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Doenças da coluna vertebral. Manuella Moraes

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Academic year: 2021

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(1)

Doenças da coluna vertebral

Manuella Moraes

(2)

Introdução

(3)

Causas que podem promover alterações na CV:

1. Traumatismos (Fraturas ou hérnias discais);

2. Malformações congênitas (Hemivértebras, blocos, mieloceles);

3. Escoliose idiopática

4. Alterações posturais (Obesidade, gravidez, encurtamentos);

5. Degenerativas (artrose);

6. Inflamatórias não-infecciosas (AR, EA, Artrite psoriática) 7. Infecciosas (virais, bacterianas ou micóticas);

8. Metabólicas (osteoporose, osteomalácia, Doença de Paget);

9. Neoplasias (tumores intradurais e extradurais);

10. Psicogênica

Introdução

(4)

 Saída do núcleo pulposo para fora dos limites do disco IV;

 Classificação:

1. Hérnias subligamentares;

2. Hérnias extrusas;

3. Hérnias exclusas ou sequestradas

 Localização:

Anterior, posterior, lateral ou Intraesponjosa

Hérnia discal

(5)

Hérnia discal

(6)

 Quadro clínico:

 Pode ser assintomática (hérnia anterior ou intaresponjosa), ou apresentar sintomatologia característica;

 Dor aguda de forte intensidade no segmento acometido (cervical ou lombar), podendo impedir a movimentação do segmento afetado (MMSS ou MMII);

 Cervicalgia e Lombalgia;

 Pode haver irradiação para as raízes afetadas (cervicobraquialgia – C5, C6, C7 e lombociatalgias – L4, L5 e S1) – podem levar à alterações de reflexo, sensibilidade, trofismo muscular e postura;

 Síndrome da cauda equina (distúrbios esfincterianos).

Hérnia discal

(7)

Hérnia discal

(8)

 Diagnóstico:

Diagnóstico clínico;

Características da dor e sua irradiação, nível da lesão;

Exames de imagem – TC e RM (mais indicada na região cervical);

EMG (diagnóstico diferencial em alguns casos).

Hérnia discal

(9)

 Tratamento:

Naturalmente, há uma regressão e desaparecimento da sintomatologia em um período de 3 meses à um ano, independente do tipo de tratamento realizado.

Tratamento clínico geralmente é eficaz;

Intervenções cirúrgicas são evitadas nos 3 primeiros meses, salvo os casos com complicações neurológicas graves;

Hérnia discal

(10)

 Tratamento:

Base do tratamento: Repouso de curto prazo e uso de AINES ou corticoterapia em doses baixas;

Fisioterapia;

Infiltrações peridurais com corticóides podem ser utilizadas quando não há resposta ao tratamento conservador;

Uso de colares cervical ou coletes e cinturas de contenção abdominal podem auxiliar (2 semanas de uso, no máximo);

Persistência de sintomas insuportáveis após tratamento clínico ou piora das alterações neurológicas - Indicação cirúrgica.

Hérnia discal

(11)

 Síndrome que se caracteriza por dor e rigidez transitória na região da coluna cervical, na maioria das vezes auto limitada.

 Acomete 12 a 34% de uma população adulta ao longo da vida, com maior incidência no sexo feminino.

 A dor cervical em regra geral está relacionada com a postura inadequada, tarefas repetitivas e alta demanda de produtividade.

 Também acomete trabalhadores de baixa escolaridade e que exercem serviços pesados e manuais.

 Esses pacientes têm menor taxa de absenteísmo no trabalho que os portadores de doenças da coluna lombar.

Cervicalgia

(12)

 Quadro clínico:

Os sintomas geralmente são causados por um espasmo muscular e/ou tração de suas raízes nervosas;

Déficit neurológico decorrente da compressão de uma raiz nervosa (braquialgia) é observado em menos de 1%

dos casos;

A presença de dor crônica (com duração acima de 12 semanas) é associada a manifestações psicossomáticas como: fibromialgia, dor miofacial, lesão do chicote.

A dor postural é reconhecida somente nos movimentos de flexão extrema e prolongada do pescoço.

Cervicalgia

(13)

 Tratamento:

Tratamento conservador – Fisioterapia

Tratamento farmacológico – Analgésicos e AINES

Cervicalgia

(14)

 Ocorre nas protrusões póstero- laterais ou foraminais do disco intervertebral e/ou osteófitos;

 A cervicalgia é decorrente da irritação do plexo sensitivo raquidiano, enquanto que a braquialgia (radiculopatia) por contato ou compressão da raiz nervosa;

Cervicobraquialgia

(15)

 As manifestações clínicas das estenoses foraminais são devido à ações mecânicas sobre as raízes nervosas (tração e compressão) e biológicas (que promovem distúrbios vasculares, edema, isquemia e irritação química);

 A hiperextensão do pescoço reduz o diâmetro do canal (aumentando a estenose), podendo desencadear dor.

Cervicobraquialgia

(16)

 Quadro clínico:

Dor é geralmente insidiosa, por vezes de início súbito e geralmente relacionada a movimentos bruscos do pescoço;

Melhora em repouso e piora ao movimento;

A sua intensidade pode ser maior decorrente de um aumento exercido pela pressão liquórica e/ou dígito pressão das apófises espinhosas;

Ainda podemos observar espasmo e pontos de gatilho na musculatura.

Cervicobraquialgia

(17)

A radiculopatia apresenta manifestações decorrentes de fenômenos sensitivos e motores.

Os sintomas sensitivos se manifestam pela irradiação para o membro superior e/ou tórax, com ou sem parestesias.

Os fenômenos motores tem sinais e sintomas de fraqueza de um segmento e alterações de reflexos.

O comprometimento da uma raiz, regra geral é unilateral, e segue a distribuição do dermátomo (área de atuação da mesma) correspondente, sendo as principais raízes C5 (nível C4/C5), C6( nível C5/C6), C7( nível C6/C7) e C8( nível C7/T1).

Cervicobraquialgia

(18)

 Desvios da coluna vertebral no plano frontal acompanhado de uma rotação.

 Classificação:

1. Idiopática

2. Neuromuscular

3. Congênita (Alterações na formação da vértebras ou segmentação)

Escolioses

(19)

 Localização

Escolioses

(20)

 Quadro clínico:

Assimetrias corporais;

Dores musculares, de intensidade leve ou alta, a depender de cada caso;

Sensação de fadiga nas costas, especialmente após um período prolongado na posição sentada ou em pé;

Fatores psicológicos.

Escolioses

(21)

 Diagnóstico:

Exame físico

Radiografia ( ângulo de Cobb)

Escolioses

(22)

 Tratamento conservador

Escolioses

(23)

 Tratamento cirúrgico

Escoliose

(24)

 Aumento da cifose torácica fisiológica

 Causas: Postural Mal de Pott Tumor

Osteoporose Fraturas

Hipercifose torácica

(25)

 Diagnóstico:

Exame clínico Radiografia

Hipercifose torácica

(26)

 Quadro clínico:

A instalação da deformidade faz-se, habitualmente, de forma lenta, com ou sem dor nas costas, fadiga, sensibilidade e rigidez da coluna vertebral.

Hipercifose torácica

(27)

 Tratamento

Conservador - Fisioterapia

Hipercifose torácica

(28)

 A hiperlordose lombar está associada a uma anteversão pélvica e consequentemente um realinhamento de todas as outras curvas da coluna para uma compensação.

 A anteversão pélvica pode estar associada a um desequilíbrio dos músculos abdominal e glúteos, que estão enfraquecidos, e na musculatura lombar que se apresenta encurtada.

 Já a retificação da lordose lombar, esta associada à retroversão da pelve, com diminuição da mobilidade.

 A hiperlordose cervical é caracterizada por uma proeminência da cabeça.

 A retificação da lordose cervical se caracteriza pela diminuição da lordose e diminuição de mobilidade.

Hiperlordose

(29)

Sintomas da hiperlordose

 Modificação da postura do corpo

 Limitação da mobilidade da coluna.

Causas da hiperlordose

 Atitude assumida (má postura)

 Fadiga

 Fraqueza muscular

 Gravidez

 Obesidade

Hiperlordose

(30)

Hiperlordose

(31)

Diagnóstico:

Quanto mais precocemente for realizado o diagnóstico melhor será o prognóstico.

Para isso, o examinador realiza exames físicos, com uma detalhada observação do paciente nas vistas anterior, posterior e perfil.

Radiografia é o exame de escolha para todo paciente com exame clínico sugestivo de deformidade da coluna vertebral.

Deve ser realizado com o paciente em pé, nas incidências antero- posterior e perfil e de preferência incluindo toda a coluna no mesmo filme.

As deformidades são mensuradas em ângulos pela radiografia.

Hiperlordose

(32)

 Causas:

1. Espondilolistese;

2. Obesidade;

3. Osteoporose;

4. Gestação.

Hiperlordose

(33)

 Lombalgia é a dor que ocorre na região lombar inferior;

 Lombociatalgia é a dor lombar que se irradia para uma ou ambas as nádegas e/ou para as pernas na distribuição do nervo ciático;

 Pode ser aguda (duração menor que 3 semanas), subaguda ou crônica (duração maior que 3 meses).

Lombalgia e lombociatalgia

(34)

 A lombalgia é um problema extremamente comum, que afeta mais pessoas do que qualquer outra afecção, sendo a segunda causa mais comum de consultas médicas gerais, só perdendo para o resfriado comum.

 Entre 65% e 80% da população mundial desenvolve dor na coluna em alguma etapa de suas vidas, mas na maioria dos casos há resolução espontânea.

 Mais de 50% dos pacientes melhora após 1 semana; 90%

após 8 semanas; e apenas 5% continuam apresentando os sintomas por mais de 6 meses ou apresentam alguma incapacidade.

Lombalgia e Lombociatalgia

(35)

 Causas:

Multifatorial;

Doenças sistêmicas não-reumatológicas;

A maioria das dores lombares é causada pelo “mau uso” ou

“uso excessivo” das estruturas da coluna (resultando em entorses e distensões), esforços repetitivos, excesso de peso, pequenos traumas, condicionamento físico inadequado, erro postural, posição não ergonômica no trabalho e osteoartrose da coluna.

Lombalgia e Lombociatalgia

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 Diagnóstico:

Necessita sobretudo de uma história detalhada da dor, fatores associados e um exame físico meticuloso para um correto diagnóstico.

O diagnóstico das lombalgias é, via de regra, clínico.

Exames de imagem em geral não são solicitados em lombalgias agudas, apenas nos casos em que são observados alguns sinais de alerta como febre, perda de peso, déficit neurológico, idade acima de 50 anos e trauma.

Quando há persistência da dor por mais 4-6 semanas os exames devem ser solicitados.

Lombalgia e Lombociatalgia

(37)

 Tratamento:

Repouso;

Medicação;

Fisioterapia;

Tratamento cirúrgico.

Lombalgia e Lombociatalgia

(38)

 Acometimento por via hematogênica;

 Processo infeccioso se inicia no corpo vertebral (espondilodiscite) e progride para os discos IV e corpos das vértebras adjacentes com formação de abcessos paravertebrais e possível formação de osteomielite.

 Estafilococo e Mycobacterium tuberculosis.

Doenças infecciosas

(39)

 Quadro clínico:

Sintomas e sinais típicos de um quadro infeccioso (febre, mal estar, dor localizada na região acometida, alterações posturais antálgicas);

Diminuição de mobilidade com movimentação em bloco e radiculoalgia

Tuberculose da coluna vertebral – Mal de Pott

 Forma mais insidiosa, dor menos intensa, caracterizada pela postura antálgica e redução de mobilidade.

Doenças infecciosas

(40)

 Exames diagnósticos:

Presença de leucocitose e VHS aumentada;

Exame bacteriológico;

Radiografia (pode apresentar

ausência de alterações no início do quadro)

Doenças infecciosas

(41)

 Tratamento:

Antibioticoterapia;

Repouso;

Uso de órteses para promover analgesia;

Uso de AINES e corticoterapia;

Repouso;

Cirurgias em complicações neurológicas para descompressão nervosa.

Doenças infecciosas

(42)

 Podem ser causa de dores na região da CV;

 Classificação:

• Segundo a localização anatômica:

 Tumor intradural : Intramedular Extramedular

 Tumor extradural

Tumores

(43)

 Classificação:

• Segundo a forma de ocorrência:

 Primários

 Secundários

 Segundo o tecido de origem:

 Congênitos;

 Neural

 Ósseo

 Cartilaginoso

 Vascular

 Hematopoético

Tumores

(44)

 Quadro clínico:

Sintoma mais comum: DOR (pode surgir devido à um colapso da estrutura óssea, compromeetimento neurológico ou pelo efeito da massa do tumor);

Dor localizada ou com manifestação radicular;

Deformidades;

Alterações posturais

Tumores

(45)

 Diagnóstico:

Provas inflamatórias inespecíficas;

Marcadores tumorais;

Biópsia;

Radiografia simples;

Cintilografia

Tumores

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 Tratamento:

Objetivos principais: Alívio da dor e a preservação ou restabelecimento funcional neurológico.

Ressecção tumoral (tumores benignos).

Rdioterapia, quimioterapia e cirurgia (tumores malignos).

Tumores

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Referências

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