Fundos de Investimento
mutualfunds
E
m junho, a indústria de fundos de investimento registrou resgate líquido de R$ 5,3 bilhões, mantendo a trajetória de baixa pelo segundo mês em sequência. O responsável pelo movimento negativo do sexto mês do ano foi a modalidade Renda Fixa que apresentou saída líquida de R$ 12,7 bilhões.Outra categoria com resgate líquido significativo foi FIDC, com R$ 1,6 bilhão. Pelo lado da entrada líquida, o destaque ficou para a modalidade Previdência, com R$ 6,2 bilhões, seguido de Multimercados, com R$ 3,2 bilhões e
Boa valorização nos fundos de ações
Rentabilidade favorável para a categoria em junho
COMPORTAMENTO DA INDúSTRIA DE fUNDOS
Em Renda Fixa, o tipo Duração Alta Soberano teve alta de 1,91% em junho, acumulando valorização de 14,24% nos seis primeiros meses do ano. Para Multimercados, destaque para Long and Short Neutro, com rentabilidade de 2,02% em junho e 11,77% no primeiro semestre.
O patrimônio líquido da indústria de fundos chegou, em junho, a R$ 3,186 trilhões, considerando os fundos Off-Shore.
Revista Suma Economica
23
Seguros
insurance
A
Fenaprevi divulgou que os aportes em previdência privada complementar aberta atingiram R$ 9,8 bilhões em maio, alta de 12,64% frente ao mesmo período do ano passado. A captação líquida foi de R$ 5,4 bilhões.Por tipo de plano, foi divulgado que os Individuais receberam cerca de R$ 9 bilhões em recursos em maio deste ano. Os Planos para Menores tiveram aportes de R$ 163,5 milhões e os Empresariais, R$ 767,9 bilhões. No caso do VGBL, foram R$ 9 bilhões, com o PGBL recebendo R$ 669 milhões.
Considerando o resultado acumulado entre janeiro e maio, os aportes no sistema de previdência privada complementar aberta foram de R$ 40,3 bilhões, com 10,7% acima do resultado do mesmo período do ano passado.
As contribuições nos Planos individuais ficaram em R$ 36,9 bilhões até maio, com os Planos para Menores chegando a R$ 792,6 milhões e os para Empresas, R$ 3,4 bilhões. No terceiro mês do ano, VGBL apresentou aportes de R$ 36,8 bilhões, com o PGBL ficando com R$ 3,1 bilhões.
DADOS DA fENACAP
De acordo com a Federação Nacional de Capitalização (Fenacap), a receita do setor de capitalização alcançou R$ 8,244 bilhões entre janeiro e maio deste ano, queda de 0,6% em relação ao registrado no mesmo período do ano passado. As provisões técnicas chegaram R$ 30,128 bilhões.
Melhoram aplicações na previdência
Dados são da Fenaprevi
MERCADO DE SEGUROS GERAIS
- Em R$ milhõesfonte: Susep jAN. A ABR. 2015 jAN. A ABR. 2016 VAR. %
Segmentos (Prêmio Direto)
Automóveis Patrimoniais DPVAT Habitacional Transportes Riscos Financeiros Responsabilidades Outros
Total Seguros Gerais
10.353 3.986 3.998 998 922 811 534 976 22.578 9.941 4.244 4.276 1.105 944 915 511 1.438 23.374 -4,0 6,5 7,0 10,8 2,4 12,8 -4,3 47,4 3,5
Vendas do Comércio
retailsales
E
m julho a Federação do Comércio, Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), a partir de dados a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) divulgou o balanço sobre as vendas por cartão no varejo em 2015.Para a entidade, cresceu a participação dos cartões no faturamento do varejo passou de 32,5% em 2014 para 33,3% em 2015, sendo que este acréscimo se deveu, principalmente, pela melhora do desempenho nos cartões de débito, enquanto o faturamento por cartões de crédito ficou estável. A participação do cartão do débito passou de 11,9% para 12,8%, enquanto no crédito o share foi de 20,5%, igual ao registrado em 2014. Os dados da Abecs apontaram que as vendas por cartões no varejo registraram um faturamento de R$ 463 bilhões, alta de 5,6% frente aos dados de 2014. No crédito, R$ 285 bilhões (+2,9%). No débito, R$ 178 bilhões, com elevação de 10,3%.
Para a FecomercioSP, a melhora dos cartões de débito deve-se ao fato de, com a crise, o recebimento pelo lojista pela venda é mais rápida, o que alivia o fluxo de caixa. Além disso, as taxas de desconto são mais baixas. Com isso, os lojistas oferecem ao consumidor promoções nas compras com cartões de débito para atraírem a atenção e para faturarem mais rápido.
DEMANDA DO CONSUMIDOR POR CRÉDITO
De acordo com o Serasa, a demanda do consumidor por
crédito cresceu 6,8% em junho na comparação com o mesmo mês de 2015. Frente ao mês de maio, a alta foi de 2,1%. O resultado acumulado no primeiro semestre do ano aponta uma elevação de 3,2%. No ano passado, a alta deste período acumulado havia ficado em 4,8%, o que, para o Serasa, demonstra um enfraquecimento natural diante da situação econômica do país.
Na análise por renda, todas as faixas tiveram aceleração na comparação com o mesmo mês do ano passado. Frente ao mês de maio, também houve alta generalizada. O resultado acumulado entre janeiro e junho aponta queda apenas na faixa até R$ 500 / mês. No resultado em 12 meses, esta faixa agora tem a companhia da que se situa entre R$ 500 e R$ 1000.
Por região, em junho houve alta em quatro das cinco pesquisadas, sendo a exceção o Norte, isto frente ao mesmo mês de 2015. Na comparação com maio, retração no Centro-Oeste. O resultado acumulado do ano aponta crescimento no Sul, no Sudeste e no Centro-Oeste. Em 12 meses, altas no Sul e no Sudeste.
NúMEROS DA INADIMPLÊNCIA
O Serasa divulgou em julho índices de inadimplência do consumidor para maio. A pesquisa apontou que na passagem do quarto para o quinto mês do ano o número de pessoas inadimplentes caiu 1,26 milhão, ficando em cerca de 57,47 milhões de devedores, que juntos acumulavam um valor inadimplente de R$ 264,2 bilhões.
Aumento da participação
dos cartões nas vendas
Dados compilados pela Abecs
Revista Suma Economica
25
Vendas do Comércio
retailsales
Essa ligeira queda na passagem de abril para maio mostra a tentativa, segundo o Serasa, de o consumidor tentar livrar-se logo das dívidas acumuladas, buscando a renegociação, ou sacando dinheiro da popança, por exemplo, ou buscando novas linhas (o que não seria o ideal, mas é o que se pode fazer neste momento difícil).
EMPRESáRIOS MAIS CONfIANTES?
Dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostraram ligeira melhora na confiança do empresário do varejo e dos serviços. Pelo que se percebeu, é que o empresário está sentindo que a situação parou de piorar, ou seja, o fundo do poço parece já ter sido atingido, e com a mudança das lideranças na economia, a tendência é de que no médio prazo as coisas voltem aos eixos. Essa percepção é importante para a cadeia, pois envolve uma possibilidade de que os cortes de vagas comecem a desacelerar e que não haja menos contratação de temporários para o período Natalino.
VENDAS DE VEÍCULOS
De acordo com a ANFAVEA, o licenciamento de veículos novos foi de 171,8 mil unidades em junho, queda de 19,2% frente ao mesmo mês de 2015, Na comparação com maio, alta de 2,6%.
O resultado acumulado do primeiro semestre do ano aponta queda de 25,4%, com 983,5 mil unidades comercializadas. Para caminhões houve queda de 32,0% na comparação com o mesmo mês de 2015, com 4,2 mil unidades comercializadas. Sobre maio, alta de 3,0%. Entre janeiro e junho foram 25,6 mil unidades comercializadas e retração de 31,4%.
NúMEROS DO IBGE PARA MAIO
Em maio, as vendas do comércio caíram 9,0% na comparação com o mesmo mês de 2015. O destaque negativo ficou para o ramo de Livros, Jornais e Revistas com retração de 24,2%. Importante na composição do índice, a venda de Móveis e Eletrodomésticos caiu 14,6%.
Frente ao mês de abril, as vendas do varejo caíram 1,0%, voltando à trajetória de queda. O resultado mais relevante para a queda foi registrado em Móveis e Eletrodomésticos (-1,3%). O resultado acumulado em 12 meses mostra uma queda de 6,5%. Entre janeiro e maio, a retração foi de 7,3%.
Para o varejo ampliado, as vendas de abril tiveram queda de 10,2% na comparação com o mesmo mês de 2015. As vendas de veículos tiveram desaceleração de 13,3% enquanto a retração da construção civil ficou em 10,6%.
Produção Industrial
industrialproduction
Perspectivas com o câmbio
Expectativas ruins com o real valorizado
E
m um período de crise na indústria com produçãofraca, queda no nível de emprego e no faturamento, qualquer notícia positiva sempre traz uma alento para o setor.
Porém, essa noticia, por enquanto não vem do mercado de câmbio. Quando a indústria começava a alentar uma recuperação, mesmo que lenta, a recente valorização do real, trazendo as cotações do dólar para em torno de R$ 3,20 a R$ 3,30, jogaram um “balde de água fria” no setor, principalmente nos empresários dos ramos que contavam com a desvalorização cambial para voltarem a produzir e conseguirem escoar sua produção para o exterior.
Alia-se a isso a insistência da manutenção dos juros altos, o que faz, juntamente com o câmbio valorizado, uma combinação que mantém a tendência de recessão e faz estagnar toda a tentativa de recuperação da indústria no curto prazo.
A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) lançou nota lamentando a
manutenção da política econômica que só tem trazido prejuízos ao setor e que o câmbio ideal para que a indústria mantenha expectativas mais otimistas é de pelo menos R$ 3,80.
fATURAMENTO MENOR E USO BAIXO DA CAPACIDADE O último dado antes do fechamento da edição apontou que o faturamento real da indústria de transformação caiu 3,8% em maio na comparação com o mês imediatamente anterior. No acumulado do ano, o faturamento real caiu 12,2%, segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Além disso, o uso da capacidade instalada ficou em 77% em maio, menor percentual desde que a série histórica foi criada em 2003.
O número de horas trabalhadas também diminuiu e o que a CNI mostra é que o empresariado continua insatisfeito com a atual conjuntura e não está confiante em realizar investimentos como estava quando da mudança do governo.
Revista Suma Economica
27
Produção Industrial
industrialproduction
Se a equipe econômica nova não modificar logo a trajetória ruim deixada pelo grupo anterior, a confiança irá continuar se esvaindo, e junto com ela, os investimentos.
PRODUÇÃO DE AÇO BRUTO
Em junho, a produção nacional de aço bruto atingiu 2,541 milhões de toneladas, queda de 8,5% frente ao mês de junho do ano passado. Nos primeiro semestre, a retração foi de 13,0% com 14,867 milhões de toneladas produzidas.
Deste total, foram 5,673 milhões de toneladas em laminados planos e 4,541 milhões de toneladas em laminados longos. Em junho, 969 mil toneladas e 804 mil toneladas respectivamente. Nos últimos 12 meses a produção de aço bruto atingiu 31,035 milhões de toneladas.
O maior produtor continua sendo Minas Gerais, com 36,8% do mercado entre janeiro e junho (5,469 milhões de toneladas), seguido do Rio de Janeiro e Espírito Santo.
As vendas no mercado interno subiram 0,7% no sexto mês do ano, chegando a 1,487 milhão de toneladas. Entre janeiro e junho foram 8,220 milhões
de toneladas vendidas, retração de 15,5% frente ao mesmo período do ano passado.
Em laminados planos foram 4,520 milhões de toneladas no primeiro semestre enquanto para laminados longos as vendas internas chegaram a 3,535 milhões de toneladas.
O consumo aparente ficou em 1,6 milhão de toneladas em junho, com o resultado acumulado ficando em 9 milhões de toneladas.
PRODUÇÃO AUTOMOBILÍSTICA
De acordo com a Anfavea, a produção de veículos atingiu 182,6 mil unidades em junho, queda de 3,0% em relação ao resultado do mesmo mês do ano passado. Frente ao mês de maio, alta de 4,2%.
Entre janeiro e junho deste ano foram 1,0 milhão de unidades, queda de 21,2% frente ao mesmo período de 2016.
Para caminhões, a produção chegou a 5,6 mil unidades no sexto mês do ano, alta de 4,5% frente ao mês anterior e mesma frente ao mesmo mês de 2015. No primeiro semestre do ano foram 31,3 mil unidades produzidas, queda de 24,8%.
Produção Industrial
industrialproduction
A Anfavea gostou do resultado de junho, o segundo melhor do ano, mais ainda considera preocupante a situação do setor.
NúMEROS DO IBGE
A produção industrial brasileira caiu 7,8% em maio frente ao mesmo mês de 2015, puxada pela retração significativa de 23,0% na produção de Bens de Capital e de 24,7% em Bens de Consumo Duráveis.
Além disso, mais um mês de queda significativa em Bens Intermediários: - 9,2%. Por ramo, as retrações mais significativas pelo peso no índice nessa base de comparação ficaram com produção de veículos, extrativismo, fumo, móveis, entre outros.
Frente ao mês de abril houve estabilidade, com destaque para a alta de 5,6% em Bens de Consumo Duráveis.
O resultado acumulado em 12 meses indica queda de 9,5%, com um desempenho ainda fraco em Bens de Capital e em Bens de Consumo Duráveis. No ano, a retração é de 9,8%.
NúMEROS REGIONAIS
Em maio, o destaque frente ao mesmo mês do ano passado ficou para o estado do Mato Grosso, com alta de 14,6%. Pará, com elevação de 7,8%, também se sobressaiu positivamente.
Pelo lado negativo, queda de 18,9% na produção industrial capixaba. Na comparação com abril, a maior alta foi apresentada pela indústria amazonense: 16,2%.
Revista Suma Economica
29
Produção Industrial
industrialproduction
Produção Industrial
industrialproduction
NÍVEL DE ATIVIDADE INDUSTRIAL
Geral Extrativa Mineral Transformação Bens de Capital Bens Intermediários Bens de Consumo
Acumul.
até o mês meses12 meses12 meses12
Período até o mêsAcumul. até o mêsAcumul. até o mêsAcumul. meses12 até o mêsAcumul. meses12 até o mêsAcumul. meses12
abr 1,62 -1,07 -6,52 -2,47 2,14 -0,98 13,37 -4,42 0,42 -0,89 -0,22 -0,24 mai 1,66 -0,54 -7,16 -3,45 2,22 -0,36 13,25 -2,34 0,23 -0,68 0,30 0,32 jun 1,92 0,18 -6,4 -3,54 2,45 0,42 13,78 0,28 0,38 -0,20 0,72 0,75 jul 2,03 0,64 -5,81 -3,66 2,53 0,90 14,15 2,44 0,40 -0,08 1,00 1,19 ago 1,55 0,65 -5,23 -3,68 1,98 0,92 13,54 4,64 0,13 -0,20 0,41 0,87 set 1,64 1,13 -4,58 -3,28 2,03 1,41 14,58 7,83 0,16 0,07 0,37 0,88 out 1,55 0,95 -4,38 -3,84 1,92 1,24 14,88 9,86 0,07 -0,19 0,20 0,26 nov 1,44 1,05 -3,85 -3,40 1,76 1,32 14,2 11,55 0,21 0,01 -0,04 -0,12 dez/13 1,15 1,15 -4,07 -4,07 1,47 1,47 13,33 13,33 -0,02 -0,02 -0,21 -0,21 jan -2,44 0,52 -0,84 -4,28 -2,54 0,82 2,48 12,14 -2,69 -0,53 -3,58 -0,83 fev 1,28 1,11 -0,04 -3,47 1,36 1,40 8,02 12,48 -0,81 -0,10 1,65 -0,03 mar 0,40 2,10 3,70 -1,60 0,10 2,60 -0,90 8,90 -0,60 0,70 3,00 3,20 abr -1,20 0,80 3,90 -0,70 -1,80 1,00 -4,80 5,50 -1,50 -0,30 0,60 1,60 mai -1,60 0,20 4,70 0,60 -2,40 0,20 -5,80 4,10 -1,80 -0,80 -0,10 1,10 jun -2,60 -0,60 4,10 1,00 -3,40 -0,80 -8,30 1,20 -2,20 -1,20 -1,90 -0,30 jul -2,80 -1,20 4,40 1,80 -3,60 -1,60 -7,80 -0,10 -2,50 -1,80 -2,00 -0,80 ago -3,10 -1,80 4,90 2,70 -4,00 -2,30 -8,80 -2,40 -2,60 -2,00 -2,50 -1,40 set -2,90 -2,20 5,40 3,50 -3,90 -2,90 -8,20 -4,30 -2,50 -2,20 -2,20 -1,70 out -3,00 -2,60 5,50 4,50 -4,00 -3,40 -8,80 -6,90 -2,50 -2,20 -2,20 -2,00 nov -3,20 -3,20 5,40 4,60 -4,20 -4,10 -8,80 -8,50 -2,90 -2,90 -2,30 -2,20 dez/14 -3,20 -3,20 5,70 5,70 -4,30 -4,30 -9,60 -9,60 -2,70 -2,70 -2,50 -2,50 jan -5,20 -3,50 10,40 6,40 -7,30 -4,70 -16,40 -10,90 -2,40 -2,70 -7,40 -2,90 fev -7,10 -4,50 10,90 7,20 -9,30 -5,90 -21,10 -13,50 -3,20 -3,00 -10,30 -4,60 mar -5,90 -4,70 10,30 7,30 -7,90 -6,10 -18,00 -13,80 -2,80 -3,20 -8,40 -5,00 abr -6,30 -4,80 10,50 7,80 -8,40 -6,30 -19,70 -14,50 -2,90 -3,00 -9,10 -5,40 mai -6,60 -5,30 9,90 7,90 -9,00 -6,90 -20,60 -15,80 -3,40 -3,20 -9,60 -6,20 jun -6,30 -5,00 9,40 8,40 -8,30 -6,60 -20,00 -15,40 -3,10 -3,10 -8,60 -5,60 jul -6,60 -5,30 8,40 8,10 -8,50 -7,00 -20,90 -16,80 -3,40 -3,20 -8,70 -6,20 ago -6,90 -5,70 7,70 7,70 -8,80 -7,40 -22,40 -18,40 -3,70 -3,40 -8,80 -6,50
Revista Suma Economica
31
Câmbio & Comércio Exterior
exchangerates & foreingcommerce
E
m sabatina no Senado Federal no início de julho, os novos diretores do Banco Central praticamente convergiram as suas opiniões sobre o comportamento da entidade em relação ao mercado de câmbio, defendendo que o BC deve fazer intervenções pontuais para evitar distorções e para corrigir o excesso de volatilidade.O que se viu no mercado durante o sétimo mês do ano é a manutenção de um real “valorizado”, com o dólar oscilando entre R$ 3,20 e R$ 3,30, com o mercado preocupado com o volume de tais intervenções, quando na atual conjuntura econômica, sobretudo para a indústria, por exemplo, uma moeda valorizada seria bastante prejudicial.
Porém este mesmo mercado, após presenciar a
manutenção da taxa Selic em 14,25% ao ano, já percebe que a inflação continua sendo uma preocupação fundamental do governo, e, sendo assim, a manutenção, ou até a continuação da valorização do real não pode ser descartada, para ajudar a levar a inflação para o centro da meta.
Com isso, fica difícil fazer uma previsão de curto prazo para o dólar, mas a verdade é que uma hora o governo irá ver que não há como, na atual conjuntura recessiva, manter nossa moeda valorizada, sob pena de prejudicar a indústria nacional que tenta sair da crise, mas não ainda não vê fundamentos sólidos (apesar da pequena melhora da confiança) para novos investimentos.
NúMEROS DAS TRANSAÇÕES CORRENTES E DO IDP Em junho, as transações correntes tiveram um
Intervenções pontuais
BALANÇA COMERCIAL
Câmbio & Comércio Exterior
exchangerates & foreingcommerce
COMÉRCIO EXTERIOR BRASILEIRO
em US$ milhõesmar /14 17.628 240.930 17.516 239.294 112 1.636 abr 19.724 240.023 19.218 236.891 506 3.132 mai 20.752 238.953 20.040 235.873 712 3.080 jun 20.468 238.141 18.103 235.154 2.365 2.987 jul 23.025 240.358 21.450 233.899 1.575 6.459 ago 20.465 239.398 19.297 232.998 1.168 6.400 set 19.617 238.163 20.556 234.694 -939 3.469 out 18.330 233.672 19.507 231.519 -1.177 2.519 nov 15.646 228.457 17.996 230.029 -2.350 -1.572 dez 17.491 225.101 17.198 229.031 293 -3.930 jan/15 13.704 222.779 16.878 225.844 -3.174 -3.065 fev 12.092 218.937 14.934 222.716 -2.842 -3.779 mar 16.979 218.288 16.521 221.803 458 -3.515 abr 15.156 213.720 14.665 217.249 491 -3.529 mai 16.769 209.737 14.008 211.224 2.761 -1.487 jun 19.628 208.899 15.101 208.204 4.527 695 jul 18.526 204.400 16.147 202.893 2.379 1.507 ago 15.485 199.430 12.796 196.383 2.689 3.047 set 16.148 195.962 13.204 189.023 2.944 6.939 out 16.049 193.681 14.053 183.566 1.996 10.115 nov 13.806 191.842 12.609 178.102 1.197 13.740 dez 16.783 191.134 10.543 171.453 6.240 19.681 jan/16 11.246 188.676 10.323 164.898 923 23.778 fev 13.348 189.931 10.305 160.271 3.043 29.660 mar 15.994 188.944 11.559 155.311 4.435 33.633 abr 15.374 189.150 10.513 151.157 4.861 37.993 mai 17.571 189.947 11.134 148.280 6.437 41.667 jun 16.743 187.042 12.770 145.950 3.974 41.092 jul 16.331 184.555 11.752 141.555 4.578 43.301 no
mês meses12 mêsno meses12 mêsno meses12 Período
EXPORTAÇÕES IMPORTAÇÕES SALDO COM.
Em 12 meses Crescimento: -11,84 --- -27,22 --- 100,00 --- -9,71 --- -30,23 --- 2.773,32 mês ano ant. Mês/mesmo
SALDO DA BALANÇA COMERCIAL
déficit de US$ 2,479 bilhões, o menor para o mês de junho desde 2009. Nos primeiros seis meses do ano, o déficit chegou a US$ 8,444 bilhões.
Em 12 meses, o resultado negativo chegou a US$ 29,439 bilhões, ou -1,67% do PIB. O governo mudou a sua projeção para o ano de 2016 para um déficit US$ 15 bilhões, o que representaria -0,87% do PIB.
O IDP em junho ficou em US$ 3,917 bilhões, levando o resultado entre janeiro e junho para US$ 33,816 bilhões. Em 12 meses o IDP chegou a US$ 77,959 bilhões, ou 4,42% do PIB.
PERDA DE POSIÇÕES
De acordo com a Agência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad), o Brasil, em 2015, caiu quatro posições no ranking dos principais destinos de investimento direto, fechando o ano em oitavo. No mundo o fluxo global cresceu 38%, chegando a US$ 1,76 trilhão.
O Brasil recebeu US$ 65 bilhões, praticamente um pouco mais de 1/3 do recebido pela América Latina. EUA, Japão e China permaneceram como os principais investidores estrangeiros globais.
EXPORTAÇÃO DE AUTOMÓVEIS
A exportação brasileira de automóveis atingiu 43,392 mil unidades em junho, alta de 7,5% frente ao mesmo mês do ano passado. Frente ao mês de maio, retração de 9,6%.
O resultado acumulado nos primeiro semestre deste ano aponta para uma elevação de 14,2%, com 226,6 mil unidades embarcadas.