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Revista

Revista

de Ciência

de Ciência

Rosa-Cruz

Rosa-Cruz

Rio de Janeiro

Rio de Janeiro -- RJRJ -- BrasilBrasil ANO

ANO

--

LXXVILXXVI

ABRIL ABRIL

Arcanjo

Arcanjo da da Estação: Estação: URIELURIEL

Vol. X

(2)

REVISTA MENSAL DA IGREJA GNÓSTICA DO BRASIL

ORGÃO OFICIAL DA FRATERNITAS ROSICRUCIANA ANTIQUA

Publicação Mensal

Copyright "©" I.N.P.I REG. Nº 007156405

Fundador: Joaquim Soares de Oliveira

Diretor Responsável: Dr. Alair Pereira de Carvalho

Redação e Diagramação:

A Revista Gnose não é responsável pelos conceitos emitidos em

artigos devidamente assinados.

FRATERNITAS ROSICRUCIANA ANTIQUA

Rua Saboia Lima, 77 Tijuca - Tel.: 21- 2254-7350

Rio de Janeiro – RJ Cep: 20521-250.

Home page: http://www.fra.org.br/ E-mail: [email protected] 

SUMARIO

A mensagem do Mestre Therion... 03

Os efeitos do pensamento... 04

Eis o caminho... 06

A passagem da antiga para a nova época... ... 08

Ritmos da natureza... 10

Adonai... 11

1 9 3 5 - 2 0 1 3

(3)

A Mensagem do

Mestre Therion

F

aze o que tu queres há de ser  tudo da Lei.

"Não há lei além de

Fa-ze o que tu queres"

"A palavra da lei é Θελημα"

Θελημα - Thelema

-significa Vontade.

 A chave pa ra est a Mensa gem é

esta palavra - Vontade. O primeiro significado óbvio desta Lei é confir-mado por antítese: "a palavra de Pecado é Restrição".

Outra vez: "Tu não tens direito

senão fazer a tua vontade. Faze aquilo e nenhum outro dirá não. Pois vontade pura, desembaraçada de propósito, livre da ânsia de resulta-do, é toda via perfeita".

Considerai isto cuidadosamente;

parece implicar uma teoria que se todo homem e toda mulher fizesse sua vontade - a verdadeira vontade -não haveria conflito. "Todo homem e toda mulher é uma estrela", e cada estrela move-se em uma órbita de-terminada sem interferência. Há muito espaço para todos; é apenas a desordem que cria confusão.

Destas considerações estaria

claro que "Faze o que tu queres" não significa "Faze o que te agra-des". É a apoteose da Liberdade; porém é também a mais estrita das injunções.

Faze o que tu queres - então

fa-ze nada mais. Não permitas que na-da te desvie na-daquela austera e

san-ta san-tarefa. A Liberdade é absolusan-ta para fazer a tua vontade; mas bus-que fazer qualbus-quer outra coisa bus-que seja, e, instantaneamente, obstácu-los devem erguer -se. Todo ato que não está no curso explícito daquela órbita única é errática, um estorvo.  A vontade não deve ser duas, e sim

uma.

Nota ademais que esta vontade

não é apenas para ser pura, isto é, única, como explicado acima, mas também "desembaraçada de propó-sito". Esta frase estranha deve cau-sar -nos hesitação. Pode significar  que qualquer propósito na vontade a enfraqueceria; é evidente que "a ân-sia de resultado" é algo de que ela deve ser livre.

Mas a frase pode também ser 

interpretada como se lesse "com propósito desembaraçado" - i.e., com energia incansável. A concep-ção é, portanto, de um movimento eterno, infinito e imutável. É o Nirva-na, apenas dinâmico ao invés de estático - e isto vem a ser no fim a mesma coisa.

 A ta refa prática ob via do ma go é,

então, descobrir o que realmente é sua vontade, de modo que ele possa fazê-la desta forma, e ele pode rea-lizá-la melhor pelas práticas do Li-ber Thisard (ou outras que possam ocasionalmente ser estabelecidas).

Tu tens que:

1 - Descobrir qual é a Tua

Von-tade.

2 - Fazer aquela Vontade com: a - propósito único;

b - desprendimento;

(4)

c - e paz.

Então, e apenas então, estás tu

em harmonia com o Movimento das coisas, tua vontade parte da, e por-tanto iguala-se a, Vontade de Deus. E desde que a vontade é apenas o aspecto dinâmico do eu, e desde que dois entes não poderiam possuir  vontades idênticas; então, se tua vontade for a vontade de Deus, Tu és aquilo.

Há apenas uma outra palavra a

explicar. Alhures está escrito - certamente para nosso grande conforto - "Amor é a lei, amor sob vonta-de".

Isto deve ser

aprendi-do como significanaprendi-do que, enquanto Vonta-de é a Lei, a natureza daquela Vontade é o amor. Mas este amor é como se fosse um sub -produto daquela Vontade; não a con-tradiz ou suplanta; e se a contradi-ção aparente erguer -se numa crise, é a Vontade que nos guiará correta-mente. Vêde! enquanto no Livro da Lei há muito de Amor, não há pala-vra de sentimentalismo. O ódio mes-mo, é quase como o Amor! "Como irmãos lutai!" Todas as raças máscu-las do mundo entendem isto. O Amor  de Liber Legis é sempre audaz, viril, mesmo orgiástico. Há delicadeza, mas é a delicadeza da força. Pujan-te, terrível e glorioso como ele é; contudo, é apenas a flâmula sobre a sagrada lança da Vontade, a inscri-ção damascena sobre as espadas dos Monges-Cavaleiros de Thelema.

 Amor é a le i, amor so b vontade.∆

Os efeitos do pensamento

O

efeito

imediato do pensamento sobre o nosso cor-po, espírito, traba-lho, felicidade, enfim, sob todos os aspectos da vida, é tão indis-cutível que se tor-na desnecessário demonstrar.

 A experiência, porém, tem revela-do que muitos estudantes não se apercebem do poder que o pensa-mento exerce sobre suas ações e, consequentemente, sobre o resulta-do dessas ações.

Não é, portanto, demasiado tra-tarmos, embora ligeiramente, desse assunto.

Um pensamento, alguém já o dis-se, é o inicio de uma ação.

Tudo que executamos é conse-quência de um pensamento que ali-mentamos em nossa mente.

Podemos praticar um ato sob qualquer impulso momentâneo, po-rém, esse impulso é resultado de um pensamento ou pensamentos que previamente surgiram em nossa mente.

 A mente subconsciente é um cen-tro de extraordinário poder e ener-gia.

É uma força cega e atua por su-gestão. Em outras palavras, age pe-las impressões que recebe da mente objetiva e, portanto, a espécie de ação que produz, no plano físico,

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depende da espécie, boa ou má, dessas impressões, pensamentos ou sugestões.

 A vontade e o sentido moral de-vem iniciar sua obra defensiva por  pensamentos e não por ações, por-que dos primeiros derivam as últi-mas.

Por conseguinte, quem mantém pensamentos de pessimismo só po-de expressar melancolia e fracasso; quem mantém pensamentos de falta de saúde só pode manifestar enfer-midades e transtornos reais, em seu organismo.

Se um jovem diz: “tenho medo de não poder executar qualquer traba-lho”, fracassará. Porém, se ao con-trário, afirma a si mesmo que pode realizá-lo, então a sua mente sub-consciente fará todo o possível para ajudá-lo a vencer, e se não aspira qualquer coisa muito acima do seu desenvolvimento, conseguirá o que deseja, com todo certeza.

Os bons pensamentos geram bo-as ações e os maus, ao contrário precisamente; portanto, é no domí-nio do pensamento que reside o do-mínio de si mesmo. Todos os ví-cios, derivam dos maus pensamen-tos. A única maneira de adquirir vir-tudes é permitir pensamentos cons-trutivos e positivos, acompanhados de correspondentes e adequadas ações.

Se numa manha chuvosa alguém diz: “que manha horrível” essa ma-nha ser -lhe-á horrível e bem assim para os outros, porque, deste modo, criou uma sugestão de tristeza e de-solação para si e para quantos o ou-viram.

Se, entretanto, esse alguém ima-gina que o tempo poderia ser muito pior, que a chuva é muito útil ao campo, que o sol brilha no seu máxi-mo esplendor por trás das nuvens e que tudo é perfeito no mundo de Deus, eximir -se-á ditoso e feliz, e tornará os demais ditosos e felizes, graças as irradiações benéficas do seu pensamento.

Do mesmo modo, se alguém afir-ma a sua consciência: “hoje, sinto -me muito mal”, sua -mente subcons-ciente age em absoluta concordân-cia com esta afirmativa. A ordem é transmitida imediatamente aos mi-lhões de minúsculos e laboriosos trabalhadores, cuja função é repa-rar, construir e manter a saúde orgâ-nica e, neste caso, agem de acordo com a mensagem expedida.

Todo o sistema se deprime, dimi-nui a vitalidade, decresce o poder de resistência de tal maneira que o cor-po torna-se passível e em condições favorável a primeira infecção que se apresente.

Se, ao contrario alguém que não se sente muito bem, respira profun-damente e ao executar esta prática repete: “o infinito é a minha saúde”, e mantém em sua mente o pensa-mento ou a imagem da saúde perfei-ta, sentir -se-á imediatamente me-lhor. A ordem: “manifesta-te, saúde perfeita!” será expedida telepatica-mente a todo o corpo e a obediente falange de ativos trabalhadores re-ceberá sua corrente de inspiração que os estimulará a trabalhar em benefício do paciente.

Igualmente, alguém que asseve-re: “estou certo de que não conse-guirei este negócio”, sugere a si

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mes-mo o seu pensamento. Todos os atos tende-rão subconscientemente para esse fim e inevi-tavelmente fracassará. Mas, aquele que, em circunstancias semelhantes, disser resoluta-mente: “ninguém ousará embaraçar os

meus negócios; farei com que os meus produtos ou os meus serviços sejam tão bons que todos os meus clientes, em be-neficio da sua própria conveniência, con-tinuarão a negociar comigo”, sentir -se-á inspirado pela sua própria, sugestão, tra-balhará e tornará os seus serviços tão indispensáveis ao público que, certamen-te acabará vencendo.

Vamos, pois, que os pensamentos modificam nossa vida e que com a sim-ples fiscalização dos pensamentos, pode-mos dirigir as ações e, por meio desta, mudar o ruma do nosso destino e até o próprio ambiente.

 A filosofia do Reto Pensar é de um valor incalculável. Ensina que os pensa-mentos mantidos na mente atraem, de acordo com a lei das vibrações, o materi-al para a sua expressão objetiva; o que está presente na mente, com intensa cla-ridade de pensamento e visão interna, manifesta-se na vida; cada modalidade de pensamento produz um fruto de sua própria espécie. Ensina que se existe confusão de pensamento na mente, ex-perimenta-se confusão e desarmonia na vida e, conforme os pensamentos e a visão mental, malogra-se ou glorifica-se a existência.

 A prática do Reto Pensar, além de exercitar a mente, harmoniza os pensa-mentos com as Leis Imutáveis que regem o Universo, e assim, concede na vida o maior bem, a verdadeira felicidade, o úni-co êxito que realmente satisfaz. ∆

Henry Thomas Hamblin- Gnose agos-to 1938

Eis O caminho

 Amados Irmãos:

Q

ue a mais profunda serenidade permita em cada um o mais amplo poder 

de receptibilidade, para a Suprema realização. Devemos ser absoluta-mente equilibrados, ao tentarmos a conquista do mundo Interno, como do Macrocosmo e seus mistérios. Muitos discípulos visam desde logo o contato direto com o seu Vene-rável Guru, outros sonham com o despertar de Kundalini, a serpente de fogo. Pois bem, a “varinha mágica” das fadas de lendas fol-clóricas, desde o oriente até os amerígenos, é a mais sábia alego-ria dos poderes latentes do ser  humano. Quer seja a varinha das fadas, ou o cajado do Pontífice, ou a lança de Parsifal , ou a vara milagrosa de Moises, ou o ramo florido de S. Jose, isso representa apenas o “Poder do Iniciado” ou a despertada autoridade interna do Mago, ou o Florescimento da Ro-sa Mística do RoRo-sa-Cruzes, ou o despertar do Cristo interno do Pon-tífice.

 Atentemos bem para a beleza simples, a majestade e a sabedo-ria dos ensinamentos antigos.  Aquele que despertar os seus po-deres Internos se torna um Mago, o Senhor da Varinha Mágica, mas nunca será o ser fantástico e sombrio das imaginações supersti-ciosas, porém um ser muito hu-mano, sereno e simples, porque

(7)

em seu interior vibrará a harmonia Universal, e ele estará preparado para utilizar os Poderes que exis-tem tanto em seu próprio ser, quanto na natureza. O verdadeiro Mago sempre foi líder entre os povos antigos, da Ásia à América aborígine.

Kundalini é em realidade essa vara mágica, quando despertado, como fonte de virtude e poderes espirituais; tem forma de serpen-te, e sua atividade, ao despertar  da consciência, o torna candente; daí, o chamar -se lhe de “serpente ígnea”; liga todos os Chacras e concentra a energia dos tatwas.

“Nos Chacras se operam as

grandes transformações da energia mental em fatores biológicos e igualmente a de Prana em vitalida-de fisiológica.

Dessa maneira, os tatwas en-contram nos Chacras um seio ge-rador de condições especiais, pa-ra formação de hormônios.”

Pois bem, os Chacras,

conheci-dos na Ciência Oficial por glându-las endócrinas, se unem, entre si, por meio do sistema “vago simpáti-co” que, em realidade, é a estrutu-ra de Kundalini. Este, portanto, não é unicamente a medula espinhal, como muitos pensam, mas em re-alidade, nele se verifica a colabo-ração harmoniosa entre os distintos centros endócrinos (Chacras) e as

força tátwicas, dando a geração de hormônios, vitaminas, etc. Nem todas essas coisas vitais vão pa-ra o sangue; umas opepa-ram no sistema nervoso, por isso, a im-portância dos “plexos” , “gânglios”, etc.

Kundalini só se vivifica, só se transforma na “Serpente Ígnea”, através do funcionamento equili-brado das glândulas endócrinas

(Chacras), sistemas

neurovegeta-tivo e vago-simpático, por meio do mais reto viver, seguindo uma alimentação racionalmente ade-quada, sob o impulso, ainda, de pensar e sentir com pureza para realizar com sabedoria as práticas exigidas pela magia transmutadora do mental simples em ouro.

Mas desejamos, desde logo, chamar a tenção dos queridos ir-mãos para que meditem na pre-sente instrução, a fim de que possam tirar proveito no preparo para alcançar o tão almejado fim.

Que a Benção das excelsas

Hierarquias os envolvam em Sa-bedoria e Luz para que as Rosas floresçam. ∆

Mestre Coaracyporã - R+ GNOSE 07- Outubro de 2003

(8)

“A passagem da antiga para a nova época”

“Faze o que tu queres há de ser tudo da Lei.”

C

omo vós todos deveis saber, entramos numa nova época. Ao mundo foi con-cedida uma ver-dade mais ele-vada. Esta ver-dade está à dispo-sição de quem queira aceitá-la cons-cientemente; é necessário, porém que, antes de ser compreendida, se- ja vivida; todos que aceitaram esta lei, experimentam diariamente e com crescente intensidade a sua beleza e perfeição.

 A nova doutrina tem, primeiramen-te, uma aparência singular e a nossa razão não é capaz de compreender  acima de uma certa fração do que ela realmente significa. Somente de-pois de termos vivido em conformida-de a esta lei, aquela fração poconformida-de am-pliar -se até a percepção infinita do todo.

Eu desejaria que participásseis comigo desta pequena fração da grande verdade, a qual me foi mani-festada nesta manhã de Domingo. Eu desejaria que vós, si é da vossa vontade, que me acompanheis até além dos limites da passada era, e contemplásseis, num instante, a no-va época.

Sei o aspecto vos agradar, perma-necereis lá, porém também é possí-vel que volteis temporariamente; no

entanto, urna vez aberto o caminho, e evidente a via, estareis sempre na possibilidade de num instante, vos dirigirdes novamente para lá, bastan-do para isso que ponhais em harmo-nia com a verdade a vossa vista in-terna.

Sabeis perfeitamente que profun-da impressão sempre nos causou a visão do nascer e do pôr do Sol, e de corno os nossos irmãos de passados tempos,

vendo o Sol desaparecer à noite e surgir de novo pela manhã, edifica-ram todas as suas ideias religiosas sobre a concepção de um Deus ago-nizante, e que de novo ressuscita.

Esse conceito ocupa o centro das religiões da passada época; nós to-davia e deixamos atrás, pois apesar  de parecer estar fundado na nature-za ( e os símbolos da naturenature-za são sempre verdadeiros), nos elevamos acima deste conceito, o qual, em verdade, só é certo na aparência.

Desde que esse grande Ritual do sacrifício e da morte foi imaginado e executado, ficamos sabendo pelas observações dos nossos homens de ciência, que não

é o Sol que se levanta e se põe, porém que a terra sobre a qual vive-mos gira de tal maneira, que a sua sombra, durante o tempo que deno-minamos noite, nos separa da luz solar. O Sol não morre, como imagi-navam os nossos antepassados; ele resplandece sempre, espalhando luz e vida.

Detei-vos um instante e procurai fazer -vos uma imagem clara deste Sol, o qual brilha sempre, e como brilha cedo pela manha. Brilha ao

(9)

meio-dia, a tarde e até durante a noi-te toda.

Percebestes claramente este pen-samento?

Então passastes da antiga para a nova época.

Vamos agora considerar o que aconteceu.

O que fizestes para compreender 

essa imagem mental de um Sol sem-pre resplandecente? Identificastes -vos com o próprio Sol. Ultrapassas-tes num instante a consciência deste planeta e vos considerastes nesse tempo como um ente solar.

Porque, pois, voltardes atrás? Tal-vez o fizestes involuntariamente, porque a luz era

tão forte que vos pareceu escuri-dão. Porém fazei

-o novamente,

desta vez ainda mais integral-mente, e estude-mos as altera-ções que houve na nossa con-cepção do uni-verso.

No instante

mesmo em que nos identificamos com o Sol, começamos a compreen-der que nós mesmos nos tomamos a fonte luminosa, que nós mesmos agora resplandecemos como Sol, em glória e magnificência; notamos. Po-rém, uma circunstância, é que a luz solar não brilha mais para nós, pois não podemos divisar 

mais o Sol, do mesmo modo que há pouco, na nossa medíocre

consci-ência de antiga época, nos era im-possível ver -nos a nós próprios.

Tudo que há ao nosso redor está mergulhado em perenes trevas; é no resplendor das estrelas do corpo de Dona Nuith (a maior expressão sim-bólica para a matéria), que nós ou-tros vivemos, nos movemos e habita-mos.

Em seguida, desta excelsa altura, volvemos a nossa vista para o pe-queno planeta Terra, do qual fazía-mos parte até há pouco, imaginando que inundamos com a nossa luz to-dos aqueles minúsculos seres que até então chamávamos nossos ir-mãos e irmãs, agora servis escravos. Não podemos , porem, permane-cer assim. Invagi-nai o que aconte-ceria se o Sol concentrasse, por  um instante que fosse, todos os seus raios num exíguo local da terra! A mesma começaria a ar-der em chamas, a consumir -se e por fim desapare-ceria.

Porém na nossa consciência de Sol há Verdade e mesmo que siga-mos com a nossa vista por um ins-tante a pequena esfera que deixa-mos atrás de nós e que não existe mais, ainda assim continua a existir  o que permaneceu. ∆

Obs.: Mensagem escrita pelo Chanceler de Eckartshausen e revis-ta pelo Mestre Therion; Publicação Gnose abril de 1936.

(10)

R I T M O S D A N A T U R E Z A

E

m to-dos os fenômenos naturais vi-ram, os anti-gos, causas cósmicas. Ob-servavam eles que durante o verão, o Sol depositava seus raios esplendentes sobre a Terra e esta, com avidez de útero sedento, os cobiçava e guardava em depósito durante o inverno. O inverno, por  conseguinte, era, para eles, um ve-rão oculto, encoberto de neve e húmus. E, ao manifestar -se a Pri-mavera, estando o Sol em Áries, emprestava seu calor ao solo, fa-zendo germinar todas as plantas, vivificando os vermes, dando a tu-do um germe novo de vida, como uma grandeza bendita de renova-ção e energia. Esse borbulhar de tudo quanto existe, esse magnífico despertar de todas as coisas, che-ga a sua altura máxima em Junho e vem descendo progressivamente até tocar o Natal, em que se expe-rimenta como um sono ou descanso que a própria Natureza concede para repouso. Por isso, os antigos celebravam, nos Solstícios, os cha-mados Mistérios de Verão e Inver-no, segundo o lugar geográfico, uma vez que as estações estão em contraposição na América e Euro-pa, obedecendo porém ao mesmo ritmo cósmico descrito antes.

Estudando este ritmo, sabemos, de antemão, como se hão de apre-sentar essas estações e as

cir-cunstâncias que hão de rodeá -las, como, do mesmo modo, suas possi-bilidades de abundância ou escas-sez agrária.

Mas, isso só é possível, se con-cebemos o Verão e o Inverno como dois fenômenos cósmicos e suas forças impulsionantes como agen-tes divinos.

Os Mistérios de Verão eram o símbolo do homem que irradia, que se exterioriza, que dá ... e, para isso iam todas as indicações do ritual. Era sua parte masculina em ação. Entretanto, os de Inverno, tendiam para a concentração, a re-clusão interior, até provocar o con-tato, o conúbio, a boda química, a qual se cristalizava em certa data da Primavera, em que se celebra-vam os Mistérios dessa estação.

Os antigos Mistérios não eram mais do que uma exaltação e um cântico perene à mesma Natureza, a ela que nos oferece, na realida-de, esse mesmo ritmo em toda a sua esplendente beleza.

Com a Primavera, toda a flora reverdece, as corolas se abrem, as rosas se oferecem belas, e as cam-pinas se cobrem inteiramente des-sa gama infinita de matizes varia-dos. Logo depois, o Verão sustenta essa pujança de vida, leva esse vigor novo à sua máxima potência e oferece como dádiva os frutos mais saborosos. Mais tarde, o In-verno começa a desfolhar, a secar, a murchar todo esse esplendor, pa-ra entpa-rar nesse repouso de concen-tração derradeira. ∆

(11)

“ A D O N A I

Q

uem pode jamais compreender o mistério que essas palavras encerram? Nem a proverbial sabedoria de Salomão, vertida nos Cânticos, pode explicar sua significação. Querido e amada são duas pessoas sublimes que engendram uma terceira mais sublime ainda: o amor 

Porém, que é o amor? Quem pode compreendê-lo? Conhecemos do amor, como da eletricidade, apenas seus efeitos, mas não a sua essência. O amor transforma o sonho da  juventude numa perpétua vigília, num acordar mais agradável que a ilusão

longínqua e utópica dos sonhos.

O amor solta a língua, abre as pálpebras e afina a garganta. É a lua que brota de nossa alma para iluminar mil mundos etéreos, imateriais. É um sopro que se agita no espírito, como a idéia majestosa na mente do poeta e as harmonias da música nos acordos do artista. O amor é um céu de liberdade, onde não chegam as mentiras convencionais das leis humanas, porque o amor é a única lei nessas paragens paradisíacas da alma imortal.

O amor joga caprichosamente com o coração humano, ora contraindo-o e reduzindo-o a desespero, ora dilatando-o e elevando-o ao infinito.

Deus emanou a matéria dos mundos, a primeira matéria, a massa ígnea; dessa massa plasmou as formas, insuflando-lhes a vida. Como expressão mais elevada da forma e mais sublime da vida, criou o homem, a quem disse: “Ama-me!” - e aí se deteve em sua criação.

E Deus se ocultou, então, na imensidade do Caos, pois o ser que Ele acabava de criar deveria servir de linha entre o Criador e a Criação. E essa linha sutil, estendida entre o céu e a terra , é o amor. Os namorados se abraçaram calados, porque o amor fala em silêncio com o idioma do beijo. Os homens ignoram a significação desta linguagem, a vulgarizam e a prostituem, como um profano vulgariza e prostitui a beleza da música.

Beija o sol sua filha, a terra, e esse beijo, que em seu simbolismo máximo, em sua essência suprema, só se encontra nos lábios dos namorados. Então é algo que se escapa, rebeldes às palavras, o beijo puro, quintessenciado, cuja essência é ignota, incognoscível...

Adonai - Jorge Adoum R+

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A FRA mantém um Curso para candidatos aspirantes denominado Aula

Fundamental CAMBARERI, com a duração aproximada de um ano. O candidato terá direito a frequentar estas aulas, se assim o desejar, pelo tempo que mais lhe convenha, antes de assumir o compromisso de tor-nar -se Membro da FRA. Na Aula Fundamental, o candidato poderá parti-cipar de aulas práticas (individuais e coletivas), tais como A Prática do Silêncio, Meditação, Visualização Criativa, entre outras, alternadas com palestras, rituais, e, só então, o candidato, ciente pelos princípios, méto-dos de instrução e poderá ser convidado a submeter -se ao Ritual de Iniciação, dando início então à sua admissão ao Círculo interno, no 1º Grau R+C.

Caso você queira se filiar a Fraternitas Rosicruciana Antiqua, conhecen-do nossa filosofia Rosa-Cruz, nossos cursos e nossas práticas, escreva -nos ou passe um e-mail, solicitando o material necessário para se tornar  um estudante rosa-cruz, podendo também ser um membro correspon-dente caso não haja filiadas em sua cidade.

 ATIVIDADES PÚBLICAS 

Segunda-feira:

- Aula Fundamental às 20:00hs (palestras e rituais) (exceto nos dias

27 de cada mês), consulte a nossa programação em nosso site no link “Aula Fundamental”.

Domingo:

- Missa Gnóstica às 09:00hs

Fraternitas Rosicruciana Antiqua

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