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Luís Pedro Varela da Luz Paulino

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Academic year: 2019

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Luís Pedro Varela da Luz Paulino

6º Ano

Nº2011121

Relatório Final de Estágio

2016/2017

12 de Setembro de 2016 a 2 de Junho de 2017

MESTRADO INTEGRADO EM MEDICINA

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Índice

1. Introdução ... 1

2. Corpo de Trabalho ... 2

2.1 Estágios Parcelares ... 2

2.1.1 Medicina (12 de Setembro a 4 de Novembro de 2016) ... 2

2.1.2 Cirurgia (7 de Novembro de 2016 a 13 Janeiro de 2017)... 3

2.1.4 Pediatria (20 de Fevereiro a 17 de Março de 2017) ... 4

2.1.5 Ginecologia e Obstetrícia (20 de Março a 21 de Abril de 2017) ... 5

2.1.6 Saúde Mental (24 de Abril a 19 de Maio de 2017) ... 6

2.2 Unidade Curricular Opcional de Trauma (22 de Maio a 2 de Junho de 2017) ... 7

3. Reflexão Crítica ... 7

4. Anexos ... 9

4.1 Participação nos Curtos Estágios Médicos em Férias ... 9

4.2 Participação no iMed 8.0 Conference ... 10

4.3 Participação no iMed 8.0 Clinical Mind Competition ... 11

4.4 Certificado de distinção “Biosurfit” por proposta de projeto de investigação: “Can Fractalkine Prevent the Progression of Parkinson’s Disease” ... 12

4.5 Participação no Curso de Abordagem do Doente Urgente ... 13

4.6 Participação na Transanal Total Mesorectal Excision (TaTME) Masterclass ... 14

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1. Introdução

O presente relatório foi elaborado no âmbito da Unidade Curricular (UC) - Estágio

Profissionalizante, que ocupa grande parte da estrutura do 6º ano do Mestrado Integrado em

Medicina da NOVA Medical School | Faculdade de Ciências Médicas, no ano letivo de 2016/2017.

Este encontra-se organizado em seis estágios parcelares, dois com 8 semanas de duração –

Medicina e Cirurgia; e outros quatro com a duração de 4 semanas cada – Medicina Geral e

Familiar (MGF), Pediatria, Obstetrícia e Ginecologia e Saúde Mental. Para além desta UC

frequentei a unidade curricular opcional de Trauma com a duração de 2 semanas e, por fim, a UC

de Preparação para a Prática Clínica: Integração de Conhecimentos, a única UC cujos moldes de

ensino foram idênticos a todos os alunos. Esta organização, implementada com o Plano de

Estudos 2011 (Despacho n.º 10378/2011 de 17 de agosto, Diário da República n.º 157, 2.ª série),

pretende que o ensino do aluno pré-graduado esteja cada vez mais de acordo com as

necessidades atuais do sistema de saúde, promovendo a expansão da experiência e

conhecimento do aluno, através de um contacto mais precoce e duradouro com a prática clínica,

e permitindo a cada aluno uma flexibilização na escolha do percurso curricular a seguir, de acordo

com as suas afinidades e convicções. O documento “O Licenciado Médico em Portugal”

baseia-se na mesma filosofia ao delinear os objetivos da educação pré-graduada nas Escolas Médicas

portuguesas, defendendo também que os licenciados médicos devem ser capazes de incorporar

um conjunto de conhecimentos e atributos profissionais que lhes permitam aprender

autonomamente ao longo da sua carreira.

Por forma a corroborar com estes conceitos, onde o próprio Estágio Profissionalizante está

assente, tracei vários objetivos para concretizar ao longo dos estágios parcelares e, assim,

desenvolver capacidades fundamentais na prática clínica diária, nomeadamente: a correta

colheita de dados anamnésicos e execução do exame objetivo completo e dirigido; o

aperfeiçoamento do raciocínio clínico através da proposta de hipóteses de diagnóstico, solicitação

de exames complementares de diagnóstico e sua interpretação; a correta planificação das

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2 desenvolvimento das atitudes a tomar perante situações urgentes/emergentes; e o

aperfeiçoamento da capacidade comunicacional nas relações interpessoais profissionais e com o

doente/família, com vista à transmissão adequada da informação clínica. O objetivo deste

relatório é o de expor as atividades desempenhadas por mim ao longo deste ano, encontrando-se

dividido em quatro partes: introdução, onde incluo os meus objetivos, seguida de uma descrição

sumária das atividades realizadas nos diversos estágios parcelares por ordem cronológica,

terminando com uma reflexão crítica global. Nos anexos coloquei os comprovativos de

participação em algumas atividades extracurriculares, que funcionaram como complemento

científico e valorizaram a minha formação.

2. Corpo de Trabalho

2.1 Estágios Parcelares

2.1.1 Medicina (12 de Setembro a 4 de Novembro de 2016)

O estágio, que está sob a regência do Prof. Doutor Fernando Nolasco, teve lugar no Serviço de

Medicina – Unidade Funcional III do Hospital São Francisco Xavier (HSFX), onde tive o privilégio

de integrar a tira médica da responsabilidade do Dr. Arturo Botella. Neste estágio tracei como

objetivos a aquisição de autonomia no desempenho das atividades diárias, desde as tarefas

médicas que usualmente decorrem numa enfermaria de Medicina até à abordagem da doença na

fase aguda no Serviço de Urgência (SU). Desta forma, e sempre em permanente articulação com

o meu tutor, foi-me dada responsabilidade para aperfeiçoar o meu método de trabalho, através da

colheita de dados e sua organização; no desenvolvimento de competências através da

observação diária dos doentes que me foram atribuídos; na colheita de história clínica e

realização do exame objetivo; na realização de notas de entrada, notas de alta e preenchimento

do diário clínico; no registo de análises e exames complementares; na consulta do diário de

enfermagem; na requisição e posterior interpretação de exames complementares de diagnóstico;

e na instituição de terapêutica ou de pedidos de colaboração de outras especialidades. Pude

melhorar a minha capacidade comunicacional e de relacionamento interpessoal através da

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3 doentes a todo o serviço e respetivo diretor, mas também no contato diário com os doentes, ou

com os seus familiares, sempre que me era solicitado pelo tutor. Tive a oportunidade de observar

e realizar diversos procedimentos técnicos de diagnóstico e terapêutica. Desta forma executei as

técnicas de punção arterial (braqueal e radial), punção venosa periférica, algaliação e

interpretação de ECG; paralelamente, pude observar a realização de paracenteses, biópsias

ósseas, colocação ecoguiada de cateteres venosos centrais e um procedimento de cardioversão.

Durante o estágio acompanhei diferentes médicos nas suas atividades no balcão de atendimento

geral de Medicina e na sala de reanimação no SU do HSFX, bem como assisti a períodos de

consulta externa (CE) de doentes referenciados à consulta a partir do exterior, ou previamente

internados sob a responsabilidade dos médicos da tira na qual estava inserido. Além da

componente prática, estive presente em diversas reuniões, sessões clínicas de formação e aulas

teórico-práticas com temas relevantes à prática da Medicina Interna. Na última semana

apresentei às duas Unidades Funcionais do HSFX um caso clínico de Síndrome de

Demons-Meigs, tendo como base um artigo do New England Journal of Medicine, com o objetivo de

suscitar uma discussão interativa entre médicos assistentes, internos de especialidade e alunos.

2.1.2 Cirurgia (7 de Novembro de 2016 a 13 Janeiro de 2017)

Sob a regência do Prof. Doutor Rui Maio, este estágio teve lugar no Hospital Beatriz Ângelo

(HBA) com uma duração de 8 semanas. A primeira decorreu no auditório do HBA onde

diariamente tiveram lugar sessões teórico-práticas e as restantes 7 semanas foram divididas em 4

semanas de Cirurgia Geral, intercaladas com uma semana no SU e duas semanas opcionais no

serviço de Gastrenterologia. Como objetivos principais pretendia participar, enquanto 2º ajudante,

no máximo possível de atos cirúrgicos da minha equipa em ambiente de bloco operatório (BO) e,

assim, poder treinar também as técnicas de assepsia pré-cirúrgicas e as de anestesia local. A

minha formação em Cirurgia Geral realizou-se sob a tutoria do Dr. João Grenho, tendo tido a

possibilidade de acompanhar vários doentes na Enfermaria, na CE, no BO e no SU, incluindo a

Pequena Cirurgia. A semana de urgência foi organizada por uma rotação pelos diferentes postos

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4 especialistas da unidade nas consultas de subespecialidade, onde destaco a consulta de

proctologia, e na realização de vários procedimentos técnicos, nomeadamente endoscopia

digestiva alta, colonoscopia, ecoendoscopia alta e colangiopancreatografia retrógrada

endoscópica. No último dia de estágio, teve lugar um mini-congresso, onde apresentei em grupo

um trabalho intitulado “Uma dor nunca vem só” que relatava um caso de neoplasia do intestino

delgado, cuja cirurgia e acompanhamento pós-operatório foi presenciado pelo meu grupo.

2.1.3 Medicina Geral e Familiar (23 de Janeiro a 17 de Fevereiro de 2017)

Tendo como regente a Prof. Doutora Isabel Santos, realizei este estágio na USF Oriente durante

4 semanas, onde acompanhei a Dra. Ana Isabel Esteves nas suas atividades diárias. Delineei

como objetivos a realização autónoma de consultas, de forma a orientar a anamnese e o exame

geral para os motivos de consulta, e elaborar um plano de acordo com a marcha diagnóstica.

Este estágio relembrou-me o papel decisivo desta especialidade na medicina preventiva e na

gestão médica integrada e personalizada de cada doente, mediante o seu perfil clínico e o

enquadramento familiar e comunitário onde se insere. Pude participar em vários tipos de

consultas consultas programadas e de seguimento, do dia, de doença aguda, de saúde materna

e infantil e planeamento familiar – onde me foi permitido conduzir autonomamente algumas delas,

nomeadamente as consultas de Saúde do Adulto e de Diabetes, onde efetuei anamnese sumária,

exame objetivo direcionado, identificação de fatores de risco e elaboração do plano terapêutico.

Destaco a participação com a minha tutora em duas ações médicas domiciliárias, bem como, a

possibilidade em colaborar de perto com a equipa de enfermagem e com os serviços

administrativos de atendimento ao público da USF, com o intuito de compreender toda a dinâmica

de trabalho daquela Unidade e sua interação com os utentes. Participei ainda em reuniões

multidisciplinares de discussão de casos clínicos de Cardiologia com o diretor de Cardiologia do

Centro Hospitalar Lisboa Central, Dr. Rui Cruz Ferreira.

2.1.4 Pediatria (20 de Fevereiro a 17 de Março de 2017)

O estágio de Pediatria, sob a regência do Prof. Doutor Luís Manuel Varandas, teve uma duração

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5 Pediatria Médica 5.1 pelo seu chefe de Serviço, o Dr. António Bessa de Almeida. Os meus

objetivos consistiam no desenvolvimento da abordagem do doente pediátrico, sobretudo na

realização de exame objetivo e na interação com os pais/familiares, dado que o contato com este

grupo etário é limitado ao longo do curso. Participei na realização das tarefas diárias de

Enfermaria, a qual se destinava a crianças com idade inferior a 24 meses, e que consistia na

avaliação do estado clínico, analítico e imagiológico dos doentes internados e respetiva evolução;

procedi ainda à colheita de histórias clínicas, com posterior discussão e avaliação pelo meu tutor.

Sempre que solicitada, acompanhei a minha equipa médica na observação de doentes em

resposta a pedidos de colaboração no internamento de Cirurgia Pediátrica 5.3. Acompanhei ainda

o meu tutor nas CE e no SU, bem como, estive presente nas reuniões de serviço, sessões

clínicas e sessões de formação. Integrado neste estágio, participei ainda na consulta externa de

Imunoalergologia e tive a oportunidade de passar uma manhã na enfermaria de Cardiologia

Pediátrica no Hospital de Santa Marta, onde contactei pela primeira vez com doentes portadores

de patologias cardíacas congénitas, como a Tetralogia de Fallot, pouco frequentes na prática

clínica diária. No último dia de estágio fiz uma apresentação oral em grupo, que se intitulou

“Como dizer bem o que está mal”, e se referiu às estratégias a tomar na transmissão das más

notícias, em contexto pediátrico, ao doente e sua família, e às ferramentas disponíveis para

amplificar as probabilidades de sucesso na compreensão e aceitação deste tipo de informação.

2.1.5 Ginecologia e Obstetrícia (20 de Março a 21 de Abril de 2017)

Durante 4 semanas, e sob a regência da Prof. Doutora Teresa Ventura, realizei este estágio na

Maternidade Dr. Alfredo da Costa (MAC). As duas primeiras semanas foram dedicadas à

Obstetrícia, sob a orientação do Dr. Gonçalo Cardoso, e as restantes duas dedicadas à

Ginecologia, sob a tutela da Dra. Carla Leitão, sendo que semanalmente pude frequentar o

Serviço de Urgência e Bloco de Partos. Dado que esta é uma das especialidades que equaciono

optar no futuro, defini como objetivos participar no máximo de vertentes que a MAC oferece na

abordagem das patologias ginecológicas e obstétricas por forma a aprofundar os meus

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6 Obstetrícia participei na observação de grávidas no Serviço de Medicina Materno-Fetal e na

Consulta de Alto Risco, de Referenciação e de Adolescentes, onde colhi dados anamnésicos,

realizei o exame físico obstétrico e ginecológico e participei na instituição de terapêutica. Sempre

que solicitado, realizei a auscultação do foco fetal, avaliei o colo uterino, interpretei

Cardiotocogramas e executei o rastreio do Streptococcus β-hemolítico. Na rotação em

Ginecologia tive a oportunidade de estar presente na Unidade de

Histeroscopia/Colposcopia/Laser, na Consulta de Ginecologia Geral, Senologia e Planeamento

Familiar, no BO de Ginecologia e na Ecografia Ginecológica. A passagem por todas estas

valências permitiu-me ter noção da vastidão de cuidados de saúde que a MAC oferece e as

diferentes intervenções prestadas às mulheres referenciadas para as consultas diferenciadas

desta instituição. Presenciei reuniões de serviço e sessões clínicas, bem como, acompanhei o Dr.

Gonçalo ao Centro de Saúde (CS) de Sacavém (ACES VII Loures Odivelas) a uma formação

externa, prestada pelo mesmo, a médicos de MGF daquele agrupamento de CS subordinada ao

tema da Contraceção. No último dia de estágio, apresentei em grupo um caso clínico com que

contactei ao longo do estágio e respetiva revisão teórica, intitulado “Hemodiálise na Gravidez”.

2.1.6 Saúde Mental (24 de Abril a 19 de Maio de 2017)

Este estágio, regido pelo Prof. Doutor Miguel Xavier, teve uma duração de quatro semanas e teve

lugar no Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa, mais concretamente no Serviço de

Estabilização e Triagem de Agudos e Núcleo do Primeiro Surto Psicótico, onde fui orientado pela

Dra. Maria João Avelino. Com este estágio pretendi compreender a atuação médica perante as

necessidades terapêuticas específicas de cada psicopatologia e as atitudes a tomar em situações

de urgência. A maioria dos doentes que observei no internamento foram referenciados a partir do

SU do Hospital São José por apresentarem manifestações psiquiátricas agudas nomeadamente

surtos psicóticos ou maniformes, variações do humor, ideias delirantes e/ou persecutórias e

agitação psicomotora ou heteroagressividade – que dificilmente seriam controladas num ambiente

não protegido. A observação destes doentes é feita por meio de uma entrevista clínica, nas quais

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7 SU, nas reuniões de serviço e nas sessões clínicas. A frequência deste estágio contribuiu para

adquirir uma maior sensibilidade para as pessoas com doença mental, contrariando o estigma

que normalmente se associa a estes doentes, valorizando a pessoa e a sua fragilidade inerente.

2.2 Unidade Curricular Opcional de Trauma (22 de Maio a 2 de Junho de 2017)

Sob regência do Prof. Doutor Oliveira Martins, pude frequentar durante duas semanas diferentes

valências do Hospital São José que abordam, de perspetivas diferentes, a patologia traumática.

Estas consistiram na abordagem pré-hospitalar através do acompanhamento da viatura médica

do INEM, na passagem pela Unidade de Cuidados Intensivos Neurocríticos e Neurocirurgia,

Unidade Vertebro-Medular, Unidade de Cirurgia Maxilofacial e Unidade de Queimados.

3. Reflexão Crítica

Completadas as 16 semanas do Estágio Profissionalizante compreendo agora a extrema

importância desta UC no culminar da formação médica, através do contacto que proporciona com

as diversas especialidades clínicas e pela oportunidade em desempenhar um papel mais ativo. A

aprendizagem que advém da promoção da autonomia, aquando da aplicação, em contexto real,

dos conhecimentos teóricos assimilados ao longo dos anos, confere um valor incalculável ao

nosso percurso académico. O sentimento subsequente à possibilidade em participar nas tarefas

médicas diárias, como um elemento válido e autónomo e cujo contributo prestado é valorizado,

possibilitou que esta UC tenha excedido largamente as minhas expetativas.

Todos os estágios foram momentos de aperfeiçoamento do meu raciocínio clínico no

acompanhamento de doentes em contexto de internamento, CE ou urgência, seja na colheita de

história clínica ou na participação na marcha diagnóstica e terapêutica. Contudo, devo relevar que

os estágios parcelares de Medicina e MGF foram aqueles que me conferiram maior autonomia e

responsabilidade na abordagem do doente e, por isso, constituíram os momentos onde pude

atingir mais rapidamente os objetivos a que me propus – sobretudo no que respeita aos objetivos

mais técnicos, como a realização do exame objetivo dirigido, mas também no desenvolvimento da

capacidade comunicativa no decorrer da interação com os doentes ou seus familiares, a quem

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8 vários SU foi também muito benéfica para a minha formação, tendo-me permitido acompanhar e

avaliar doentes com uma autonomia parcial. Destaco o estágio de Medicina onde pratiquei várias

vezes a abordagem dirigida ao doente urgente com o propósito do diagnóstico/exclusão de

patologia aguda e de uma rápida decisão terapêutica. Também no estágio de Ginecologia e

Obstetrícia foram-me dadas inúmeras oportunidades para executar autonomamente vários

procedimentos técnicos em contexto de urgência, nomeadamente a ecografia suprapúbica e

transvaginal. Ao longo do ano contactei com algumas situações difíceis do ponto de vista social e

humano, nomeadamente nos estágios de MGF e Saúde Mental, que me fizeram crescer

enquanto pessoa e permitiram ver uma realidade, por vezes escondida, de dificuldades

financeiras, isolamento e negligência, que frequentemente está na génese das dificuldades ao

acesso da saúde e na adesão à terapêutica. Como aspetos negativos realço a disparidade da

duração dos estágios mais longos com os mais curtos, sendo que alguns destes últimos seriam

melhor aproveitados se fossem prolongados. Em segundo lugar, devo referir a falta de

uniformização de horários e métodos de avaliação nos diferentes locais de ensino, não cumprindo

por vezes o que está disposto nas fichas das UC. Por fim, saliento o carácter mais observacional

do que o esperado em alguns estágios, nomeadamente Saúde Mental, Cirurgia e Pediatria. Uma

possível explicação para os dois últimos poderá estar relacionada com o elevado rácio

aluno/tutor, quando comparado com o rácio de 1:1 dos restantes estágios.

Por último, a escolha da UC opcional de Trauma teve como base o facto de esta ser composta

por um conteúdo eminentemente prático e por me permitir colmatar algumas lacunas temáticas

não abordadas ao longo do curso. Sinto que me dotou de ferramentas imprescindíveis para a

sistematização e priorização das ações médicas durante a abordagem do doente traumático.

Em conclusão, a generalidade dos objetivos propostos foi alcançada e superada com sucesso. O

Estágio Profissionalizante, constitui uma oportunidade única de aprendizagem e enriquecimento

pessoal e profissional, com vista a preparar o aluno pré-graduado, enquanto futuro profissional de

saúde formado em Medicina, para a prática médica da vida real, que se encontra apenas à

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4. Anexos

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4.4 Certificado de distinção “Biosurfit” por proposta de projeto de investigação: “Can

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Referências

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