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Em Caná da Galileia, numa festa nupcial Vai Maria, vai Jesus, num momento especial
Os discípulos também, convidados lá estão Mas o vinho da alegria terminou nesta ocasião
Fazei! Fazei!
Fazei tudo o que Ele vos disser!
Chega a Mãe e avisa o Filho, pois o vinho já faltou Mas o Filho diz à Mãe: “Minha hora não chegou!”
Aos serventes se dirige esta Mãe da compaixão E suplica que procurem dar ao Filho atenção Lá se acharam as seis talhas para a purificação Jesus manda encher de água e a transforma em vinho bom
O primeiro dos milagres em Caná se confirmou Aos discípulos que creram sua glória revelou
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Porque Ele me ungiu foi para me enviar Aos pobres me mandou Boa Nova anunciar Porque Ele me ungiu para os presos libertar
Aos cegos dar visão, que possam enxergar Porque Ele me ungiu a fim de libertar A quem na opressão sofrendo possa estar
Porque Ele me ungiu foi para declarar Da graça do Senhor, um ano proclamar
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Um Profeta não é recebido É bem fácil tramar rejeição A Escritura cumpriu-se agora O que vós acabastes de ouvir O que disse o profeta Isaías Estais vendo que vai se cumprir
Era grande o encanto de todos De José, era o filho a falar Mas por que não realiza milagres
Em sua terra, no próprio lugar?
Foi então que Jesus fez memória Da viúva que Elias encontrou Estrangeira, humilde e sofrida
A sua casa, seu pão partilhou Israel tinha muitos leprosos
Eliseu Naamã foi curar Estrangeiro, também contemplado
Porque Deus quer a todos salvar Quando ouviram falar destas coisas
Da cidade expulsaram Jesus Do alto monte queriam jogá-lo Não é assim que se apaga uma luz
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Na beira do lago de Genesaré Chegam multidões querendo escutar
Jesus as acolhe, vendo tanta fé Olha ao seu redor em busca de um lugar Lançai as redes em águas mais profundas
Em águas mais profundas!
Havia pescadores na beira do mar Redes a lavar, a pesca fracassou Jesus se aproxima, quer comunicar Pedro se dispõe seu barco emprestar
Pescaram à noite, foram muito mal Sem nada apanhar, cansaram de lutar
Jesus os entende nesta situação Manda-os jogar as redes para o mar As redes rompiam, peixes são demais Fazem um sinal: que venham socorrer São barcos repletos, risco de afundar
Fato singular, milagre a confirmar
“Simão, nada temas”, disse então Jesus:
“De homem tu serás, serás um pescador”
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Serão felizes os que entrarão!
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Felizes os que choram, porque haverão de rir!
Felizes, rejeitados, a Cristo vão se unir!
Mas ai dos que são ricos e tudo pensam ter!
E vós que estais saciados, de fome ireis sofrer!
E vós que agora rides, tereis o luto e a dor!
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Sede misericordiosos Como vosso Pai é misericordioso!
Amai os vossos inimigos Fazei o bem aos que vos odeiam
Abençoai os que amaldiçoam Orai por aqueles que vos maltratam
A quem te ferir numa face Oferece também a outra
A quem tomar o manto Não recuses a túnica Dá a quem te pedir e
Não reclames de quem tomar o que é teu Como quereis que os outros vos façam
Fazei-o vós a eles
Se amais somente os que vos ama Que mérito tereis?
Também os pecadores fazem o mesmo Emprestai sem esperar nada em troca
Vossa recompensa será grande e sereis filhos do Altíssimo Não julgueis e não sereis julgados
Não condeneis e não sereis condenados Perdoai e sereis perdoados
Dai e vos será dado
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Um cego não pode outro cego guiar Os dois, num buraco, vão logo tombar
Assim é o discípulo, sem ser o que é Querendo pregar por si mesmo, sem fé
Por que ver o cisco no olho do irmão Se a trave em teu olho estorva a visão?
Retira tua trave e assim tu verás Então libertá-lo tu conseguirás Em árvore boa não há fruta má Se a planta for ruim, bom fruto não dá
Nos frutos colhidos se vai conhecer Nem uvas, nem figos espinhos vão ter
Pessoa de bondade, de bom coração Tesouro oferece, riqueza ao irmão Pessoa de maldade, de mau proceder
O mal vai gerando em seu conviver
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