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Poder Legislativo. Comissão Parlamentar de Inquérito - CPI

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(1)

Poder Legislativo

Comissão Parlamentar de

Inquérito - CPI

(2)

Comissão Parlamentar de Inquérito - CPI

(art. 58, §3º, da CF)

Requisitos:

- Fato determinado

- Prazo certo

-Instalação: as CPIs são formadas ou instaladas

pelo requerimento de 1/3 dos membros

(direito das minorias – investigar).

(3)

Art. 58, § 3º, da CF - As comissões

parlamentares de inquérito, que terão poderes de

investigação

próprios

das

autoridades

judiciais,

além

de

outros

previstos

nos

regimentos das respectivas Casas, serão criadas

pela Câmara dos Deputados e pelo Senado

Federal, em conjunto ou separadamente,

mediante requerimento de um terço de seus

membros, para a apuração de fato determinado e

por prazo certo, sendo suas conclusões, se for o

caso, encaminhadas ao Ministério Público, para

que promova a responsabilidade civil ou criminal

dos infratores.

(4)

Quais são os poderes das CPIs?

E as vedações?

São cabíveis os remédios constitucionais, em

especial MS e HC, quando houver abusos no

decorrer dos trabalhos realizados pelas comissões.

A competência para o julgamento dessas ações

dependerá da autoridade que pratica o ato

abusivo.

CPI’s e o princípio federativo (ou pacto

federativo) (art. 53, §3º, c.c. 1º e 18, todos da CF)

(5)

1. Imunidades Parlamentares

- Conceito

-Período de validade

As imunidades podem ser:

-Imunidade material (inviolabilidade/imunidade real ou substancial (art. 53,

caput

, da CF)

Exceção – vereador (art. 29, VIII, da CF)

Imunidade formal/processual

-Prisão (art. 53, § 2º, da CF)

-Processo criminal (art. 53, § § 3º a 5º, da CF) (prescrição)

(6)

Art. 53. Os Deputados e Senadores são invioláveis, civil e penalmente, por quaisquer de suas opiniões, palavras e votos.

§ 1º Os Deputados e Senadores, desde a expedição do diploma, serão submetidos a julgamento perante o Supremo Tribunal Federal.

§ 2º Desde a expedição do diploma, os membros do Congresso Nacional não poderão ser presos, salvo

em flagrante de crime inafiançável. Nesse caso,

os autos serão remetidos dentro de vinte e quatro horas à Casa respectiva, para que, pelo voto da maioria de seus membros, resolva sobre a prisão.

(7)

§ 3º Recebida a denúncia contra o Senador ou Deputado, por crime ocorrido após a diplomação, o Supremo Tribunal Federal dará ciência à Casa respectiva, que, por iniciativa de partido político nela representado e pelo voto da maioria de seus membros, poderá, até a decisão final, sustar o

andamento da ação.

§ 4º O pedido de sustação será apreciado pela Casa respectiva no prazo improrrogável de quarenta e cinco dias do seu recebimento pela Mesa Diretora.

§ 5º A sustação do processo suspende a

(8)

- As imunidades são passíveis de renúncia? -E os suplentes?

Art. 53, § 8º, da CF: as imunidades de Deputados ou Senadores subsistirão durante o estado de sítio, só podendo ser suspensas mediante o voto de dois terços dos membros da Casa respectiva, nos casos de atos praticados fora do recinto do Congresso Nacional, que sejam incompatíveis com a execução da medida.

Limitação ao dever de testemunhar

O artigo 53, § 7º, do CF estabelece que os parlamentares não serão obrigados a testemunhar sobre informações recebidas ou prestadas em razão do exercício do mandato nem sobre as pessoas que lhes confiaram ou deles receberam informações.

(9)

Prerrogativa de foro

Desde a expedição do diploma, os membros do

Congresso

Nacional

serão

submetidos

a

julgamento perante o STF (art. 53,§1º,e

102,I,“b”, da CF).

- E os deputados estaduais?

- E os vereadores?

- E se o crime praticado pelo vereador for doloso

contra a vida?

(10)

Art. 5º, XXXVIII, “d”, da CF - é reconhecida a

instituição do júri, com a organização que lhe

der a lei, assegurados:

d) a competência para o julgamento dos crimes

dolosos contra a vida;

Súmula Vinculante nº 45 (STF)

A competência constitucional do Tribunal do Júri

prevalece sobre o foro por prerrogativa de

função

estabelecido

exclusivamente

pela

Constituição Estadual.

(11)

Vedações impostas aos deputados e senadores

(art.54 da CF):

a)Desde a diplomação não poderão os

parlamentares:

-firmar ou manter contrato com pessoa jurídica de

direito

público,

autarquia,

empresa

pública,

sociedade

de

economia

mista

ou

empresa

concessionária de serviço público, salvo quando o

contrato obedecer a cláusulas uniformes;

- aceitar ou exercer cargo, função ou emprego

remunerado, inclusive os de que sejam demissíveis

ad nutum

, nas entidades constantes da alínea

anterior;

(12)

b) Desde a posse também não poderão os parlamentares:

- ser proprietários, controladores ou diretores de

empresa que goze de favor decorrente de contrato com pessoa jurídica de direito público, ou nela exercer função remunerada;

- ocupar cargo ou função de que sejam demissíveis ad nutum, nas entidades referidas no inciso I, "a";

-patrocinar causa em que seja interessada qualquer das entidades a que se refere o inciso I, "a“;

-ser titulares de mais de um cargo ou mandato público eletivo.

(13)

5. Perda do mandato

-O artigo 55 da CF enumera seis hipóteses de

perda do mandato do parlamentar (há os casos de

cassação e extinção do mandato)

- A cassação diz respeito à perda do mandato em

virtude

do

parlamentar

ter

cometido

falta

funcional; já a extinção relaciona-se com a

ocorrência

de

ato

ou

fato

que

torne

automaticamente inexistente o mandato, como, por

exemplo, renúncia, morte, ausência injustificada

etc.

(14)

Nos casos de cassação (art. 55, I, II e VI), :

-violação das proibições estabelecidas no art. 54 da CF; - falta de decoro parlamentar e

-condenação criminal transitada em julgado

a perda do mandato será decidida pela Câmara dos Deputados ou pelo Senado Federal, por maioria absoluta, mediante provocação da respectiva mesa ou de partido político representado no Congresso Nacional (art. 55, §2º, CF).

Atenção! A EC nº 76/13 aboliu a votação secreta nos casos de perda de mandato de Deputado ou Senador e de apreciação de veto.

(15)

-Nas situações de extinção (art. 55, III, IV e V)

-

não comparecer

injustificadamente a 1/3 das

sessões ordinárias em cada sessão legislativa;

-

perder ou tiver suspensos os direitos políticos e

-

por decisão da Justiça Eleitoral

a perda do mandato independe de votação da Casa, sendo declarada pela Mesa respectiva de ofício ou por provocação de qualquer de seus membros, ou de partido político representado no Congresso Nacional (art. 55, §3º, CF).

(16)

Frisa-se que em ambas as hipóteses é assegurada a ampla defesa.

Decoro parlamentar

-Previsto no inciso II do art. 55 da CF é uma das hipóteses de perda do mandato do parlamentar que depende de votação da Casa Legislativa.

- O decoro parlamentar é caracterizado pelo

abuso das prerrogativas parlamentares ou pela percepção de vantagens indevidas, além dos

casos definidos nos respectivos Regimentos Internos de cada Casa Legislativa (art. 55, §1º, CF) (e do código de ética dos parlamentares)

(17)

Competências exclusivas do Congresso Nacional (art. 49 da CF):

I - resolver definitivamente sobre tratados, acordos ou atos internacionais que acarretem

encargos ou compromissos gravosos ao patrimônio nacional;

II - autorizar o Presidente da República a declarar guerra, a celebrar a paz, a permitir que forças estrangeiras transitem pelo território nacional ou nele permaneçam temporariamente, ressalvados os casos previstos em lei complementar;

III - autorizar o Presidente e o Vice-Presidente da República a se ausentarem do País, quando a

(18)

IV - aprovar o estado de defesa e a intervenção federal, autorizar o estado de sítio, ou suspender qualquer uma dessas medidas;

V - sustar os atos normativos do Poder Executivo

que exorbitem do poder regulamentar ou dos limites de delegação legislativa;

VI - mudar temporariamente sua sede;

VII - fixar idêntico subsídio para os Deputados Federais e os Senadores, observado o que dispõem os arts. 37, XI, 39, § 4º, 150, II, 153, III, e 153, § 2º, I; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

VIII - fixar os subsídios do Presidente e do Vice-Presidente da República e dos Ministros de Estado, observado o que dispõem os arts. 37, XI, 39, § 4º, 150, II, 153, III, e 153, § 2º, I;

(19)

IX - julgar anualmente as contas prestadas pelo

Presidente da República e apreciar os relatórios sobre

a execução dos planos de governo;

X - fiscalizar e controlar, diretamente, ou por qualquer de suas Casas, os atos do Poder Executivo, incluídos os da administração indireta;

XI - zelar pela preservação de sua competência legislativa em face da atribuição normativa dos outros Poderes;

XII - apreciar os atos de concessão e renovação de concessão de emissoras de rádio e televisão;

XIII - escolher dois terços dos membros do Tribunal de Contas da União;

XIV - aprovar iniciativas do Poder Executivo referentes a atividades nucleares;

(20)

XV - autorizar referendo e convocar plebiscito; XVI - autorizar, em terras indígenas, a exploração e o aproveitamento de recursos hídricos e a pesquisa e lavra de riquezas minerais;

XVII - aprovar, previamente, a alienação ou concessão de terras públicas com área superior a dois mil e quinhentos hectares.

(21)

Fiscalização contábil, financeira e orçamentária

Art. 70 da CF, a fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da União e das entidades da administração direta e indireta, quanto à legalidade, legitimidade, economicidade, aplicação das subvenções e renúncia de receitas, será exercida pelo Congresso Nacional, mediante controle externo, e pelo sistema de controle interno de cada Poder.

Todos os órgãos, pessoas, públicos ou privados, que utilizem, arrecadem, guardem, cuidem ou administrem o patrimônio público, têm o dever de prestar contas.

(22)

Para tanto, é necessária a realização de controle,

que pode ser interno ou externo. O primeiro,

como já mencionado, é aquele realizado pelo

próprio poder.

Já o controle externo é feito pelo Congresso

Nacional com o auxílio do Tribunal de Contas da

União,

ao

qual

compete,

dentre

outras

atribuições:

-apreciar as contas prestadas anualmente pelo

Presidente da República;

(23)

- julgar as contas dos administradores e demais

responsáveis por dinheiros, bens e valores

públicos da administração direta e indireta,

incluídas as fundações e sociedades instituídas e

mantidas pelo Poder Público federal, e as contas

daqueles que derem causa a perda, extravio ou

outra irregularidade de que resulte prejuízo ao

erário;

-realizar inspeções e auditorias de natureza

contábil, financeira, orçamentária, operacional e

patrimonial, nas unidades administrativas dos

Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário;

(24)

- fiscalizar a aplicação de quaisquer recursos

repassados pela União mediante convênio, acordo,

ajuste ou outros instrumentos congêneres, a

Estado, ao Distrito Federal ou a Município;

-

prestar

as

informações

solicitadas

pelo

Congresso Nacional, por qualquer de suas Casas,

ou por qualquer das respectivas Comissões, sobre

a fiscalização contábil, financeira, orçamentária,

operacional e patrimonial e sobre resultados de

auditorias e inspeções realizadas;

-aplicar aos responsáveis, em caso de ilegalidade

de despesa ou irregularidade de contas, as

sanções previstas em lei;

(25)

- assinar prazo para que o órgão ou entidade

adote as providências necessárias ao exato

cumprimento da lei, se verificada ilegalidade;

- sustar, se não atendida, a execução do ato

impugnado, comunicando a decisão à Câmara dos

Deputados e ao Senado Federal;

- representar ao Poder competente sobre

irregularidades ou abusos apurados.

Vale lembrar, conforme dispõe o § 3º do art. 71

da CF, que as decisões do Tribunal de Contas que

decorram de imputação de débito ou multa valem

como título executivo.

(26)

Além do exposto, deve o Tribunal de Contas

enviar relatórios de suas atividades, trimestral e

anualmente, ao Congresso Nacional.

É da competência originária do STF o processo e

julgamento dos membros dos Tribunais de Contas

da União e, do STJ, os processos relativos aos

membros dos Tribunais de Contas Estaduais e do

Distrito Federal (arts. 102, I, “c”, e 105, I, “a”,

ambos da CF).

Referências

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