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Colégio XIX de Março Educação do jeito que deve ser

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Academic year: 2021

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(1)

Aluno(a): Nº

Ano:2017 2º Turma: Data: 11/05/2017 Nota:

Professor(a): Diego Guedes Valor da Prova: 40 pontos Orientações gerais:

1) Número de questões desta prova: 15

2) Valor das questões: Abertas (5): 4,0 pontos cada. Fechadas (10): 2,0 pontos cada 3) Provas feitas a lápis ou com uso de corretivo não têm direito à revisão.

4) Aluno que usar de meio ilícito na realização desta prova terá nota zerada e conceituação comprometida.

5) Tópicos desta prova:

Definições de literatura, Romantismo brasileiro e contos de Machado de Assis Textos para as questões 1, 2 e 3

Trem de ferro (excerto)

Manuel Bandeira

Café com pão Café com pão Café com pão

Virgem Maria que foi isto maquinista? Agora sim

Café com pão Agora sim Café com pão Voa, fumaça Corre, cerca Ai seu foguista Bota fogo Na fornalha Que eu preciso Muita força Muita força Muita força Oô.. Foge, bicho Foge, povo Passa ponte Passa poste Passa pato Passa boi Passa boiada Passa galho De ingazeira Debruçada Que vontade De cantar! Trem Wikipedia

O trem é um transporte ferroviário que consiste num ou vários veículos (vagões ou carruagens), ligados entre si e capazes de se movimentarem sobre trilhos ou carris, para transportarem pessoas ou cargas de um lado para outro, segundo uma rota previamente planeada.

Colégio XIX de Março

Educação do jeito que deve ser

2017

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1ª Questão: Sobre os textos, responda:

a) Apesar de possuírem quase o mesmo título, quais as principais diferenças estruturais e temáticas existentes entre os textos?

________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ b) Por que chamamos apenas um deles de literatura? Apresente exemplos que confirmem o seu posicionamento. ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ 2ª Questão: Comparando os dois textos e levando em conta sua estrutura e temática, conclui-se que:

a) Ainda que possuam quase o mesmo título e conteúdo bastante similar, e por isso não se pode afirmar que ambos são literários.

b) Apesar do mesmo título o primeiro texto pode ser considerado literário por sua elaboração especial, chamando a atenção do leitor para elementos inexistentes no segundo texto.

c) A principal diferença entre os textos está na autoria, uma vez que o fato do primeiro texto ter sido escrito por Manuel Bandeira já o torna literário.

d) A estrutura distinta de cada um deles não cria expectativas diferentes no leitor.

e) Considerando que literatura é um conceito relativo, ambos podem ser considerados exemplos de expressão literária.

3ª Questão: Sobre o poema de Manuel Bandeira, “Trem de ferro”, é correto afirmar que: a) Há um movimento autorreflexivo, uma vez que assunto do poema é o próprio poema.

b) Busca-se o prazer estético como principal característica, já que o poeta utiliza métrica e rimas para dar mais beleza ao texto.

c) O foco central está na ficção, o que é perceptível pelo fato de não haver nada próximo da realidade nos versos.

d) O autor cria uma interação entre níveis de linguagem, uma vez que ao mesmo tempo que se fala do trem é produzido um som parecido com o barulho do trem.

e) Busca-se apenas a criação de sons divertidos de se falar, sem nenhuma preocupação com a significação das palavras, como em um trava-língua.

Textos para as questões 4 e 5 Autopsicografia

Fernando Pessoa

O poeta é um fingidor. Finge tão completamente Que chega a fingir que é dor A dor que deveras sente. E os que lêem o que escreve, Na dor lida sentem bem, Não as duas que ele teve, Mas só a que eles não têm.

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E assim nas calhas de roda Gira, a entreter a razão, Esse comboio de corda Que se chama coração.

4ª Questão: A temática central do texto é: a) o sofrimento amoroso.

b) o fingimento dos poetas. c) a criação de literatura. d) a desilusão diante da vida. e) a supressão da racionalidade.

5ª Questão: A partir da leitura do poema, responda: a) Por que o texto pode ser considerado autorreflexivo?

________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ b) Comente sobre aspectos formais do poema, como métrica e rimas.

________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________

Textos para as questões 6 e 7 Navio Negreiro (excerto)

Castro Alves

Senhor Deus dos desgraçados! Dizei-me vós, Senhor Deus! Se é loucura... se é verdade Tanto horror perante os céus?! Ó mar, por que não apagas Co'a esponja de tuas vagas De teu manto este borrão?... Astros! noites! tempestades! Rolai das imensidades! Varrei os mares, tufão! Quem são estes desgraçados Que não encontram em vós Mais que o rir calmo da turba Que excita a fúria do algoz? Quem são? Se a estrela se cala,

Se a vaga à pressa resvala Como um cúmplice fugaz, Perante a noite confusa... Dize-o tu, severa Musa, Musa libérrima, audaz!... São os filhos do deserto, Onde a terra esposa a luz. Onde vive em campo aberto A tribo dos homens nus... São os guerreiros ousados Que com os tigres mosqueados Combatem na solidão.

Ontem simples, fortes, bravos. Hoje míseros escravos,

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6ª Questão: Quanto à temática do texto, assinale a alternativa correta:

a) Trata-se de um poema de denúncia, no qual explora-se as péssimas condições de trabalho de imigrantes.

b) O poema fala sobre os horrores da escravidão de africanos no Brasil, focalizando a falta de salário.

c) A principal crítica é contra à escravidão, mas o foco central deste trecho é a viagem feita pelos negros da África à América.

d) O autor denuncia a escravidão, dando central atenção no trecho aos castigos físicos. e) A intenção central é chamar atenção para a escravização de indígenas no Brasil. 7ª Questão: Sobre o trecho do poema, responda:

a) O poeta invoca, por meio de vocativos, diversos elementos da natureza (mares, astros, noite, tempestades). O que é pedido para a natureza neste poema?

________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ b) Na última estrofe do poema há uma caracterização de pessoas. Quem são e como são

caracterizadas essas pessoas? Em que momento de suas vidas tudo muda, levando em consideração o uso dos advérbios “ontem” e “hoje”?

________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________

Textos para as questões 8 e 9 Canção do exílio

Gonçalves Dias

Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá;

As aves, que aqui gorjeiam, Não gorjeiam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas, Nossas várzeas têm mais flores, Nossos bosques têm mais vida, Nossa vida mais amores.

Em cismar, sozinho, à noite, Mais prazer eu encontro lá; Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá.

Minha terra tem primores, Que tais não encontro eu cá;

Em cismar sozinho, à noite, Mais prazer eu encontro lá; Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá.

Não permita Deus que eu morra, Sem que eu volte para lá;

Sem que disfrute os primores Que não encontro por cá;

Sem qu'inda aviste as palmeiras, Onde canta o Sabiá.

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Canção do Exílio

Murilo Mendes

Minha terra tem macieiras da Califórnia onde cantam gaturanos de Veneza. Os poetas da minha terra

são pretos que vivem em torres de ametista, os sargentos do exército são monistas, cubistas,

os filósofos são polacos vendendo a prestações. A gente não pode dormir

com os oradores e os pernilongos.

Os sururus em família têm por testemunha a Gioconda

Eu morro sufocado em terra estrangeira.

Nossas flores são mais bonitas nossas frutas mais gostosas mas custam cem mil réis a dúzia.

Ai quem me dera chupar uma carambola de verdade

e ouvir um sabiá com certidão de idade!

9ª Questão: A paródia é uma forma de imitação cômica, na qual a partir de um texto clássico se cria-se uma espécie de sátira. A partir dessa definição, pode-cria-se afirmar que:

a) O poema de Murilo Mendes tem um tom mais sério, enquanto o de Gonçalves Dias tem um tom humorístico.

b) Os dois poemas apresentam relação apenas no título, não possuindo nenhuma outra relação. c) Murilo Mendes faz um paródia com um tom irônico, o que pode ser percebido quando fala do preço das frutas.

d) Os dois textos têm intenção de exaltar a nação, não há paródia.

e) O texto de Gonçalves Dias é uma paródia do poema de Murilo Mendes.

10ª Questão: De acordo com os textos, assinale a alternativa com as afirmações corretas

I– O texto de Murilo Mendes apresenta estrutura muito parecida com o de Gonçalves Dias, inclusive na organização métrica dos versos.

II – Enquanto Gonçalves Dias busca valorizar o que é genuinamente brasileiro, Murilo Mendes constitui o Brasil a partir de inúmeros outros lugares.

III – A idealização do Brasil é uma característica típica da primeira fase do romantismo, e está presente no texto de Gonçalves Dias.

a) I apenas b) II apenas c) III apenas d) I e II apenas e) I, II e III

11ª Questão: Considerando os dois textos, responda: a) Quais seus aspectos formais?

________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ b) Considerando a intenção romântica de exaltar o Brasil, por que pode-se dizer que Murilo Mendes ironiza essas idealização em seu poema?

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Textos para as questões 12 e 13 A T... (Excerto)

Álvares de Azevedo

Ah! vem, pálida virgem, se tens pena De quem morre por ti, e morre amando, Dá vida em teu alento à minha vida, Une nos lábios meus minh'alma à tua! Eu quero ao pé de ti sentir o mundo Na tua alma infantil; na tua fronte Beijar a luz de Deus; nos teus suspiros Sentir as vibrações do paraíso;

E a teus pés, de joelhos, crer ainda

Que não mente o amor que um anjo inspira, Que eu posso na tu'alma ser ditoso,

Beijar-te nos cabelos soluçando E no teu seio ser feliz morrendo!

A lagartixa

Álvares de Azevedo

A lagartixa ao sol ardente vive E fazendo verão o corpo espicha: O clarão de teus olhos me dá vida, Tu és o sol e eu sou a lagartixa.

Amo-te como o vinho e como o sono, Tu és meu copo e amoroso leito...

Mas teu néctar de amor jamais se esgota, Travesseiro não há como teu peito.

Posso agora viver: para coroas Não preciso no prado colher flores; Engrinaldo melhor a minha fronte Nas rosas mais gentis de teus amores

Vale todo um harém a minha bela, Em fazer-me ditoso ela capricha... Vivo ao sol de seus olhos namorados, Como ao sol de verão a lagartixa. 12ª Questão: Comparando os dois poemas de Alvares de Azevedo, percebe-se que:

a) Ambos trazem a figura de uma mulher idealizada e superior, idealizando-a de forma parecida. b) O primeiro poema tem um tom irônico, visto que apresenta um eu-lírico que sofre de maneira desmedida, algo que é visto como ridículo pela segunda geração romântica.

c) Ambos os poemas são representantes da segunda geração romântica, uma vez que apresentam um grande sofrimento amoroso gerado pela indiferença da amada.

d) Ao colocar o amante como uma lagartixa, no segundo poema, cria-se humor, e não uma visão séria de um sofrimento amoroso.

e) O primeiro poema é profundamente irônico, pois utilizam-se termos religiosos para caracterizar a amada.

13ª Questão: a) Os poemas apresentam um vocabulário bastante diferente para caracterizar tanto o eu-lírico quanto a amada a quem ele se dirige. Nesse sentido, diferencie os poemas dizendo qual deles é mais próximo da segunda geração romântica.

________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ b) Apesar de haver idealização feminina em ambos, por que pode-se dizer que o poeta tem intenções diferentes em cada um deles?

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Textos para as questões 14 e 15

O alienista(excerto)

Machado de Assis

As crônicas da vila de Itaguaí dizem que em tempos remotos vivera ali um certo médico, o Dr. Simão Bacamarte, filho da nobreza da terra e o maior dos médicos do Brasil, de Portugal e das Espanhas. Estudara em Coimbra e Pádua. Aos trinta e quatro anos regressou ao Brasil, não podendo el-rei alcançar dele que ficasse em Coimbra, regendo a universidade, ou em Lisboa, expedindo os negócios da monarquia.

- A ciência, disse ele a Sua Majestade, é o meu emprego único; Itaguaí é o meu universo.

Dito isto, meteu-se em Itaguaí, e entregou-se de corpo e alma ao estudo da ciência, alternando as curas com as leituras, e demonstrando os teoremas com cataplasmas.

Aos quarenta anos casou com D. Evarista da Costa e Mascarenhas, senhora de vinte e cinco anos, viúva de um juiz de fora, e não bonita nem simpática. Um dos tios dele, caçador de pacas perante o Eterno, e não menos franco, admirou-se de semelhante escolha e disse-lho. Simão Bacamarte explicou-lhe que D. Evarista reunia condições fisiológicas e anatômicas de primeira ordem, digeria com

facilidade, dormia regularmente, tinha bom pulso, e excelente vista; estava assim apta para dar-lhe filhos robustos, sãos e inteligentes. Se além dessas prendas, - únicas dignas da preocupação de um sábio, - D. Evarista era mal composta de feições, longe de lastimá-lo, agradecia-o a Deus, porquanto não corria o risco de preterir os interesses da ciência na contemplação exclusiva, miúda e vulgar da consorte.

D. Evarista mentiu às esperanças do Dr. Bacamarte, não lhe deu filhos robustos nem mofinos. A índole natural da ciência é a longanimidade; o nosso médico esperou três anos, depois quatro, depois cinco. Ao cabo desse tempo fez um estudo profundo da matéria, releu todos os escritores árabes e outros, que trouxera para Itaguaí, enviou consultas às universidades italianas e alemãs, e acabou por aconselhar à mulher um regímen alimentício especial. A ilustre dama, nutrida exclusivamente com a bela carne de porco de Itaguaí, não atendeu às admoestações do esposo; e à sua resistência, - explicável mas inqualificável, - devemos a total extinção da dinastia dos Bacamartes.

Mas a ciência tem o inefável dom de curar todas as mágoas; o nosso médico mergulhou inteiramente no estudo e na prática da medicina. Foi então que um dos recantos desta lhe chamou especialmente a atenção, - o recanto psíquico, o exame da patologia cerebral. Não havia na colônia, e ainda no reino, uma só autoridade em semelhante matéria, mal explorada, ou quase inexplorada. Simão Bacamarte compreendeu que a ciência lusitana, e particularmente a brasileira, podia cobrir-se de "louros imarcescíveis", - expressão usada por ele mesmo, mas em um arroubo de intimidade doméstica; exteriormente era modesto, segundo convém aos sabedores. Machado de Assis. O alienista O alienista, publicado entre outubro de 1881 e março de 1882, é considerado um dos mais importantes contos de Machado de Assis. A partir da trajetória de Simão Bacamarte, protagonista da estória, Machado constrói um painel da sociedade brasileira de seu tempo, com seus valores, problemas e impasses. Tomando por base o fragmento selecionado, assinale a opção que melhor exprime a intenção do autor.

14ª Questão: “O alienista”, publicado entre outubro de 1881 e março de 1882, é considerado um dos mais importantes contos de Machado de Assis. A partir da trajetória de Simão Bacamarte, protagonista da história, Machado constrói um painel da sociedade brasileira de seu tempo, com seus valores, problemas e impasses. Tomando por base o fragmento selecionado, assinale a opção que melhor exprime a intenção do autor.

a) Valorização da ciência como caminho preferencial para a superação do atraso intelectual do país. b) Ironia em relação aos critérios utilizados por Simão Bacamarte na escolha de D. Evarista como sua esposa e genitora de seus filhos.

c) Apoio aos postulados do pensamento positivista e da ideologia do progresso defendidos por Simão Bacamarte.

d) Crítica aos hábitos culturais da vila de Itaguaí, em especial à alimentação, fator que contribuía para a dificuldade de D. Evarista em engravidar.

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15ª Questão: O texto nos permite afirmar de Simão Bacamarte que:

a) mudou-se para Itaguaí por tratar-se de um lugar no Brasil onde ainda não havia nenhuma autoridade na área da patologia cerebral.

b) declinou das ofertas do rei de Portugal, porque não correspondiam a suas expectativas de remuneração.

c) casou-se com Evarista aos quarenta anos, embora a achasse miúda e vulgar, pois via a sua falta de atrativos como um aspecto positivo.

d) passou a dedicar-se especificamente ao estudo das doenças mentais somente alguns anos depois de seu regresso a Itaguaí.

e) era dado a arroubos e explosões de temperamento no cenário doméstico, embora se mostrasse diferente em sua vida pública.

Referências

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