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Forças de Van der Waals

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Academic year: 2021

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(1)

Sumário 11 – Forças  Intermoleculares  

Forças de Van der Waals 

‐ Interacções de Keesom (dip. permanente‐dip. permanente)  ‐ Factores condicionantes: μ, r, T  ‐ Interacções de Debye (dip. permanente‐dip. induzido)   ‐ Factores condicionantes: μ, r, α  ‐ Interacções de Keesom (dip. instantâneo‐dip. instantâneo)  ‐ Factores condicionantes: α, r  ‐ Importância relativa das Forças de van der Waals 

Ligação de Hidrogénio 

Propriedades dos Compostos Moleculares 

‐ Temperaturas de fusão e de ebulição  ‐ Miscibilidade e solubilidade  ‐ Viscosidade  ‐ Tensão superficial         

(2)

FORÇAS INTERMOLECULARES 

 

Raios covalentes e de Van der Waals para o 

Hidrogénio, Azoto e Oxigénio. 

 

rcov. (Å) 

0.30 

0.70 

0.66 

r

W

 (Å) 

1.0 

1.5 

1.4 

 

(3)

1

E

 

 

 

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X

6  

5

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4

2

 

Xe 

54 

,01 

(5)

3. INTERACÇÕES DE LONDON 

 

dipolo instantâneo‐dipolo instantâneo 

   

(

1 2

)

1 6 1 2 2

3

2

i i L i i

E E

E

E

E

r

α α

= −

+

 

 

2 2 2 2 1 2 1 2 1 2 2 1 1 2 6 6 1 2 1 2 3 ( .) 3 2 P I I a E atract r k T I I r μ μ μ α μ α α α = − + + + = − +

(

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P n

b

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6

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b

E

r

r

= −

+

       

(6)

Importância das forças de Van der Waals 

Composto  (μ, D)    (α, Å 3)  Keesom  Debye  London  Total 

Ar   0  1.63   0.000  0.000   2.03  2.03  CO   0.12  1.99   0.0011  0.002   2.09   2.09   HI   0.38  5.40   0.006  0.027   6.18   6.21   HBr   0.78  3.58   0.164  0.120   5.24   5.52   HCl   1.03  2.63  0.79  0.24   4.02   5.05   NH3   1.50  2.21   3.18   0.37   3.52   7.07   H2O   1.84  1.48   8.69   0.44   2.15   11.30  

DICLOROBENZENOS 

 

α (Å

 3

μ (D) 

T

eb

(ºC) 

C C C C C C Cl H H H H Cl

 

 

15 

 

2.50 

 

180.5 

C C C C C C Cl H Cl H H H

 

 

15 

 

1.72 

 

173 

C C C C C C Cl Cl H H H H

 

 

15 

 

 

174 

(7)

 

Conclusões: 

 

1.  Interacções  de

  Debye 

têm  em  geral

  pouca 

importância. 

 

2.  Interacções  de

  Keesom 

são  dominantes

 

para

 

moléculas  de

  momento  dipolar  elevado  e 

polarizabilidade baixa. 

 

3.  Interacções  de

  London  são  dominantes 

para 

moléculas  de  grande  polarizabilidade

,

 

mesmo 

tendo momento dipolar elevado. 

 

 

(8)

LIGAÇÃO DE HIDROGÉNIO 

 

Composto     α (Å 3)  μ  (D)  Teb (°C)  H2C        CH2      4.95      1,89    10.6  C2H5OH      4,95  1,69  79  Composto             α (Å3)  μ (D)  Teb (°C) Fluoroetano, C2H5F    4.96  1,94  ‐37,6     Metanol, CH3OH      3,29  1,70  64,6  ‐200 ‐150 ‐100 ‐50 0 50 100 150

Te

m

p

e

ra

tu

ra

 de

 Ebuliç

ão

 ºC

CH4 GeH4 SiH4 SnH4 NH3 H2O HF  H2S H2Se H2Te

(9)

A LIGAÇÃO DE HIDROGÉNIO É DIRECIONAL 

Espectroscopia de Raios X

 

 

ÁCIDO FLUORÍDRICO (HF) 

 

 

ÁCIDO BÓRICO 

   

 

 

(10)

ÁCIDO OXÁLICO C

2

O

4

H

 

GELO

(11)

 

As  forças  intermoleculares  são  anormalmente 

altas  quando  a  molécula  tem  um 

átomo  de  H

 

ligado a

 N, O ou F

O ângulo θ é ≈ 180º 

 

O efeito é explicado pela presença de

 LIGAÇÕES 

DE HIDROGÉNIO 

A =

 N, O, F 

e  

B =

 N, O, F 

 

 

 

(12)

TEORIAS DA LIGAÇÃO DE HIDROGÉNIO 

1. Teoria electrostática (Pauling ‐  Keesom forte) 

 

A

δ‐

 ‐ H

δ+

 ‐‐‐‐‐ B

δ‐

‐ R

δ+

  =    ‐        +      ‐        + 

 

2. TOM aplicada à Ligação de H (carácter covalente) 

 

ENERGIA DA LIGAÇÃO DE HIDROGÉNIO 

Ligação 

Energia ( kJ / mol) 

O‐H ‐‐‐ O 

25 

O‐H ‐‐‐ N 

20 

N‐H ‐‐‐ O 

10 

N‐H ‐‐‐ N 

25 

N‐H ‐‐‐ F 

20 

F‐H ‐‐‐ F 

30 

 

       

(13)

G

n

i

P

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número

incluind

PESO M

x

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M

n

M

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(14)

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O

V

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Organiz

Variaçã

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V o lu me e spe fi co V o lu me e spe fi co

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Sólido não cris Sólido não cris

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Tv stalino P sem Tv stalino P sem

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Líqu Cristal Polímer o emi-cr istalin Líqu Cristal Polímer o emi-cr istalin

IÇÃO

m sólid

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Tf quido no Tf quido no

VÍTR

do semic

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T T

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cristalin

ólido c

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T

V no.

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(15)

MECANISMOS DE POLIMERIZAÇÃO

POLIADIÇÃO

ADIÇÃO EM CADEIA

INICIAÇÃO

PROPAGAÇÃO

TERMINAÇÃO

R

+ R’

R-R’

C C H RO X H H C C H H X H + C C H RO X H H C H H C H X C C H H X H n   2 OR RO OR Δ RO C C H H X H C C H RO X H H + monómero CH X n CH X CH 2 n CH 2

(16)

Exemplos: HOMOPOLÍMEROS DE ADIÇÃO

POLIPROPILENO

POLIESTIRENO

Exemplos: COPOLÍMEROS DE ADIÇÃO

LIGAÇÃO DUPLA PERMITE INTRODUZIR

“CROSS-LINKS”

CH H 3 C n CH CH3 CH 2 n CH 2 CH n CH CH2 n CH2

(17)

POLICONDENSAÇÃO

POLIMERIZAÇÃO POR PASSOS

Há eliminação de moléculas pequenas: H

2

O, ROH, HCl, ...

S i C l C l R R n + n H2O -2 n H C l S i O R R n HO OH + C C O OH O HO HO O C C O O O H n n n + (2n-1) H2O Diol Diácido Poliéster

(18)

1

2

C

P

D E

1. Polím

C

2. Polím

Caracte

PROP

DEPEND ESTRUT

meros

PERCE Caracter

meros

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LÍMER

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S ELEVA a de fusã

baixa

ansição v nte ente

ROS

ARES, ERO E ADA ão – Tf

a)

vítrea-TTv

(19)

Polímeros cristalinos ou Semi-cristalinos

1. Estruturas estereo-regulares

2. Forças intermoleculares direccionais

Keesom e Ligação de Hidrogénio

Poliamida (Nylon 6,6)

isotático

sindiotático

(20)

MODIFICAÇÃO DE PROPRIEDADES

RETICULAÇÃO

(formação de redes tridimensionais)

1. Vulcanização da borracha -

Ligações cruzadas “cross-links”

Sx

Sx

1 ligação cruzada por 300 monómeros x ≈ 3 S S S S S S S S

enxofre no estado natural S8

(21)

2. Ligação de RESINAS EPOXÍDICAS

HO OH (n+1) CH CH2 O + (n+2) Cl CH2 - (n+2) NaCl NaOH HC H2C O CH2 O O CH2 CH CH2 OH O O CH CH2 O CH2 n

RESINA EPOXÍDICA

As extremidades epoxy reagem com:

para dar redes densas

- Colas de dois componentes (tipo ARALDITE©)*

-“Fibras de vidro” para barcos de recreio, laminados, etc. * HO OH C C O OH O HO H2N NH2 anidridos HO C OH 3 CH 3 H C

(22)

3. RESINAS FENOL-FORMALDEÍDO

OH C O H H + OH HOH2C CH 2 CH2OH - H2O OH CH2OH CH2OH OH HOH2C CH 2OH CH2OH H+

pré-polímero

polimerização em molde

rede

tridimensional

- Caixas e partes de material eléctrico - Interruptores

- Telefones (antigos) - Aquecedores, etc.

- Revestimentos de mobiliário (Formika©)

CH2 CH2 CH2 OH CH2 CH2 OH CH2 CH2 OH OH CH2 CH2 CH2 OH H2C H2C

(23)

EXEMPLOS E APLICAÇÕES

POLIETILENO

- Isolador eléctrico - Tubagens - Empacotamento (filmes) - Sacos

- Agricultura (cobertura de estufas)

POLIPROPILENO

- Fibras (cordoaria, carpetes)

- Empacotamento (filmes e semi-rígidos) - Tubagens

POLIESTIRENO

CH n CH CH2 n CH2

- Plástico de uso geral - Isolador térmico

- Empacotamento de artigos frágeis - Plástico de engenharia (sindiotático)

CH H 3 C n CH CH3 CH 2 n CH 2 CH 2 n CH2 CH 2 n CH 2

(24)

POLI(CLORETO DE VINILO)

CH Cl n CH Cl CH2 n CH2 - Tubagens - Chão

- Empacotamento (garrafas, “tupperware”, etc. ) - Mangueiras, impermeáveis, capas de assentos

POLI(TETRAFLUORETILENO) TEFLON

- Não dissolve em solventes orgânicos - Termicamente estável

- Utensílios de cozinha (não colante) - Revestimentos de frigideira - Impermeabilizantes

POLI(ACRILONITRILO)

CH C n CH C CH2 n CH2 N N

- Fibras acrílicas (Orlon)

- Insolúvel na maior parte dos solventes - Percursor das fibras de carbono

CF2

n CF2 CF2

n

(25)

F

FIBRA

CH C C N

AS DE C

CH2 CH C N

CARBO

CH2 C C N

ONO

CH C CH2 N Δ

Δ N H

Fib

- Mate duros - Cond N H NH Δ

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(26)

P

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P

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POLI(E

CH2 O CH2 O lenoglic - Pr - G - Pl

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CARBO

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O oliéstere ção de m 2n HCl orgânic ça ebidas (alto pe ular) CH2 CH2 P es (fibra moldes) O cas Si O R R eso O C O Poliéster as textei C CH3 CH3 n C O r is) O C O n C O n

(27)

Poliamidas

NYLON 66

CH2 C C O OH O n 4 + -2n H2O CH2 C C 4 O O NH n CH2 H2N NH2 n 6 CH26NH HO

KEVLAR

+ C C O OH O HO -2n H2O n C O C O NH n NH H2N NH2 - Fibras resistentes Kevlar

(28)

POLÍMEROS SEMICONDUTORES

OPTOELECTRÓNICA

POLIVINILENO

POLIFENILENOVINILENO

POLITIOFENO

POLIFLUORENO

(29)

CORES DO POLIFLUORENO

- OLEDs (Organic Light-Emitting Devices)

Referências

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