• Nenhum resultado encontrado

Abordagens do processo de ensino e aprendizagem

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2019

Share "Abordagens do processo de ensino e aprendizagem"

Copied!
14
0
0

Texto

(1)

Abordagens do processo de ensino e aprendizagem

   *

Resumo● Considerando q ue o processo de ensino e aprendizagem tem sido visto de forma integrada à sociedade-cultura, a suas crenças e valores dominantes em uma determinada época, est e trabalho analisa e compar a os referenciais teóricos desse processo em quatro aspectos relevantes: es cola, aluno, p rofessor, e proc esso de ensino e aprendizagem. As abordagens educacionais o bjeto de análise são: abordagem tradicional, abordagem comportamentalista, abordagem humanista, abordagem c ognitivista e abordagem sociocultur al. Apresenta-se no final um quadro sint etizando tanto as características dif erenciadoras como as se melhantes desses asp ectos em cada uma das abordagens relacionadas.

Palavras-chave● ensino, aprendizagem, ação docente, prática p edagóg ica, opções pedagógicas.

Title● Approaches to the Teaching and Learning Process

Abstract ● Taking into consideration that the teaching and learning process has been regarded as something inherent to society-culture, as well as to its beliefs and prevailing v alues at a given time; this pap er analyses and compares the theoretical ap proaches in this process, from four important standpoints: scho ol; pupil; teacher; and the teaching and lear ning process. The educational approaches under discussion are: Traditional; Behaviorist; Humanist; Cognit ive and Social-Cultural. We finally present a summarizing tab le with different and similar char acteristics o f s uch aspects in all the approaches.

Keywords● teaching, lear ning, teacher’s action, pedagogical practice, pedagogical cho ises.

Data de recebimento: 13/10/2003. Data de aceitação: 28/11/2003.

* Pós-Douto rado em Contab ilidade na University o f Il linois at Ur bana–Champaign, EUA; Douto r e Mestre em Ciências Contábeis pela FEA–USP.

E-mail: [email protected].

. 

O processo de ensino e aprendizagem tem sido estudado segundo diferentes enfoques. Condensa-mos neste estudo uma análise comparativa tanto dos pressupostos comuns como dos diferentes, pertinentes às diversas abordagens teóricas que procuram explicar o processo de ensino e apren-dizagem. Essas correntes teóricas pro curam compreender o fenômeno educativo através de diferentes enfoques, muitos deles relacionados com o momento histórico de sua criação e do desen-volvimento da sociedade na qual estavam inseridas. Essa reflexão auxilia no entendimento do papel da didática para a formação do educador e sua importância nas atividades de ensinar e aprender. Como pano de fundo dessas correntes teóricas,

encontra-se a busca contínua para identificar os pressupostos explícitos ou implícitos que funda-mentam a ação docente em situações de ensino e aprendizagem.

Vale esclarecer que, no nosso entender, o pro-cesso de ensino e aprendizagem é composto de duas partes: ensinar, que exprime uma atividade, e aprender, que envolve certo grau de realização de uma determinada tarefa com êxito.

Considerando-se o papel da didática, explici-tado na introdução deste estudo, os objetivos do trabalho, a extensão e a complexidade do tema, o presente estudo somente analisa e compara os referenciais teóricos do processo de ensino e apren-dizagem em quatro aspectos relevantes:

●A escola, ●O aluno,

●O professor, e

●O processo de ensino e aprendizagem.

(2)

Bordenave (1984, p. 41) classifica e distingue “as diferentes opções pedagógicas segundo o fa-tor educativo que elas mais valorizam”. Libâneo (1982, p. 12) utiliza como “critério a posição que as teorias adotam em relação às finalidades sociais da escola”. Saviani (1984, p. 9) toma como critério de classificação “a criticidade da teoria em relação à sociedade e o grau de percepção da teoria dos determinantes sociais”. Mizukami (1986, p. 2) con-sidera que a base das teorias do conhecimento en-volve três características básicas: primado do sujeito, primado do objeto e interação

sujeito-objeto – apesar de reconhecer que existam muitas variações e diferentes combinações possíveis.

De acordo com os critérios acima menciona-dos, os autores citados nomeiam as diferentes abordagens do processo de ensino e aprendizagem da forma descrita na Tabela 1.

Os autores citados analisam as abordagens do processo de ensino e aprendizagem a partir de seus princípios, dos componentes necessários ao fenô-meno educativo e de seus efeitos sobre o indiví-duo e a sociedade.

A Tabela 2 ilustra os diversos componentes ana-lisados por cada um dos autores, com exceção de Saviani (1984), que não explicita todos os compo-nentes em seu estudo.

Como existem diversidade de critérios e dife-renças relativas aos principais componentes que explicam o processo educativo, no decorrer deste estudo resolvemos adotar os conceitos expostos por Mizukami (1986), com algumas adaptações para efeito comparativo.

Nesse sentido, o enfoque deste estudo concen-tra-se nas situações concretas de ensino e apren-dizagem, por meio do agente formal, a escola, envolvendo naturalmente as atividades dos pro-fessores e alunos diante dos conteúdos de ensino. Vale também acrescentar que um dos pontos relevantes a serem analisados consiste na identifi-cação das correntes teóricas que suportam o com-portamento do professor em situações de ensino e aprendizagem, principalmente em sala de aula.

A educação formal ou informal, de alguma for-ma, sempre foi objeto de preocupação da socie-dade e de seus dirigentes, notadamente em seus aspectos formais, em seu conteúdo e em sua utili-dade enquanto instrumento de socialização.

Como bem observa Mizukami (1986, p. 1), para entendermos o fenômeno educativo, faz-se neces-sário refletir sobre seus diferentes aspectos: “É um fenômeno humano, histórico e multidimensional. Nele estão presentes tanto a dimensão humana quanto a técnica, a cognitiva, a emocional, a sociopolítica e a cultural”. Conseqüentemente en-tendemos o fenômeno educativo como um obje-to em permanente construção e com diferentes causas e efeitos de acord o com a dimensão enfocada.

Tabela 1

Algumas abordag ens d o processo de e nsino e aprendizagem

r o t u

A Nomenclatura

) 4 8 9 1 ( e v a n e d r o B

o ã s s i m s n a r t a d a i g o g a d e P

m e g a d l o m a d a i g o g a d e P

o ã ç a z i t a m e l b o r p a d a i g o g a d e P

) 2 8 9 1 ( o e n â b i L

: s e õ s r e v s a u s m e ,l a r e b i l a i g o g a d e P

a r o d a v r e s n o C –

a t s i s s e r g o r p a d a v o n e R –

a v i t e r i d -o ã n a d a v o n e R –

: s e õ s r e v s a u s m e , a t s i s s e r g o r p a i g o g a d e P

a r o d a t r e b i L –

a i r á t r e b i L –

s o d ú e t n o c e D –

) 4 8 9 1 ( i n a i v a S

s a c i t í r c -o ã n s a i r o e T

l a n o i c i d a r t a i g o g a d e P –

a v o n a i g o g a d e P –

a t s i c i n c e t a i g o g a d e P –

s a t s i v i t u d o r p e r -o c i t í r c s a i r o e T

o t n a u q n e o n i s n e e d s a m e t s i S –

a c i l ó b m i s a i c n ê l o i v

o c i g ó l o e d i o h l e r a p a o t n a u q n e a l o c s E –

o d a t s E e d

a t s i l a u d a l o c s E –

) 6 8 9 1 ( i m a k u z i M

l a n o i c i d a r t m e g a d r o b A

a t s i l a t n e m a t r o p m o c m e g a d r o b A

a t s i n a m u h m e g a d r o b A

a t s i v i t i n g o c m e g a d r o b A

(3)

A seguir esses aspectos são comparados segun-do as diferentes opções pedagógicas, que, para Mizukami (1986, pp. 2-4), “poderiam estar forne-cendo as diretrizes à ação docente, mesmo consi-derando-se que a elaboração que cada professor faz delas é individual e intransferível”. Estas abor-dagens do processo de ensino e aprendizagem, ob-jeto de análise, são:

●Abordagem tradicional,

●Abordagem comportamentalista,

●Abordagem humanista, ●Abordagem cognitivista e

●Abordagem sociocultural.

.  

Entende-se por abordagem tradicional a prática educativa caracterizada pela transmissão dos conhecimentos acumulados pela humanidade ao longo dos tempos. Essa tarefa cabe essencial-mente ao professor em situações de sala de aula, agindo independentemente dos interesses dos alunos em relação aos conteúdos das disciplinas.

Essa missão do professor, segundo Mizukami (1986, p. 17), é considerada “catequética e unifica-dora da escola”; envolve “programas minuciosos, rígidos e coercitivos. Exames seletivos, investidos de caráter sacramental”.

Nesse sentido, o ensino tradicional tem como primado o objeto, o conhecimento, e dele o aluno deve ser um simples depositário . A escola deve ser o local ideal para a transmissão desses conhe-cimentos que foram selecionados e elaborados por outros.

Referências ao ensino tradicional também são feitas por Bordenave (1984, p. 41), que o denomina “pedagogia da transmissão”: “Assim, se opção peda-gógica valoriza sobretudo os conteúdos educativos, isto é, os conhecimentos e valores a serem transmi-tidos, isto caracterizaria um tipo de educação tradi-cional que chamaremos Pedagogia da Transmissão.” E, na análise das conseqüências sociais decorrentes desta pedagogia, esta “forma alunos passivos, produz cidadãos obedientes e prepara o terreno para o Ditador Paternalista. A sociedade é marcada pelo individualismo, e não pela solidariedade”.

Por outro lado, Libâneo (1982, pp. 12-3) iden-tifica essa abordagem como pedagogia liberal em sua versão conservadora, enfatizando que o papel da escola é de formação intelectual e moral dos alunos, para que estes possam assumir o seu papel na sociedade. Ele afirma que, “na versão conser-vadora, a pedagogia liberal se caracteriza por acentuar o ensino humanístico, de cultura geral, no qual o aluno é educado para atingir, pelo pró-prio esforço, sua plena realização como pessoa.

Tabela 2

Componentes do processo d e ensino e aprendizagem analisados por alguns autores

i m a k u z i

M Bordenave Libâneo

m e m o

H Conseqüênciasindividuais

o d n u M

a r u t l u c -e d a d e i c o

S Conseqüênciassociais

o t n e m i c e h n o

C Conteúdosdeensino

o ã ç a c u d E

a l o c s

E Papeldaescola

r a l o c s e a c i t á r p a n s e õ ç a t s e f i n a M

m e g a z i d n e r p a e o n i s n

E Situaçõesdeensinoeaprendizagem Pressupostosdaaprendizagem

o n u l a -r o s s e f o r

P Relacionamentoaluno-professor

a i g o l o d o t e

(4)

Os conteúdos, os procedimentos didáticos, a rela-ção professor-aluno não tem nenhuma relarela-ção com o cotidiano do aluno e muito menos com as realidades sociais”.

Nesse sentido, Saviani (1984, p. 9) identifica essa abordagem como pedagogia tradicional. Ensi-na que “a escola surge como um antídoto à igno-rância, logo, um instrumento para equacionar o problema da marginalidade. Seu papel é difundir a instrução, transmitir os conhecimentos acumu-lados pela humanidade e sistemat izados logicamente”.

Os principais defensores do ensino tradicional, citados por Mizukami (1986, p. 12), são Émile Chartier e Snyders.

De acordo como os referenciais teóricos expos-tos, podemos identificar na Tabela 3 os elementos relevantes sobre a abordagem tradicional.

.  

Essa abordagem também se caracteriza pela ênfase no objeto, no conhecimento, utilizando, porém, de uma “engenharia” comportamental e social sofis-ticada para moldar os comportamentos sociais. O

homem é considerado como produto do meio; conseqüentemente, pode-se manipulá-lo e controlá-lo por meio da transmissão dos conhecimentos decididos pela sociedade ou por seus dirigentes.

Bordenave (1984, p. 41) denomina essa abor-dagem “pedagogia da molabor-dagem do comporta-mento”, descrevendo-a assim: “Se o fator é o efeito

ou resultado obtido pela educação – quer dizer, as mudanças de conduta conseguidas no indivíduo –, isto defi-niria o tipo de educação comumente denominado Pedagogia Moldagem do Compor-tamento, ou pedagogia condutista”.

Libâneo (1982, pp. 12-4) privilegia o enfoque sociológico da educação. Identifica essa aborda-gem como parte da pedagogia liberal, em sua ver-são renovada pro gressista, dando atenção ao movimento da “tecnologia educacional”, e, ao dis-correr sobre isso, diz que, “quanto ao movimento da ‘tecnologia educacional’, preferimos situá-lo aqui, e não junto às tendências de tipo behaviorista, embora tenha base teórica nessa corrente. A tecno-logia educacional foi-se introduzindo nos sistemas públicos de ensino a partir da tradição progressista que privilegia o ensino sob o ângulo dos aspectos metodológicos, em contraposição à ênfase nos

Tabela 3

Ele mentos relevantes na abordagem tradicional

a l o c s e A

. o ã ç a c u d e a d o ã ç a z il a e r a a r a p l a e d i r a g u L

. s a d i n i f e d e t n e m a r a l c s e õ ç n u f m o c a d a z i n a g r O

. s a d i g í r s e r a n il p i c s i d s a m r o N

. e d a d e i c o s a a r a p s o u d í v i d n i s o a r a p e r P

o n u l a O

o l e p s o d i t i m s n a r t s o d ú e t n o c s o r a li m i s s a e v e d e u q ” o v i s s a p “ r e s m u É

. r o s s e f o r p

. a l o c s e a l e p o d i t i m s n a r t l a s r e v i n u l a r u t l u c o d ú e t n o c o r a n i m o d e v e D

r o s s e f o r p

O Éotransmissordosconteúdosaosalunos. .

e d a d i r o t u a o m o c a n i m o d e r P

e o n i s n E

m e g a z i d n e r p a

. s o d ú e t n o c s o d a c i g ó l a i c n ê ü q e s à m e c e d e b o s i a n o i c a c u d e s o v i t e j b o s O

a d r i t r a p a s o d a n o i c e l e s , s i a g e l s o t n e m u c o d m e s o d a e s a b o ã s s o d ú e t n o c s O

. a d a l u m u c a l a s r e v i n u a r u t l u c

(5)

conteúdos das matérias. Assim, os recursos forne-cidos pela tecnologia da educação (instrução programada, planejamento sistêmico, operacio-nalização de objetivos comportamentais, análise comportamental e seqüência instrucional) foram incorporados à prática escolar”.

Segundo a classificação de Saviani (1984, pp. 15-9), essa abordagem é identificada como a peda-gogia tecnicista, que ele apresenta assim: “... na pedagogia tecnicista, o elemento principal passa a ser a organização dos meios, ocupando professor e aluno posição secundária(...)”; “é o processo que define o que professores e alunos devem fazer, e assim também quando e como o farão(...);” margi-nalizado será o incompetente (no sentido técnico da palavra), isto é, o ineficiente e improdutivo”.

Para realização dessa moldagem do compor-tamento, o ensino deve utilizar-se de reforços e recompensas para, por meio do treinamento, atingir objetivos preestabelecidos. Neste sentido, o ensino necessita de tecnologias derivadas da aplicação de pesquisas científicas, tais como “má-quinas de ensinar”, a instrução programada, com-putadores, manuais tutoriais de treinamento etc. O principal representante da “análise funcional” do comportamento é Skinner (1972). Ele não se preocupa em justificar por que o aluno aprende,

mas sim em fornecer uma tecnologia que seja ca-paz de explicar como fazer o estudante estudar e que sej a eficiente na prod ução de mudanças comportamentais. De acordo com os referenciais teóricos expostos, podemos identificar na Tabela 4 os elementos relevantes para a abordagem comportamentalista.

.  

Nessa abordagem o enfoque é o sujeito, com “en-sino centrado no aluno”. No entanto, sob alguns pontos de vista, esse enfoque também tem carac-terísticas interacionistas de sujeito-objeto. Para Mizukami (1986, p. 37), o referencial teórico desta corrente tem origem no trabalho de Rogers (1972), que não foi especificamente elaborado para a edu-cação, e sim para tratamento terapêutico.

O enfoque rogeriano enfatiza as relações inter-pessoais, objetivando o crescimento do indivíduo, em seus processos internos de construção e orga-nização pessoal da realidade, de forma que atue como uma pessoa integrada. Nesse contexto, o pro-fessor deve ser um “facilitador da aprendizagem”, ou seja, deve fornecer condições para que os alu-nos aprendam, podendo ser treinado para tomar atitudes favoráveis condizentes com essa função.

Tabela 4

Ele mentos relevantes na abordagem comportamentalista

a l o c s e A

e r t n e o ã s i v i D . a l o c s e à o d a c il p a l a i r a s e r p m e o l e d o M .l a n o i c a c u d e a i c n ê g A

a , e t i m il o N . ) a t u c e x e m e u q ( o ã ç u c e x e e ) a j e n a l p m e u q ( o t n e m a j e n a l p

. a i c n â t s i d à o n i s n E . o ã ç a c u d e l e t a d o s U . a l o c s e m e s r i t s i x e a i r e d o p e d a d e i c o s

o n u l a

O Elementoparaquemomaterialépreparado.Oalunoeficienteeprodutivoé .

e d a d il a e r a d s a m e l b o r p s o m o c ” e t n e m a c i f i t n e i c “ a d il e u q o

r o s s e f o r p

O Éoeducadorqueseleciona,organizaeapilcaumconjuntodemeiosque .

o n i s n e o d a i c á c i f e e a i c n ê i c i f e a m a t n a r a g

e o n i s n E

m e g a z i d n e r p a

e d r i t r a p a s o d a z i r o g e t a c e s o d a z il a n o i c a r e p o o ã s s i a n o i c a c u d e s o v i t e j b o s O

. ) s i a n o i c u r t s n i ( s o c i f í c e p s e e ) s i a n o i c a c u d e ( s i a r e g : s e õ ç a c i f i s s a l

c Ênfase nos

, o n i s n e e d s a i g o l o n c e t , a d a m a r g o r p o ã ç u r t s n i , s i a u s i v o i d u a s o s r u c e r : s o i e m

, ” r a n i s n e e d s a n i u q á m “ , ) s i a n o i c u r t s n i s o l u d ó m ( o d a z il a u d i v i d n i o n i s n e

, s e r o d a t u p m o

(6)

Os conteúdos de ensino são vistos como exter-nos e assumem papel secundário, privilegiando-se o relacionamento das pessoas envolvidas no pro-cesso de ensino e aprendizagem. Por outro lado, verifica-se na obra de Rogers (1972) e na aborda-gem humanista a carência de uma teoria de ins-trução que forneça bases e diretrizes sólidas para a prática educativa.

No trabalho de Bordenave (1984, pp. 42-3) não se identifica de forma explícita à abordagem hu-manista, com base nos pressupostos de Rogers (1972). No entanto, é feita uma aproximação, so-mente em alguns aspectos, por meio daquilo que este denomina “pedagogia da problematização”. Como exemplo disso, faz a seguinte afirmação: “... o docente facilita a identificação de ‘problemas’ pelo grupo, sua análise e teorização, bem como a busca de soluções alternativas ... incentivam a aprendizagem ... a solidariedade com o grupo com o qual se trabalha ... sua percepção do profes-sor não é autoritária, pois o papel do profesprofes-sor não é de autoridade superior, mas de facilitador de uma aprendizagem em que ele também é aprendiz”.

Libâneo (1982, pp. 12) identifica essa aborda-gem à pedagogia liberal, em sua versão renovada não-diretiva. Discorrendo sobre isso diz que, “em termos pedagógicos, a escola renovada propõe a

auto-educação — o aluno como sujeito do conhe-cimento —, de onde se extrai a idéia do processo educativo como desenvolvimento da natureza infantil: a ênfase na aquisição de processos de conhecimentos em oposição aos conteúdos”.

Por outro lado, Saviani (1984, pp. 11-5) não expli-cita o trabalho de Rogers (1972), mas, em função das características observadas de não-diretividade do ensino e o primado do sujeito, podemos enquadrar a abordagem humanista dentro do que Saviani (1984) chama de a pedagogia nova, considerada o marco inicial para o surgimento das tendências não-diretivas e antiautoritárias. Esse autor nos ensina que “o professor agiria como um estimula-dor e orientaestimula-dor da aprendizagem, cuja iniciativa principal caberia aos próprios alunos. Tal apren-dizagem seria uma decorrência espontânea do ambiente estimulante e da relação viva que se esta-beleceria entre estes e o professor”.

De acordo com os referenciais teóricos expos-tos, podemos identificar na Tabela 5 os elementos relevantes sobre a abordagem humanista.

.  

Nessa abordagem a utilização do termo “cogniti-vista” visa a identificar os psicólogos que pesquisam

a l o c s e A

s a d o t n e m a x u o r f A . ” a c i t á r c o m e D “ . s o d o t a r a p a d a m a l c o r p a l o c s E

e o t n e m i v l o v n e s e d o a s e õ ç i d n o c r e c e r e f o e v e D . s e r a n il p i c s i d s a m r o n

. o n u l a o d a i m o n o t u a

o n u l a O

. ” o v i t a “ r e s m U

. m e g a z i d n e r p a e o n i s n e e d o s s e c o r p o d o r t n e C

. ” r e d n e r p a a u e d n e r p a “ e u q , o v i t a i r c o n u l A

. o v i t a p i c i t r a p o n u l A

r o s s e f o r p

O Éofaciiltadordaaprendizagem.

e o n i s n E

m e g a z i d n e r p a

. o n u l a o d o c i g ó l o c i s p o t n e m i v l o v n e s e d o a m e c e d e b o s i a n o i c a c u d e s o v i t e j b o s O

. s o n u l a s o d s e s s e r e t n i s o d r i t r a p a s o d a n o i c e l e s o ã s s o c i t á m a r g o r p s o d ú e t n o c s O

. ” e d a d i v i t e r i d -o ã N “

. o ã ç a il a v a -o t u a a n e s a f n ê m o c ) s e d u t i t a ( s o v i t e f a s o t c e p s a a z i r o l a v o ã ç a il a v a A

Tabela 5

(7)

os chamados “processos centrais” do indivíduo, tais como organização do conhecimento, proces-samento de informações, estilos de penproces-samento, estilos de comportamento etc.

Os principais pesquisadores nessa área são Jean Piaget, biólogo e filósofo suíço, e Jerome Bruner, americano. Essa abordagem é também conhecida como piagetiana, devido à sua grande difusão e influência na pedagogia em geral. Nesse enfoque encontramos o caráter interacionista entre sujeito e objeto, e o aprendizado é decorrente da assimi-lação do conhecimento pelo sujeito e também da modificação de estruturas mentais já existentes.

Pela assimilação o indivíduo explora o ambien-te, toma parte dele, transformando-o e incorpo-rando-o a si. Sendo assim, o pensamento é a base da aprendizagem, que se constitui de um conjunto de mecanismos que o indivíduo movimenta para se adaptar ao meio ambiente; o conhecimento é adquirido por meio de uma construção dinâmica e contínua.

Dessa forma o ensino deve visar ao desenvolvi-mento da inteligência por meio do “construtivismo interacionista”, que em essência parte do princí-pio segundo o qual é assimilado o é a uma estru-tura mental anterior, criando uma nova estruestru-tura em seguida. Nesse sentido, a concepção piagetiana implica a interdependência do homem em relação ao meio em que vive, a sociedade, sua cultura, seus valores e seus objetos.

No trabalho de Bordenave (1984, pp. 41-2) não encontramos referências explícitas à abordagem cognitivista, mas podemos identificá-la em parte na pedagogia da problematização, na qual este nos ensina que “...quando a opção valoriza o próprio

processo de transformação do aluno enquanto agente transformador da sua realidade ... o aluno sente-se protagonista de um processo de transfor-mação da realidade e desenvolve um sentido de responsabilidade social e uma atitude de entusi-asmo construtivo”.

Libâneo (1982, pp. 12-4) faz menção à abor-dagem piagetiana e a de outros pensadores e se-guidores da “escola nova”, classificando-os na pedagogia liberal, em sua versão renova da progressista, e dizendo que “... a idéia de ‘aprender fazendo’ está sempre presente. Valorizam-se as

tentativas experimentais, a pesquisa, a descoberta, o estudo do meio natural e social, o método de solução de problemas – embora os métodos variem, as escolas ativas ou novas (Dewey, Montessori, Decroly, Cousinet, Piaget e outros) partem sempre de atividades adequadas à natureza do aluno e às etapas de seu desenvolvimento”.

No trabalho de Saviani (1984, pp. 11-5) refe-rências à abordagem cognitivista podem ser encon-tradas indiretamente no que ele identifica como a “pedagogia nova”. Entende “... que essa maneira de entender a educação, por referência à pedagogia tradicional tenha deslocado o eixo da questão peda-gógica do intelecto para o sentimento: do aspecto lógico para o psicológico; ... de uma pedagogia de inspiração filosófica centrada na ciência da lógica para uma pedagogia de inspiração experimental baseada principalmente nas contribuições da bio-logia e da psicobio-logia. Em suma, trata-se de uma teoria pedagógica que considera que o importante não é aprender, mas aprender a aprender”.

De acordo com os referenciais teóricos expos-tos, podem-se identificar na Tabela 6 os elementos relevantes da abordagem cognitivista.

6. 6.6.

6.6. ABABABABAB ORDORDORDORDORDAAAAAGEM SOGEM SOGEM SOCIOGEM SOGEM SOCIOCIOCIOCIO CULCULCULCULTURCULTURTURTURTURALALALALAL

Essa abordagem tem origem no trabalho de Paulo Freire e no movimento de cultura popular, com ênfase principalmente na alfabetização de adultos. Podemos caracterizá-la como abordagem intera-cionista entre o sujeito e o objeto de conhecimento, embora com enfoque no sujeito como elaborador e criador do conhecimento.

(8)

Identificam-se no texto de Bordenave (1984, pp. 41-4) referências a essa abordagem, denomi-nada “pedagogia da problematização” ou “educa-ção libertadora”. Esse autor assim se pronuncia: “...a situação preferida é quando o aluno enfrenta, em situação de grupo, problemas concretos de sua própria realidade. A aprendizagem realimenta-se constantemente pelo confronto direto do grupo de alunos com a realidade objetiva ou com a reali-dade mediatizada ... O aluno desenvolve sua cons-ciência crítica e seu sentido de responsabilidade democrática baseada na participação”.

Libâneo (1982, pp. 12-5) classifica essa abor-dagem como “pedagogia progressista”, em sua ver-são libertadora, da seguinte forma: “.. a pedagogia progressista tem-se manifestado em três versões: a libertadora, mais conhecida como pedagogia de Paulo Freire “... dá” mais valor ao processo de apren-dizagem grupal ... do que a conteúdos de ensino, como a decorrência, a prática educativa somen-te faz sentido numa prática social junto ao povo, “e por isso preferem-se” as modalidades de edu-cação popular ‘não formal’ ... eduedu-cação ... uma ati-vidade em que professores e alunos, mediatizados pela realidade que apreendem e da qual extraem

o conteúdo de aprendizagem, atingem um nível de consciência dessa mesma realidade a fim de nela atuarem, num sentido de transformação social”.

Na obra de Saviani (1984, pp. 19-20) não exis-tem referências diretas ou indiretas detalhadas a essa abordagem. Apenas podemos inferir que, como este estava preocupado com a relação entre educação e o problema da marginalidade, esse enfoque teórico poderia ter algumas similari-dades com as teorias crítico-reprodutivistas, que entendem que a educação é um instrumento de discriminação social.

O autor diz que “... as teorias ... são críticas, uma vez que postulam não ser possível compreender a educação senão a partir dos seus condicionantes sociais. Há, pois, nessas teorias uma cabal percep-ção da dependência da educapercep-ção em relapercep-ção à sociedade. Entretanto, como as análises que de-senvolvem chegam invariavelmente à conclusão de que a função da educação consiste na reprodução da sociedade em que ela se insere, bem merecem a denominação de ‘teorias crítico-reprodutivistas’”. De acordo com os referenciais teóricos expos-tos, podem-se identificar na Tabela elementos relevantes sobre a abordagem socio-cultural:

a l o c s e A

. o i r p ó r p i s r o p r e d n e r p a a s s o p o n u l a o e u q a r a p s e õ ç i d n o c r a d e v e D

. l a i r e t a m e l a e r o ã ç a e d e d a d r e b i l r e c e r e f o e v e D

. m e g a z i d n e r p a a e r b o s a i c n ê g i l e t n i a d a c i g ó l o c i s p e d a d i r o i r p a r e c e h n o c e r e v e D

o d a c e s n í r t n i o ã ç a v i t o m à l e v á r o v a f r o d a i f a s e d e t n e i b m a m u r e v o m o r p e v e D

. o n u l a

o n u l a

O Papelessencialmente“ativo”deobservar,experimentar,comparar,relacionar,

. c t e r a t n e m u g r a , s e s e t ó p i h r a t n a v e l , r a x i a c n e , r o p m o c , r o p a t s u j , r a s i l a n a

r o s s e f o r p O

. o ã ç a t n e i r o a d o i e m r o p , s a r o d a r b i l i u q e s e d e s a r o d a i f a s e d s e õ ç a u t i s r a i r c e v e D

o p m e t o m s e m o a o ã ç a r e p o o c e e d a d i c o r p i c e r e d s e õ ç i d n o c r e c e l e b a t s e e v e D

. l a n o i c a r e l a r o m

e o n i s n E

m e g a z i d n e r p a

o ã ç a u t i s a m u n o d i r e s n i o t i e j u s o o d n a r e d i s n o c , a i c n ê g i l e t n i a r e v l o v n e s e d e v e D

. l a i c o s

o i e m r o p , o i e m o m o c o m s i n a g r o o d a c o r t a d r i t r a p a e s -i ó r t s n o c a i c n ê g i l e t n i A

. o u d í v i d n i o d s e õ ç a s a d

e d o ã ç u l o s a n , o ã ç a g i t s e v n i a n , a s i u q s e p a n , o r r e o n e o i a s n e o n s o d a e s a B

. ” r a s n e p a r e d n e r p a “ o o d n a t i l i c a f , s a m e l b o r p

e s a f n

Ê nostrabalhosemequipeejogos. Tabela 6

(9)

. 

Como podemos observar pela análise comparativa dos trabalhos de Bordenave (1984), Libâneo (1982), Saviani (1984) e Mizukami (1986), as diversas abor-dagens teóricas que procuram explicar o processo de ensino e aprendizagem podem ser agrupadas e sistematizadas de diferentes formas, dependendo do enfoque do autor.

Deve ficar claro, também, que as diferentes clas-sificações não têm limites totalmente fixos e que as abordagens teóricas não se constituem em referenciais totalmente puros e fechados, sem pontos de interligação.

Vale relembrar que os referidos trabalhos têm objetivos diferentes e, conseqüentemente, produ-ziram classificações diferentes.

Vale rememorar que Bordenave (1984) clas-sifica e distingue as diferentes opções pedagógicas segundo o fator educativo que elas mais valorizam. Já Libâneo (1982) utiliza como critério a posi-ção que as teorias adotam em relaposi-ção às finalidades sociais da escola.

Por outro lado, Saviani (1984) toma como cri-tério de classificação a criticidade da teoria em re-lação à sociedade e o grau de percepção da teoria dos determinantes sociais.

Finalmente, Mizukami (1986) considera que a base das teorias do conhecimento envolvem três características: primado do sujeito, primado do objeto e interação sujeito-objeto. Apesar de reco-nhecer que existem muitas variações e combina-ções possíveis.

Adotou-se o enfoque de Mizukami (1986) como referencial teórico básico de comparação das diferentes classificações que procuram explicar o fenômeno educativo em sua multidimensionali-dade. A Tabela 8 identifica cada abordagem e o seu elemento predominante, embora reconheçamos que algumas tenham mais de uma característica, conforme explanamos neste estudo.

Entretanto, ressaltamos que o trabalho de Mizukami (1986) tinha como essência básica a busca de resposta para a seguinte pergunta:

.     



Considerando-se os objetivos deste estudo, a com-plexidade do tema e a necessidade de maiores in-vestigações empíricas e teóricas, elaborou-se um quadro comparativo, exposto na Tabela 9, que, por meio de seus aspectos comuns, procura iden-tificar a classificação de cada autor pesquisado,

Tabela 7

Elementos relevantes na abordag em sociocultural

a l o c s e

A Deveserorganizadaeestarfuncionandobemparaproporcionarosmeiospara

. s o t c e p s a s o l p i t l ú m s u e s m e e s s e c o r p e s o ã ç a c u d e a e u q

o n u l a O

,l a i c o s o l e p a d a n i m r e t e d é e a n i m r e t e d e u q , a v i t e j b o , a t e r c n o c a o s s e p a m U

. ) a i r ó t s i h a l e p ( l a u d i v i d n i , o c i m ô n o c e , o c i t íl o p

. e d a d il a e r a n s a ç n a d u m e t n e m e t n e i c s n o c r a r e p o e d z a p a c r e s e v e D

r o s s e f o r p O

. m e g a z i d n e r p a e o n i s n e e d o s s e c o r p o z u d n o c e a n o i c e r i d e u q r o d a c u d e o É

o d n a n o i c i s o p e s s o b m a ,l a t n o z i r o h r e s e v e d o n u l a e r o s s e f o r p e r t n e o ã ç a l e r A

. o t n e m i c e h n o c e d o t a o d s o t i e j u s o m o c

e o n i s n E

m e g a z i d n e r p a

o d s a t e r c n o c s e d a d i s s e c e n s a d r i t r a p a s o d i n i f e d o ã s s i a n o i c a c u d e s o v i t e j b o s O

. s o t i e j u s s o m a r t n o c n e e s l a u q o n l a i c o s -o c i r ó t s i h o t x e t n o c

. a c i t í r c a i c n ê i c s n o c a m u a c s u B

. o d a z i d n e r p a o a r a p s i a t n e m a d n u f o ã s o ã s s u c s i d e d s o p u r g s o e o g o l á i d O

s o d a d i v e d a c i t á r p a d s o d í a r t x e r e s m e v e d o n i s n e o a r a p ” s e r o d a r e g s a m e t “ s O

(10)

segundo as abordagens detalhadas por Mizukami (1986).

Procuramos neste texto definir os principais elementos comuns às diferentes classificações e seus referenciais teóricos com base em quatro as-pectos relevantes.

.  ,  ,  

     



Parece, pelas diversas abordagens, que as teorias e seus diferentes enfoques ainda não constituem um corpo de conhecimentos capaz de explicar e/ou predizer todos os aspectos do fenômeno educativo

em suas diferentes situações. Por outro lado, é ine-gável que a educação não pode ser analisada iso-ladamente, sem considerarmos a sociedade-cultura envolvida nem tampouco seu momento histórico, com todos os seus efeitos sobre os indivíduos.

Também se pode inferir que a escola, com todas as suas críticas, ainda tem sido o local ideal para a realização do processo de ensino e aprendizagem. E, para tanto, deveria utilizar todos os meios ma-teriais, humanos e tecnológicos possíveis para atingir seus objetivos.

A Tabela 10 apresenta um pequeno resumo das diferentes abordagens do processo de ensino e aprendizagem sobre as quais discorremos neste estudo.

Tabela 9

Identificação e comparação das diferentes classificações das abordag ens teór icas do processo de ensino e apr endizagem

i m a k u z i

M Bordenave Libâneo Saviani

m e g a d r o b A

l a n o i c i d a r t

a d a i g o g a d e P

o ã s s i m s n a r t

l a r e b i l a i g o g a d e P

a r o d a v r e s n o

c Pedagogiatradicional

m e g a d r o b A

a t s i l a t n e m a t r o p m o c

a d a i g o g a d e P

m e g a d l o m

l a r e b i l a i g o g a d e P

a t s i s s e r g o r p a d a v o n e

r 1 Pedagogiatecnicista

m e g a d r o b A

a t s i n a m u h

a d a i g o g a d e P

o ã ç a z i t a m e l b o r

p 2

l a r e b i l a i g o g a d e P

a v i t e r i d -o ã n a d a v o n e

r Pedagogianova

3

m e g a d r o b A

a t s i v i t i n g o c

a d a i g o g a d e P

o ã ç a z i t a m e l b o r

p 4

l a r e b i l a i g o g a d e P

a t s i s s e r g o r p a d a v o n e

r Pedagogianova

5

m e g a d r o b A

l a r u t l u c o i c o s

a d a i g o g a d e P

o ã ç a z i t a m e l b o r p

a t s i s s e r g o r p a i g o g a d e P

a r o d a t r e b i l

-o c i t í r c s a i r o e T

s a t s i v i t u d o r p e r Tabela 8

Identificação d o enfoque predominante em cada abordag em do processo de e nsino e aprendizagem

m

e

g

a

d

r

o

b

A

P

r

i

m

a

d

o

d

o

o

b

j

e

t

o

P

r

i

m

a

d

o

d

o

s

u

j

e

i

t

o

I

n

t

e

r

a

ç

ã

o

s

u

j

e

i

t

o

-

o

b

j

e

t

o

l a n o i c i d a r

T X

a t s i l a t n e m a t r o p m o

C X

a t s i n a m u

H X

a t s i v i t i n g o

C X

l a r u t l u c o i c o

(11)

. ⁄ . ●  ●  ,  º  ● -  29 s n e g a d r o b

A Abordagemtradicional Abordagem

a t s i l a t n e m a t r o p m o

c Abordagem humanista Abordagemcognitivista Abordagem sociocultural

a l o c s e A o ã ç a z il a e r a a r a p l a e d i r a g u L . o ã ç a c u d e a d s e õ ç n u f m o c a d a z i n a g r O . s a d i n i f e d e t n e m a r a l c . s a d i g í r s e r a n il p i c s i d s a m r o N a a r a p s o u d í v i d n i s o r a r a p e r P . e d a d e i c o s .l a n o i c a c u d e a i c n ê g a a m U o d a c il p a l a i r a s e r p m e o l e d o M . a l o c s e à o t n e m a j e n a l p e r t n e o ã s i v i D o ã ç u c e x e e ) a j e n a l p m e u q ( . ) a t u c e x e m e u q ( e d a d e i c o s a , e t i m il o N . a l o c s e m e s r i t s i x e a i r e d o p . o ã ç a c u d e l e t a d o s U . a i c n â t s i d à o n i s n E a r a p a d a m a l c o r p a l o c s E . ” a c i t á r c o m e D “ . s o d o t s a m r o n s a d o t n e m a x u o r f A r e c e r e f o e v e D . s e r a n il p i c s i d o a s e õ ç i d n o c a i m o n o t u a e o t n e m i v l o v n e s e d . o n u l a o d o e u q a r a p s e õ ç i d n o c á D i s r o p r e d n e r p a a s s o p o n u l a e d e d a d r e b il e c e r e f O . o i r p ó r p .l a i r e t a m e l a e r o ã ç a e d a d i r o i r p a e c e h n o c e R a i c n ê g il e t n i a d a c i g ó l o c i s p . m e g a z i d n e r p a a e r b o s e t n e i b m a m u e v o m o r P à l e v á r o v a f r o d a i f a s e d o d a c e s n í r t n i o ã ç a v i t o m . o n u l a r a t s e e a d a z i n a g r o r e s e v e D a r a p , m e b o d n a n o i c n u f a r a p s o i e m s o r a n o i c r o p o r p e s s e c o r p e s o ã ç a c u d e a e u q . s o t c e p s a s o l p i t l ú m s u e s m e o n u l a O e v e d e u q ” o v i s s a p “ r e s m u É s o d ú e t n o c s o r a li m i s s a . r o s s e f o r p o l e p s o d i t i m s n a r t o d ú e t n o c o r a n i m o d e v e D o d i t i m s n a r t l a s r e v i n u l a r u t l u c . a l o c s e a l e p o m e u q a r a p o t n e m e l E O . o d a r a p e r p é l a i r e t a m é o v i t u d o r p e e t n e i c i f e o n u l a ” e t n e m a c i f i t n e i c “ a d il e u q o a d s a m e l b o r p s o m o c . e d a d il a e r o d o r t n e C . ” o v i t a “ r e s m U e o n i s n e e d o s s e c o r p , o v i t a i r c o n u l A . m e g a z i d n e r p a . ” r e d n e r p a a u e d n e r p a “ e u q . o v i t a p i c i t r a p o n u l A ” o v i t a “ e t n e m l a i c n e s s e l e p a P , r a t n e m i r e p x e , r a v r e s b o e d , r a s il a n a , r a n o i c a l e r , r a r a p m o c , r a x i a c n e , r o p m o c , r o p a t s u j , s e s e t ó p i h r a t n a v e l . c t e , r a t n e m u g r a , a t e r c n o c a o s s e p a m U é e a n i m r e t e d e u q , a v i t e j b o ,l a i c o s o l e p a d a n i m r e t e d , o c i m ô n o c e , o c i t íl o p . ) a i r ó t s i h a l e p ( l a u d i v i d n i r a r e p o e d z a p a c r e s e v e D s a ç n a d u m e t n e m e t n e i c s n o c . e d a d il a e r a n

(12)

     ● P ro ce ss o

ensino e apr

endizage m s n e g a d r o b

A Abordagemtradicional Abordagem

a t s i l a t n e m a t r o p m o

c Abordagem humanista Abordagemcognitivista Abordagem sociocultural

r o s s e f o r p O s o d r o s s i m s n a r t o É . s o n u l a s o a s o d ú e t n o c a n i m o d e r

P comoautoridade.

, a n o i c e l e s e u q r o d a c u d e o É m u a c il p a e a z i n a g r o e u q s o i e m e d o t n u j n o c e a i c n ê i c i f e a m e t n a r a g . o n i s n e o d a i c á c i f e a d r o d a t il i c a f o É . m e g a z i d n e r p a e s a r o d a i f a s e d s e õ ç a u t i s a i r C a l e p , s a r o d a r b il i u q e s e d e c e l e b a t s E . o ã ç a t n e i r o e e d a d i c o r p i c e r e d s e õ ç i d n o c o p m e t o m s e m o a o ã ç a r e p o o c .l a n o i c a r e l a r o m e a n o i c e r i d e u q r o d a c u d e o É o n i s n e e d o s s e c o r p o z u d n o c o ã ç a l e r A . m e g a z i d n e r p a e e v e d o n u l a e r o s s e f o r p e r t n e e s s o b m a ,l a t n o z i r o h r e s s o t i e j u s o m o c o d n a n o i c i s o p . o t n e m i c e h n o c e d o t a o d e o n i s n E m e g a z i d n e r p a s i a n o i c a c u d e s o v i t e j b o s O a c i g ó l a i c n ê ü q e s à m e c e d e b o s o d ú e t n o c s O . s o d ú e t n o c s o d s o t n e m u c o d m e s o d a e s a b o ã s r i t r a p a s o d a n o i c e l e s , s i a g e l l a s r e v i n u a r u t l u c a d m a n i m o d e r P . a d a l u m u c a m o c , s a v i t i s o p x e s a l u a -s a r u t i e l , o ã ç a x i f e d s o i c í c r e x e . a i p ó c o ã s s i a n o i c a c u d e s o v i t e j b o s O e s o d a z il a n o i c a r e p o e d r i t r a p a s o d a z i r o g e t a c s i a r e g : s e õ ç a c i f i s s a l c s a c i f í c e p s e e ) s i a n o i c a c u d e ( . ) s i a n o i c u r t s n i

( Ênfase nos

, s i a u s i v o i d u a s o s r u c e r : s o i e m , a d a m a r g o r p o ã ç u r t s n i o n i s n e , o n i s n e e d s a i g o l o n c e t s o l u d ó m ( o d a z il a u d i v i d n i e d s a n i u q á m “ , ) s i a n o i c u r t s n i , s e r o d a t u p m o c , ” r a n i s n e . s e r a w t f o s , s e r a w d r a

h Os

s o d a j e s e d s o t n e m a t r o p m o c s o d i t n a m e s o d a l a t s n i o ã r e s r o p s o n u l a s o n e s e t n a n o i c i d n o c . s e r o d a ç r o f e r s i a n o i c a c u d e s o v i t e j b o s O o a m e c e d e b o o c i g ó l o c i s p o t n e m i v l o v n e s e d s o d ú e t n o c s O . o n u l a o d o ã s s o c i t á m a r g o r p s o d r i t r a p a s o d a n o i c e l e s -o ã N “ . s o n u l a s o d s e s s e r e t n i o ã ç a il a v a A . ” e d a d i v i t e r i d s o v i t e f a s o t c e p s a a z i r o l a v a n e s a f n ê m o c ) s e d u t i t a ( . o ã ç a il a v a -o t u a , a i c n ê g il e t n i a e v l o v n e s e D o t i e j u s o o d n a r e d i s n o c o d i r e s n

i numasituaçãosocia.l

a e s -i ó r t s n o c a i c n ê g il e t n i A o m s i n a g r o o d a c o r t a d r i t r a p o d s e õ ç a s a l e p , o i e m o m o c o i a s n e o n o d a e s a B . o u d í v i d n i a n , a s i u q s e p a n , o r r e o n e e d o ã ç u l o s a n , o ã ç a g i t s e v n i o o d n a t il i c a f , s a m e l b o r p . ” r a s n e p a r e d n e r p a

“ Ênfase

(13)

É inegável também que a escola está intima-mente ligada ao processo social, sendo ao mesmo tempo agente influenciador e influenciada por este. Em decorrência das pesquisas realizadas, leitu-ras, experiências sociais etc., o professor incorpora de certa forma um ou mais aspectos dos referen-ciais teóricos analisados anteriormente em suas práticas docentes, muitas das quais são derivadas de como foi educado durante sua vida escolar.

O aluno tem sido observado, analisado, ora como ser “ativo”, ora como ser “passivo”, depen-dendo do enfoque, e muitas vezes na prática docente assume papéis mistos e controvertidos.

O processo de ensino e aprendizagem tem sido visto de forma integrada à sociedade-cultura e suas crenças e valores dominantes em uma determina-da época, o que significa dizer que as teorias que suportam esse processo têm-se modificado ao longo do tempo.

Dessa forma, foram discutidas algumas consi-derações relevantes das diferentes abordagens teóricas do processo de ensino e aprendizagem. Naturalmente, não se esgotou o assunto, devido à complexidade do tema e à necessidade de uma maior profundidade em pesquisas teóricas e investi-gações empíricas sobre as controvérsias existentes.

Referências bibliográficas

ABREU, M. C. T. & MASETTO, M. T. O professor universitár io em aula – prática e princípios teóricos. São Paulo: MG, 1990, 8ª ed.

BORDENAVE, J. E. D. “A opção pedagógica pode ter conseqüências individuais e so ciais importantes”. In: Revista de Educação AEC, nº 54, 1984, pp. 41-5. CANDAU, V. M. (org .). A didática e m questão. Petrópolis:

Vozes, 1987, 6ª e d.

GADOTTI, M. História das idéias pedagóg icas. São Paulo: Ática, 1994, 2ª ed.

GIBB, J. R. Manual de dinámica de grupos. B uenos Aires: Humanitas, 1971, 5ª ed.

GIL, A. C. Metodo logia do ensino superior. São Paulo: Atlas, 1990.

GODOY, A. S. Didática p ara o ensino superior. São Paulo: Iglu, 1988.

__________. Ambient e de ensino preferido por alunos do terceiro grau. Tese de dou torado. São Paulo: FE-USP, 1989.

LIBÂNEO, J. C. “Tendências pedagóg icas na prática escolar”. In: Revista da Ande, nº 06, 1982, pp. 11-9.

MASETTO, M. T. Aulas vivas: Tese (e prát ica) de livre-docência. São Paulo: MG, 1992.

MINICUCCI, A. Técnicas de t rabalho de grupo. São Paulo: Atlas, 1992.

MIZUKAMI, M. G. N. Ensino, as abordagens do proc esso. São Paulo: EPU, 1986.

NÉRICI, E. G. Introdução à didática geral. São Paulo: Atlas, 1985, 15ª ed.

__________. Meto dologia do ensino– Uma introdução. São Paulo: Atlas, 1989, 3ª ed.

__________. Didática. São Paulo: Cortez, 1992.

PIAGET, J. Fazer e comp reender. São Paulo: Melhoramentos, 1978.

__________. Par a onde vai a educação? Rio de Janeiro: José Olympio, 1988, 10ª ed.

OLIVEIRA, J. B. A. & CHADWICK, C. B. Tecnologia educacional – Teorias da instrução. Petrópolis: Vozes, 1984, 9ª ed.

PENTEADO, W. M. A. (org .). Psicologia e ensino. São Paulo: Papelivros, 1980.

PFROMM Netto, S. Psicologia da ap rendizagem e do ensino. São Paulo: EPU/EDUSP, 1987.

PUENTE, M. de la. O ensino centrado no estudante. São Paulo: Cortez e Novaes, 1978.

ROGERS, C. Liberdade para aprender. Belo Horizonte: Interlivros, 1972, 2ª e d.

SAVIANI, D. Escola e democ racia. São Paulo: Cortez, 1984. SKINNER, F. B . Tecnologia do ensino. São Paulo: Herder,

1972.

TURRA, C. M. G. et al.Planejament o de ensino e avaliação. Porto Ale gre: 1985, 10ª ed.

Notas

1 Com ap roximações, devido ao uso da t ecnolo gia educacional.

2 Com aproximações, devido à ênfase nas relações interpessoais.

3 Com ap roximações, devido a seu caráter não-diretivo. 4 Com aproximações, devido à ênfase na construção do objeto.

(14)

Referências

Documentos relacionados

Inspecção Visual Há inspeccionar não só os aspectos construtivos do colector como observar e controlar a comutação (em

Figura 1 - Protocolo alerta triangular das ocorrências traumáticas de Urgências ou Emergências...5 Figura 2 - Fluxograma das solicitações telefônicas de urgência

Desta forma, conforme Winnicott (2000), o bebê é sensível a estas projeções inicias através da linguagem não verbal expressa nas condutas de suas mães: a forma de a

Nesse contexto, o presente trabalho tem como objetivo realizar testes de tração mecânica e de trilhamento elétrico nos dois polímeros mais utilizados na impressão

Os principais objectivos definidos foram a observação e realização dos procedimentos nas diferentes vertentes de atividade do cirurgião, aplicação correta da terminologia cirúrgica,

The proposal and implementation of GUI testing techniques, BxT and HybridBxT, to analyse cellular phone applications; • A preliminary experimental evaluation of the techniques

produtos e não há investimentos para uma cobertura mais aprofundada do campo 2. Ou seja, não se leva em consideração outros programas de entretenimento cujo foco

Seu vampiro é um adolescente que frequenta salas de aulas, adora velocidade, não dorme em caixões, anda de dia, e, principalmente, irá amadurecer (mesmo tendo