PREFÁCIO
Este volume corresponde ao primeiro livro virtual lançado pelo Sistema de Ensino Interativo – SEI.
O livro trata de lógica, teoria dos conjuntos, relação, produto cartesiano, funções reais, função do 1° grau e
2° grau, modular, exponencial e logarítmica ao longo de 12 capítulos.
Cada um dos doze capítulos inicia-se com uma breve introdução do assunto, seguido de questões dos
últimos concursos da AFA, EFOMM, Escola Naval, IME e ITA.
Há ainda um último capítulo onde se encontra o gabarito das questões, bem como a solução daquelas que
nos capítulos anteriores possuem sua numeração iniciada com a letra R, totalizando 63 soluções.
Com isto o autor e diretor do Sistema de Ensino Interativo – SEI espera estender a sala de aula do SEI à
residência dos que usarem este livro, principalmente daqueles que não podem frequentar um curso
preparatório, contribuindo para sua preparação e aprovação.
O autor espera que o uso deste livro ocorra de forma interativa, ou seja, será um prazer receber comentários,
correções e pedidos, este contato pode ser feito diretamente com o autor pelo email
[email protected]
.
SOBRE O AUTOR
Natural do Rio de Janeiro, Luciano, quando aluno foi medalhista de prata na Olimpíada de
Matemática do Estado do Rio de Janeiro - OMERJ (1993) e na Olimpíada Brasileira de Matemática - OBM
(1994), além disso, foi aprovado nos concursos da Escola Naval, IME e ITA e acabou optando pelo último.
Após algum tempo, resolveu seguir seu sonho e trocou a engenharia pela matemática, retornando ao
Rio de Janeiro, fez vestibular para a UFRJ, onde concluiu a Graduação em Matemática.
Paralelamente à graduação foi professor nos principais cursos preparatórios do Rio de Janeiro, tendo
contribuído na aprovação de centenas de alunos nos concursos da EFOMM, AFA, Escola Naval, IME e ITA.
Dois anos após ter terminado a Graduação em Matemática iniciou o Mestrado em Geometria
Diferencial e em seguida o Doutorado em Sistemas Dinâmicos, tendo participado de congressos nacionais e
internacionais.
Fundador do Sistema de Ensino Interativo – SEI, Luciano é um dos autores dos artigos de
matemática do SEI Ensina.
Atualmente Luciano é professor adjunto da UFRJ.
MATEMÁTICA PARA CONCURSOS MILITARES - VOLUME 1
ÍNDICE
1. Lógica
...
2. Teoria dos Conjuntos
...
3. Produto Cartesiano
...
4. Relação
...
5. Conjuntos Numéricos
...
6. Função
...
7. Função Constante
...
8. Função do 1° Grau
...
9. Função do 2° Grau
...
10. Função Modular
...
11. Função Exponencial
...
12. Função Logaritmo
...
13. Gabarito/Soluções
...
05
09
20
23
26
33
50
51
64
79
84
94
124
CAPÍTULO 1 - LÓGICA
CONSTRUÇÃO AXIOMÁTICA DA CIÊNCIA
A linguagem da Ciência é construída a partir de Termos primitivos e Definições.
Termo primitivo é um vocábulo cujo significado não é descrito por outros vocábulos.
Definir é a ação de descrever o significado de um vocábulo a partir de outros vocábulos previamente definidos ou de
termos primitivos.
A introdução de novos vocábulos na Ciência será sempre feita a partir de termos primitivos ou de definições.
Proposição ou sentença matemática é uma afirmativa a qual se associa um único valor: verdadeiro ou falso, que
representaremos respectivamente por 1 ou 0.
Axioma é uma proposição cuja veracidade é assumida por definição e um Teorema é uma proposição cuja veracidade
deve ser verificada por meio de outros axiomas ou teoremas.
A matemática é construída por meio de Axiomas e Teoremas.
DEFINIÇÃO: A negação de uma proposição é uma nova proposição cujo valor é o oposto da original.
Então dada uma proposição p, temos:
DEFINIÇÃO: Conectivo é o elemento utilizado para unir duas proposições.
Os conectivos se dividem em primários e secundários. Sejam p e q duas proposições, então:
CONECTIVOS PRIMÁRIOS 1) CONECTIVO “e” (
): p q p
q 1 1 1 1 0 0 0 1 0 0 0 0 2) CONECTIVO “ou” (
): p q p
q 1 1 1 1 0 1 0 1 1 0 0 0 p p 0 1 1 0CONECTIVOS SECUNDÁRIOS 1) CONDICIONAL “se então” ():
p q pq
1 1 1
1 0 0
0 1 1
0 0 1
2) CONDICIONAL “se e somente se” ():
p q pq
1 1 1
1 0 0
0 1 0
0 0 1
DEFINIÇÃO: Tautologia é uma proposição que assume apenas o valor verdadeiro.
Sejam p, q e r proposições, seguem as principais tautologias:
NEGAÇÃO DA NEGAÇÃO 1. pp COMUTATIVIDADE DO ˄ E DO ˅ 2. p q q p 3. p q q p ASSOCIATIVIDADE DO ˄ E DO ˅
4. p q r p q r 5.p q r p q r DISTRIBUTIVIDADE
6. p q r p q p r 7. p q r p q p r NEGAÇÃO DO ˄ E DO ˅ 8. p q p q 9. p q p q IMPLICAÇÃO LÓGICA 10. p q p q 11. p q q p 12. p q p q EQUIVALÊNCIA LÓGICA 13. pq pq
EXERCÍCIOS
NÍVEL A
ESCOLA NAVAL
R1. (EN 1998) Considere a proposição:“Se x > 5 então y = 6”. A proposição equivalente é
(A) “Se x < 5 então y 6” (B) “Se y 6 então x < 5” (C) “se y > 5 então x = 5” (D) “Se y 6 então x 5” (E) “Se x 5 então y6”.
2. (EN 1994) A negação da proposição:
3 x " e y2", é: (A)"x3 e y2" (B)"x3 e y2" (C)"x3 ou y2" (D)"x2 e y3" (E)"x3 ou y2".
3. (EN 1992) Sabe-se que se x > 4 então y = 2 . Podemos daí concluir que:
(A) Se x < 4 então y 2 . (B) Se x 4 então y 2 . (C) Se y = 2 então x > 4 . (D) Se y 2 então x 4. (E) Se y 2 então x < 4.
NÍVEL B
ESCOLA NAVAL
R1. (EN 1989) Dada a proposição p (q
r) ( p q)
(p r) podemos afirmar que é:(A) logicamente falsa (B) uma tautologia (C) equivalente a ( p
q) r (D) equivalente a ( p q)V r (E) equivalente a
pq
NÍVEL C
ITA
R1. (ITA 2002) Considere as seguintes afirmações sobre números reais positivos:
I. Se x > 4 e y < 2, então x2 – 2y > 12. II. Se x > 4 ou y < 2, então x2 – 2y > 12. III. Se x2 < 1 e y2 > 2, então x2 – 2y < 0. Então, destas é (são) verdadeira(s) (A) apenas I.
(B) apenas I e II. (C) apenas II e III. (D) apenas I e III.
CAPÍTULO 2 - TEORIA DOS CONJUNTOS
TERMOS PRIMITIVOSA Teoria dos Conjuntos tem sua estrutura baseada em três termos primitivos: Elemento, Conjunto e na Relação de
Pertinência.
Embora termos primitivos intuitivamente sabe-se a diferença entre eles. Considere, por exemplo, as proposições:
A é uma Vogal B não é uma vogal
Primeiramente sabemos que estas proposições têm valor verdadeiro, ou seja, a letra A é um elemento do conjunto das vogais e a letra B não é um elemento do conjunto das vogais.
Note que o elemento se liga ao conjunto pela relação de pertinência, nos exemplos acima esta relação foi feita através do verbo
SER, a fim de evitar as limitações da língua, as mesmas proposições podem ser escritas utilizando uma simbologia universal, que
respectivamente introduzimos abaixo:
A,E,I,O,U
A
A,E,I,O,U
. BUm conjunto está bem definido quando dado um elemento podemos julgar se este pertence ou não ao conjunto.
Variável é o símbolo utilizado para representar um elemento qualquer de um dado conjunto, neste caso, este conjunto é
denominado Domínio da variável.
Função Proposicional ou Proposição aberta é toda proposição que possui uma variável. Ex.: x
A,E,I,O,U
É uma proposição aberta, onde x é a variável e o seu domínio é o conjunto
A,E,I,O,U
.Solução da Função Proposicional é todo elemento pertencente ao Domínio da variável que dá valor verdadeiro à proposição aberta. Ex.:
. ) V ( U , O , I , E , A U ) V ( U , O , I , E , A O ) V ( U , O , I , E , A I ) V ( U , O , I , E , A E ) V ( U , O , I , E , A A U , O , I , E , A x Conjunto Solução da Função Proposicional ou Conjunto Verdade da Função Proposicional é o conjunto de todas as soluções
de uma Função Proposicional.
Ex.: x
A,E,I,O,U
S
A,E,I,O,U
.DEFINIÇÃO: O Quantificador Universal
para todo
é utilizado quando todos os elementos do Domínio da variávelpertencem ao Conjunto Solução da Função Proposicional.
DEFINIÇÃO: O Quantificador Existencial
existe
é utilizado quando existe um elemento do Domínio da variávelpertencente ao Conjunto Solução da Função Proposicional.
Ex.: xIR:x2 0.
DEFINIÇÃO: Sejam A e B dois conjuntos, define-se a relação de inclusão por:
x,x A x B
.B
A Neste caso dizemos que A é um subconjunto de B ou que A está contido em B.
DEFINIÇÃO: Conjunto Universo é o conjunto maximal definido pela relação de inclusão, ou seja, é o conjunto que contêm
todos os outros. Assim,
U A ,
A
.
DEFINIÇÃO: Conjunto Vazio é o conjunto minimal dado pela relação de inclusão, ou seja, é o conjunto que está contido em
todos os outros. Representa-se o conjunto vazio por
. Assim,
A, A
.
Em particular temos que:
x,x U x .
Ex.: Dado A
1,2,3
então
A,
1 A,
2,3 A e
1,2,3
A.DEFINIÇÃO: Conjunto das Partes é o conjunto de todos os subconjuntos de um conjunto, ou seja,
B: B A
: ) A ( Ex.
1,2,3
(A)
, 1 , 2 , 3 , 1,2 , 2,3 , 3,1 , 1,2,3
A Obs.: Sejan(C) é o número de elementos de um conjunto C, então . 2 : ) ) A ( ( n n(A) Observe no exemplo acima que n(A)3en((A))8.
DEFINIÇÃO: Seja A um conjunto o seu Complementar é definido por
x: x A
AC . DEFINIÇÃO: Sejam A e B dois conjuntos, então
x, x A x B
B A . Ou equivalentemente
A B B A
B A .OPERAÇÕES ENTRE CONJUNTOS
DEFINIÇÃO: Sejam A e B dois conjuntos, então a União entre A e B é um terceiro conjunto definido por:
x: x A x B
B A . Ex.
2,3,4,5
A B
1,2,3,4,5
B 3 , 2 , 1 A DEFINIÇÃO: Sejam A e B dois conjuntos, então a Interseção entre A e B é um terceiro conjunto definido por:
x: x A x B
B A . Ex.
2,3,4,5
A B
2,3
B 3 , 2 , 1 A TEOREMA: Sejam A e B conjuntos quaisquer então
. ) B A ( n ) B ( n ) A ( n ) B A ( n
DEFINIÇÃO: Sejam A e B dois conjuntos, então a Diferença entre A e B é um terceiro conjunto definido por:
x:x A x B
B \ A B A . Ex.
2,3,4,5
A\ B
1 e B\A
4,5 B 3 , 2 , 1 A TEOREMA: Sejam A e B conjuntos quaisquer então
). B ( n ) A ( n ) B A ( n
DEFINIÇÃO: Sejam A e B dois conjuntos, então a Diferença simétrica entre A e B é um terceiro conjunto definido por:
A B
B A
B A . Ex.
2,3,4,5
A B
1,4,5
. B 3 , 2 , 1 A Sejam A, B e C conjuntos quaisquer, seguem as principais propriedades das operações entre conjuntos.
1. COMPLEMENTAR DO COMPLEMENTAR
AC CA. 2. COMUTATIVIDADE A B B A . A B B A . 3. ASSOCIATIVIDADE
B C
(A B) C A .
B C
(A B) C A .4. DISTRIBUTIVIDADE
B C
A B
A C
A .
B C
A B
A C
A . 5. COMPLEMENTAR DA UNIÃO E DA INTERSEÇÃO
C C C B A B A .
C C C B A B A . 6. COMPLEMENTAR DE SOBCONJUNTOS C C A B B A . 7. DIFERENÇA C B A B A .EXERCÍCIOS
NÍVEL A
EFOMM
1. (EFOMM 2012) Considere-se o conjunto universo U, formado por uma turma de cálculo da Escola de Formação de Oficiais da Mercante (EFOMM) e composta por alunos e alunas. São dados os subconjuntos de U:
A: conjunto formado pelos alunos; e
B: conjunto formado por todos os alunos e alunas aprovados. Pode-se concluir que B
U
C (AB)é a quantidade de (A) alunos aprovados.
(B) alunos reprovados.
(C) todos os alunos e alunas aprovados. (D) alunas aprovadas.
(E) alunas reprovadas.
R2. (EFOMM 2010) Se X é um conjunto com um número finito de elementos, n(X) representa o número de elementos do
conjunto X. Considere os conjuntos A, B e C com as seguintes propriedades: • n(A B C) = 25,
• n(A – C) = 13, • n(B – A) = 10,
• n(A C) = n(C – (A B)).
O maior valor possível de n(C) é igual a (A) 9
(B) 10 (C) 11 (D) 12 (E) 13
R3. (EFOMM 2010) Analise as afirmativas abaixo.
I - Seja K o conjunto dos quadriláteros planos, seus subconjuntos são: P = {x K / x possui lados opostos paralelos};
L = {x K / x possui 4 lados congruentes}; R = {x K / x possui 4 ângulos retos}; e
Q = {x K / x possui 4 lados congruentes e 2 ângulos com medidas iguais}. Logo, L R = L Q.
II - Seja o conjunto A = {1,2,3,4}, nota-se que A possui somente 4 subconjuntos. III- Observando as seguintes relações entre conjuntos:
{a, b, c,d} U Z = {a, b, c, d, e}, {c,d} U Z = {a, c, d, e} e
{b, c, d} Z = {c}; pode-se concluir que Z = {a, c, e}. Em relação às afirmativas acima, assinale a opção correta. (A) Apenas a afirmativa I é verdadeira.
(B) Apenas as afirmativas I e III são verdadeiras. (C) Apenas as afirmativas I e II são verdadeiras. (D) Apenas a afirmativa III é verdadeira. (E) Apenas a afirmativa II é verdadeira.
4. (EFOMM 2007) Numa companhia de 496 alunos, 210 fazem natação, 260 musculação e 94 estão impossibilitados de fazer
esportes. Neste caso, o número de alunos que fazem só natação é (A) 116
(B) 142 (C) 166 (D) 176 (E) 194.
5. (EFOMM 2006) Sejam os conjuntos U = {1,2,3,4} e A = {1,2}. O conjunto B tal que BA = {1} e BA = U é (A) 0 (B) {1} (C) {1,2} (D) {1,3,4} (E) U.
AFA
6. (AFA 2013) Irão participar do EPEMM, Encontro Pedagógico do Ensino Médio Militar, um Congresso de Professores das
Escolas Militares, 87 professores das disciplinas de Matemática, Física e Química. Sabe-se que cada professor leciona apenas uma dessas três disciplinas e que o número de professores de Física é o triplo do número de professores de Química.
Pode-se afirmar que
(A) Se o número de professores de Química for 16, os professores de Matemática serão a metade dos de Física.
(B) número de professores de Química será maior do que o de Matemática, se o de Química for em quantidade maior ou igual a 17
(C) o menor número possível de professores de Química é igual a 3. (D) o número de professores de Química será no máximo 21.
7. (AFA 1998) Em um grupo de n cadetes da Aeronáutica, 17 nadam, 19 jogam basquetebol, 21 jogam voleibol, 5 nadam e jogam
basquetebol, 2 nadam e jogam voleibol, 5 jogam basquetebol e voleibol e 2 fazem os três esportes. Qual o valor de n, sabendo-se que todos os cadetes desse grupo praticam pelo menos um desses esportes?
(A) 31 (B) 37 (C) 47 (D) 51.
R8. (AFA 1998) Entrevistando 100 oficiais da AFA, descobriu-se que 20 deles pilotam a aeronave TUCANO, 40 pilotam o
helicóptero ESQUILO e 50 não são pilotos. Dos oficiais entrevistados, quantos pilotam o TUCANO e o ESQUILO? (A) 5
(B) 10 (C) 15 (D) 20.
9. (AFA 1995) Assinale a afirmação correta.
(A) A intersecção de conjuntos infinitos pode ser finita. (B) A intersecção infinita de conjuntos não vazios é vazia.
(C) A reunião infinita de conjuntos não vazios tem infinitos elementos.
(D) A intersecção dos conjuntos A e B possui sempre menos elementos do que o A e do que o B.
10. (AFA 1995) Analisando-se uma amostra populacional, com relação à altura, determinou-se:
- 95% tem altura maior ou igual a 1,62m; - 8% tem altura menor ou igual a 1,62m.
Qual o percentual de indivíduos com, exatamente, 1,62m? (A) 3
(B) 5 (C) 8 (D) 13
ESCOLA NAVAL
R11. (EN 2009) Os 36 melhores alunos do Colégio Naval submeteram-se a uma prova de 3 questões para estabelecer a
antiguidade militar. Sabendo que dentre estes alunos, 5 só acertaram a primeira questão, 6 só acertaram a segunda, 7 só acertaram a terceira, 9 acertaram a primeira e a segunda, 10 acertaram a primeira e a terceira, 7 acertaram a segunda e a terceira e, 4 erraram todas as questões, podemos afirmar que o número de alunos que não acertaram todas as 3 questões é igual a
(A) 6 (B) 8 (C) 26 (D) 30 (E) 32.
12. (EN 1989) Considere os conjuntos A={x} e B={x,{A}} e as proposições:
I - {A} B II- {x} A III- A B IV- B A V- {x , A} B
As proposições FALSAS são: (A) I , III e V
(B) II , IV e V (C) II , III , IV e V (D) I , III , IV e V (E) I , III e IV
13. (EN 1991) Sejam A, B e C conjuntos. A condição necessária e suficiente para que A(B∩C) = (AB)∩ C é:
(A) A = B = C (B) A∩C = ∅ (C) A – C = ∅ (D) A = ∅ (E) AC = B
ITA
R14. (ITA 2009) Sejam A e B subconjuntos do conjunto universo U = {a,b,c, d,e, f , g, h}. Sabendo que (BC A)C = {f, g, h}, BC A = {a, b} e AC \B = {d, e}, então, n(P( A B)) é igual a
(A) 0. (B) 1. (C) 2. (D) 4. (E) 8.
15. (ITA 2004) Considere as seguintes afirmações sobre o conjunto
U = {0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9}: I. U e n(U) = 10.
II. U e n(U) = 10. III. 5 U e {5} U. IV. {0, 1, 2, 5} {5} = 5
Pode-se dizer, então, que é (são) verdadeira(s) (A) apenas I e III.
(B) apenas II e IV. (C) apenas II e III. (D) apenas IV.
(E) todas as afirmações.
NÍVEL B
ITA
R1. (ITA 2007) Se A, B, C forem conjuntos tais que: n(AB)= 23, n(B–A)=12, n(C–A)=10, n(B C)= 6 e n(A B C)= 4,
então n(A), n(A C), n(A B C), nesta ordem, (A) formam uma progressão aritmética de razão 6. (B) formam uma progressão aritmética de razão 2.
(C) formam uma progressão aritmética de razão 8, cujo primeiro termo é 11. (D) formam uma progressão aritmética de razão 10, cujo último termo é 31. (E) não formam uma progressão aritmética.
R2. (ITA 2006) Seja U um conjunto não vazio com n elementos, n 1. Seja S um subconjunto de P(U) com a seguinte
propriedade:
Se A, B S, então A B ou B A então, o número máximo de elementos que S pode ter é: (A) 2n- 1
(B) n/ 2, se n for par, e (n + 1)/ 2 se n for ímpar (C) n + 1
(D) 2n – 1 (E) 2n – 1 + 1.
3. (ITA 2006) Sejam A e B subconjuntos finitos de um mesmo conjunto X, tais que n(B\A), n(A\B) e n(A
B) formam, nesta ordem, uma progressão aritmética de razão r > 0. Sabendo que n(B\A) = 4 e n(A B) + r = 64, então, n(A\B) é igual a: (A) 12(B) 17 (C) 20 (D) 22 (E) 24.
4. (ITA 2003) Sejam U um conjunto não-vazio e A U, B U. Usando apenas as definições de igualdade, reunião,
intersecção e complementar, prove que: I. Se A B = , então B AC
. II. B\AC = B A.
R5. (ITA 2002) Sejam A um conjunto com 8 elementos e B um conjunto tal que A U B contenha 12 elementos. Então, o número
de elementos de P(B \ A) U P() é igual a (A) 8. (B) 16. (C) 20. (D) 17. (E) 9.
6. (ITA 2000) Denotemos por n(X) o número de elementos de um conjunto finito X. Sejam A, B e C conjuntos tais que n(A
B)= 8,n(A
C)= 9, n(B
C)= 10, n(A
B
C) = 11 e n (A
B
C) = 2. Então, n(A) + n(B) + n(C) é igual a(A) 11 (B) 14 (C) 15 (D) 18 (E) 25.
IME
7. (IME 2009) Sejam dois conjuntos, X e Y, e a operação , definida porX Y = (X – Y) (Y – X). Pode-se afirmar que
(A) (X Y) (X Y) = Ø (B) (X Y) (X – Y) = Ø (C) (X Y) (Y – X) = Ø (D) (X Y) (X – Y) = X (E) (X Y) (Y – X) = X
NÍVEL C
ESCOLA NAVAL
R1. (EN 1988) Se 70% da população gostam de samba, 75% de choro, 80% de bolero e 85% de rock , quantos por cento da
população, no mínimo, gostam de samba, choro, bolero e rock? (A) 5% (B) 10% (C) 20% (D) 45% (E) 70%.
ITA
2. (ITA 2013) Sejam A, B e C subconjuntos de um conjunto universo U. Das afirmações:
I. A \ (B ∩ C) = (A \ B) ∪ (A \); II. (A ∩ C) \ B = A ∩ BC ∩ C; III. (A \ B) ∩ (B \ C) = (A \ B) \ C, é (são) verdadeira(s)
(A) apenas I. (B) apenas II. (C) apenas I e II. (D) apenas I e III. (E) todas.
R3. (ITA 2011) Analise a existência de conjuntos A e B, ambos não vazios, tais que (A\B) U (B\A) = A
4. (ITA 2011) Sejam A e B conjuntos finitos e não vazios tais que A B e n ({C : C B \ A}) = 128. Então, das afirmações
abaixo:
I – n(B) – n(A) é único; II – n(B) + n(A) ≤ 128;
III – a dupla ordenada (n(A), n(B)) é única. É (são) verdadeira(s) (A) apenas I. (B) apenas II. (C) apenas III. (D) apenas I e II. (E) nenhuma.
5. (ITA 2010) Considere as afirmações abaixo relativas a conjuntos A, B e C quaisquer:
I. A negação de x A B é: x A ou x B. II. A (B C) = (A B) (A C)
III. (A\B) (B\A) = (A B) \ (A B) Destas, é (são) falsa(s)
(A) Apenas I (B) apenas II (C) apenas III (D) apenas I e III (E) apenas nenhuma.
6. (ITA 2010) Sejam A, B e C conjuntos tais que C B, n(B\C) = 3n(B C) = 6n(A B),
n(A B) = 22 e (n(C), n(A), n(B)) é uma progressão geométrica de razão r > 0. a) Determine n(C)
b) Determine n(P(B\C)).
7. (ITA 2008) Sejam X, Y, Z, W subconjuntos de N tais que (X – Y ) Z = {1, 2, 3, 4}, Y = {5, 6}, Z Y = , W (X –
(A) {1, 2, 3, 4, 5} (B) {1, 2, 3, 4, 7} (C) {1, 3, 7, 8} (D) {1, 3} (E) {7, 8}.
8. (ITA 2007) Seja A um conjunto com 14 elementos e B um subconjunto de A com 6 elementos. O número de subconjuntos de
A com um número de elementos menor ou igual a 6 e disjuntos de B é: (A) 28 – 9.
(B) 28 –1.
(C) 28 – 26. (D) 214 – 28.
(E) 28.
R9. (ITA 2006) Considere A um conjunto não vazio com um número finito de elementos. Dizemos que F = {A1,...,Am}
P(A) é uma partição de A se as seguintes condições são satisfeitas:I. Ai ≠ , i = 1 ,... , m
II. Ai
Aj = , se i ≠ j, para i, j = 1, ... , m III. A = A1
A2
∙∙∙
AmDizemos ainda que F é uma partição de ordem k se n(Ai) = k, i = 1,..., m. Supondo que n(A) = 8, determine: a) As ordens possíveis para uma partição de A
b) O número de partições de A que têm ordem 2
10. (ITA 2004) Seja A um conjunto não-vazio.
a) Se n(A) = m, calcule n(P(A)) em termos de m.
b) Denotando P1(A)=P(A) e Pk + 1(A) = = P(Pk(A)), para todo número natural k 1, determine o menor k, tal que n(Pk(A)) 65000, sabendo que n(A) = 2.
NÍVEL C
IME
11. (IME 2013) Considere os conjuntos A, B, C e D, não vazios, contidos no mesmo conjunto universo U. A simbologia F
representa o complemento de um conjunto F em relação ao conjunto U. Assinale a opção correta (A) Se A D C e B D C então A B C (B)
A B C
A B C
A B C
AB
(C)
A B C
A B C
A B C
A B C
(D)
A B C A B C A B C A B B C A C (E) Se A C e B C então A B CR12. (IME 2010) Sejam os conjuntos P1, P2 , S1 e S2 tais que
(P2 S1) P1, (P1 S2) P2 E
(S1 S2) (P1 P2). Demonstre que (S1 S2) (P1 P2).
13. (IME 2011) Em relação à teoria dos conjuntos, considere as seguintes afirmativas relacionadas aos conjuntos A, B e C:
I. Se A B e B C então A C. II. Se A B e B C então A C. III. Se A B e B C então A C. Estão corretas:
(A) nenhuma das alternativas (B) somente a alternativa I (C) somente as alternativas I e II (D) somente as alternativas II e III (E) todas as alternativas
14. (IME 2000) Três jogadores, cada um com um dado, fizeram lançamentos simultâneos. Essa operação foi repetida cinqüenta
vezes. Os dados contêm três faces brancas e três faces pretas. Dessas 50 vezes. a) em 28 saiu uma face preta para o jogador I;
b) em 25 saiu uma face branca para o jogador II; c) em 27 saiu uma face branca para o jogador III;
d) em 8 saíram faces pretas para os jogadores I e III e branca para o jogador II; e) em 7 saíram faces brancas para os jogadores II e III e preta para o jogador I; f) em 4 saíram faces pretas para os três jogadores;
g) em 11 saíram faces pretas para os jogadores II e III.
Determine quantas vezes saiu uma face preta para pelo menos um jogador.
R15. (IME 1987) Dados dois conjuntos A e B, define-se
A B (A B) ( B A) . Prove que dados três conjuntos arbitrários X, Y e Z
CAPÍTULO 3 - PRODUTO CARTESIANO
DEFINIÇÃO: Sejam A,BIR, o produto cartesiano entre A e B é definido por:
x,y :x A x B
B
A . O Plano Cartesiano é obtido pelo produto cartesiano da reta por ela mesma, ou seja,
x,y :x IR y IR
IR IR
IR2 .
A representação gráfica do plano cartesiano é dada por um par de eixos perpendicurales, chamados eixos coordenados, cujo ponto em comum é chamado de origem do plano cartesiano.
O eixo horizontal é chamado eixo das abscissas e seus pontos são representados por
x,0,xIR. Quando x0 o ponto localiza-se à direita da origem, caso contrário à esquerda,.O eixo vertical é chamado eixo das ordenadas e seus pontos são representados por
0,y ,yIR. Quando y0 o ponto localiza-se acima da origem, caso contrário abaixo.Assim a origem é o ponto de coordenadas
0,0
.Os pontos não pertencentes a nenhum dos eixos serão representados por
x,y
,x,yIR\
0 , onde os valores de x e y são obtidos pelas coordenadas dos pontos de interseção das perpendiculares traçadas pelo ponto
x,y
aos eixos coordenados.Os eixos coordenados dividem o plano cartesiano em quatro regiões disjuntas chamadas quadrantes, desta forma define-se:
x,y
4 Quadrante 0 y e 0 x Quadrante 3 y , x 0 y e 0 x Quadrante 2 y , x 0 y e 0 x Quadrante 1 y , x 0 y e 0 x EXERCÍCIOS
NÍVEL C
ITA
R1. (ITA 1999) Sejam E, F, G e H subconjuntos não vazios de R. Considere as afirmações:
I- Se (E x G) (F x H), então E F e G H.
II- Se (E x G) (F x H), então (E x G) (F x H) = F x H. III- Se (E x G) (F x H) = F x H, então (E x G) (F x H) Então:
(A) Apenas a afirmação (I) é verdadeira (B) Apenas a afirmações (II) é verdadeira
(C) Apenas as afirmações (II) e (III) são verdadeiras (D) Apenas as afirmações (I) e (II) são verdadeiras (E) Todas as afirmações são verdadeiras.
2. (ITA 1989) Sejam A, B e C subconjuntos de IR , não vazios, e A–B = {p IR; p A e p B}. Dadas as igualdades:
1-(A–B)xC = (AxC)– (BxC) 2-(A–B)xC = (AxB) – (BxC) 3-(A B)–A (A B) – B 4-A–(BC) = (A–B) (A–C) 5-(A–B)(B–C) = (A–B)(A–B) Podemos garantir que:
(A) 2 e 4 são verdadeiras. (B) 1 e 5 são verdadeiras. (C) 3 e 4 são verdadeiras. (D) 1 e 4 são verdadeiras. (E)1 e 3 são verdadeiras.
CAPÍTULO 4 - RELAÇÃO
DEFINIÇÃO: Sejam A,BIR, uma Relação R de A em B é um subconjunto qualquer de AB
. Em particular, uma Relação R de IR em IR é um subconjunto qualquer de IR2.
Assim, a região abaixo é um exemplo de um gráfico de uma relação de IR em IR.
DEFINIÇÃO: O Domínio e a Imagem de uma relação R de A em B são definidos por:
x: x,y R
DR .
y: x,y R
ImR .DEFINIÇÃO: Seja R uma Relação de A em B, a Relação Inversa R1 de B em A é definida por:
y,x : x,y R
R1 .
Em particular, o gráfico de um relação e da sua relação inversa são simétricos em relação a bissetriz dos quadrantes ímpares.
DEFINIÇÃO: Uma Relação de A em B é dita Reflexiva se e somente, se:
x,x
R ,A
x
DEFINIÇÃO: Uma Relação de A em B é dita Simétrica se e somente, se:
x,y
R
y,x
R.DEFINIÇÃO: Uma Relação de A em B é dita Antissimétrica se e somente, se:
x,y
R
y,x
R
x,y
y,x
.DEFINIÇÃO: Uma Relação de A em B é dita Transitiva se e somente, se:
x,z
R R z , y R y , x .DEFINIÇÃO: Uma Relação de A em B é dita de Equivalência se e somente, se é uma Relação Reflexiva, Simétrica e Transitiva.
DEFINIÇÃO: Uma Relação de A em B é dita uma Relação de Ordem se e somente, se é uma Relação Reflexiva, Antissimétrica e Transitiva.
EXERCÍCIOS
NÍVEL A
EFOMM
R1. (EFOMM 2006) Dados A = {2,3,4} e B = {1,6,8,12}, a relação R1 = {(x,y) A x B y = x + 4} de A em B é dada por: (A) {(3,6), (4,8)} (B) {(2,6), (4,8)} (C) {(6,2), (8,4)} (D) {(2,6), (3,12), (4,8)} (E) {(2,1), (3,6), (4,8)}
NÍVEL C
IME
R1. (IME 1986) Seja N* o conjunto dos números naturais não nulos e n N*. Mostre que a relação Rn = {((a, b) a, b N* e a – b é múltiplo de n } é uma relação de equivalência.
R2. (IME 1984) Dada a matriz M = (mij )
M = 1 1 1 1 1 1 0 1 1 0 1 0 1 1 0 1
e o conjunto A = {a1; a2; a3; a4}, define-se em A uma relação R por: ai R aj m i j = 1 Verifique se R é uma relação de equivalência.
3. (IME 1983) Seja m um inteiro positivo. Define-se uma relação m por
Rm = {(i; j) i = j + km; k inteiro}. Mostre que m é uma relação de equivalência.
CAPÍTULO 5 - CONJUNTOS NUMÉRICOS
OPERAÇÃO
Uma operação definida em um conjunto é uma relação que associa a dois elementos de um conjunto um terceiro elemento, ou seja,
a1,a2
*
a1,a2
: a1*a2 B A A : * Quando o resultado da operação for um elemento de A, a operação é dita fechada, assim,
a1,a2
*
a1,a2
: a1*a2 A A A : * É uma operação fechada.
CONJUNTOS NUMÉRICOS
1-NÚMEROS NATURAIS:
0,1,2,3,...
IN .
1,2,3,....
IN* .A soma e a multiplicação de dois números naturais são exemplos de operações fechadas neste conjunto, logo:
a,b
a,b
: a b IN IN IN : e
a,b
a,b
: a b IN IN IN : Em particular, a soma e a multiplicação gozam das seguintes propriedades: IN c e b , a , temos: 1.1-ASSOCIATIVIDADE (ADIÇÃO):
a b
ca
b c
. 1.2- COMUTATIVIDADE (ADIÇÃO): a b b a .1.3-EXISTÊNCIA DE ELEMENTO NEUTRO (ADIÇÃO):
IN a , a a e e a : IN es s s .
Em relação aos números naturais o elemento neutro da adição é o número zero.
1.4- ASSOCIATIVIDADE (MULTIPLICAÇÃO):
1.5- COMUTATIVIDADE (MULTIPLICAÇÃO):
a b b
a .
1.6 - EXISTÊNCIA DE ELEMENTO NEUTRO (MULTIPLICAÇÃO):
IN a , a a e e a : IN ep p p .
Em relação aos números naturais, o elemento neutro da multiplicação é o número um.
1.7- DISTRIBUTIVIDADE DA MULTIPLICAÇÃO EM RELAÇÃO À ADIÇÃO:
b c
a b a ca . 1.8- NÃO EXISTEM DIVISORES DE ZEROS:
0 b ou 0 a 0 b a : IN b , a . 2-NÚMEROS INTEIROS:
..., 2, 1,0, 1, 2,....
Z .
..., 2, 1,1,2,...
Z* .Repare que IN Z, porém existem números inteiros que não são números naturais, cuja necessidade se percebe quando se tenta resolver, por exemplo, a seguinte sentença:
. 0 2 x De fato, suponha que haja solução natural, então,
. IN x 0 2 2 x 0 x IN x
Definindo a soma e a multiplicação de maneira natural, defini-se a operação de subtração por:
a,b
a,b
: a b a ( b). Z Z Z : As operações de adição, subtração e multiplicação são fechadas em relação ao conjunto dos números inteiros, além disso, estas operações gozam das mesmas propriedades dos números naturais e da seguinte:
2.1- INVERSO ADITIVO: a b , 0 a b b a : Z b , Z a . 3-NÚMEROS RACIONAIS: * Z q Z p : q p Q . * * * Z q Z p : q p Q .
Repare que IN ZQ , porém existem números racionais que não são números inteiros, cuja necessidade é percebida quando se tenta resolver a seguinte sentença:
. 0 1 x
2
De fato, suponha por absurdo que haja solução inteira, então, . Z x impar 1 x 2 Z x
Definindo a soma, a multiplicação e a subtração de maneira natural, define-se a operação de divisão por:
. b a b 1 a b a : b , a b , a Q Q Q : * O conjunto dos números racionais é fechado em relação à adição, à subtração, à multiplicação e à divisão, sempre que definida, e goza das mesmas propriedades dos números inteiros e da seguinte:
3.1- INVERSO MULTIPLICATIVO: 1 * a b , 1 a b b a : Q b , Q a . 4-NÚMEROS REAIS:
A esta altura o leitor pode se perguntar se todo número pode ser escrito sob a forma de fração, a resposta para esta pergunta é não. Existe a necessidade de outros tipos de números, isto é percebido, por exemplo, quando se tenta resolver a equação:
2 x2 .
De fato, suponha que a solução desta equação seja um número racional, dito isto, sabemos que x pode ser escrito como a razão de dois números inteiros, sejam p e q inteiros com q não nulo e tais que:
1 ) q , p ( mdc , Z q e Z p , q p x * Então . p 2 p : Z p p | 2 p | 2 q 2 p 2 q p 2 x 2 2 2 0 0 2 2 Logo,
2 0 0 2 0 2 2 2 0 2q q 2p 2|q 2|q q Z:q 2q p 2 O que implica . 2 ) q , p ( mdc O que é um absurdo uma vez que por hipótese p e q são primos entre si.Logo há a necessidade que existam números que não podem ser escritos como a razão de dois números inteiros. Estes números serão chamados de números Irracionais.
Define-se o conjunto dos números reais como a união do conjunto dos números racionais e dos números irracionais.
Geometricamente os números reais IR podem ser representados pela reta, o que define uma bijeção entre estes conjuntos, ou seja, a cada ponto da reta corresponde um único número real da mesma forma que a cada número real corresponde um único ponto da reta.
Esta bijeção está definida a menos de um ponto fixo chamado origem que representa o número zero e de uma escala que define o sistema de unidade, em particular, esta escala também define os números naturais e os números inteiros.
Os números racionais podem ser obtidos construindo-se primeiramente os racionais positivos menores que um, a partir de construções geométricas, depois estes são levados a toda a reta a partir de translações.
Diante do que foi dito acima temos que IN Z Q IR.
O conjunto dos números reais é fechado em relação às quatros operações fundamentais: adição, subtração, multiplicação e divisão, esta última estando definida. Além disso, o conjunto dos números reais goza das mesmas propriedades relativas a adição e multiplicação que os números racionais.
O conjunto dos números reais munido das operações soma e produto é chamado de corpo dos números reais.
4.1-INTERVALOS:
a,b
xIR: a x b
a,b
xIR: a x b
a,b
xIR:axb
a,b
xIR:axb
a,
xIR:ax
a,
xIR:ax
, a
xIR:x a
, a
xIR: x a
Definem-se também os seguintes conjuntos:
INTEIROS POSITIVOS:
1,2,3,...
Z* .
INTEIROS NÃO NEGATIVOS:
0,1,2,3,...
Z .
INTEIROS NEGATIVOS:
..., 3, 2, 1
Z* .
INTEIROS NÃO POSITIVOS:
...., 3, 2, 1,0
Z . RACIONAIS POSITIVOS: 0 q p : Q q p Q* .RACIONAIS NÃO NEGATIVOS:
0 q p : Q q p Q
RACIONAIS NEGATIVOS: 0 q p : Q q p Q* .
RACIONAIS NÃO POSITIVOS:
0 q p : Q q p Q . REAIS POSITIVOS:
x IR:x 0
IR* .REAIS NÃO NEGATIVOS:
x IR:x 0
IR .
REAIS NEGATIVOS:
x IR:x 0
IR* .
REAIS NÃO POSITIVOS:
x IR:x 0
EXERCÍCIOS
NÍVEL A
AFA
1. (AFA 2013) Considere os seguintes conjuntos numéricos IN, Z, Q, IR, II = IR – Q e considere também os seguintes conjuntos:
A = (IN II) – (IR Z) B = Q – (Z – IN) D = (IN II) (Q – IN)
Das alternativas abaixo, a que apresenta elementos que pertencem aos conjuntos A, B e D, nesta ordem, é (A) 3;3 e 2,31 2 (B) 20; 10 e 5 (C) 10; 5 e 2 (D) 3;0,5 e 5 2 R2. (AFA 2011) Se α = 2. 2 2 . 2 2 2 . 2 2 2 , então (A) α (IR – IN)
(B) α pode ser escrito na forma α = 2k, k Z (C) α [(Q – Z)
(IR – Q)](D) [(Z ∩ Q) ∩ (IR – IN)] α
3. (AFA 2008) Analise as alternativas abaixo e marque a correta.
(A) Se = B {m ∈ N | m² < 40}, então o número de elementos do conjunto B é 6. (B) Se α = 1 1
2 1 2 1
, então α ∈[(IR − Q) ∩ (IR − Z)]
(C) Se c = a + b e b é divisor de a, então c é múltiplo de a, necessariamente. (D) Se A =]1, 5[ e B =]−3,3[, então B−A=]−3,1[.
R4. (AFA 2005) Considere um subconjunto A contido em N* e constituído por y elementos dos quais:
13 são múltiplos de 4
7 são múltiplos de 10
5 são múltiplos de 20 e
9 são números ímpares.
É correto dizer que y é um número: (A) par menor que 19.
(B) múltiplo de 12. (C) ímpar entre 10 e 20. (D) primo maior que 21.
ESCOLA NAVAL
R5. (EN 1993) Sejam A = [0,2], B = (–1,2] e C = (1,3). O complemento de A(B–C) em relação ao conjunto B é igual a:
(A) (–1,0) [1,2] (B) (–1,2) (C) (–1,0] [1,2] (D) (–1,1] (E) (–1,0) (1,2]
NÍVEL B
ITA
R1. (ITA 2004) Seja o conjunto S = {r Q : r 0 e r2 2}, sobre o qual são feitas as seguintes afirmações:
I. S 5 7 e S 4 5 II. {x IR : 0 x 2} S = III. 2 S.
Pode-se dizer, então, que é (são) verdadeira(s) apenas (A) I e II (B) I e III (C) II e III (D) I (E) II
NÍVEL C
ITA
1. (ITA 2012) Sejam r1, r2 e r3 números reais tais que r1−r2 e r1+r2+r3 são racionais. Das afirmações: I. Se r1 é racional ou r2 é racional, então r3 é racional;
II. Se r3 é racional, então r1 + r2 é racional; III. Se r3 é racional, então r1 e r2 são racionais, é (são) sempre verdadeira(s)
(A) apenas I. (B) apenas II. (C) apenas III. (D) apenas I e II. (E) I, II e III.
IME
2. (IME 1993) Indique se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se segue e justifique sua resposta.
a) O conjunto dos números reais não tem pontos extremos reais; b) Existe um número em Q (racionais) cujo quadrado é 2; c) O ponto correspondente a
77 66
na escala dos números reais R está situado entre os pontos
66 55 e 88 77 .
CAPÍTULO 6 - FUNÇÃO
DEFINIÇÃO: Sejam A,BIR, uma Função de A em B é uma Relação de A em B tal que a cada elemento de A é associado um único elemento de B. Representa-se uma Função de A em B por:
x f x B A : f O gráfico de uma Função de A em B é a representação dos pontos da função no plano cartesiano, em particular:
x,f x : x A
A BGf
Em seguida o gráfico de uma função e o gráfico de uma relação.
De fato, existem pontos no domínio da circunferência tais que a reta perpendicular ao eixo das abscissas intercepta o seu gráfico em mais de um ponto.
O Domínio e o Contradomínio e a Imagem de uma Função de A em B, são definidos por:
A
y B: x A, f
x y
f Im B CD A D f f f .CLASSIFICAÇÃO DE FUNÇÕES: FUNÇÃO INJETORA:
Uma função é injetora se e somente, se quaisquer dois elementos distintos do seu domínio possuírem imagens distintas, ou seja,
x ,x A:x x f x f x
. injetora é f 1 2 1 2 1 2O gráfico abaixo é um exemplo de gráfico de função injetora.
Já o próximo não é um exemplo de gráfico de função injetora, uma vez que existe ponto na imagem tal que a reta perpendicular ao eixo das ordenadas intercepta o gráfico da função em mais de um ponto.
FUNÇÃO SOBREJETORA:
Diremos que uma função é sobrejetora se e somente, se o conjunto imagem for igual ao conjunto contradomínio, ou seja,
f f CD Im a sobrejetor é f
Seja
a,b
c,d
:
f
dependendo do conjunto imagem f pode ser uma função sobrejetora,
Ou não:
No segundo caso existem pontos no contradomínio tais que a reta perpendicular ao eixo das ordenadas por estes pontos não intercepta o gráfico da função.
FUNÇÃO BIJETORA:
Diremos que uma função é bijetora se e somente se for injetora e sobrejetora, ou seja, a Sobrejetor e Injetora é f Bijetora é f
CLASSIFICAÇÃO DE FUNÇÕES QUANTO AO CRESCIMENTO: FUNÇÃO CRESCENTE: Seja f:AB
x1,x2 A,x1 x2 f x1 f x2
crescente é f FUNÇÃO DECRESCENTE: Seja f:AB
x1,x2 A,x1 x2 f x1 f x2
e decrescent é f Obs.: Estas funções também podem ser chamadas de funções estritamente crescentes ou estritamente decrescentes. Obs.: Toda função crescente ou decrescente é injetora.
FUNÇÃO NÃO CRESCENTE:
x1,x2 A,x1 x2 f x1 f x2
crescente não é f FUNÇÃO NÃO DECRESCENTE:
x1,x2 A,x1 x2 f x1 f x2
e decrescent não é f FUNÇÃO MONÓTONA: crescente de não é f ou crescente não é f ou crescente de é f ou crescente é f monótona é f
CLASSIFICAÇÃO DE FUNÇÕES QUANTO À PARIDADE: FUNÇÃO PAR: Seja f:AB
x f
x f , A x par é f Obs.: O gráfico de uma função par é simétrico em relação aos eixos das ordenadas. FUNÇÃO ÍMPAR: Seja f:AB
x f
x f , A x ímpar é f FUNÇÃO PERIÓDICA: Seja f:AB
x T
f x f , A x : 0 T periódica é f O Período de uma função periódica é definido por:
T:T IR , f x T f x , x A
mín
P * Em seguida o gráfico de uma função periódica:
Obs.: Existem funções periódicas que não possuem período, por exemplo, as funções constantes,
b ) x ( f x B A : f FUNÇÃO COMPOSTA
Sejam f:AB, g:CD funções, e os conjuntos B e C tais que, BC, define-se A Função Composta de f por g por:
) ) x ( f ( g ) x ( f g : y x D A : f g
FUNÇÃO INVERSA
Uma vez que uma função f:AB é uma relação, sempre existe a sua relação inversa Rf:BA. O Teorema seguinte dá condições para que a relação inversa de uma função também seja uma função.
TEOREMA: Seja f:AB uma função, então:
função é A B : R bijetora é f f 1
Se f:AB é uma Função Bijetora, então a Relação Inversa de B em A é uma função e é chamada de Função
Inversa de B em A f1:BA. Em particular,
A 1 1 B 1 1 id f f A x , x x f f id f f B y , y y f f Onde idA é a função identidade restrita ao conjunto A.
Obs.: Caso f:IRIRentão
id f f f f 1 1 Ou seja, IR x , x ) x ( f f ) x ( f f 1 1
TEOREMA: O gráfico de uma função bijetora e o gráfico da sua função inversa são simétricos em relação à bissetriz dos
EXERCÍCIOS
NÍVEL A
AFA
1. (AFA 2009) Um estudo sobre a concentração de um candidato em provas de memorização indicou que, com o tempo
decorrido, sua capacidade de reação diminui.
A capacidade de reação (E), E > 0, e o tempo decorrido (t), medido em horas, podem ser expressos pela relação E = 3 1 t 1 t 2 . Sendo assim, é INCORRETO afirmar que
(A) a concentração tende a ser máxima por volta de 20 minutos do início da prova. (B) a cada intervalo de 1h de prova há uma queda de 33, 3 % na capacidade de reação. (C) a capacidade de reação nunca é menor que 2
(D) se a capacidade de reação é 24, então o tempo t decorrido é maior que 24 minutos.
Com base nos gráficos, assinale a alternativa FALSA. (A)g(f(0,4))g(f(x)), x[0,1].
(B)g(f(0,6))g(f(1)). (C)g(f(0,05))g(f(0,1)). (D)g(g(x))x, x[0,3;0,8].
R3. (AFA 2001) Se f e g são funções de IRem IR definidas por f(3x+2) =
2 2 x 3 e g(x – 3) = 5x – 2, então f(g(x)) ;e: (A) 5 4 x (B) 5x 9 2 (C) 5x + 13 (D) 5 11 x 5 .
4. (AFA 2001) Os números inteiros do domínio da função real f(x) (52x)(23x) são as raízes da equação g(x)0. Uma expressão analítica da função g(x) é:
(A)x3x22x (B)x3x22x
(C)x33x22x (D)x33x22x.
R5. (AFA 1999) Seja D =
1,2,3,4,5
e f: D R, a função definida por f(x) = (x – 2)(x – 4). Então, pode-se afirmar que f (A) é bijetora.(B) é somente injetora. (C) é somente sobrejetora.
(D) possui conjunto imagem com 3 elementos.
ESCOLA NAVAL
R6. (EN 2011) Considere f uma função definida no conjunto dos números naturais tal que f(n + 2) = 3 + f(n), n N, f(0) =
10 e f(1) = 5. Qual o valor de f (81) f (70) ? (A) 2 2 (B) 10 (C)2 3 (D) 15 (E) 3 2 R7. (EN 1993) Sejam h(x) = x3, t(x) = x 1 1 , x –1 e, f(x) = t(h(2x)). O valor de f -1 (1/9) é: (A) –2 (B) –1 (C) 1 (D) 2 (E) 3
8. (EN 1990) Se, para todo x real, f(2x + 3) = 3x + 2 então f [f(x)] é igual a: (A) x (B) 2 3 x (C) 2 5 x 3 (D) 4 25 x 9 (E) 9x + 4
9. (EN 1989) Sabendo que f , g e h são funções reais de variável real e que f e g não se anulam, considere as afirmações abaixo :
I - fo (g + h) = fog + foh II - (g + h) of = gof + hof III - og f 1 fog 1 IV - g 1 fo fog 1
Podemos afirmar que:
(A) todas as afirmativas acima são verdadeiras. (B) somente I a II são verdadeiras
(C) somente a IV é falsa
(D) somente II e III são verdadeiras. (E) somente I é falsa.
R10. (EN 1988) Seja x {-1, 0, 1}. Se f1 (x) = 1 x 3 x
e fn+1 (x) = f1
f (x) para todo n natural, então fn
1988(x) igual a: (A) 1 x 3 x (B) x (C) x 1 3 x (D) 1 x x 3 (E) 1 x 3 x .NÍVEL B
EFOMM
1. (EFOMM 2013) O gráfico da função contínua y = f(x), no plano xy, é uma curva situada acima do eixo x para x > 0 e possui a
seguinte propriedade:
“A área da região entre a curva y = f(x) e o eixo x no intervalo a x b(a > 0) é igual à área entre a curva e o eixo x no intervalo ka x kb (k > 0)”.
Se a área da região entre a curva y = f(x) e o eixo x para x no intervalo 1 x 3é o número A então a área entre a curva y = f(x) e o eixo x no intervalo 9 x 243 vale:
AFA
2. (AFA 2014) Considere os gráficos abaixo das funções reais f : A →IR e g :B→IR. Sabe-se que A = [−a, a] ; B = ]−∞, t];
g(−a) < f (−a) ; g(0) > f (0); g(a) < f (a) e g(x) = n para todo x ≤ −a .
Analise as afirmativas abaixo e marque a FALSA. (A) A função f é par.
(B) Se x∈] d,m [, então f (x) . g(x) < 0 (C) Im(g) = [n, r [ { s }
(D) A função h :E→IR dada por h(x) = 2
f (x) g(x)
está definida se E = {x ∈IR | − a ≤ x < −d ou d < x ≤ a}
3. (AFA 2013) O gráfico abaixo descreve uma função f:A B
Analise as proposições que seguem. I. A = IR*
II. f é sobrejetora se B = IR – [–e, e]
III. Para infinitos valores de x A, tem-se f(x) = –b IV. f(–c) – f(c) + f(–b) + f(b) = 2b
V. f é função par. VI. x IR | f (x) f
São verdadeiras apenas as proposições (A) I, III e IV (B) III, IV e V (C) I, II e VI (D) I, II e IV.
4. (AFA 2014) Seja f uma função quadrática tal que:
• f (x) > 0 ∀ x∈ IR
• tem gráfico interceptando o gráfico da função g, dada por g(x) = 2, num único ponto cuja abscissa é 2 • seu gráfico possui o ponto Q, simétrico do ponto R (0, − 3) em relação à origem do sistema cartesiano. Seja h uma função afim cujo gráfico intercepta o gráfico de f no eixoOy e no ponto de menor ordenada de f. Assim sendo, o conjunto solução da inequação
3 10 15 f (x) . g(x) h(x) 0 contém o conjunto
(A) [0, 8] (B) [1, 7] (C) [2, 6] (D) [3, 5]
ITA
R5. (ITA 2005) Considere os conjuntos S = {0, 2, 4, 6}, T = {1, 3, 5} e U = {0, 1} e as afirmações:
I. {0} S e S U
II. {2} S\ U e S T U = {0, 1} III. Existe uma função f : S Tinjetiva. IV. Nenhuma função g : T Sé sobrejetiva. Então, é(são) verdadeira(s)
(A) apenas I. (B) apenas IV.
(C) apenas I e IV. (D) apenas II e III. (E) apenas III e IV.
IME
R6. (IME 2007) Seja f : IR IR, onde IR é o conjunto dos números reais, tal que:
) 4 ( f . ) x ( f ) 4 x ( f 5 ) 4 ( f O valor de f(–4) é: (A) – 5 4 (B) – 4 1 (C) – 5 1 (D) 5 1 (E) 5 4 .
R7. (IME 2006-2007) Considere os conjuntos A={(1,2),(1,3),(2,3)} e B={1,2,3,4,5}, e seja a função f : A B tal que: f(x,y)
= x + y
É possível afirmar que f é uma função: (A) injetora (B) sobrejetora (C) bijetora (D) par (E) ímpar.
NÍVEL C
EFOMM
R1. (EFOMM 2010) Seja f: R R uma função estritamente decrescente, quaisquer xl e x2 reais, com xl < x2 tem-se f(xl) > f(x2) Nessas condições, analise as afirmativas abaixo.
I - f é injetora .
II - f pode ser uma função par.
III- Se f possui inversa, então sua inversa é estritamente decrescente. Assinale a opção correta.
(A) Apenas as afirmativas I é verdadeira. (B) Apenas as afirmativas I e III são verdadeiras. (C) Apenas as afirmativas II e III são verdadeiras. (D) As afirmativas I, II e III são verdadeiras. (E) Apenas a afirmativa II é verdadeira.
ITA
2. (ITA 201) Considere funções f, g, f + g : IR → IR. Das afirmações:I. Se f e g são injetoras, f + g é injetora; II. Se f e g são sobrejetoras, f + g é sobrejetora; III. Se f e g não são injetoras, f + g não é injetora; IV. Se f e g não são sobrejetoras, f + g não é sobrejetora, é (são) verdadeira(s)
(A) nenhuma. (B) apenas I e II. (C) apenas I e III. (D) apenas III e IV. (E) todas.
R3. (ITA 2005) Seja D = R \ {1} e f : D D uma função dada por f(x) = 1 x 1 x . Considere as afirmações: I. f é injetiva e sobrejetiva
II. f é injetiva, mas não sobrejetiva III. f(x) + f x 1 = 0,para todo x D, x 0
IV. f(x) . f(–x)
1
, para todo x D Então, são verdadeiras(A) apenas I e III. (B) apenas I e IV. (C) apenas II e III. (D) apenas I, III e IV. (E) apenas II, III e IV.
R4. (ITA 2003) Considere uma função f : IR IR não- constante e tal que f(x + y) = f(x)f(y), x, y IR.
Das afirmações: I. f(x) > 0, x IR.
II. f(nx) = [f(x)]n, x IR, n IN*. III. f é par.
é (são) verdadeira(s):
(A) apenas I e II. (B) apenas II e III.
(C) apenas I e III. (D) todas.
(E) nenhuma.
5. (ITA 2003) Mostre que toda função f : IR \ {0} IR, satisfazendo f(xy) = f(x) + f(y) em todo seu domínio, é par. 6. (ITA 2002) Sejam a, b, c reais não nulos e distintos, c > 0. Sendo par a função dada por:
f(x) = c x b ax , –c < x < c. Então f(x), para – c < x < c, é constante e igual a
(A) a + b. (B) a + c.
(C) c. (D) b.
(E) a.
R7. (ITA 2010) Seja f : IR IR bijetora e ímpar. Mostre que a função inversa f –1 : IR IR também é ímpar.
8. (ITA 2010) Sejam f, g : R R tais que f é par e g é ímpar. Das seguintes afirmações
I. f . g é ímpar, II. f g é par, III. g f é ímpar, é (são) verdadeira(s) (A) apenas I (B) apenas II (C) apenas III (D) apenas I e II (E) todas.
9. (ITA 2009) Seja f: IR → IR \ {0} uma função satisfazendo às condições:
f(x + y) = f(x) f(y), para todo x, y IR e f(x) ≠ 1, para todo x IR \ {0}. Das afirmações:
I. f pode ser ímpar. II. f (0) =1. III. f é injetiva.
IV. f não é sobrejetiva, pois f (x) > 0 para todo x IR. é(são) falsa(s) apenas
(A) I e III. (B) II e III. (C) I e IV. (D) IV. (E) I.
10. (ITA 2009) Seja f : IR \ {–1} → IR definida por f(x) = 1 x 3 x 2
a) Mostre que f é injetora.
b) Determine D= {f(x), x IR \ {−1}} e f −1
: D → IR\ {−1}.
R11. (ITA 2001) Se f : ] 0,1 [ IR é tal que, x
] 0, 1[ ,2 1 ) x ( f e f(x) = 2 1 x f 2 x f 4 1
então a desigualdade válida para qualquer n = 1, 2, 3, ... e 0 < x < 1 é: (A) 2 1 2 1 ) x ( f n (B) 2 1 ) x ( f 2 1 n (C) 1 f(x) 1
(D) n 2 1 ) x ( f (E) n 2 1 ) x ( f .
12. (ITA 1999) Sejam f, g, h: RR funções tais que a função composta h o g o f : R R é a função identidade. Considere as afirmações:
I– A função h é sobrejetora.
II– Se xo R é tal que f(x0) = 0, então f(x) 0 para todo x R com x x0. III– A equação h(x) = 0 tem solução em R.
Então:
(A) Apenas a afirmação (I) é verdadeira. (B) Apenas a afirmação (II) é verdadeira. (C) Apenas a afirmação (III) é verdadeira. (D) Todas as afirmações são verdadeiras. (E) Todas as afirmações são falsas.
13. (ITA 1997) Se Q e I representam, respectivamente, o conjunto dos números racionais e o conjunto dos números irracionais,
considere as funções f , g : R R definidas por:
I x se 0, Q x se , 1 ) x ( g I x se 1, Q x se , 0 ) x ( f
Seja J a imagem da função composta f o g: R R. Podemos afirmar que: (A) J = R
(B) J = Q (C) J = {0} (D) J = {1} (E) J = {0, 1}.
R14. (ITA 1997) Seja f, g : RR funções tais que g(x) = 1 – x e f(x) + 2f(2 – x) = (x – 1)3, para todo x R. Então f[g(x)] é igual a (A) (x – 1)3 (B) (1 – x)3 (C) x3 (D) x (E) 2 – x.
15. (ITA 1996) Seja f : R* R uma função injetora tal que f (1) = 0 e f (x . y) = f (x) + f (y) para todo x > 0 e y > 0. Se x1, x2, x3, x4 e x5 formam nessa ordem uma progressão geométrica, onde xi > 0 para i = 1, 2, 3, 4, 5 e sabendo que
5 1 i i ) x ( f = 13 f (2) + 2 f (x1) e 4 i i 1 i 1 x f( ) x
= – 2 f (2 x1), então, o valor de x1 é: (A) –2 (B) 2 (C) 3 (D) 4 (E) 1.16. (ITA 1993) Seja f: IR IR uma função não nula, ímpar e periódica de período p. Considere as seguintes informações:
I. f(p) 0
II. f(–x) = –f(x–p), x IR III. f(–x) = f(x–p), x IR IV. f(x) = –f(–x), x IR Podemos concluir que:
(A) I e II são falsas (B) I e III são falsas (C) II e III são falsas (D) I e IV são falsas (E) II e IV são falsas
R17. (ITA 1992) Dadas as funções f:IR IR e g: IR IR, ambas estritamente decrescentes e sobrejetoras, considere h = fog.
Então podemos afirmar que:
(A) h é estritamente crescente, inversível e sua inversa é estritamente crescente. (B) h é estritamente decrescente, inversível e sua inversa é estritamente crescente. (C) h é estritamente crescente, mas não necessariamente inversível.
(D) h é estritamente crescente, inversível e sua inversa é estritamente decrescente. (E) n.d.a
18. (ITA 1991) Considere as afirmações:
I- Se f: IR IR é uma função par e g: IR IR uma função qualquer, então a composição gof é uma função par. II- Se f: IR IR é uma função par e g: IR IR uma função ímpar, então a composição fog é uma função par. III- Se f: IR IR é uma função ímpar e inversível então f -1: IR IR é uma função ímpar.
Então:
(A) Apenas a afirmação I é falsa;
(B) Apenas as afirmações I e II são falsas; (C) Apenas a afirmação III é verdadeira; (D) Todas as afirmações são falsas; (E) n.d.a.
19. (ITA 1990) Seja a função f: IR – {2} IR – {3} definida por f(x) = 1 2 x 3 x 2
. Sobre sua inversa podemos garantir que: (A) não está definida pois f é não injetora.
(B) não está definida pois f não é sobrejetora. (C) está definida por f-1 (y) =
3 y 2 y , y 3. (D) está definida por f-1 (y) =
3 y 5 y – 1, y 3. (E) está definida por f-1 (y) =
3 y 5 y 2 , y 3.
IME
20.(IME 2011_2012) Seja a, b e c números reais e distintos. Ao simplificar a função real, de variável real,
2(x b) (x c) 2(x c) (x a) 2(x a) (x b)
f (x) a b c
(a b) (a c) (b c)(c a) (c a)(c b)
, obtém –se f(x) igual a :
(A) x2 – (a + b + c)x + abc (B) x2 + x – abc
(C) x2 (D) –x2
(E) x2 – x + abc
21. (IME 2009) Sejam f uma função bijetora de uma variável real, definida para todo conjunto dos números reais e as relações h
e g, definidas por: