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ENTREVISTAEQUESTIONÁRIO

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Academic year: 2021

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FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA SOBRE AS TÉCNICAS DE PESQUISA: questionário e entrevista

Profa. Ms. Teresa Cristina Bruno Andrade Na condução de uma pesquisa, a escolha dos instrumentos para a coleta de dados está intimamente ligada com o problema a ser investigado, a natureza do fenômeno, os objetivos que devem estar claramente definidos, assim como com o tipo de informantes com que se vai entrar em contato. O rigoroso controle na aplicação dos instrumentos de pesquisa é fator fundamental para se evitar erros, tanto do pesquisador, que pode ser inexperiente, quanto dos informantes, caso ocorram informações tendenciosas.

Neste estudo, optou-se por usar dois instrumentos: o questionário – para abarcar um número maior de informantes, propiciando uma visão panorâmica do problema – e a entrevista, pelo fato de o colóquio se dar face a face, objetivando mais detalhes e impressões pessoais – necessárias à investigação em pauta e que o questionário, por ser um documento formal, não os possibilita. [Atenção: só coloque este parágrafo se vocês usarem os dois instrumentos na mesma pesquisa]

1. O Questionário

Questionário é um instrumento de coleta de dados, constituído por uma série de perguntas, a que os informantes devem responder por escrito e sem a presença do entrevistador.

No início do questionário, usado no presente trabalho, colocou-se uma nota explicativa sobre o tema, de forma a dirimir possíveis dúvidas que viessem a ocorrer, bem como os objetivos da busca de informações, como se pode observar no Apêndice – A, p. ???.

Escolheu-se trabalhar com esse instrumento por apresentar algumas vantagens que, de acordo com Lakatos e Marconi (1991, p. 202-3), são:

[...] economia de tempo; maior número de informantes; abrangência de uma área geográfica mais ampla; respostas mais rápidas e precisas; maior liberdade nas respostas em razão do anonimato; mais segurança pelo fato de as respostas não serem identificadas; menos risco de distorção, pela não influência do pesquisador; há mais tempo para responder e em hora mais favorável; há mais uniformidade na avaliação, em virtude da natureza impessoal do instrumento e obtém respostas que materialmente seriam inacessíveis.

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Para Laville & Dione (1999, p. 186), além das vantagens enumeradas por Lakatos e Marconi, num questionário com questões abertas, o interrogado tem seu espaço para emitir opiniões.

Tem, assim, a ocasião para exprimir seu pensamento pessoal, traduzi-lo com suas próprias palavras, conforme seu próprio sistema de referências. Tal instrumento mostra-se particularmente precioso, quando o leque das respostas possíveis é amplo ou, então, imprevisível, mal conhecido. Permite, ao mesmo tempo, ao pesquisador assegurar-se da competência do interrogado, competência demonstrada pela qualidade de suas respostas.

Para sua elaboração foram tomados certos cuidados, dentre eles: o tipo de perguntas abertas que não induzissem as respostas; o tipo de mensuração a se efetuar na análise dos dados; uma única pergunta para cada característica a ser observada e perguntas suficientemente claras.

Efetuou-se o pré-teste, objetivando evitar possíveis falhas existentes e reformularam-se as questões que aprereformularam-sentavam jargões técnicos, pois reformularam-se constatou que dificultariam o entendimento das perguntas.

Como os questionários não possibilitam um colóquio mais pessoal com os informantes, sentiu-se a necessidade de se usar também outro instrumento, a entrevista, para tornar mais consistente a coleta dos dados, com vistas aos objetivos deste estudo.

2. A Entrevista

A entrevista, como técnica de coleta de dados, oferece várias vantagens. Também, baseando-se em Lakatos e Marconi (1991, p. 198), têm-se, entre elas, as expostas, aqui, que servem ao uso que dela se fez:

[...] há maior flexibilidade, podendo o Entrevistador repetir ou esclarecer perguntas, formular de maneira diferente, especificar algum significado, como garantia de estar sendo compreendido; oferece maior oportunidade para avaliar atitudes, condutas, podendo o Entrevistado ser observado naquilo que diz e como diz: registro de reações, gestos etc.; dá oportunidade para a obtenção de dados que não se encontram em fontes documentais e que sejam relevantes e significativos; há possibilidade de conseguir informações mais precisas, podendo ser comprovadas, de imediato, as discordâncias. Lavine & Dione (1999, p. 187-8) também colocam algumas vantagens da entrevista em comparação com o uso de questionário, outra das razões pelas quais se optou, também, por escolher o uso deste instrumento de pesquisa no estudo em pauta.

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Esta [a entrevista] não estando irremediavelmente presa a um documento entregue a cada um dos interrogados, os entrevistadores permitem-se, muitas vezes, explicitar algumas questões no curso da entrevista, reformulá-las para atender às necessidades do entrevistado. (...) Chegam até a acrescentar perguntas para fazer precisar uma resposta ou para fazê-la aprofundar: Por quê? Como? Você pode dar-me um exemplo? E outras tantas subperguntas que trarão freqüentemente uma porção de informações significativas.

Para a redação das perguntas, alicerçada nas vantagens acima enunciadas, seguiram-se as orientações de Manzini (2003, p.13), quando ensina que, ao se elaborar um roteiro de perguntas semi-estruturadas, deve-se “garantir, por meio das perguntas a se fazer na entrevista, a abrangência total dos conceitos a se estudar”. E, ainda: “os conceitos poderão ser investigados por uma questão única ou por um conjunto de questões que se relacionam”.

Com relação à linguagem, Manzini (2003)1 destaca que há necessidade de se criar um ambiente descontraído, gerando intimidade com o entrevistado, pois essa familiaridade prévia auxilia na escolha dos vocábulos selecionados para compor as perguntas, evitando-se jargão técnico, quando se procede a entrevistas com pessoas que não têm contato com esse linguajar.

Deve-se, também, evitar perguntas complexas que envolvam mais de um conceito, bem como evitar proceder a entrevistas sobre um mesmo tema, para várias pessoas, baseando-se, apenas, em itens ou tópicos, sem questões previamente estabelecidas, de forma sistematizada. O uso apenas de itens não garante a fidelidade dos questionamentos para todos os entrevistados, o que acarretará dificuldades na análise e na interpretação dos dados coletados.

No que respeita aos cuidados com a forma das perguntas, ressalta-se a necessidade de o pesquisador ser direto e claro, utilizando linguagem simples. Também destaca que as perguntas devem ser curtas, respeitando-se, assim, a memória do entrevistado, que poderá, “frente a respostas longas, reter apenas fragmentos da questão, resultando numa resposta parcial ao questionamento proferido”. (Manzini, 2003, p. 15).

O entrevistador não pode, também, esquecer-se da provável dificuldade mental que o entrevistado pode apresentar, se a pergunta incluir um juízo de valor: (p.17) “[...] Termos como avaliação, concepção, definição e descrição podem ser substituídos, na redação das perguntas do roteiro, por: que você acha, na sua opinião, que é, como” (grifos no original), deixando o entrevistado mais à vontade em sua elocubração mental.

1 Síntese do artigo “Considerações sobre a elaboração de Roteiro para Entrevista Semi-Estruturada”, in:

MARQUEZINE, M. C.; ALMEIDA, M. A; OMOTE, S. (org). Colóquios sobre a Pesquisa em Educação Especial. 2003. p.11-25.

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Na elaboração do roteiro, o pesquisador deve, ainda, preocupar-se em não colocar questões inconscientemente manipulativas – “segundo erro mais freqüente em roteiros de entrevista” (Manzini, 2004, p. 58), isto é, que induzem a resposta esperada, bem como, outro cuidado a ser tomado é evitar-se questões com mais de uma resposta, devendo-se desdobrá-las em duas ou mais perguntas.

Em se falando dos cuidados com a seqüência de perguntas, ainda adverte para se proceder a uma seqüência coerente e lógica – das mais fáceis para as mais difíceis – em que a primeira pergunta seja de ordem genérica e de fácil resposta, para que o entrevistado se sinta confortável com a interlocução.

A seqüência de blocos temáticos – que pode ser dividida em temas e subtemas – facilita o desenvolvimento do raciocínio do entrevistado; o entrevistador pode, ainda, inserir entre os blocos, frases como: “gostaria de falar, agora, sobre outro e/ou tal assunto”.

Não se pode esquecer, também, de redigir o preâmbulo da entrevista, composto das frases iniciais que introduzem o assunto em pauta, esclarecendo prováveis dúvidas que talvez o entrevistado possa vir a apresentar. Além disso, esse procedimento serve para uniformizar o tratamento dado a todos os sujeitos de uma mesma pesquisa.

No início dessa conversa face a face, é importante assegurar ao entrevistado: a finalidade do estudo em questão, a importância da contribuição do sujeito da pesquisa, o porquê da gravação e o procedimento ético quanto a resguardar sua identidade.

Analisar o roteiro original para sua adequação é o passo seguinte. Trata-se de submetê-lo à apreciação externa, por “juízes experientes” – pessoas que conhecem o assunto e a arte da entrevista – ou proceder a uma entrevista piloto, com duas ou três pessoas do mesmo campo de ação dos sujeitos da pesquisa, testando-se, assim, cada uma das perguntas.

Em seguida, Manzini (2003, p. 21) coloca sugestões para a análise do Roteiro de Entrevistas, constituindo-se de perguntas-chave sobre:

Formas das perguntas: ao fazer as perguntas, usou jargão? Usou expressões coloquiais? Usou palavras técnicas que não são familiares à população da pesquisa? Usou palavras e frases vagas? Fez perguntas com múltipla finalidade? Fez perguntas manipulativas? Usou ênfase adequada ou inadequada no tom de voz? Fez uso de palavras e frases emocionais? A extensão das perguntas permitiu compreensão por parte do entrevistado?

Seqüência das perguntas: seguiu estritamente a seqüência das perguntas que estava no roteiro? A seqüência das perguntas obedeceu a uma ordem por agrupamentos e temas? Indicou ao entrevistado as mudanças de temas? Seguiu uma seqüência de perguntas por ordem de dificuldade de elaboração mental por parte do entrevistado?

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Abrangência do fenômeno estudado “Todas as perguntas do roteiro foram feitas durante a coleta? Fez perguntas complementares? Essas perguntas deveriam fazer parte do roteiro original? As perguntas permitiram abranger o conceito estudado?”

Finalmente, Manzini (2003, p. 22-3) apresenta a análise das ações verbais expressas nas perguntas do roteiro como a terceira forma de analisá-lo. Trata-se de um “embasamento teórico para a construção de categorias de análises ou unidades de análise em perguntas que lidam com interação verbal”.

Nesse sentido pode-se tentar inferir “qual a intenção que a pergunta apresenta, [...] a temática que a pergunta traz e [...] o tipo de ação verbal que a pergunta enseja”.

Manzini conclui, então, na p. 25 que, quando se escolhe como instrumento de pesquisa a entrevista com roteiro semi-estruturado, deve-se, previamente, realizar uma análise criteriosa das perguntas que o compõem. Ainda ressalta que a realização de entrevistas é uma tarefa complexa, em que o estudo prévio, pormenorizado, do roteiro pode ser valioso na análise e na interpretação dos dados coletados. E destaca, finalmente, que “os temas das perguntas, as ações verbais identificadas e as intenções subjacentes às perguntas do roteiro podem auxiliar na classificação e na nomeação das classes de análise ou na nomeação dos temas e assuntos encontrados”.

Acredita-se, então, que ao seguir – na elaboração, utilização, análise e interpretação do roteiro definitivo – as considerações acima sintetizadas, tem-se segurança na interpretação que se efetiva das respostas dos sujeitos desta pesquisa, com vistas à consecução das metas mais amplas do presente trabalho. Esse roteiro poderá ser examinado no Apêndice – B, p. ???.

3. Como elaborar roteiro de entrevista científica Antes da entrevista:

1. Fazer a revisão bibliográfica [fundamentação teórica] sobre o tema, antes de começar a entrevista.

2. O convite ao entrevistado, faz-se pessoalmente ou por telefone. Obtida a autorização para a entrevista, informa-se o assunto sobre o qual se deseja conversar, o tempo aproximado a ser gasto, pede-se para gravar. Deve-se redigir um cabeçalho para assegurar que se diga a mesma coisa a todas as pessoas.

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3. O consentimento para a entrevista deve ser obtido por escrito e, além disso, obter também a declaração de concordância, consentindo que se utilize o material para publicação. Se o convite foi feito por telefone, combina-se que antes de começar a entrevista haverá essa formalidade.

4. No contato prévio, com o entrevistado, para pedir autorização, valorizar o entrevistado.

5. Como se quer trabalhar democraticamente, pedir ao entrevistado que sugira o local onde a entrevista pode ser feita, possivelmente calmo, e em que se possa estar à vontade no transcurso da entrevista.

Roteiro

6. Certa intimidade com a população a ser pesquisada é necessária.

7. É conveniente que comandos e cabeçalhos estejam explicitados no roteiro. 8. O roteiro deve partir do geral para o específico.

9. A pesquisa deve ser separada por temas.

10. Se na entrevista semi-estruturada, houver perguntas abertas e fechadas, começar com as perguntas abertas, terminá-las, fazer novo enquadre e partir para as questões fechadas. Por exemplo: “Bem, agora, preciso de informações mais simples”. Há qto tempo leciona?

11. A primeira pergunta, para facilitar o enquadramento, deve ser feita de tal maneira que o entrevistador tenha certeza de que o entrevistado poderá respondê-la, o que significa que não envolve, como conteúdo principal, aspecto cognitivo especializado.

12. As questões devem tratar do presente, depois, do passado e, a seguir, das projeções de futuro.

13. Pode ser adequado realizar perguntas de confirmação, ou seja, fazer uma pergunta e, lá na frente, formulá-la com o mesmo significado, porém em outros termos.

14. Redação simples e direta (é sempre aconselhável). 15. Evitar jargão, palavras e frases técnicas.

16. Uso de expressões coloquiais (cuidado).

17. Cuidado com palavras e frases não específicas (vagas).

18. É preciso ter bastante clareza sobre o que se deseja saber em cada questão. 19. Questões múltiplas, na mesma pergunta, devem ser evitadas.

20. Informações manipulativas devem ser evitadas. Cuidado com a manipulação implícita: quando a questão é formulada com pressupostos. (Ex.: Numa entrevista com pais: como são decididas as atividades de aprendizagem que acontecem fora da sala de aula? Manipulação: supõe a existência dessas atividades. Além do mais, “atividades de aprendizagem” é um jargão pedagógico que deveria ser evitado na questão).

21. A utilização da negação – ‘nada’, ‘não’, ‘nunca’ – pode resultar manipulativa.

22. Ênfase inadequada, sobretudo no tom de voz ou com destaque quando o roteiro (ou questionário) é impresso, deve ser evitada.

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23. Palavras e frases emocionais devem ser evitadas.

24. Pode ser útil que, a título de conclusão, solicite-se ao entrevistado que preste informações que gostaria de passar, mas que não entraram na entrevista.

25. Também, como conclusão, pode-se pedir ao entrevistado para avaliar a entrevista. 26. Como última questão do roteiro, solicitar as informações demográficas necessárias

para a caracterização do grupo de pesquisa.

27. Uma vez terminado o roteiro, convém submetê-lo a um ou dois juízes, [pessoas com experiência em entrevistas] antes de efetuar a entrevista piloto.

28. Entrevistas pilotos quase sempre levam ao aperfeiçoamento do roteiro. Na entrevista

29. Cuidar para que na entrevista, sempre que possível, não haja nenhum móvel entre entrevistado e entrevistador, especialmente, se o entrevistador ocupar lugar que, na relação de poder, possa indicar superioridade.

30. Ao início: “como já conversamos, peço licença para gravar...” [já gravando] 31. Valorizar a pessoa que detém a informação.

32. Sempre que o entrevistado estiver falando, o entrevistador deve estar calado (mas em atitude que evidencie que está interessado) e não deve interferir a não ser para operar o reenquadre (quando o assunto está indo longe); da mesma maneira, não se faz interpretação, a não ser para confirmar se a interpretação que damos é a do entrevistado.

33. Para estimular a comunicação de entrevistados lacônicos: olhar, gesto, atitude, espelhamento (repetir em forma interrogativa a última palavra ou expressão do entrevistado).

34. Terminar, sempre, com a renovação dos agradecimentos e assegurando, mais uma vez, o sigilo dos dados.

Depois da entrevista

35. É preciso ouvir as fitas para verificar se as questões não foram formuladas com entonação que dê uma ênfase enviesada à coleta. Em caso de dúvida, solicitar a opinião de um ou dois juízes.

36. Na redação do TCC, o capítulo sobre a metodologia deverá tratar dessa questão: - a atitude do entrevistado e do entrevistador (este poderia tentar induzir respostas que confirmam sua hipótese). Isso ocorre, uma vez que se leva em conta que a atitude investigativa nunca é neutra, isto é, o entrevistador tem claro o porquê de suas perguntas.

4. Exemplo de Questionário: perguntas abertas APÊNDICE A – Questionário

Objetivos

Identificar a percepção das professoras sobre os Temas Transversais, com vistas à qualidade sócio-educacional, nas classes de 1ª. à 4ª. séries do Ensino Fundamental de

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cinco escolas públicas estaduais de Bauru. Identificar a metodologia por elas utilizada, e também o que as docentes indicam que dificulta esse processo de ensino-aprendizagem. Identificar a influência do currículo oculto em sua práxis educativa. Identificar o nível de formação profissional dos docentes.

Propostos pelos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), os Temas Transversais (Ética, Pluralidade Cultural, Saúde, Meio Ambiente, Trabalho e Consumo e Orientação Sexual) foram colocados no currículo com a finalidade de eliminar a distância existente entre a apropriação/vivência de valores e a abordagem dos conteúdos específicos das disciplinas clássicas: Português, Matemática, História, Geografia, Ciências Naturais, Educação Física e Arte, com vistas a resolver os problemas político-sociais que se apresentam no dia-a-dia das escolas.

Questões

1. Você utiliza, em seu processo de ensino-aprendizagem, os Temas Transversais propostos nos PCNs?

2. Quais os Temas Transversais que você trabalha?

3. Você estabelece objetivos específicos para cada um dos Temas Transversais? 4. Como você trabalha os Temas Transversais?

5. Como é trabalhado, por exemplo, o tema Orientação Sexual na sala de aula?

6. Você acredita que os Temas Transversais, se forem colocados como eixos longitudinais do currículo, viabilizarão mudanças comportamentais, procedimentais e atitudinais mais eficazes nos alunos, com relação à melhoria, pelo menos, do entorno em que a escola se insere?

5. Exemplo de Roteiro de perguntas para Entrevista semi-estruturada APÊNDICE B – Roteiro de Entrevista

Objetivos

Identificar a percepção das professoras sobre os Temas Transversais, com vistas à qualidade sócio-educacional, nas classes de 1ª. à 4ª. séries do Ensino Fundamental de cinco escolas públicas estaduais de Bauru. Identificar a metodologia por elas utilizada, e

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também o que as docentes indicam que dificulta esse processo de ensino-aprendizagem. Identificar a influência do currículo oculto em sua práxis educativa. Identificar o nível de formação profissional dos docentes.

Propostos pelos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), os Temas Transversais (Ética, Pluralidade Cultural, Saúde, Meio Ambiente, Trabalho e Consumo e Orientação Sexual) foram colocados no currículo com a finalidade de eliminar a distância existente entre a apropriação/vivência de valores e a abordagem dos conteúdos específicos das disciplinas clássicas: Português, Matemática, História, Geografia, Ciências Naturais, Educação Física e Arte, com vistas a resolver os problemas político-sociais que se apresentam no dia-a-dia das escolas.

Roteiro de Perguntas Gerais

1. Poderia falar-me sobre sua escola? 2. E sobre os pais de seus alunos? 3. E sobre seus alunos?

4. Tem conhecimento de situações de violência perto ou dentro da escola? (Se tiver conhecimento) Poderia falar sobre essas situações?

Sobre a sala de aula

5. Poderia falar-me sobre suas aulas na sua classe?

6. Como são escolhidos os conteúdos que você trabalha em sala? 7. Como são escolhidas as metodologias de trabalho?

Os PCNs, em geral

8. Na escola, existem os textos dos PCNs?

9. Poderia falar sobre como as professoras ficaram conhecendo os PCNs?

10. No ano passado e neste, houve alguma atividade relacionada aos PCNs – Temas Transversais para atualização dos professores?

(Se a resposta for positiva) Como foi?

11. Os PCNs -Temas Transversais influenciam as suas aulas? (Se a resposta for positiva) Poderia me dizer como? Os Temas Transversais e as aulas

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13. Os Temas Transversais influenciam a seleção de conteúdo de suas aulas? (Se a resposta for positiva) Poderia me falar sobre isso?

Há temas mais e menos trabalhados?

Poderia me contar algumas atividades de sala-de-aula em que um ou mais Temas Transversais foram trabalhados?

14.Há Temas Transversais que ainda não foram trabalhados neste ano?

15. Sabe se, nesta escola, algum Tema Transversal serviu de tema gerador para a organização dos conteúdos das disciplinas da turma?

Os Temas Transversais e os alunos

16. Na sua opinião há diferenças de interesse dos alunos em relação aos Temas Transversais?

Poderia me falar sobre isso?

17. Notou mudanças de comportamento em seus alunos que, na sua opinião, se devem ao trabalho com algum Tema Transversal?

(Se positiva) Poderia me falar mais sobre isso?

18. Como os alunos reagem aos trabalhos com os Temas Transversais? Os Temas Transversais e a família

19. Tem notícia se, nesta escola, os pais foram convidados para ajudar a trabalhar com algum Tema Transversal?

(Se positiva) Poderia falar mais sobre isso?

20. Nas suas aulas, são propostas tarefas sobre os Temas Transversais que precisam da colaboração dos pais para ser realizadas?

(Se positivo) Poderia comentar os resultados? Conclusão

21. Gostaria de falar sobre alguma coisa que não entrou nesta nossa conversa?

Referências

LAKATOS, E. M.; MARCONI, M. Fundamentos da Metodologia Científica. 3. ed. São Paulo: Atlas, 1991. 264 p.

LAVILLE, C.; DIONE, J. A Construção do Saber: manual de metodologia da pesquisa em ciências humanas. Porto Alegre: Artmed, 1999. 340 p.

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MANZINI, E. J. Considerações sobre a elaboração de Roteiro para Entrevista semi-estruturada. In: MARQUEZINE, M. C.; ALMEIDA, M. A; OMOTE, S. (Org). Colóquios sobre a Pesquisa em Educação Especial. Londrina – PR.: Eduel, 2003. p.11-25.

________ . Entrevista Semi-Estruturada: análise de objetivos e de roteiros. In: Seminário Internacional sobre Pesquisa e Estudos Qualitativos, 2, 2004, Bauru. Anais... Bauru: USC, 2004. p. 58. FORMULÁRIO DE OBSERVAÇÃO Quanto à estruturação física do prédio, observar:

Escolher uma das características abaixo, ou em caso de não identificação entre as categorias e os resultados observados, preencher o campo da última coluna.

Quando optar por este campo, detalhar o fenômeno observado. Condições de acesso (rampas, portas largas...) Permite acesso de portadores de deficiência física -cadeirantes (rampas e largura das portas) Permite acesso do cadeirante ao prédio, mas não às demais dependências Permite acesso do cadeirante ao prédio e às suas principais dependências Não permite acesso a cadeirantes Outros:

Ventilação Intensa Suficiente Insuficiente

Iluminação Intensa Suficiente Insuficiente

Distribuição pelo prédio das salas de aula por curso

Demonstra haver critério na distribuição das salas por

cursos

Demonstra haver critério em parte da distribuição das salas por cursos

Não demonstra critério Identificação e caracterização do prédio, quanto à faixa etária dos usuários Indicação das salas por Há identificação Há identificação Não há nenhuma forma

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turmas/cursos nas salas dos termos, e dos cursos

nas salas dos termos, mas não dos cursos

de identificação nas salas Quanto às salas de aula, observar:

Ventilação Intensa Suficiente Insuficiente iluminação Intensa Suficiente Insuficiente Disposição

dos

mobiliários

Em círculos Enfileirados Em grupos

Lugar mais ocupado por

professores Tablado

Na frente, junto aos alunos (fora

do tablado) Sentado à suamesa

Sentado junto ao

grupo Não possuilugar fixo Indícios que a

sala apresenta que

caracterizam seus usuários

Cartazes Trabalhos dos alunos Mural Os alunos se mantêm fisicamente A maior parte do tempo em seus lugares, de frente para a lousa Movimentando-se pela sala por dinâmica própria da aula

Movimentando-se por aparente indisciplina

Referências

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