Aula 09
Precipitação
• Colisão:
– Coalescência, Agregação e Acreção
• Rompimento/Quebra • Equilibro • Neve • Granizo/Graupel • Convectivo/Estratiforme • Processos de modificação da DSD • Chuva Continental x Marítima
1. Distribuição de tamanho de gotas -
DSD
• A precipitação poder ter sido iniciada através do
processo de coleta seguida de coalescência, acreção ou agregação ou pela simples formação de cristais de gelo.
• A medida que os hidrometeoros atingem tamanhos precipitáveis, eles crescem a partir da coleta de
gotículas de nuvem (coalescência/acreção), cristais de gelo (agregação) ou uma combinação entre elas.
• Para as nuvens quentes o processo esta limitado a
colisão - coalescência, para as nuvens frias agregação e acreção e para a mista todos os processos.
?
Refletividade do Radar – Z = N(D)D6Velocidade Vertical
Número total de gotas
Z aumenta a medida que a chuva cai.
Número de gotas diminui
Se Z aumenta a medida que a chuva cai e o número de gotas diminui, isso implica que o o processo de colisão seguido de coalescência se torna eficiente. Porque?
• Dessa maneira, dependendo do processo dominante teremos gotas de chuva, flocos de neve ou mesmo granizo como hidrometeoros precipitantes.
• Por exemplo, a coalescência é predominante em nuvens quentes com altos valores de LWC
• Em tempestades de neve, que são nuvens frias, temos o predomínio da agregação.
• Já em nuvens mistas, podemos ter os 3 processos. • Que tipo de nuvens podem ser classificadas como
• No globo, temos que grande parte do volume precipitante é na forma de chuva e ela pode ser caracterizada pela Taxa de Precipitação (R) em mm/h ou mm/dia.
• A taxa de precipitação por sua vez pode ser descrita em função da DSD que expressa a distribuição do número de gotas por volume por intervalo de classe de diâmetro – N(D).
b n m aR D D N D N exp , ) ( 0
• A taxa de precipitação por sua vez pode ser descrita em função da DSD que expressa a distribuição do número de gotas por volume por intervalo de classe de diâmetro – N(D).
b n m aR D D N D N exp , ) ( 0
• A taxa de precipitação por sua vez pode ser descrita em função da DSD que expressa a distribuição do número de gotas por volume por intervalo de classe de diâmetro – N(D).
b n m aR D D N D N exp , ) ( 0
• De uma forma geral, independente da região de observação, a concentração de gotas
diminui com o aumento do tamanho da gota (diâmetro).
Para caracterizar a DSD utilizamos sensores que contam o número de
gotas (disdrômetros) em uma área de 50 cm2 a
partir da vibração
causada pelo impacto (JOSS) ou mesmo pelo espalhamento da luz ou sombra (Parsivel e ou Thiess).
• As 1o medidas de DSD foram feitas em Otawa
(Canadá) durante o verão Canadense pelos
pesquisadores Marshall e Palmer (1948). Neste estudo, eles parametrizaram as precipitações observadas naquela região e descobriram que
elas podiam ser descritas por uma função do tipo exponencial.
Onde N(D) representa a concentração de gotas por m3, N
0 o coeficiente linear (0,08 cm-4) e o
coeficiente angular ( = 41R-0,21) que depende de R (taxa de precipitação em mm/h)
D
N D
• A taxa de precipitação por sua vez é expressa como:
Onde VT(D) representa velocidade terminal de queda dos hidrometeoros e W a velocidade vertical. Na superfície W = 0.
0 3 ) ( ) ( 6 dD W D V D D N R TN
0
D N D N ( ) 0 exp Além disso, temos também a distribuição Gama N(D) = N0 D e-D D e D N D N ( ) 0
Ou a distribuição gama generalizada:
Deirmenjian, D.: Electromagnetic
scattering on spherical polidispersions. Elsevier, New York (1969)
Forma
Os modelos de distribuição de tamanho de gotas de chuva (RDSD) mais aplicados são:
Exponential: N(D)=N0exp(-3.67D/D0) ou N0exp(-D)
Marshall-Palmer (1948), Laws-Parsons (1943), Best (1950)
Log-Normal:
Feingold and Levin (1986)
Gamma: N(D)=N0Dexp[-(3.67+)D/D0]
Deirmendjian (1969), Willis (1984), Ulbrich (1983)
0 3 3 0 6 3 6 ) ( 6 / ) ( / dD D D N m g LWC dD D D N m mm Z L
2. Rompimento das gotas
• A medida que a gota cresce, aumenta a chance de rompimento/quebras.
• Este efeito é provocado pela circulação
aerodinâmica induzida na gota de chuva após esta atingir diâmetros maiores que 3 mm.
• A quebra das gotas de chuva leva a formação de DSD exponenciais, uma vez que a quebra é
dependente do tamanho. Portanto, diminui-se a concentração de gotas grandes e aumenta-se a concentração de gotas pequenas.
• Basicamente a tensão superficial da gota () não é suficiente para segurar as moléculas de água.
• Portanto, a medida que os diâmetros são maiores, as gotas se tornam instáveis e se quebram a parte.
• O processo de rompimento depende da colisão das
partículas, do tamanho, da velocidade relativa e do
ponto de impacto, pois isso pode levar à coalescência ou ao rebatimenteo ou mesmo rompimento das gotas.
• Consequentemente, estes processos podem levar ao aparecimento de certas
modas.
Velocidade Vertical
Refletividade do Radar Z = N(D)D6
• Rompimento do filamento é
causado por colisões inclinadas que possibilitam a criação de novas gotas a partir da
• Rompinento da folha: Após a colisão, a gota maior
desaparece pois a medida que ela gira em torno do ponto de impacto, ela cria várias gotas menores
• Disco: ocorre quando o
impacto acontece no meio da gota coletora, que gera uma uma coalescência temporária seguida de rompimento de várias gotículas pequenas
3. Equilíbrio dos Processos
• Após um certo intervalo de tempo, em geral associado ao volume de chuva, a DSD atinge um equilíbrio e a forma da DSD se estabiliza e não muda muito a sua forma.
• Em outras palavras, os processos de colisão seguido de coalescência e quebra se
equilibram e a DSD tem a uma forma mais exponencial.
Neste processo de
equilíbrio, gotas grandes consomem as pequenas, e depois de um tempo elas se rompem a parte. Logo a concentração de gotas pequenas
aumenta e a
concentração das gotas maiores diminui levando a formação de uma DSD exponencial.
LWC CTE para cada DSD Antes e depois do equilíbrio
4. DSD de flocos de neve
• Flocos de neve representam o maior volume de precipitação sólida. Como estes cristais de gelo tem formas irregulares de agregados fica difícil fazer uma medida de seu tamanho.
• Portanto, as medidas da concentração de flocos de neve é feita a partir da massa ou diâmetro de um gota formada a partir do derretimento do floco de neve.
5. Granizo e graupel
• Granizo esta associado ao processo de
acreção, ou seja, coleta de gotículas de água super-resfriada pelos cristais de gelo
(formados por sublimação ou congelamento)
CENTÍMETRO
V elo cidade Term inal (m/ s)Ajuste
exponencial
CHUVA
Granizo cm
6. Classificações:
Chuva Estratiforme e Convectiva
• Estratiforme – generalizada e uniforme;
precipitação contínua associada à ascenção de movimentos de larga escala produzidos por
sistemas frontais, topografia ou mesmo
convergência horizontal de grande escala.
• Nimbostratus e Cumulus em dissipação.
• Agregação e difusão de vapor.
• Convectiva – Localizada, pancadas de chuva, precipitação associada a convecção de
cumulus em atmosfera instável.
• Cg, Cb
• Coalescência e Acreção
Outra visão para a Classificação Convectiva e Estratiforme
De acordo com a definição padrão (Houze, 1993), a classificação depende de medidas simultâneas de velocidade vertical e velocidade terminal dos hidrometeoros. No entanto chuva convectiva esta relacionada com convecção ativa nova, já estratiforme é convecção velha, menos ativa, estratificada e com banda brilhante no radar
De acordo com a definição padrão (Houze, 1993), a classificação depende de medidas simultâneas de velocidade vertical e velocidade terminal dos hidrometeoros. No entanto, a chuva convectiva esta relacionada com convecção ativa nova. A estratiforme é
convecção velha, menos ativa, estratificada e com banda brilhante no radar
Houze, R.A., 1997: Stratiform Precipitation in Regions of Convection: A Meteorological Paradox?. Bull. Amer. Meteor.
Outra visão para a Classificação Convectiva e Estratiforme
Waldvolgel (1974) propôs um método a partir das medidas de distribuição de tamanho de gotas (N(D)). Basicamente, ele ajustou as observações a um função exponecial (N(D) = N0 exp (-D)) e avaliou o comportamento do parâmetro N0 (parâmetro linear/interceptador)
• Valores baixos de N0 estavam associados ao aparecimento da banda brilhante (neve derretendo)(BB), logo precipitação estratiforme.
• Variações repentinas de N0 estavam associados ao desaparecimento da BB, logo precipitação convectiva, ou mesmo pequenas alterações de N0 também.
D
N D
Já Tokay e Short (1996) observaram que a chuva convectiva/estraforme era função de , No e R quando do ajuste de uma função gama.
Cv
Cv
St St
Classificação Convectiva e Estratiforme 1 1 0 1 0 0 2 0 2 5 3 0 3 5 4 0 4 5 5 0 S t r a t i f o r m Z = 2 7 6 R ^ 1 . 4 9 C o n v e c t i v e Z = 1 4 7 R ^ 1 . 5 5 R [ m m /h r ] R e f l e c t i v i t y [ d B Z ] T R M M Z - R Zcv < Zst 0 3 0 6 3 6 ) ( ) ( 6 / ) ( / dD D V D D N h mm R dD D D N m mm Z t
7. Processos que modificam o
desenvolvimento das distribuição de
tamanho de gotas de chuva RDSD – Rain
DSD
A modificação da DSD somente pelo processo de
colisão/coalescência implica em:
• diminuição da concentração de gotas pequenas
• aumento da gotas grandes
Isto implica que:
• D0 deve aumentar
• Número total de gotas NT deve diminuir.
Coalescencia
Do
Do -> diâmetro que representa 50% do LWC ~ Diâmetro mediano NT número total de gotas
Rompimento
A modificação da DSD somente pelo processo de ruptura implica em:
• aumento do número de gotas pequenas
• diminuição das gotas grandes.
Portanto, deve haver • decréscimo de D0 • aumento da NT.
• Logo, N0 deve aumentar.
A quebra é mais importante para tamanhos maiores, enquanto que colisão/coalescência é mais
importante para gotas menores.
Combinação entre Colisão/Coalescência e Quebra
A acreção de gotas de nuvem pelas gotas de chuva age no sentido de aumentar o tamanho de todas as partículas sem aumentar o número delas
NT não deve mudar.
Entretanto deve existir um desvio da distribuição para tamanhos
maiores, logo:
• aumento de D0
• Como NT é constante, N0 deve aumentar.
Acreção
A evaporação reduz em maior grau o número de gotículas pequenas do que as grandes.
• Consequentemente NT diminui.
Também temos uma alteração na DSD implicando:
• aumento de e D0 • Diminui N0
Evaporação
A presença da corrente ascendente é o de eliminar as partículas
pequenas da DSD nos níveis mais baixos.
Logo este efeito é similar ao da evaporação.
Com a corrente descendente, temos um aumento do fluxo de pequenas partículas.
• diminuição de implica em aumento de
Nesta linha temos • Aumento de NT • Diminuição de D0
Corrente Descendente
Separação por tamanho:
• DSD fica mais estreita
• aumento substancial de .
• NT deve diminuir.
D0 pode aumentar ou diminuir e depende da parte da precipitação que estamos observando.
Seleção de tamanho
Impacto da DSD de nuvem na evolução da RDSD
DSD Nuvens Maritimas
Coalescência/gotas de nuvem garoa Coalescência/garoa gotas de chuva Mais coalescência gotas grandes Quebra/ruptura e DSD de equilíbrio
•Se aproxima de D0e por baixo
•DSD Nuvens continentais
Acreção de gotas de nuvem graupel granizo gotas grandes quebra DSD de equilíbrio
Se aproxima de D0e por cima
Do
Do
Medidas de Disdrometro durante diversas campanhas do TRMM 0 . 0 1 0 . 1 1 1 0 1 0 0 1 0 0 0 0 1 2 3 4 5 6 F l o r i d a C o n t F l o r i d a M a r L B A C o n t L B A M a r I n d i a C o n t I n d i a M a r K w a j M a r N [ m m m -3 \ m m h r -1 ] D [ m m ]
Tenório, R.S., M. Cristina da Silva Moraes, and H. Sauvageot, 2012: Raindrop Size Distribution and Radar Parameters in Coastal Tropical Rain Systems of Northeastern Brazil. J. Appl. Meteor. Climatol., 51, 1960–1970, https://doi.org/10.1175/JAMC-D-11-0121.1
Regime de vento de Leste Oeste
Continente Marítimo
Tokay A, Kruger A, Krajewski WF, Kucera PA. Measurements of drop size distribution in the southwestern Amazon basin. Journal of Geophysical Research: Atmospheres. 2002 Oct 27;107(D20).
DSD Caracteristicas no Brasil –
Morales et al., 2013 (AMS-Radar)
DSD Características
Seminário – 6/11/2020
• Houze, R.A., 1997: Stratiform Precipitation in Regions of Convection: A Meteorological
Paradox?. Bull. Amer. Meteor. Soc., 78, 2179–
2196, https://doi.org/10.1175/1520-0477(1997)078<2179:SPIROC>2.0.CO;2 • https://www.storm- t.iag.usp.br/pub/AGM5818/ARTIGOS-Gerais/Artigo_09_Convective_Stratiform_Para dox_Houze_1997.pdf