RELATÓRIO E CONTAS SEMESTRAL
30 DE JUNHO DE 2014
BANIF IBÉRIA
Fundo de Investimento Mobiliário Aberto Flexível
Banif Gestão de Activos – Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Mobiliário, S.A. Sede Social: Av. 24 Julho, nº 98, 1º Piso, 1200-870 Lisboa
RELATÓRIO DE GESTÃO
30 DE JUNHO DE 2014
BANIF IBÉRIA
Fundo de Investimento Mobiliário Aberto Flexível
O Banif Ibéria – Fundo de Investimento Mobiliário Aberto Flexível, adiante designado por Banif Ibéria, Fundo ou OIC, é um fundo que investe em acções admitidas à negociação na Euronext Lisboa e Bolsa de Valores de Madrid e instrumentos do mercado monetário, gerido pela Banif Gestão de Activos – Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Mobiliário, SA. A constituição do Fundo foi autorizada pela Comissão de Mercados de Valores Mobiliários, por tempo indeterminado em 29 de Outubro de 2009 e iniciou a sua actividade em 9 de Novembro de 2009.
I – ENQUADRAMENTO MACRO-ECONÓMICO
A economia global conheceu um desempenho abaixo das expectativas no primeiro semestre de 2014, muito condicionada pela evolução negativa de alguns das principais economias, em particular durante o primeiro trimestre do ano. De acordo com o FMI, a economia mundial terá crescido em termos anualizados 2,75% no primeiro trimestre de 2014, abaixo de 3,75% registados nos últimos 3 meses de 2013.
Esse comportamento negativo fez-se sentir na economia norte-americana que sofreu o impacto de condições climatéricas extremamente adversas, que contribuíram para a queda da procura interna. Esta economia sofreu ainda da queda abrupta das exportações, após o forte desempenho desta rubrica no último trimestre de 2013, e da correcção da variação de existências, na sequência da acumulação de inventários ocorrida na segunda metade do ano passado. Estes factores são de natureza temporária verificando-se já uma recuperação significativa no segundo trimestre. No entanto, essa recuperação só deverá compensar parcialmente a queda verificada, tendo o FMI reduzido em 1,1 pontos percentuais a estimativa de crescimento desta economia para 2014, que se situa agora em 1,7%.
Outra economia cujo comportamento no primeiro trimestre foi desapontante foi a China, onde o esforço das autoridades para conter o rápido crescimento do crédito provocou um abrandamento da procura interna maior que o antecipado e uma correcção na actividade de construção residencial. Em resposta a este facto, as autoridades recorreram a medidas limitadas e direccionadas para impulsionar o crescimento na segunda metade do ano, incluindo um corte de impostos para PME, aumento do investimento público em infraestruturas e cortes no rácio de reservas
legais dos bancos. Estas medidas deverão permitir um crescimento de 7,4% para a totalidade do ano.
Na Rússia, a actividade económica desacelerou muito significativamente no primeiro trimestre, com o aumento das tensões geopolíticas a afectar a procura interna, em particular o investimento. Para o conjunto das economias emergentes, a primeira metade do ano revelou-se igualmente despontante, com um crescimento abaixo das expectativas resultante da menor procura externa por parte dos EUA e da China e, num conjunto de países, menor procura interna e fraco crescimento do investimento. Na Europa, o primeiro semestre de 2014 mostrou uma elevada disparidade de crescimento entre as várias economias. Os dados referentes ao primeiro trimestre mostraram um crescimento de 0,2% na Zona Euro e de 0,3% na UE28. Pela positiva destaca-se o crescimento da Alemanha e do Reino Unido (0,8%), Espanha (0,4%) e Bélgica (0,4%). Pela negativa, assumem particular relevo os desempenhos da Holanda ( -1,4%), Finlândia (-0,7%) e Portugal (-0,6%). O desempenho da Zona Euro continua a ser desigual entre as várias economias e negativamente impactado pelo processo de desalavancagem dos agentes públicos e privados, pela persistência da fragmentação financeira, apesar dos avanços conseguidos em termos de União Bancária, e pelo elevado desemprego em muitas destas economias.
Em Portugal, a actividade económica ao longo do primeiro semestre ficou marcada pela evolução negativa registada no primeiro trimestre do ano, de -0,6%, interrompendo uma sequência de 3 trimestres positivos. Em termos homólogos, o PIB registou um crescimento de 1,3%, que correspondeu a um abrandamento face à taxa de 1,5% registada no trimestre anterior. Esta evolução deveu-se sobretudo ao abrandamento das Exportações de Bens e Serviços, mas também à aceleração das Importações de Bens e Serviços. A procura interna apresentou um contributo positivo mais acentuado, passando de 0,5 p.p. no 4º trimestre de 2013 para 2,8 p.p. no primeiro trimestre de 2014, reflectindo em larga medida o comportamento do investimento. Os dados qualitativos referentes ao segundo trimestre mostram uma melhoria generalizada dos indicadores de confiança, visível em quase todas as componentes, com excepção da confiança na indústria, que se manteve inalterada.
Os dados referentes ao desemprego mostraram no primeiro trimestre a continuação da tendência de descida que se verifica desde o trimestre homólogo de 2013, tendo a taxa de desemprego registado 15,1%, menos 0,2 p.p. que no trimestre anterior e menos 2,4 p.p. que no trimestre homólogo. No que respeita à inflação, continuou a verificar-se uma descida progressiva da taxa média de 12 meses do IHPC, que se situou em 0,0% em Junho, enquanto a variação homóloga do mesmo indicador é negativa de -0,2% no mesmo mês.
O primeiro semestre em Portugal foi ainda caracterizado pelo fim do Programa de Assistência Económica e financeira a que Portugal esteve vinculado nos últimos 3
anos, tendo-se optado por uma saída do programa para um regime de financiamento de mercado sem assistência oficial por parte dos mecanismos cautelares existentes no âmbito da UE.
Ao longo da primeira metade de 2014 assistiu-se igualmente ao recrudescimento dos riscos geopolíticos em diversas geografias, com potenciais impactos sobre o preço das commodities energéticas, nomeadamente o petróleo e o gás, mas também com potenciais impactos de desestabilização de zonas do globo já de si altamente instáveis, como o Médio Oriente. Neste contexto, assume particular relevo o conflito entre a Rússia e a Ucrânia relacionado com a península da Crimeia e mais tarde com zonas separatistas do Leste da Ucrânia, que motivou a reacção internacional com a imposição de sanções económicas à Rússia. De assinalar igualmente a manutenção do clima de guerra civil na Síria e a propagação deste conflito para o Iraque, onde foi instaurado um califado designado por ISIL.
No que respeita à política monetária, continuou a verificar-se, ao longo do primeiro semestre, a um cenário de ampla liquidez proporcionada por políticas monetárias extremamente expansionistas protagonizadas pelos principais Bancos Centrais, apesar de se começarem a evidenciar dinâmicas distintas em ambos os lados do Atlântico. Assim, nos EUA, a FED continuou a trajectória, iniciada em Dezembro de 2013, de remoção gradual dos estímulos monetários, através da redução do montante de compras de activos em mercado, ao ritmo de 10 mil milhões de dólares em cada reunião, prevendo-se que este processo esteja finalizado em Outubro de 2014. Paralelamente, a FED decidiu remover, em Março, os limiares quantitativos de referência para determinar a evolução futura da política monetária, nomeadamente uma taxa de desemprego de 6,5% e uma taxa de inflação até 0,5 p.p. acima de 2%. A partir de Outubro, o foco estará na definição da estratégia de saída e do processo de subida de taxas de juro, que se antecipa para meados de 2015.
Na Zona Euro, o BCE reforçou ao longo do semestre a indicação de que pretende manter as taxas de juro baixas por um período prolongado de tempo, numa tentativa de demarcar a alteração de política nos EUA com a situação na Zona Euro. Com efeito, com o crescimento abaixo de esperado e níveis de inflação muito baixos, num contexto de fragmentação dos mercados financeiros e queda do crédito concedido, o BCE implementou, na reunião de 6 de Junho, um conjunto de medidas tendentes a aumentar os níveis de liquidez, que incluem corte nas taxas de juro directoras (para 0,15% na Repo Rate e 0,4% na taxa permanente de cedência), introdução de uma taxa de depósitos negativa (-0,10%) e a cedência de liquidez através de operações de refinanciamento de prazo alargado (ORPA) direccionadas. O BCE afirmou igualmente que, se necessário, recorrerá a instrumentos não convencionais para lidar de forma eficaz com os riscos de um período de inflação baixa. O BCE anunciou ainda que as reuniões consagradas à política monetária passarão a ter lugar de 6 em 6 semanas e que pretende publicar as actas das discussões sobre política monetária.
No que respeita aos mercados financeiros, assistiu-se durante o período em apreço a uma forte valorização em praticamente todas as classes de activos, beneficiando da ampla liquidez proporcionada pelas políticas monetárias expansionistas na generalidade dos blocos económicos. As taxas Euribor registaram quedas em todos os prazos, tendo encerrando o semestre em 0,207%, 0,303% e 0,488% para os prazos de 3, 6 e 12 meses, respectivamente. As taxas de juro de longo prazo nas economias avançadas continuaram a cair, assim como os indicadores de volatilidade, os spreads das economias emergentes e dos países periféricos da Zona Euro. Os mercados accionistas, por seu turno, valorizaram-se significativamente, encerrando o semestre, em muitos casos, próximo dos máximos históricos. Na Zona Euro, o índice Euro Stoxx 50 valorizou 4,24%, o índice FTSE MIB 12,4%, o IBEX 35 subiu 10,8% e o índice PSI 20 6,3%. Nos EUA, o índice S&P 500 valorizou 6,1%, enquanto o NASDAQ Composite subiu 5,5%. No que respeita às principais commodities, verificou-se uma valorização de 7,5% no preço do petróleo, em resultado das tensões geopolíticas, que também impactaram sobre o preço do ouro, que valorizou 9,5% no semestre. O conjunto das commodities agrícolas, medidas pelo índice S&P Agriculture Index apresentou uma valorização de -0,53% no semestre.
Ao longo do primeiro semestre destacaram-se as empresas que beneficiaram da queda abrupta dos prémios de risco de Portugal e Espanha: Abengoa (+77.02%), Acciona (+56.40%), EDP Renováveis (+40.84%), Rede Electrica (+37.73%) e EDP (+37.23%). Adicionalmente, registou-se um excelente desempenho das empresas domésticas, nomeadamente a Impresa (+38.53%), a Jazztel (+33.69%), a ACS (+33.49%), os CTT (+29.87%) e a Sacyr (+22.80%).
Pela negativa, destacaram-se as empresas com exposição internacional que apresentaram tendências operacionais fracas: Jerónimo Martins (-15.48%), Portugal Telecom (-15.32%) e NOS (-11.11%) em Portugal, Arcelor Mittal (-16.19%), Inditex (-6.18%) e IAG (-4.30%) em Espanha.
II – ACTIVIDADE DO FUNDO
Política de investimento do OIC e Evolução da Composição da Carteira
O Banif Ibéria é um Fundo de investimento flexível, investindo preferencialmente nos mercados accionistas Português e Espanhol.
A 30 de Junho de 2014 e a 31 de Dezembro de 2013, a repartição do património do Fundo e peso sobre o valor global líquido do Fundo era a seguinte:
2014 2013
ACT IVO
Carteira de títulos 9 239 120 2 902 268
Depósitos à ordem e a prazo 3 233 040 423 931
Outros valores activos 578 832 194 819
13 050 992 3 521 018
P AS S IVO
Provisões para Encargos 19 606 45 167
Estado e Outros Entes Públicos 86 758 35 962
Comissões a pagar 22 771 13 706
Outros valores Passivos 749 566 162 476
878 701 257 311
VALOR GLOBAL LÍQUIDO DO FUNDO 12 172 291 3 263 707
Nº DE UP 'S 2 147 413 600 057
VALOR DA UP 5.6684 5.4390
A decomposição da carteira de títulos encontra-se detalhada na Nota 3 do Anexo às Demonstrações Financeiras. O peso por classe de activos encontra-se demonstrado no seguinte gráfico:
O posicionamento do Banif Ibéria foi sendo ajustado ao longo do semestre de modo a reflectir as condições de mercado prevalecentes, nomeadamente a evolução dos prémios de risco das dívidas soberanas de Espanha e de Portugal e a evolução das economias da América Latina. Durante o primeiro semestre, o fundo manteve uma exposição líquida ao mercado entre 30% e 70%. A redução para os 30% foi temporária, tendo-se verificado em Fevereiro de 2014, dada a instabilidade registada nos mercados emergentes.
Durante o período, o Fundo posicionou-se em empresas domésticas capazes de tirar partido de uma maior estabilidade económica e em empresas expostas a economias emergentes. No primeiro grupo surgem as construtoras espanholas (Sacyr e ACS), CTT, Impresa e EDP. Em relação às empresas com exposição internacional relevante há a destacar os investimentos em EDP Renováveis, Galp e Semapa no mercado nacional, e em BBVA, Santander, Acerinox, Tubacex e Ferrovial no mercado espanhol. A estratégia adoptada foi implementada em detrimento do investimento no sector das utilities em Espanha, por se considerar pouco atractivo do ponto de vista da avaliação e com elevado risco regulatório, e de empresas portuguesas com tendências operacionais fracas, nomeadamente a Jerónimo Martins e a Portugal Telecom.
O Fundo assumiu sempre uma postura táctica na gestão da exposição ao sector financeiro em Portugal, tendo esta sido reduzida de forma substancial ao longo do segundo trimestre de 2014 à medida que se foi perspectivando a ocorrência de aumentos de capital.
Finalmente, em termos geográficos, o fundo privilegiou o mercado espanhol dada a maior vitalidade da sua economia.
Valorização dos activos do OIC
Os activos encontram-se valorizados de acordo com as regras de valorimetria estabelecidas no ponto 3.2 do Capítulo II do Prospecto do Fundo, as quais se encontram descritas na Nota 4 do Anexo às Demonstrações Financeiras, que fazem parte do presente Relatório e Contas.
Evolução da actividade do OIC - Informação Financeira e Performance
Durante o semestre, o Fundo apresentou um Resultado Líquido de € 210 673, decomposto pelos seguintes Proveitos e Custos, adicionalmente apresentam-se os Resultados dos últimos três exercícios:
2013 2012 2011
P ROVEIT OS
CARTEIRA DE TÍTULOS
Mais Valias 2 300 011 1 784 346 1 510 250 1 995 050
Rendimentos títulos 145 409 66 755 76 730 82 020
Ganhos em operações extrapatrimoniais 2 731 167 2 291 461 3 753 965 4 365 167
OUTROS RENDIMENTOS
Reposição e/ou Anulação de Provisões 134 710 45 954 - -
Outros 12 063 4 258 2 703 12 550 5 323 360 4 192 774 5 343 648 6 454 787 CUS T OS CARTEIRA DE TÍTULOS Menos valias 1 601 057 1 197 021 1 221 551 1 936 898 Comissões de transacções 76 234 60 869 54 296 78 307
Perdas operações extrapatrimoniais 3 126 773 2 580 369 3 876 369 4 317 836
OUTROS CUSTOS Impostos suportados 124 076 53 420 33 505 22 636 Provisões do exercício 109 148 91 122 - - Comissão gestão 68 022 47 002 33 712 48 560 Comissão depósito 4 690 2 969 2 697 3 885 Outros 2 687 3 909 4 867 5 770 5 112 687 4 036 681 5 226 997 6 413 892 RES UL T ADO LÍQUIDO DO P ERÍODO 210 673 156 093 116 651 40 895
1º Semestre 2014
Exercício
O quadro seguinte apresenta o volume sob gestão, nº unidades de participação (UP’s), em circulação e o seu valor unitário, bem como as subscrições e resgates anuais, verificados no final dos últimos 5 exercícios:
2013 2012 2011 2010 2009
Volume sob gestão 12 172 291 3 263 707 2 839 629 2 693 013 6 029 139 4 962 885
Nº UP’s 2 147 413 600 057 547 651 542 022 1 191 903 982 865
Valor das UP’s (EUR) 5.6684 5.4390 5.1851 4.9685 5.0584 5.0494
Subscrições (totais) 8 998 749 396 234 192 229 1 243 023 1 080 496 4 936 757
Resgates (totais) 300 838 128 248 162 264 4 620 044 1 263 -
1º S emestre 2014
Exercício
O Banif Ibéria é um Fundo de capitalização pelo que não há distribuição de rendimentos, os quais, caso existam, estarão incorporados no valor da unidade de participação sendo aplicados de acordo com a política de investimento do Fundo.
Nos últimos 4 anos, o Fundo apresentou a seguinte evolução das rendibilidades e risco do OIC1: 2013 4.90 6.85 4 2012 4.36 4.95 3 2011 -1.78 8.02 4 2010 0.18 7.9 4
Ano Rendibilidade % Risco % Nível de risco
III – INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVADOS
De acordo com o perfil de risco e estratégia de investimento seguida pelo Fundo, foi convencionada a abordagem baseada nos compromissos, como metodologia a utilizar para o cálculo da exposição global a instrumentos financeiros derivados. Este cálculo é realizado diariamente no sistema de gestão das carteiras, correspondendo ao somatório, em valor absoluto das posições equivalentes nos activos subjacentes relativamente a cada instrumento financeiro derivado para o qual não existam mecanismos de compensação e de cobertura do risco, incluindo acordos de recompra ou empréstimo de valores mobiliários, ou líquidas caso existam mecanismos de compensação e de cobertura do risco existentes.
O valor das posições equivalentes nos activos subjacentes é medido pelo valor nocional, ajustado de acordo com a natureza de cada instrumento, nomeadamente: nos contratos de futuros, o preço de referência e nos contratos de forwards e swaps, o respectivo valor nocional.
A 30 Junho de 2014, o Fundo apenas detinha instrumentos financeiros derivados negociados em mercado regulamentado, verificando-se que a exposição global aos mesmos, ascendia a € 4 485 780 o que representa 36,9% do VLGF.
1 De forma a dar cumprimento às disposições legais acresce referir que: (i) as rendibilidades divulgadas representam dados passados, não constituindo garantia de rendibilidade futura, porque o valor das unidades de participação pode aumentar ou diminuir em função do nível de risco que varia entre 1 (risco mínimo) e 7 (risco máximo); (ii) os valores divulgados não têm em conta comissões de emissão e resgate eventualmente devidas; (iii) as rendibilidades mencionadas, apenas seriam obtidas se o investimento fosse efectuado durante a totalidade do período de referência; (iv) o Fundo está exposto aos riscos dos activos que compõem o seu património, não existindo qualquer garantia quanto à preservação do capital investido ou em relação à rendibilidade do investimento; (v) existem Informações Fundamentais destinadas aos Investidores (IFI) e Prospecto relativos ao OIC, os quais se encontram disponíveis nas entidades comercializadoras do Fundo, bem como na Sociedade Gestora.
IV – PERSPECTIVAS DA ACTIVIDADE DO OIC
Para o segundo semestre de 2014, espera-se uma aceleração económica nos Estados Unidos e uma recuperação progressiva das economias europeias, suportadas por políticas monetárias expansionistas e pela queda dos prémios de risco da Zona Euro. Como factores de risco, identifica-se a retirada mais rápida de estímulos monetários por parte da Reserva Federal norte-americana, o agravamento dos riscos de deflação na Europa e um aumento do risco geopolítico a nível global.
Quanto às economias Ibéricas, de acordo com o relatório recente do FMI, espera-se que cresçam 1.2% em 2014. De facto, o crescimento da economia espanhola foi recentemente revisto pelo FMI em +0.3%, na actualização de Julho de 2014.
Este deverá ser um cenário favorável para os activos de risco, em particular para as acções.
Lisboa, 25 de Agosto de 2014
BALANÇO DO BANIF IBÉRIA - Fundo de Inve stime nto Mo biliá rio Abe rto Fle xíve l
(valores em euros) Dat a: 30- 06- 2014
A CT IV O CA P IT A L E P A SSIV O
CÓ DIGO DESIGNA ÇÃ O 2014 2013 CÓ DIGO DESIGNA ÇÃ O P erí od os
B rut o + - L í q ui d o L í q ui d o 2014 2013
O UT R O S A T IV O S CA P IT A L DO O IC
32 Ativos Fixos Tangíveis das SIM 61 Unidades de Participação 10 737 065 2 899 935
33 Ativos Intangíveis das SIM
T O T A L D E O U T R O S A C T I V O S D A S S I M - - - - - 62 Variações Patrimoniais 897 766 (67 442)
CA R T EIR A DE T ÍT UL O S 64 Resultados Transitados 326 787 170 694
21 Obrigações
22 Acções 9 144 772 283 104 188 756 9 239 120 2 215 816 65 Resultados Distribuidos
23 Outros títulos de capital 67 Dividendos Antecipados das SIM
24 Unidades de Participação
25 Direitos 66 Resultados Líquidos do Exercício 210 673 (146 875)
26 Outros instrumentos de dívida T O T A L D O C A PI T A L D O O I C 12 172 291 2 856 312
T O T A L D A C A R T EI R A D E T Í T U LO S 9 144 772 283 104 188 756 9 239 120 2 215 816
O UT R O S A CT IV O S 48 P R O V ISÕ ES A CUMUL A DA S
31 Outros Activos da Carteira 481 Provisões para Encargos 19 606
T O T A L D E O U T R O S A C T I V O S - - - - - T O T A L P R O V I S Õ ES A C U M U LA D A S 19 606 -
T ER CEIR O S T ER CEIR O S
411+…+418 Contas de Devedores 577 833 577 833 176 187 421 Resgates a Pagar a Participantes
424 Estado e Outros Entes Públicos
T O T A L D O S V A LO R E S A R E C EB ER 577 833 577 833 176 187 422 Rendimentos a Pagar a Participantes
423 Comissões a Pagar 22 771 3 271
DISP O NIB IL IDA D ES 424+…+429 Outras Contas de Credores 835 278 423 950
11 Caixa 43+12 Empréstimos Obtidos
12 Depósitos à ordem 3 233 040 3 233 040 892 300 44 Pessoal
13 Depósitos a prazo e com pré-aviso 46 Acionistas
14 Certificados de depósito T O T A L D O S V A LO R ES A PA G A R 858 049 427 221
18 Outros meios monetários
T O T A L D A S D I S PO N I B I LI D A D ES 3 233 040 3 233 040 892 300 A CR ÉSCIMO S E D IFER IMENT O S
A CR ÉSCIMO S E D IFER IMENT O S 55 Acréscimos de custos 1 046 996
51 Acréscimos de Proveitos 999 999 226 56 Receitas com Proveito Diferido
52 Despesas com Custo Diferido 58 Outros Acrécimos e Diferimentos
58 Outros Acrécimos e Diferimentos 59 Contas Transitórias Passivas
59 Contas Transitórias Activas
T O T A L D O S A C R É SC I M O S E D I F . A C T I V O S 999 999 226 T O T A L D O S A C R É SC I M O S E D I F . P A S SI V O S 1 046 996 T O T A L DO A CT IV O 12 956 644 283 104 188 756 13 050 992 3 284 529 T O T A L DO CA P IT A L E DO P A SSIV O 13 050 992 3 284 529
T ot al d o Número d e Uni d ad es d e P art i c i p aç ão em Ci rc ul aç ão 2 147 413 579 987 V al or Uni t ári o d a Uni d ad e d e P art i c i p aç ão 5. 6684 4. 9248
A breviat uras: A just ament os (+): M ais valia e reversões; A just ament os negat ivos (-): M enos valia, Provisões, Depreciações/ Amort izações e perdas por imparidade
DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS DO BANI F IBÉRIA - Fundo de Inve stime nto Mo biliá rio Abe rto Fle xíve l
(valores em euros) Dat a: 30- 06- 2014
CUS T OS E P ERDAS P ROVEIT OS E GANHOS
CÓDIGO DES IGNAÇÃO 2014 2013 CÓDIGO DES IGNAÇÃO 2014 2013
CUS T OS E P ERDAS CORRENT ES P ROVEIT OS E GANHO S CORRENT ES
JUROS E CUSTOS EQUIPARADOS JUROS E PROVEITOS EQUIPARADOS
711+…+718 De Operações Correntes 248 31 812 + 813 Da Carteira de Títulos e Outros Activos
719 De Operações Extrapatrimoniais 811+814+817+818 De Operações Correntes 4 145 1 578
819 De Operações Extrapatrimoniais COMISSÕES E TAXAS
722+ 723 Da Carteira de Títulos e Outros Activos 76 234 32 264
724+…+728 Outras, em Operações Correntes 74 036 19 976 RENDIMENTO DE TÍTULOS E OUTROS ACTIVOS
729 De Operações Extrapatrimoniais 35 884 12 442 822+…+824/ 5 Da Carteira de Títulos e Outros Activos 145 409 42 196 829 De Operações Extrapatrimoniais
PERDAS EM OPERAÇÕES FINANCEIRAS
732 + 733 Da Carteira de Títulos e Outros Activos 1 601 057 731 345
731+…+738 Outras, em Operações Correntes GANHOS EM OPERAÇÕES FINANCEIRAS
739 Em Operações Extrapatrimoniais 3 090 889 1 406 010 832 + 833 Na Carteira de Títulos e Outros Activos 2 300 011 671 457 831+838 Outras Operações Correntes
IMPOSTOS 839 Em Operações Extrapatrimoniais 2 731 167 1 355 553
7411 + 7421 Impostos Sobre o Rendimento de Capitais e
Incrementos Patrimoniais 122 042 14 807
7412 + 7422 Impostos Indirectos 2 034 1 147 REPOSIÇÃO E ANULAÇÃO DE PROVISÕES 7418 + 7428 Outros Impostos
851 Para Riscos e Encargos 134 710 22 957
75 PROVISÕES DO EXERCÍCIO
751 Provisões para Encargos 109 148 22 957 87 OUTROS PROVEITOS E GANHOS CORRENTES
77 OUTROS CUSTOS E PERDAS CORRENTES 1 045 996 TOTAL DOS PROVEITOS E GANHOS CORRENTES (B) 5 315 442 2 093 741 TOTAL DOS CUSTOS E PERDAS CORRENTES (A) 5 112 617 2 241 975
79 OUTROS CUSTOS E PERDAS DAS SIM 89 OUTROS PROVEITOS E GANHOS DAS SIM
TOTAL DOS CUSTOS E PERDAS DAS SIM ( C ) - - TOTAL DOS PROVEITOS E GANHOS DAS SIM (D) - - CUS T OS E P ERDAS EVENT UAIS
781 Valores Incobráveis
782 Perdas Extraordinárias P ROVEIT OS E GANHO S EVENT UAIS
783 Perdas Imputáveis a Exercícios Anteriores 881 Recuperação de Incobráveis 788 Outros Custos e Perdas Eventuais 70 - 882 Ganhos Extraordinários
TOTAL DOS CUSTOS E PERDAS EVENTUAIS (E) 70 - 883 Ganhos Imputáveis a Exercícios Anteriores
888 Outros proveitos e Ganhos Eventuais 7 918 1 359 63 IMPOSTOS SOBRE O RENDIMENTO DO EXERCICIO TOTAL DOS PROVEITOS E GANHOS EVENTUAIS (F) 7 918 1 359
66 RES UL T ADO L ÍQUIDO DO P ERÍODO (s e»0) 210 673 - 66 RES ULT ADO L ÍQUIDO DO P ERÍODO (se«0) - 146 875
T OT AL 5 323 360 2 241 975 0 5 323 360 2 241 975
(8x2/ 3/ 4/ 5)-(7x2/ 3)Resultados da Carteira de Títulos E Outros Activos 768 129 (49 956) F-E Resultados Eventuais 7 848 1 359 8x9-7x9 Resultados das Operações Extrapatrimoniais (395 606) (62 899) B +D+F-A -C-E+74 Resultados Antes de Impostos 334 749 (132 068)
B-A Resultados Correntes 202 825 (148 234)D+F-A-C-E+7411/ 8+742Resultado Líquido do Período 210 673 (146 875) O TÉC NIC O OFIC IAL DE C ONTAS BANIF G ESTÃO DE AC TIVOS S.G .F.I.M., S.A.
C ONTAS EXTRAPATRIMONIAIS DO BANIF IBÉRIA - Fundo de Inve stime nto Mo biliário Abe rto Fle xíve l
(valores em euros) Dat a: 30- 06- 2014
DIREIT OS S OBRE T ERCEIROS RES P ONS ABILIDADES P ERANT E T ERCEIROS
CÓDIGO DES IGNAÇÃO 2014 2013 CÓDIGO DES IGNAÇÃO 2014 2013
OP ERAÇÕES CAMBIAIS OP ERAÇÕES CAMBIAIS
911 À vista 911 À vista
912 A prazo (Forwards cambiais) 912 A prazo (Forwards cambiais)
913 Swaps cambiais 913 Swaps cambiais
914 Opções 914 Opções
915 Futuros 915 Futuros
TOTAL - - TOTAL - -
OP ERAÇÕES S OBRE T AX AS DE JURO OP ERAÇÕES S OBRE T AX AS DE JURO
921 Contratos a prazo (FRA) 921 Contratos a prazo (FRA)
922 Swap de taxa de juro 922 Swap de taxa de juro
923 Contratos de garantia de taxa de juro 923 Contratos de garantia de taxa de juro
924 Opções 924 Opções
925 Futuros 925 Futuros
TOTAL - - TOTAL - -
OP ERAÇÕES S OBRE COT AÇÕES OP ERAÇÕES S OBRE COT AÇÕES
934 Opções 934 Opções
935 Futuros 1 731 525 380 491 935 Futuros 2 754 255 1 311 258
TOTAL 1 731 525 380 491 TOTAL 2 754 255 1 311 258
COMP ROMIS S OS DE T ERCEIROS COMP ROMIS S OS COM T ERCEIROS
942 Operações a prazo (reporte de valores) 941 Subscrição de títulos
944 Valores recebidos em garantia 942 Operações a prazo (reporte de valores)
945 Empréstimo de títulos 943 Valores cedidos em garantia
TOTAL - - TOTAL - -
T OT AL DOS DIREIT OS 1 731 525 380 491 T OT AL DAS RES P ONS ABILIDADES 2 754 255 1 311 258
99 Cont a s de Contra pa rt ida 2 754 255 1 311 258 99 Cont a s de Cont ra pa rtida 1 731 525 380 491
DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE C AIXA SEMESTRAL BANIF IBÉRIA - Fundo de Inve stime nto Mo biliário Abe rto Fle xíve l
(valores em euros)
DIS CRIMINAÇÃO DOS F LUXOS PE RÍODO PE RÍODO
2014 2013
O P ER A ÇÕ ES SO B R E A S UNIDA DES DO O IC RECEBIMENTOS:
Subscrição de unidades de participação 8 998 749 211 238 Subscrição de ações - categoria especial
Outras operações com acionistas Comissão de subscrição Comissão se resgate PAGAMENTOS:
Resgates de unidades de participação 300 838 47 679 Rendimentos pagos aos participantes
Reembolso de ações - categoria especial
Rendimentos pagos aos acionistas - categoria especial Outras operações com acionistas
Fl uxo d as op eraç ões s ob re as uni d ad es d o O IC 8 697 911 163 559 O P ER A ÇÕ ES DA CA R T EIR A DE T ÍT UL O S
E O UT R O S A CT IV O S RECEBIMENTOS:
Venda de títulos e outros ativos da carteira 20 341 868 8 837 748 Reembolso de títulos e outros ativosda carteira
Resgates de unidades de participação noutros OIC
Rendimento de títulos e outros ativos da carteira 111 293 30 738 Juros e proveitos similares recebidos
Vendas de títulos e out ativos c/ acordo de recompra Outros recebimentos relacionados com a carteira Ativos Fixos Tangíveis
Ativos Intangíveis PAGAMENTOS:
Compra de títulos e outros activos 25 771 180 8 838 224 Subscrições de unidades de participação noutros OIC
Subscrições de títulos e outros ativos Juros e custos similares pagos
Vendas de títulos com acordo de recompra
Comissões de Bolsa suportadas 5 426 2 699
Comissões de corretagem 69 227 29 446
Outras taxas e comissões 2 449 1 367
Outros pagamentos relacionados com a carteira Ativos Fixos Tangíveis
Ativos Intangíveis
Fl uxo d as op eraç ões d a c art ei ra d e t í t ul os (5 395 121) (3 250) e out ros ac t i v os
O P ER A ÇÕ ES A P R A ZO E DE DIV ISA S RECEBIMENTOS:
Juros e proveitos similares recebidos Operações cambiais
Operações de taxa de juro
Operações sobre cotações 2 731 487 1 355 553
Margem inicial em contratos de futuros e opções Comissões em contratos de opções
Outras comissões
Outros recebimentos op. a prazo e de divisas PAGAMENTOS:
Juros e custos similares pagos Operações cambiais Operações de taxa de juro
Operações sobre cotações 3 091 208 1 406 010
Margem inicial em contratos de futuros e opções Comissões em contratos de opções
Outras comissões pagas 35 884 12 442
Outros pagamentos op. a prazo e de divisas
(Continuação)
DIS CRIMINAÇÃO DOS F LUXOS PE RÍODO PE RÍODO
2014 2013
O P ER A ÇÕ ES GEST Ã O CO R R ENT E
RECEBIMENTOS:
Cobranças de crédito vencido Compras com acordo de revenda
Juros de depósitos bancários 2 089 1 040
Juros de certificados de depósito
Comissões em operações de empréstimo de títulos Empréstimos obtidos
Pessoal
Outros recebimentos correntes 569
PAGAMENTOS:
Comissão de gestão 59 722 17 791
Comissão de depósito 3 986 1 423
Comissão de garantia Despesas com crédito vencido
Juros devedores de depósitos bancários 248 31
Compras com acordo de revenda
Imposto e taxas 35 422 7 635
Taxa de Supervisão 787 600
Auditoria
Empréstimos obtidos Pessoal
Outros pagamentos correntes
Fl uxo d as op eraç ões d e g es t ão c orrent e (98 076) (25 870)
O P ER A ÇÕ ES EV ENT UA IS
RECEBIMENTOS:
Ganhos extraordinários
Ganhos imputáveis a exercícios anteriores Recuperação de incobráveis
Outros recebimentos de operações eventuais
PAGAMENTOS:
Perdas extraordinários
Perdas imputáveis a exercícios anteriores Outros pagamentos de operações eventuais
Fl uxo d as op eraç ões ev ent uai s - -
Sal d o d os fl uxos d e c ai xa d o p erí od o… (A ) 2 809 109 71 540
Efei t o d as Di fereç as d e Camb i o
Di s p oni b i l i d ad es no i ní c i o d o p erí od o… (B ) 423 931 820 760
Di s p oni b i l i d ad es no fi m d o p erí od o… (C) = (B ) + - (A ) 3 233 040 892 300
ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 30 DE JUNHO DE 2014
BANIF IBÉRIA
Fundo de Investimento Mobiliário Aberto Flexível
Nota Introdutória
O Banif Ibéria – Fundo de Investimento Mobiliário Aberto Flexível, adiante designado por Banif Ibéria, Fundo ou OIC, é um fundo que investe maioritariamente em acções admitidas à negociação na Euronext Lisboa e Bolsa de Valores de Madrid e instrumentos do mercado monetário, gerido pela Banif Gestão de Activos – Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Mobiliário, SA.. A constituição do Fundo foi autorizada pela Comissão de Mercados de Valores Mobiliários em 29 de Outubro de 2009 por tempo indeterminado e iniciou a sua actividade em 9 de Novembro de 2009.
Bases de apresentação e principais políticas contabilísticas (a) Base de apresentação
As Demonstrações Financeiras foram preparadas de acordo com as normas do Plano de Contas dos Organismos de Investimento Colectivo, Regulamento da CMVM n.º 16/2003 – Contabilidade dos Organismos de Investimento Colectivo, alterado pelo Regulamento da CMVM n º1/2013 e pelo Regulamento da CMVM n º6/2013 e tendo em atenção as normas emitidas pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.
(b) Especialização dos exercícios
O Fundo respeita, na preparação das suas contas, o princípio contabilístico da especialização dos custos e proveitos. Assim, os custos e os proveitos são contabilizados no exercício a que dizem respeito, independentemente da data do seu pagamento ou recebimento.
(c) Unidades de Participação
O valor da Unidade de Participação (UP) é calculado dividindo o valor líquido global do Fundo (VLGF) pelo número de unidades de participação emitidas.
(d) Títulos
No que diz respeito ao critério valorimétrico dos títulos, estes são registados pelo valor de aquisição, sendo valorizados de acordo com as regras estabelecidas no Prospecto do fundo, as quais são descritas na Nota 4 do presente anexo. O critério valorimétrico para a saída de títulos de carteira utilizado foi o método de custeio FIFO.
(e) Comissão de gestão
De acordo com o Prospecto do Fundo, a Banif Gestão de Activos – Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Mobiliário, SA, cobra uma comissão anual de gestão de 1.25% (taxa nominal).
É cobrada ainda uma componente variável equivalente a 15% do diferencial entre a rentabilidade obtida pelo Fundo e a Euribor 12 m do primeiro dia útil de cada ano, acrescida de 250 pontos base.
Esta comissão é calculada diariamente sobre o valor global do Fundo, antes de comissões e taxas de supervisão.
(f) Comissão de depósito
Conforme estipulado no Regulamento de Gestão do Fundo, o Banif Banco de Investimento, como remuneração das suas funções de depositário, cobra uma comissão anual 0,10% (taxa nominal). Esta comissão é calculada diariamente sobre o valor global do Fundo, antes de comissões e taxas de supervisão.
(g) Taxa de supervisão
A taxa de supervisão cobrada pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) é um encargo do Fundo, sendo calculada por aplicação da taxa mensal sobre o valor líquido global do fundo (VLGF) conforme estipulado em Regulamento da CMVM.
Nota 1 – Variação do Valor Global Líquido do OIC e das Unidades de Participação
Discriminação das variações ocorridas durante o período no valor líquido global e unitário do OIC, bem como das unidades de participação:
Descriçã o No Início S ubscriçã o Resga t es Dist. Res. Outros Res. P er. No Fim
Valor base 3 000 285 8 001 775 264 995 - - - 10 737 065 Diferença p/ Valor Base (63 365) 996 974 35 843 - - - 897 766
Resultados distribuídos - - - -
Resultados acumulados 170 694 - - - 156 093 - 326 787 Resultados do período 156 093 - - - (156 093) 210 673 210 673
S O M A 3 263 707 8 998 749 300 838 - - 210 673 12 172 291
Nº de unidades participação 600 057 1 600 355 52 999 2 147 413 Valor unidade participação 5.4390 5.6230 5.6763 5.6684
O OIC apresentou a seguinte evolução:
VL GF Va lor da UP N.º Ups em Circula çã o 2014 Jan 4 069 064 5.5941 727 389 Fev 10 149 790 5.6591 1 793 542 Mar 10 833 249 5.6950 1 902 234 Abr 11 410 470 5.6742 2 010 927 Mai 11 722 736 5.7052 2 054 728 Jun 12 172 291 5.6684 2 147 413
Nota 3 – Inventário da carteira de títulos
INVENTÁRIO DA CARTEIRA
em 30 de Junho de 2014
Banif Ibéria (Valores em EURO)
Preço de
aquisição valiasMais
Valor da carteira
Descrição dos Títulos menos valias corridosJuros SOMA
1 - Instrum Financ negociados merc regulam 1.1 - Mercados regulamentados nacionais
1.1.4 - Ações 247 286 246 840 246 840 CTT SA -446 59 338 59 180 59 180 Redes Energ.Nac.SGPS -158 140 899 124 410 124 410 Sonae Capital -16 489 427 650 494 858 494 858 EDP Renováveis 67 208 353 357 366 047 366 047 Portucel SGPS Em-95 12 690 279 733 304 112 304 112 EDP-Nom. 24 379 444 450 419 650 419 650 Sonae -S.G.P.S.,S.A. -24 800 217 816 186 930 186 930 Cofina - SGPS -30 886 93 612 92 730 92 730 Cortic.Amorim - SGPS -882 427 854 440 440 440 440
Mota Engil SGPS-Em95 12 586
470 866 464 400 464 400 Semapa-SGPS-Nom. -6 466 59 204 60 510 60 510 Sonae.Com 1 305 311 278 321 120 321 120 Galp Energia-SGPS SA 9 842 227 812 215 930 215 930 Impresa SGPS - No -11 882 160 996 177 600 177 600
Espírito Santo Saúde 16 604
3 974 757 0 3 974 757 -92 008 144 615 3 922 150 Sub-Total:
1.3 - Merc regulam de Estado-Membro da UE 1.3.4 - Ações 77 163 77 040 77 040 Repsol S.A. -123 76 818 76 300 76 300 BSCH -518 115 132 128 409 128 409 Iberdrola SA 13 277 313 784 302 744 302 744 Mapfre -11 040 239 075 245 860 245 860 Acerinox SA 6 785 328 193 335 124 335 124 BBVA SA 6 931 380 853 422 890 422 890 Ferrovial SA 42 037 180 771 179 300 179 300 Sol Melia SA -1 471 245 029 240 960 240 960 Amadeus -4 069 176 317 182 868 182 868 Viscofan SA 6 551 246 187 247 280 247 280 Inditex 1 093 216 789 239 428 239 428 Tecnicas Reunidas SA 22 638 238 971 243 378 243 378 CaixaBank SA 4 407 177 974 176 248 176 248 Obrascon Huarte -1 727 216 744 236 925 236 925 Tubacex SA 20 181 187 678 180 268 180 268 Catalana Occidente -7 410 187 016 185 129 185 129
Construcc Aux Ferroc -1 887
183 459 176 800 176 800
JAZZTEL PLC -6 659
102 310 116 900 116 900
ACS S.A. 14 590
INVENTÁRIO DA CARTEIRA
em 30 de Junho de 2014
Banif Ibéria (Valores em EURO)
Preço de
aquisição valiasMais
Valor da carteira
Descrição dos Títulos menos valias corridosJuros SOMA
322 034 302 560 302 560
Banco Popular -19 474
256 123 245 443 245 443
Intl Consolid Airlin -10 680
190 396 177 820 177 820
Atresmedia Corp Medi -12 576
433 726 416 340 416 340 Sacyr SA -17 386 130 080 128 350 128 350 Applus -1 730 5 264 363 0 5 264 363 -96 749 138 489 5 222 622 Sub-Total: Total 9 144 772 283 104 -188 756 9 239 120 0 9 239 120
Discriminação da liquidez do OIC:
S a ldo inicia l Aumentos Reduções S a ldo fina l
Caixa - - -
Depósitos à ordem 423 931 34 505 195 31 696 086 3 233 040
Descobertos bancários - - -
Depósitos a prazo e com pré-aviso - - -
Certificados de depósito - - -
Outras contas de disponibilidades - - -
Total 423 931 34 505 195 31 696 086 3 233 040
Conta s
Nota 4 – Critérios de valorização dos activos do OIC Momento de referência da valorização
a) O valor da unidade de participação é calculado diariamente nos dias úteis às dezassete horas e determina-se pela divisão do valor líquido global do Fundo pelo número de unidades de participação em circulação. O valor líquido global do Fundo é apurado deduzindo à soma dos valores que o integram o montante de comissões e encargos até ao momento da valorização da carteira.
b) Todas as operações realizadas no dia serão englobadas para efeitos da composição da carteira, excepto as realizadas no mercado Americano, que serão integradas na carteira no dia útil seguinte.
Regras de valorimetria e cálculo do valor da UP a) Valorização de valores cotados
- Os valores mobiliários, os instrumentos derivados, as participações em organismos de investimento colectivo e os restantes instrumentos cotados numa Bolsa de Valores ou admitidos à negociação num mercado regulamentado ou especializado, serão avaliados ao preço disponível no momento de referência ou ao preço de fecho desses mercados se a sessão tiver encerrado antes das dezasseis e trinta hora de Lisboa. Se um activo estiver cotado em mais de uma Bolsa ou mercado, o preço a considerar será o efectuado na Bolsa ou mercado regulamentado mais representativos para esse activo, em termos de maior liquidez, frequência e regularidade de transacções;
b) Valorização de participações em organismos de investimento colectivo não cotados - A avaliação dos activos que compõem o Fundo que assumam a forma de
participações em organismos de investimento colectivo será realizada com base no último valor das unidades de participação divulgados no momento da valorização através dos valores recolhidos da Bloomberg ou divulgados pela entidade gestora, via suporte físico ou informático.
c) Valorização de valores não cotados
- Será considerado o valor de oferta de compra firme para a valorização de acções e obrigações e instrumentos financeiros derivados não cotados nem admitidos à negociação em mercado regulamentado;
- As acções, obrigações e instrumentos financeiros derivados não cotados, nacionais e internacionais, são valorizadas com base em ofertas de compra divulgadas por sistemas de informação especializados (Bloomberg ou Reuters), corretores ou Bancos de Investimento;
- Caso não se verifiquem estas ofertas, a valorização será feita pelo consenso de vários métodos, dos quais se destacam:
Para acções:
- Fluxos de caixa descontados: as estimativas usadas para o cálculo serão os valores divulgados nas análises efectuadas por corretoras ou consultoras especializadas. No caso de não existir essa informação, o cálculo será feito com base nas projecções da equipa de gestão da Entidade Gestora.
- Múltiplos comparáveis: serão comparadas as empresas que operam no mesmo sector de actividade e em mercados com as mesmas características, por forma a extrapolar-se o valor da empresa. Os múltiplos com maior relevância vão depender do sector de actividade da empresa, e encontrarse -ão no conjunto de múltiplos constituído por Price Earnings Ratio, Price
Cash-Flow, Price Book Value e Enterprise Value/EBITDA. Esta informação tem por base análises efectuadas por corretoras ou consultoras especializadas.
Para obrigações:
- As obrigações não cotadas são valorizadas através do modelo dos cash-flows descontados. Para as obrigações de taxa fixa utiliza-se a yield to maturity ajustada para o rating do emitente. Para as obrigações de taxa variável utiliza-se o discount margin ajustado para o rating do emitente.
Para instrumentos financeiros derivados:
- Serão valorizados ao valor médio das ofertas de compra e venda, difundidas pelos meios de informação especializados, como sejam a Bloomberg, a Reuters, ou outra que não se encontre em relação de domínio ou de grupo com a entidade gestora;
- Na impossibilidade da aplicação dos critérios valorimétricos definidos na alínea anterior, a entidade gestora recorre à aplicação de modelos teóricos que considere mais apropriados atendendo às características do activo em questão.
- Os Forwards são valorizados comparando a taxa forward contratada com a taxa forward de mercado, calculada com base na taxa de câmbio spot e nas taxas de juro implícitas das respectivas moedas, elementos recolhidos do Bloomberg.
- Os activos em processo de admissão à cotação serão valorizados tendo por base outros valores mobiliários da mesma espécie, emitidos pela mesma entidade e admitidos à cotação, tendo em conta as condições de fungibilidade e liquidez entre as emissões.
d) A Entidade Gestora de acordo com os princípios de adequabilidade, consistência e controlo da valorimetria dos activos, poderá não considerar o valor divulgado pelos meios de informação especializados, de valores mobiliários que não sejam transaccionados com regularidade, por entender que esse valor não sendo representativo ou não correspondendo ao presumível valor de realização, tenha um impacto representativo no valor da unidade de participação.
e) O critério adoptado para a valorização dos depósitos bancários, dos certificados de depósito e do papel comercial será a valorização com base no reconhecimento diário do juro inerente à operação.
f) No caso dos Bilhetes de Tesouro, serão valorizados pela mesma metodologia que os restantes títulos de dívida.
g) As divisas expressas em moeda diferente do Euro serão valorizados tendo como base a taxa de câmbio divulgada pelo Banco Central Europeu.
Nota 13 – Exposição ao risco de cotações
O quadro que se apresenta de seguida demonstra o valor da carteira de acções do Fundo, as operações extra-patrimoniais realizadas, bem como a posição de risco não coberta à data de 30 de Junho de 2014:
P os Compra da s P os Vendida s P os Compra da s P os Vendida s
Acções e Futuros 9 239 120 1 731 525 (2 754 255) 8 216 390 Acções e va lores S imila res Monta nte (€ ) Extra - P a trimonia is S ALDO Futuro s Opçõe s
Nota 14 – Exposição Global a Instrumentos Financeiros Derivados do OIC
De acordo com o perfil de risco e estratégia de investimento seguida pelo Fundo, foi convencionada a abordagem baseada nos compromissos, como metodologia a utilizar para o cálculo da exposição global a instrumentos financeiros derivados. Este cálculo é realizado diariamente no sistema de gestão das carteiras, correspondendo ao somatório, em valor absoluto das posições equivalentes nos activos subjacentes relativamente a cada instrumento financeiro derivado para o qual não existam mecanismos de compensação e de cobertura do risco, incluindo acordos de recompra ou empréstimo de valores mobiliários, ou líquidas caso existam mecanismos de compensação e de cobertura do risco existentes.
O valor das posições equivalentes nos activos subjacentes é medido pelo valor nocional, ajustado de acordo com a natureza de cada instrumento, nomeadamente: nos contratos de futuros, o preço de referência e nos contratos de forwards e swaps, o respectivo valor nocional.
A 30 Junho de 2014, o Fundo apenas detinha instrumentos financeiros derivados negociados em mercado regulamentado, verificando-se que a exposição global aos mesmos, ascendia a € 4 485 780 o que representa 36,9% do VLGF.
Nota 15 – Custos imputados ao OIC
Os custos imputados ao OIC, discriminam-se da seguinte forma:
VALOR % VLGF (*)
Comissões de Gestão Fixa 68 022 0.72
Comissões de Depósito 4 690 0.05
Taxa de Supervisão 849 0.01
Custos de Auditoria 1 046 0.01
Outros Custos Correntes - -
74 607
0.79 (*) Média relativa ao período de referência
CUS T OS
TOTAL
TAXA DE ENCARGOS CORRENTES
Nota 17 – Outras informações
Dando cumprimento ao disposto do nº 5 do artigo 127.º do Regime Jurídico dos Organismos de Investimento Colectivo, informa-se que:
a) em Maio de 2014 o Fundo ressarciu os participantes que efectuaram subscrições, no montante de € 55,66 Euros, como consequência de um erro ocorrido na valorização do dia 5 de Maio.
b) em Junho de 2014, a Sociedade Gestora efectuou um pagamento de carácter compensatório ao Fundo, no valor de € 2,08, resultante da correcção do erro de valorização verificado entre o dia 12 e 16 de Junho.
Mais se informa que foram efectuados todos os procedimentos referidos no art. 37º do Regulamento nº5/2013 da CMVM.
RELATÓRIO DE AUDITORIA
Introdução
1. Nos termos do disposto na aLínea c) do n.° 1 do artigo 8.° do Código dos Valores Mobiliários (CVM) e do n.° 1 do artigo 102.° e do n.° 6 do artigo 127.° do Regime Jurídico dos Organismos de
Investimento Coletivo (Decreto-Lei n.° 63-A113, de 10 de maio), apresentamos o nosso Relatório de Auditoria sobre a informação financeira do semestre findo em 30 de junho de 2014, do fundo de investimento mobiliário Banif Ibéria- Fundo de Investimento Mobiliário Aberto Flexivel, gerido pela Banif Gestão de Activos - Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Mobiliário, SA, incluída no ReLatório de Gestão, no BaLanço (que evidencia um total de € 13 050 992 e um total de capital do fundo de €12172291, incluindo um resuLtado líquido de €210673), na Demonstração dos
Resultados e na Demonstração dos Fluxos de Caixa do semestre findo naquela data, e nos correspondentes Anexos.
Responsabilidades
2.
É
da responsabilidade do Conselho de Administração da entidade gestora Banif Gestão de Activos Sociedade Gestora de Fundos de Investimento MobiLiário, SA: (i) a preparação de demonstrações financeiras que apresentem de forma verdadeira e apropriada a posição financeira do Fundo, oresuLtado das suas operações e os fLuxos de caixa; (ii) a informação financeira histórica, que seja
preparada de acordo com os princípios contabilísticos geraLmente aceites e que seja compLeta, verdadeira, atual, cLara, objetiva e lícita, conforme exigido pelo Código dos Valores Mobiliários; (iii) a adoção de políticas e critérios contabilísticos adequados, atentas as especificidades dos fundos de investimento mobiLiário; (iv) a manutenção de um sistema de controlo interno apropriado; e (v) a informação de quaLquer facto relevante que tenha influenciado a sua atividade, posição financeira ou resultados.
3. A nossa responsabilidade consiste em verificar a informação financeira contida nos documentos acima referidos, designadamente sobre se é completa, verdadeira, atuaL, cLara, objetiva e Lícita, conforme exigido pelo Código dos Valores Mobiliários, competindo-nos emitir um relatório profissional e independente baseado no nosso exame.
Âmbito
4. O exame a que procedemos foi efetuado de acordo com as Normas Técnicas e as Diretrizes de Revisão/Auditoria da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas, as quais exigem que o mesmo seja planeado e executado com o objetivo de obter um grau de segurança aceitável sobre se as demonstrações financeiras estão isentas de distorções materialmente reLevantes. Para tanto o referido exame incluiu: (i) a verificação, numa base de amostragem, do suporte das quantias e divulgações constantes das demonstrações financeiras e a avaliação das estimativas, baseadas em juízos e critérios definidos pelo Conselho de Administração da entidade gestora, utiLizadas na sua preparação; (ii) a verificação do adequado cumprimento do ReguLamento de Gestão do Fundo; (iii) a verificação da adequada avaLiação dos valores do Fundo (em especial, no que se refere a valores
BDO & Associados, SROC, Lda. Sociedade por quotas, Sede Av. da República, 50-1O, 1069-211 Lisboa, Registada na Conservatária do Registo Comercial de
não cotados em mercado regulamentado e a derivados negociados fora de mercado regulamentado);
(iv) a verificação do cumprimento dos critérios de avaLiação definidos nos documentos constitutivos; (v) a verificação da realização das operações sobre valores cotados, mas realizadas fora de mercado nos termos e condições previstas na [ei e respetiva regulamentação; (vi) a verificação do registo e controlo dos movimentos de subscrição e resgate das unidades de participação do Fundo; (vii) a verificação do ressarcimento e divuLgação dos prejuízos causados por erros ocorridos no processo de
vaLorização e divulgação do valor da unidade de participação ou na imputação das operações de
subscrição e de resgate ao património do fundo nos termos e condições regulamentarmente
previstas, (viii) a verificação da aplicabilidade do princípio da continuidade; (ix) a apreciação sobre
se é adequada, em termos globais, a apresentação das demonstrações financeiras; e (x) a
apreciação sobre se a informação financeira é compLeta, verdadeira, atual, clara, objetiva e lícita. 5. O nosso exame abrangeu ainda a verificação da concordância da informação financeira constante do Relatório de Gestão com os restantes documentos de prestação de contas.
6. Entendemos que o exame efetuado proporciona uma base aceitável para a expressão da nossa opinião.
Opinião
7. Em nossa opinião, as referidas demonstrações financeiras apresentam de forma verdadeira e apropriada, em todos 05 aspetos materialmente relevantes, a posição financeira do fundo de
investimento mobiliário Banif Ibéria - Fundo de Investimento MobiLiário Aberto Flexível, gerido pela Banif Gestão de Áctivos - Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Mobiliário, SÃ, em 30 de junho de 2014, o resuLtado das suas operações e os fluxos de caixa do semestre findo naquela data, em conformidade com os princípios contabilísticos geralmente aceites em PortugaL para os fundos de investimento mobiliário e a informação nelas constante é completa, verdadeira, atual, cLara, objetiva e lícita.
Relato sobre outros requisitos legais
8.
É
também nossa opinião que a informação constante do ReLatório de Gestão é concordante com as demonstrações financeiras do período.Lisboa, 27 de agosto de 2014
de BDO