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DICA 4 Complemento para a cartilha orientativa do SIG-CAR

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(1)

DICA 4

Complemento para

a cartilha orientativa

do SIG-CAR

Este material de apoio ao Cadastro Ambiental Rural

(CAR) faz parte das ações de difusão de boas práticas

agrícolas do Programa Agricultura Consciente da

Nidera, e espera oferecer dicas úteis para facilitar e

agilizar este importante processo eletrônico de

cadastro de imóveis rurais no Brasil.

Neste 4º material, você encontrará informações

complementares para os PASSOS GEO e

INFORMAÇÕES para cadastro de imóveis no

sistema SIG-CAR.

(2)

INTRODUÇÃO AO

PASSO GEO

1

Na Figura 1, são ilustradas áreas de agricultura que podem ser facilmente

reconhecidas nas imagens de satélite, por apresentarem padrões com formas bem definidas, como: talhões, pivôs centrais, cores variadas, textura lisa e linhas de plantio.

A Figura 2 apresenta os tipos de REMANESCENTE DE VEGETAÇÃO

NATIVA com padrões arbóreos, arbustivos e campestres, que podem ser

identificados nas imagens por meio da coloração em tons de verde, e textura rugosa; apresentando maior número de pontos de sombras em função da

diferença de tamanho da vegetação; bem como, pelas formas não regulares e sem indícios de alteração por ações humanas.

Figura 2 Figura 1 As dicas e informações apresentadas neste material são um complemento

ao PASSO GEO da Cartilha orientativa do SIG-CAR elaborada pela Secretaria do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do estado de Tocantins.

A sigla GEO vem da palavra GEORREFERENCIAMENTO, que significa a demarcação da área do imóvel e de seus componentes, como o tipo de cobertura do solo, Área de Preservação Permanente (APP) e Reserva Legal (RL), sobre a imagem de satélite do município em que ele está localizado.

Para realizar qualquer análise em imagens de satélite é necessário ter um conhecimento mínimo sobre os padrões das feições de uma paisagem. A seguir, são apresentados alguns dos padrões que deverão ser reconhecidos no Passo GEO, iniciando por OCUPAÇÃO ANTRÓPICA (Figura1), que refere-se a toda ocupação humana realizada por meio de atividades como agricultura, pecuária, construção civil e outras, que modificam a cobertura natural do solo, fazendo com que a área seja considerada degradada (área alterada em função de impacto da atividade humana, sem capacidade de regeneração natural) ou alterada (com capacidade de regeneração natural).

PADRÕES DE FEIÇÕES

DE UMA PAISAGEM

(3)

Na Figura 4 são apresentados os tipos de CORPOS D´ÁGUA, tais como: rios, lagos, lagoas, águas costeiras, canais artificiais, reservatórios, dentre outros. Estas feições podem ser reconhecidas na paisagem por conterem coloração em tons de azul e preto e formas variadas no caso de formações naturais, e formas bem definidas no caso de formações artificiais.

(A) reservatório para abastecimento/geração de energia, (B) APP de curso d´água, (C) lago natural, (D) corpo d´água litorâneo, (E) curso d´água com largura menor que 10 m e (F) curso d´água com largura maior que 100 m.

Já a Figura 3 apresenta fragmentos de

REMANESCENTE DE VEGETAÇÃO NATIVA ao lado de áreas de OCUPAÇÃO ANTRÓPICA.

Figura 3

Figura 4

COORDENADAS

GEOGRÁFICAS

1.2

Para demarcar ou localizar qualquer tipo de informação em um mapa ou imagem de satélite, criou-se os Sistemas de Coordenadas Geográficas que são formados por linhas imaginárias que permitem atribuir a cada ponto da superfície terrestre um par de coordenadas geográficas, que indicam a latitude (Norte-Sul) e longitude (Leste-Oeste) do ponto (Figura 5), e medidas em graus considerando o hemisfério que se encontram (Figura 6).

Figura 5

Figura 6

(4)

DEMARCANDO A ÁREA

DE SEU IMÓVEL: opção SHAPEFILE

2

Para esta opção, você precisará ter realizado a demarcação do limite de seu imóvel em algum programa de geoprocessamento, como o AutoCAD MAP, ArcGIS, GPS TrackMaker ou SPRING, que são os mais conhecidos.

Como sugestão, utilize um programa livre e gratuito, muito similar ao ArcGIS, que é conhecido como QGIS.

O nome Shapefile é dado a um formato de arquivo digital que representa uma feição ou elemento gráfico, seja na forma de ponto, linha ou polígono e que contém dados geoespaciais, como a latitude e a longitude.

O limite de seu imóvel e das demais áreas de seu imóvel estarão representadas por 3 arquivos digitais nos formatos .shp, .dbf e .shx e que deverão ser

compactados em programas como o WinZip ou WinRar, para envio no SIG-CAR em formato .zip.

ÁREAS COMPONENTES

DE SEU IMÓVEL

3

A seguir, são apresentados os demais componentes de seu imóvel que você poderá identificar e criar shapes específicos nesta etapa de demarcação.

Bioma e a região Percentual de RL no imóvel

Floresta na Amazônia Legal 80% Cerrado na Amazônia Legal 35% Campos na Amazônia Legal 20% Qualquer bioma nas demais 20% regiões do país

É a área do imóvel rural que, coberta por vegetação natural, pode ser explorada com o manejo florestal sustentável, nos limites estabelecidos em lei para o bioma em que está a propriedade. Além de contribuir com a conservação e a reabilitação dos processos ecológicos e promover a conservação da biodiversidade, bem como o abrigo e a proteção de fauna silvestre e da flora nativa.

RESERVA

LEGAL

3.1

Atualmente, o percentual da propriedade de RESERVA LEGAL varia de acordo com o bioma e a região em questão, sendo:

Figura 7 - Limite da Amazônia Legal e os biomas brasileiros

(5)

1. RESERVA LEGAL PROPOSTA - Imóvel rural que não possui

remanescente de vegetação nativa destinado para RESERVA LEGAL e que, após o preenchimento da PASSO GEO, propõe o estabelecimento de área para ser destinada como de proteção ambiental.

2. RESERVA LEGAL APROVADA E AVERBADA - Imóvel rural que possui remanescente de vegetação nativa destinado para RESERVA LEGAL, com anuência por parte do órgão ambiental competente e registrado em documento de registro.

3. RESERVA LEGAL APROVADA E NÃO AVERBADA - imóvel

rural que possui remanescente de vegetação nativa destinado para RESERVA

LEGAL, com anuência por parte do órgão ambiental competente, porém

sem registro em documento de propriedade ou posse.

ÁREA DE PRESERVAÇÃO

PERMANENTE (APP)

3.2

1. APP - RECURSOS HÍDRICOS

1.1. CURSOS D'ÁGUA - São as faixas nas margens de qualquer curso

d'água natural, desde a borda da calha do leito regular, que devem ser

protegidas com vegetação nativa conforme as largura mínimas apresentadas

na tabela abaixo.

Largura do curso d'água Largura mínima de APP

< 10 metros 30 metros >10 e < 50 metros 50 metros >50 e < 200 metros 100 metros >200 e < 600 metros 200 metros >600 metros 500 metros

ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE (APP) é definida como

área protegida, coberta ou não por vegetação nativa, com a função ambiental de preservar os recursos hídricos, a paisagem, a estabilidade geológica, a biodiversidade, facilitar o fluxo gênico de fauna e flora, proteger o solo e assegurar o bem-estar das populações humanas.

As demarcações da APP podem ser agrupadas em relação ao seu caráter de

proteção de RECURSOS HÍDRICOS, do RELEVO ou da LOCALIZAÇÃO. A RESERVA LEGAL é apresentada de 3 formas no SIG-CAR:

(6)

1.2. LAGO OU LAGOA NATURAL - São as faixas no entorno de lagos ou lagoas que devem ser protegidas com vegetação nativa com largura mínima de 100 (cem) metros, em zonas rurais.

Porém, lagos ou lagoas com até 20 (vinte) hectares de superfície possuem a largura mínima da APP de 50 (cinquenta) metros; e com superfície até 1 (um) hectare, fica dispensada da faixa de APP, sendo que, o proprietário ou possuidor,

não poderá suprimir qualquer remanescente de vegetação nativa no seu

imóvel para uso alternativo do solo.

1.3. ENTORNO DE RESERVATÓRIO D'ÁGUAS ARTIFICIAIS,

DECORRENTES DE BARRAMENTO OU REPRESAMENTO DE CURSOS D'ÁGUA NATURAIS - São as faixas no entorno de reservatórios d'água artificiais, decorrentes de barramento ou represamento de cursos d'água naturais que devem ser protegidas com vegetação nativa com largura mínima

definida na licença ambiental do empreendimento.

1.4. NASCENTE OU OLHO D’ÁGUA PERENE - São as faixas no

entorno de nascentes e dos olhos d'água perenes, qualquer que seja sua

situação topográfica, que devem ser protegidas com vegetação nativa com raio mínimo de 50 (cinquenta) metros.

1.5. VEREDAS - As faixas no entorno de veredas (vegetação com

fisionomia de savana), em projeção horizontal, que devem ser protegidas com

vegetação nativa, possuem largura mínima de 50 (cinquenta) metros, a partir

do espaço permanentemente brejoso e encharcado.

São a RESTINGA (vegetação fixadora de dunas ou estabilizadora de mangues) e os MANGUEZAIS que devem ser integralmente protegidos

com vegetação nativa em toda a sua extensão

3.1. ÁREA DE DECLIVE MAIOR QUE 45 GRAUS - As encostas ou partes destas com declividade superior a 45° devem ser protegidas com

vegetação nativa em toda a sua extensão.

3.2. BORDAS DE TABULEIROS OU CHAPADAS - As bordas dos

tabuleiros ou chapadas, até a linha de ruptura do relevo, devem ser protegidas

com vegetação nativa em faixa nunca inferior a 100 (cem) metros em

projeções horizontais.

3.3. TOPO DE MORROS, MONTES, MONTANHAS E SERRAS

No topo de morros, montes, montanhas e serras, com altura mínima de 100 (cem) metros e inclinação média maior que 25°, as áreas delimitadas a partir da curva de nível correspondente a 2/3 (dois terços) da altura mínima da elevação em relação à base, devem ser protegidas com vegetação nativa em toda sua extensão.

2. APP - LOCALIZAÇÃO

3. APP - RELEVO

3.4. ÁREA COM ALTITUDE SUPERIOR A 1.800 M - As áreas em altitude superior a 1.800 (mil e oitocentos) metros, qualquer que seja a

(7)

É a área de imóvel rural com OCUPAÇÃO ANTRÓPICA (definição na página

2) , como edificações, benfeitorias ou

atividades agrossilvipastoris, admitida, neste último caso, a adoção do regime de pousio.

Caso sua área necessite de alguma regularização em áreas de uso restrito, Reserva Legal ou Áreas de Preservação Permanente (APP), a delimitação desta área pode ser muito importante.

preexistente a 22 de julho de 2008

A determinação desta data tem como base uma questão de ordem jurídica, pois nesse dia foi publicado o Decreto Federal nº 6.514/2008, que

regulamenta condutas infracionais referentes ao meio ambiente.

Desta forma, é de suma importância que você proprietário ou possuidor responda corretamente a esta questão, pois as ÁREAS CONSOLIDADAS possuem tratamento diferenciado quanto a sua regularização ambiental.

INFRAÇÕES COMETIDAS ATÉ 22 DE JULHO DE 2008

Complementando a descrição desta feição (página 2), temos a vegetação

nativa em estágio primário (efeitos mínimos ou ausentes de ações antrópicas)

ou secundário avançado de regeneração (vegetação recuperada com os processos naturais de sucessão, após supressão total ou parcial da vegetação primária, por ações antrópicas ou causas naturais).

ÁREA

CONSOLIDADA

3.3

VEGETAÇÃO

NATIVA

3.4

É uma área de utilidade pública declarada pelo Poder Público, na qual se restringe o uso de partes do imóvel rural visando atender uma necessidade coletiva da sociedade.

Alguns exemplos de usos como SERVIDÃO AMBIENTAL são: INFRAESTRUTURA PÚBLICA, UTILIDADE PÚBLICA e

RESERVATÓRIO PARA ABASTECIMENTO OU GERAÇÃO DE ENERGIA.

INFRAESTRUTURA PÚBLICA

INFRAESTRUTURA PÚBLICA refere-se ao conjunto de instalações,

equipamentos ou serviços pertencentes ao governo em benefício da sociedade. Os principais exemplos são obras nos setores de transporte, telecomunicações, saneamento e energia.

UTILIDADE PÚBLICA

São caracterizadas como áreas que possuem:

atividades de segurança nacional e proteção sanitária;

obras de infraestrutura destinadas às concessões e aos serviços públicos de transporte, sistema viário, saneamento, gestão de resíduos, energia,

telecomunicações, instalações necessárias à realização de competições esportivas, bem como mineração, exceto, neste último caso, a extração de areia, argila, saibro e cascalho;

atividades e obras de defesa civil;

atividades que comprovadamente proporcionem melhorias na proteção de funções ambientais. a) b) c) d)

3.4.1

SERVIDÃO

ADMINISTRATIVA

(8)

A RPPN é uma categoria de Unidade de Conservação (UC) de uso sustentável implementada pela iniciativa de proprietários ou possuidores rurais, tendo como principal característica a conservação da diversidade biológica.

A RPPN confere benefícios ao detentor do imóvel rural tais como: isenção do Imposto Territorial Rural (ITR), prioridade na análise de concessão de recursos do Fundo Nacional do Meio Ambiente, e preferência na análise do pedido de concessão de crédito agrícola. É permitida inclusive a comercialização de CRA na RPPN, incentivando a proteção e conservação da vegetação nativa.

3.5

RESERVA PARTICULAR DO

PATRIMÔNIO NATURAL (RPPN)

1.1. PROGRAMA DE REGULARIZAÇÃO AMBIENTAL

O termo REGULARIZAÇÃO AMBIENTAL é definido como “o conjunto de atividades desenvolvidas e implementadas no imóvel rural que visem atender ao disposto na legislação ambiental e, de forma prioritária, garantam a manutenção e recuperação de ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE (APP), ÁREAS DE USO RESTRITO (AUR) e RESERVAS LEGAIS (RL) e a compensação da RESERVA LEGAL, quando couber”.

Com o objetivo de apoiar a regularização ambiental dos imóveis rurais, o Governo Federal criou o Programa Mais Ambiente Brasil; enquanto, os Estados e Distrito Federal ficaram responsáveis por implantar seus

respectivos PROGRAMAS DE REGULARIZAÇÃO AMBIENTAL (PRA). As dicas e informações apresentadas a seguir, são um complemento ao

PASSO INFORMAÇÕES da Cartilha orientativa do SIG-CAR

elaborada pela Secretaria do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do estado de Tocantins.

REGULARIZAÇÃO

(9)

5

DÉFICIT DE VEGETAÇÃO

NA RESERVA LEGAL

O PRA busca assegurar o cumprimento de boas práticas agronômicas, capazes de promover a conservação do solo e da água, por meio de tecnologias de produção ambientalmente sustentáveis.

Esse programa é composto de 4 importantes instrumentos, que são: I. Cadastro Ambiental Rural (CAR);

II. Termo de Compromisso (TC);

III. Projeto de Recomposição de Áreas Degradadas e Alteradas (PRADA); IV. Cotas de Reserva Ambiental (CRA), quando couber.

Desta forma, após a elaboração do CAR no programa ‘‘CAR - Módulo de cadastro’’, a análise e a identificação da necessidade de REGULARIZAÇÃO

AMBIENTAL pelo o órgão estadual responsável, o proprietário/possuidor

será convocado a assinar o TC e posteriormente, a apresentar propostas para regularização do passivo ambiental de seu imóvel, por meio do PRADA.

IMPORTANTE: Adesão ao PRA é OPCIONAL!

Mas feita a adesão e assinatura do TC, o proprietário/ possuidor não será autuado por infrações associadas à supressão irregular de vegetação nativa em APP, AUR e RL

cometidas até 22 de julho de 2008.

Caso seu imóvel rural possua déficit de vegetação na RESERVA LEGAL, existem 3 alternativas para a regularização:

I. Compensar a Reserva Legal; II. Permitir a regeneração natural; III. Recompor a Reserva Legal.

É um mecanismo pelo qual o proprietário ou possuidor pode regularizar sua RESERVA LEGAL (RL), adquirindo áreas equivalentes em outro

imóvel rural, em vez de destinar áreas de uso produtivo para regeneração

natural ou recomposição.

As áreas a serem utilizadas para compensação deverão atender aos seguintes requisitos:

I. serem equivalentes em extensão à área da RL a ser compensada; II. estarem localizadas no mesmo bioma da área de RL a ser compensada; III. se fora do Estado, estarem localizadas em regiões identificadas como prioritárias para conservação, pela União ou pelos Estados, buscando favorecer a recuperação de bacias hidrográficas excessivamente

desmatadas, o estabelecimento de corredores ecológicos, a conservação de grandes áreas protegidas ou, a conservação ou a recuperação de ecossistemas ou espécies ameaçadas.

1. COMPENSAÇÃO DA RESERVA LEGAL

Ressalta-se que caso exista remanescente de vegetação nativa no imóvel que solicitou a compensação, este remanescente deverá ser mantido conservado, ou seja, não poderá ser desmatado.

SITUAÇÃO EM QUE NÃO É POSSÍVEL REALIZAR A COMPENSAÇÃO DA RESERVA LEGAL!

Caso sua Reserva Legal tenha sido desmatada irregularmente após a data de 22 de julho de 2008, não será admitida a COMPENSAÇÃO. Neste caso, é obrigatória a suspensão imediata das atividades nesta área e sugere-se que você assinale a alternativa ‘‘RECOMPOR A RESERVA LEGAL’’.

(10)

O proprietário ou possuidor que não tem área de RL suficiente em seu imóvel pode adquirir uma COTA DE RESERVA AMBIENTAL (CRA) em outro imóvel (Figura 8).

Vale lembrar que este segundo proprietário adquiriu sua CRA por possuir

excedente de área remanescente de vegetação nativa, com relação ao

mínimo exigido para compor a sua Reserva Legal.

1.1. COTA DE RESERVA AMBIENTAL

Figura 8

SERVIDÃO AMBIENTAL ocorre quando o proprietário ou possuidor

deseja limitar o uso de todo seu imóvel ou de parte dele para preservar, conservar ou recuperar os recursos ambientais existentes.

Desta forma, uma área com excedente de vegetação nativa sob regime de

SERVIDÃO AMBIENTAL pode ser utilizada para compensação de RL

de outro imóvel rural.

1.2. ARRENDAMENTO DE ÁREA SOB REGIME DE SERVIDÃO AMBIENTAL OU RESERVA LEGAL

A SERVIDÃO AMBIENTAL NÃO PODE INCLUIR as ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE e a RESERVA LEGAL mínima exigida, e deve ser averbada na matrícula do imóvel.

A REGENERAÇÃO NATURAL consiste na recuperação de uma área por meio da sucessão natural da vegetação nativa remanescente, necessitando apenas do isolamento da área a ser recuperada, impedindo a passagem de máquinas e animais, para que esta se desenvolva.

Atualmente, este método é um dos indicados para restauração florestal em APP de acordo com diretrizes do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA).

Para o sucesso da condução da REGENERAÇÃO NATURAL é necessária a existência ou a proximidade de remanescentes de vegetação nativa, devido à disponibilidade de propágulos (sementes) a serem dispersados.

RECOMPOSIÇÃO significa “restituir um ecossistema ou comunidade

biológica nativa degradada ou alterada à condição não degradada, que pode ser diferente de sua condição original”.

A RECOMPOSIÇÃO deverá atender aos critérios estipulados pelo órgão ambiental estadual responsável, abrangendo a cada 2 anos, no mínimo 1/10 da área total, ou seja, deve ser concluída em até 20 anos.

2. PERMITIR A REGENERAÇÃO NATURAL

3. RECOMPOR A RESERVA LEGAL

realizada, pelo proprietário ou possuidor, mediante o plantio intercalado de espécies nativas de ocorrência regional com espécies exóticas ou frutíferas (até 50%), em sistema agroflorestal. De acordo com o novo Código Florestal, é admitido, para aqueles que optarem por recompor a RL, a exploração econômica dessa área desde que sejam adotadas boas práticas agronômicas com vistas à conservação do solo e da água.

(11)

PROJETO DE RECUPERAÇÃO DE

ÁREAS DEGRADADAS (PRAD)

6

O PRAD é um projeto que pode ser solicitado pelos órgãos ambientais como

parte integrante do processo de licenciamento ambiental de atividades

degradadoras ou modificadoras do meio ambiente e, também, após o empreendimento ter sofrido sanção administrativa por causar degradação ambiental.

No novo Código Florestal esse projeto pode ser denominado Projeto de Recomposição de Áreas Degradadas e Alteradas (PRADA), de forma análoga ao PRAD.

A determinação desta data tem como base uma questão de ordem jurídica, pois nesse dia foi publicado o Decreto Federal nº 6.514/2008, que

regulamenta condutas infracionais referentes ao meio ambiente.

Desta forma, é de suma importância que você proprietário ou possuidor responda corretamente a esta questão, pois as ÁREAS CONSOLIDADAS possuem tratamento diferenciado quanto a sua regularização ambiental.

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INFRAÇÕES COMETIDAS ATÉ

22 DE JULHO DE 2008

A RPPN é uma categoria de Unidade de Conservação (UC) de uso sustentável implementada pela iniciativa de proprietários ou possuidores rurais, tendo como principal característica a conservação da diversidade biológica.

A RPPN confere benefícios ao detentor do imóvel rural tais como: isenção do Imposto Territorial Rural (ITR), prioridade na análise de concessão de recursos do Fundo Nacional do Meio Ambiente, e preferência na análise do pedido de concessão de crédito agrícola. É permitida inclusive a comercialização de CRA na RPPN, incentivando a proteção e conservação da vegetação nativa.

8

RESERVA PARTICULAR DO

PATRIMÔNIO NATURAL (RPPN)

A CRF era um instrumento semelhante à atual Cota de Reserva Ambiental

(CRA) do novo Código Florestal, possuindo as mesmas finalidades.

Sobre a CRF aplica-se a regra de mesma equivalência entre ela e a CRA, devendo o cadastrante apenas informar se possui uma CRF.

COTA DE RESERVA

(12)

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Ministério do Meio Ambiente - MMA.

Cadastro - versão 1.0. Disponível em: http://car.gov.br/public/Manual.pdf Acesso em: 02 abr 2015

Ministério do Meio Ambiente - MMA. CAR - Módulo de Cadastro. Disponível em: http://car.gov.br/#/baixar Acesso em: 02 abr 2015 FILHO, L. O. M. [et al.]. Curso de capacitação para o Cadastro Ambiental Rural (CapCAR): noções de geotecnologias. Lavras: UFLA, 2014. 32 p. OLIVEIRA, A. L. de [et al.]. Curso de capacitação para o Cadastro Ambiental Rural (CapCAR): Etapa Geo. Lavras: UFLA, 2014. 106 p.

Manual do usuário: CAR - Módulo de

Secretaria do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Tocantins. Cartilha orientativa: procedimentos para inscrição no Cadastro Ambiental Rural. Disponível em: http://site.sigcar.com.br/tocantins/ajuda.jhtml Acesso em: 21 jan 2016

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