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FACULDADE CESMAC DO SERTÃO

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Academic year: 2021

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PALMEIRA DOS ÍNDIOS – AL 2019.1

FACULDADE CESMAC DO SERTÃO

MAY ANDRÉ F. DOS SANTOS

A Lei não deveria valer para todos? O poder da

influência, isto é, o “Jeitinho Brasileiro,” no caso da

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PALMEIRA DOS ÍNDIOS – AL 2019.1

MAY ANDRÉ F. DOS SANTOS

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A Lei não deveria valer para todos? O poder da

influência, isto é, o “Jeitinho Brasileiro,” no caso da

Desembargadora Tânia Garcia.

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como requisito final para conclusão do curso de Direito da Faculdade Cesmac do Sertão, sob a orientação do Prof. Dr. Flavio Santos da Silva

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MAYR ANDRÉ F. DOS SANTOS

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MAYR ANDRÉ F. DOS SANTOS

A Lei não deveria valer para todos? O poder da

influência, isto é, o “Jeitinho Brasileiro,” no caso da

Desembargadora Tânia Garcia.

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como requisito final para conclusão do curso de Direito da Faculdade Cesmac do Sertão, sob a orientação do Prof. Dr. Flavio Santos da Silva

APROVADO EM: /_ /_

BANCA EXAMINADORA

Prof. Dr. Flavio Santos da Silva

Prof. Esp. Alécio Marcelo Lima dos Santos

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A Lei não deveria valer para todos? O poder da influência, isto é, o “Jeitinho Brasileiro,” no caso da Desembargadora Tânia Garcia.

Should not the Law be valid for all? The power of influence, that is, the "Jeitinho Brasileiro," in the case of the Desembargadora Tânia Garcia.

May André F. dos Santos Graduando do curso de Direito da Faculdade Cesmac do Sertão [email protected] Flavio Santos da Silva Professor orientador do Curso de Direito da Faculdade Cesmac do Sertão [email protected]

RESUMO

O trabalho em sua abordagem traz o viés da interdisciplinaridade entre os conhecimentos do Direito, Antropologia e Sociologia. A interdisciplinaridade se faz necessária, pois a expressão “Jeitinho Brasileiro” é um fenômeno escorregadio, já que essa expressão permeia troca de favores no cotidiano da população brasileira. E também, encontra-se a porta do judiciário, ou seja, de juízes, advogados e desembargadores. Assim, nosso objetivo é analisar como o “Jeitinho Brasileiro”, impetra o campo jurídico. Para tanto, analisaremos o caso da desembargadora Tânia Garcia, que usou, por assim, dizer trocas de “favores” ao usar a Lei em seu benefício próprio e seus pares. Desta forma, destacaremos como este caso foi descrito pela mídia brasileira. Para tal fim, utilizaremos recortes de temporalidade para construir o corpo de nossa pesquisa. Contudo, o “Jeitinho Brasileiro”, não é fruto de nossa contemporaneidade, esse tipo de favorecimento é presenciado em momentos remotos da história da humanidade e especificamente na formação do povo Brasil, em detrimento da sua colonização portuguesa um jeito malandro de ser.

PALAVRAS-CHAVE: Lei. Jeitinho Brasileiro. Brasil, Mídia. Discurso. ABSTRACT

The work in its approach brings the bias of interdisciplinarity between the knowledge of Law, Anthropology and Sociology. Interdisciplinarity is necessary, because the expression "Jeitinho Brasileiro" is a slippery phenomenon, since this expression permeates the exchange of favors in the daily life of the Brazilian population. It is also, there is the door of the judiciary, that is, of judges, lawyers and judges. Thus, our objective is to analyze how the "Jeitinho Brasileiro", impetra the legal field. To do so, we will analyze the case of the adjudicator Tânia Garcia, who used, so to speak, exchanges of "favors" in using the Law for her own benefit and her peers. In this way, we will highlight how this case was described by the Brazilian media. To this end, we will use clippings from two online journals to build the body of our research. However, the "Jeitinho Brasileiro", is not the result of our contemporaneity, this kind of favoring is witnessed in remote times of the history of humanity and specifically in the formation of the Brazil people, to the detriment of their Portuguese colonization a rogue way of being.

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SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO... 06 2 O JEITINHO BRASILEIRO NA HISTÓRIA E O SEU IMPACTO

NA CULTURAL... 07

3 IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA ... 11

3.1 A Lei da Improbidade Administrativa: Os sujeitos cometedores desses atos podem ser ativos ou passivos...13 3.2 Atos de improbidade administrativa...13

3.3 Sanções Penais...16 4 CASO DA INFLUENCIA DA DESEMBARGADORA TÂNIA GARCIA:

Uma descrição pela mídia brasileira...17

4.1 Relato 1 – O CASO BRENO BORGES/ Record “ HOHE EM DIA - 08 de abril de 2017... ...17

4. 2 Relato 2 - O CASO BRENO BORGES/ FANTÁSTICO - 07 de agosto de 2017...18

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS...21 REFERÊNCIAS...23

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1 INTRODUÇÃO

O presente artigo discorre sobre o viés da interdisciplinaridade entre os conhecimentos do Direito, Antropologia e Sociologia. A interdisciplinaridade se faz necessária, pois a expressão “Jeitinho Brasileiro” é um fenômeno flexisivél, já que, essa expressão relata o cotidiano brasileiro relatando sobre a famosa troca de favores. Que também, infelizmente, encontra-se, na porta do judiciário, ou seja, de juízes, advogados, procuradores e desembargadores.

As nossas hipóteses, partem da premissa de que a exposição da mídia do caso da Desembargadora Tânia Garcia, trouxe um desconforto no campo jurídico frente o grau de influência, ou como podemos dizer, o uso do “Jetinho Brasileiro” nas ações dos operadores do Direito brasileiro.

Assim, diante do exposto, torna-se necessário que a seguinte problematização seja elucidada: de que forma o jeitinho brasileiro, através da divulgação do caso da Desembargadora Tânia Garcia, repercutiu na práxis do campo jurídico brasileiro?

Portanto, temos por objetivo constatar e descobrir esse fenômeno e aplicar como já apontamos a questão da interdisciplinaridade e explicar a sua importância para o curso de Direito.

O artigo se mostra relevante ao campo acadêmico por apresentar reflexões contemporâneas sobre nossa temática na prática jurídica e seu impacto no cotidiano brasileiro quando o caso da desembargadora “veio à tona pelos meios de comunicação” (MASCARENHA, 2015, p.120). Como advoga Mascarenha (2015) os meios de comunicações são porta-vozes de grandes influências, manipulações e exercer grandes impactos nas ações dos indivíduos.

O marco teórico aqui utilizado tem a contribuição de DaMatta (1983), Lívia Barbosa (1982), Eva Lakatos (2004), Mascarenha (2015), Batisti e Júlia Acioli Pimenta (2015), entre outros. Esse é o universo teórico e metodológico que prevalecerá durante a nossa análise no objeto estudado.

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O método, portanto, segue a pesquisa bibliográfica com base em livros, artigos científicos nos sites da Scielo e Pergamun e o uso de jurisprudências sobre o assunto aqui proposto. Arguindo, como Eva Lakatos (2004), percebemos que o uso desse método permitiu aqui em nossa pesquisa a reconstrução de um objeto munido de um referencial teórico bibliográfico consistente na hora da relação teoria e prática no desvelar da pesquisa.

Para tanto, analisaremos o caso da desembargadora Tânia Garcia, que usou, por assim, dizer trocas de “favores” ao usar a Lei em seu benefício próprio e aos seus pares. Desta forma, destacaremos como este caso foi descrito pela mídia.

Para tal fim, utilizamos uma busca sistemática através das palavra-chaves: Lei. Jeitinho Brasileiro, Brasil, Mídia. Discurso para construir o corpo de nossa pesquisa. Vale salientar, usamos a Constituição Federal, além do uso do youtube (https://www.youtube.com) e globowens (http://g1.globo.com/globo-news/jornal-das- dez), entre agosto de 2018 a maio de 2019, a coletados dados foram obtidas pelo software de serviço online google( https://www.google.com/search?).

Contudo, o “Jeitinho Brasileiro”, não é fruto de nossa contemporaneidade, esse tipo de favorecimento é presenciado em momentos remotos da história da humanidade e especificamente na formação do povo Brasil, em detrimento da sua colonização portuguesa um jeito malandro de ser.

2 O JEITINHO BRASILEIRO NA HISTÓRIA E O SEU IMPACTO NA CULTURAL.

Segundo DaMatta (1983), o cenário brasileiro é palco de grandes transformações advindas de grandes lutas que possibilitaram múltiplas conquistas na nossa sociedade, mas, também sua paisagem retrata várias injustiças de cunho histórico e social ao longo do tempo. Assim, traz nesse processo uma herança de desigualdade social que origina na vida do cidadão brasileiro um sistema excludente, ou seja, que impõe o sujeito a definir e posiciona-se frente a essas mazelas sociais produzido no seio da sociedade brasileira um “jeitinho” brasileiro de romper com essas mazelas imposta por esse meio marginalizado e excludente, ou seja, podemos dizer um “jogo de cintura” frente a sua sobrevivência.

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Assim, neste liame, o brasileiro como uma forma de responder ao sistema adotou algumas condutas através do uso do “jetinho” para livrasse dos “excessos” da burocracia, isto é, uma forma de contornar o que é certo no ordenamento social. Portanto, o jeitinho é algo cultural bastante presente na vida dos brasileiros.

Podemos salientar que, é algo bastante típico do brasileiro o não cumprimento de normas e prazos- apresentando aversão a estas, acentuando, portanto, a prática do jeitinho para resolver as coisas. A quem diga que o jeitinho é algo peculiar do brasileiro como enfatiza DaMatta (1983), que com seu jeito cordial e simpático acabam por resolver seus assuntos.

Deste modo, Lívia Barbosa (1982), define o jeitinho como sendo,

Uma forma especial de se resolver algum problema ou situação difícil ou proibida, ou uma solução criativa para alguma emergência seja sob a forma de burla de alguma regra ou norma preestabelecida, seja sob forma de conciliação, esperteza ou habilidade. Para que uma determinada situação seja considerada “jeitinho”, necessita-se de acontecimentos imprevistos e adversos ao objetivo do indivíduo. Para resolvê-la é necessária uma maneira especial, isto é, eficiente e rápida de tratar o problema. Não serve qualquer estratégia. A que for adotada tem de produzir resultados no curtíssimo prazo. E mais, a não ser estas qualificações nenhuma outra se faz necessária para caracterizar o “jeitinho”. Não importa que a solução seja definitiva ou não, ideal ou provisória, legal ou ilegal, jeitinho é um modo especial de resolver algum problema contornar uma proibição.

Diante do exposto, o ser humano como uma forma de se relacionar com as problemáticas do dia a dia sempre busca uma solução individual e criativa para as situações adversas encontradas em sua vida. Dentre essas situações encontra-se o jeito brasileiro de ser, uma forma encontrada para solucionar situações problemáticas em curto prazo, e sem chamar a atenção.

No entanto, o jeitinho nem sempre pode ser visto como algo construtor ao indivíduo de forma positiva ou vantajosa, a expressão muitas vezes é associada ás noções de malandragem e corrupção ao se falar em jeitinho, é associado à imagem de que o ser humano está se utilizando de suborno, esperteza dentre outras características que vem a refletir algo negativo a imagem do indivíduo.

Assim, para DaMotta (1983, p. 34).

O jeitinho brasileiro é uma prática cordial que implica personalizar relações por meio da descoberta de um time de futebol comum ou de uma cidade natal comum, ou ainda de um interesse comum qualquer”. Ressalta o autor que tal prática difere da arrogância – pois não apela para um conhecido importante – e da malandragem, que sugere a predisposição para tirar vantagem, passar para trás.

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DaMotta (1983) atribui o jeitinho brasileiro a um personagem histórico Brasileiro o “MALANDRO” o sujeito acredita que a lei pode ser esquecida ou trapaceada por meio desse jeito. O malandro continua sendo um destaque para cultura brasileira mostra um indivíduo esperto que consegue dribla as situações difíceis, um importante exemplo é o Zé Carioca, um importante personagem criado por Walter Disney para retratar o Brasileiro, ou outro exemplo Brasileiro o João Grilo, do filme o auto da compadecida.

O Jeitinho também foi foco administração social Flash em 2012 se propôs a investigar o jeitinho brasileiro, suas características e influencias, no ambiente organizacional argumentando que o jeitinho e a malandragem vem quebrando normas, essa pratica do jeitinho não tem limite de certo ou errado ambos são confuso não tem um consenso dessas pratica, o jeitinho deve ser visto como uma situação de contornar uma situação, as vezes passando por cima de normas para dar finalidade a sua consumação.

Essa expressão por vezes configura o desvio de conduta do ser humano e vai de encontro aos ideais igualitários presentes na carta magna. Uma vez que traduz na pratica o compromisso do estado, da sociedade na garantia e reconhecimento dos direitos sejam eles sociais ou/e individuais. Além do mais, a constituição Federal declara em seu artigo 5º que:

Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade (...)

O artigo 5º que trata dos direitos e garantia dos indivíduos e coletividade traz para nós o princípio da igualdade, combatendo os altos níveis de desigualdades existentes. Quando o jeitinho brasileiro é expressado(s) pelo(s) o(s) individuo(s) acaba violando o direito de igualdade com os demais em determinadas situações apresentadas pelo meio. Contudo, faz se necessário entender que, o contexto social o qual estamos inseridos como já retratado aqui é marcado por várias adversidades que por vezes requer soluções em tempo otimizado e como uma forma de sobrevivência social para muitos a estratégia encontrada é o “jeitinho”, mecanismo comum do indivíduo, utilizado nas relações sociais para resolver o que

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lhe convém. Cada situação ou uma solução onde existe um conflito de normas e sujeito, o interesse do jeitinho é sempre juntar as participações e não separar são acontecimentos imprevistos e adversos ao objetivo do indivíduo. A que for adotada tem de produzir resultados no curtíssimo prazo.

Nesse contexto, a prática do jeito de ser brasileiro vem responder a natureza dos atos do indivíduo frente a um cenário marcado pelo confronto entre a norma e o sujeito que a representa tanto no espaço concreto ou simbólico.

Destarte DaMatta,( 1983, p. 99), afirmar que o jeito é;

O “jeito” é um modo e um estilo de realizar. Mas que modo é esse? É lógico que ele indica algo importante. É, sobretudo, um XI modo simpático, desesperado ou humano de relacionar o impessoal com o pessoal; nos casos – ou no caso – de permitir juntar um problema pessoal (atraso, falta de dinheiro, ignorância das leis por falta de divulgação, confusão legal, ambiguidade do texto da lei, má vontade do agente da norma ou do usuário, injustiça da própria lei, feita para uma dada situação, mas aplicada universalmente etc.) com um problema impessoal. Em geral, o jeito é um modo pacífico e até mesmo legítimo de resolver tais problemas, provocando essa junção inteiramente casuística da lei com a pessoa que a está utilizando (DAMATTA,1984, p. 99).

O jeito brasileiro é uma prática existente desde os primórdios e que se faz presente nos tempos atuais. O jeito brasileiro de ser é algo cultural usado para atingir um dado objetivo, correspondendo apenas o pessoal em detrimento do universal.

Segundo Ligia e Barbosa (1982, p. 21), o jeitinho brasileiro consiste em:

[...] o jeitinho é uma maneira especial, eficiente, rápida e criativa de agir: para controlar e facilitar situações, conseguir e resolver coisas, contornar dificuldades, conseguir favores, buscar amigo, fugir à burocracia, solucionar problemas, acomodar-se, sair de uma situação e burlar a fiscalização, utilizando-se de simpatia pessoal, influência de terceiros, um bom papo, um agrado financeiro, arranjo técnico, etc.

Por meio dessa prática o indivíduo põe em evidencia sua inventividade e criatividade, logo adquire a capacidade de adapta-se as situações inusitadas do dia a dia. O brasileiro é encorajado a escapar das situações de extrema dificuldade. E com isso acaba excluindo as formalidades, o não cumprimento de prazo, a quebra das regras, das leis, padrões e condutas obrigatórias.

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3 IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA

Para Nelia Edna Miranda Batisti e Júlia Acioli Pimenta (2015, p.120), a “aplicabilidade da Lei nº. 8.429/92 - Lei de Improbidade Administrativa” prescrita na Constituição de Federal em seu artigo 37, §4ª, adverte que:

Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

§ 4º Os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos direitos políticos, a perda da função pública, a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário, na forma e gradação previstas em lei, sem prejuízo da ação penal cabível.

Para as autoras, a Lei é vista como um código de condutas, que ultrapassa os agentes públicos ou políticos. Este código de conduta responsabiliza qualquer ato de desonestidade praticado pelo servidor público, ou por qualquer individuo que cometa alguma infração infringindo a moralidade pública. No caso, do agente público, este sofrerá a perda da função pública, suspenção dos direitos políticos, indisponibilidade dos bens e ressarcimento erário, enfatiza as autoras. Segundo Batisti e Pimenta (2015), na Lei 8429/92, são prescritas, ou melhor, dizendo se” dispõe sobre as sanções aplicáveis aos agentes públicos nos casos de enriquecimento ilícito no exercício de mandato, cargo, emprego ou função na administração pública direta, indireta ou fundacional e dá outras providências”. (Lei 8429/92).

Assim, ao analisar o artigo 37, §4, é perceptível observar os princípios regedores do sistema administrativo o famoso LIMPE que são reconhecidos como modelos tipológicos, ou em outras palavras os princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. Essa combinação na Constituição Federal da República Federativa do Brasil segue as seguintes definições:

LEGALIDADE: trata-se da valorização acima de dos interesses privados, ou seja, acima de qualquer circunstância agir de forma legal. IMPESSOALIDADE: tratamentos igualitários devem tratar a todos sem discriminação.

MORALIDADE: este princípio é ético moral, obriga os agentes públicos a agirem em conformidade com a ética e moral.

PUBLICIDADE: é o princípio da transparência, da prestação de conta com a população, vivemos em um pais democrático de direito, ou seja, o poder pertence ao povo.

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EFICIÊNCIA: este princípio é o que exige que o trabalho prestado traga resultados ou seja traga bons resultados e faça boa gestão dos recursos públicos.

Nessa mesma perspectiva, a Lei 9429/92 no artigo 11, mostra que quando o agente age de forma idônea afrontando a finalidade dos princípios da administração pública, este ato afasta-se das regras inerentes à administração pública afrontando a moralidade, agindo de modo que afaste de si a honestidade, lealdade e a imparcialidade. Desse modo, o dano moral foi instituído em face da Administração pública, porque com a violação do art. 11, pode ser que não traga qualquer prejuízo ao erário, mas acentua-se um grau de desonestidade de quem viola ou mesmo mostra a deslealdade com o poder público.

Sendo assim, “descumprido os atos de improbidade administrativa, importarão a suspensão dos direitos políticos, a perda da função pública, a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento do erário, na forma e gradação prevista em lei sem prejuízo da ação cabível”. ( CF -Lei 9429/92);

A Constituição Federal em seu artigo 37 parágrafo 4ª, que trata da perda da função “pública, suspenção dos direitos políticos, indisponibilidade dos bens e ressarcimento erário, na forma e gradação prevista em lei, sem prejuízo da ação penal cabível. E a Lei 8429/92, que dispõe sobre as sanções aplicáveis aos agentes públicos nos casos de enriquecimento ilícito no exercício de mandato, cargo, emprego ou função na administração pública direta, indireta ou fundacional e dá outras providências”. (CF - Lei 8429/92).

Art. 23. As ações destinadas a levar a efeitos as sanções previstas nesta lei podem ser propostas:

I - até cinco anos após o término do exercício de mandato, de cargo em comissão ou de função de confiança;

II - dentro do prazo prescricional previsto em lei específica para faltas disciplinares puníveis com demissão a bem do serviço público, nos casos de exercício de cargo efetivo ou emprego.

III - até cinco anos da data da apresentação à administração pública da prestação de contas final pelas entidades referidas no parágrafo único do art. 1o desta Lei. (Incluído pela Lei nº 13.019, de 2014) (Vigência)

Então comete o ato de improbidade administrativa todo àquele que à custa da Administração Pública e do interesse público, importa em enriquecimento ilícito (art.9º); que causa prejuízo ao erário (art. 10) e que atenta contra os princípios

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da Administração Pública (art. 11). E como trata a CF, “os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos direitos políticos, a perda da função pública, a indisponibilidade dos bens e ressarcimento ao erário, na forma e gradação previstas em lei, sem prejuízo da ação penal cabível”. (IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA, LEI. N.8.429 de 2-6-1992).

3.1 A Lei da Improbidade Administrativa: Os sujeitos cometedores desses atos podem ser ativos ou passivos.

Segundo a LIA (1992),

Art. 1° Os atos de improbidade praticados por qualquer agente público, servidor ou não, contra a administração direta, indireta ou fundacional de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios, de Território, de empresa incorporada ao patrimônio público ou de entidade para cuja criação ou custeio o erário haja concorrido ou concorra com mais de cinqüenta por cento do patrimônio ou da receita anual, serão punidos na forma desta lei.

Parágrafo único. Estão também sujeitos às penalidades desta lei os atos de improbidade praticados contra o patrimônio de entidade que receba subvenção, benefício ou incentivo, fiscal ou creditício, de órgão público bem como daquelas para cuja criação ou custeio o erário haja concorrido ou concorra com menos de cinqüenta por cento do patrimônio ou da receita anual, limitando-se, nestes casos, a sanção patrimonial à repercussão do ilícito sobre a contribuição dos cofres públicos.

Os passivos nos termos da lei serão as administrações, segundo, a Lei 8.429/92, aquele:

a Administração direta, indireta ou fundacional (ou seja, Autarquias, Fundações Públicas e Privadas, Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista) dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios, do Território;

Os ativos nos termos da Lei 8.429/92 serão os;

agentes públicos são considerados todos aqueles que, definitiva ou transitoriamente”, com ou sem remuneração, por eleição, nomeação, designação, contratação, ou seja, qualquer forma de investidura ou vínculo exerce alguma função pública (mandato, cargo, emprego) em nome dos sujeitos passivos do ato de improbidade.

3.2 Atos de improbidade administrativa

Como vimos, para os atos de improbidade administrativa a lei adota três maneiras são elas os artigos 9º, 10º, 11º da lei 9.429/92, são elas as condutas dolosas ou culposas, omissivas ou comissivas, que terminam em enriquecimento

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ilícito, ou que geram problemas ao erário público ou rompa os princípios do ato administrativo pública. Como, pois, podemos observar aqui:

Art. 9° Constitui ato de improbidade administrativa importando enriquecimento ilícito auferir qualquer tipo de vantagem patrimonial indevida em razão do exercício de cargo, mandato, função, emprego ou atividade nas entidades mencionadas no art. 1° desta lei, e notadamente:

I - Receber, para si ou para outrem, dinheiro, bem móvel ou imóvel, ou qualquer outra vantagem econômica, direta ou indireta, a título de comissão, percentagem, gratificação ou presente de quem tenha interesse, direto ou indireto, que possa ser atingido ou amparado por ação ou omissão decorrente das atribuições do agente público;

II - Perceber vantagem econômica, direta ou indireta, para facilitar a aquisição, permuta ou locação de bem móvel ou imóvel, ou a contratação de serviços pelas entidades referidas no art. 1° por preço superior ao valor de mercado;

III - perceber vantagem econômica, direta ou indireta, para facilitar a alienação, permuta ou locação de bem público ou o fornecimento de serviço por ente estatal por preço inferior ao valor de mercado;

IV - Utilizar, em obra ou serviço particular, veículos, máquinas, equipamentos ou material de qualquer natureza, de propriedade ou à disposição de qualquer das entidades mencionadas no art. 1° desta lei, bem como o trabalho de servidores públicos, empregados ou terceiros contratados por essas entidades;

V - Receber vantagem econômica de qualquer natureza, direta ou indireta, para tolerar a exploração ou a prática de jogos de azar, de lenocínio, de narcotráfico, de contrabando, de usura ou de qualquer outra atividade ilícita, ou aceitar promessa de tal vantagem;

VI - Receber vantagem econômica de qualquer natureza, direta ou indireta, para fazer declaração falsa sobre medição ou avaliação em obras públicas ou qualquer outro serviço, ou sobre quantidade, peso, medida, qualidade ou característica de mercadorias ou bens fornecidos a qualquer das entidades mencionadas no art. 1º desta lei;

VII - adquirir, para si ou para outrem, no exercício de mandato, cargo, emprego ou função pública, bens de qualquer natureza cujo valor seja desproporcional à evolução do patrimônio ou à renda do agente público; VIII - aceitar emprego, comissão ou exercer atividade de consultoria ou assessoramento para pessoa física ou jurídica que tenha interesse suscetível de ser atingido ou amparado por ação ou omissão decorrente das atribuições do agente público, durante a atividade;

IX - Perceber vantagem econômica para intermediar a liberação ou aplicação de verba pública de qualquer natureza;

X - Receber vantagem econômica de qualquer natureza, direta ou indiretamente, para omitir ato de ofício, providência ou declaração a que esteja obrigado;

XI - incorporar, por qualquer forma, ao seu patrimônio bens, rendas, verbas ou valores integrantes do acervo patrimonial das entidades mencionadas no art. 1° desta lei;

XII - usar, em proveito próprio, bens, rendas, verbas ou valores integrantes do acervo patrimonial das entidades mencionadas no art. 1° desta lei.

Art. 10. Constitui ato de improbidade administrativa que causa lesão ao erário qualquer ação ou omissão, dolosa ou culposa, que enseje perda patrimonial, desvio, apropriação, malbaratamento ou dilapidação dos bens ou haveres das entidades referidas no art. 1º desta lei, e notadamente:

I - Facilitar ou concorrer por qualquer forma para a incorporação ao patrimônio particular, de pessoa física ou jurídica, de bens, rendas, verbas

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ou valores integrantes do acervo patrimonial das entidades mencionadas no art. 1º desta lei;

II - Permitir ou concorrer para que pessoa física ou jurídica privada utilize bens, rendas, verbas ou valores integrantes do acervo patrimonial das entidades mencionadas no art. 1º desta lei, sem a observância das formalidades legais ou regulamentares aplicáveis à espécie;

III - doar à pessoa física ou jurídica bem como ao ente despersonalizado, ainda que de fins educativos ou assistências, bens, rendas, verbas ou valores do patrimônio de qualquer das entidades mencionadas no art. 1º desta lei, sem observância das formalidades legais e regulamentares aplicáveis à espécie;

IV - Permitir ou facilitar a alienação, permuta ou locação de bem integrante do patrimônio de qualquer das entidades referidas no art. 1º desta lei, ou ainda a prestação de serviço por parte delas, por preço inferior ao de mercado;

V - Permitir ou facilitar a aquisição, permuta ou locação de bem ou serviço por preço superior ao de mercado;

VI - Realizar operação financeira sem observância das normas legais e regulamentares ou aceitar garantia insuficiente ou inidônea;

VII - conceder benefício administrativo ou fiscal sem a observância das formalidades legais ou regulamentares aplicáveis à espécie;

VIII - frustrar a licitude de processo licitatório ou dispensá-lo indevidamente; IX - Ordenar ou permitir a realização de despesas não autorizadas em lei ou regulamento;

X - Agir negligentemente na arrecadação de tributo ou renda, bem como no que diz respeito à conservação do patrimônio público;

XI - liberar verba pública sem a estrita observância das normas pertinentes ou influir de qualquer forma para a sua aplicação irregular;

XII - permitir, facilitar ou concorrer para que terceiro se enriqueça ilicitamente;

XIII - permitir que se utilize, em obra ou serviço particular, veículos, máquinas, equipamentos ou material de qualquer natureza, de propriedade ou à disposição de qualquer das entidades mencionadas no art. 1° desta lei, bem como o trabalho de servidor público, empregados ou terceiros contratados por essas entidades.

XIV – celebrar contrato ou outro instrumento que tenha por objeto a prestação de serviços públicos por meio da gestão associada sem observar as formalidades previstas na lei; (Incluído pela Lei nº 11.107, de 2005) XV – Celebrar contrato de rateio de consórcio público sem suficiente e prévia dotação orçamentária, ou sem observar as formalidades previstas na lei. (Incluído pela Lei nº 11.107, de 2005)

Art. 11. Constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da administração pública qualquer ação ou omissão que viole os deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade, e lealdade às instituições, e notadamente:

I - Praticar ato visando fim proibido em lei ou regulamento ou diverso daquele previsto, na regra de competência;

II - Retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício;

III - revelar fato ou circunstância de que tem ciência em razão das atribuições e que deva permanecer em segredo;

IV - Negar publicidade aos atos oficiais; V - Frustrar a licitude de concurso público;

VI - Deixar de prestar contas quando esteja obrigado a fazê-lo;

VII - revelar ou permitir que chegue ao conhecimento de terceiro, antes da respectiva divulgação oficial, teor de medida política ou econômica capaz de afetar o preço de mercadoria, bem ou serviço. ”

Analisando os artigos 9º, 10º, 11º da Lei 9.429/92, fica fácil fazer a interpretação de como identificar o praticante da improbidade administrativa, a única dúvida é

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como ele é aplicado no Brasil, será que tem vícios, os participantes desses atos são sempre punidos?

Vemos constantemente em noticiários atos nitidamente escritos nesta lei sendo cometido, mas porque será que no Brasil acontecem repetidamente esses casos em muitas vezes são casos idênticos aos antigos só mudando os personagens, mas as histórias são sempre as mesmas vemos sempre os ajeitados para conseguir verbas públicas, cargos públicos, apadrinhamento para conseguir emprego ou vantagem, a força do cargo para conseguir ultrapassar as normas, ou seja vemos casos constantemente de jeitinho brasileiro.

3.3 Sanções Penais

Segundo Batisti e Pimenta (2015, p.121) apresenta que a CF/1988.

A Constituição Federal determina que as penas para o ato de improbidade administrativa são diversas das sanções penais cabíveis e aplicáveis em cada caso. Nos termos da Constituição, são penas ressarcimento ao erário, indisponibilidade dos bens, suspensão dos direitos políticos e perda da função. A autoridade administrativa, responsável pelo inquérito administrativo, deverá representar ao MP, para a indisponibilidade dos bens do indiciado, desde que o ato de improbidade cause lesão ao patrimônio público ou enseje enriquecimento ilícito”. Esta indisponibilidade recairá sobre bens que assegurem o integral ressarcimento do dano, ou sobre o acréscimo patrimonial resultante do enriquecimento ilícito.

A CF 1988, também, adverte que

o falecimento do agente administrativo ou daquele terceiro que lesar o patrimônio público ou se enriquecer ilicitamente, o seu sucessor está sujeito às cominações da Lei até o limite do valor da herança. O juiz, quando da fixação das penas acima relacionadas, deve-se levar em conta a extensão do dano causado, assim como proveito patrimonial obtido pelo agente.

Como podemos apreender, nas citações acima que, diante das penas é possível perceber, conforme a CF/1988, que as punições se darão pela perda de patrimônio, ou suspensão dos direitos dos agentes administrativos na perda da sua função pública, ou os agentes políticos. O ato de improbidade não pode, conforme a CF de 1988, fica impune frente a ação de um auto imoral e ilícito por partes dos indivíduos que os executaram. Nesse sentido, emana o que a Constituição de 1988, apresenta a necessidade da "sublimação da ética da res publicae”. (CONSTITUIÇÂO FEDERAL, 1988). No caso, pois da Desembargadora ser Condenada, por sua conduta imoral ou ilícita, como prescreve lei 9.429/92, na

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questão improbidade administrativa, por ser uma agente público, sua pena pode ter um caráter subjetivo, ou a perda total de exercício público como prever a própria Lei. ,;;No item a seguir, pretendemos descrever e analisar o caso da Desembargadora, e como a mídia, abordou o caso em si e como se repercutiu no cenário sociojuridico brasileiro. Assim, pretendemos verificar a validade da nossa hipóteses levantada na pesquisa. Que se baseia na seguinte afirmação: de que a exposição da mídia do caso da Desembargadora Tânia Garcia, trouxe um desconforto no campo jurídico frente o grau de influência, ou como podemos dizer, o uso do “Jetinho Brasileiro” nas ações dos operadores do Direito brasileiro.

4 CASO DA INFLUENCIA DA DESEMBARGADORA TÂNIA GARCIA: Uma

descrição pela mídia brasileira.

Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=UFXvJTErEFw

4.1 Relato 1 – O CASO BRENO BORGES/ Record “ HOHE EM DIA - 08 de abril de 2017.

“Breno Borges, o filho da desembargadora, foi preso em março de 2017, transportando 130 quilos de maconha e 200 munições de fuzil. Breno tinha, contra si, um outro mandado de prisão por suspeita de ter colaborado na fuga de um chefe de tráfico. Desembargadores colegas de Tânia determinaram que Breno poderia ser levado da penitenciária para uma clínica psiquiátrica, mas laudos periciais diziam o contrário”. (//www.youtube.com/watch?v=UFXvJTErEFw).

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No fragmento, acima, o conteúdo apresentado pelo “Jornal Hoje em Dia” da TV Record (2017), mostrar detalhes da prisão do filho da desembargadora Tânia Garcia no tempo de doze minutos e 19 segundos. A matéria começa, pois, narrado mostrado à vida de luxo e ostentação do filho da desembargadora, para contextualizar que o empresário e fazia parte de uma quadrilha no Mato Grosso do Sul. Ao ser detido, pela policia rodoviária federal, foi encontrado nos dois carros. Como, o discurso, aponta “ 130 quilos de maconha 200 e munições de fuzil, além de Breno Borges, possui um mandato de prisão”. Breno, era responsável pela logística da distribuição das drogas e armamento para região de São Paulo.

O caso poderia ser mais um na mídia brasileira, mas o fato é que a mãe do acusado Breno Borges, é a Desembargadora Tânia Garcia é a Presidente do tribunal Regional Eleitoral do Mato Grosso do Sul. O caso Repercutiu, porque a Desembargadora Tânia Borges, usou da sua influência para libertar seu filho da prisão.

4. 2 Relato 2 - O CASO BRENO BORGES/ FANTÁSTICO - 07 de agosto de 2017.

Penitenciária de três lagoas – Mato Grosso do Sul, 21 de julho de 2017 a desembargadora Tania Borges acompanhada de policias vai buscar o filho dela Breno Borges que estava preso naquela penitenciária, ela tem em mão uma decisão judicial que permite transferir o filho dela uma clínica psiquiátrica.

O Promotor de justiça Humberto Lapa Ferri, afirma que nenhum preso é solto do jeito que o filho dela foi, para o promotor as Investigações daquele dia revela informações que câmeras do “presidio não registraram, Breno Borges foi preso em março de 2017 transportando 130K de maconha e munições de fuzil”. Ao fazer uso de algumas os desembargadores e colegas Tania Borges “determinaram que Breno deveria ir para”, ou seja, um clínica psiquiátrica a defesa alega que ele tinha problemas de saúde porque sofria de uma doença psiquiátrica intitulada de “sofre de síndrome de borderline”.. No dia do ocorrido, o agente falava do outro mandando de prisão, só que mesmo assim com mandado de prisão em aberto Breno , conseguiu sair pelo portão e ir embora.

No documentário do Fántastico, naquele dia 21 de julho de 2017, o diretor do presidio Raul Ramalho entrou em contato com o Juiz do caso para falar que estava

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recebendo pressão de Tania que estava ameaçando de prisão por não está cooperando com ela - o juiz relatou que daria problema até para o chefe caso libera-se com essa liminar, pois tem outro mandado em aberto de prisão preventiva, inclusive tá até no banco nacional de prisão se chegarem a cumprir esse dai era pra ele avisar ao juiz para ele fazer um oficio nesses termos.

Mas enquanto eles conversavam o diretor do presidio entrou em contato com a AGEPEN (Agência estadual de administração do sistema penitenciário) e o chefe de gabinete Pedro Corrilho enviou um oficio se manifestando a favor pelo cumprimento do parecer da procuradoria que se manifestava em favor da internação, ficando Breno então liberado para internação na clínica psiquiátrica. No entanto, logo após a todo o ocorrido o promotor de justiça Marcos Alex Vera ressaltou que esse parecer da procuradoria não existia pois em depoimento a Procuradora Valesca Maria Alves afirmou que o que houve foi apenas uma tentativa de consulta, falou que levaram o documento até ela mas ela se negou a receber.

Logo após a esse depoimento a AGEPEN informou que abriu um requerimento interno para apuração pois tinha acontecido um erro por Pedro Carrilho, pois ele tinha mentido sobre tal documento. Por sua vez a defesa de Pedro Carrilho nega que ele tenha mentido, o Advogado Dr. Rafael Duarte afirma que Pedro agiu em favor da desembargadora de fato que nem a conversar com ela ele chegou nem antes, nem durante e nem depois para que ela tivesse algum benefício, segundo a defesa ao receber o oficio o diretor do presidio Raul Ramalho ao receber o oficio acabou soltando Breno, e logo depois relata ao juiz que estava sendo ameaçado por Tânia Garcia. Raul Ramalho – Eu reconheço para o senhor que aqui foi bem tenso, porque ela veio inclusive com policiais me ameaçando por prisão por desobediência.

Tania em sua defesa alegou que – que estava sendo ameaçada de morte e por isso estava com policiais, Mas os policias que estavam presente com ela alega que não teve escolta e que foram direcionado apenas para aquele momento. O promotor Adriano Lobo Viana ressalta que o ocorrido foi um fator de coação de prisão da unidade penal o MP pediu que Tania Seja condenada por improbidade administrativa, os promotores quer que ela devolva o dinheiro gasto com os carros e com os policias e ainda pague multa. Por sua vez a defesa de Tania Alega não tem duvida de sua inocência e que o processo será arquivado. Já sobre Breno e sua

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Síndrome de Borderline foi constada por três laudos que sim, que Breno possui essa síndrome, mas que ela não pode ser a causa de tais fatos, pois o portador dessa síndrome tem o controle de suas atitudes e do que é certo e do que é errado. Ele voltou para prisão e deve ser julgado em breve.

Fonte: https://globoplay.globo.com/v/6456221/

Relato 2- O afastamento da Desembargadora Tânia Garcia: Instauração do

Processo administrativo disciplinar por tempo indeterminado. – CNJ

No dia 09 de outubro de 2018, o Conselho Nacional de Justiça – CNJ afastou de suas atividades administrativas e jurisdicionais da Desembargadora Tânia Garcia. A Desembargadora deixou de presidir o Tribunal Regional Eleitoral – TER, pelo Ministro Humberto Martins (2018), por tempo indeterminado sobra a acusação de influenciar a liberação do seu filho (Breno Borges, no dia 08 de abril de 2017) . Para o CNJ, ao usar “poder” do cargo, violou a Lei n° 9.784, de 29 de janeiro de 1999, a Administração Pública Federal. Para o Ministro Humberto Martins:

“Os fatos objetos das imputações acolhidas para instauração do processo administrativo disciplinar são de tal gravidade que lançam fundadas dúvidas quanto a lisura e imparcialidade sobre as decisões em geral por ela proferidas”. (G1 – Jornal Nacional/fragmento, 2018).

Essa decisão, pois tomada pelo CNJ, nos faz arguir que é nítido que a desembargadora descumpriu todo o processo comum penal, ao adentrar no presidio, e suar a sua influência, ou melhor, dizendo, o “jeitinho brasileiro” de se resolver as coisas aqui no Brasil..

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Portanto, fica ainda mais nítido o jeitinho brasileiro no ordenamento jurídico, será que qualquer pessoa teria a força de uma desembargadora para adentrar na dependência de uma penitenciária com a autonomia e poderes para transferir seu filho para uma clínica passando por cima de uma ordem judicial? É claro que não, não resta duvidas que tal ato foi tão desrespeitoso e corrupto passando por cima de todo dever legal com troca de favores, jeitos e corrupção. Uma vez que, esse ato é praticado afeta todo o campo jurídico. Além de corrompe o sistema, como alerta o Ministro Barro (2016)

A corrupção que estamos passando não é a falha de um pequeno erro e sim de um sistema onde quando paramos para analisar começa com um plano elaborado passando de setor para setor para ser executado. (MINISTRO BARROSO, 2016).

Portanto, percebemos que a decisão do CNJ, mesmo sendo questionada pela defesa da desembargadora Tânia Garcia feita, ainda persiste com o seu afastamento na Administração Pública Federal, pois como alega o CNJ, (2019) sobre o caso:

“os fortes indícios de cometimento de infrações disciplinares e a inobservância às regras de imparcialidade, transparência e prudência, além de possíveis crimes de advocacia administrativa e corrupção passiva e ativa, respaldam a determinação de afastamento das funções jurisdicionais e administrativas.” (G1 – Jornal Nacional/ Espaço Vital /fragmento, 2018).

Assim, vemos que por mais que existam falcatruas da alta-classe na troca de favores, ainda temos pessoas competente que lutam pela lei, fazendo-nos acreditar que, os valões éticos e mais devem permanecer como bandeira de luta de uma sociedade democrática, especialmente no caso do Brasil, que passa por grandes transformações politicas, sociais, econômicas..

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Vimos, portanto, através dos meios de comunicações a ação ilícita praticada pela Desembargadora Tânia Garcia. Contudo, a confirmação da prática de suas influências no caso da soltura do seu filho Bruno Borges no momento da prisão e em outros apontamentos pelo CNJ, levaram ao pedido do PAD (Procedimento Administrativo Disciplinar), que determinou o afastamento de suas funções jurisdicionais e administrativas até julgamento final do PAD.

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Então, sabendo que, ela descumpriu, todo o processo comum penal adentrando no presídio com sua influência de desembargadora e ameaçando pela relação de poder o Chefe do Presídio com a condição que se este não a ajudasse e fizesse o que ela mandasse ele poderia se complicar, além de ser preso, fica transparente demonstrar que a desembargadora Tânia Garcia, praticou o tal ato de improbidade administrativa.

Essa ação de sua influência, ou melhor, dizendo como aponta Damatta (1983) e Ligia (1982), esse jeitinho brasileiro, pode ser também, percebida na troca de favores, entre a desembargadora e seus amigos magistrado no qual agilizam todo o processo com pareceres falsos passando por cima do processo legal penal e da decisão do juiz do caso. Confrontando, pois todo o sistema para beneficiar seu interesse pessoal e o do seus pares, como afirma, o promotor Humberto Pinheiro, já que, nunca “antes foi visto uma pessoa ser transferido da prisão para uma

clínica do jeito que o filho da desembargadora foi”.

Portanto, fica ainda mais nítido o jeitinho brasileiro no ordenamento jurídico, será que qualquer pessoa teria a força de uma desembargadora para adentrar na dependência de uma penitenciária com a autonomia e poderes para transferir seu filho para uma clínica passando por cima de uma ordem judicial? É, claro que não, não resta duvidas que tal ato foi tão desrespeitoso e corrupto, já que, vai passando por cima de todo dever legal com troca de favores, jeitos e corrupção.

Uma vez que, esse ato é praticado pela desembargadora afeto o todo campo jurídico, e além de corrompe o sistema, Veja, bem por mais que a defesa alegue que a ação da desembargadora, não promoveria a punição administrativa e jurídicas da improbidade administrativa das suas funções.

Como foi ressaltada nos capítulos anteriores a influência, o jeitinho brasileiro e corrupção que estamos vendo não é a da parcela de classe marginalizada, e sim de indivíduos que deveriam ser exemplos, e em vez disso fazem a troca de favores em nome da lei. O famoso jeitinho brasileiro, de ser, “me ajuda, porque, que eu te ajudo”, é encarado no cotidiano como um habitus corriqueiro, contudo, a questão aqui é uma ação de um operador do direito, que tem em sua formação um grau de discernimento jurídico das normas jurídica e da ética e da moral.

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REFERÊNCIAS

BARBOSA, Lívia. O Jeitinho Brasileiro: a arte de ser mais igual que os outros. Rio de Janeiro: Campus, 1982.

BARROSO, Luis Roberto. ÉTICA E JETINHO BRASILEIRO. Rio de janeiro. 2011. BATISTI, Nelia Edna Miranda; Pimenta. Júlia Acioli. Revista do Direito Público, Londrina, v.10, n.3, p.119-140, set./dez.2015 | DOI: 10.5433/1980-

511X.2015v10n3p119.

BOYD, Danah. Streamsofcontent, limitedattention: The flow of information through

social media. Disponível em: <https://goo.gl/gf8mqv>. Acesso em: 15 fev. 2018).

COSTA, Francisco; DANTAS, Ricardo. Uma análise da rede social educacional

schooling como ferramenta no processo de ensino-aprendizagem. Disponível

em: <http://goo.gl/3xYgOs>. Acesso em: 30mar2018.

DAMATTA, R. Carnaval, malandros e heróis. 5. ed. Rio de Janeiro: Guanabara, 1983.

MASCARENHAS, Oacir Silva. A influência da mídia na produção legislativa

penal brasileira. In: Âmbito Jurídico, Rio Grande, XIII, n. 83, dez 2010. Disponível

em: <http://www.ambito

juridico.com.br/site/?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=8727&revista_caderno =3>. Acesso em: 7.set.2018.

MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Fundamentos de

metodologia científica. ed. São Paulo: Atlas, 2010.

Sites Consultados (Jornais Online):

http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2017/07/filho-de-desembargadora-preso- por-trafico-de-drogas-e-solto-no-ms.html. Acessado em: 24/07/2017, 15h05.

https://www.google.com/search?q=breno+%C3%A9+preso+com+130+cocaina&oq=b reno+%C3%A9+preso+com+130+cocaina&aqs=chrome..69i57.11746j1j7&sourceid= chrome&ie=UTF-8. Acessado em: 09/10/2018 22h05.

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https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2018/10/09/conselho-nacional-de-justica-afasta-desembargadora-que-preside-tre-de-ms.ghtml. Acessado em: 09/10/2018 22h05.

https://www.espacovital.com.br/publicacao-36947-stf-mantem-desembargadora- afastada-da-jurisdicao . Acessado em: 03/05/2019, 14h05.

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