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Capital Intelectual: Reflexão da Teoria e Prática

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Academic year: 2021

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Caroline Rodrigues Vaz Danielly Oliveira Inomata Mauricio Uriona Maldonado

Paulo Mauricio Selig

Capital Intelectual:

Reflexão da Teoria e Prática

EGC

UFSC – FLORIANÓPOLIS 2014

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Caroline Rodrigues Vaz

Danielly Oliveira Inomata

Mauricio Uriona Maldonado

Paulo Mauricio Selig

CAPITAL INTELECTUAL:

Reflexões da Teoria e Prática

EGC

UFSC – Florianópolis

2014

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Paulo Mauricio Selig Organizadores

Qualquer parte desta publicação pode ser reproduzida desde que citada a fonte

Catalogação na fonte pela Biblioteca Universitária da

Universidade Federal de Santa Catarina

Revisão ortográfica realizada por Claudia Viviane Viegas.

Conteúdo de autoria e responsabilidade dos autores de cada capitulo, conforme termo assinado.

ISBN: 978-85-61115-06-7

Editora EGC 2014

C244 Capital intelectual : reflexão da teoria e prática / org. Caroline Rodrigues Vaz... [et al.]. – Florianópolis : ECG/UFSC, 2014. 275 p. : il., tabs., gráfs.

Inclui bibliografia.

1. Capital Intelectual. 2. Ativos Intangíveis. 3. Gestão do Conhecimento. I. Vaz, Caroline

Rodrigues.

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Visibilidade: “…capacidade de pôr em foco visões, de fazer brotar cores e formas de um alinhamento de caracteres alfabéticos pretos

sobre uma página branca…” Italo Calvino

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PREFACE ... 13 APRESENTAÇÃO ... 17 1. ANÁLISE DAS DIMENSÕES DO CAPITAL INTELECTUAL: UMA REVISÃO DE LITERATURA ... 20

2. O CAPITAL INTELECTUAL E VALORAÇÃO DOS ATIVOS DO

CONHECIMENTO ... 51 3. CAPITAL HUMANO E MEMÓRIA ORGANIZACIONAL: OS ESTUDOS DA LITERATURA CONTEMPORÂNEA ... 71 4. O CAPITAL INTELECTUAL SOB A PERSPECTIVA TEÓRICA DO CAPITAL SOCIAL ... 89 5. O PAPEL DO CAPITAL SOCIAL NA FORMULAÇÃO DE INDICADORES DE SUSTENTABILIDADE ... 99 6. CAPITAL INTELECTUAL E FLUXOS DE INFORMAÇÃO: DA TEORIA À PRÁTICA EM UMA ORGANIZAÇÃO ... 113

7. CAPITAL INTELECTUAL COMO CAPACIDADE DINÂMICA EM

ORGANIZAÇÕES ... 129 8. MODELO PARA ANÁLISE DA INFLUÊNCIA DO CAPITAL INTELECTUAL SOBRE A PERFORMANCE DOS PROJETOS DE SOFTWARE ... 155 9. CAPITAL INTELECTUAL EM CLUSTERS ... 179 10. CAPITAL INTELECTUAL E GESTÃO PÚBLICA ... 201 11. RETENDO CAPITAL INTELECTUAL NAS EMPRESAS: EVITANDO A PERDA DE CONHECIMENTO ... 213 12. INDICATORS PERFORMANCE OF INTELLECTUAL CAPITAL FOR THE

REVERSE LOGISTICS POST-SALE PROCESS: CASE OF

REFRIGERATION APPLIANCES... 233 SOBRE OS AUTORES ... 261

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In increasingly knowledge based economies Intellectual Capital is becoming the dominant factor of competitiveness at national, regional, cluster, and organizational level. Intellectual Capital is on the hand a source of stability and on the other hand a source of renewal. The latter is gaining importance in turbulent economic and social environments. At all levels capabilities to sense new opportunities, to seize such opportunities and turn them into business success as well as to ensure continuous learning and transformation are vital to sustain economic and social development. These capabilities are embodied largely in the Human, Structural and Relational Capital of and beyond organizations.

The present book explores challenges and approaches to classify, value and develop Intellectual Capital in different contexts

It is a contribution to the ongoing European-Latin American research project “Dynamic SME”1

(www.dynamic-sme.org) exploring and supporting sustainable competitiveness of SMEs in turbulent economic and social environments. As our research shows Intellectual Capital plays an important role to dynamize SMEs.

I wish that this complied research furthers our understanding on managing Intellectual Capital for the benefit of a sustainable economic and social development

Wiesbaden (Germany), June 2014

Prof. Dr. Klaus North

Wiesbaden Business School

Coordinator of project “Dynamic SME” 1

funded by the European Union Seventh Framework Programme under grant agreement n° PIRSES-GA-2010-268665

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O Capital Intelectual, também conhecido como “ativos intangíveis”, pode ser entendido como um conjunto de conhecimentos encontrados nas organizações que agregam valor aos produtos não monetários pela transformação e/ou maximização das atividades intensivas em conhecimento. O Capital Intelectual na prática é utilizado para mensurar as dimensões do capital humano, estrutural e relacional.

Dentre todas as abordagens sobre o Capital Intelectual, este exemplar pretende discutir e apresentar alguns tópicos relevantes para o crescimento deste tema na literatura cientifica. Sabe-se da existência de variados modelos que mensuram este ativo intangível, entre eles destaca-se o Modelo de Skandia, o Monitor de Ativos Intangíveis, o Balanced Scorecard, e o Intellectus. Embora estes modelos sejam proeminentes, o livro pretende contribuir com resultados de pesquisas empíricas e teóricas que tratam destes e de outros modelos em diversos cenários e contextos, como por exemplo: em universidades, em clusters, no setor eletroeletrônico, na abordagem de capacidades dinâmicas, no setor público, no setor de software, na gestão da sustentabilidade e no fluxo de informação.

Nesse enfoque, esta publicação busca revelar um pouco do esforço intelectual dos pesquisadores sob o foco de atuação do Grupo de Estudos de Capital Intelectual e Indicadores de Desempenho, do Núcleo de Gestão e Sustentabilidade, da Universidade Federal de Santa Catarina, que promove a interação e a construção do saber entre professores e estudantes de graduação, mestrado, doutorado e pós doutorado na pesquisa aplicada. Sendo essa a primeira coletânea de artigos científicos sobre o tema e do grupo.

Importante destacar que a produção cientifica deste livro solidifica as discussões empreitadas pelo grupo no seu primeiro biênio. A experiência vivenciada ao longo deste período conferiu tais conhecimentos que, em parte disseminada nesta publicação, apresentam aos leitores a oportunidade de refletir e colocar em prática a teoria sobre o Capital Intelectual.

Prof. Dr. Eduardo Gugliani

Pontificia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Brasil

Faculdade de Engenharia

TECNOPUC – Parque Científico e Tecnológico da PUCRS

Porto Alegre – RS, Brasil

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1

ANÁLISE DAS DIMENSÕES DO

CAPITAL INTELECTUAL:

uma revisão de literatura

Helio Aisenberg Ferenhof

Mariana Zaniboni Bialecki

Susanne Durst

Paulo Mauricio Selig

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Capital Intelectual: Reflexão da Teoria e Prática 22

1. INTRODUÇÃO

Na nova era de empresas baseadas em conhecimento, o capital intelectual se destaca como um fator determinante de vantagem competitiva (Bontis, 2001; Bontis e Fitz-Enz, 2002; Bueno et al., 2003; Edvinsson e Malone, 1997; Edvinsson, 2000; Kaplan e Norton, 1996; Roos e Roos, 1997; Stewart e Ruckdeschel, 1998; Sveiby, 1997). Sendo assim, tanto o universo acadêmico quanto o empresarial buscam compreender o capital intelectual e suas diversas facetas. Do ponto de vista empresarial, o objetivo da compreensão é poder gerir de forma efetiva o capital intelectual. Por sua vez, o acadêmico objetiva compreendê-lo para prover: ferramentas, técnicas, métodos que auxiliem à gestão do capital intelectual. Por conseguinte, ambos buscam maneiras de manter e/ou atingir vantagem competitiva.

Com intuito de compreender melhor o capital intelectual algumas indagações foram levantadas: O que é esse recurso intangível denominado capital intelectual? Qual sua definição? Existem outros capitais que o compõem? Quais suas dimensões? Para responder estas indagações, este estudo objetivou buscar junto a literatura de forma exploratória as respostas. Na sessão dois se relata o método utilizado nesta pesquisa. Por conseguinte, na sessão três é apresentada a indução dos modelos. Já na sessão quarto são apresentados os resultados e discussões relacionados a análise dos modelos. Finalmente na sessão cinco são apontadas as considerações finais e recomendações de estudos futuros.

2. MÉTODO ADOTADO

Para o desenvolvimento deste estudo, optou-se pela pesquisa bibliográfica de forma exploratória do tema. Adotando-se a abordagem qualitativa e o método indutivo para interpretação dos dados conforme indicado por Merriam (1998) e Flick (2009).

No entendimento de Flick (2009) a literatura pode ser utilizada para confirmação da descoberta ou mesmo refutada pelo advento das descobertas da pesquisa. Esse método ajuda a estabelecer uma forma de comparar os dados coletados. Também visa dar suporte ao pesquisador a compreender melhor o tema estudado, de forma a acentuar a sensibilidade do mesmo em relação às nuances sutis dos dados. O conhecimento teórico e filosófico existente pode ser fonte

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inspiradora ao pesquisador para lhe fornecer uma orientação no campo e quanto ao material a ser utilizado.

Destaca-se que não houve julgamento de mérito ou valor assim seguindo procedimentos indicados por Cauchick (2012).

O primeiro passo foi buscar, junto as bases de dados: Scopus, Web of

Science, Compendex e EBSCO, artigos, revisões e livros que trouxessem definições

de capital intelectual. Como segundo passo, a adoção do método indutivo observando os modelos que representam o conceito de capital intelectual comparando-os um com os outros. O terceiro passo se consistiu em elaborar uma linha do tempo dos modelos encontrados, bem como destacar as influências de modelos anteriores, ou seja, referências nos publicados posteriormente. Finalmente o quarto e último passo deu-se com a elaboração de um relatório de análise dos modelos.

3. INDUÇÃO DOS MODELOS

Cada um dos modelos encontrados foram observados, comparados afim de descobrir as relações existentes entre eles conforme indicado por Gil (1999).

3.1 Edvinson & Sullivan (1996)

Definem capital intelectual como o conhecimento que pode ser transformado em valor. Dividiram-no em dois outros capitais: 1) humano e 2) estrutural, conforme pode ser observado na figura 1.

O capital humano (1) é dividido em dois subcomponentes. O primeiro é chamado recursos humanos (1.1) e é definido como a capacidade de cada funcionário em solucionar os problemas dos clientes, o que inclui experiência, habilidades e conhecimentos. O segundo, denominado ativos intelectuais (1.2), é a fonte de conhecimento que pode ser comercializado pela empresa, como tecnologias, processos, programas de computadores e invenções.

O capital estrutural (2) é considerado o que a empresa absorve de cada funcionário, mesmo quando o mesmo não está mais trabalhando na empresa, assim como a estrutura que permite que o funcionário tenha um bom rendimento no ambiente de trabalho.

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Capital Intelectual: Reflexão da Teoria e Prática 24

Figura 1 - Capital Intelectual #1

.

Fonte: Edvinson & Sullivan (1996).

3.2 Kaplan & Norton (1996: 2004)

Os ativos intangíveis de uma empresa são a fonte definitiva de criação de valor sustentável. Podem ser classificados em três categorias: capital humano, capital da informação e capital organizacional, que devem estar integrados uns aos outros e não podem ser medidos de maneira separada e independente.

O capital humano representa a capacidade dos empregados de executar os processos internos críticos para o sucesso da organização. Abrange competências estratégicas, tais como: talento, habilidades e conhecimentos necessários para executar as atividades requeridas. O capital da informação fornece infraestrutura vital e aplicações estratégicas de tecnologia da informação que contemplam o capital humano para a promoção de desempenho notável dos temas estratégicos. Finalmente, o capital organizacional é a capacidade da organização de mobilizar e sustentar o processo de mudança necessário para executar a estratégia. É dividido em cultura, liderança, trabalho em equipe e alinhamento. O modelo está indicado na figura 2.

Figura 2 - Capital Intelectual #2

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3.3 Edivinson & Malone (1997)

Este modelo teve como base modelo de Edvinson & Sullivan (1996), ampliando a dimensão de capital estrutural. O modelo trata o capital intelectual como a soma dos ativos imateriais. Divide-o em capital humano e estrutural. O capital humano é caracterizado pelas características individuais de cada funcionário: capacidade, criatividade, conhecimento, experiência individuais. O capital estrutural é a capacidade organizacional utilizada para transmitir e armazenar o capital intelectual. Dentro do capital estrutural, estão incluídos o capital de clientes, que trata do relacionamento da organização com os clientes, e o capital organizacional, que trata dos investimentos em instrumentos que agilizam o fluxo do conhecimento pela organização. O capital organizacional é subdivido em capital de processos, definido como sendo o conjunto de processos e programas direcionados aos empregados e; capital de inovação, sendo este a capacidade de inovar e renovar, colocando novos produtos no mercado. Conforme pode ser melhor visualizado na figura 3.

Figura 3 - Capital Intelectual #3

Fonte: Edivinsson & Malone (1997).

3.4 Roos & Roos (1997)

Estes autores, definem o capital intelectual como a soma dos recursos ocultos da empresa, sendo este de suma importância para que a empresa crie vantagens competitivas. Dividiram o capital Intelectual em três outros capitais: 1) humano, 2) relacional e do cliente e 3) organizacional.

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Capital Intelectual: Reflexão da Teoria e Prática 26

O capital humano, por sua vez, é subdividido em motivacional, de habilidades, de tarefa e de conhecimento.

O capital relacional e do cliente é subdividido em capital de relacionamento com cliente, de relacionamento com fornecedores, de relacionamento com canais de parceria e de relacionamento com investidores.

O capital organizacional é separado em renovação de negócios e desenvolvimento de capital e capital de processos de negócios. Estes, por sua vez, também sofrem divisões. O primeiro é separado em especialização, processo de produção, novos conceitos, marketing e venda e novas formas de cooperação. Já o segundo, em fluxo de informação, fluxo de produtos e serviços, fluxo de caixa, formas de cooperação e processos estratégicos.

As subdivisões podem ser melhores observadas na figura 4.

Figura 4 – Capital Intelectual #4

Fonte: Roos & Roos (1997).

3.5 Wiig (1997)

De acordo com Wiig (1997), o capital intelectual consiste nos ativos criados por meio de atividades intelectuais que vão desde a aquisição de conhecimentos até a criação de valiosos relacionamentos. E este é dividido em capital humano e estrutural, como pode ser observado na figura 5.

O capital humano consiste na competência e capacidade de cada funcionário e o estrutural consiste no resultado das atividades intelectuais em dados e bases de conhecimento, documentos e etc. O capital estrutural é subdividido em capital do cliente, caracterizado pelo relacionamento da empresa com o cliente, e capital

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organizacional, ativos de conhecimento agregado às áreas de processo e inovação. O capital organizacional é dividido em capital de inovação, que consiste em conhecimento explícito e ativos intelectuais difíceis de identificar tal como uma cultura positiva, e capital de processos, que consiste na criação de processos, tanto na estrutura organizacional, quanto nas práticas de gestão, sistemas, procedimentos. Finalmente, o capital de inovação é separado em propriedade intelectual (inovações, patentes, tecnologia) e bens imateriais (cultura, imagem da empresa).

Figura 5 - Capital Intelectual #5

Fonte: Wiig (1997).

3.6 Stewart (1997)

Este autor destaca que os talentos dos funcionários, a eficácia de seus sistemas gerenciais e o caráter de seus relacionamentos com os clientes constituem o capital intelectual, que é constituído pelo capital humano, estrutural e do cliente. O capital humano é a capacidade necessária para que os indivíduos ofereçam soluções aos clientes, sendo a fonte de inovação e renovação. O estrutural embala o capital humano e permite seu uso na a criação de valor entre a empresa. Já o capital do cliente é o valor dos relacionamentos de uma empresa com as pessoas com quem faz negócio. Sendo assim, o capital intelectual não é criado a partir de partes distintas de capital humano, estrutural e do cliente, mas do intercâmbio entre eles. Conforme representado na figura 6.

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Capital Intelectual: Reflexão da Teoria e Prática 28

Figura 6 - Capital Intelectual #6

Fonte: Stewart (1997).

3.7 Sveiby (1997)

Os ativos invisíveis constantes no balanço patrimonial de uma organização constituem o capital intelectual e podem ser classificados como: competência do funcionário, estrutura interna e estrutura externa. A competência do funcionário consiste em agir em diversas situações para criar ativos tangíveis e intangíveis. A estrutura interna é formada por patentes, conceitos, modelos e sistemas administrativos. A estrutura externa é formada tanto pelas relações com clientes e fornecedores quanto pelas marcas, reputação e imagem da empresa. Conforme pode ser visto na figura 7.

Figura 7 - Capital Intelectual por #7

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3.8 Bontis (1999)

Este autor considera que o capital intelectual é o estoque de conhecimento de uma empresa. É dividido em três subdomínios: capital relacional, estrutural e humano. O capital humano é definido como a união da herança genética, da educação, das experiências e das atitudes pessoais e profissionais em um nível individual, sendo fonte de inovação e renovação estratégica. O capital relacional representa a capacidade que uma empresa tem em se relacionar com seus clientes, fornecedores e o conhecimento de mercado, dos impactos governamentais ou industriais. O capital estrutural permite que o capital intelectual seja medido em um nível organizacional e tem como essência o conhecimento incorporado dentro das rotinas de organização. Vale ressaltar que, ao contrário da maioria dos autores, Bontis (1999) não inclui patentes e outras propriedades intelectuais no capital intelectual. Seu modelo pode ser visualizado na figura 8.

Figura 8 - Capital Intelectual #8

Fonte: Bontis (1999)

3.9 Bontis et al. (1999)

O capital intelectual é o conjunto de recursos intangíveis de uma organização. É dividido em capital humano e estrutural, conforme pode ser visto na figura 9.

O capital humano combina os conhecimentos, habilidades e experiências do indivíduo que dão um diferencial à organização. São os recursos intangíveis embasados nos membros, que podem ser divididos em três recursos principais: competência, agilidade intelectual e organização. O capital estrutural é a empresa possui e adquire com cada funcionário - o conhecimento embasado nas rotinas da organização. É dividido em relacionamentos (fornecedores, clientes), organização

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Capital Intelectual: Reflexão da Teoria e Prática 30

(estrutura, cultura, rotinas) e renovação e desenvolvimento, onde constam os projetos pro futuro.

Figura 9 - Capital Intelectual #9

Fonte: Bontis et al (1999).

3.10 Francini (2002)

O capital intelectual é o capital originário do conhecimento responsável pelo sucesso da empresa, formado por ativos não financeiros, ocultos e invisíveis. É resultado da soma do capital humano e do capital estrutural. Resultando na figura 10.

O capital humano é consequência direta do somatório das especialidades e habilidades de seus empregados, e, portanto, não pertence à empresa. Engloba o conhecimento, a experiência, o poder de inovação e a habilidade de cada funcionário. Já o capital estrutural pertence à empresa, e é composto por todos os processos internos e externos que existem dentro da companhia e entre ela e seus parceiros, pelos relacionamentos com fornecedores, clientes e outros parceiros envolvidos. É então dividido em capital de processos, de relações e de inovação, que é uma consequência direta da cultura da empresa e sua capacidade de criar conhecimento.

Figura 10 - Capital Intelectual #10

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3.11 Bueno (2002a; 2002b)

Bueno se baseia no “Modelo Intelect”, apresentado no Euroforum em 1998, e define o capital intelectual como o conjunto de ativos de uma sociedade que geram valor para a empresa no futuro. Afirma que o capital intelectual é dividido em capital humano, estrutural e relacional. O humano refere-se ao conhecimento pertencente aos membros da empresa que são úteis para a mesma. O estrutural é entendido como o conjunto de conhecimentos estruturados, tratando dos sistemas de informação e comunicação, da tecnologia disponível, das patentes. Já o relacional refere-se ao conjunto de relações mantidas pela organização com os agentes a sua volta.

Bueno (2002a), se restringe a falar apenas sobre capital relacional. É definido como o conjunto de relações que uma instituição mantem com os agentes ao seu redor. Tem como principais elementos intangíveis as relações da empresa com os clientes. As alianças estratégicas, as relações com os demais agentes externos e as análises dos competidores e provedores também são considerados pelo autor elementos importantes do capital relacional.

Focando no capital humano, Bueno (2002b) afirma que o mesmo pode ser dividido em cinco elementos: tipo de pessoa, suas competências, sua motivação, a capacidade de aprender em equipe e a capacidade de integração de novas pessoas, que coletam os aspectos essenciais do que se entende por capital humano. Pode também ser avaliado por meio os seguintes indicadores: capacidade de trabalhar em equipe, capacidade de liderança, flexibilidade para se adaptar às mudanças e às novas tecnologias e, por fim, o nível de criatividade. Ambas as publicações deste autor descrevem o mesmo modelo, como pode ser visualizado na figura 11.

Figura 11 - Capital Intelectual #11

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Capital Intelectual: Reflexão da Teoria e Prática 32 3.12 Bueno et al. (2003)

Dando continuação às pesquisas e ainda com base no “Modelo Intelect”, os autores fazem melhorias na classificação do capital intelectual e divide o capital estrutural em capital organizacional e capital tecnológico e o capital relacional em capital social e capital negócio.

Dentro do capital estrutural, o capital organizacional é o conjunto de intangíveis que estruturam e desenvolvem a identidade e a atividade da organização. É composto de quatro elementos básicos: cultura, estrutura, aprendizagem organizacional e processos. Já o capital tecnológico se refere ao conjunto de intangíveis relacionados ao desenvolvimento das atividades e funções do sistema técnico da organização. Assim como o organizacional, pode ser dividido em quatro elementos básicos: esforço em investigação + desenvolvimento + inovação, dotação tecnológica, propriedade intelectual e industrial e resultados da inovação.

Analisando as divisões do capital relacional, o capital negócio se refere ao valor adquirido com as relações mantidas com os principais agentes vinculados aos processos básicos. É composto de seis elementos básicos: relações com clientes, com provedores, com acionistas e com aliados. O capital social, por sua vez, refere-se ao valor obtido com as relações mantidas com os outros agentes sociais que atuam em sua volta, social e territorial, expresso em termos do nível de integração, compromisso, cooperação, coesão, conexão e responsabilidade social que se quer estabelecer com a sociedade. É composto pelos seguintes elementos básicos: relações sociais, corporativas, com as administrações públicas, com os meios de comunicação e imagem corporativa e com a defesa do meio ambiente. Conforme pode ser observado na figura 12.

Figura 12 - Capital Intelectual #12

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3.13 Castro & Muiña (2003)

Para estes autores, o capital intelectual é constituído por um conjunto de recursos intangíveis, com diferentes implicações estratégicas e que possibilitam a criação de valor. Separam o capital intelectual em capital humano, organizacional, tecnológico e relacional.

O capital humano inclui o conjunto de conhecimentos uteis possuídos pelos membros da empresa que aumentam o valor de sua contribuição para a organização. O capital relacional refere-se aos conhecimentos que se originam dos relacionamentos com clientes, fornecedores e até concorrentes. O capital tecnológico é definido como o volume de conhecimentos relativo ao modo como são desenvolvidas certas funções na empresa. Já o capital organizacional facilita a melhoria na transferência de conhecimento e traz como consequência um aumento da eficiência ao integrar de maneira adequada o conjunto de funções da empresa. A junção do capital tecnológico com o capital organizacional, resulta no que a maioria dos outros autores define como capital estrutural, onde estão incluídas todas as formas de conhecimento criadas e trabalhadas na empresa. Observado na figura 13.

Figura 13 - Capital Intelectual #13

Fonte: Castro e Muiña (2003).

3.14 Marr et al. (2004)

Marr et al. (2004) propõem o mapa de ativos de conhecimento, que é uma forma de virtualização do CI para chegar a um melhor entendimento (Figura 14). Além disso, ele permite que os gerentes classifiquem os ativos de conhecimento para ajudá-los a ganhar uma compreensão da estrutura e hierarquia dos mesmos. O mapa de ativos de conhecimento também pode ser usado como uma ferramenta para facilitar a

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Capital Intelectual: Reflexão da Teoria e Prática 34

identificação dos ativos de conhecimento, que são críticos para a empresa. No entanto, ele só pode fornecer uma visão estática da base de ativos de conhecimento e não indica como esses ativos contribuem para a criação de valor. O modelo é composto por seis categorias:

1. Relações das partes interessadas: relações que uma empresa tem com os seus stakeholders.

2. Recursos Humanos: conhecimentos prestados pelos empregados, como habilidades, competências, comprometimento, motivação, lealdade, conselhos.

3. Infraestrutura física: ativos de infraestrutura, como o layout estrutural, tecnologias de informação e comunicação, bancos de dados e redes físicas.

4. Cultura: aspectos como cultura corporativa, valores organizacionais, comportamento em rede de colaboradores e filosofias de gestão.

5. Rotinas e Práticas: práticas internas, redes virtuais e rotinas.

6. A propriedade intelectual: ativos de conhecimento, como patentes, direitos autorais, segredos comerciais e processos cuja propriedade é concedida à empresa por lei.

Figura 14 – Capital Intelectual #14

Fonte: Marr et al (2004).

3.15 Chen et al. (2004)

Os autores apresentam um método para calcular o CI destacando, assim, o fato de que o mesmo não existe isoladamente. Segundo eles, o CI é classificado em quatro elementos: capital humano, estrutural, de inovação e de cliente (Figura 15). O

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capital humano é a base do CI, sendo primordial para que suas funções sejam desempenhadas. Refere-se a conhecimento dos funcionários, habilidades, capacidades e atitudes. O capital estrutural lida com mecanismos e estruturas da empresa que podem ajudar os funcionários na busca por desempenho intelectual ideal, que resulta na realização do desempenho global de negócios. É sujeito ao capital humano, uma vez que o capital humano é um fator determinante da forma de organização. Segundo o autor, o capital estrutural precisa ser separado da inovação. Portanto, a inovação não está sujeito ao capital estrutural. Como uma questão de fato, ele é o elo fundamental da CI . Por um lado, o capital de inovação não vem à existência espontaneamente, porque sua origem e desenvolvimento são baseadas nos efeitos conjuntos do capital humano e capital estrutural. Consequentemente, a inovação é o resultado da combinação de excelentes colaboradores, regulação sensata, cultura e técnicas. Por outro lado, a inovação pode dar um impulso para o crescimento do capital do cliente, que atua como uma ponte e um catalisador para as atividades do CI e é o requisito principal e determinante na conversão de CI em valor de mercado e, consequentemente, no desempenho dos negócios.

Figura 15 – Capital Intelectual #15

Fonte: Chen et al (2004).

3.16 Subramaniam & Youndt (2005)

O estudo aponta o capital intelectual como a soma de todos os conhecimentos da empresa utilizados para garantir uma vantagem competitiva. Estes autores o subdividem em outros três capitais: humano, organizacional e social. O capital humano é resultado do conhecimento, habilidades e competências que pertencem e são utilizadas pelos indivíduos. O capital organizacional é o conhecimento institucionalizado e experiência codificada utilizava por meio de

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Capital Intelectual: Reflexão da Teoria e Prática 36

patentes, manuais, estruturas, sistemas e bancos de dados. Já capital social é definido como o conhecimento embutido, disponível e utilizado por interações entre indivíduos e sua rede de inter-relações. Conforme indicado na figura 16.

Figura 16 - Capital Intelectual #16

Fonte: Subramaniam & Youndt (2005)

3.17 Swart (2006)

A principal contribuição do trabalho de Swart está na desarticulação das definições e medidas de CI e seus subcomponentes. Os subcomponentes mais importantes identificados foram o capital humano, social e estrutural, referido como capital organizacional e capital de cliente. O trabalho de Swart ilustra que cada subcomponente é assolado por confusão sobre limites, níveis de análise e função do subcomponentes. Como resultado de seu trabalho, ele propõe um framework de CI, que consiste em capital humano, capital social, capital estrutural, capital organizacional, capital de cliente e capital de rede. O capital humano (CH) refere-se a seleção de um indivíduo de uma ocupação ou emprego que maximiza o valor presente do CI, os benefícios económicos e psíquicos (satisfação) ao longo de sua vida. O surgimento de capital social (CS) no que diz respeito à explicação do desempenho da empresa se deve à aplicação da teoria econômica ao pensamento sociológico. O capital estrutural (CST) assemelha-se know-how organizacional, que é focada em conversão de CH em CI. Neste contexto CST é o elo crítico que permite CI a ser medido a nível organizacional. Capital Organizacional (CO) refere-se a processos e tecnologias que funcionam a nível organizacional. Cliente de capital (CC) é uma parte do capital social, que é orientada para os clientes. Por fim, o capital de rede (CN) é uma parte do capital social que lida com as relações com os parceiros , funcionários e conselho, a fim de agregar valor à empresa (Figura 17) .

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Figura 17 CI Framework por Swart

Fonte: Swart (2006)

3.18 Choong (2008)

Choong examinou as características de itens que podem ser considerados em CI, a fim de fornecer um sistema de classificação CI formal que pode ser integrado num sistema de comunicação. O principal objetivo do autor foi propor um modelo de declaração formal, que pode ser usado para a análise de CI, proveniente de processo de produção da empresa (Figura 18). De acordo com Choong, CI pode ser dividido em capital humano, capital estrutural, capital de cliente e de capital de propriedade intelectual. Este trabalho foi baseado nos modelos clássicos do CI (por exemplo Bontis et al (1999);. Edvinson e Malone (1997); Lev (2001), Roos e Roos (1997), Stewart (1997) e Sveiby (1997), consequentemente, as definições utilizada para as dimensões são as mesmas que as clássicas.

CH CI CS CST CC CO CN

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Capital Intelectual: Reflexão da Teoria e Prática 38

Figura 18 – Capital Intelectual #18

Fonte: Choong (2008).

3.19 Massingham (2008)

Este autor, divide o capital intelectual em quatro outros capitais: humano, social, relacional e estrutural, figura 19. O capital humano é o conhecimento possuído pelos funcionários e é agregado aos níveis organizacionais em termos de sua experiência e competência. O capital social cria valores por meio de relacionamentos que oferecem a oportunidade de criar, compartilhar e combinar recursos. O capital estrutural engloba o capital humano e possibilita que a organização a utilize depois, aperfeiçoando indivíduos e a organização. O capital relacional é o conhecimento obtido por meio de relacionamentos entre organizações com as pessoas com que fazem negócios. Incorpora o capital humano opiniões e conhecimentos à perspectiva do funcionário.

Figura 19 - Capital Intelectual #19

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3.20 Rodrigues et al. (2009)

De maneira geral, todos os recursos intangíveis e suas interconexões são considerados como capital intelectual, sendo então a combinação de todos os fatores sob controle, direta ou indiretamente, da empresa e que contribuem para a geração de valor. É composto por três elementos: capital humano, relacional e estrutural, figura 20.

O capital humano refere-se às pessoas como fonte de riqueza das empresas. Abrange as capacidades individuais, os conhecimentos, as habilidades e as experiências, fontes de inovação e renovação estratégica. O capital relacional é definido como a capacidade que a empresa tem de transmitir e armazenar material intelectual. É o conhecimento inserido nas rotinas da empresa que podem apoiar os empregados na busca do desempenho intelectual. É o único elemento que pertence de fato à empresa. Por fim, o capital relacional trata das relações das pessoas com os clientes e fornecedores e o conhecimento que é adquirido com essas relações.

Figura 20 - Capital Intelectual #20

Fonte: Rodrigues et al (2009).

3.21 Secundo et al. (2010)

Capital intelectual é a combinação de recursos intangíveis que permitem que uma organização transforme seus recursos materiais, financeiros e humanos em um sistema capaz de gerar valor. É dividido em capital relacional, organizacional e humano.

O capital humano é separado em atração e eficiência. Atração é a capacidade de uma organização em desenvolver e manter talentos por meio de uma estratégia

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Capital Intelectual: Reflexão da Teoria e Prática 40

de alta qualidade. Eficiência é a relação entre o valor criado e os recursos humanos usados para essa finalidade.

O capital organizacional é dividido em duas áreas. A codificação de conhecimento e inovação refere-se à performance da instituição em termos de publicações cientificas e pesquisas de projetos. Já o desenvolvimento de infraestrutura refere-se ao aumento do sistema de tecnologia da informação para ensinar, aprender e pesquisar.

O capital relacional é também dividido em dois componentes. A rede de P&D é responsável pela transmissão dos resultados de educação e pesquisa ao meio externo e pelo monitoramento das relações criadas com autores externos, governamentais, industriais e outros centros de pesquisa. O segundo componente, o escopo internacional, inclui os aspectos voltados para avaliar até que ponto a instituição está aberta a mudanças com a comunidade científica e industrial internacional. Conforme pode ser melhor visualizado na figura 21.

Figura 21 - Capital Intelectual #21

Fonte: Secundo et al (2010).

3.22 Malavski et al. (2010)

Estes autores apontam que o capital intelectual é definido como a diferença entre o valor de mercado e o valor contábil das ações de uma empresa. É dividido em capital humano, relacional e estrutural. O capital humano é representado pelo know-how, capacitações, habilidades e especializações técnicas dos recursos humanos de uma organização. O capital relacional é definido como a soma de todos os recursos associados à s relações externas da empresa: consumidores, fornecedores, parceiros e investidores. O capital estrutural é definido como o

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conhecimento apropriado pela empresa. Engloba processos organizacionais, softwares, procedimentos, sistemas, cultura, banco de dados etc. Melhor visualizado na figura 22.

Figura 22 - Capital Intelectual #22

Fonte: Malavski et al (2010).

3.23 Bueno et al. (2011)

O capital intelectual é dividido em: capital estrutural, humano e relacional, utilizando a mesma estrutura divulgada em 2003, mas com a adição de um novo capital e de aceleradores.

O capital humano faz referência ao conhecimento que as pessoas ou grupos possuem e à capacidade de aprender e compartilhar certos conhecimentos com outros membros da empresa. Dentro do capital humano, estão inseridos valores e atitudes; habilidades e capacidades.

O capital estrutural é o conjunto de conhecimentos e ativos intangíveis que são propriedade da organização. É subdividido em capital organizacional e capital tecnológico.

Por fim, o capital relacional trata do conhecimento que se incorpora à organização como consequência do valor derivado do número e da qualidade das relações com diferentes agentes de mercado e a sociedade em geral. É dividido em capital social e de negócio

Após definir e classificar o capital intelectual, são adicionados alguns aceleradores, ainda indefinidos pelo autor, para dinamizar o capital intelectual. É

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Capital Intelectual: Reflexão da Teoria e Prática 42

adicionado também um novo capital chamado de capital de empreendimento e inovação, que é composto pelos resultados de inovação, pelos esforços em inovação e pela atitude e capacidade de empreendimento da organização. Os autores indicam que precisam de novos estudos para aprimorá-lo, mas relacionam-no aos outros capitais por meio dos aceleradores.

Figura 23 - Capital Intelectual #23

Fonte: Bueno et al (2011)

Após a identificação dos modelos junto literatura e, descrição dos mesmos, este estudo analisou-os comparativamente. Conforme sessão a seguir.

4. RESULTADOS E DISCUSSÃO – ANÁLISE DOS MODELOS

Ao utilizar o método de indução, durante a leitura e comparação dos modelos, este estudo sintetizou suas considerações de análise resultando na tabela 3.

Ao analisar os modelos, este estudo se deparou com uma dúvida conceitual em relação ao capital relacional e capital social. Estes dois tipos de capital são sinônimos? Ou existe diferença entre eles? Com base nestas indagações, procurou-se junto a literatura uma baprocurou-se científica para alicercear e dar suporte a análiprocurou-se. Sendo assim, este trabalho entende que os conceitos de capital relacional e capital

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social tem relação, mas não são os mesmos, apesar de muitas vezes serem confundidos por diversos autores. Como lente de análise utilizaremos os conceitos levantados por Still et al. (2013), que apontam que acadêmicos vêm usando o termo capital social ao invés de capital relacional pois em alguns casos o capital relacional vem sendo definido como a forma de capital social embutidas nas relações de negócios.

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A figura 24, apresenta todos os modelos estudados em forma de linha do tempo, ajudando no entendimento das fontes de inspiração dos modelos, evolução de conceitos, descarte de conceitos prévios, dentre outros fatores, que foram levados em conta no momento de análise.

Ao compreender melhor as dimensões do capital intelectual ao longo do tempo (figura 24), este estudo pôde desenvolver um melhor entendimento propondo a figura 25 como maneira de externalizar o conhecimento do que é o capital intelectual e suas dimensões.

Entende-se que o capital intelectual é composto pelos seguintes constructos de segunda ordem: capital estrutural, capital humano, capital relacional e capital social.

O capital estrutural é responsável por manter a organização funcionando composto de ativos tangíveis e intangíveis. Se estabelece por meio dos constructos de terceira ordem: capital de inovação, capital de processos, capital tecnológico e organizacional.

O capital humano é responsável por conduzir os demais capitais e se estabelece pelos seguintes constructos de terceira ordem: motivação, relacionamento interpessoal e, conhecimentos, habilidades e atitudes.

Por sua vez, o capital relacional é responsável pelas relações internas e externas a organização. As externas se referem ao relacionamento com seus clientes, fornecedores, parceiros comerciais. Tem base nos seguintes constructos de terceira ordem: capital de clientes e capital de negócios.

O capital social também é responsável pelo relacionamento da empresa, mas é com a sociedade como um todo. Se estabelece pelos seguintes constructos de terceira ordem: ações sociais e interações sociais.

Com intuito de acelerar o desenvolvimento e crescimento do capital intelectual este pode tomar bases no processo de gerar lições aprendidas, bem como na gestão do conhecimento, gestão de projetos, gestão de processos, gestão da inovação e, na gestão da tecnologia da informação e comunicação como meio de alavancar e suportar o capital intelectual a atingir novos patamares e excelência.

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Na próxima seção, as considerações finais a partir deste estudo são apresentadas.

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Este estudo objetivou buscar junto a literatura definir o constructo capital intelectual, bem como suas dimensões. Ao analisar os dezenove modelos por meio da indução se identificou que o capital intelectual é importante para que as organizações existam. O capital intelectual é responsável por gerar ideias, transformar em produtos, sejam bens ou serviços, produzir e mantê-los, se relacionar com os clientes internos e externos, se relacionar com a sociedade como um todo, dentre outros fatores.

Foi possível compreender melhor as dimensões do capital intelectual ao longo do tempo, o que resultou em um modelo conceitual proposto como uma maneira de externalizar o que é o capital intelectual e suas dimensões, considerando-se uma visão holística sobre o tema. Além disso, o uso de aceleradores é recomendado para o desenvolvimento e evolução do capital intelectual.

Como pesquisas futuras este estudo indica que há necessidade de se compreender melhor a forma de como o capital intelectual agrega valor as organizações. Recomenda-se que estudos busquem maneiras de medir as dimensões apontadas. Bem como estudos que explorem mais a fundo estas dimensões e a relação com a performance da empresa.

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2

O CAPITAL INTELECTUAL E

VALORAÇÃO DOS ATIVOS DO

CONHECIMENTO

Juçara Salete Gubiani

Aran Morales

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Capital Intelectual: Reflexão da Teoria e Prática 53 1. CAPITAL INTELECTUAL

O conhecimento é “mais valioso e poderoso do que os recursos naturais”. O que existe de comum entre as empresas bem-sucedidas é o “capital intelectual”. Formado pela soma do conhecimento de todos na empresa – é intangível – é o conhecimento da força do trabalho. “... constitui a matéria-prima intelectual... que pode ser utilizada para gerar riqueza” (STEWART, 1998, p. XIII).

O capital intelectual tem sido debatido nas últimas décadas e continua em evidência na atualidade. A crescente importância está associada ao advento da economia do conhecimento, juntamente com o reconhecimento pela comunidade científica e empresarial, do impacto político do conhecimento no desempenho de indivíduos, empresas e países. Ainda no início do século XX, Joseph Schumpeter afirmou ser o conhecimento a variável que alavanca a economia e não necessariamente o capital. Para ele, sem o domínio do conhecimento e da tecnologia, não existe crescimento econômico (SCHUMPETER, 1985).

O conhecimento, as experiências, a especialização e os diversos ativos intangíveis disponíveis formam o capital intelectual das empresas (KLEIN, 2002). Não somente a capacidade intelectual humana como também os produtos e marcas registradas, ativos contabilizados a custo histórico e que hoje possuem valor (EDVINSSON; MALONE, 1998). Todos os ativos – tangíveis e intangíveis – se originam no pessoal da organização (SVEIBY, 1998). É a força de trabalho que pode ser utilizada para gerar riqueza: o treinamento e a intuição de uma equipe, o know-how de trabalhadores que melhoram a eficácia da empresa, a tecnologia que favorece a comunicação, a cooperação, o aprendizado compartilhado interno e externo à empresa (STEWART, 1998).

As várias definições de capital intelectual encontradas na literatura permitem concluir sobre três capitais: capital humano (individual e coletivo); capital estrutural/organizativo (infraestrutura física e tecnológica da organização) e capital relacional (clientes, fornecedores e a rede interna e externa (PETRASH, 1996; KAPLAN; NORTON, 1997; 2004; STEWART, 1998; EDVINSSON; MALONE, 1998; SVEIBY, 1998; BONTIS, 1999; BONTIS et al., 2000; IADE, 2003, ROOS; ROOS, 1997; GONZÁLEZ; SALLERO, 2010).

Segundo Bontis et al. (1999), se dois recursos intangíveis requerem diferentes ações de gestão, então eles devem pertencer a categorias diferentes. Nesse entendimento, alguns autores criam subclassificações quando necessário. A falta de um consenso conceitual “reflete o estado embrionário da construção teórica do tema”. A sua importância para a economia exige o “desenvolvimento de estudos acadêmicos que tragam rigor a um assunto de relevância comprovada”. A autora salienta que a “solidez de um corpo teórico uniforme e o aceite pela academia será alcançada com a persistência dos investigadores, e com a continuação da pesquisa aplicada e da dedução teórica” (CURADO, 2006, p.26).

O tema tem sido objeto de estudo, considerado por muitos autores, definido por alguns, e compreendido por poucos (SVEIBY, 1998; STEWART,

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1998). Para Sveiby (1998), ele é formado pela interação entre três dimensões: competências, estrutura interna e estrutura externa. Próximo dessa visão, Stewart (1998, p. 70), afirma que o capital intelectual é encontrado nas pessoas, nas estruturas da organização e nos clientes. Ele “não é criado a partir de partes distintas do capital humano, estrutural e do cliente, mas do

intercâmbio entre eles”.

Para Stewart (1998), a distinção entre capital humano e capital estrutural é fundamental para a gerência do conhecimento. Segundo ele, o capital humano é a fonte para a inovação e a renovação. Lembra que indivíduos inteligentes não determinam a inteligência da empresa. Pessoas brilhantes estão nas universidades, entretanto, o brilho não é coletivo. Compartilhar e transmitir conhecimento exige ativos intelectuais estruturais (sistemas, laboratórios, inteligência competitiva e de mercado, etc.), capazes de transformar o know-how individual em propriedade de um grupo. Assim, ele define capital intelectual como “a capacidade organizacional que uma organização possui de suprir as exigências do mercado” (STEWART, 69).

Uma quarta dimensão é apontada pela literatura: o capital social, este considera que o capital intelectual é gerado pela combinação e intercâmbio de conhecimentos das relações sociais da empresa (interações entre pessoas e infraestrutura: capital organizacional e capital de negócios). Dessas relações, juntamente com os demais capitais a vantagem competitiva é estabelecida (NAHAPIET; GHOSHAL, 1998; POMEDA et al., 2002).

O entendimento atual é de que empresas intensivas em conhecimentos conseguem vantagens competitivas pela integração e aplicação do conhecimento no processo de produção. O conhecimento organizacional é um recurso para a criação de valor na empresa. Como tal, é fonte de vantagem competitiva e deriva da combinação de elementos físicos, humanos e organizativos únicos e insubstituíveis. O conhecimento organizacional é a base para a existência do capital intelectual que depende do estoque de conhecimento para poder criar valor (RODRIGUES et al., 2009).

Para Edvinsson e Malone (1998), o capital intelectual está ancorado em três componentes básicos: capital humano, capital estrutural e capital de clientes. A Figura 1 mostra graficamente a formação do capital intelectual segundo a visão de alguns autores.

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Capital Intelectual: Reflexão da Teoria e Prática 55 Figura 26 – A organização do conhecimento: capital intelectual

Fonte: Elaborado com base nos autores relacionados

O capital intelectual, considerado no passado como um fator subjetivo, que permeava as organizações, passa agora a ter valor contábil real na forma de conhecimento estocado, nas experiências aplicadas, na tecnologia organizacional disponível, no relacionamento com os consumidores e nas habilidades profissionais. Para Edvinsson e Malone (1998), o capital intelectual, como medida do conhecimento, precisa da intervenção do capital humano que influencia com as características atitude, conhecimento e a agilidade sobre o capital estrutural (parte que não pensa).

Com base na literatura, é possível concluir que o capital intelectual compõe-se de uma parte que pensa (capital humano) e outra que não pensa (capital estrutural). A Figura 2 mostra graficamente a arquitetura (GONZÁLEZ; SALLERO, 2010).

Para Castro e Muiña (2003), o capital intelectual é composto por um conjunto de recursos intangíveis e capacidades com diferentes implicações estratégicas. Assim, para compreender o efeito de cada um dos seus componentes é necessário identificar, caracterizar e agrupar de acordo com critérios de cada um.

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Figura 27 – O desenvolvimento do conhecimento: capital intelectual

Fonte: Adaptado de González e Sallero (2010)

A questão é: como avaliar o intangível: o capital intelectual das organizações? Para analisar e necessário “medir”, e para medir o conhecimento é necessário identificar as variáveis que o compõem e assim, pela aplicação de alguma técnica, é possível explicar o conhecimento.

1.1 Mensuração dos componentes do capital intelectual

Autores que estudam a valoração do conhecimento concluem que o capital intelectual consiste na criação e uso do conhecimento e estudam as relações entre o conhecimento e a criação de valor dentro da empresa.

Para sua análise é necessário medir o capital intelectual. Para medir é necessário identificar o que será medido. As organizações possuem materiais intelectuais (recursos tangíveis e intangíveis: perspectivas e capacidades tácitas e explícitas, dados, informações, conhecimento e talvez sabedoria). Como encontrar e onde procurar? Para Stewart (1998), a resposta está em um ou mais desses lugares: pessoas, estruturas e clientes. Para Davenport e Prusak (1998), “o conhecimento pode ser comparado a um sistema vivo, que cresce e se modifica na medida em que interage com o meio ambiente”. Os

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Capital Intelectual: Reflexão da Teoria e Prática 57 valores e as crenças integram o conhecimento determinando, em grande parte, o que o conhecedor vê, absorve e conclui com base nas suas observações.

Segundo Kaplan e Norton (1997), a gestão dos ativos intangíveis permite à empresa a fidelização de clientes, a inovação orientada ao mercado e pelo mercado, a produção de bens e serviços com qualidade, a mobilização das habilidades e a motivação dos funcionários. Aliado ao uso de ferramental tecnológico como suporte para criação de ideias, a empresa estabelece a melhoria contínua.

O Quadro 1 mostra a classificação de autores. Autores Classificações

Petrash (1996) Capital humano Capital

organizacional

Capital cliente

Kaplan e Norton (1997, 2004)

Capital humano Capital

informacional Capital organizacional Sveiby (1998) Competência dos empregados

Estrutura interna Estrutura externa

Roos e Roos (1997)

Capital humano Capital

organizacional

Capital de cliente e de relacionamentos

Stewart (1998) Capital humano Capital estrutural Capital cliente

Edvinsson e Malone (1998)

Capital humano Capital estrutural (organizacional, de inovação e de processos) Capital cliente Bontis et al. (2000)

Capital humano Capital estrutural Capital Cliente

Llauger (2001) Capital humano Capital organizacional (processos, tecnologia e os conteúdos)

González e Sallero (2010)

Capital humano Capital estrutural (capital organizativo, capital tecnológico e capital relacional)

Quadro 1 – Classificação do capital intelectual Fonte: Organizado com base nos autores

Edvinsson e Malone (1998) consideram o capital intelectual como uma forma de medir, visualizar e apresentar o valor real de seus negócios no Século XXI. A capacidade da empresa de transformar conhecimento e ativos intangíveis em riqueza criando recursos (EDVINSSON; MALONE, 1998). Sua gestão é o processo para extrair valor do conhecimento (RODRIGUES et al., 2009).

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1.1.1 Capital humano

O capital humano cresce de duas formas: quando a empresa utiliza o que as pessoas sabem e quando um número maior de pessoas sabe mais coisas úteis para a organização (SEWART, 1998, p.78).

A parte “que pensa” – o capital humano – trata aspectos relacionados à pessoa. São as competências e habilidades acumuladas, capacidades individuais e dos grupos, as experiências e os conhecimentos pessoais na organização, a educação, a agilidade intelectual, a capacidade criativa de inovação, os valores e a motivação/atitudes. São as medidas que facilitam a análise do conhecimento – tanto tácito quanto explicito – encontrado nos profissionais da empresa.

Ele se modifica e se adapta às necessidades da empresa. Por natureza, em virtude da capacidade de aprendizado das pessoas, esse conhecimento não é estático. O Quadro 2 mostra medidas consideradas na avaliação do capital humano na visão de autores.

O que considera para avaliação Autores O conhecimento humano da

empresa:

Competências e Conhecimentos. Capacidade das pessoas e do grupo.

Talento e Know-How.

Atitude – conduta – motivação – valores – aptidões.

As práticas – a ética das pessoas. Agilidade intelectual, destrezas e experiências dos empregados e diretores.

Capacidade criativa e inovação. Satisfação e lealdade.

LLAUGER, 2001; NONAKA; TAKEUCHI, 1997, RODRIGUES; DORREGO;

JARDÓM-FERNÁNDEZ, 2009,

GONZÁLEZ; SALLERO, 2010, BONTIS; FITZ-ENZ, 2002; EDMONSON, 1999; EDVINSSON; MALONE, 1998; IADE, 2003; KAPLAN; NORTON, 1997; 2004; BONTIS, 2001; STEWART, 1998; SVEIBY, 1998; ROOS; ROOS, 1997; CURADO, 2006; MOURITSEN et al., 2001; OSTERLOH; FREY, 2000;

RAVICHANDRAN, 2000;

SUBRAMANIAM; YOUNDT, 2005; YOUNDT et al., 2004; BONTIS et al., 2000; GUBIANI 2011.

Quadro 2 – Capital humano

Fonte: Organizado com base nos autores

Ao considerar as competências individuais, reúne-se também a sabedoria da experiência, o saber fazer individual e a acumulação da prática profissional. Para (GONZÁLEZ; SALLERO, 2010), as variáveis para a análise são consideradas pelo conhecimento que os indivíduos possuem, e o cálculo é analisado sobre três critérios: competência, satisfação pessoal e agilidade intelectual.

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Capital Intelectual: Reflexão da Teoria e Prática 59 1.1.2 Capital estrutural

O capital estrutural serve a dois propósitos: acumular estoques de conhecimento que sustentam o trabalho que os clientes valorizam e acelerar o fluxo de informação dentro da empresa (STEWART, 1998, p.146).

A parte “que não pensa” – capital estrutural – trata dos aspectos internos da organização (GONZÁLEZ; SALLERO, 2010). Para Saint-Onge (1996), o capital humano constroi o capital estrutural e ainda segundo o autor, quanto melhor for o capital estrutural, melhores são as perspectivas do capital humano, ser melhor.

O capital estrutural são todos os ativos intangíveis capturados pela estrutura organizacional e responsáveis pelo desenvolvimento das atividades da empresa tais como conhecimento, habilidades, experiências, informações institucionalizada e codificada. São também os procedimentos e protocolos, rotinas, a tecnologia, a estrutura, as estratégias, os processos de trabalho, as técnicas e programas, canais de comunicação, os filtros de informação, estratégias de resolução de problemas entre os grupos, os sistemas de controle, sistema técnico de operações, cultura empresarial e valores culturais, a capacidade para renovação e o desempenho para inovação – direitos comerciais, propriedade intelectual – direito comerciais protegidos, propriedade intelectual (BONTIS, 1999; EDVINSSON; MALONE, 1998; IADE, 2003; STEWART, 1998; YOUNDT et al., 2004). O Quadro 3 detalha itens de avaliação do capital estrutural conforme autores.

O que considera para avaliação Autores Habilidades – Experiências – Conhecimentos

da empresa.

Informações institucionalizadas e codificadas (bases de dados, patentes, manuais, rotinas, fluxogramas, propriedade intelectual).

Protocolos e procedimentos da organização. Cultura e valores empresariais.

Ambiente – estrutura da empresa tanto física quanto tecnológica.

Estratégicas para a criação de conhecimento voltado para a inovação

BONTIS, 1999; EDVINSSON; MALONE, 1998; IADE., 2003; STEWART, 1998; LLAUGER 2001; 2003; ROOS; ROOS, 1997; YOUNDT et al., 2004; RODRIGUES; DORREGO; FERNÁNDEZ, 2009; CURADO, 2006; SUBRAMANIAN; NILAKANTA, 1996; WAN et

al., 2005; DAVILA et al., 2007;

GUBIANI 2011.

Quadro 3 – Capital estrutural

Fonte: Organizado com base nos autores

Alguns autores classificam o capital estrutural em mais dimensões. Para González e Sallero (2010), o capital estrutural divide-se em: capital organizacional, capital relacional e capital tecnológico. Para Roos e Roos (1997), o capital estrutural é o único capital que é de propriedade da empresa. Para o cálculo é analisado sobre dois componentes: capital de processo e capital de desenvolvimento de negócios.

Referências

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