalharam por toda parte, mas, at´e hoje, os idosos pouco tiveram participa¸c˜ao nessa revolu¸c˜ao da inform´atica, j´a que as inova¸c˜oes e a¸c˜oes tecnol´ogicas normalmente n˜ao se preocupam em envolver o p´ublico da terceira idade.

Pesquisas, no entanto, mostram que os idosos possuem interesse e capacidade de conseguir autonomia frente a um computador. Ressaltam ainda que ´e poss´ıvel conseguir benef´ıcios e melhorias para a vida do idoso por meio da intera¸c˜ao idoso-computador (KACHAR, 2005;SALES; GUAREZI; FIALHO, 2006). No entanto, grande parte desta gera¸c˜ao, crescida em ´epoca anterior `a ascens˜ao tecnol´ogica, ainda encontra-se `as margens da realidade vivida por todos aqueles que est˜ao imersos no universo tecnol´ogico. Devido `

a falta de conv´ıvio com a tecnologia, esta parcela da popula¸c˜ao apresenta dificuldades para lidar com os avan¸cos tecnol´ogicos, ainda que com equipamentos simples, tais como eletrodom´esticos e caixas eletrˆonicos (KACHAR, 2005). Algumas outras barreiras, tais como limita¸c˜oes f´ısicas, como problemas visuais, problemas com coordena¸c˜ao motora fina e m˜aos trˆemulas, tamb´em dificultam o uso do computador pelo idoso. Com isto, esta pr´atica por este p´ublico ainda ´e pequena em rela¸c˜ao ao restante da sociedade. Pesquisa realizada em 2005 mostrou que apenas 6,8% dos usu´arios de computador possuem entre 45 e 60 anos (SORJ; GUEDES, 2005). Observa-se, ent˜ao, uma falha na inclus˜ao digital da terceira idade (embora esta problem´atica n˜ao seja restrita a este p´ublico).

Segundo Balboni (2007), o conceito de inclus˜ao digital se adapta a cen´arios e ´epocas, de acordo com os desafios que s˜ao apresentados `a sociedade. Warschauer (2002) conceitua o exclu´ıdo digitalmente como sendo aquele que n˜ao tem acesso ao uso de novas tecnologias. Resnick (2001) enfatiza que n˜ao s´o o acesso `a informa¸c˜ao ´e suficiente para determinar

(16)

1 Introdu¸c˜ao 15

inclus˜ao digital. Para ele, deve ser observada tamb´em a fluˆencia tecnol´ogica, a qual mostrar´a o que o aprendiz ´e capaz de construir com o uso da tecnologia (desenvolvimento do processo cognitivo). Segundo Pretto (apudKACHAR, 2005), no futuro, analfabeto ser´a aquele incapaz de ler a nova linguagem dos meios eletrˆonicos. Diante deste fato e da grande invas˜ao de eletro-eletrˆonicos na vida atual, aqueles que n˜ao possuem uma fluˆencia com tais recursos acabam sendo considerados analfabetos digitais.

Para as gera¸c˜oes mais novas, a familiariza¸c˜ao com estes elementos ´e feita de maneira mais f´acil e r´apida, visto que os membros desta gera¸c˜ao nasceram e cresceram em meio `a utiliza¸c˜ao de meios eletrˆonicos. No entanto, para gera¸c˜oes anteriores, nascidas antes da revolu¸c˜ao tecnol´ogica atual, a familiariza¸c˜ao com a tecnologia n˜ao ´e t˜ao f´acil, visto que idosos ainda apresentam dificuldades em lidar com os avan¸cos tecnol´ogicos, ainda que com fun¸c˜oes mais b´asicas, tais como eletrodom´esticos mais recentes, caixas eletrˆonicos e outros. Diante disto, o idoso tende a se sentir exclu´ıdo, j´a que lhe ´e tirada a oportunidade de participar do presente, sendo relegado `a fun¸c˜ao social de mem´oria, de passado (KACHAR, 2005).

Para ser inserido no contexto atual, o idoso precisa aprender a nova linguagem e fazer uso de recursos computacionais de forma fluente. No entanto, para isto, geralmente se faz necess´aria a participa¸c˜ao em algum curso que lhe propicie um aprendizado, ainda que introdut´orio, de inform´atica. Muitos dos cursos convencionais de inform´atica n˜ao s˜ao capazes de propiciar um aprendizado satisfat´orio ao idoso, visto que tais cursos nem sempre se preocupam com algumas caracter´ısticas deste p´ublico, como suas peculiaridades f´ısicas, psicol´ogicas e cognitivas. Portanto, o processo de inclus˜ao digital do idoso, entendido como um processo que lhe dˆe a capacidade de usar o computador fluentemente, ´e algo que precisa ser realizado por cursos diferenciados, j´a que esta parcela da popula¸c˜ao apresenta dificuldades/necessidades distintas em rela¸c˜ao a usu´arios de outras gera¸c˜oes. ´

E interessante que a inclus˜ao digital do idoso respeite as suas caracter´ısticas fisiol´ogicas, culturais e psicol´ogicas, de modo que venha a ser um processo agrad´avel para o mesmo, facilitando o seu aprendizado.

Nesse sentido, a fim de possibilitar o aprendizado da inform´atica pelo idoso, surgem alguns projetos que visam o oferecimento de cursos espec´ıficos para estes usu´arios, como pode ser visto em Doria (2008) e UNEB (2008). Tais cursos, voltados especificamente para este p´ublico, possuem um conte´udo program´atico e uma abordagem deste conte´udo de forma diferenciada, a fim de proporcionar um aprendizado satisfat´orio aos idosos. No entanto, grande parte da popula¸c˜ao idosa ainda n˜ao possui acesso a cursos como os

(17)

1 Introdu¸c˜ao 16

citados. Muitos relatam que a falta de conhecimento ´e um fator determinante para a n˜ao utiliza¸c˜ao do computador, explicitando o receio que este p´ublico ainda possui no uso da m´aquina. De acordo com as observa¸c˜oes feitas durante os encontros da oficina Clicar na Terceira Idade (DORIA, 2008), grande parte dos idosos n˜ao se sentem confiantes no uso do computador sem antes passar por um processo de aprendizado. O medo de danificar a m´aquina estava presente na maior parte dos alunos, o qual foi aos poucos substitu´ıdo pelo desejo de aprender e pela explora¸c˜ao e desmistifaca¸c˜ao da m´aquina.

Neste contexto, o presente trabalho de conclus˜ao de curso prop˜oe um estudo bibliogr´afico e participativo, acerca do aprendizado da inform´atica pelo p´ublico da terceira idade. A partir dos resultados destes, pretende-se levantar as dificuldades e necessidades dos idosos frente ao uso do computador, para, por fim, realizar a modelagem de um software educacional para o ensino de inform´atica para este p´ublico. Essa proposta de software visa `a confec¸c˜ao de um sistema ´audio-visual de intera¸c˜ao com o usu´ario idoso que lhe permita intuitivamente adquirir conceitos a respeito da inform´atica, ao mesmo tempo em que desenvolve a curiosidade e a iniciativa de aprender por meio da utiliza¸c˜ao. O uso deste software pode vir auxiliar no desenvolvimento da capacidade de aprender sozinho, auxiliando na autonomia do idoso, frente ao computador.

Para levantamento de quest˜oes relativas ao uso do computador pelo idoso, foi feita, em conjunto com o desenvolvimento do trabalho, uma pesquisa participante com um grupo de idosos alunos da oficina de ensino de inform´atica b´asica Clicar na Terceira Idade. Esta oficina ´e oferecida gratuitamente pela Universidade Aberta `a Terceira Idade da Universidade Estadual de Feira de Santana (DORIA, 2008).

(18)

17

2

Revis˜

ao Bibliogr´

afica

A se¸c˜ao que segue apresentar´a a revis˜ao bibliogr´afica realizada, a qual est´a dividida em quatro subse¸c˜oes. A primeira exp˜oe conceitos ligados `a inform´atica na educa¸c˜ao, onde ser˜ao mostrados os tipos de softwares educacionais e suas caracter´ısticas. Na subse¸c˜ao seguinte, ser´a apresentada a problem´atica existente no ensino da inform´atica para os idosos. A subse¸c˜ao referente a Usabilidade apresentar´a o que ´e usabilidade, bem como mostrar´a os conceitos ligados `a defini¸c˜ao de requisitos de usabilidade. Na seguinte, ser˜ao levantados alguns conceitos de Engenharia de Software e diagrama¸c˜ao UML que se encaixam no contexto do trabalho.

2.1

Ensino e aprendizagem atrav´

es do computador

As diversas formas de classifica¸c˜ao de um software educacional podem ser vistas na Figura 1.

(19)

2.1 Ensino e aprendizagem atrav´es do computador 18

Figura 1: Ensino e aprendizagem atrav´es do computador (MORELLATO et al., 2006)

A depender da vis˜ao educacional em que o computador ´e utilizado, o software educacional assume diversos significados. ´E necess´ario que o professor tenha conhecimento das potencialidades educacionais do computador, a fim de mesclar atividades de ensino e aprendizagem informatizadas e n˜ao informatizadas (MORELLATO et al., 2006 apud VALENTE, 2001).

Independente do tipo do software da Figura 1, ´e ineg´avel o fato de que a inform´atica tornou-se um recurso did´atico durante o processo de ensino/aprendizagem (TAJRA, 2001). O tipo do software escolhido pelo professor impacta diretamente no aprendizado do aluno. Nesse ˆambito, pode-se destacar, segundo Tajra (2001), a conseq¨uˆencia do uso de cada modalidade de softwares aplicada `a inform´atica na educa¸c˜ao, sejam esses softwares educacionais ou aplicativos.

Um outro aspecto quanto `a modalidade de aplica¸c˜oes da inform´atica na educa¸c˜ao e suas implica¸c˜oes se refere `a finalidade do uso da inform´atica. Essa finalidade pode ser basicamente social ou pedag´ogica. Na abordagem pedag´ogica, o computador ´e o instrumento para suporte a atividades educacionais. J´a a abordagem social trata de utilizar a inform´atica como um suporte `a vida rotineira dos alunos, por exemplo, como apoio ao uso de caixas eletrˆonicos, terminais, celulares. O que Tajra (2001) indica como

(20)

2.2 Aprendizagem da Inform´atica, Terceira Idade e Usabilidade 19

uma solu¸c˜ao adequada para o aprendizado do aluno ´e um enfoque nessas duas abordagens de maneira concomitante, dando importˆancia igual aos tra¸cos pedag´ogico e social do uso da inform´atica. Essa solu¸c˜ao sugerida poder´a viabilizar alguns resultados positivos dentro do ambiente de aprendizagem para o aluno, dentre os quais pode-se destacar: aquisi¸c˜ao de uma autonomia no uso da inform´atica (seja no pr´oprio computador ou em sistemas computadorizados presentes no dia-a-dia), motiva¸c˜ao e criatividade (devido `a quantidade de softwares dispon´ıveis), socializa¸c˜ao (as conversas passam a ajudar e n˜ao atrapalhar, como nos moldes tradicionais de ensino), pesquisa e estudo (a Internet como chave no aprendizado de novas tecnologias e base de aprendizado), experiˆencia em aplicativos (como editores de texto, planilhas, gr´aficos e sistemas operacionais, que podem ajudar em tarefas diversas), dentre outras.

2.2

Aprendizagem da Inform´

atica, Terceira Idade e

Usabilidade

O ensino da inform´atica para a Terceira Idade deve ser realizado de forma que as peculiaridades comuns ao p´ublico idoso n˜ao venham interferir no seu aprendizado. Com isto, algumas observa¸c˜oes devem ser levadas em considera¸c˜ao. Entre estas, tem-se:

- A escolha do conte´udo program´atico e a maneira como este ser´a abordado;

- A formata¸c˜ao do material de apoio did´atico, a qual deve levar em considera¸c˜ao problemas visuais comuns aos idosos;

- O ritmo das atividades e o tempo designado ao aprendizado de cada conte´udo; ´

E neste contexto que fica clara a necessidade de um ensino espec´ıfico para este p´ublico, para que o aprendizado seja prazeroso e proveitoso para os mesmos. Com isto, um fator a ser observado no projeto do software ´e a usabilidade.

A usabilidade est´a associada aos estudos de HCI - Intera¸c˜ao Humano-Computador - e `

a Ergonomia. ´E ela que garante que os usu´arios ir˜ao fazer uso da tecnologia, interagindo com facilidade e simplicidade. Analisando esta quest˜ao, percebe-se que a usabilidade ´e algo relevante no processo de desenvolvimento de software, visto que, por melhor que seja a tecnologia, caso a mesma n˜ao possua interface agrad´avel, suas chances de fracasso ser˜ao grandes. Segundo Preece, Rogers e Sharp (2005), usabilidade ´e o fator que assegura que os produtos sejam f´aceis de usar, eficientes e agrad´aveis - da perspectiva do usu´ario. Para garantir tais caracter´ısticas, a usabilidade ´e dividida em algumas metas (PREECE;

(21)

2.2 Aprendizagem da Inform´atica, Terceira Idade e Usabilidade 20

ROGERS; SHARP, 2005):

- Ser eficaz no uso (efic´acia); - Ser eficiente no uso (eficiˆencia); - Ser de boa utilidade (utilidade); - Ser f´acil de aprender (learnibility);

- Ser f´acil de lembrar como se usa (memorability);

O conceito de efic´acia est´a relacionado ao quanto um determinado sistema ´e bom em fazer o que se espera dele. Eficiˆencia se refere ao modo como o sistema pode auxiliar seus usu´arios a realizar suas tarefas. Pode-se dizer que um sistema ´e eficiente se permite que o usu´ario realize uma a¸c˜ao com uma quantidade pequena de passos, quando comparada `

a complexidade da tarefa. Utilidade se refere `a medida que o sistema propicia ao usu´ario a possibilidade de realizar aquilo que deseja. Capacidade de aprendizagem refere-se `a facilidade que o usu´ario tem para aprender a utilizar o sistema, enquanto que capacidade de memoriza¸c˜ao ´e a facilidade que o usu´ario tem em lembrar de como usar o sistema (PREECE; ROGERS; SHARP, 2005). Algumas caracter´ısticas podem interferir nestas metas. S˜ao elas: fonte em tamanho pequeno (abaixo de 10 pts), cor do texto sem grande contraste com o fundo, menus com dif´ıcil navega¸c˜ao, organiza¸c˜ao n˜ao l´ogica das p´aginas, etc.

O envelhecimento muitas vezes vem associado com altera¸c˜oes na percep¸c˜ao visuais e auditivas, na coordena¸c˜ao motora fina e alguns aspectos que envolvem mem´oria e cogni¸c˜ao (DICKINSON; ARNOTT; PRIOR, 2007). Abaixo ser´a feito uma descri¸c˜ao da ocorrˆencia destes problemas nos idosos, relacionando-a com a usabilidade.

- Problemas visuais: segundo pesquisa, 38% das pessoas com mais de 60 anos apresentam problemas de vis˜ao (CHAIMOWICZ, 1997). Diante disto, alguns fatores relacionados `a usabilidade s˜ao levantados, tais como o uso de fontes grandes, destaque entre texto e fundo, espa¸camento duplo, alinhamento `a esquerda, entre outros.

- Problemas auditivos: a incidˆencia de problemas auditivos tem um aumento significativo com o aumento da idade (NEVES; FEITOSA, 2002). Percebe-se ent˜ao que o ´audio do sistema deve ser claro, com fala pausada, calma, objetiva e clara.

- Queda no processo cognitivo: O d´eficit cognitivo em idosos consiste em lentid˜ao leve, generalizada e perda de precis˜ao, quando estes s˜ao comparados com pessoas mais jovens. O decl´ınio causado pelo envelhecimento incide, principalmente, nas tarefas que exigem rapidez, aten¸c˜ao, concentra¸c˜ao e racioc´ınio indutivo (ARGIMON; STEIN, 2005).

(22)

2.3 Requisitos de Software 21

Com isto, a interface de um software voltado ao p´ublico idoso deve prover uma f´acil utiliza¸c˜ao, sem exigir do usu´ario grandes esfor¸cos para realizar uma dada tarefa, deve destacar informa¸c˜oes quando as mesmas forem de grande relevˆancia, e categoriz´a-las, de modo que o seu entendimento seja facilitado.

Dentre as considera¸c˜oes a serem feitas no projeto de softwares para o p´ublico da terceira idade, pode-se levantar tamb´em a possibilidade de aumentar e diminuir o tamanho da fonte na tela, aumentar e diminuir o volume do ´audio, ou at´e mesmo alterar o contraste (SHNEIDERMAN; PLAISANT, 2005). Interfaces devem ser desenvolvidas usando um layout consistente e com f´aceis caminhos de navega¸c˜ao (CZAJA; LEE, 2005).

2.2.1

Uso de Cores e Terceira Idade

Segundo Christ et al. (2002), o p´ublico da terceira idade demonstra um maior interesse por interfaces coloridas. No entanto, a combina¸c˜ao de cores deve ser realizada de forma cautelosa. Neste sentido, opta-se pelo uso da cor branca, nas ´areas reservadas a textos, a fim de aumentar o destaque da informa¸c˜ao (CHRIST et al., 2002;PALAZZO; CHRIST, 2002).

Segundo Casseb (2007), para que o uso das cores auxilie a intera¸c˜ao do usu´ario com o sistema, ela deve agrupar ´ıtens, destacar elementos etc.

No que tange aos problemas visuais que prejudicam a percep¸c˜ao de cores, como o daltonismo, deve-se evitar a combina¸c˜ao de tais cores, a fim de n˜ao dificultar a visualiza¸c˜ao por parte do usu´ario.

Um outro fator a ser considerado com o envelhecimento ´e o decl´ınio da habilidade de distinguir cores e da sensibilidade do contraste. Com isto, ´e recomend´avel diferenciar a luminosidade entre as cores do primeiro plano (texto) e do fundo (CASSEB, 2007).

2.3

Requisitos de Software

Diante da complexidade de grande parte dos sistemas computacionais, constantemente, definir com exatid˜ao o que o sistema deve fazer ´e uma tarefa complexa. Requisitos nada mais ´e que a descri¸c˜ao destas fun¸c˜oes e das restri¸c˜oes do sistema (SOMMERVILLE, 2003; BEZERRA, 2002). O processo pelo qual ´e feita a descoberta, an´alise, documenta¸c˜ao e verifica¸c˜ao destas fun¸c˜oes e restri¸c˜oes ´e chamado de Engenharia de Requisitos (SOMMERVILLE, 2003).

(23)

2.4 Modelagem de sistemas 22

em dois n´ıveis de abstra¸c˜ao: Requisitos de Usu´ario e Requisitos de Sistema. Os Requisitos de Usu´ario representam uma descri¸c˜ao de alto n´ıvel, sem muito detalhamento, do que o sistema deve fazer. Deve ser feita em linguagem natural e pode fazer uso de diagramas para definir as operacionalidades do software. J´a os Requisitos de Sistema, devem ser escritos de forma precisa, estabelecendo detalhadamente as funcionalidades e restri¸c˜oes do software.

2.4

Modelagem de sistemas

Modelos de sistema s˜ao representa¸c˜oes gr´aficas usadas para representar de maneira mais t´ecnica os requisitos de sistema (SOMMERVILLE, 2003; BEZERRA, 2002). Devido a sua representa¸c˜ao gr´afica, os modelos de sistema muitas vezes s˜ao mais f´aceis de entender do que os requisitos, escritos em linguagem natural (SOMMERVILLE, 2003).

O uso de modelos podem representar o sistema em diferentes perspectivas: - Perspectiva externa, onde o contexto ou ambiente do sistema ´e modelado;

- Perspectiva de comportamento, usada para modelar o comportamento do sistema; - Perspectiva estrutural, onde s˜ao modeladas a arquitetura do sistema ou a estrutura de dados. (SOMMERVILLE, 2003)

Os componentes de um modelo de software s˜ao desenhos gr´aficos que seguem um padr˜ao l´ogico. Designa-se estes desenhos por diagramas. Um diagrama ´e uma cole¸c˜ao de elementos gr´aficos com um significado predefinido (BEZERRA, 2002). Nesta se¸c˜ao ser˜ao apresentados os diagramas que se referem ao contexto do presente trabalho, bem como a linguagem utilizada para determinar estes modelos.

2.4.1

Linguagem de Modelagem Unificada (UML)

A UML ´e uma linguagem constitu´ıda de elementos gr´aficos utilizados na modelagem de sistemas orientados a objeto. Com a UML pode-se, atrav´es dos seus diagramas b´asicos, construir diversos diagramas que representem um sistema. Cada elemento gr´afico da UML ´e composto pela sua sintaxe e sua semˆantica. A sintaxe define a forma do desenho, enquanto que a semˆantica define a sua fun¸c˜ao e o modo como o elemento dever´a ser usado (BEZERRA, 2002).

(24)

2.4 Modelagem de sistemas 23

desenvolvimento do software. Com isto, pode-se utilizar esta linguagem na modelagem de sistemas, independente de qual seja a linguagem e o processo de desenvolvimento utilizados (BEZERRA, 2002).

2.4.2

Modelagem de Casos de Uso

O modelo de casos de uso ´e o modelo que mostra as funcionalidades que s˜ao observ´aveis externamente do sistema e os elementos externos ao sistema que interagem com ele (BEZERRA, 2002). Em suma, os casos de uso identificam quais os agentes est˜ao envolvidos em uma dada intera¸c˜ao e especifica o tipo de intera¸c˜ao (SOMMERVILLE, 2003).

Um modelo de casos de uso ´e uma composi¸c˜ao de casos de uso, de atores e de relacionamentos existentes entre estes (BEZERRA, 2002). Tais componentes s˜ao descritos abaixo:

- Caso de uso: um caso de uso deve definir o uso de uma parte de uma funcionalidade do sistema, sem se ater a estrutura e o comportamento interno desse sistema. Basicamente, define quem faz o que com o sistema.

- Atores: s˜ao quaisquer elementos externos que interagem (envia e/ou recebe informa¸c˜oes) com sistema. Os atores podem ser categorizados em Pessoas, Organiza¸c˜oes, Outros sistemas e Equipamentos. Os casos de uso sempre representam alguma forma de intera¸c˜ao entre o ator e o sistema.

- Relacionamentos: ocorrem entre os atores e um ou mais casos de uso do sistema ou entre casos de uso. (BEZERRA, 2002)

2.4.2.1 Diagrama de casos de uso

Segundo Bezerra (2002), um diagrama de casos de uso ´e utilizado para ilustrar, com um alto n´ıvel de abstra¸c˜ao, quais elementos externos interagem com quais funcionalidades do sistema.

Para se ilustrar um ator em um diagrama de casos de uso, utiliza-se a nota¸c˜ao de um boneco, com o nome do autor definido embaixo da figura. Cada caso de uso ´e representado por uma elipse, com o nome do caso de uso localizado dentro ou embaixo da mesma. Um relacionamento pode ser representado por um segmento de reta que liga o ator ao caso de uso. Um ator pode estar relacionado com v´arios casos de uso assim como um caso de uso pode estar relacionado com v´arios atores em um diagrama.

(25)

2.4 Modelagem de sistemas 24

Representa-se a fronteira do sistema por um retˆangulo, de forma que os atores estejam posicionados fora deste retˆangulo e os casos de uso no interior.

2.4.3

Modelagem de Classes

A modelagem de classes ´e utilizada para descrever o aspecto estrutural est´atico de um sistema. Este aspecto serve para possibilitar a compreens˜ao de como o sistema est´a estruturado internamente. Com isto, as funcionalidades vis´ıveis podem ser produzidas (BEZERRA, 2002).

O modelo de classes de um sistema ´e composto pelo diagrama de classes e pela sua descri¸c˜ao textual. Este modelo evolui junto com o processo de desenvolvimento do sistema. Nesta evolu¸c˜ao, novos detalhes s˜ao inseridos no modelo, aumentando assim o seu n´ıvel de abstra¸c˜ao. Considera-se trˆes n´ıveis pelo qual o modelo passa:

- O modelo de classes de dom´ınio: constru´ıdo ainda na fase da an´alise, este modelo representa as classes no dom´ınio do neg´ocio em quest˜ao. Neste modelo, restri¸c˜oes inerentes a tecnologia usada n˜ao s˜ao levadas em considera¸c˜ao.

- O modelo de classes de especifica¸c˜ao: ´e uma extens˜ao do modelo de classes do dom´ınio. Constru´ıdo na etapa de projeto do desenvolvimento, este modelo acrescenta detalhes espec´ıficos da solu¸c˜ao adotada para o desenvolvimento.

- O modelo de classes de implementa¸c˜ao: ´e uma extens˜ao do modelo de classes de especifica¸c˜ao. ´E correspondente a implementa¸c˜ao das classes em alguma linguagem de programa¸c˜ao, constru´ıdo no momento da implementa¸c˜ao do projeto. (BEZERRA, 2002)

2.4.3.1 Diagramas de Classes

O diagrama de classes ´e utilizado na modelagem de classes nos trˆes momentos descritos anteriormente. Entre os diagramas UML, este ´e o que apresenta um maior n´ıvel de detalhamento. Em um diagrama de classe, uma classe ´e representada por um retˆangulo com no m´aximo 3 se¸c˜oes: (BEZERRA, 2002; SOMMERVILLE, 2003)

- O nome da classe na parte superior.

- Os atributos da classe na se¸c˜ao intermedi´aria.

(26)

25

3

Metodologia

A metodologia utilizada nesse trabalho de conclus˜ao de curso seguiu as classifica¸c˜oes de pesquisa e de meios t´ecnicos de investiga¸c˜ao presentes em Gil (1999).

O projeto do presente trabalho de conclus˜ao de curso foi desenvolvido com base em uma pesquisa descritiva e participante na intera¸c˜ao idoso-computador, com o objetivo de observar e registrar as caracter´ısticas dos alunos da Oficina Clicar na Terceira Idade frente ao uso do computador (DORIA, 2008). Tal pesquisa teve o envolvimento do pesquisador com o grupo pesquisado, atrav´es das aulas de inform´atica para este grupo, no per´ıodo compreendido entre Mar¸co e Dezembro de 2008.

Foi feito um levantamento, por meio de question´ario (Apˆendice A), das dificuldades/necessidades dos idosos no uso do computador, considerando como amostra os alunos da oficina. Ap´os a an´alise deste, em conjunto com observa¸c˜oes feitas durante as aulas, foi poss´ıvel a determina¸c˜ao do que seria abordado no software.

Esta se¸c˜ao apresenta o question´ario aplicado, a sua an´alise, o processo de defini¸c˜ao de requisitos de usabilidade (utilizados no processo de prototipa¸c˜ao da interface) e dos requisitos funcionais do sistema.

3.1

Elabora¸

ao e an´

alise do question´

ario

A fim de validar observa¸c˜oes feitas durante os encontros com os alunos da oficina, foi elaborado um question´ario, respondido por alunos das 3 turmas existentes, totalizando 17 respostas. A an´alise das respostas permitiu tra¸car um perfil s´ocio-econˆomico do grupo, bem como auxiliou no processo de identifica¸c˜ao de algumas quest˜oes mais relevantes ao projeto do software. Com isto, pˆode-se identificar qual o grau de intimidade entre os alunos e o computador, os motivos os quais levaram os idosos a buscar um conhecimento em inform´atica, bem como os benef´ıcios que a oficina trouxe `as suas vidas. Ser˜ao apresentadas abaixo as perguntas deste question´ario, mostrando uma breve an´alise das mesmas, bem

(27)

3.1 Elabora¸c˜ao e an´alise do question´ario 26

como os resultados obtidos em cada uma delas.

3.1.1

Perfil s´

ocio-econˆ

omico do grupo

Algumas quest˜oes, elaboradas com a finalidade de caracterizar o grupo de estudo, possibilitou tra¸car um perfil do mesmo.

No que se refere ao sexo dos alunos, 76% ´e composto por mulheres, ao passo que 24% s˜ao homens. Analisando a faixa et´aria, observa-se que a maior parte dos entrevistados possui entre 66 e 70 anos (47%), seguidos por alunos de 55 a 60 anos (29%), de 76 a 80 anos (12%) e de 61 a 65 anos (6%) e de 71 a 75 anos (6%).

A grande maioria dos alunos concluiu o 2o grau (42%), seguida por alunos com o

1o grau incompleto (21%), alunos com n´ıvel superior completo (16%), aqueles que ainda freq¨uentam a escola (11%) e aqueles com 1o grau completo e 2o grau incompleto (10%).

Diante destas respostas, pode-se perceber a heterogeneidade das turmas, em rela¸c˜ao ao n´ıvel de escolaridade, embora prevale¸ca membros com o 2o grau como o seu maior n´ıvel

de estudo. E percept´ıvel tamb´´ em que apenas uma pequena parcela dos alunos ainda trabalha. Destes, 3 responderam que ainda trabalham (21%), em contraste com 14 que n˜ao mais trabalham (79%).

3.1.2

Rela¸

ao aluno-computador

Em rela¸c˜ao ao uso do computador, observou-se que muitos dos alunos nunca tinham tido acesso a um computador antes do in´ıcio do curso. Mais da metade dos entrevistados afirmam que o seu primeiro contato com o computador foi na oficina, como pode ser observado no gr´afico abaixo (Figura 2):

(28)

3.1 Elabora¸c˜ao e an´alise do question´ario 27

Figura 2: Gr´afico da quantidade de alunos que j´a tinham utilizado o computador antes da oficina.

No entanto, quando foi perguntado se o aluno tem computador em casa, muitos responderam positivamente (65%). Este fato leva `a an´alise das respostas de uma outra quest˜ao: Por que vocˆe nunca usou um computador? As respostas a esta pergunta mostram que grande parte daqueles que nunca tinham usado o computador, n˜ao o tinham feito por medo de danificar a m´aquina e por n˜ao saber manuse´a-la. Os resultados desta pergunta est˜ao mostrados abaixo (Figura 3):

Figura 3: Gr´afico dos motivos pelos quais os alunos n˜ao utilizavam o computador antes da oficina.

Com a an´alise deste gr´afico (Figura 3), percebe-se que boa parte dos alunos n˜ao tinha acesso ao computador antes da oficina. Em conjunto, foi feita a an´alise de uma outra quest˜ao: onde o aluno utiliza o computador? Esta pergunta mostrou que uma parcela dos alunos faz uso da m´aquina apenas durante as aulas da oficina. A grande maioria usa

(29)

3.1 Elabora¸c˜ao e an´alise do question´ario 28

o computador em casa e uma pequena parte, na casa de parentes (Figura 4).

Figura 4: Gr´afico do local de uso do computador pelos alunos.

Embora a maior parte das respostas mostradas, na Figura 4, indique que os alunos tamb´em utilizam o computador em casa, quando perguntados sobre a freq¨uˆencia com que usam a m´aquina, muitos responderam que o fazem apenas uma vez na semana. Por meio das observa¸c˜oes feitas em sala, foi poss´ıvel notar que os alunos que disseram utilizar o computador quase diariamente (29%) e diariamente (6%) apresentam menores dificuldades para a realiza¸c˜ao das atividades em sala (Figura 5).

(30)

3.2 Procedimento para a defini¸c˜ao de requisitos 29

3.2

Procedimento para a defini¸

ao de requisitos

3.2.1

Requisitos de usabilidade

Durante os encontros da oficina, ficou claro que grande parte dos alunos possui dificuldades com alguns ´ıtens existentes na tela do computador (e.g. ´ıcone do Internet Explorer na Barra de Ferramentas - ambos na cor azul). Tais dificuldades, quase sempre ocasionadas por problemas de vis˜ao, vieram mostrar a necessidade da defini¸c˜ao de requisitos de usabilidade para o software. Diante deste fato, foi feita uma pesquisa bibliogr´afica sobre requisitos de usabilidade, focando-se principalmente no p´ublico idoso. Com base no que foi encontrado, foram definidos os requisitos de usabilidade para o sistema, os quais ser˜ao explicados na se¸c˜ao de resultados obtidos.

3.2.2

Requisitos funcionais

A fim de definir os requisitos funcionais do sistema, foi realizada uma pesquisa bibliogr´afica na ´area. Com base nesta pesquisa, decidiu-se dividir os requisitos usando a categoriza¸c˜ao vista em Sommerville (2003), onde tais requisitos est˜ao divididos em de Usu´ario e de Sistema. Optou-se tamb´em por explorar o software Introdu¸c˜ao ao Micro (SENAC, 1995). Este ´e um software educativo, do tipo tutor, que visa apresentar ao usu´ario os principais componentes do computador, suas finalidades e como utiliz´a-los, de forma interativa e divertida (KACHAR, 2005). Deste sistema, pˆode-se extrair algumas caracter´ısticas que estar˜ao presentes no software a ser modelado, tais como o uso de ´audio e v´ıdeo.

Para a especifica¸c˜ao dos requisitos funcionais de sistema, utilizou-se o modelo definido em Sommerville (2003).

3.3

Modelagem do Sistema

Para a modelagem do sistema, foram considerados os requisitos de usu´ario e de sistema definidos e, a partir dos mesmos, foi feito o diagrama de casos de usos. Posteriormente, foi desenvolvido o diagrama de classes do sistema. O editor de diagramas utilizado foi o Jude (2008), por ser uma ferramenta de f´acil utiliza¸c˜ao e com grandes funcionalidades.

(31)

30

4

Resultados Obtidos

Esta se¸c˜ao apresentar´a os resultados obtidos com o presente trabalho de conclus˜ao de curso, a qual est´a dividida como segue: Resultados da Oficina, que apresenta os benef´ıcios que a oficina Clicar na Terceira Idade trouxe para os alunos da mesma; Defini¸c˜ao de Requisitos, que mostrar´a os requisitos de usabilidade, de usu´ario e de sistema; Prototipa¸c˜ao da Interface, que mostrar´a o prot´otipo de algumas telas do software; e Modelagem do Sistema, que apresentar´a a modelagem dos diagramas UML feitos para o mesmo.

4.1

Resultados da Oficina

Ao fim do per´ıodo de aulas da oficina, pˆode-se constatar alguns benef´ıcios que a mesma trouxe para os alunos.

Quando questionados a respeito das atividades que realizavam no computador antes da oficina, as atividades citadas foram: digitar textos (30%), jogos (20%), e-mail (20%), MSN (20%) e navegar na Internet (20%), como mostrado no gr´afico abaixo (Figura 6):

(32)

4.1 Resultados da Oficina 31

Quando indagados a respeito das atividades que realizam atualmente no computador, foram obtidas as seguintes respostas: digitar textos (30%), jogos (17%), e-mail (17%), MSN (13%) e navegar na Internet (20%) e fazer pesquisas (3%). Um fator essencial nesta an´alise ´e que a quantidade de pessoas que responderam a esta pergunta foi maior que a anterior, devido ao contato com a inform´atica proporcionado pelo curso. Foi observado inclusive que surgiu uma nova atividade realizada: a de pesquisas na Internet. O resultado ´e mostrado abaixo (Figura 7):

Figura 7: Gr´afico de uso do computador feito pelos alunos atualmente.

Uma das perguntas mais significativas do question´ario ´e a que se refere `a representatividade da oficina ”Clicar na Terceira Idade”para cada aluno. O resultado, mostrado na Figura 8, foi:

(33)

4.2 Defini¸c˜ao de Requisitos 32

Pode-se observar a partir da an´alise da figura anterior (Figura 8) que os benef´ıcios trazidos pela oficina n˜ao s˜ao apenas conhecimentos t´ecnicos. Para comprovar isto, basta verificar que as respostas com maior incidˆencia foram: conhecer novas pessoas presencialmente e melhoria da auto-estima, com 19% cada. Estas respostas foram seguidas por uso da Internet (17%), melhoria na pr´atica da digita¸c˜ao (13%), desenvolvimento da digita¸c˜ao de textos (12%), intera¸c˜ao com conhecidos e familiares pela Internet (10%), conhecer novas pessoas por meio da Internet (5%), uso de outros equipamentos, como terminais banc´arios (3%) e desenhar (2%). Outra observa¸c˜ao importante da Figura 8 ´e que grande parte das pessoas sentem-se confi´aveis para o uso da Internet e outras conseguiram associar o aprendizado proporcionado pela oficina com atividades corriqueiras, tais como a maior facilidade no uso de outros equipamentos (e.g. caixa eletrˆonico).

4.2

Defini¸

ao de Requisitos

Para o software proposto, foram definidos os Requisitos de Usabilidade e os Requisitos Funcionais de Usu´ario e de Sistema. As se¸c˜oes que seguem apresentam tais requisitos, justificando as escolhas com base na literatura encontrada.

4.2.1

Defini¸

ao de Requisitos de Usabilidade

Foi feito o levantamento dos requisitos de usabilidade a serem levados em considera¸c˜ao no projeto da interface do software. Para isto, muitas caracter´ısticas fisiol´ogicas dos idosos foram observadas e levadas em considera¸c˜ao. Os requisitos de usabilidade definidos s˜ao mostrados na tabela seguinte (Tabela 1). Esta defini¸c˜ao foi feita a partir de observa¸c˜ao natural e seguindo algumas orienta¸c˜oes do Laborat´orio de Utilizabilidade (SALES; CYBIS, 2008).

(34)

4.2 Defini¸c˜ao de Requisitos 33

Tabela 1: Requisitos de Usabilidade

T´ıtulo Descri¸c˜ao

1 Compatibilidade com Windows A interface do usu´ario deve ser compat´ıvel com a do Windows XP/Vista

2 Sistema de f´acil utiliza¸c˜ao A interface do sistema deve ser projetada de forma a possibilitar o uso por diversos tipos de usu´ario

3 A informa¸c˜ao deve estar saliente quando necess´ario

A informa¸c˜ao dever´a estar em destaque, quando necess´ario, por meio do uso de t´ecnicas como gr´aficos animados, cores, sublinhados, ordena¸c˜ao de ´ıtens, sequenciamento de informa¸c˜oes diferentes, espa¸camento entre os ´ıtens

4 Uso de interface simples Deve-se evitar um exagero de informa¸c˜oes na interface 5 Os blocos de informa¸c˜ao e documentos que

sejam extensos devem ser subdivididos em sess˜oes curtas

As informa¸c˜oes devem estar subdivididas em blocos, a fim de facilitar o entendimento da mesma

6 As informa¸c˜oes devem ser projetadas de maneira que sejam facilmente percebidas

Deve haver um f´acil reconhecimento de fun¸c˜oes dos ´ıcones; anima¸c˜oes devem seguir uma seq¨uˆencia l´ogica e no caso de personagens deve ter sincroniza¸c˜ao com os l´abios; sons claros e compreens´ıveis; texto leg´ıvel e em cor diferente do fundo;

7 Contraste favor´avel entre as cores do texto e as do fundo no qual o texto se encontra

´

E recomendado, portanto, o emprego de texto com letras brancas em fundo escuro ou letras escuras em fundo claro

8 A informa¸c˜ao expressa (codificada) por cores deve tamb´em percebida sem o uso de cores

Onde houver destaque de informa¸c˜ao por meio de cores, o mesmo deve ocorrer tamb´em de uma outra forma (exemplo: cor+sublinhado, cor+espessura de linha, etc.)

9 Emprego de fontes sem serifas Devem ser utilizadas fontes sem serifas, tais como helv´etica, arial, univers, news gothic, etc.

10 Uso de fontes grandes O tamanho das fontes usadas nos textos deve ser de no m´ınimo 14 pontos

11 O texto deve ser escrito em letras mai´usculas e min´usculas

O uso de texto todo em mai´usculo deve ser restrito a t´ıtulos e cabe¸calhos

12 Espa¸camento duplo entre linhas O espa¸camento entre linhas deve ser duplo, a fim de favorecer a realiza¸c˜ao de sacadas visuais (movimentos oculares r´apidos) para os saltos entre o final de uma linha e o in´ıcio da pr´oxima linha

13 Alinhamento `a esquerda. Deve-se utilizar alinhamento de texto `a esquerda para favorecer a leitura, ao criar espa¸cos uniformes entre as palavras

14 ´Icones facilmente identific´aveis Os ´ıcones devem ser grandes, leg´ıveis, significativos, facilmente discriminados e rotulados

15 Clareza do ´audio O ´audio do sistema deve ser claro, gravado em qualidade de CD (44.100KHz, 16 bits), com fala pausada, calma, objetiva e clara 16 Possibilidade de altera¸c˜ao do volume do ´audio O sistema deve possibilitar o ajuste do volume do ´audio a fim de

possibilitar o uso do mesmo a pessoas portadoras de alguns problemas auditivos

17 Possibilidade de altera¸c˜ao do tamanho da fonte O sistema deve possibilitar o ajuste do tamanho da fonte, a fim de facilitar a leitura para pessoas com dificuldades visuais

Nas subse¸c˜oes que seguem ´e feita uma breve explica¸c˜ao dos requisitos acima apresentados, agrupados de acordo com suas funcionalidades.

(35)

4.2 Defini¸c˜ao de Requisitos 34

4.2.1.1 Compatibilidade com o Windows

Esta subse¸c˜ao explica o item 1 da tabela 1, o qual diz que a interface do sistema deve ser compat´ıvel com a do Windows Vista/XP. O Sistema Operacional Windows ´e o que apresenta maior populariza¸c˜ao no uso dom´estico. Devido a este fato, pr´e sup˜oe que os usu´arios do sistema far˜ao uso do Windows. Considera-se tamb´em o fato de o Windows possuir uma interface amig´avel, o que facilita o aprendizado por pessoas que nunca fizeram uso do computador.

4.2.1.2 Interface simples e de f´acil navega¸c˜ao

Por se tratar de um software educacional que visa o ensino de inform´atica, este deve prover uma f´acil utiliza¸c˜ao, visto que os seus usu´arios, provavelmente, n˜ao estar˜ao habituados no uso do computador. Considera-se tamb´em o fato dos idosos apresentarem queda no processo cognitivo, tendo algumas dificuldades na realiza¸c˜ao de atividades que exigem rapidez, aten¸c˜ao, concentra¸c˜ao e racioc´ınio indutivo (ARGIMON; STEIN, 2005). Com isto, o software deve possuir uma interface simples, intuitiva e que possibilite um f´acil aprendizado no uso do mesmo, como ´e descrito nos ´ıtens 2 e 4 da tabela.

4.2.1.3 Percep¸c˜ao da informa¸c˜ao

Como visto em Chaimowicz (1997), cerca de 38% da popula¸c˜ao com mais de 60 anos possui algum tipo de problema visual. Devido a este fato, deve-se propor uma interface onde as informa¸c˜oes sejam facilmente percebidas. Para isto, pode-se fazer uso do jogo de cores, utilizando-as de forma que obtenha-se um contraste favor´avel entre o texto e o fundo, com o uso de texto claro em fundo escuro e vice-versa, como citado no ´ıtem 7. Outros fatores que facilitam na percep¸c˜ao da informa¸c˜ao s˜ao mostrados no item 6, tais como uma sequˆencia l´ogica de anima¸c˜oes (no caso de existˆencia de personagens, deve haver sincorniza¸c˜ao entre voz e movimento dos l´abios), uso de texto leg´ıvel e uma boa combina¸c˜ao de cores.

Um outro ponto a ser observado ´e o destaque da informa¸c˜ao quando necess´ario (item 3). A fim de destacar a informa¸c˜ao, pode-se utilizar diversos artif´ıcios tais como o uso de cores, sublinhados, negrito etc (item 8). Segundo Shneiderman e Plaisant (2005), o uso de cores na altera¸c˜ao de um estado ´e um m´etodo bastante eficaz para chamar a aten¸c˜ao para determinado ponto. Com isto, optou-se por usar este m´etodo para dar destaque a alguma informa¸c˜ao, quando necess´ario (ex. menu selecionado). No entanto, deve-se

(36)

4.2 Defini¸c˜ao de Requisitos 35

atentar para que o destaque n˜ao seja feito apenas com o uso de cores. Alguns problemas visuais (ex. daltonismo) prejudicam a percep¸c˜ao de algumas cores. Portanto, quando o destaque for feito por meio de cores, deve-se utilizar tamb´em um outro artif´ıcio para ressaltar a informa¸c˜ao (SALES; CYBIS, 2008; SHNEIDERMAN; PLAISANT, 2005).

4.2.1.4 Apresenta¸c˜ao do texto

No que tange a apresenta¸c˜ao do texto no software, algumas observa¸c˜oes devem ser levantadas, a fim de possibilitar uma exibi¸c˜ao do conte´udo em tela que facilite a leitura e compreens˜ao.

O item 11 determina que o texto deve ser escrito em letras mai´usculas e min´usculas, reservando o uso de texto apenas em mai´usculo para os t´ıtulos e cabe¸calhos. O uso de letras mai´usculas torna o texto cansativo e o seu uso em cabe¸calhos e t´ıtulos ´e uma forma a mais de destacar a informa¸c˜ao (SALES; CYBIS, 2008).

O espa¸camento duplo entre linhas e o alinhamento `a esquerda facilita o processo de leitura (´ıtens 12 e 13). Com o alinhamento `a esquerda, consegue-se espa¸camento uniforme entre as palavras e o uso de espa¸camento duplo favorece a realiza¸c˜ao de sacadas visuais nos saltos entre o final de uma linha e o in´ıcio da pr´oxima (SALES; CYBIS, 2008).

Um outro fato que favorece no entendimento do texto ´e a subdivis˜ao da informa¸c˜ao em blocos, como citado no ´ıtem 5.

No item 9, encontra-se recomenda¸c˜oes a respeito da escolha das fontes. Deve-se optar por fontes sem serifas - por facilitarem a leitura - e o uso de fontes grandes. Fontes pequenas s˜ao um dos fatores que interferem nas metas de usabilidade do sistema (PREECE; ROGERS; SHARP, 2005). Para isto, o sistema ter´a bot˜oes para ajuste do tamanho do texto (item 17), auxiliando a leitura por usu´arios com problemas visuais.

4.2.1.5 ´Icones facilmente identific´aveis

Durante os encontros da oficina Clicar na Terceira Idade (DORIA, 2008), percebeu-se que muitos alunos tinham dificuldades em identificar as fun¸c˜oes dos ´ıcones. Isto tamb´em ´e citado em Kachar (2005). Muitas vezes os ´ıcones n˜ao s˜ao intuitivos, mostrando claramente a sua fun¸c˜ao. Devido a este fato, deve-se utilizar ´ıcones cujos desenhos mostrem facilmente qual a sua fun¸c˜ao, como mostrado no item 14. Opta-se tamb´em pelo uso de r´otulos nos ´ıcones, a fim de mostrar a fun¸c˜ao do mesmo, caso o usu´ario n˜ao a reconhe¸ca pelo desenho.

(37)

4.2 Defini¸c˜ao de Requisitos 36

4.2.1.6 Audio do sistema´

Devido ao aumento dos problemas auditivos, com o avan¸car da idade, visto em Argimon e Stein (2005), deve-se optar pelo uso de um ´audio de qualidade no sistema (item 15). Um outro fato a ser observado ´e a possibilidade de alterar o volume do ´audio (item 16).

4.2.2

Defini¸

ao de Requisitos de Usu´

ario

Com base nos requisitos de usabilidade, em estudos bibliogr´aficos na ´area e observa¸c˜oes feitas em sala, foram definidos os requisitos de usu´ario do software, mostrados abaixo.

4.2.2.1 (RU001) - Escolha entre ambienta¸c˜ao e conte´udo

O sistema fornecer´a, na sua tela inicial, a op¸c˜ao para o usu´ario escolher entre o m´odulo de ambienta¸c˜ao do sistema e o acesso ao conte´udo. Esta janela apresentar´a dois bot˜oes: ’Como este programa funciona?’ e ’Ir para o conte´udo’. O clique no bot˜ao ’Como este programa funciona?’ direcionar´a o usu´ario a uma breve explica¸c˜ao do funcionamento do sistema. No bot˜ao ’Ir para o conte´udo’, ser´a apresentada a tela principal do software, onde ´e exibido o conte´udo program´atico.

4.2.2.2 (RU002) - Controle do volume do ´audio do software

O usu´ario poder´a controlar o volume de ´audio do software. Haver´a, nas telas do sistema, dois bot˜oes que possibilitam o controle do volume de ´audio pelo usu´ario.

4.2.2.3 (RU003) - Controle do tamanho da fonte

O usu´ario poder´a controlar o tamanho da fonte do software. Haver´a, nas telas do sistema, dois bot˜oes que possibilitam o controle do tamanho da fonte pelo usu´ario.

4.2.2.4 (RU004) - Avan¸co do t´opico no conte´udo

O usu´ario do sistema poder´a avan¸car no conte´udo. O sistema apresentar´a, em cada p´agina de conte´udo, um bot˜ao que possibilite ao usu´ario avan¸car para o t´opico seguinte do conte´udo.

(38)

4.2 Defini¸c˜ao de Requisitos 37

4.2.2.5 (RU005) - Retrocesso do t´opico no conte´udo

O usu´ario do sistema poder´a retroceder no conte´udo. O sistema apresentar´a, em cada p´agina de conte´udo, um bot˜ao que possibilite ao usu´ario retroceder para o t´opico anterior do conte´udo.

4.2.2.6 (RU006) - Escolher um m´odulo, clicando no menu

O sistema possibilitar´a ao usu´ario a escolha do m´odulo a ser apresentado. No frame esquerdo da p´agina de conte´udo haver´a um menu, no qual, atrav´es de um clique, o usu´ario selecionar´a o m´odulo de conte´udo que deseje visualizar no momento.

4.2.2.7 (RU007) - Escolher um t´opico do m´odulo

O sistema possibilitar´a ao usu´ario a escolha de um t´opico do m´odulo a ser apresentado. No menu esquerdo, ao selecionar um m´odulo, o usu´ario ter´a a possibilidade de escolher um t´opico naquele m´odulo para visualizar. Esta escolha poder´a ser feita de duas maneiras: clique no t´opico no menu ou pelo uso das setas de avan¸co e retrocesso no conte´udo.

4.2.2.8 (RU008) - Resolu¸c˜ao de exerc´ıcios

O sistema possibilitar´a ao usu´ario, ao final de cada m´odulo, efetuar a resolu¸c˜ao de exerc´ıcios de fixa¸c˜ao. Ao fim de cada m´odulo, ser´a apresentado ao usu´ario exerc´ıcios a respeito do conte´udo estudado. O acesso a estes exerc´ıcios pode ser feito, tamb´em, diretamente por meio do clique na ´area do menu correspondente ao mesmo. A tela de resolu¸c˜ao de exerc´ıcios apresentar´a ao usu´ario um bot˜ao de dicas, que ajudar´a o mesmo com a resolu¸c˜ao do problema. As respostas vir˜ao numa forma de R´adio Buttom, para que o aluno selecione a correta com um clique. Haver´a um bot˜ao ’OK’ para permitir ao usu´ario passar para a quest˜ao seguinte. Caso a resposta selecionada n˜ao seja a correta, ser´a dada ao usu´ario trˆes possibilidades: ver a resposta correta, retornar a quest˜ao para tentar novamente ou pular para a pr´oxima quest˜ao. Caso o mesmo escolha tentar novamente, haver´a mais duas chances. Ap´os estas tentativas, caso n˜ao consiga solucionar a quest˜ao, ser´a mostrada a alternativa correta e uma nova quest˜ao ser´a apresentada. Caso o usu´ario deseje pular uma quest˜ao, ao final da se¸c˜ao de exerc´ıcios, as quest˜oes puladas ser˜ao reapresentadas para novas tentativas. O usu´ario ter´a tamb´em a possibilidade de solicitar uma dica referente `a quest˜ao que est´a resolvendo.

(39)

4.2 Defini¸c˜ao de Requisitos 38

4.2.2.9 (RU009) - Ajuda no software

O sistema possuir´a um bot˜ao de ajuda no uso do software. Nas telas do sistema haver´a um bot˜ao com um s´ımbolo de um ’ ?’, o qual ter´a a fun¸c˜ao de abrir uma janela com uma ajuda a respeito do funcionamento do sistema.

4.2.3

Defini¸

ao de Requisitos de Sistema

A partir dos requisitos de usu´ario que foram definidos, definiu-se os requisitos de sistema, mostrados abaixo. Os requisitos est˜ao dispostos em duas subse¸c˜oes principais, as quais os dividem em recursos de acessibilidade, onde estar˜ao presentes os requisitos que definem funcionalidades relacionadas a acessibilidade do software e recursos de navega¸c˜ao, onde encontram os demais requisitos.

4.2.3.1 Recursos de acessibilidade

Esta se¸c˜ao apresenta os requisitos que tangem aspectos de acessibilidade do sistema. Ser˜ao apresentados os requisitos de controle de volume e de tamanho da fonte.

4.2.3.1.1 (RFS001) - Requisito de Controle de Volume

A tabela 2 apresenta o requisito de sistema para o controle do volume. Este requisito define que o software dever´a apresentar ao usu´ario dois bot˜oes que possibilitem o controle do volume do programa. Como consequˆencia do acionamento destes bot˜oes, o volume do ´

(40)

4.2 Defini¸c˜ao de Requisitos 39

Tabela 2: Requisito de Controle de Volume Fun¸c˜ao: Controlar o volume do ´audio do sistema.

Descri¸c˜ao: O controle de volume deve ser feito atrav´es de dois bot˜oes existentes em todas as janelas do sistema, os quais garantam ao usu´ario a possibilidade de aumentar ou diminuir o volume do ´audio. O usu´ario clica em um dos bot˜oes ’+’ ou ’-’ e estes devem modificar a intensidade do volume.

Requisitos de usu´ario: RU002

Entradas: Vari´avel que identifica qual dos dois bot˜oes foi acionado. Origem: Clique em um dos bot˜oes de controle do volume.

Sa´ıdas: Aumento ou diminui¸c˜ao do volume do computador. Destino: M´etodo de acesso para o controle de volume da placa de

som do computador.

Pr´e-Condi¸c˜ao: Os bot˜oes de volume devem ser exibidos ao usu´ario. P´os-Condi¸c˜ao: Nenhuma

Efeitos colaterais: Nenhum

4.2.3.1.2 (RFS002) - Requisito de Controle do Tamanho das Letras dos Textos do Sistema

O requisito de controle do tamanho da fonte do sistema, apresentado na tabela 3, define que o programa dever´a oferecer ao usu´ario dois bot˜oes, semelhantes aos de controle de volume, os quais permitir˜ao a altera¸c˜ao do tamanho da fonte do texto apresentado.

(41)

4.2 Defini¸c˜ao de Requisitos 40

Tabela 3: Requisito de Controle do Tamanho das Letras dos Textos do Sistema Fun¸c˜ao: Controlar o tamanho da fonte do sistema.

Descri¸c˜ao: O controle do tamanho da fonte deve ser feito atrav´es de dois bot˜oes existentes em todas as janelas do sistema, os quais garantam ao usu´ario aumentar ou diminuir o tamanho da letra do sistema. O usu´ario clica em um dos bot˜oes ’+’ ou ’-’ e estes devem alterar a fonte para um tamanho maior ou menor.

Requisitos de usu´ario: RU003

Entradas: Vari´avel que identifica qual dos dois bot˜oes foi acionado. Origem: Clique em um dos bot˜oes de controle do tamanho da

fonte.

Sa´ıdas: Aumento ou diminui¸c˜ao da fonte do sistema. Destino: M´etodo de acesso para o aumento da fonte. Pr´e-Condi¸c˜ao: Os bot˜oes devem ser exibidos ao usu´ario. P´os-Condi¸c˜ao: Nenhuma

Efeitos colaterais: Nenhum

4.2.3.2 Recursos de navega¸c˜ao

Esta se¸c˜ao apresenta os demais requisitos de sistema, relacionadas `a navega¸c˜ao no software em geral.

4.2.3.2.1 (RFS003) - Requisito de Interface Inicial

Este requisito define a obrigatoriedade do sistema de apresentar ao usu´ario, ao iniciar, uma tela que possibilite a escolha entre o m´odulo de ambienta¸c˜ao e os m´odulos de conte´udo.

(42)

4.2 Defini¸c˜ao de Requisitos 41

Tabela 4: Requisito de Interface Inicial

Fun¸c˜ao: Permitir ao usu´ario escolher entre assistir a um m´odulo sobre ambienta¸c˜ao no sistema (para usu´arios que ainda n˜ao utilizaram o software) ou ir direto aos m´odulos de conte´udo.

Descri¸c˜ao: Ao iniciar, o software apresentar´a uma tela de boas vindas, a qual conter´a dois bot˜oes principais: um para ambienta¸c˜ao e outro para ir aos conte´udos (onde est˜ao as aulas de cada assunto).

Requisitos de usu´ario: RU001

Entradas: Chamada `a instancia¸c˜ao da interface inicial. Origem: Duplo clique no ´ıcone do programa.

Sa´ıdas: Exibi¸c˜ao da interface inicial do sistema.

Destino: Dispositivo de V´ıdeo, para exibi¸c˜ao do sistema ao usu´ario.

Pr´e-Condi¸c˜ao: Nenhuma P´os-Condi¸c˜ao: Nenhuma Efeitos colaterais: Nenhum

4.2.3.2.2 (RFS004) - Requisito de Volta `a Interface Inicial

Este requisito define a funcionalidade do bot˜ao In´ıcio presente nas interfaces do software que exibe a janelainicial do sistema.

(43)

4.2 Defini¸c˜ao de Requisitos 42

Tabela 5: Requisito de Volta `a Interface Inicial Fun¸c˜ao: Exibir a p´agina inicial do sistema.

Descri¸c˜ao: Em todas as p´aginas do sistema haver´a um bot˜ao cuja fun¸c˜ao ser´a exibir a p´agina inicial do programa.

Requisitos de usu´ario:

Entradas: Vari´avel que identifica que este bot˜ao foi acionado. Origem: Clique no bot˜ao ’In´ıcio’ nas telas de conte´udo ou

ambienta¸c˜ao.

Sa´ıdas: Chamada da fun¸c˜ao de exibi¸c˜ao em tela da interface inicial.

Destino: Exibi¸c˜ao da interface inicial do sistema. Pr´e-Condi¸c˜ao: Nenhuma

P´os-Condi¸c˜ao: Nenhuma Efeitos colaterais: Nenhum

4.2.3.2.3 (RFS005) - Requisito de M´odulo Ambienta¸c˜ao no Sistema

O requisito de modulo de ambienta¸c˜ao no sistema define que o software possibilitar´a ao usu´ario assistir a um modulo introdut´orio que apresenta o funcionamento do software.

(44)

4.2 Defini¸c˜ao de Requisitos 43

Tabela 6: Requisito de M´odulo Ambienta¸c˜ao no Sistema

Fun¸c˜ao: Permitir ao usu´ario assistir a um v´ıdeo explicativo de ambienta¸c˜ao no sistema.

Descri¸c˜ao: A escolha de ambienta¸c˜ao, na interface inicial, direcionar´a o usu´ario a uma nova tela. Nessa nova janela, haver´a os bot˜oes com as funcionalidades de acessibilidade (que est˜ao descritos nos requisitos de acessibilidade), o player de v´ıdeo no centro da janela e, logo abaixo, um bot˜ao para ir direto aos m´odulos de conte´udo.

Requisitos de usu´ario:

Entradas: Vari´avel de indica¸c˜ao de clique no bot˜ao ’Ambienta¸c˜ao no Sistema’.

Origem: Clique no bot˜ao ’Ambienta¸c˜ao no Sistema’ na tela inicial.

Sa´ıdas: Chamada ao m´etodo de acesso ao arquivo multim´ıdia de v´ıdeo.

Destino: Interface de ambienta¸c˜ao com o sistema. Pr´e-Condi¸c˜ao: Nenhuma

P´os-Condi¸c˜ao: Nenhuma Efeitos colaterais: Nenhum

4.2.3.2.4 (RFS006) - Requisito de Assistir os M´odulos de Conte´udo

O requisito de assistir os m´odulos de conte´udo define a funcionalidade principal do sistema, onde o usu´ario poder´a assistir a exibi¸c˜ao do conte´udo program´atico.

(45)

4.2 Defini¸c˜ao de Requisitos 44

Tabela 7: Requisito de Assistir aos M´odulos de Conte´udo Fun¸c˜ao: Iniciar a apresenta¸c˜ao dos m´odulos te´oricos.

Descri¸c˜ao: Oferece ao usu´ario a tela principal do programa, onde est˜ao localizados um menu a esquerda, com os t´opicos apresentados no programa e a direita a exibi¸c˜ao do conte´udo relativo ao t´opico selecionado. H´a tamb´em alguns bot˜oes com as funcionalidades de acessibilidade, e outros para avan¸co e retrocesso de p´agina.

Requisitos de usu´ario:

Entradas: Clique no bot˜ao ’Ir para o conte´udo’ Origem: Clique do mouse no bot˜ao.

Sa´ıdas: Exibi¸c˜ao da tela inicial dos m´odulos de aprendizagem. Destino: Tela inicial dos m´odulos de aprendizagem.

Pr´e-Condi¸c˜ao: Nenhuma P´os-Condi¸c˜ao: Nenhuma Efeitos colaterais: Nenhum

4.2.3.2.5 (RFS007) - Requisito de Navega¸c˜ao por M´odulos

Este requisito define a possibilidade de escolha de um m´odulo em espec´ıfico por parte do usu´ario.

(46)

4.2 Defini¸c˜ao de Requisitos 45

Tabela 8: Requisito de Navega¸c˜ao por M´odulos Fun¸c˜ao: Permitir escolha do m´odulo de conte´udo.

Descri¸c˜ao: O sistema apresentar´a um menu onde o usu´ario poder´a selecionar qual o m´odulo de conte´udos ele ir´a acessar. Neste menu ser˜ao apresentados 5 bot˜oes, referentes aos cinco m´odulos de conte´udo existentes. O clique em cada um dos bot˜oes causar´a, no menu do sistema, uma exibi¸c˜ao em forma de sub-menu dos conte´udos existentes no m´odulo.

Requisitos de usu´ario: RU006

Entradas: Clique do mouse no bot˜ao do m´odulo. Origem: Clique do mouse no bot˜ao do m´odulo.

Sa´ıdas: Exibi¸c˜ao do sub-menu dos conte´udos existentes no m´odulo.

Destino: M´etodo refreshMenu(), que atualiza o menu do sistema. Pr´e-Condi¸c˜ao: Nenhuma

P´os-Condi¸c˜ao: Nenhuma Efeitos colaterais: Nenhum

4.2.3.2.6 (RFS008) - Requisito de Escolha do Item de Conte´udo

O requisito de escolha do item de conte´udo permite que seja escolhido qual t´opico dentro do m´odulo te´orico ser´a exibido. esta escolha ´e feita por meio de um clique no sub-menu do m´odulo pr´e selecionado.

(47)

4.2 Defini¸c˜ao de Requisitos 46

Tabela 9: Requisito de Escolha do Item de Conte´udo

Fun¸c˜ao: Permitir ao usu´ario escolher qual conte´udo do m´odulo ser´a apresentado.

Descri¸c˜ao: O clique nos itens do sub-menu gerado, ap´os a escolha do m´odulo, far´a com que surja no frame direito a exibi¸c˜ao do conte´udo referente ao item escolhido. Esta apresenta¸c˜ao ser´a feita por meio da exibi¸c˜ao do conte´udo do arquivo .dat referente ao item clicado.

Requisitos de usu´ario: RU007

Entradas: Clique do mouse no item do conte´udo. Origem: Clique do mouse no item do conte´udo.

Sa´ıdas: Exibi¸c˜ao do conte´udo do arquivo .dat referente ao item clicado.

Destino: M´etodo exibeConteudo(), que atualiza o frame direito com o conte´udo do arquivo de texto e das imagens referentes ao conte´udo do item escolhido.

Pr´e-Condi¸c˜ao: Escolha do m´odulo. P´os-Condi¸c˜ao: Nenhuma

Efeitos colaterais: Nenhum

4.2.3.2.7 (RFS009) - Requisito de Avan¸co de T´opico

A mudan¸ca entre um t´opico e outro de conte´udo pode ser feita por meio de bot˜oes de avan¸co existentes na interface de exibi¸c˜ao do conte´udo.

(48)

4.2 Defini¸c˜ao de Requisitos 47

Tabela 10: Requisito de Avan¸co de T´opico

Fun¸c˜ao: Permitir ao usu´ario avan¸car um t´opico dentro do conte´udo selecionado.

Descri¸c˜ao: Haver´a um bot˜ao que permite ao usu´ario o avan¸co de t´opico dentro do conte´udo selecionado.

Requisitos de usu´ario: RU004

Entradas: Clique do mouse no bot˜ao ’Avan¸car’. Origem: Clique do mouse no bot˜ao ’Avan¸car’.

Sa´ıdas: Exibi¸c˜ao do conte´udo do arquivo .dat referente ao pr´oximo item de conte´udo.

Destino: M´etodo exibeConteudo(), que atualiza o frame direito com o conte´udo do arquivo de texto e das imagens referentes ao conte´udo do item escolhido.

Pr´e-Condi¸c˜ao: Existˆencia de mais de um t´opico no conte´udo e a exibi¸c˜ao atual n˜ao pode estar no ´ultimo t´opico do conte´udo.

P´os-Condi¸c˜ao: Nenhuma Efeitos colaterais: Nenhum

4.2.3.2.8 (RFS010) - Requisito de Retrocesso de T´opico

A mudan¸ca entre um t´opico e outro de conte´udo pode ser feita tamb´em por meio de bot˜oes de retrocesso existentes na interface de exibi¸c˜ao do conte´udo.

Referências

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