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ojetando seu futuro para manter a sede
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o para manter a sede
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A rotina e luta na casa dos moradores mais
velhos de Corumbá em época de pandemia
Foto: Rodolfo César
Foto: Arquivo PMC
Foto: Arquivo
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E X P E D I E N T E
*** A Redação não se responsabiliza por artigos assinados ou de origem definida.
Fundado em 03/09/1960
Vicente Bezerra Neto
Patrono do Jornal Correio de Corumbá Razão Social: A. Y. Solominy Neto CNPJ 11.634.903/0001-40
Redação e Parque Gráfico: Rua 7 de Setembro, 249-1 Centro - Corumbá-MS Tel: (67)3231-0357 - CEP 79330-030 e-mail: [email protected]
Diretor Responsável: Alle Yunes Solominy Neto DRT-84/MS Reportagem: Rodolfo César - MTB 46.060/SP
Colaboradores: Rosildo Barcellos, Dílson Fonseca, Reginaldo Coutinho,
Roberto Maciel (Betão) e Benedito C.G. Lima.
Chefe do Parque Gráfico: Cleberson Calonga (Juninho)
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* Prof. Rosildo Barcellos
A vivacidade da
mulher corumbaense!
Dia desses, falei da carência damemória histórica das pessoas na Cidade Branca, e eu dizia dessa minha vertente como Conselheiro de Políticas Culturais, a de justamente levantar essa bandeira, mesmo que esteja eu sozinho, e claro que não estou. E neste domingo “Dia das Mães” pretendo dar uma vertente diferente a um fato histórico e que é lembrado por uma das vias mais importantes da cidade. Eram 5 horas da manhã do dia 27 de dezembro de 1864. Baixou a cerração, as sentinelas do forte avistaram os vapores paraguaios a uma légua à jusante daquele ponto. Por ordem do tenente-coronel Hermenegildo Albuquerque Portocarrero, as posições foram ocupadas. Cerca das oito horas e trinta minutos, Portocarrero recebeu a intimação de Vicente Bárrios para render-se:
Dizia a carta
“Viva la República del Paraguay! A bordo del Vapor de Guerra Paraguayo Igurey. Diciembre 27 de 1864. El Coronel Comandante de la División de Operaciones del Alto Paraguay, em virtud de órdenes expressas de su Gobierno, viene a tomar posesion del Fuerte de su mando, y quiriendo dar una prueba de moderacion y humanidad invita à V. para que dentro de una hora lo rinda, pues que de no hacerlo asi, y cumplindo el plazo señalado, procederá a tomarlo à viva fuerza quedando la guarnición sugeta à las leyes del caso. Mientras espera su pronta respuesta, queda de V. atento, Vicente Barrios
Neste momento Portocarrero respondeu, por escrito, que, ”a não ser por ordem superior, só entregaria o forte pela sorte das armas”. Depois disso, a força paraguaia, desembarcando elementos da infantaria e duas baterias de artilharia, na margem esquerda do rio, avançou, coberta pelo mato, tomando posição, na fralda do morro da Marinha. Não
foram felizes na escolha do local, porque, se estavam fora de alcance das bocas de fogo da Coimbra, suas armas não o atingiam. Cerca das 10h30min, o 1º Tenente Balduíno, comandante da canhoneira Anhambaí, num golpe de audácia, desceu o rio e abriu fogo contra o inimigo que se aproximava. Por volta das 11 horas, a esquadra paraguaia iniciou o bombardeio. Entretanto, o local em que se encontravam as peças, era desfavorável: os tiros se tornaram inócuos. A infantaria aproximava-se para o assalto. O forte aguardava a oportunidade para usar as armas. No momento adequado, rompeu a fuzilaria, e a luta prolongou-se até às 19 horas. Os atacantes, repelidos em suas tentativas de assalto retiraram-se e reembarcaram, deixando mortos e feridos, no campo de batalha.
Terminada a jornada, dos 12.000 cartuchos existentes no forte, restavam 2.500. Nessa noite, 27 para 28, contou Portocarrero com o heroísmo de 70 mulheres, homiziadas naquele local, entre as quais sua esposa Dona Ludovina Alves Portocarrero, que se prontificaram, espontaneamente, a fabricar cartuchos para o dia seguinte, lançando mão de balas de adarme 17. Com martelos, pedaços de cano e pedras, tornaram o material utilizável ao calibre das carabinas. Dessa forma, produziram mais 6.000 cartuchos. Neste exemplo, vemos desprendimento, e o valor da mulher corumbaense, que, nos momentos difíceis, não vacila, no amor que acredita.
Reiniciou-se a luta, dia 28, pelo fogo, na parte da manhã; à tarde, tentativas de assalto de infantaria. Oito paraguaios transpuseram o parapeito do forte: sete foram mortos e um prisioneiro. Os assaltos de infantaria dos 6º e 7º batalhões realizaram-se aos gritos desordenados de “renda-se”, e imprecações, respondidas pelo
brasileiros com outras e “vivas”. O inimigo que, em cada carga, chegava ao parapeito, repelido a baioneta, granada, e muitas vezes, tinha as mãos decepadas, ao tentar a escalada. Às 19 horas, os paraguaios retiraram-se para perto de seus navios.
Nessa ocasião, Portocarrero enviou 02 patrulhas para o entorno do forte, uma dirigida pelo Capitão Conrado e outra pelo Tenente Oliveira Mello, para explorarem o terreno vizinho, recolhendo armas e inimigos feridos, (18 feridos e 86 armas). Assim, com este texto gostaria de exaltar a força e o valor da mulher corumbaense na pessoa de Ana Ludovina Alves. Ela entrou para a História do Brasil! Pois foram dela as iniciativas que ajudaram na resistência do Forte de Coimbra, em 1864, durante o ataque paraguaio contra o Brasil, primeiro ato da Guerra do Paraguai (1864-1870). Ludovina* nasceu em Montevidéu. Assumiu o nome de Ludovina Alves
Portocarrero depois de casada e teve 15 filhos: Ludovina, Américo, Carlota, Gabriel, Luiz, Hermenegildo, João, Pedro, Manoel, Henrique, Affonso, Antônia, Cândida, Francisco e Anna. No dia do ataque ao forte de Coimbra, pelo menos oito deles estavam lá, sendo o mais novo, Manuel*, com 1 ano e seis meses! Quanto aos filhos, ailás, o casal Portocarrero sofreu a maior dor que uma mãe e um pai podem sofrer em vida: enterrá-los! Ela morreu em 1912*, mas, até lá, viu partir 8 deles: João (1868), Carlota (1870), Francisco (1870), Antônia (1872), Henrique (1885), Affonso (1888) e Cândida (1879) e Gabriel (1912). É dessa garra e energia, da Baronesa do Forte de Coimbra, que Corumbá precisa para reavivar o ânimo e ombreando aos homens de bem dessa cidade, galgar definitivamente os degraus do desenvolvimento. Feliz Dia das Mães!
Maria da Cruz precisou fazer uma celebração singela, mesmo que fosse para comemorar 107 anos de história em Corumbá. Ela nasceu em 3 de maio de 1914, mesmo ano da fundação do Corumbaense. A idosa, que consegue comer sozinha e realizar algumas atividades, mas está acamada, faz parte de uma “família” com 29 homens e 24 mulheres, além de mais de 40 funcionários que se revezam 24 horas por dia, 7 dias por semana, no ILPI, ou Instituição de Longa Permanência para Idosos, definição oficial para locais como o Lar São José.
A idosa está há 47 anos no Asilo São José, que fica na Rua Colombo, esquina com a Rua Antonio Maria. Ela é a mais antiga moradora do lar, que foi fundado em 1942. Essa entidade em Corumbá, que atende pessoas acima dos 60 anos, sofreu transformações gigantescas desde a pandemia do novo coronavírus, em março de 2020.
Os idosos estão inseridos no grupo de risco para a covid-19 e a doença, infelizmente, fez vítimas. Entre abril de 2020 e esse início de maio de 2021, 7 ex-moradores acabaram falecendo por conta da doença. A direção do Asilo São José, porém, avalia que alguns desses idosos perderam a vida por conta de outros problemas de saúde.
Quem viveu diferentes épocas, presenciou de longe guerras e até mesmo outra pandemia (a da gripe espanhola, em 1918) está enfrentando agora um novo período da vida. O novo coronavírus impediu que os idosos com autonomia e moradores do lar não pudessem mais sair para tomar um café, pagar uma conta no banco e passear no Centro. Caso fizessem isso corriam o risco de serem contaminados e ainda poder espalhar o vírus dentro do Asilo São José.
“Tivemos uma mudança muito grande. Houve o caso de dois funcionários que acabaram infectados e, depois disso, registramos o caso aqui. Infelizmente, esses funcionários faleceram posteriormente. Uma outra situação foi de idosos que precisaram passar por atendimento fora e ao serem internados, acabaram contaminados. Nesse período de pandemia, tivemos sete moradores que faleceram. Temos que tomar muito cuidado e seguimos rigorosamente o POP (procedimento operacional padrão”, conta Milton Carlos de Melo, gestor do Asilo São José.
Quem podia passear na rua, passou a ser obrigado a ficar só na casa. Foi
Por Rodolfo César
necessário construir uma unidade de isolamento para colocar todo idoso que estivesse com suspeita fora do convívio dos demais. Quem precisou sair para atendimento médico, quando voltou teve que ir também direto para essa ala de isolamento e a regra é passar um período de 14 dias de quarentena. E não é só o idoso ou idosa que vai para a ala. Ao menos um cuidador precisa passar todo o tempo acompanhando esse monitoramento.
“Tivemos que contratar mais funcionários para atender essa situação nova. São psicólogos, pedagogos, assistentes sociais, cuidadores, pessoal de enfermagem envolvidos”, pontua Milton Carlos. “A gente também realizou um trabalho de conscientização. Explicar para os idosos a situação, criar novas atividades para eles. Quando você fala em isolamento, isso mexe muito com a cabeça das pessoas. Aqui não foi diferente”, reconhece a assistente social Keyla Reis.
A enfermeira responsável pela área técnica na Instituição de Longa Permanência para Idosos de Corumbá, Evelaine Simião, conta que a mudança na vida cotidiana impactou muito também os funcionários. Como o maior perigo estava do lado de fora do lar, são os funcionários que podem levar o vírus SARS-CoV-2 para o local.
“Aqui é como uma família. Todos convivemos muito juntos e nós, funcionários, fomos obrigados a mudar a rotina. No começo, como tinha várias pessoas afastadas, teve gente que passou a morar aqui. No período que ainda faltava pessoal, a gente dobrava. Ficava 24 horas por aqui, dormia e nem ia para casa. Eu acho que estamos ainda longe de ver essa realidade alterada por um bom tempo”, analisa a enfermeira. A própria reportagem do Correio de
Corumbá, que foi ao Asilo São José para
realizar as entrevistas, precisou passar por um protocolo antes de entrar. Os sapatos foram higienizados, a
temperatura foi medida e álcool em gel precisou ser passado até mesmo embaixo das unhas para garantir a higienização. O contato direto com os idosos não foi possível e para fazer fotos em uma parte interior, o acesso foi franqueado em horário que havia poucas pessoas em área do refeitório.
Novas relações sociais
Nem todos os idosos que vivem no lar recebiam visita de familiares, mas quem sempre tinha um parente por perto durante a semana sofreu com a distância. “Nós tivemos que suspender todas essas visitas. Muitos idosos sentiram muito com isso. Hoje em dia a gente recorre aos recursos tecnológicos para ajudá-los a matar a saudade dos familiares. Quando eles falam para gente que estão com saudade, damos um jeito de ligar para os parentes. Em outros casos, tivemos que fazer um trabalho para demonstrar que aqui uns precisam cuidar dos outros, por isso não daria para sair”, conta a assistente social Keyla Reis. “Procuramos não comentar muito com eles quando alguém vai para o hospital porque existe o risco de ir e não voltar mais. Só que eles percebem. A gente comenta que aquela pessoa está internada ainda, mas quando notam que as semanas vão passando, eles entendem o que aconteceu. É algo que mexe muito e dá medo neles caso precisem ir para receber atendimento fora”, reconhece a enfermeira Evelaine Simião.
Desde que a pandemia começou, nenhum novo morador também foi autorizado a ir para o Asilo São José. A regra atual e protocolo sanitário é manter uma “bolha de proteção” para resguardar quem já está no local.
Desafios na parte
financeira também
A pandemia também afetou a forma que o Asilo São José conseguia parte de seus recursos para manutenção.
Mensalmente são gastos em torno de R$ 120 mil para manutenção. Há um déficit mensal que chega a R$ 80 mil em certos meses e para equilibrar as contas sempre havia a realização de eventos. Com o novo coronavírus em circulação, essas atividades foram cortadas por conta da proibição de realizar aglomerações. As doações de pessoas físicas também foram afetadas porque o enfraquecimento na economia gerou incertezas e as pessoas que podiam realizar aportes financeiros precisaram rever valores ou até cortar o dinheiro.
O que não alterou no quesito financeiro é a contribuição que os idosos que recebem aposentadoria ou benefício repassam à instituição. Em torno de 70% do valor que eles recebem é destinado para manutenção.
“Vivemos muito a partir de projetos que apresentamos para os diferentes setores. Buscamos recursos no governo federal, no Estado e temos parceria com a Prefeitura de Corumbá. Ainda há pessoas que nos ajudam. Temos muita necessidade de ajuda com a compra de carne, fraldas. Nem sempre os gastos do mês fecham, mas trabalhamos muito pela aprovação de projetos”, aponta Milton Carlos de Melo, que é o gestor. Neste ano, o Asilo São José conseguiu aprovação de projeto e obteve recurso do Fundo Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa, que foram repassados pela Vale. A proposta aprovada envolve a instalação de sistema de geração de energia fotovoltaica e vai garantir o pagamento de 80% da folha pelo período de 12 meses. O valor total repassado é de R$ 1.606.319,56. Uma fatia dessa quantia fica retida no Fundo e a maior parte vai ser destinada ao lar. “Estamos prevendo iniciar as obras com esse recurso no prazo de até 40 dias”, prevê o gestor do ILPI.
Apesar de todos esses desafios e novo modo de vida, o São José continua aberto para receber apoio. Quem se interessar, pode ligar no (67) 3231-3888.
A rotina e luta na casa dos moradores mais
velhos de Corumbá em época de pandemia
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Nos Trilhos da Vida
Por Dilson Fonseca (DRT-1583/MS)
Vamos falar sobre a ferrovia e sobre os verdadeiros
ferroviários. Sou Professor Dilson Fonseca.
COMPLEXO FERROVIÁRIO
Campo Grande - MS
O Jorge Rodrígues
(El Cubano) e equipe
aguardam sua visita
para aquele corte de
cabelo caprichado ou
tirar a barba em
ambiente com ar
condicionado.
Rua Cabral 923,
entre as ruas Frei
Mariano e Antônio Maria,
ao lado da Padaria e
Marmitaria do Aragão.
BARBEARIA
A primeira estação de passageiros de Campo Grande foi construída em madeira e deveria ser provisória, foi inaugurada em 1914, e possuía um partido e programa de necessidade simples, tinha apenas o intuito de atender o embarque e desembarque de passageiros. Na década de 1920, a estação é substituída por um prédio em alvenaria. Dentre as classificações de estações, pode-se dizer que a estação central de Campo Grande seguiu a configuração tradicional de estações Sobre a tipologia da estação, a de Campo Grande é classificada por pavilhão central com duas partes laterais e plataformas de embarque e desembarque margeando as construções. Um elemento que chama atenção na fachada da estação central de Campo Grande é o relógio, fazendo com que a estação seja um marco temporal no cotidiano da vida urbana. O Armazém de cargas é o prédio contíguo a estação e é um dos maiores edifícios do conjunto. Suas empenas são marcadas com as insígnias da NOB em seu frontão. A arquitetura ferroviária, muito tem a ver com a organização espacial que nasceu na Europa, cujos empreendimentos industriais trouxeram a construção de vilas de operários, a fim de manter seus funcionários próximos ao trabalho, devido ao melhor controle da força de trabalho e melhoria nas questões sanitárias e morais. Porém, no caso do Brasil, e principalmente na questão ferroviária, além dos aspectos acima, um fator determinante na construção das vilas de operários, é também a falta de moradias para abrigar os trabalhadores, principalmente das áreas mais rurais, como no caso de Campo Grande, distanciando a vida e trabalho rural e
aproximando os operários ao trabalho urbano e moderno As casas ao longo da Av. Calógeras, entre a Av. Mato Grosso e a Rua Dr. Temístocles ocupam posição privilegiada dentro do Complexo, eram destinadas aos engenheiros da Ferrovia e aos funcionários mais graduados, o tamanho dos lotes era maior e as casas implantadas isoladas, possuíam um melhor padrão construtivo, localizavam-se estrategicamente na frente da estação e tinham inspirações na arquitetura europeia ecletizante A casa construída na esquina Avenida Calógeras com a Rua Dr. Temístocles está diretamente relacionada à história da estação ferroviária, pois o responsável por sua construção, o engenheiro Aurélio Ibiapina, é o mesmo engenheiro que construiu a estação de Campo Grande na década de 1930. Já as casas da Avenida Calógeras, da Rua General Mello da Rua Dr. Temístocles, serviam de residência para os trabalhadores de nível intermediário, seu programa era mais simples, o lote era mais estreito e não tinham muita ornamentação, mas permaneciam isoladas nos lotes, características que já a diferenciava dentro de uma hierarquia de ocupação, pois eram implantadas próximas a estação, região de convívio social do Complexo. Destaque para a casa da esquina da Rua General Melo com a Avenida Calógeras que abrigava o escritório da NOB.A Rua Dr. Ferreira é a típica vila ferroviária, as casas eram destinadas aos operários e tinham um padrão construtivo inferior e mais simples. A arquitetura da rua é marcada pela repetição de casas geminadas e pela distância das casas para com as casas dos chefes. Quanto às casas da Rua 14 de julho, há uma
variação de tipologias, já não havia uma segregação nítida das classes de trabalhadores, visto que lá encontramos tanto casas geminadas com programas iguais as das casas da Rua Dr. Ferreira, reservada aos operários, quanto casas com características iguais as da Av. Calógeras, destinadas aos funcionários intermediários. Ainda sobre as tipologias das casas e sua função social no Complexo Ferroviário de Campo Grande, observa-se a presença de exemplares em madeira. As construções em madeira no contexto ferroviário possuíam muitas vezes um caráter efêmero, sendo substituídas ao longo dos anos pelas construções em alvenaria. Porém, em Campo Grande, a Rua dos Ferroviários, ainda guarda o testemunho dessa arquitetura, as residências possuíam sistema de tábuas na vertical e mata-juntas para eliminar as frestas entre elas, destinadas aos operários da ferrovia. O prédio da escola Álvaro Martins Neto, também conhecida como “batatinha”, é uma edificação de programa simples, construída no alinhamento do lote, dotada de salas de aula e sanitários, sua cobertura é escondida pelas platibandas, janelas em ferro e com ornamentos com leve inspiração no Art´Decó. Sua construção é da década de 1930 e a construção teria sido resultado de uma solicitação da Associação dos Moradores da Ferrovia. O nome que leva a escola faz referência a um ex-ferroviário que morreu num acidente de trabalho e que o ocorrido teria alterado a forma de trabalho na ferrovia. Na parte interna da esplanada ferroviária, entre a Rotunda e o Armazém, encontram-se um conjunto de imóveis que foram construídos entre 1942 e 1943. São construções em tijolos aparentes com marcação das estruturas e molduras das aberturas, além do galpão para abrigo de carros que é o que possui maior expressão estética, pois trata-se de um edifício com cobertura de tesoura de madeira que apoia telhas de barro, com empenas em madeira com aberturas em arcos e um beiral lateral de proteção,
apoiado em uma mão francesa em madeira. O conjunto da Rotunda, prédio localizado na esplanada do Complexo Ferroviário Histórico e Urbanístico da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil (NOB) em Campo Grande/MS é vestígio da arqueologia industrial ferroviária, memória cultural de um sistema de trabalho do final da primeira metade do século XX. Ele faz parte de um Complexo histórico tombado nas três esferas de poder, Federal, Estadual e Municipal, tendo por motivação, a organização social e espacial da ferrovia e o modo de vida dos seus trabalhadores, que traz consigo uma relação intrínseca com a modernidade industrial brasileira, fato de real importância na formação do país e ponto de partida para a preservação do Patrimônio Cultural remanescente do “apito do trem”. Sua construção foi financiada pelo Plano Especial de Obras Públicas e Aparelhamento da Defesa Nacional, programa criado por Getúlio Vargas no regime do Estado Novo em 1939. A obra foi iniciada em 1941 e finalizada em 1943. O conjunto em questão é formado por uma Rotunda/ Oficina, a construção em maior escala, capaz de dar manutenção simultaneamente em 13 (treze) Locomotivas, o Girador ao centro e um prédio com planta em curva, em menor escala e localizado a frente da Rotunda, local de lavagem do maquinário. O sítio da NOB em Campo Grande, ainda guarda em suas edificações e na tipologia de sua implantação resquícios de uma memória industrial, um todo intercomunicante necessário para o empreendimento ferroviário funcionar, bem como a etnografia da ocupação da vila ferroviária, demarcando bem a estratificação social do conjunto, além de toda uma técnica construtiva e estética diferenciada do restante da cidade impregnada nos exemplares arquitetônicos que formam a paisagem ferroviária. A fim de salvaguardar o Patrimônio Cultural advindos da presença da NOB em Campo Grande.
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Vacinei hoje e me deixou muito feliz, sobretudo
porque já enfrentei a covid-19’, diz governador
Prestes a completar 58 anos, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) confirmou que recebeu a vacina contra a covid-19 na quarta-feira (5). Ele foi no Albano Franco, em Campo Grande, por volta do meio-dia, para receber a primeira dose da Covishield, da AstraZeneca.
“Vacinei hoje, primeira dose de AstraZeneca. Fui no Albano Franco ao meio-dia, na saída da governadoria. Foi rápido e me deixou muito feliz, sobretudo porque já enfrentei a Covid-19 em setembro do ano passado e sei o quanto é difícil. A oportunidade de vacinar aumenta nosso compromisso
e luta para que todas as pessoas tenham acesso a esse direito, que é se imunizar contra essa doença que tem trazido enorme tristeza para todos nós”, afirmou Azambuja, que faz aniversário no dia 13 de maio.
Mato Grosso do Sul é um dos estados que melhor figura na aplicação da vacina contra a covid-19 no país. “No final, eu soube que a enfermeira Celma que aplicou a vacina estava de aniversário e fui eu quem ganhou o presente. Parabéns, Celma, que Deus abençoe você e todos os profissionais de saúde”, comentou o governador. Por Rodolfo César
Lançamento da campanha “Aqueça uma vida”
traz apelo de solidariedade aos servidores
No dia em que a temperaturaregistrou queda em todo Mato Grosso do Sul, o Governo do Esatado, por intermédio da Secretaria de Estado de Administração e Desburocratização (SAD), realizou a live de lançamento da 6ª edição da campanha “Aqueça uma vida”.
“O lançamento não poderia ser em um dia mais propício. Hoje amanhecemos com uma chuvinha, um frio, então sabemos que o nosso inverno já está começando e isso nos mostra a importância ainda maior desta nossa arrecadação”, pontuou a madrinha da campanha e primeira-dama Fátima Azambuja.
A madrinha ainda destacou que apesar do momento difícil e muita tristeza que vivenciamos desde o início da pandemia do Coronavírus, é perceptível o aumento de reflexão e humanidade entre toda a população mundial.
“Esperamos que a gente possa realmente aquecer as vidas e também os corações das nossas crianças, das nossas famílias, das nossas mães e que essa campanha sirva como mais um alento para que a gente possa olhar cada vez mais ao nosso lado”, afirmou.
Em participação virtual, o senador Nelson Trad Filho ressaltou que a
bancada federal se sente extremamente gratificada em integrar ações como esta. “O inverno vai chegar, o frio vai bater e que cada vez mais pessoas vão precisar desse calor humano. Em tempos de pandemia, o que mais precisamos é aquecer os nossos corações e ajudar a quem precisa”, disse o senador. Na mesma linha, a secretária de Estado de Administração e Desburocratização, Ana Nardes, elogiou o voluntarismo dos servidores do Executivo do Estado de Mato Grosso do Sul nas últimas edições e pediu a renovação deste compromisso.
“Nos últimos anos da campanha arrecadamos aproximadamente 127 mil peças que foram doadas às famílias sul-mato-grossenses. Esse ano temos certeza que não será diferente, pois a solidariedade impera em nossos servidores. No dia a dia dos seus trabalhos, eles servem a população com muita competência, então servidor, nós contamos mais uma vez com o seu apoio”. Poderão ser doadas roupas de frio, calçados, meias e luvas que estejam em boas condições e limpos, visando a proteção dos servidores que farão as triagens e também da população que receberá os donativos.
A partir de quinta-feira (06) até o dia 18 de junho, as caixas de coleta estarão disponíveis nos órgãos públicos estaduais do Governo do Estado para que os servidores e a população em geral possam deixar as suas doações para aquecer os sul-mato-grossenses que estão socialmente vulneráveis.
Também participaram do lançamento o secretário-adjunto de Governo e Gestão Estratégica, Flávio César; secretário-adjunto de Administração e Desburocratização,
Édio Viegas e o vereador de Campo Grande, João César MattoGrosso.
ENTREGA SIMBÓLICA
Para marcar o pontapé inicial da campanha, a madrinha da campanha entregou, simbolicamente, ao secretário-adjunto de Governo e Gestão Estratégica, Flávio César, cobertores que representam os 80 mil que serão adquiridos pelo Governo do Estado e posteriormente distribuídos aos 79 municípios. Ana Letícia Gaúna, SAD
Secretário-adjunto Flávio César (Segov),
primeira-dama Fátima Azambuja, secretária Ana
Carolina Nardes (Sad) e o adjunto, Édio Viegas
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COLUNA: UM OLHAR CRÍTICO
Reginaldo Coutinho – Delegado sindical dos radialistas de Corumbá, cronista esportivo, locutor apresentador do programa
Transnotícias na rádio Transahits
ATITUDES DE BOLSONARO
COLOCAM EM RISCO A VIDA
DO POVO BRASILEIRO
Mais uma vez, de forma
irresponsável, o presidente Jair Bolsonaro tripudia com a saúde da população brasileira e inicia uma campanha nacional evocando o fim das restrições orientadas pelos cientistas, OMS e secretarias estaduais e municipais de saúde, em relação às formas de isolamento social, como o fechamento de escolas e comércio.
Por si só, essa atitude já caracterizaria crime de responsabilidade, mas ele vai mais longe, convoca passeatas e manifestações de rua em apoio a essa loucura e, com isso, coloca em risco a saúde da população. Vejam o que ocorreu na Itália, que quis priorizar a economia e hoje enterra milhares de mortos, e, mesmo assim, está com a sua economia paralisada.
O governo Bolsonaro também deixa claro quem ele quer proteger: para os bancos, ele prometeu liberar 1,2 trilhões de reais e para o povo sofrido, a princípio, só 200 reais. O Sinpro Campos e São João da Barra, junto com a FETEERJ, federação a qual o Sinpro é filiado, e os demais sindicatos dos Professores do estado manifestam sua total repulsa a esta atitude e reforçam que as restrições são para
salvar vidas, pois, sem elas, não adianta ter economia estável. O momento é de união e responsabilidade.
A Câmara Federal aprovou uma ajuda de R$ 600,00 às pessoas sem renda oficial, ante a proposta inicial de Bolsonaro de R$ 200,00. Um paliativo, mas o início das ações que o governo federal ainda não fez. Vamos continuar em casa e nos proteger. As escolas, nessas situações de pandemias, são as primeiras a fechar e sempre as últimas a abrir.
Estamos juntos nessa luta. Saúde a todas e todos e vamos continuar em casa. Responsabilidade é salvar vidas.
Com lancha e novos ônibus, Prefeitura investe na
melhoria do ensino na área rural de Corumbá
O prefeito Marcelo Iunes entregou nasegunda-feira, 3 de maio, o barco que será utilizado para atender professores, técnicos e alunos da Região das Águas. Durante o ato realizado no pátio da Escola Municipal CAIC – Padre Ernesto Sassida, o prefeito também apresentou os novos ônibus que serão utilizados nas unidades de ensino da zona rural do município.
“É um momento maravilhoso. Como todas as cidades e estados do País, nós também estamos passando por dificuldade financeira, mas estamos conseguindo, graças a Deus, com bastante empenho, transparência, investir na educação pública da nossa cidade”, afirmou o prefeito, que aproveitou para agradecer a parceria do Poder Legislativo.
“Estamos no caminho certo. Corumbá, apesar de todas as dificuldades deste período, mas com muito planejamento e também com a parceria da Câmara Municipal de Corumbá, estamos avançando em todas as áreas”, reforçou o chefe do Executivo municipal, reafirmando o compromisso da gestão com a Educação.
O barco entregue a Secretaria de Educação é do tipo lancha, confeccionada em alumínio com lotação para 12 passageiros e tanque de combustível com capacidade mínima de 100 litros. O valor da embarcação, segundo a licitação, é
Reforma e adequação da escola Pedro Paulo de Medeiros começa nesta segunda-feira
O prefeito Marcelo Iunes anunciou na quinta-feira, 5 de maio, que a obra de reforma e adequação da Escola Municipal Pedro Paulo de Medeiros começa nesta segunda-feira, 10 de maio. No local serão investidos 443.021,82 (quatrocentos e quarenta e três mil, vinte e um reais e oitenta e dois centavos) em recursos próprios do Município. “Esta é só a primeira escola que vamos reformar neste ano. Também vamos executar o mesmo serviço na Tilma Fernandes Veiga; no CAIC – Padre Ernesto Sassida; no José de Souza Damy e também no Luiz Feitosa Rodrigues. E todo esse trabalho será realizado com recursos exclusivos do Município”, afirmou o prefeito de Corumbá. “A Educação é uma das prioridades da nossa Gestão. Além de reformar as escolas, também vamos novamente distribuir uniformes e o kit-escolar para todos os alunos matriculados na REME (Rede Municipal de Ensino)”, prosseguiu Marcelo Iunes, lembrando que os investimentos também estão chegando nas unidades da zona rural do município. “Em março deste ano entregamos a construção da Escola Rural Sebastião
Rolon, na região do Taquari, e neste mês retomamos a construção da escola no Aterro do Binega, na região da Barra do São Lourenço. Também entregamos uma nova lancha para as Escolas das Águas e de quatro ônibus zero quilômetros para as Escolas Rurais”, completou o prefeito de Corumbá.
Na construção da escola Polo São Lourenço estão sendo investidos R$ 737.720,02 (setecentos e trinta e sete mil, setecentos e vinte reais e dois centavos), recurso do Município e do Governo do Estado. A parceria do governador Reinaldo Azambuja também foi determinante na viabilização de três dos
ônibus rurais, bem como a atuação da bancada federal eleita para o mandato de 2015 a 2018.
Outro ônibus foi adquirido com uma emenda do deputado federal Tio Trutis e contrapartida do Município. Já a embarcação, com capacidade para 12 passageiros, foi comprada exclusivamente com recursos da Prefeitura, proveniente do Salário-Educação, no valor total de R$ 185.999,99, sendo que R$ 70 mil são apenas do motor de popa.
“São benefícios para toda a comunidade escolar. Além das escolas urbanas, estamos buscando melhorar a qualidade do ensino na zona rural”,
afirmou o secretário municipal de Educação, Genilson Canavarro de Abreu, que descreveu toda a reforma e adequação que será executada na escola Pedro Paulo de Medeiros. “Vamos trocar todo o telhado da pré-escola, onde vamos instalar uma telha isotérmica, num total de 309 metros quadrados. Será feita a manutenção completa das instalações elétricas e hidráulicas, reparos na estrutura metálica do pátio, adequação da acessibilidade e pintura geral do prédio”, finalizou Genilson. A obra será executada pela empresa Linkmais Tecnologia e Construção Eireli e o prazo de conclusão é de 7 meses. de R$ 115.999,99. O motor de popa tem
valor de R$ 70.000,00. O total da licitação foi de R$ 185.999,99.
A embarcação e o motor de popa foram adquiridos com recursos próprios, provenientes do Salário-Educação, que é uma contribuição social destinada ao financiamento de programas, projetos e ações voltados para a educação básica pública, conforme previsto no parágrafo 5º do artigo 212 da Constituição Federal de 1988. Os recursos do Salário-Educação são repartidos em cotas, sendo os destinatários a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios. Já os ônibus são resultado da parceria entre a Prefeitura, o Governo do Estado e da bancada federal (deputados eleitos entre 2015 a 2018). São dois micro-ônibus com 30 lugares e um micro-ônibus com 60 assentos. Os veículos cedidos pela Secretaria Estadual de Educação ao Município representam um investimento de R$ 635.214,00.
O quarto ônibus foi comprado com a emenda parlamentar do deputado federal Tio Trutis, no valor de R$ 189.889,32, e contrapartida do Município de R$ 24.100,68. Este possui 44 lugares e, assim como os outros três, é adaptado para o transporte escolar rural. Todos os ônibus são adaptados para o transporte de cadeirantes.
“Queremos também agradecer a um dos nossos deputados federais que
ajudou também na colaboração desse projeto de ampliação da frota de transporte escolar. Agradecer também ao nosso governador Reinaldo Azambuja, que sempre esteve conosco em todos os momentos, esse investimento também”, comentou o secretário municipal de Educação, Genilson Canavarro de Abreu.
O secretário lembrou que os investimentos representam “melhoria na qualidade do transporte escolar para todos os profissionais desde o professor, desde o técnico, os funcionários, a coordenação, os gestores. Tudo isso é investimento em qualidade de ensino. E essa qualidade vem beneficiar,
principalmente, aos alunos de toda nossa rede municipal rural”.
Representando o Legislativo, o vereador Manoel Rodrigues observou que os novos veículos colaboram até com a diminuição da evasão escolar na região. “Eu estive na semana passada com a deputada Rose Modesto e com o deputado Beto Pereira, onde a gente está contemplando duzentos computadores para as escolas da Reme. Isso vai ser mais um avanço pra nossa educação”, adiantou o vereador.
O vice-prefeito Dirceu Miguéis Pinto e os vereadores Genilson José, Allex Dellas, Alexandre Vasconcelos e Samyr Qualhada também participaram da entrega dos veículos.
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Corumbá/MS, 09 a 15/05/2021
Moradores pedem limpeza e
estrutura em praça, para
desenvolvimento de projeto social
EDITAL DA CHAMADA PÚBLICA N. 01/2021
Chamada Pública N. 01/2021 para aquisição de gêneros alimentícios diretamente da Agricultura Familiar e do Empreendedor Familiar Rural para alimentação escolar, no âmbito do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), com dispensa de licitação, conforme § 1º do art. 14 da Lei n.º 11.947, de 16/07/2009, e Resolução/CD/ FNDE n.º 06, de 08/05/2020, e suas alterações.
A Associação de Pais e Mestres (APM), Associação de Pais e Amigos e/ou Caixa Escolar da Escola Estadual NATHÉRCIA POMPEO DOS SANTOS, Unidade Executora representativa da comunidade escolar, localizada à R. CEARÁ. nº 2867, Bairro Guarani, CEP 79.321-230, município de CORUMBA/MS, inscrita no CNPJ sob o N.02.018.059/ 0001-32, representada, neste ato, pelo seu(sua) Presidente Sr.(a) GLAUCIA REGINA MONTEIRO DA COSTA, no uso de suas prerrogativas legais e, considerando o disposto no art. 14 da Lei 11.947/2009 e no art. 29 da Resolução/CD/FNDE n.º 06/ 2020, realiza Chamada Pública para aquisição de gêneros alimentícios da Agricultura Familiar e do Empreendedor Familiar Rural ou suas organizações, destinada ao atendimento do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), durante o 1º semestre/2021. Os interessados (Fornecedores Individuais, Grupos Formais e Informais) deverão apresentar a documentação para habilitação e o Projeto de Venda, até às 17:00 horas do dia 24 de Maio de 2021, na Escola Estadual NATHÉRCIA POMPEO DOS SANTOS, localizada à R. CEARÁ. nº 2867, Bairro Guarani, CEP 79.321-230, município de CORUMBA/MS, onde será realizada a sessão pública de abertura e julgamento das propostas.
Moradores do Bairro Guatós estão solicitando a limpeza de uma pequena praça existente na Alameda Ingá, para que possa servir de espaço para atividades da comunidade local, bem como desenvolvimento de um projeto social voltado para crianças de 5 a 13 anos.
A reivindicação foi apresentada durante sessão de terça-feira, 04, da Câmara, pelo vereador e presidente do Poder Legislativo, Roberto Gomes Façanha. A pequena praça fica localizada no Conjunto Ana Brites, entre as ruas Firmo de Matos e Luís Feitosa Rodrigues.
A limpeza, com roçada e retirada do material, foi solicitada por Façanha direto ao secretário de Infraestrutura e Serviços Públicos, Luiz Fernando Moreira. Além disso, o vereador pediu ao diretor-presidente da Fundação de Esportes de Corumbá (Funec), Heliney de Miranda Junior, a instalação de traves no local, para viabilizar o desenvolvimento do projeto social. Façanha explicou que a própria comunidade se comprometeu a manter o espaço limpo, em perfeitas condições de uso. Além disso, um dos moradores daquela localidade, José Ricardo Gonçalves Lima, é o responsável pelo projeto social, e o campinho de futebol será uma ferramenta importante para que as crianças tenham uma atividade no contraturno escolar, evitando que fiquem pelas ruas do bairro.
Pedido de Façanha visa atender a comunidade e um projeto social do bairro
Corumbá amplia transparência
na gestão pública com adoção
do Pregão Eletrônico
Corumbá é um dos poucos municípios de Mato Grosso do Sul a utilizar o Pregão Eletrônico e agora regulamentou o Estudo Técnico Preliminar em consonância com a legislação. A iniciativa do prefeito Marcelo Iunes permite à Secretaria Municipal de Finanças e Gestão preparar a implementação do Plano Anual de Compras, uma forma de padronização das compras públicas visando o planejamento das aquisições de produtos e serviços de toda a administração municipal.
Entre os dias 1º de janeiro e 10 de abril deste ano, a Prefeitura de Corumbá, por meio da Escola de Governo, promoveu 4 processos seletivos simplificados para contratação de ao todo mais de 80 vagas, sendo eles: para contratação de Agentes Sociais, ao todo 229 inscritos. Foram chamadas 07 pessoas com duas desistências. E, para contratação de Médico Emergencialista. Foram 06 inscritos, com 04 contratações. Também foram promovidos processos seletivos para contratação temporária de profissionais de Educação – foram chamados 19 professores para compor o quadro da SEMED. E, processo Seletivo para Assistência Social para atender diversas funções (Assistente Social, Psicólogo, Pedagogo, Motorista, Cuidados Social, Auxiliar Administrativo, Orientador Social, Aux. Serv. Básico), sendo ao todo, 52 vagas. Teve 3.722 inscritos. Não houve chamada ainda.
A Secretaria Municipal de Finanças e Gestão realizou cursos de capacitação em duas lives: “Medida de Biossegurança no retorno às aulas”, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, no dia 08 de março; e “Resiliência emocional no retorno às aula”, no dia 09 de março. Houve ainda Curso On-Line de Português com 4.900 visualizações; Workshop para agentes de limpeza das escolas municipais e Volta às Aulas, com mais de 40 participantes. Nesse primeiro quadrimestre foi realizada reunião com a Câmara Municipal de Corumbá e outra com representantes sindicais sobre a importância de alteração legislativa
para alteração da contribuição previdenciária, a qual precisa ser alterada em consonância com Emenda Constitucional Nº 103/ 2019.
A partir do Decreto N° 2.499/ 2021, assinado pelo prefeito Marcelo Iunes, o Município começou a arcar com 50% do valor mensal do plano de saúde pago pelos beneficiários (aposentados) da CASSEMS.
IPTU 2021
O Imposto Predial e Territorial Urbano e as Taxas de Serviços Públicos Específicos e Divisíveis será lançado apenas em junho, com o vencimento do pagamento à vista e da primeira cota do parcelamento para o mês de julho. Por orientação do prefeito Marcelo Iunes, com o REFIS/2021 os contribuintes poderão optar pelo parcelamento em 12 vezes, com exclusão de 100% dos valores referentes aos juros e multa; em 24 parcelas, com exclusão de 90% dos valores referentes aos juros e multa de mora; ou até 36 parcelas, com exclusão de 80% dos valores referentes aos juros e multa de mora.
Conforme o Decreto Municipal 2.532, estão prorrogadas as datas de vencimento do ISS Mensal e do ISS Retido na Fonte Prorrogadas as datas para pagamento das TFLs (Taxa de Localização e Funcionamento/Publicidade/ Ocupação de Solo) e ISS Fixo Autônomo.
Suspenso o lançamento da Taxa de Fiscalização de Atividade de ambulantes, feirantes e eventuais para o exercício 2021.
FIDELIZE
Atendimento inicial no mês de março – mais de 755 aposentados e pensionistas no Fundo Municipal de Previdência Social. Elaboração da Resolução n° 001, de 24 de março de 2021 a qual “Dispõe sobre a aprovação do Manual de Procedimentos para Formalização dos Estudos Técnicos Preliminares das Contratações Públicas no âmbito da Administração Pública Municipal direta, autárquica e fundacional”; conforme dispõe Resolução TCE Nº 139/2021.
Por Rodolfo César
O Corumbaense Futebol Clube é um senhor de 107 anos e único clube na cidade que se mantém vivo e com projeção para ainda ter futebol. É com essa visão que a atual diretoria dedica-se para implementar no curto e médio prazo. A agremiação, recentemente, figurou na Justiça após uma ação trabalhista determinar a venda da sede, no Centro, para pagar dívida de menos de R$ 30 mil, mas esse problema é encarado pelos atuais diretores como uma situação contornável e que não ameaça o patrimônio. O clube, que já teve períodos áureos e muito movimentados, mergulhou em uma fase de muitos desafios e percalços com a pandemia do novo coronavírus. Sem possibilidade de ter público no Estádio Arthur Marinho, o futebol foi paralisado em 2020 e houve o rebaixamento. Se o time voltar ano que vem, vai ter que encarar uma escalada grande para voltar à elite do futebol sul-mato-grossense. Atualmente há 170 sócios ativos que ajudam a manter viva a esperança de novamente reerguer a equipe e sua atividade social. Cada sócio mensal paga R$ 100, enquanto quem é sócio remido tem apenas uma taxa anual de cerca de R$ 200 para arcar. Além disso, como não há mais movimentação nas piscinas e a circulação de pessoas reduziu drasticamente, o Corumbaense mantém só um funcionário registrado para tomar conta de tudo. Segue em funcionamento também a escola de futebol de salão, que atende crianças e jovens em diferentes horários durante a semana. Outro evento rotineiro é o futebol entre sócios que ocorre sempre na quarta e no sábado. “Em 2020 o time saiu da competição porque os patrocinadores saíram e a gente não ia ter mais o público, que representa de 15% a 20% da nossa receita. A torcida representa muito no futebol. Mas o clube segue funcionando e estamos trabalhando para organizar e voltar quando for possível. Não estamos parados”, defende o vice-presidente João Luis Ribeiro, 43 anos, o Kiko.
A maior dedicação de diretores do Corumbaense atualmente é de tentar organizar o que acontece extra campo. Com uma dívida total estimada em R$ 600 mil, o clube tenta organizar-se para zerar esse valor.
Parte dessa quantia refere-se a atrasados com jogadores de futebol, enquanto uma outra fatia está ligada à falta de pagamento de IPTU sobre duas quadras que estão em nome do clube e ficam no bairro Cristo Redentor.
“Tivemos uma dívida grande que foi quitada. O valor com o Júnior Tevez (jogou em 2013) era a maior dívida que tínhamos na época. Na justiça o valor foi de R$ 130 mil, mas como não foi pago ele chegou a R$ 400 mil. Depois que o clube garantiu vaga na Copa do Brasil, conseguimos um bom recurso e eliminamos essa dívida que mais preocupava. Agora estamos negociando caso a caso. São valores como R$ 10 mil, R$ 15 mil, R$ 20 mil, a maior quantia é de R$ 70 mil e já negociamos”, detalhou Kiko, ao mencionar a participação do Corumbaense na Copa do Brasil. O time garantiu, na época, R$ 500 mil da CBF, dinheiro que serviu para quitar a dívida com Júnior Tevez. O clube, no período entre 2013 e 2014, enfrentou problemas com relação à sua administração. Houve renúncia do então presidente Antônio dos Santos Ricco e a agremiação passou por um período de instabilidade administrativa. Esse período conturbado passou a ter calmaria somente em 2015 e a diretoria eleita em 2016 segue a frente do Carijó da Avenida desde então, com algumas alterações em sua composição.
Sobre as sucessivas penhoras da sede com dívidas ligadas ao futebol, Kiko comenta que já tentou na Justiça do Trabalho incluir terrenos que o Corumbaense tem no bairro Cristo Redentor, porém essas garantias nunca foram aceitas. Essas áreas foram invadidas e atualmente há moradores que edificaram casas. “Não é preocupação o risco de perda da sede. Hoje o Corumbaense tem terreno que poderia quitar as dívidas
com jogadores, mas a Justiça não aceita essas áreas. Prefere colocar a sede. Hoje temos uma dívida total de cerca de R$ 600 mil, mas que é administrável e acreditamos que poderemos reduzi-la muito”, garante o vice-presidente, que divide seu tempo de zootecnista com a administração do clube e audiências na justiça.
Kiko adiantou que atualmente há um trabalho jurídico sendo feito para haver acordo na Prefeitura de Corumbá com relação aos tributos não pagos do IPTU sobre as áreas invadidas. As tratativas legais estão sendo feitas para garantir que os invasores dos terrenos possam ter o direito legal sobre esses locais e, com isso, assumam os valores de tributos que estão sendo cobrados do Corumbaense, porque as matrículas ainda estão registradas em nome do clube.
Como a agremiação está em lugar privilegiado em Corumbá, toda sua estrutura física ainda desperta interesse imobiliário e de negócio para diferentes setores. Com essa perspectiva, a diretoria ainda conduz tratativas para tentar garantir nova entrada de recursos. Os detalhes dessas negociações ainda estão engatinhando, mas enchem de ânimo os administradores do clube.
A diretoria que está ativamente no dia a dia do Carijó é pequena atualmente. O presidente é Luiz Bosco Delgado, que tem Kiko como vice. Ainda seguem apoiando administrativamente o clube Salim Ribeiro, que já atuou como diretor-executivo, o vereador Nelson Dib e Renê Rodrigues. Por estatuto, a diretoria do Corumbaense é formada por 18 pessoas nos cargos de presidente, vice-presidente, 1º, 2º e 3º secretários; 1º e 2º tesoureiro; diretor social, diretor de esportes, diretor de patrimônio, diretores jurídicos, departamento médico, departamento de comunicação e conselho fiscal.
O Corumbaense é dono de dois títulos estaduais da primeira divisão (1984 e 2017) e um na Série B (2006). Também coleciona a participação na Copa do Brasil em 2018, quando encarou o ASA e venceu em casa por 1 a 0 na primeira fase e recebeu um dos maiores prêmios financeiros de sua história. Na segunda fase, enfrentou o Vitória-BA e perdeu, fora de casa, por 3 a 0.
No ranking nacional dos clubes da CBF de 2021, o Carijó da Avenida ocupa a 112ª posição, com 492 pontos, e na frente de rivais como o Águia Negra (129º), Operário-MT (134º) e Operário-MS (153º).
Com R$ 600 mil em dívidas, como o Corumbaense
Com R$ 600 mil em dívidas, como o Corumbaense
Com R$ 600 mil em dívidas, como o Corumbaense
Com R$ 600 mil em dívidas, como o Corumbaense
Com R$ 600 mil em dívidas, como o Corumbaense
está pr
está pr
está pr
está pr
está projetando seu futur
ojetando seu futur
ojetando seu futur
ojetando seu futuro para manter a sede
ojetando seu futur
o para manter a sede
o para manter a sede
o para manter a sede
o para manter a sede
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CANTINHO DO BETÃO
2021 (NOVA FASE) Nº 017
Roberto Maciel(Betão)
(Membro da União Brasileira de Escritores) Obs. Qualquer sugestão, crítica ou
elogios meu e-mail agora é: [email protected] / Facebook: Roberto Maciel.
“O gostoso de ser articulista de um jornal é
ter a oportunidade de mostrar aos leitores seus
dotes com a caneta. Procurando sempre variar o assunto, dependendo do estado de espírito e da inspiração”.
MARCAS DO QUE SE FOI – 6
FECHA ROSCA
As portas do tempo podem até se fecharem para o passado, mas, nossa memória guarda esse tempo por toda a nossa vida. Recordar não é viver no passado e, sim, se lembrar dele e eu me recordo do quintal de VOVOI, minha mãe querida, onde vivi minha infância, adolescência e grande parte da minha vida adulta, até me mudar para a Capital. Hoje eu vou relembrar os velhos tempos do “FECHA ROSCA”.
Início da década de 90, em que mudei para a casa de Vovoí e, como o poder aquisitivo era razoável, com a ajuda de um aluno meu e grande amigo (hoje finado), HONORINO VENTURA DA SILVA, iniciamos a construção de uma área de lazer na primeira porção do quintal, aproveitando tudo o que era entulho que sobrou da reforma da casa e telhas com defeito doadas pelo meu amigo DJALMA GUERREIRO, gerente da filial da MATECON em Corumbá. O “puxadinho” foi batizado por FECHA ROSCA pelo amigo HONORINO e, aos poucos, à medida que a grana desse, foi sendo
ampliado, ganhando palquinho para apresentações musicais, churrasqueira e até piscina. A churrasqueira foi inaugurada, mesmo antes do concreto estar seco e, enquanto a gordura das linguiças caía pela laje úmida, eu, Honorino e Chico Bastos, curtíamos músicas habilmente violadas pelo Chico. A piscina, doada por minha mana CORINTHA, teve que entrar pelo quintal do vizinho, sendo muito usada nas festas de final de ano, quando a galera da Capital vinha para passar o ANO NOVO. A “lava-bunda”, como a chamávamos, era enchida por balões e, no soar da meia-noite, a criançada pulava dentro e, com as mãos, estouravam os balões ao invés de fogos de artifício. Meu cunhado SERGIO, que sempre vinha nos visitar, era o que mais aproveitava a aquosa e todas as tardes, antes de usá-la, passava o rodinho, prá mode tirar a sujeirinha do fundo e se refestelava na água límpida, espantando o calor corumbaense. No final, ia retirar o cloro do corpo tomando banho pelado no chuveirinho.
O palquinho viveu vários Saraus, acompanhados pelo MESTRE SANTANA, o Mago dos instrumentos musicais (se você jogasse uma colher no chão, ele já pegava o tom no violão. Ele se posicionava no palquinho e os convivas, com meus cadernos de música, iam, um a um, cantar a melodia de sua preferência. Aniversários vários foram comemorados e bebemorados, no FECHA ROSCA, INCLUSIVE o cumpleanhos, do saudoso AROLDO TAVARES. Foram aniversários meus, da Consorte, festas de carnaval e finais de anos, churrascadas com direito até a bailões. O FECHA ROSCA não tinha tempo quente para uma comemoração. Era só levar carne e cerveja e o pau quebrava. Foi lá que se deu a despedida da BANDA SACRIFÍCIO.
Se eu fosse contar em detalhes todos os acontecimentos ocorridos no saudoso FECHA ROSCA... A casa foi vendida e, hoje, não sei o que restou do saudoso FECHA
ROSCA. Algumas das fotos que publico são as mais importantes, porém, ao rever meus álbuns com as demais, a saudade bate mais forte no peito ao saber de que tudo o que foi lá vivido, hoje são só MARCAS DO QUE SE FOI.
Fausto Matto Grosso*
GOLPISMO E
AUTOGOLPE
*Engenheiro e
professor da UFMS
Se há uma permanência na história brasileira é a do golpismo. Nossa história republicana sempre foi marcada por rupturas institucionais. A Proclamação da República Brasileira, também referida na história como Golpe Republicano, foi liderada em 1989 pelo Marechal Deodoro e um grupo de militares do exército brasileiro que destituiu o então chefe de Estado, imperador D. Pedro II.
Em 1891 Deodoro enfrentou a oposição, fechando o Congresso e governando com o estado de sítio. Foi um primeiro autogolpe da República que nascia. Obrigado a renunciar, assumiu o vice Floriano Peixoto que deveria convocar as eleições, o que não o fez aferrando-se ao poder, governou como ditador. Foi outro autogolpe.
Em 1937 Getúlio Vargas realizou um autogolpe dos mais bem sucedidos na história brasileira, impondo o Estado Novo, e governando com poderes ditatoriais por oito anos, até 1945. Em agosto de 1961, quando Jânio Quadros renunciou pretendia voltar nos braços do povo, como acontecera com o general Charles de Gaulle na França. O autogolpe desta vez falhou.
Assim chegamos ao golpe civil-militar de 1964, onde foi destituído o presidente João Goulart, assumindo Castelo Branco que deveria convocar eleições em 1965, mas que ampliou seu mandato até 1967. Daí, se iniciou uma sequência de autogolpes dentro do próprio regime militar. Costa e Silva, já em 1968 decreta o AI-5, fechando o Congresso e implantando um dos períodos mais repressivos da ditadura.
Com a morte de Costa e Silva, deveria assumir seu vice-presidente, o civil Pedro Aleixo, mas, num novo golpe, assumiu uma Junta Militar que preparou a transição para o general Garrastazu Médici. Em um embate entre a linha dura e a moderada das forças armadas, acabou assumindo o general Geisel que fechou o Congresso. Na sequência tivemos o general Figueiredo, que entregou o país, melancolicamente falido para o primeiro governo Civil, o de José Sarney após a morte de Tancredo Neves eleito pelo Congresso Nacional. Com a primeira eleição democrática já sob a Constituição de 1988, assume o primeiro civil eleito, Fernando Collor de Mello, logo cassado por corrupção.
Tivemos a partir daí com Itamar Franco, Fernando Henrique e Lula um período de razoável estabilidade, até o segundo mandato da presidente Dilma
Rousseff, cassada pelo Congresso Nacional. O país então se dividiu gravemente, mobilizado pela narrativa do PT de que impeachment era golpe. Esse tipo de narrativa pode futuramente acabar sendo usado pelos seguidores de Bolsonaro seus antípodas.
As palavras são perigosas, pois sempre tem um contexto e visam construir narrativas. Buscando significados, golpe de estado consiste numa derrubada ilegal, de um Estado ou de uma ordem constitucional legítima. Já um autogolpe é uma forma de golpe que ocorre quando o líder de um país, que chegou ao poder através de meios legais, dissolve ou torna impotente o Congresso Nacional, anulando a Constituição e suspendendo tribunais civis. Com essa compreensão entendo que contra Dilma não houve um golpe, mas uma destituição dentro de todos os parâmetros constitucionais. Em 2018 surge em cena o capitão Bolsonaro, vindo de uma longa tradição parlamentar de defesa do golpe militar e até de elogios a torturadores como o general Brilhante Ulstra. Tosco, o tenente terrorista que pretendeu lançar bombas acabou sendo excluído do Exército, como capitão, não tendo feito nem o Curso de Estado Maior.
Bolsonaro, entretanto, teve inegável sucesso na organização de um movimento reacionário, de massas, de extrema direita, que mobiliza até agora cegas paixões. Já na campanha, seu filho Eduardo Bolsonaro, assinalava confrontos institucionais dizendo que para fechar o Supremo bastava mandar um soldado e um cabo, que não precisava nem um jipe.
Já no governo, não tem um mês em que o Capitão Bolsonaro, com seu governo militarizado, não comete uma provocação ao Congresso e ao Supremo e toma medidas que favorecem a hipótese de um autogolpe, como o controle das polícias militares, com o afrouxamento do controle de armas e o incentivo de suas milícias para que cometam atos de desatinos contra as instituições democráticas.
Bolsonaro se encontra hoje sobre forte pressão da CPI do Covid, que pode leva-lo ao impeachment. Está sem saída. Segundo o general chinês Sun Tsu um adversário sem saída, lutará ainda mais desesperadamente. Portanto é hora do cuidado extremo com a democracia. Uma eventual tentativa de golpe, não está afastada da nossa tradição política.
3ª SEMANA - CENTRO PARTE BAIXA –
BORROWISK, BEIRA RIO E CERVEJARIA.
-ALAMEDA DO TAMENGO -ALAMEDA RIO DE JANEIRO -LADEIRA 21 DE SETEMBRO -LADEIRA MANOEL CAVASSA -LADEIRA CÁCERES
-LADEIRA CUNHA E CRUZ -LADEIRA DO CONTORNO -LADEIRA DONA EMILIA -LUIS FEITOSA RODRIGUES
-RUA FIRMO DE MATOS ENTRE TRAVESSA ACAMPAMENTO E RUA AMÉRICA. -RUA MAJOR GAMA ENTRE TRAVESSA ACAMPAMENTO E RUA AMÉRICA. -RUA SETE DE SETEMBRO ENTRE ALAMEDA ARTHUR
MANGABEIRA E AMÉRICA.
-RUA QUINZE DE NOVEMBRO ENTRE AVENIDA GENERAL RONDON E RUA AMÉRICA.
-RUA FREI MARIANO ENTRE AVENIDA GENERAL RONDON E RUA AMÉRICA. -RUA ANTONIO MARIA COELHO ENTRE AVENIDA GENERAL RONDON E AMÉRICA.
-RUA ANTONIO JOÃO ENTRE AVENIDA GENERAL RONDON E RUA AMÉRICA. -RUA TIRADENTES ENTRE AVENIDA GENERAL RONDON E RUA AMÉRICA. -RUA LADÁRIO ENTRE AVENIDA GENERAL RONDON E RUA AMÉRICA -RUA TENENTE MELQUÍADES DE JESUS ENTRE RUA DELAMARE E RUA AMÉRICA.
-ALAMEDA VULCANO ENTRE RUA TREZE DE JUNHO E AVENIDA RIO BRANCO. -RUA GERALDINO M. DE BARROS ENTRE RUA TREZE DE JUNHO E AVENIDA RIO BRANCO.
-RUA CACÉRES ENTRE RUA VINTE DE SETEMBRO E AVENIDA RIO BRANCO. -RUA BARÃO DO MELGAÇO ENTRE RUA MATO GROSSO E AVENIDA RIO BRANCO.
-ALAMEDA SÃO BENTO ENTRE RUA MATO GROSSO E AVENIDA RIO BRANCO. -ALAMEDA LENON ENTRE RUA MATO GROSSO E AVENIDA RIO BRANCO.
(LESTE OESTE) 3ª SEMANA , CENTRO PARTE BAIXA
-RUA DOMINGOS SAHIB -TRAVESSA ACAMPAMENTO -RUA MANOEL CAVASSA
-ALAMEDA ARTHUR MANGABEIRA -LADEIRA JOSÉ BONIFÁCIO -RUA MANOEL CAVASSA -ALAMEDA PORTUGAL
-AVENIDA GENERAL RONDON ENTRE RUA LUIS FEITOSA RODRIGUES E RUA TENENTE MELQUIADES DE JESUS.
-RUA DELAMARE ENTRE RUA 21 DE SETEMBRO E RUA TENENTE MELQUÍADES DE JESUS.
-RUA TREZE DE JUNHO ENTRE RUA LUIS FEITOSA RODRIGUES E RUA TENENTE MELQUÍADES DE JESUS.
-RUA DOM AQUINO ENTRE RUA LUIS FEITOSA RODRIGUES E RUA GERALDINO M. DE BARROS.
-RUA CUIABÁ ENTRE RUA LUIS FEITOSA RODRIGUES E RUA GERALDINO M. DE BARROS.
-RUA AMÉRICA ENTRE RUA EDU ROCHA E RUA GERALDINO M. DE BARROS. -RUA VINTE UM DE SETEMBRO ENTRE RUA GERALDINO M. DE BARROS E RUA CÁCERES.
-RUA MATO GROSSO ENTRE RUA CÁCERES E RUA ALBUQUERQUE. -AVENIDA RIO BRANCO ENTRE RUA GERALDINO M. DE BARROS E RUA ALBUQUERQUE.
3 ª S e m a n a MAIO 17 a 22
"Atenção Moradores para a Coleta de
Galhos Setorizada esta semana nas ruas!"
Corumbá/MS, 09 a 15/05/2021
Pág.12
CORREIODECORUMBA.COM.BR
Parabéns Rita, Soledad
e Guilherme (Mito)
PRATIQUE A PALAVRA DE DEUS
T
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Tem misericór
em misericór
em misericór dia de mim,
em misericór
em misericór
dia de mim,
dia de mim,
dia de mim,
dia de mim, ó Senhor
ó Senhor
ó Senhor
ó Senhor
ó Senhor,,,,,
pois estou angustiado; consumidos de
pois estou angustiado; consumidos de
pois estou angustiado; consumidos de
pois estou angustiado; consumidos de
pois estou angustiado; consumidos de
tristeza estão os meus olhos, a minha
tristeza estão os meus olhos, a minha
tristeza estão os meus olhos, a minha
tristeza estão os meus olhos, a minha
tristeza estão os meus olhos, a minha
alma e o meu cor
alma e o meu cor
alma e o meu cor
alma e o meu cor
alma e o meu cor po
po
po
po
po...
(Salmo 31:9)
Nesta segunda-feira, dia 10 de
maio de 2021, a empresária de turismo e professora aposentada, Rita Maria Couto de Barros, estará
comemorando mais um ano de feliz existência, para alegria de todos os entes queridos. Rita e seu esposo
José Gonçalo de Barros, oficial da
reserva do Exército brasileiro, são proprietários do renomado
Pesqueiro Maracangalha, situado
às margens do Rio Paraguai e
beneméritos da Cidade Dom Bosco,
devido aos relevantes serviços prestados a maior entidade assistencial e educacional de nossa região, fundada pelo inesquecível
Padre Ernesto Sassida. São os pais
de Cláudia Couto de Barros(mamãe
do Erick) e de Luiz André Couto de Barros Neto (Dedé), empresário
proprietário do Esquema bar,
lanchonete e isqueria situado no
Porto Geral de Corumbá, no final da Ladeira Cunha e Cruz, casado em segundas núpcias com Nelma
Motti, do antigo Supermercado
Frutal. Nos momentos de descontração, o Zé Gonçalo é músico, mestre da Timba. No dia 24
de abril de 2020, Rita Maria e José Gonçalo comemoraram suas Bodas de Ouro.
Na terça-feira, dia 11 de maio de
2021, Soledad do Couto Cerezo, esposa de Guilherme Vaz do Couto (Mito), estará festejando em família,
mais um ano de vida. São os pais da inteligente, aplicada aluna e bonita
Marina do Couto Cerezo, de 11 anos, defensora e preservadora da natureza, sempre plantando
árvores nas calçadas para gerar sombras, e ainda é protetora dos animais.
Já no sábado, 15 de maio de 2021,
Guilherme Vaz do Couto(Mito), estará completando 61 anos de feliz
existência, agora curtindo merecida
aposentadoria, após décadas de
relevantes serviços prestados como funcionário de carreira da Petrobras, na qual desempenhou elevados cargos por competência e dedicação. E com o fruto do seu trabalho realizou o sonho da casa própria, um aconchegante sobrado no centro de Corumbá MS, em terreno de 72 metros de fundos, dotado de piscina e churrasqueira em área de lazer, para recepcionar parentes e membros do seu imenso círculo de amizades, inclusive nas conquistas de títulos por parte de seu clube de coração, o
Mengão do RJ.
Guilherme é pantaneiro mesmo, sendo descendente de pioneiros do Pantanal da Nhecolândia, filho do
saudoso casal Letty Vaz do Couto-José Sebastião do Couto(Zico), que
foi um dos proprietários da Fazenda Espírito Santo e da Fazenda Capão Verde, assim como também Veimar
Vaz do Couto, Rita e Rosália.
Guilherme é avô do vivaz Miguel, que caminha para os seus dois aninhos e reside no Rio de Janeiro com seu pai Rubens, oficial da Aeronáutica e sua amada mamãe
Dra. Sandra, cirurgiã-dentista.
Guilherme Vaz do Couto Filho, formado em Psicologia, também é do
seu primeiro casamento e mora na Cidade Maravilhosa.
Mito é formado em Ciências
Econômicas pela renomada Faculdade Cândido Mendes do Rio de Janeiro e, nunca é demais afirmar,
que se trata de um ser humano de
muita simplicidade, caráter ilibado, humildade, criatividade, inteligência e honestidade, que conquista a todos igualmente pelo seu coração generoso, muito prestativo e solidário, a quem agradeço pelo
valioso apoio nos últimos anos. Guilherme, o Mito, um estrategista
de larga visão, coordenou a
grandiosa obra de construção do
Gasoduto Bolívia – Brasil, na criação e estruturação da TBG, responsável pela operação do GASBOL (Corumbá – Porto Alegre), que gera mensalmente nas últimas décadas, milhões de reais em impostos para a Prefeitura Municipal de Corumbá, ao Governo do Estado e ao Governo Federal.
Aos três aniversariantes, minhas primas Rita Maria Couto de Barros
e Soledad do Couto Cerezo e primo Guilherme Vaz do Couto, minhas
sinceras felicitações pelos seus aniversários, com os sinceros votos de muita saúde, paz, amor, vitórias, harmonia e sabedoria sempre.
Adolfo Rondon – Jornalista e Radialista
Sugerida construção de
plataforma na prainha para
atender pequenas embarcações
Para melhorar as condições de embarque e desembarque de embarcações de pequeno porte, o vereador Yussef Salla está reivindicando à Prefeitura, a execução de um projeto visando a construção de uma plataforma na região da prainha do Porto Geral.
O pedido foi ao prefeito Marcelo Iunes; ao secretário de Infraestrutura e Serviços Públicos, Luiz Fernando Moreira, bem como à Fundação de Turismo do Pantanal. Yussef disse que a plataforma vai permitir maior segurança às pessoas que utilizam aquele espaço para embarque e desembarque não só para pescarias no Paraguai, mas também pequenos barcos destinados a passeios pelo Pantanal, atendendo turistas.
“É importante para que possamos disponibilizar estrutura adequada para os proprietários de pequenas embarcações, que terão um local adequado para embarcar e desembarcar não só pescadores amadoras, mas também os turistas que visitam nossa cidade, e querem conhecer as belezas do nosso Pantanal”, explicou.
PAVIMENTAÇÃO
Também à pasta de Infraestrutura, o vereador está solicitando a pavimentação por meio de lajotas sextavadas da Alameda Santo Antônio, entre as ruas Minas Gerais e a Paraná, no Bairro Popular Nova.
“É um pedido dos moradores que estão enfrentando problemas para trafegar na alameda em dias de chuva, devido ao lamaçal que se forma. Além disso, alegam que a pavimentação vai acabar também com a poeira que tem causado problemas respiratórios, principalmente em crianças e idosos”, justificou.
COMBATE AO CONTRABANDO
Ainda durante sessão da Câmara, Yussef Salla requereu fiscalização em torno dos veículos com placas estrangeiras, e que estejam usando insulfilme em descumprimento aos padrões estabelecidos pela legislação brasileira, como forma de combater o contrabando e a entrada de produtos ilícitos no Brasil.
A solicitação foi feita ao comando da Polícia Rodoviária Federal (PRF), com cópia ao comandante do 6º Batalhão Polícia Militar, tenente-coronel Élcio Almeida, e ao diretor da Agência Municipal de Trânsito e Transporte (Agetrat), Paulo André de Araújo Junior.