CADERNOS IVA
2020
Coordenação: Sérgio Vasques
CADERNOS IVA
2020
Adilson Sequeira • Afonso Arnaldo • Álvaro Silveira de Meneses • António Pedro Braga • Artur Torres Pereira • Bruno Vicente • Carlos Baptista Lobo • Conceição Gamito • Cristiana Santos • Daniel S. de Bobos-Radu • Diogo Feio • Diogo Ortigão Ramos
• Isaque Ramos • Joana Maldonado Reis • Joana Branco Pires • José Pedro Barros • Luís Aires • Maria João Ferreira • Mariana
Morais Teixeira • Marta Machado de Almeida • Pedro Costa Monteiro • Pedro Marinho Falcão • Raquel Montes Fernandes
• Rita Coimbra de Oliveira • Rita Simão Luís • Rui Zeferino • Sérgio Vasques • Sofia Ricardo Borges • Soraia João Silva
CADERNOS IVA 2020 Coordenação: Sérgio Vasques editor
EDIÇÕES ALMEDINA, S.A. Rua Fernandes Tomás, n.ºs 76, 78 e 79 3000-167 Coimbra Tel.: 239 851 904 · Fax: 239 851 901 www.almedina.net · [email protected] design de capa FBA. pré-impressão João Jegundo impressão e acabamento Março, 2021 depósito legal
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Nota Prévia
O ano de 2020 não foi seguramente um ano como os outros e seria difí-cil que isso não tivesse impacto no trabalho promovido pelas nossas univer-sidades. A organização de iniciativas como o Congresso IVA, mantido pela Universidade Católica desde 2013, tornou-se impossível de um momento para o outro. A preparação de publicações colectivas como os Cadernos IVA, envolvendo mais de uma vintena de autores, cada qual a braços com novas rotinas, tornou-se muito mais espinhosa também. Depois de suces-sivos adiamentos à espera de uma “aberta”, tornou-se por fim claro que neste contexto as coisas teriam que ser feitas em calendário e em formato diferentes.
Os Cadernos e o Congresso surgem por isso mais tarde este ano, arras-tados já para 2021. Não por falta de tema, seguramente, como mostram os textos aqui recolhidos, desde os desafios trazidos pelo Brexit às inquie-tações das moedas virtuais, passando pelas novidades que a jurisprudência nacional e europeia sempre nos vai trazendo.
Com alguma sorte, estaremos de volta ao nosso habitual no próximo ano.
Sérgio VaSqueS
Professor da Universidade Católica Portuguesa [email protected]
APRESENTAÇÃO DOS AUTORES
Adilson Sequeira. Mestrando e Pós-Graduado em Direito Fiscal pela
Faculdade de Direito e Licenciado em Contabilidade e Auditoria pela Fa-culdade de Economia, ambas da Universidade Agostinho Neto de Angola e finalista do Curso de Licenciatura Direito pela Universidade Lusíadas de Angola. Foi o Coordenador do Grupo Técnico para a Implementação do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) em Angola. Foi técnico Sénior de contabilidade que exerceu a profissão liberal de contabilista independente e consultor fiscal. É Perito Contabilista inscrito na Ordem dos Contabilistas e Peritos Contabilistas de Angola (OCPCA) e autor de trabalhos na área fiscal. Actualmente é Docente Universitário nas disciplinas de Direito Fiscal nos Cursos de Extensão Universitária em Direito Tributário e Assessoria Jurídica Empresarial da Faculdade de Direito da Universidade Agostinho Neto.
Afonso Arnaldo. Sócio responsável da divisão de impostos indirectos da
Deloitte & Associados, SROC, S.A. Licenciado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa. É autor de diversos artigos na área dos impostos indirectos (sete nos Cadernos IVA, incluindo a pre-sente edição). Lecciona em vários programas de formação e pós-graduações nacionais e internacionais na área fiscal. Exerceu as funções de membro da Comissão para a Reforma da Fiscalidade Verde em 2014.
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Álvaro Silveira de Meneses. LL.M Advogado na TELLES, licenciado em
Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (FDUL). Adv. LL.M em International Business Law (2017) pela Católica Global School of Law. Pós-graduado em Corporate Finance (2016) e Corporate Gover-nance (2017) pelo Centro de Investigação de Direito Privado da FDUL. Frequentou a VAT Summer School (2018), leccionada pelo Professor Ben Terra, entre outros cursos de especialização. Dedica-se predominantemente a temas de tributação internacional, do rendimento de pessoas colectivas e IVA, assessorando clientes privados, empresas nacionais e multinacionais nos seus investimentos em diversas jurisdições. Orador convidado no Mes-trado em Fiscalidade do ISCAL (2018) com um tema sobre a interacção de FinTech e IVA, entre outras participações como orador em seminários sobre a implementação do IVA em Angola (Miranda Alliance, Luanda) ou aspectos relevantes na tributação de HNWIs em Portugal (Paradigma, Mi-lão). Autor de diversos artigos nas áreas do direito fiscal e direito societário.
António Pedro Braga. Sócio da Morais Leitão desde 2014, e
coordena-dor de uma das equipas de direito fiscal. Licenciado em Direito pela Uni-versidade Católica Portuguesa – Faculdade de Direito do Porto (1997). Pós--Graduação em Finanças para Não Financeiros pela Porto Business School (2004). Curso Corporate Financing pelo IBFD (2006). Curso Normas In-ternacionais de Contabilidade pela Escola de Gestão Empresarial – Porto (2008). Curso Mergers and Acquisitions pelo IBFD (2009) Mestre em Fis-calidade pelo Institute of Advanced Legal Studies – University of London (2011), no âmbito do qual obteve o Prémio Bloomberg BNA para a melhor dissertação. Lex Mundi Business Management Program, Cambridge Jud-ge Business School (2019). Iniciou a sua actividade profissional como Tax Manager na Arthur Andersen, tendo desempenhado ainda funções como Advogado Associado nos departamentos de fiscal da Cuatrecasas e da Gar-rigues, antes do seu ingresso na Morais Leitão (2008). Integra a lista de árbitros do CAAD e é autor de diversos artigos em matéria tributária.
Artur Torres Pereira. Manager na Deloitte & Associados, SROC, S.A.
Mestre em Gestão pela NOVA School of Business and Economics, iniciou o seu percurso profissional na divisão de impostos indirectos da Deloitte em
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2012, tendo sido co-autor do artigo “Registo para Efeitos de IVA e Sujeitos Passivos Não Estabelecidos no Território Nacional”, publicado na edição de 2015 dos Cadernos IVA. Entre 2015 e 2019, passou pelas equipas de IVA da Siemens e da Grünenthal Financial Services. Regressou à divisão de impostos indirectos da Deloitte em Outubro de 2019.
Bruno Vicente. Licenciado em Direito pela Universidade Moderna –
Pólo de Setúbal (2005). Frequência de estágio profissional na sociedade de Advogados Mendonça Costa, Cecília Claudino e Joana Ferreira, SP, RL. Estágio profissional na área funcional de Direito da Delegação de Setúbal da Inspecção Geral do Trabalho (2006/2007). Ingresso nos quadros perma-nentes da Autoridade para as Condições do Trabalho (2011) – exercício das funções de instrutor de processos de contra-ordenação laboral. Ingresso nos quadros inspectivos da Autoridade Tributária e Aduaneira (2011) – exercí-cio de funções na Divisão de Inspecção Tributária I da Direção de Finanças de Setúbal (2012/2013), – exercício de funções na Equipa de Investigação Criminal da Direção de Finanças de Setúbal (2014 a 2017), – exercício de funções na Divisão de Concepção do IVA da Direção e Serviços do IVA (2017/2018) e exercício de funções na Divisão de Administração do IVA da Direção e Serviços do IVA (2019/2020).
Carlos Baptista Lobo. Professor da Faculdade de Direito da
Universida-de Universida-de Lisboa e Doutor em Direito pela mesma universidaUniversida-de com o tema Universida-de dissertação “Sectores em Rede: Regulação para a Concorrência”. Exerceu as funções de Adjunto do Ministro das Finanças, Professor Doutor António de Sousa Franco. Pertenceu ao Comité Consultivo Bancário da União Eu-ropeia, de 1995 até 2001, bem como à Rede de Altas Personalidade para a Introdução do Euro da Comissão Europeia, de 1997 até 2002. Coordenou o Grupo para a Introdução do Euro na Administração Pública Financei-ra, de 1996 até 2002. Participou na elaboração de legislação comunitária como perito nacional, em matéria fiscal, bancária, valores mobiliários e de concorrência e coordenou diversas comissões e grupos de trabalho, entre os quais o Grupo de Política Fiscal Internacional do Ministério das Finanças, entre 1996 e 2001, bem como o Grupo de Trabalho de Reforma do Regi-me dos EmoluRegi-mentos Notariais e Registais, em 2003. Participou em vários
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projectos de legislação comunitária como especialista nacional em assuntos fiscais, bancários, investimentos e concorrência, tendo também coordena-do várias comissões e grupos de trabalho. Dirigiu a equipa portuguesa da negociação dos Acordos para Evitar a Dupla Tributação e a Evasão Fiscais Internacionais. Em Julho de 2001, foi sócio fundador da sociedade de ad-vogados Sousa Franco, Paz Ferreira & Associados. Foi Secretário de Estado para os Assuntos Fiscais no XXVII Governo Constitucional, entre 2008 e 2009. Entre 2009 e 2012 foi Vice-Reitor da Universidade de Lisboa e Pró--Reitor de 2012 a 2015. Desde 2011, exerceu as funções de Head of Tax da EY Portugal, tendo cumulado as funções de líder das áreas de Government & Public Sector (Tax) e Tax Policy and Controversy da região do Medi-terrâneo da EY, onde exerce actualmente as funções de Strategic Advisor. É autor de vários artigos e monografias, de entre os quais, mais recentemente, a duologia “Finanças e Fiscalidade do Ambiente e da Energia” e “Finanças e Fiscalidade do Ordenamento do Território e do Urbanismo”. É Founding Partner da Lobo, Vasques & Associados, Sociedade de Advogados.
Conceição Gamito. Senior Advisor, lidera a equipa de tributação
indirec-ta integrada na Área Fiscal da Vieira de Almeida & Associados – Sociedade de Advogados, SP RL. Integra a lista de árbitros em matéria tributária do CAAD – Centro de Arbitragem Administrativa. Representa a VdA no VAT Expert Group (Comissão Europeia). Partner do VAT Forum, no âmbito do qual anualmente lecciona na International School on Indirect Taxation, é oradora na Annual VAT Summit e participa em vários grupos de tra-balho. Expert trainer na International VAT Expert Academy. Membro da Global Legal Customs Association. Correspondente para Portugal da pu-blicação on-line VAT in Europe, do IBFD – International Bureau of Fiscal Documentation e co-autora do capítulo desta publicação sobre Portugal. Co-autora dos seguintes trabalhos com relevância na área da tributação indirecta: “Facturação Electrónica: Instrumento da Sociedade da Infor-mação”, Relatório apresentado pelo Grupo de Trabalho constituído pela APDSI – Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação (2008), “Novo Regulamento de execução que estabelece medi-das de aplicação da Directiva IVA” (Fiscalidade 47, Julho-Setembro 2011), “A incidência do IVA sobre o trespasse de estabelecimento” (Cadernos IVA
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2013), “European VAT Handbook”, Capítulo sobre Portugal (The VAT Consultancy Firm, 2013, 2014 e 2017) e “2015: Localização dos Serviços de Telecomunicações, dos Serviços de Radiodifusão e Televisão e dos Ser-viços Eletrónicos” (Cadernos IVA 2014), “Bitcoins e IVA” (Cadernos IVA 2015), “Indemnizações por Não Cumprimento do Período de Fidelização” (Cadernos IVA 2016), “Digital Economy Taxation: the quest for a perfect solution” (International Taxation: New Challenges, Universidade do Mi-nho, Fevereiro de 2017), “IVA e Economia Digital” (Cadernos IVA 2017) e “The Financial Technology Law Review”, Capítulo sobre Portugal (2018), “IVA no imobiliário: a dedução do IVA suportado na construção e a posi-ção da Autoridade Tributária e Aduaneira” (Cadernos IVA 2018), “IVA & Direitos Fundamentais” (Cadernos IVA 2019)
Cristiana Santos. Advogada no escritório de Lisboa da Sociedade de
Ad-vogados britânica Linklaters LLP desde 2016, exercendo a sua actividade na área de prática dedicada ao Direito Fiscal. Licenciada em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra (2015). Mestranda em Direito Fiscal na Faculdade de Direito da Escola de Lisboa da Universidade Católica Portuguesa, com a parte lectiva concluída. Pós-Graduada em Cor-porate Governance pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (2016) com trabalho de conclusão dedicado ao tema “A Responsabilidade Tributária Subsidiária dos Gerentes e Administradores na Ordem Jurídica Portuguesa”. Autora do artigo “Direito à Dedução das Sociedades Hol-ding: o Acórdão MVM” nos Cadernos do IVA 2017. Concluiu o Curso de Infracções Fiscais e Processo de Contra-ordenação Tributário no Instituto de Direito Económico Financeiro e Fiscal da Faculdade de Direito da Uni-versidade de Lisboa (2018). Membro do Legal Advisory Board da Aliança Portuguesa de Blockchain.
Daniel S. de Bobos-Radu. Assistente da Faculdade de Direito da
Univer-sidade de Lisboa, onde lecciona as cadeiras de Finanças Públicas, Direito da União Europeia, União Económica e Monetária e Direito Internacional Económico. Licenciado e Mestre pela mesma Faculdade com o tema de dissertação A Transmissão do Negócio e o IVA. Pós-graduado em Direito Fiscal pelo Instituto de Direito Económico, Financeiro e Fiscal. Participou
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nos Post-Academic Courses on EU VAT com os Professores Ben J. M. Ter-ra, Julie Kajus e Oskar Henkow em 2014 (Budapeste) e 2016 (Barcelona). Entre 2009 e 2014, colaborou com a sociedade de advogados Alves Pereira, Teixeira de Sousa & Associados, com enfoque na prática fiscal, societária e laboral. Foi Manager da área de Tax Policy and Controversy da EY. Desde 2016, tem vindo a participar em vários projectos de reforma fiscal na CPLP. Autor e co-autor de vários artigos em matéria de IVA, de entre os quais “Os conceitos autónomos de direito da União Europeia na interpretação das normas de isenção do IVA” (Estudos em Homenagem ao Professor Doutor Alberto Xavier, 2013), “The Implementation of VAT in Angola” (Inter-national VAT Monitor, 2018) e “O IVA nas Redes Contratuais: do Valor Acrescentado à Eficiência Acrescida?” (Cadernos IVA 2019). Membro do LxLTG – Lisbon Legal Theory Group. É Managing Associate da Lobo, Vas-ques & Associados, Sociedade de Advogados.
Diogo Feio. Professor Auxiliar na Faculdade de Direito da
Universida-de do Porto, doutorado na mesma FaculdaUniversida-de é investigador do Centro Universida-de Investigação Jurídico Económica. Lecciona em diversos programas de pós graduações nacionais e internacionais na área do Direito Fiscal. É tam-bém o responsável pelo núcleo de Direito Fiscal da Sérvulo & Associados e Árbitro do CAAD em matérias fiscais. Exerceu as funções de membro da Comissão de Reforma do IRS no ano de 2014. É autor de variados artigos e publicações em matérias de tributação em diferentes revistas científicas e orador em conferências sobre matérias fiscais.
Diogo Ortigão Ramos. Advogado especialista em Direito Fiscal. Sócio
responsável pela área de Direito Fiscal da Cuatrecasas, Gonçalves Pereira. Licenciado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Lusíada, em 1989. Pós-graduado em Fiscalidade, Instituto Superior de Gestão. Ini-ciou a sua prática profissional em 1989 e é especialista em Direito Fiscal, título atribuído pela Ordem dos Advogados. Tem centrado a sua actividade no Direito Fiscal Nacional, Comunitário e Internacional, nomeadamente em fusões e aquisições, buy-outs, reorganizações empresariais, operações financeiras, estruturação e transacção de investimentos imobiliários e es-truturação de patrimónios familiares. Tem também desenvolvido a sua
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tividade na área do contencioso tributário e aduaneiro. Membro da Asso-ciação Fiscal Portuguesa, da AssoAsso-ciação Portuguesa de Consultores Fiscais, da International Fiscal Association, da International Bar Association e da American Bar Association. Correspondente português do Foreign Lawyers Forum da American Bar Association e da EC Tax Review. National Repor-ter na 68.ª Reunião InRepor-ternacional da IFA, em Bombaim (2014).
Isaque Ramos. Sócio da área fiscal na PLMJ – Sociedade de Advogados,
RL e árbitro em matéria tributária no Centro de Arbitragem Administrativa (CAAD). Anteriormente, desempenhou funções de adjunto do Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais no XIX Governo Constitucional de Portugal e de especialista em matérias fiscais na Mckinsey Internacional. É autor de diversos artigos em matéria tributária em publicações nacionais e interna-cionais, colaborador do IDEFF – Instituto de Direito Económico Financeiro e Fiscal da Faculdade de Direito de Lisboa e orador em conferências relacio-nadas com temas fiscais.
Joana Maldonado Reis. Licenciada em Direito pela Faculdade de
Direi-to da Universidade Católica Portuguesa de Lisboa, obteve aprovação no MBA pela Faculdade de Economia da Universidade Católica Portuguesa do Porto. Pós graduada em Direito Fiscal pelo Instituto de Direito Económico, Financeiro e Fiscal da Faculdade de Direito de Lisboa e em Contabilidade Avançada e Fiscalidade pelo INDEG IUL – ISCTE Executive Education. Iniciou a sua atividade profissional como consultora fiscal na KPMG e pos-teriormente na Deloitte, onde permaneceu até 2012. Foi oradora em diver-sas conferências, de que se destaca o Congresso do IVA em 2014 (Regime do IVA de Caixa). Foi Associada Sénior na área de prática fiscal na PLMJ, sendo actualmente Advogada Principal na área de prática fiscal na ABREU, sociedade de advogados.
Joana Branco Pires. Tax Compliance Expert na empresa Grunenthal
Fi-nancial Services. Mestre em Direito Fiscal pela Universidade de Direito da Universidade Católica Portuguesa. É co-autora dos seguintes trabalhos com relevância na área da tributação indireta: “Bitcoins & IVA” (Cadernos IVA 2015), “Indemnizações por Não Cumprimento do Período de Fidelização”
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(Cadernos IVA 2016), “Digital Economy Taxation: The quest for a perfect solution”, Universidade do Minho – Faculdade de Direito (2017), “O IVA na Economia Digital” (Cadernos IVA 2017), “O IVA no imobiliário: de-dução do IVA suportado na construção” (Cadernos IVA 2018), “IVA & Direitos Fundamentais” (Cadernos IVA 2019).
José Pedro Barros. Licenciado em Direito pela Universidade Nova de
Lisboa e Mestre em Direito, especialização em Direito Fiscal pela Universi-dade de Direito de Lisboa, José Pedro Barros é associado da socieUniversi-dade de advogados CCA. Frequentou ainda o módulo de pós-graduação em merca-dos financeiros (Produtos e instrumentos financeiros) pelo IDEFF e o curso de Direito Fiscal Europeu – IVA na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Integrou anteriormente as sociedades de advogados Ana Bruno & Associados e pela Ricardo da Palma Borges & Associados. A sua acti-vidade profissional centra-se no Direito Fiscal, nas suas várias vertentes, com especial enfoque no contencioso tributário, e tributação indirecta e do património.
Luís Aires. Licenciado em Direito e Mestre em Direito Fiscal, pela
Uni-versidade Católica Portuguesa, Pós-graduado em Direito Fiscal das Empre-sas, pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Corresponden-te do IBFD (InCorresponden-ternational Bureau of Fiscal Documentation) da publicação ECJ VAT Case Notes. Desde 2015 que tem centrado o exercício da activida-de na área da consultoria do IVA em empresas nacionais e internacionais. É membro da Associação Fiscal Portuguesa, da Associação Fiscal Portuguesa de Consultores Fiscais, da International Fiscal Association, European Tax Adviser Federation, European VAT Club, International VAT Association e da Government Blockchain Association. Participante em vários projectos internacionais relacionados com a regulação fiscal dos criptoactivos, e da transformação digital das administrações fiscais na União Europeia. É ain-da autor de vários artigos com relevância na área do IVA, entre os quais: “O último bastião na luta contra os desvios do IVA: as medidas antifraude na nova reforma” (Cadernos de Justiça Tributária, n.º 23), “O Labirinto Tributário na Nova Economia: da Transformação Digital à Odisseia Fis-cal”, (Revista de Finanças Públicas e Direito Fiscal, Ano 11, n.º 3), “Direito
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à Dedução do IVA de Documentos Retificativos: o Acórdão Biosafe”, (Ca-dernos de Justiça Tributária, n.º 24), “Regularizações de IVA: Seis Anos Volvidos desde a Reforma do Regime”, (Revista de Finanças Públicas e Direito Fiscal, Ano 11, n.º 4), “Regularizações de IVA em Bens de Inves-timento: Comentários ao Acórdão Imofloresmira”, (Cadernos de Justiça Tributária, n.º 27).
Maria João Ferreira. Licenciada em Direito pela Universidade
Portu-calense Infante D. Henrique, mestre em Direito Fiscal pela Universidade Católica Portuguesa – Porto. Advogada Associada na sociedade Cerejeira Namora, Marinho Falcão, integrando a equipa de Direito Fiscal.
Mariana Morais Teixeira. Advogada Associada na Morais Leitão, onde
integra a equipa de direito fiscal desde 2017. Licenciada em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade do Porto (2016), Mestre em Direito Fiscal pela Universidade Católica Portugal – Faculdade de Direito de Lisboa (2018), tendo escrito a sua dissertação sobre fiscalidade internacional das sucessões, a qual obteve a segunda classificação no concurso EY Young Tax Professional of the Year (2018).
Marta Machado de Almeida. Advogada, licenciada em Direito pela
Uni-versidade Nova de Lisboa (2003). Frequentou a pós-graduação em Fiscali-dade Avançada, da FaculFiscali-dade de Direito da UniversiFiscali-dade de Lisboa (2006) e concluiu o QLTT (Qualified Lawyers Transfer Test), após ter participa-do no International Lawyers Diploma Programme, no College of Law, em Londres, tendo também estagiado no Her Majesty Revenue and Customs (2007). Concluiu o Mestrado em Ciências Jurídicas e Empresariais, na Fa-culdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa (2011). Iniciou a sua actividade profissional como consultora fiscal, na área do IVA, na Deloitte, onde permaneceu até 2006. Mais tarde, passou a exercer a sua activida-de como advogada, na Miranda (2007-2009), tendo também passado pela PLMJ (2009-2012), onde integrou a área de prática de direito fiscal coor-denada por Rogério M. Fernandes Ferreira. Actualmente, é sócia na RFF & Associados – Sociedade de Advogados, RL, e “Tax correspondent” do In-ternational Bureau Fiscal Documentation para Moçambique, desde 2011.
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Pedro Costa Monteiro. Doutorando do Curso de Ciências
Jurídico-Eco-nómicas da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. “International corporate expenditure projects’ tax consultant” na sociedade de advogados Coelho Ribeiro e Associados (1999-2001). “In-house lawyer” da Viagens Abreu S.A. (2002-2012). Autor do Código de IRC 2010 – Edição Anotada (Ed. Infogest). Membro do corpo técnico da Direcção de Serviços do Im-posto sobre o Valor Acrescentado, da Autoridade Tributária e Aduaneira.
Pedro Marinho Falcão. Docente de direito fiscal do departamento de
Direito da Universidade Portucalense, docente convidado do IPCA com responsabilidade no Mestrado de fiscalidade avançada e advogado espe-cialista em Direito fiscal, reconhecido pela Ordem dos Advogados. Partici-pou como orador convidado em diversas conferências nacionais e interna-cionais na área da fiscalidade e publicou como autor e co-autor trabalhos académicos e ensaios sobre direito tributário. Mestre em Direito, defendeu a tese “O Princípio da Proibição da Indefesa e a Tributação das Manifes-tações de Fortuna”. Consultor jurídico na área fiscal e autor de diversos pareceres tem dedicado a sua vida profissional ao direito tributário e ao direito penal-fiscal, integrando actualmente o Conselho de Fiscalização do Sistema Integrado da Informação Criminal, órgão funcional da Assembleia da Republica.
Raquel Montes Fernandes. Consultora da CMS Rui Pena & Arnaut e
coordenadora da área dos impostos indirectos do escritório, em colabora-ção estreita com o VAT Group dos escritórios da rede CMS. Licenciada em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, pós-graduada em Gestão Fiscal pelo ISEG e mestre em Law and Management pela Uni-versidade Nova de Lisboa – School of Business and Economics. Inscrita na Ordem dos Advogados desde 2001, desenvolveu sempre a sua actividade profissional na área da fiscalidade, nacional e internacional, tendo conclu-ído o estágio na PLMJ – A. M. Pereira, Sáragga Leal, Oliveira Martins, Júdice & Associados, e exercido funções de consultora fiscal na Deloitte na área dos impostos indirectos em Lisboa e em Chicago. Exerceu, ainda, funções de assessora na Secretaria de Estado dos Assuntos Fiscais entre 2012 e 2013. É árbitro em matéria fiscal no CAAD e foi, até Outubro de
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2019, membro do Grupo de Peritos do IVA junto da Comissão Europeia em representação da CMS.
Rita Coimbra de Oliveira. Senior Tax Compliance Expert na empresa
Grunenthal Financial Services. Mestre em Direito Fiscal pela Universidade de Direito da Universidade Católica Portuguesa. Licenciada em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa
Rita Simão Luís. Advogada estagiária na Área Fiscal na sociedade de
advogados Vieira de Almeida & Associados – Sociedade de Advogados, SP RL. Mestranda em Direito Fiscal pela Universidade de Direito da Universi-dade Católica Portuguesa com a parte lectiva concluída. Co-autora de “IVA & Direitos Fundamentais” (Cadernos IVA 2019)
Rui Zeferino. Professor-Adjunto no Instituto Superior de Entre Douro e
Vouga (ISVOUGA). Assistente Convidado na Escola Superior de Adminis-tração, Comunicação e Turismo, do Instituto Politécnico de Bragança (IPB). Investigador integrado no JUSGOV – Centro de Investigação em Justiça e Governação, da Universidade do Minho, afecto ao grupo de investigação E-Tec – Estado, Empresa e Tecnologia. Investigador da Universidade de San-tiago de Compostela (USC), Espanha. Juiz-Árbitro no Centro de Arbitragem Administrativa (CAAD) em matéria tributária e administrativa. Advogado.
Sérgio Vasques. Professor da Faculdade de Direito da Universidade
Ca-tólica Portuguesa e doutorado em Direito Fiscal pela Universidade de Lis-boa. Lecciona o Direito Fiscal há cerca de 20 anos e é autor de variados ar-tigos e monografias neste domínio, entre os quais Manual de Direito Fiscal, O Imposto sobre o Valor Acrescentado e Os Impostos Especiais de Consu-mo. Em Portugal, coordena a publicação periódica Cadernos IVA. As suas áreas de investigação principais são as da tributação indirecta, tributação ambiental, taxas locais e taxas de regulação económica. Exerceu as funções de Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais entre 2009-2011. Tem exer-cido actividade como consultor do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional. É Founding Partner da Lobo, Vasques & Associados, Socie-dade de Advogados.
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Sofia Ricardo Borges. Licenciada pela Faculdade de Direito da
Univer-sidade Católica Portuguesa de Lisboa, 1995. Advogada inscrita na Ordem do Advogados desde 1997. Juiz Árbitro em matéria tributária no Centro de Arbitragem Administrativa desde 2017. Professora convidada na UAL – Autónoma Academy, Pós-graduação em fiscalidade empresarial desde Janeiro de 2020. Doutoranda em Direito Fiscal na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa desde 2018. Mestre em Direito, Ciências Ju-rídico-Económicas, Faculdade de Direito da UCP de Lisboa, 2002. Pós--graduada pela Faculdade de Direito da UCP em Ciências Jurídicas (2000) e em Direito Comercial (2003), onde frequentou também, entre outros, o Programa Avançado em Fiscalidade para não financeiros PAFISC (2005). Pós-graduada pela FDUL – Especialização em Direito Fiscal (2017), Direito e Contencioso Tributário (2016), Teoria e Prática de Contencioso Tributá-rio (2017) e IX Curso de Contabilidade para Juristas (2018). Colaborou na Faculdade de Direito da UCP no gabinete de Direito Comercial; leccionou Direito aplicado ao Marketing no IPAM (1997-1999), foi formadora em Direito do Trabalho na DR do Algarve do Ministério da Economia e, na mesma matéria, conferencista para executivos (2004). Docente convidada na Pós-Graduação de especialização em Direito Fiscal da FDUL em expo-sição sobre o tributo “TSA+” no módulo de Taxas e Tributos Parafiscais (2018 e 2019). Autora de diversos artigos, “A Taxa de Segurança Alimentar Mais, Enquadramento, Análise de Jurisprudência”, in RFPDF, Ano X, N.ºs 3/4, Almedina, 2018; “Contributos contenciosos para o estudo da natureza e das implicações dos regimes jurídicos das Taxas e Contribuições Financei-ras no O.J. Português”; “Análise de Jurisprudência Portuguesa – Jurispru-dência Sobre Auxílios de Estado – Os Casos da Carris”, CIDEEFF.
Soraia João Silva. Licenciada em Direito pela Faculdade de Direito da
Universidade de Lisboa (2011). Pós-graduada Fiscalidade Avançada pelo Instituto de Direito Financeiro e Fiscal da Faculdade de Direito da Universi-dade de Lisboa (2012). Frequentou o Mestrado em Direito Fiscal da Facul-dade de Direito da UniversiFacul-dade de Lisboa (2012). Iniciou a sua activiFacul-dade profissional na Abreu Advogados onde permaneceu até 2016. Actualmente, é Advogada Associada na RFF & Associados – Sociedade de Advogados, SP, RL.
apresentação dos autores 19
Tânia de Almeida Ferreira. Licenciada em Direito pela Faculdade de
Direito da Universidade de Lisboa, pós-graduada em Contabilidade e Fi-nanças pela Universidade Católica Portuguesa e em Direito Fiscal pelo ISG – Instituto Superior de Gestão, Tânia de Almeida Ferreira é sócia e co-ordenadora do departamento de fiscal da sociedade de advogados CCA. Frequentou, entre outros, o mestrado em Direito Fiscal pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e o curso “Principles of International & Comparative Taxation”, pelo International Bureau of Fiscal Documenta-tion, International Tax Academy. Integrou anteriormente as sociedades de advogados Linklaters e Cuatrecasas onde exerceu funções de associada co-ordenadora e de consultora. Tem uma prática fiscal consolidada em fusões e aquisições, reorganizações societárias, reestruturação de grupos nacionais e internacionais, tendo desenvolvido grande parte da sua actividade nas áreas da fiscalidade financeira e imobiliária. É autora de diversos artigos e publicações na área do direito Fiscal.
Teresa Roque. Licenciada em Direito pela Faculdade de Direito da
Uni-versidade de Lisboa. Pós-graduada em Contencioso Administrativo pelo Instituto de Direito Económico Financeiro e Fiscal (IDEFF) e em Direito do Consumo pelo Instituto de Direito do Consumo, da Faculdade de Di-reito de Lisboa. Em 2011, ingressou nos quadros da Autoridade Tributária e Aduaneira, na carreira de Inspecção Tributária, desempenhando actual-mente funções na Direção de Serviços do IVA, na área do contencioso ad-ministrativo do IVA. Mestranda no curso de Direito e Ciência Jurídica, Especialidade de Direito Fiscal, da Faculdade de Direito de Lisboa.
O IVA Aplicado ao Sector Petrolífero Angolano
ADILSON SEQUEIRAAs Linhas Gerais do Executivo Para a Reforma Tributária, aprovadas pelo Decreto Presidencial n.º 50/11, de 15 de Março, definem os instrumen-tos e os objectivos de política fiscal que norteiam o processo de reforma quer do sistema tributário, quer da Administração Tributária, em que no ponto 1.4.3. (prioridades de intervenção no plano legislativo), que “a tribu-tação do consumo, no âmbito da reforma, far-se-ia essencialmente a partir da introdução ou evolução do actual imposto de consumo para um imposto do tipo IVA, sem efeitos de cascata e adequado à estrutura socioeconómica angolana”.
É sabido que as principais receitas orçamentais em Angola, advêm dos impostos petrolíferos que têm características muito especiais, quer no plano fiscal, quer no plano administrativo. Por isso, aconselha a prudência, que os Estados produtores de petróleo preparem novas fontes de receita, para sustentar os níveis de receitas futuras, o que implica uma maior atenção aos impostos indirectos. Neste contexto, houve necessidade de se alterar o paradigma existente no domínio da tributação da despesa, mediante a in-trodução no sistema fiscal do IVA em substituição do imposto de consumo em Angola.
Tendo em consideração as especificidades da indústria petrolífera em Angola e uma vez que se trata de um sector de capital intensivo, pretendeu--se adoptar em sede de IVA um regime diferenciado para as companhias
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petrolíferas exerçam operações petrolíferas em áreas de concessões aplican-do-o nos custos de pesquisa, desenvolvimento, produção ou abandono e às Empresas Executoras que se destinem exclusiva e directamente à execução das operações do Projecto Angola LNG sem vínculo contratual com a Con-cessionária Nacional, garantindo e salvaguardando assim, a estabilidade e viabilidade económica dos investimentos nessa fase, em que foi desenhado um modelo “ibrido” na legislação angolana para a tributação do IVA nestes sectores (upstrean e downstrean), tendo em conta as características típicas dos projectos especiais existentes em Angola.
O Projecto Angola LNG é executado por três Empresas Executoras: a Angola LNG Limited, principal entidade encarregue de executar o Projecto; a OPCO – Sociedade Operacional Angola LNG que realiza, em representa-ção da Angola LNG Limited, as operações relacionadas com as Instalações Terrestres e as Instalações Marítimas; e a SOMG – Sociedade Operadora dos Gasodutos de Angola, que realiza, em representação da Angola LNG Limited, as operações relacionadas com a Rede de Gasodutos de Gás Asso-ciado e a Rede de Gasodutos de Gás Não-AssoAsso-ciado.
A regulamentação do IVA aplicável à esta realidade passa necessaria-mente por compatibilizar o princípio da neutralidade deste imposto às operações realizadas pelas Empresas Promotoras e Executoras do Projecto Angola LNG visando:
(i) Evitar distorções de concorrência no mercado nacional, atento ao facto de que, a venda em território nacional de Gás Doméstico, Gás Natural Liquefeito (LNG) e Líquidos do Gás Natural (NGL) não deve ser impactada pelo efeito da impossibilidade de dedução do IVA por estas mesmas Empresas;
(ii) A modernização e eficiência fiscal, que permita uma gestão de tesou-raria eficiente do IVA por parte das Empresas Promotoras e Executo-ras do Projecto Angola LNG, sem preterir o correcto funcionamento do imposto e, consequentemente, de modo a preservar a obtenção de receita pelo Estado Angolano.
O enquadramento legal do IVA no “upstream” para as Sociedades Inves-tidoras Petrolíferas “Operadoras e Não Operadoras” e as Empresas Exe-cutoras relacionadas com às actividades de avaliação, desenvolvimento e
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produção de Gás Não-Associado do Projecto Angola LNG, bem como no “downstream” para as Empresas Executoras que se destinem exclusiva e directamente à execução das operações do Projecto Angola LNG não rela-cionadas com às actividades de avaliação, desenvolvimento e produção de Gás, estão previstos nos artigos 21.º, 24.º, 25.º, 30.º, 31.º e 32.º do Código do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA), aprovado pela Lei nº 7/19 de 24 de Abril e no Decreto Presidencial nº 343/19 de 21 de Novembro, que aprova o Regime de Liquidação e Pagamento do Imposto sobre o Valor Acrescentado aplicável ao Projecto Angola LNG.
O Modelo do IVA para às Sociedades Investidoras Petrolíferas e para às Empresas Executoras das operações do Projecto Angola LNG, com e sem vínculo contratual com a Concessionária Nacional, está centrado em duas (2) vertentes, o (i) Modelo Declarativo e a (ii) Sujeição Parcial, que substan-cia no seguinte:
(i) Modelo Declarativo, em que as Sociedades Investidoras Petrolíferas e às Empresas Executoras das operações do Projecto Angola LNG suportam o “imposto dedutível” e o deduz imediatamente no pe-ríodo na declaração periódica, não havendo qualquer impacto na tesouraria e nos resultados das Petrolíferas;
(ii) Sujeição Parcial, em que as Sociedades Investidoras Petrolíferas e às Empresas Executoras das operações do Projecto Angola LNG supor-tam o “imposto não dedutível” e entregam a totalidade aos Cofres do Estado, considerado como custo fiscalmente aceite em sede do Imposto sobre o Rendimento de Petróleo (IRP).
Quanto ao regime do IVA Cativo, às aquisições de bens e serviços nas quais suporte o Imposto sobre o Valor Acrescentado quando efectuadas pelas Sociedades Investidoras Petrolíferas e as Empresas Executoras que se destinem exclusiva e directamente à execução das operações do Projecto Angola LNG devem obrigatoriamente cativar (reter na fonte) a totalidade do IVA contido nas facturas ou documentos equivalentes emitidos pelos fornecedores enquadrados no Regime Geral de Tributação do IVA aquando da transmissão de bens ou prestações de serviços.
Às Sociedades Investidoras Petrolíferas e às Empresas Executoras das operações do Projecto Angola LNG, devem cativar o “imposto dedutível” e
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o “imposto não dedutível” e declarar no anexo de fornecedores da declara-ção periódica do IVA. Devem entregar na totalidade aos Cofres do Estado o “imposto não dedutível”, contido nas facturas ou documentos equivalentes emitidos pelos fornecedores, aquando da transmissão de bens ou prestações de serviços.
Existem determinadas despesas suportadas pelas Sociedades Investido-ras PetrolífeInvestido-ras e pelas Empresas ExecutoInvestido-ras das operações do Projecto An-gola LNG que devem ser excluídas das operações do IVA Cativo, nomea-damente:
(i) Transmissões de bens efectuadas por supermercados; (ii) Serviços prestados por bancos comerciais;
(iii) Consumo de água e energia;
(iv) Serviços de hotelaria e outras actividades a si conexas ou similares; (v) Serviços adquiridos em caixas de pagamento automático;
(vi) As indemnizações de seguro que resultem em reembolso efectuadas pelas seguradoras aos segurados.
Quanto a responsabilidade pelo pagamento do IVA Cativo, relativamen-te ao “imposto não dedutível”, contido na factura ou documento equiva-lente das transmissões de bens ou prestações de serviços é da Sociedades Investidoras Petrolíferas e das Empresas Executoras das operações do Pro-jecto Angola LNG, que são obrigadas a entregar na totalidade o montante do “imposto não dedutível” cativo que consta das facturas ou documentos equivalentes emitidos pelos seus fornecedores de bens e serviços enquadra-dos no Regime Geral de Tributação do IVA, submetendo por transmissão electrónica de dados a declaração periódica e os respectivos anexos, até ao último dia do mês seguinte àquele a que respeitam as operações nela abrangidas, através do “Portal de Contribuintes” gerando o documento de cobrança para ser efectuado o respectivo pagamento nos meios legalmente permitidos.
O IVA contido nas facturas ou documentos equivalentes dos fornecedo-res enquadrados no Regime Geral de Tributação do IVA, quando classifica-dos como “custos de produção” nos contratos em “upstrean”, isto é, im-postos não dedutíveis, devem ser cativos e entregues aos cofres do Estado, nomeadamente:
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(i) Locação de máquinas ou outros equipamentos, em que uma das par-tes se obriga a proporcionar a outra o gozo temporário despar-tes bens, mediante retribuição, excluindo a locação de máquinas ou outros equipamentos que, pela sua natureza, dêem lugar a pagamento de royalties, conforme definido no Código do Imposto sobre a Aplica-ção de Capitais;
(ii) Serviços de consultoria, compreendendo designadamente a consulto-ria jurídica, fiscal, financeira, económica, imobiliáconsulto-ria, contabilística, informática, de engenharia, arquitectura, desde que não assuma um carácter de execução material;
(iii) Serviços de segurança, informática, auditoria, revisão de contas e advocacia;
(iv) Serviços de gestão de estabelecimentos comerciais, refeitórios, dor-mitórios, imóveis e condomínios;
(v) Aluguer de viaturas;
(vi) Aquisição ou importação de tabaco.
Ao passo que, os serviços de comunicação electrónica e telecomunica-ções, independentemente da sua natureza, devem ser cativos e entregues aos cofres do Estado, quando classificados como “custos de pesquisa, desenvol-vimento, produção e abandono”, nos contratos em upstrean.
Também são considerados “impostos não dedutíveis” o IVA contido nas facturas ou documentos equivalentes dos fornecedores enquadrados no Re-gime Geral de Tributação do IVA, adquiridos pelas Sociedades Investidoras Petrolíferas quando classificados como “custos próprios” e em quaisquer custos adquiridos pelas Empresas Executoras das operações do Projecto Angola LNG, nomeadamente:
(i) A aquisição, fabrico ou importação, locação, incluindo a locação financeira, a utilização, transformação e reparação de viaturas de turismo, barcos de recreio, helicópteros, aviões, motos e motociclos; (ii) Alojamento, alimentação, bebidas e despesas de recepção,
incluin-do as relativas ao acolhimento de pessoas estranhas à empresa e as despesas relativas a imóveis ou parte de imóveis e seu equipamento, destinados principalmente a tais recepções;
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A inclusão do “imposto dedutível” nos custos de pesquisa, desenvolvi-mento, produção e abandono das sociedades investidoras petrolíferas, bem como os custos das Empresas Executoras das operações do Projecto Angola LNG em todos os momentos, implicam a não-aceitação do imposto como custo fiscalmente aceite em sede do Imposto sobre o Rendimento.
Quanto a importação de mercadorias ou equipamentos, estão isentos, desde que destinadas exclusiva e directamente à execução das operações petrolíferas nos termos da Lei que estabelece o Regime Aduaneiro do Sector Petrolífero.
Houve necessidade de se clarificar o facto gerador e a exigibilidade do IVA, bem como os moldes de emissão de facturas e documentos equiva-lentes para todos os fornecimentos de bens e serviços às Sociedades Inves-tidoras Petrolíferas e às Empresas Executoras do Projecto Angola LNG, na vigência do Imposto de Consumo e Selo devido a especificidade destes sectores, que se substanciou no seguinte:
i. As Sociedades Investidoras Petrolíferas e as Empresas Executoras do Projecto Angola LNG podem deduzir o IVA suportado na declara-ção do período da operadeclara-ção que lhe deu causa e/ou dos dois períodos seguintes para as facturas ou documentos equivalentes, emitidas pe-las entidades residentes;
ii. Para efeitos da contagem do prazo de cumprimento das obrigações declarativas por parte das Sociedades Investidoras Petrolíferas e as Empresas Executoras do Projecto Angola LNG, é considerada a data da recepção da factura ou documento equivalente, quando emitido por uma entidade não residente, devendo essa data ser indicada no campo “data do documento” no anexo dos fornecedores da decla-ração periódica. No caso das facturas ou documentos equivalentes emitidos por entidades residentes, é considerada apenas a data da respectiva emissão;
iii. As operações de redébito de custo ou locação financeira efectuadas entre Sociedades Investidoras Petrolíferas ou Empresas Executoras do Projecto Angola LNG devem ser documentadas por meio de no-tas de débitos. No caso de se verificar margem incorporada (fee) a mesma deve constar de uma factura contendo IVA tratando-se de su-jeito passivo do Regime Geral do IVA. Todavia, quando não ocorram
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com margem, devem ser emitidas notas de débitos, portanto, se se tratar de fornecimentos de bens ou serviços prestados são emitidas facturas ou documentos equivalentes;
iv. Nos fornecimentos de bens e as prestações de serviços em que se prolongue o tempo de sua conclusão, pode o contribuinte emitir uma factura global, com periodicidade máxima de 30 dias quando se destinar exclusivamente as Sociedades Investidoras Petrolíferas e as empresas executoras do Projecto Angola LNG.