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SaudAr A saúde e o ar que respiramos Carlos Borrego

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Academic year: 2021

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(1)

|Financiamento

CESAM

Centro de Estudos do Ambiente e do Mar Departamento de Ambiente e Ordenamento

Universidade de Aveiro

Faculdade de Ciências Médicas Universidade Nova de Lisboa

Equipa

SaudAr

A saúde e o ar que respiramos

Carlos Borrego

Fundação Calouste Gulbenkian

Lisboa | 7 de Abril de 2009

(2)

A

poluição atmosférica (interior e exterior) é o factor ambiental

com maior impacto na saúde dos cidadãos Europeus, sendo

responsável pela maior fracção de doenças relacionadas com a

poluição.

Cerca de 20 milhões de europeus sofrem diariamente de

problemas respiratórios, estimando-se que a poluição do ar

seja responsável,

anualmente

e no conjunto das maiores

cidades Europeias, por

100.000 mortes e 725.000 anos de vida

perdidos

(WHO, 2004).

Estudos da Comissão Europeia estimam que no ano 2000,

350.000

europeus

tiveram

morte

prematura

devido

exclusivamente à poluição do ar por partículas finas (EEA,

2005).

(3)

Analisar a relação entre a

qualidade do ar

(exterior e interior) e

a

saúde humana

numa dada região;

Prevêr a

evolução dessa região

com base nos planos de

desenvolvimento existentes.

Objectivos

mas também …

- Conhecer a saúde respiratória das crianças em Viseu

- Conhecer a qualidade do ar “típica” das escolas e das habitações

- Conhecer a exposição das crianças aos poluentes

(4)
(5)

Zona Urbana

Escola EB1, 2 de Marzovelos

Escola EB1 nº 3 de Viseu, Massorim

Zona Peri-urbana

Escola EB1 de Jugueiros

Escola EB1 de Ranhados

(6)

• Aplicados 805 questionários (ISAAC) às crianças do 1º Ciclo

• Identificação de crianças com história de sibilância no último ano

• Quatro avaliações: Janeiro e Junho de 2006 e 2007

Material e métodos

Resultados

Prevalência de asma em Viseu (sibilância no ano anterior): 11,7%

– Região Urbana: 12,2%

– Região Peri-urbana: 11,7%

• participaram 54 crianças (70% do total de 77 crianças

identificadas)

• idade média: 7 ± 1,1 anos

(7)
(8)

Caracterização da situação actual

qualidade do ar

medindo

(campanha de Inverno e Verão de 2006/7)

e modelando

(campanha de Inverno e Verão de 2006/7)

1 semana Amostradores passivos NO2, O3, BTX, formaldeído Interior habitações (~50 casas) 1 semana Amostradores passivos NO2, O3, BTX, formaldeído 4 escolas Ar interior 24 horas Amostradores de elevado e baixo volume PM 80-90 dias Detectores passivos Radão 24 horas Amostradores High e Low

Volume PM PM: 30 min. restantes: 15 min. Analisadores em contínuo NOX, O3, CO, SO2, BTX, PM Laboratório móvel 80-90 dias Detectores passivos Radão Variável (~ 1 semana) Amostradores passivos NO2, O3, BTX, formaldeído 20 pontos incluindo 4 escolas Ar exterior tempo de amostragem método poluentes local 1 semana Amostradores passivos NO2, O3, BTX, formaldeído Interior habitações (~50 casas) 1 semana Amostradores passivos NO2, O3, BTX, formaldeído 4 escolas Ar interior 24 horas Amostradores de elevado e baixo volume PM 80-90 dias Detectores passivos Radão 24 horas Amostradores High e Low

Volume PM PM: 30 min. restantes: 15 min. Analisadores em contínuo NOX, O3, CO, SO2, BTX, PM Laboratório móvel 80-90 dias Detectores passivos Radão Variável (~ 1 semana) Amostradores passivos NO2, O3, BTX, formaldeído 20 pontos incluindo 4 escolas Ar exterior tempo de amostragem método poluentes local 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 110 120

35N

58N

50x50 km

2

14W

25E

CHIM-EUR CHIM-PT

35N

58N

50x50 km

2

14W

25E

CHIM-EUR CHIM-PT

Viseu

X (meters) Y ( m e te rs ) 16 22 28 34 40 46 52 58 64 70 PM10Conc. [µg.m-3]X (meters) Y ( m e te rs ) 16 22 28 34 40 46 52 58 64 70 PM10Conc. [µg.m-3]

(9)

Marzovelos - summer 0 20 40 60 80 100 120 140 160 180

20-Jun 21-Jun 22-Jun 23-Jun 24-Jun

u g /m 3 outdoorPM10 indoorPM10 Marzovelos - winter 0 20 40 60 80 100 120 140 160 180

17-Jan 18-Jan 19-Jan 20-Jan 21-Jan 22-Jan 23-Jan 24-Jan 25-Jan 26-Jan 27-Jan

u g /m 3 Outdor_PM10 Indoor PM10 Verão Inverno

Durante a semana as concentrações de PM10 nas salas de aula são muito altas e

mais elevadas do que no ar exterior

Caracterização da situação actual

(10)

A OMS recomenda que a exposição anual não exceda 20

g.m

-3

PM10 exposição (urbana)

(g.m-3h-1) exposição (suburbana) (g.m-3h-1)

Inverno 61,8 54,2

Verão 45,5 42,5

Crianças da zona urbana mais expostas a partículas do que crianças da zona uburbana

A exposição média a PM10 (Verão e Inverno) é 2 vezes superior à recomendação da OMS

Caracterização da situação actual

exposição e dose - resultados

emissões

concentrações ar

ambiente

exposição

dose

efeitos na

saúde

(11)

Caracterização da situação actual

relação qualidade do ar saúde - resultados

Poluente ∆ diurna PEF (peak expiratory flow) – variabilidade das vias

aéreas exp benzeno 0,70*** exp tolueno 0,76*** exp o-xileno 0,45* exp formaldeído 0,61** dose benzeno 0,70*** dose tolueno 0,77**** dose o-xileno 0,45* dose formaldeído 0,51*

Junho 2007 – correlações para alérgicos

correlações entre as variáveis médicas e ambientais (em particular COV)

apontam no sentido de que mais exposição à poluição conduz a resultados

médicos que indicam mais gravidade da doença

(12)

Cenários analisados

Cenários de evolução futura

Cenário BAU

•mantêm-se todas as tendências e ritmos de desenvolvimento actuais

Cenário GREEN

•ocupação mais concentrada

•reabilitação das zonas centrais degradadas •população preocupada e ciente das

questões ambientais

•aumento de 15% do uso dos transportes públicos

•maior eficiência energética

Cenário GREY

•ocupação mais dispersa

• reabilitação das zonas centrais degradadas

•aumento de 10% nas distâncias percorridas diariamente

•aumento de 15% do uso do transporte privado

•maior eficiência energética

Diferenças nas emissões de poluentes  variação da concentração

de poluentes na atmosfera  alteração da exposição dos indivíduos

Outros poluentes  exposição e dose inalada não variaram significativamente

qualidade do ar e

área afectada mais

preocupantes no

Inverno

melhores níveis de

qualidade do ar, com

excepção de “hot-spots”

 maior exposição a

PM10

maiores aumentos de

concentração de PM10,

mais localizados,

(13)

Educação/sensibilização

Trabalho realizado com as escolas envolvidas

(universo de mais de 800 crianças)

- site

- brochura

- concursos

- palestras

- exposições

- comemoração do dia

Mundial do Ambiente

-visitas ao laboratório

móvel de qualidade do ar

- visita à Fábrica da

Ciência – Aveiro

- visita à Universidade de

Aveiro

(14)

Criança asmática

Habitações e escolas

Planos de desenvolvimento

e uso do solo

Acompanhamento médico

A actividade física é desejável e necessária para desenvolver resistência à doença.

Providenciar que a criança faça exercícios respiratórios diariamente, como tocar um instrumento de sopro, fazer bolas de sabão, apagar velas

Não usar roupa felpuda, a qual potencia a acumulação de pó e ácaros, sobretudo após longa permanência no armário

 Evitar mudanças bruscas de temperatura corporal e não agasalhar a criança em demasia.

Certificar-se que o local escolhido para as férias é o mais indicado, evitando praias de água muito fria, casas“mal limpas” e fechadas.

Caso a medicação não esteja a resultar, recorrer novamente ao médico pois poderá ser necessária, por exemplo, a utilização de outros medicamentos.

As vulgares “bombas” da asma são extremamente eficazes e praticamente não têm nenhuma contra-indicação; contudo, a sua utilização requer aconselhamento médico.

A asma, como todas as doenças crónicas, deve ser tratada quando não existe manifestação da doença e não somente em períodos de agudização do estado de saúde. A paragem ou alteração da medicação é uma decisão que compete ao médico.

…

Formação e educação

(15)

A qualidade do ar em Viseu é boa, embora se verifique a ocorrência de

concentrações elevadas de partículas, em especial no Inverno. A poluição atmosférica

em Portugal (principalmente devida a partículas) é um problema de cariz

regional/nacional.

PM10 - concentrações no ar dentro das escolas são superiores às observadas no

exterior, o que demonstra a importância das fontes interiores para a degradação da

qualidade do ar interior.

Encontraram-se correlações significativas entre níveis de exposição a poluentes

atmosféricos (em particular os COV) e o agravamento da doença asmática.

Os cenários de desenvolvimento apontam genericamente para uma degradação

da qualidade do ar, devido ao crescimento da população e consequente aumento das

emissões de poluentes atmosféricos.

(16)

A legislação europeia regula a poluição atmosférica em termos de

níveis de qualidade do ar, no entanto a mesma qualidade do ar

resulta em valores distintos de exposição e dose inalada para

diferentes indivíduos.

As medidas adoptadas no sentido da melhoria do conforto térmico

dos edifícios, apesar de terem especificações ao nível da qualidade

do ar interior,

tendem a induzir problemas de poluição interior

devido à baixa ventilação.

(17)

Teses de doutoramento (4):

 J. Ferreira: Relação qualidade do ar e exposição humana a poluentes atmosféricos.

 A.M. Costa: Modelação de microescala da exposição a poluentes atmosféricos em áreas urbanas.

 J. Valente: Modelação da Qualidade do Ar e Saúde Humana: da Mesoscala à Dose. (Em curso)

 P. Martins: Mecanismos de inflamação brônquica resultantes de exposição a poluentes. (Em curso)

Publicações em congressos internacionais (13):

 Congresso Luso-Moçambicano de Engenharia (2-5 Setembro 2008, Maputo, Angola): A SAÚDE E O AR QUE

RESPIRAMOS: CONTRIBUTO DA ENGENHARIA PARA UM ESTUDO MULTIDISCIPLINAR (C. Borrego, M. Lopes, J. Valente, N. Neuparth, P. Martins, J. H. Amorim, A. Carvalho, A. M. Costa, A. Monteiro, H. Martins, V. Martins, R. Tavares, T. Nunes e A. I. Miranda (Comunicação convidada para Sessão Plenária).

 Borrego C., Lopes M., Valente J., Tchepel O., Miranda A., e Ferreira J. (2008). Air Pollution and Human

Exposure: Asthmatic children case study. AIR POLLUTION 2008 (22-24 Setembro, Skiathos, Greece).

 Martins P., Caires I., Torres S., Borrego C., e Neuparth N. (2006). Exhaled nitric oxide (eNO) and pH in the

exhaled breath condensate in asthmatic children: biomarkers of different inflammatory pathways? Eur Repir J; 28 (S50): 671s.

Publicações em congressos nacionais (9)

(18)

Livros (2):

 Borrego C., Valente J., Santos J., Amorim J., Lopes M., Neuparth N., Mata P., Santos P., Tavares R. e Martins

V. (2006) Uma Cidade Saudável para uma Vida Melhor. Projecto SaudAr – A saúde e o ar que respiramos. University of Aveiro, Portugal, (53 p).

Borrego C., Neuparth N., Carvalho A.C., Carvalho A., Miranda A.I., Costa A.M., Monteiro A., Martins H.,

Correia I., Ferreira J., Amorim J.H., Martins J., Pinto J.R., Santos J., Silva J.V., Valente J., Simões L., Lopes M., Tchepel O., Cascão P., Lopes da Mata P., Martins P., Santos P., Tavares R., Nunes T., Martins V.(2008) A Saúde e o Ar que Respiramos - Um Caso de Estudo em Portugal. Textos de Educação. Lisboa. Fundação Calouste

Gulbenkian. 125. pp

Publicações em revistas com revisão científica (9):

Vários em preparação

 Martins P., Caires I., Rosado Pinto J., Mata P., Torres S., Valente J., Borrego C., Neuparth N. (2008). Medição

do óxido nítrico no ar exalado: Utilização na avaliação de crianças com história de sibilância Revista Portuguesa de Pneumologia; XIV (2): 195-218”

 Martins P., Caires I., Rosado Pinto J., Torres S., Valente J., Borrego C., Neuparth N. (2007). Poluição e pH das

vias aéreas. Rev Port Pneumol; 13 (S6): 34.

 Martins P., Caires I., Lopes da Mata P., Torres S., Rosado Pinto J., Neuparth N. (2007). Exhaled nitric oxide as

a predictor of wheezing in a paediatric population. Rev Port Imuanoalergol; 15 (S3): 15.

(19)

Universidade de Aveiro

GEMAC –

Grupo de Emissões, Modelação e Alterações Climáticas

Universidade Nova de Lisboa

Faculdade de Ciências Médicas

coordenação

• Hospital de S. Teotónio

• H

2

Q

• IDAD

• Instituto Politécnico de Viseu

• Instituto de Meteorologia

• Agência Portuguesa do Ambiente

Colaborações nas campanhas experimentais

(20)

Carlos Borrego

Nuno Neuparth

Ana Cristina Carvalho

Anabela Carvalho

Ana Isabel Miranda

Ana Margarida Costa

Alexandra Monteiro

Helena Martins

Iolanda Correia

Joana Ferreira

Joana Valente

Jorge Humberto Amorim

José Martins

José Rosado Pinto

João Santos

João Vasco Silva

Equipa

Luís Simões

Myriam Lopes

Oxana Tchepel

Paulo Pinto

Pedro Cascão

Pedro Lopes da Mata

Pedro Martins

Pedro Santos

Pedro Silva

Richard Tavares

Sérgio Lopes

Simões Torres

Teresa Nunes

Vera Martins

Victor Prior

(21)

Às crianças do projecto e famílias

Instituto Politécnico de Viseu, Escola Superior de Tecnologia

Hospital de São Teotónio

Câmara Municipal de Viseu

Associação Empresarial da Região de Viseu

Direcção Regional de Educação do Centro

Instituto de Meteorologia

Instituto do Ambiente

IDAD

Escola EB 1,2 João de Barros

Escola EB 1 de Jugueiros

Escola EB 1 nº 3 de Massorim

Escola EB 1 de Ranhados

parceiros

colaboradores

financiamento

Fundação Calouste Gulbenkian

Referências

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