Poder Legislativo
Comissão Parlamentar de
Inquérito - CPI
Comissão Parlamentar de Inquérito - CPI
(art. 58, §3º, da CF)
Requisitos:
- Fato determinado
- Prazo certo
-Instalação: as CPIs são formadas ou instaladas
pelo requerimento de 1/3 dos membros
(direito das minorias – investigar).
Art. 58, § 3º, da CF - As comissões
parlamentares de inquérito, que terão poderes de
investigação
próprios
das
autoridades
judiciais,
além
de
outros
previstos
nos
regimentos das respectivas Casas, serão criadas
pela Câmara dos Deputados e pelo Senado
Federal, em conjunto ou separadamente,
mediante requerimento de um terço de seus
membros, para a apuração de fato determinado e
por prazo certo, sendo suas conclusões, se for o
caso, encaminhadas ao Ministério Público, para
que promova a responsabilidade civil ou criminal
dos infratores.
Quais são os poderes das CPIs?
E as vedações?
São cabíveis os remédios constitucionais, em
especial MS e HC, quando houver abusos no
decorrer dos trabalhos realizados pelas comissões.
A competência para o julgamento dessas ações
dependerá da autoridade que pratica o ato
abusivo.
CPI’s e o princípio federativo (ou pacto
federativo) (art. 53, §3º, c.c. 1º e 18, todos da CF)
1. Imunidades Parlamentares
- Conceito
-Período de validade
As imunidades podem ser:
-Imunidade material (inviolabilidade/imunidade real ou substancial (art. 53,
caput
, da CF)Exceção – vereador (art. 29, VIII, da CF)
Imunidade formal/processual
-Prisão (art. 53, § 2º, da CF)
-Processo criminal (art. 53, § § 3º a 5º, da CF) (prescrição)
Art. 53. Os Deputados e Senadores são invioláveis, civil e penalmente, por quaisquer de suas opiniões, palavras e votos.
§ 1º Os Deputados e Senadores, desde a expedição do diploma, serão submetidos a julgamento perante o Supremo Tribunal Federal.
§ 2º Desde a expedição do diploma, os membros do Congresso Nacional não poderão ser presos, salvo
em flagrante de crime inafiançável. Nesse caso,
os autos serão remetidos dentro de vinte e quatro horas à Casa respectiva, para que, pelo voto da maioria de seus membros, resolva sobre a prisão.
§ 3º Recebida a denúncia contra o Senador ou Deputado, por crime ocorrido após a diplomação, o Supremo Tribunal Federal dará ciência à Casa respectiva, que, por iniciativa de partido político nela representado e pelo voto da maioria de seus membros, poderá, até a decisão final, sustar o
andamento da ação.
§ 4º O pedido de sustação será apreciado pela Casa respectiva no prazo improrrogável de quarenta e cinco dias do seu recebimento pela Mesa Diretora.
§ 5º A sustação do processo suspende a
- As imunidades são passíveis de renúncia? -E os suplentes?
Art. 53, § 8º, da CF: as imunidades de Deputados ou Senadores subsistirão durante o estado de sítio, só podendo ser suspensas mediante o voto de dois terços dos membros da Casa respectiva, nos casos de atos praticados fora do recinto do Congresso Nacional, que sejam incompatíveis com a execução da medida.
Limitação ao dever de testemunhar
O artigo 53, § 7º, do CF estabelece que os parlamentares não serão obrigados a testemunhar sobre informações recebidas ou prestadas em razão do exercício do mandato nem sobre as pessoas que lhes confiaram ou deles receberam informações.
Prerrogativa de foro
Desde a expedição do diploma, os membros do
Congresso
Nacional
serão
submetidos
a
julgamento perante o STF (art. 53,§1º,e
102,I,“b”, da CF).
- E os deputados estaduais?
- E os vereadores?
- E se o crime praticado pelo vereador for doloso
contra a vida?
Art. 5º, XXXVIII, “d”, da CF - é reconhecida a
instituição do júri, com a organização que lhe
der a lei, assegurados:
d) a competência para o julgamento dos crimes
dolosos contra a vida;
Súmula Vinculante nº 45 (STF)
A competência constitucional do Tribunal do Júri
prevalece sobre o foro por prerrogativa de
função
estabelecido
exclusivamente
pela
Constituição Estadual.
Vedações impostas aos deputados e senadores
(art.54 da CF):
a)Desde a diplomação não poderão os
parlamentares:
-firmar ou manter contrato com pessoa jurídica de
direito
público,
autarquia,
empresa
pública,
sociedade
de
economia
mista
ou
empresa
concessionária de serviço público, salvo quando o
contrato obedecer a cláusulas uniformes;
- aceitar ou exercer cargo, função ou emprego
remunerado, inclusive os de que sejam demissíveis
ad nutum
, nas entidades constantes da alínea
anterior;
b) Desde a posse também não poderão os parlamentares:
- ser proprietários, controladores ou diretores de
empresa que goze de favor decorrente de contrato com pessoa jurídica de direito público, ou nela exercer função remunerada;
- ocupar cargo ou função de que sejam demissíveis ad nutum, nas entidades referidas no inciso I, "a";
-patrocinar causa em que seja interessada qualquer das entidades a que se refere o inciso I, "a“;
-ser titulares de mais de um cargo ou mandato público eletivo.
5. Perda do mandato
-O artigo 55 da CF enumera seis hipóteses de
perda do mandato do parlamentar (há os casos de
cassação e extinção do mandato)
- A cassação diz respeito à perda do mandato em
virtude
do
parlamentar
ter
cometido
falta
funcional; já a extinção relaciona-se com a
ocorrência
de
ato
ou
fato
que
torne
automaticamente inexistente o mandato, como, por
exemplo, renúncia, morte, ausência injustificada
etc.
Nos casos de cassação (art. 55, I, II e VI), :
-violação das proibições estabelecidas no art. 54 da CF; - falta de decoro parlamentar e
-condenação criminal transitada em julgado
a perda do mandato será decidida pela Câmara dos Deputados ou pelo Senado Federal, por maioria absoluta, mediante provocação da respectiva mesa ou de partido político representado no Congresso Nacional (art. 55, §2º, CF).
Atenção! A EC nº 76/13 aboliu a votação secreta nos casos de perda de mandato de Deputado ou Senador e de apreciação de veto.
-Nas situações de extinção (art. 55, III, IV e V)
-
não comparecer
injustificadamente a 1/3 das
sessões ordinárias em cada sessão legislativa;
-
perder ou tiver suspensos os direitos políticos e
-por decisão da Justiça Eleitoral
a perda do mandato independe de votação da Casa, sendo declarada pela Mesa respectiva de ofício ou por provocação de qualquer de seus membros, ou de partido político representado no Congresso Nacional (art. 55, §3º, CF).
Frisa-se que em ambas as hipóteses é assegurada a ampla defesa.
Decoro parlamentar
-Previsto no inciso II do art. 55 da CF é uma das hipóteses de perda do mandato do parlamentar que depende de votação da Casa Legislativa.
- O decoro parlamentar é caracterizado pelo
abuso das prerrogativas parlamentares ou pela percepção de vantagens indevidas, além dos
casos definidos nos respectivos Regimentos Internos de cada Casa Legislativa (art. 55, §1º, CF) (e do código de ética dos parlamentares)
Competências exclusivas do Congresso Nacional (art. 49 da CF):
I - resolver definitivamente sobre tratados, acordos ou atos internacionais que acarretem
encargos ou compromissos gravosos ao patrimônio nacional;
II - autorizar o Presidente da República a declarar guerra, a celebrar a paz, a permitir que forças estrangeiras transitem pelo território nacional ou nele permaneçam temporariamente, ressalvados os casos previstos em lei complementar;
III - autorizar o Presidente e o Vice-Presidente da República a se ausentarem do País, quando a
IV - aprovar o estado de defesa e a intervenção federal, autorizar o estado de sítio, ou suspender qualquer uma dessas medidas;
V - sustar os atos normativos do Poder Executivo
que exorbitem do poder regulamentar ou dos limites de delegação legislativa;
VI - mudar temporariamente sua sede;
VII - fixar idêntico subsídio para os Deputados Federais e os Senadores, observado o que dispõem os arts. 37, XI, 39, § 4º, 150, II, 153, III, e 153, § 2º, I; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
VIII - fixar os subsídios do Presidente e do Vice-Presidente da República e dos Ministros de Estado, observado o que dispõem os arts. 37, XI, 39, § 4º, 150, II, 153, III, e 153, § 2º, I;
IX - julgar anualmente as contas prestadas pelo
Presidente da República e apreciar os relatórios sobre
a execução dos planos de governo;
X - fiscalizar e controlar, diretamente, ou por qualquer de suas Casas, os atos do Poder Executivo, incluídos os da administração indireta;
XI - zelar pela preservação de sua competência legislativa em face da atribuição normativa dos outros Poderes;
XII - apreciar os atos de concessão e renovação de concessão de emissoras de rádio e televisão;
XIII - escolher dois terços dos membros do Tribunal de Contas da União;
XIV - aprovar iniciativas do Poder Executivo referentes a atividades nucleares;
XV - autorizar referendo e convocar plebiscito; XVI - autorizar, em terras indígenas, a exploração e o aproveitamento de recursos hídricos e a pesquisa e lavra de riquezas minerais;
XVII - aprovar, previamente, a alienação ou concessão de terras públicas com área superior a dois mil e quinhentos hectares.
Fiscalização contábil, financeira e orçamentária
Art. 70 da CF, a fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da União e das entidades da administração direta e indireta, quanto à legalidade, legitimidade, economicidade, aplicação das subvenções e renúncia de receitas, será exercida pelo Congresso Nacional, mediante controle externo, e pelo sistema de controle interno de cada Poder.
Todos os órgãos, pessoas, públicos ou privados, que utilizem, arrecadem, guardem, cuidem ou administrem o patrimônio público, têm o dever de prestar contas.