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Marcadores minimos usando watershed

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Academic year: 2021

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(1)

Faculdade de Engenharia El  etrica e de Computac ~ ao Marcadores M 

nimos usando Watershed

Autor: Wellington Diolice Felix da Silva

Orientador: Prof. Roberto de Alencar Lotufo, Ph.D.

Tesede DoutoradoapresentadaaFaculdadede

EngenhariaEletricaede Computac~aocomoparte

dos requisitos para obtenc~ao dottulo de Doutor

em Engenharia Eletrica. 

Area de concentrac~ao:

Engenharia de Computac~ao.

(2)

FICHA CATALOGR 

AFICA ELABORADA PELA

BIBLIOTECA DA 

AREA DE ENGENHARIA- BAE - UNICAMP

Silva,WellingtonDioliceFelix da

Sa38m Marcadores mnimosusando watershed / Wellington

DioliceFelix daSilva. { Campinas, SP: [s.n.], 2001.

Orientador: Roberto de Alencar Lotufo. Tese (doutorado)

-Universidade Estadualde Campinas, Faculdade de Engenharia

Eletricae de Computac~ao.

1. Processamento de Imagens. 2. Grafo(Sistemas

de computador). I. Lotufo, Roberto de Alencar.

(3)

Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP Faculdade de Engenharia El  etrica e de Computac ~ ao Marcadores M 

nimos usando Watershed

Autor: Wellington Diolice Felix da Silva

Orientador: Prof. Roberto de Alencar Lotufo, Ph.D.

Tesede DoutoradoapresentadaaFaculdadede

EngenhariaEletricaede Computac~aocomoparte

dos requisitos para obtenc~ao dottulo de Doutor

em Engenharia Eletrica. 

Area de concentrac~ao:

Engenharia de Computac~ao.

Banca Examinadora

Arnaldo de Albuquerque Araujo,Ph.D. DCC/UFMG

Clesio Luiz Tozzi, Ph.D. DCA/FEEC/UNICAMP

Marcio Luiz de Andrade Netto, Ph.D. DCA/FEEC/UNICAMP

NeucimarJer^onimo Leite, Ph.D. IC/DCC/UNICAMP

Roberto de Alencar Lotufo, Ph.D. DCA/FEEC/UNICAMP

(4)
(5)
(6)
(7)

Agradecoatodas aspessoasqueacreditaramqueeu seria capazde

supe-rar mais um dos meus limites e que seria possvel concluir meu doutorado.

A estas pessoas omeu sinceromuito obrigado.

Agradecoa Fapesp que aoincentivara pesquisa noEstado de S~aoPaulo

permitiu que eu conclusse um sonho, sem que eu tivesse que passar por

todas as di culdades emque se encontram varios amigos de pos-graduac~ao.

Obrigado peloconforto ea tranquilidade nanceira.

Ficamaquimeusagradecimentosaos amigosde laboratorio,comosquais

cheguei a conviver durante alguns anos e puderam emprestar parte de suas

alegrias e paci^encia comoforma de incentivarcada novo passo dado.

AgradecotambemaminhaamigaCarmenquesemprenashorasmais

con-turbadas conseguia \um tempinho" e arrumava uma maneirade me ajudar

com os \abacaxis"que eu aparecia.

Registro aqui meus agradecimentos ao Francisco, ao Marco, ao Rangel,

ao Alexandre, ao Franklin, a Jane e ao Ricardo, que durante estes anos se

tornaram meus irm~aos ao compartilharmoso mesmoorientador.

Meu obrigadoao meu orientador Lotufo que nas horas providenciais me

indicou os caminhos menos tortuosos. Pelos \pux~oes de orelha" que n~ao

deixaram com que eu meacomodasse e, principalmente, por me aturar por

quase sete anos.

Agradecoa minhafamliae principalmenteaos meus pais Diolicee

Apa-recidaeaminhairm~aIsla,quen~aomediramesforcos paraestaraomeulado

e me proporcionar esta alegria. Sinto-me um privilegiado que recebe a sua

maior heranca, sem que para isto seja necessario perd^e-los. Obrigado por

acreditar em mim,pelaminhaformac~ao,porsermeu \portoseguro"e antes

de mais nada, porme ensinara ser gente.

(8)

mi-Tenho consci^encia de t^e-la prejudicado por algumas vezes, deixando-a num

segundoplanoaoterdepriorizaralgumasatividades. Masnemporistoperdi

seu apoio, ao contrario, semprecompreensivaesteve emtodos os momentos

aomeu lado. Com todaa certeza, parte doque pude fazer e mostraraquie

consequ^encia de sua presenca eperseveranca.

Um dia ouvi a seguinte frase: \Atras de um grande homem existe uma

grande mulher". Se aindan~aosou um \grande homem",tenhoa certeza que

embreveserei,poisn~aoserapelafaltade uma\grande mulher"aomeulado

(9)

Sumario ix

Lista de Figuras xiii

Lista de Algoritmos xvii

Resumo xix

Abstract xxi

1 Introduc~ao 1

1.1 Organizac~ao daTese . . . 3

2 Revis~ao Bibliogra ca 7 2.1 Segmentac~aoMultiescala . . . 7

2.1.1 GradienteMultiescala . . . 8

2.1.2 Watershed ModeladoemGrafo . . . 9

2.2 Segmentac~aoIntraquadro e Interquadros . . . 10

2.3 Transformac~aoImagem-Floresta . . . 11

3 Segmentac~ao de Objetos em Sequ^encia de Imagens 13 3.1 Segmentac~ao3D. . . 13

3.1.1 Propagac~aode Marcadores . . . 13

3.2 Segmentac~aoInterquadros (Inter-frames) . . . 14

3.2.1 Segmentac~aoIntraquadro . . . 15

3.2.2 Segmentac~aoInterquadros . . . 15

(10)

x SUMARIO 4 Conceitos Basicos 23 4.1 Imagem . . . 23 4.1.1 Vizinhanca . . . 26 4.2 Grafo. . . 28 4.2.1  Arvore . . . 30 4.2.2  Arvore Geradora Mnima . . . 30

4.3 Matriz . . . 30

4.4 Segmentac~ao. . . 31

4.4.1 Segmentac~aoMultiescala . . . 31

5 Watershed 35 5.1 Watershed Baseado na Simulac~aode Inundac~ao . . . 37

5.1.1 Linhas de Watershed . . . 37

5.1.2 Watershed porMarcadores . . . 38

5.1.3 Watershed Hierarquico . . . 40

5.2 ModelagemWatershed usandoGrafo . . . 42

5.2.1 Floresta de Caminho Mnimo . . . 42

5.2.2 Transformac~ao Imagem-Floresta . . . 43

5.2.3 Watershed Hierarquico Combinado a Segmentac~ao Multiescala . . . 45

5.3  Arvore Geradora Mnima . . . 50

5.4 Construc~ao da  Arvore Geradora Mnima . . . 53

5.4.1 Metrica . . . 59

5.4.2 Inundac~aoUniforme versus Inundac~ao Sncrona . . . . 62

6 Marcadores Mnimos 65 6.1 Marcadores Mnimosem Grafo. . . 66

6.1.1 Exemplos . . . 68

6.1.2 Selec~aoAutomatica de Marcadores Mnimos . . . 76

6.1.3 Reduc~aode cadaMarcador a um  Unico Ponto . . . 81

7 Implementac~ao 85 7.1 Grafo. . . 85

7.1.1 Matriz de Adjac^encia . . . 85

7.1.2 Matriz de Pesos . . . 86

7.1.3 Estrutura de Dados Morphgraph . . . 87

7.2  Arvore Geradora Mnima . . . 90

(11)

SUMARIO xi

8 Resultados 93

8.1 Plataforma eFerramentas de Trabalho . . . 93

8.2 Exemplos de Utilizac~aodaMetodologia Desenvolvida . . . 94

8.2.1 Particionamentoda Imagem . . . 95

8.2.2 Escolha Automatica de Marcadores . . . 99

9 Conclus~ao 105 9.1 Trabalhos Futuros. . . 106

Bibliogra a 109

(12)
(13)

3.1 Modelo esquematico dasegmentac~aointerquadros. . . 16

3.2 Modelo dasegmentac~ao interquadros. . . 20

3.3 Exemplo de segmentac~ao interquadros. . . 22

4.1 Vizinhanca2D. . . 26

4.2 Vizinhanca3D. . . 27

4.3 Grafon~ao direcionalcom pesos associados aos seus arcos. . . . 28

4.4 Classi cac~ao das diferentes subdivis~oes de uma imagem. . . . 32

4.5 Segmentac~aomultiescala.. . . 33

5.1 Ilustrac~ao 1D dos conceitos de zona plana, mnimo local, global eregional. . . 36

5.2 Linhas de watershed. . . 39

5.3 Comparac~ao do watershed tradicional com o watershed por marcadores emum sinal unidimensional. . . 40

5.4 Watershed hierarquicosegundoaabordagemdeinundac~aoem um sinal unidimensional. . . 41

5.5 Exemplo das metricas mais utilizadas no watershed hierarquico aplicadas aum sinal unidimensional. . . 41

5.6 O calculo do custo do caminho obedece o sentido que vai do marcador para o pontoanalisado. . . 43

5.7 Criterios para a determinac~aodos pesos doarcos da IFT por pixel usandovizinhanca-4. . . 44

5.8 Equival^encia da imagem particionada e da representac~ao por grafo.. . . 45

5.9 Exemplo departic~aoquen~aopode ser recuperadapelo water-shed usando asmicro-bacias de contenc~ao comomarcadores. . 47

5.10 Exemplo de particionamento multiescala obtido pelo water-shed hieraquico. . . 48

(14)

5.11 Transformac~ao imagem- oresta por regi~oes no modelamento

do watershed pormarcadores. . . 51

5.12 Transformac~ao imagem- oresta por regi~oes no modelamento do watershed hierarquico. . . 52

5.13 Equival^encia das partic~oes usando grafo e arvore geradora mnima. . . 54

5.14 Exemplo 1D de metodologias de inundac~aode um relevo. . . . 63

6.1 Sinalunidimensionalutilizadonaexempli cac~aodosdiferentes criterios de selec~ao automatica dos marcadores emgrafo. . . . 70

6.2 Gradientede uma imagem 2D. . . 70

6.3 Watershed por regi~oes correspondente aFigura6.2. . . 71

6.4  Arvore geradora mnima correspondente a Figura6.2. . . 71

6.5 Matriz de adjac^encia correspondentea Figura6.3. . . 72

6.6 Particionamentodesejado correspondente a Figura6.3. . . 73

6.7 Mapeamentodapartic~aodesejada(Figura6.6) naarvore ger-adora mnima. . . 74

6.8 Regi~oes receptivas de marcadores naarvore geradora mnima. 75 6.9 Regi~oes receptivas de marcadores correspondente a Figura6.3. 75 6.10 Escolha de um conjunto de marcadores mnimos segundo o criterio de bacias de contenc~ao. . . 77

6.11 Transformada dadist^anciaaplicada aimagemda Figura6.3. . 79

6.12 Resultado nal daaplicac~aodaimagemdas regi~oes receptivas demarcadorescomomascarasobreaimagemdatransformada da dist^ancia (Figura6.11). . . 79

6.13 Selec~ao dos marcadores segundo o criterio da dist^ancia. . . 80

6.14 Selec~ao de marcadores segundo o criterio de dist^ancia. . . 81

6.15 Selec~ao de marcadores segundo o criterio damaximadin^amica. 82 6.16 Marcadores da Figura 6.15 reduzidos aos pontos com maior din^amica dentro de cada bacia de contenc~ao escolhida. . . 83

7.1 Grafo usado nos exemplos. . . 88

7.2 Modelo adjacency morphgraph. . . 89

7.3 Estrutura de dados adjacencymorphgraph. . . 89

(15)

8.2 ParticionamentodaFigura8.1nasnregi~oesmaissigni cativas

daimagem. . . 96

8.3 Exemplo de regi~oes receptivas de marcadores relativos a um

particionamentoqualquer. . . 97

8.4 Regi~oes receptivas de marcadoresdaFigura8.1suavizada

pe-los ltrosconexos de aberturae fechamentoporreconstruc~ao. 98

8.5 Posicionamento dos marcadores decorrentes das metologias

para a selec~aode micro-baciasde contenc~ao. . . 101

8.6 Posicionamento dos marcadores pontuais decorrentes das

(16)
(17)

1 Construc~ao daarvore geradora mnima. . . 56

2 Atualizando osvalores da metrica de uma baciade contenc~ao. 60

3 Regi~aoreceptiva de marcadoresrelativa aum node fronteira

em arvores geradoras mnimasbaseada emwatershed. . . 68

4 Regi~oes receptivas de marcadores em arvores geradoras

(18)
(19)

O algoritmo de watershed e a mais poderosa ferramenta de morfologia

matematica para segmentac~ao de imagens. Este trabalho baseia-se no

pro-blema inverso do watershed por marcadores. De uma partic~ao previamente

obtida pelowatershed por marcadores, encontra-se um conjunto mnimo de

marcadores que reproduza a mesma partic~aodowatershed.



E apresentada uma soluc~ao baseada em arvore geradora mnima e nos

conceitos apresentados de regi~oes receptivas de marcadores, que e uma

re-gi~ao, onde um marcador adequado deve ser posicionado para aobtenc~ao da

segmentac~aodesejada.

A motivac~ao original para estes estudos foi o auxlio a segmentac~ao de

objetos em vdeo. A segmentac~ao interquadros baseada em watershed usa

a projec~ao de marcadores vindos do quadro anterior para o quadro atual.

Com a reduc~ao do numero e do tamanho dos marcadores propagados, a

segmentac~aointerquadroe melhorada.

A metodologia de marcadores mnimos e desenvolvida, implementada e

(20)
(21)

Thewatershed algorithmisthe mostpowerfultoolof mathematical

mor-phology for image segmentation. This work is based onthe inverse problem

of the watershed frommarkers. Fromapartitionprevioulsy obtained by the

watershed frommarkers, nd theminimalset of markers that reproduce the

same watershed partition.

Wepresentasolutionbasedontheminimumspanningtreeandintroduce

the concept of marker receptive region, which is a region where one marker

must be placedin order toget the goalsegmentation.

The originalmotivation of this study was toaid invideo object

segmen-tation. The inter frame watershed based segmentation uses a projection of

the markers used in the previous frame for the actual frame. By reducing

the number and size of the markers to be propagated, the inter frame

seg-mentation is improved.

The minimalset of markers methodology isdeveloped, implemented and

(22)
(23)

Introduc~ao

A maioria dos problemas abordados pelas tecnicas de processamento de

imagens,normalmenteacabamsendoreduzidos asituac~oesque envolvem

al-gum tipo de segmentac~ao. Uma boa segmentac~ao e a base da maioria das

metodologias envolvendo processamento de imagem, possibilitando extrair

regi~oes visualmenteimportantes de uma imagem, adeterminac~aode

marca-dores, a resoluc~ao do problema de correspond^encia de regi~oes, entre outras

aplicac~oes.

Ao trabalhar com a segmentac~ao de vdeo, onde o vdeo etratado como

umasequ^encia nitadeimagensbidimensionais,oproblemaganhamaisuma

dimens~ao. Torna-se necessario conhecer maneiras alternativas de conseguir

um mesmo particionamento. Desta forma,consegue-se a otimizac~aoda

me-todologiade segmentac~ao,ondeareutilizac~aodoparticionamentodoquadro

anteriorauxiliademaneiradecisivaocorrelacionamentodas regi~oes aolongo

da sequ^enciade vdeo.

Associando este conceito de segmentac~ao gradual da sequ^encia de vdeo

com a morfologia matematica 1

, atraves da metodologia de watershed,

consegue-se uma combinac~aoe cientede segmentac~ao iterativade vdeo.

1

J. Serra e G. Matheron s~ao considerados os precursores da morfologia

ma-tematica[Ser82][Ser88],introduzindoosconceitosfundamentaisdedilatac~aoedeeros~ao

(24)

2 CAPITULO 1. INTRODUCAO

Atravesdaadoc~aodowatershed pormarcadores, oproblema de

segmen-tarumaimagemdeixadeser amaiorpreocupac~ao,poisencontrando-se

mar-cadoresconsistentes,obtem-sefacilmenteoparticionamentodesejado. Sendo

assim, quando se trata de um particionamento de uma imagem atraves do

algoritmode watershed por marcadores, o problema deixa de ser encontrar

a partic~ao desejada e passa a ser a determinac~ao de um conjunto de

mar-cadorescapaz de gerar a partic~aodesejada. Deve-se observarque conjuntos

distintos de marcadores s~aocapazes de gerar uma mesmapartic~ao.

Devidoaimport^anciadadaadeterminac~aodestesmarcadores,veri ca-se

quequantomais versatilidade setivernaescolhadeste marcadores,menores

osproblemas a serem contornados devido aoconjuntode opc~oes oferecidas.

Nesta tese, e desenvolvida a metodologia denominada regi~oes receptivas

de marcadores[LS01], voltada adeterminac~aodoconjuntouniverso de

mar-cadores que permite a escolha de um subconjunto capaz de recuperar um

determinado particionamento de uma dada imagem. A escolha de um

con-junto mnimo, denominado marcadores mnimos, tambeme abordada neste

trabalho.

O conceito de regi~oes receptivas de marcadores esta baseado nahipotese

de encontrar regi~oes da imagem que podem ser tomadas como marcadores,

onde um dado particionamento pode ser recuperado. Desta maneira, a

es-colha domelhor posicionamentodos marcadores pode ser obtida atraves da

escolhade pontos que est~ao delimitadosespacialmentedentrodestas regi~oes

receptivas. Qualquer escolhadoconjuntode marcadoresfora destas regi~oes,

implicanecessariamente emum novo particionamento.

Fundamentadanateoriade grafo,ametodologiadesenvolvidaecapazde

obterresultadosdeumamaneirabastantee cientesemquehaja necessidade

davarredura pixel a pixel da imagem. Atraves do particionamento da

ima-gem de entrada em regi~oes de watershed e o mapeamento destas regi~oes de

(25)

dispositi-1.1. ORGANIZACAODA TESE 3

menor que amanipulac~aodireta dos pontos daimagem.

Atraves da criac~ao de uma estrutura de grafo denominada morphgraph,

concebida exclusivamente para a otimizac~ao da representac~ao do grafo,

consegue-se uma maneira agil e indexada de promover pesquisas das

infor-mac~oes dentrodaestrutura de dados. Istotraz um aumentosigni cativo da

qualidadedoprocessamentodasinformac~oes,onde caaindamais

evidencia-daa e ci^enciadesta representac~aoquandocomparada avarredura exaustiva

da estrutura de grafo.

1.1 Organizac~ao da Tese

Estateseestadivididademodoafornecergradativamenteossubsdios

ne-cessariosa compreens~aodoproblema de perseguic~aode objetos quemotivou

esta pesquisa,bem comoos resultadosobtidos emetodologiasdesenvolvidas

ao longo destes ultimosanos.

No captulo Revis~ao Bibliogra ca, s~ao apresentados resumos dos

princi-pais trabalhos publicados pelos diversos pesquisadores daarea e que s~ao de

fundamental import^ancia ao esclarecimento e desenvolvimento deste

traba-lho. Trata-sede umcaptuloindependentequepodeser estudadoaqualquer

instantesemquehajaperdade compreens~aopeloleitor. Neles~aoexpostasas

linhas de estudotrilhadaspelos gruposde pesquisa daatualidade, conceitos

de relev^ancia que serviram de inspirac~aopara esta tese.

No captulo Segmentac~ao, e apresentada uma metodologia de

segmen-tac~aode sequ^encia de vdeo que serviu de inspirac~aopara chegar aos

princi-pais conceitos deste trabalho. Trata-sede uma metodologia de segmentac~ao

inspirada emum problema de acompanhamentode regi~oes nos diversos

ins-tantes de tempo de uma sequ^encia de vdeo. Adicionalmente, o captulo

apresenta uma metodologia de Perseguic~ao de Objetos propondo uma

(26)

4 CAPITULO 1. INTRODUCAO

de segmentac~ao

NocaptuloConceitos Basicos s~aolevantadasasdiversasfundamentac~oes

teoricas utilizadas nodesenvolvimento deste trabalho. Tratam-sede

concei-tos ja consagrados na literatura e que servem de sustentac~ao para todos

metodos e resultados aquiapresentados. 

E um captulo vitala compreens~ao

do trabalho e que eventualmente pode ser negligenciado caso o leitor

com-preenda os conceitos nele apresentados.

No captulo Watershed, a metodologia de trabalho comeca a ser

desen-volvidae oleitor comecaaser posicionadosobre asnuancas queenvolvem o

problema. Trata-sede um captulo defundamentac~aoteorica sobreo

princi-palconceitoenvolvendootrabalho,oqualedetalhadode maneiraexaustiva,

com objetivo de esclarecer todos os pontos de import^ancia, bem como

rela-cionaralguns conceitos.

Marcadores Mnimos eumcaptulodestinadoaapresentac~aoda

metodo-logiaproposta nesta tese. Toda a parte conceitual e desenvolvida de modo

a expor as di culdades e principalmente as soluc~oes encontradas.

Apoia-da nos dois captulos anteriores, a metodologia e descrita de forma a estar

sustentada conceitualmente.

Nocaptulo Implementac~ao s~aoapresentadososrecursos emetodos

com-putacionais utilizados para a viabilizac~ao da metodologia. Estruturas de

dados de representac~ao e manipulac~aodas informac~oes s~ao descritas em

de-talhes, de modo que seja possvel a reproduc~ao e a melhoria dos artifcios

utilizadospara sechegara um conjuntode operac~oes funcionais. Vantagens

e desvantagens observadas s~ao discutidas de modo a justi car as escolhas

feitasao longodo projeto.

OcaptuloResultados trazumconjuntodeexperimentosfeitosdemodoa

ilustrarosresultadosobtidos. Diversostestess~aoapresentadosecomentados

emrelac~aoa sua relev^ancia.

(27)

ob-1.1. ORGANIZACAODA TESE 5

(28)
(29)

Revis~ao Bibliogra ca

Estecaptulotemcomoobjetivoprincipalaapresentac~aodemetodologias

de segmentac~ao que s~ao utilizadas como inspirac~ao e refer^encia para a

ob-tenc~ao de resultados desta dissertac~ao. Atraves de uma revis~ao bibliogra ca

pretende-se expor os principais artigos referenciados, destacando os pontos

derelev^anciaapresentadosemcadaabordagem,bemcomoalgunsresultados.

2.1 Segmentac~ao Multiescala

A segmentac~ao multiescala consiste na determinac~ao de nveis de

seg-mentac~ao da imagem. 

A medida que e exigido um maior detalhamento do

particionamento,aumenta-seonumerodepartesemqueaimagemedividida

e os pequenos detalhes passam a de nir regi~oes na imagem. Quando o nvel

de detalhamentoe menor, o numero de regi~oes do particionamento diminui

de modo que somente as bordas mais signi cativas da imagem de nem a

(30)

8 CAPITULO 2. REVISAO BIBLIOGRAFICA

2.1.1 Gradiente Multiescala

Antes de mencionar as abordagens de segmentac~ao multiescalae

impor-tante destacar o trabalho publicado por Wang sobre gradiente

multiesca-la[Wan97], ondeo objetivoeobter uma segmentac~ao de imagememregi~oes

homog^eneas e localizar com exatid~ao os contornos destas regi~oes atraves de

um novoconceito de gradiente.

Para a segmentac~ao da imagem utiliza-se o watershed aplicado ao

gra-diente da imagem a ser segmentada. assimindo-se a imagem do gradiente

como uma superfcie tridimensional, onde a intensidade do gradientee

vis-ta como sendo a altura, as regi~oes de borda mais intensa na imagem s~ao

geralmente segmentadas por terem altos valores de gradiente que aparecem

comoaslinhas de watershed de umasuperfcie3D. Ointeriorde cada regi~ao

usualmentetem baixo valorde gradiente e s~aoconsiderados como bacias de

contenc~ao da superfcie 3D.

Apartic~aoobtidapelaslinhasdewatershed divideaimagememdiferentes

regi~oes que correspondem as regi~oes homog^eneas da imagem segmentada.

Destaforma,o desempenho dasegmentac~ao baseada emwatershed depende

diretamente doalgoritmode gradiente.

Ogradienteconvencionalpossuiseriosinconvenientesparaasegmentac~ao

baseada emwatershed. A operac~ao convencional de gradiente vista como o

gradiente morfologico produz muitos mnimos locais decorrentes de rudos

e erros de quantizac~ao dentro das regi~oes homog^eneas. Cada mnimo do

gradienteresultaemuma baciadecontenc~aonowatershed,resultandonuma

supersegmentac~ao,onde uma regi~aohomog^enea pode ser particionada num

grandenumerode regi~oes econtornoscoerentes podemser perdidosnomeio

de falsos contornos.

Buscando resolver este problema, Wang prop~oe um novo gradiente

de-nominado gradiente multiescala, onde e possvel borrar arestas de modo a

(31)

2.1. SEGMENTACAO MULTIESCALA 9

Oconceitode gradientemultiescala,MG(f),consistenamedia

pondera-dadosgradientesmorfologicosobtidospordiferenteselementosestruturantes

quadrados, B

i

, de tamanho (2i+1)(2i+1),com 0in

MG(f)= 1 n n X i=1 [((f B i ) (f B i )) B i 1 ] (2.1)

onde  e denotam as operac~oes de dilatac~ao e eros~ao morfologicas,

res-pectivamente.

Desta maneira, Wang evidencia as bordas que s~ao mais representativas

e que s~ao encontradas nas diversas iterac~oes de gradiente morfologico que

determinam o gradiente multiescala. Quanto maior o valor de n, maior a

suavizac~ao do gradiente multiescala e, consequentemente, menor o numero

de regi~oes resultantes da aplicac~ao do watershed, decorrente da remoc~ao de

alguns mmimoslocais daimagemdo gradiente.

Assim, variando ovalor de n consegue-se uma ferramenta multiescalade

segmentac~aoda imagem,onde as bordas mais signi cativass~aopriorizadas.

Seguindo ainda a abordagemde segmentac~ao multiescala,Salembier

pu-blica uma abordagemde segmentac~ao multiescalausando watershed [SP94].

2.1.2 Watershed Modelado em Grafo

Fundamentado noconceito de junc~ao das regi~oes obtidas pelowatershed

tradicional aplicadoa imagemdogradiente morfologico, Meyer consegue

hi-erarquizar estas junc~oes de modoqueas regi~oes sejamunidas seguindo uma

hierarquia de menor custo de junc~ao.

Buscando uma ferramenta mais interativa onde fosse possvel trabalhar

em um nvel mais altode abstrac~ao, Meyer em [Mey94 ][Mey96 ] mostra que

o problema de watershed pode ser abordadosegundo ateoria de grafo.

(32)

origi-10 CAPITULO 2. REVISAO BIBLIOGRAFICA

contenc~ao da imagemoriginalvista como um relevo.

A representac~ao da relac~ao de vizinhanca entre as diversas micro-bacias

de contenc~ao e representada na forma de grafo, onde cada micro-bacia de

contenc~ao corresponde a um no dografo. A cada duas micro-bacias de

con-tenc~aovizinhas, de ne-seumarco nografounindoosnoscorrespondentes as

micro-baciasdecontenc~ao. Paracada arcodografoecalculadoum peso que

corresponde ao menor custo de passagem de uma micro-bacia de contenc~ao

paraaoutra. Originalmenteestecustoera dadoexclusivamentepela

profun-didade da bacia de contenc~ao, no entanto novos criterios como o de area e

de volume foramsugeridos e incorporados ametodologia[LF00].

Devido ao watershed estar fundamentado no criterio de minimizac~aodo

custo maximoepossvelsimpli caro grafode vizinhancaoriginalpara uma



arvore geradora mnima, a qualcontem todas as informac~oes necessarias ao

processamento dowatershed.

Maioresinformac~oes podemser obtidasnoCaptulo5,onde esta

aborda-gem e detalhada, oferecendo subsdios para o desenvolvimento e a

apresen-tac~ao dos novos resultados.

2.2 Segmentac~ao Intraquadro e Interquadros

Focado em uma metodologia de codi cac~ao de vdeo baseada em regi~oes

parataxasdetransmiss~oesmuitobaixas,Salembierapresentaem[STMG95],

uma metodologia para a codi cac~ao de sequ^encias de vdeo baseada em

re-gi~oes. A codi cac~ao envolve uma segmentac~ao recursiva no tempo

relaci-onada a homogeneidade das regi~oes, estimativa de movimento baseada em

regi~oes e compensac~ao de contornos e de texturas codi cados.

No contexto de codi cac~ao de vdeo com baixas taxas de transmiss~ao,

existe um crescente interesse em gerar tecnicas de compress~ao de imagens.

(33)

qua-2.3. TRANSFORMACAOIMAGEM-FLORESTA 11

propriedades dosistema visualhumano.

Metodosdecompensac~aodemovimentobaseadosemregi~oesdescrevema

imagememtermosdeumconjuntoderegi~oesqueconsistenapartic~ao.

Algu-mas informac~oes para cada regi~aos~ao usadas pelo receptor para reconstruir

a imagem.

Esta abordagem e melhor explorada no Captulo 3, onde a

metodolo-gia e descrita e aplicadaa um problema de perseguic~ao de objetos em uma

sequ^encia de vdeo.

2.3 Transformac~ao Imagem-Floresta

A transformac~ao imagem- oresta (image foresting transformation) e

apresentadaem[FLA99],ondeoproblemadecrescimentoderegi~oesetratado

de modogenerico e n~aoapenas considerando ocaso particular dowatershed

emgrafo. Atravesdomapeamentodaimagemde entradaemum grafo

usan-do aabordagemapresentada em[Mey94], computa-se a orestade caminho

mnimo deste grafo[Dia69][Dij59].

Devidoarelac~aodiretacom osconceitosapresentadosno

(34)
(35)

Segmentac~ao de Objetos em

Sequ^encia de Imagens

3.1 Segmentac~ao 3D

O objetivo da segmentac~ao 3D e particionar a sequ^encia de quadros, de SEGMENTAC ~

AO3D

modoacomporos volumes3D referentes acada regi~aoda sequ^encia. O

vo-lume 3D pode ser de nido comojunc~aodas diferentes partic~oes encontradas

ao longo do tempo referentes a uma mesma regi~ao. Segmentar este tipo de

sequ^enciausandoasegmentac~ao3Deequivalenteaencadearordenadamente

no tempo, todas aspartic~oes encontradasreferente aos quadros queformam

a sequ^encia.

3.1.1 Propagac~ao de Marcadores

A segmentac~ao 3D pode ser classi cada segundo duas abordagens

dis-tintas, diferenciadas pela forma de propagac~ao dos marcadores ao longo da

sequ^encia de vdeo: interquadros e puramente3D.

A primeira delas e a abordagem interquadros, onde os marcadores s~ao

distribudos noprimeiroquadro dasequ^encia eestes s~aopropagados quadro

(36)

14CAPITULO3. SEGMENTACAODEOBJETOSEMSEQUENCIADEIMAGENS

abordageme a diminuic~ao do volume de dados manipulado durante o

pro-cesso de propagac~ao dos marcadores. S~ao necessarios apenas dois quadros

da sequ^encia de vdeo a cada iterac~ao do processo: o quadro anterior e o

atual. Em complemento,s~ao necessarios tambemos marcadores relativos a

segmentac~aodoquadroanterioreumaimagem\vazia"quetraraoresultado

doparticionamentoaposa conclus~aoda iterac~ao.

Na segunda abordagem de segmentac~ao, a puramente 3D, toda a

sequ^encia e manipulada ao mesmo tempo. Independentemente do quadro

onde um marcador e colocado, este marcador se propaga

simultaneamen-te nos eixos espaco-temporal, para instantes de tempo passados e futuros.

Desta forma, a sequ^encia de vdeo e manipulada como um todo, havendo a

necessidade do conhecimento previo de todo o conjunto de quadros. Alem

doinconvenientedamanipulac~aosimult^aneadeumgrandevolumede dados,

atravesdestaabordagemeimpossveloprocessamentodeimagensadquiridas

emtemporeal. Qualquerreadequac~aocomoacolocac~aoouaremoc~aodeum

marcador, resultano reprocessamento completo dasequ^encia de imagens.

3.2 Segmentac~ao Interquadros

(Inter-frames)

Partindo dapremissade quepequenas alterac~oes ocorrem de um quadro

para seu adjacente, o aproveitamento da segmentac~ao do quadro anterior

na segmentac~ao do atual mostra-se interessante devido a reutilizac~ao das

informac~oes das segmentac~oes passadas, o que facilita o acompanhamento

temporaldas regi~oes.

Para queoprocesso sejainicializado,haanecessidadede que umquadro

sejapreviamentesegmentado. Concludaasegmentac~aodoprimeiroquadro,

afase de segmentac~aointer-quadros pode ser iniciada, aqual obtemde

(37)

3.2. SEGMENTACAO INTERQUADROS (INTER-FRAMES) 15

anterior.

3.2.1 Segmentac~ao Intraquadro

A segmentac~ao intraquadro, conhecida tambem por segmentac~ao intra- SEGMENTAC ~

AOINTRAQUADRO

frame,e um processo 2D, que consiste emutilizar-sede artifcios que

possi-bilitemadivis~aodeumquadrodasequ^enciadeimagensempartesrotuladas.

Durante a inicializac~ao do processo de segmentac~ao intraquadros, e

ne-cessario de nir a primeira partic~ao, que inicialmentee propagada pela fase

interquadros. A princpio, qualquer algoritmode segmentac~ao 2D pode ser

aplicado nesta fasesem quehaja prejuzos as fases subsequentes.

Concluda a segmentac~ao 2D, s~ao associados rotulos a cada grupo de

partesquepossuamummesmosigni cadosem^anticodentrodacenaeatraves

destes rotulostorna-sepossvelacompanharum dadoobjetonasequ^encia de

vdeo.

3.2.2 Segmentac~ao Interquadros

O objetivo da segmentac~ao interquadros, conhecida tambem por seg- SEGMENTAC ~

AOINTERQUADROS

mentac~ao inter-frames, e segmentar iterativamente os demais quadros da

sequ^encia de vdeo e estabelecer a correspond^encia do movimento de cada

partic~ao aolongo desta sequ^encia.

A segmentac~ao interquadros efeita apartir dos quadros anteriore atual

e atraves da propagac~ao dos marcadores do quadro anterior para o atual.

Inicialmente, a cada nova iterac~ao, a imagem dos marcadores do instante

atual e inicializadocomo sendouma regi~aode incerteza, ouseja, n~ao possui

nenhum rotulo associado (Figura3.1).

Os marcadores rotulados do quadro anterior s~ao propagados nos eixos

espaco-temporal,demodoqueocupemtodososespacosdos quadrosde

mar-cadores.

(38)

seg-16CAPITULO3. SEGMENTACAODEOBJETOSEMSEQUENCIADEIMAGENS

Quadros

Marcadores

Segmentação

Anterior

Atual

Anterior

Atual

Anterior

Propagação dos marcadores

Atual

Nova

Segmentação

Área de

Incerteza

Figura3.1: Modelo esquematico dasegmentac~aointerquadros.

cam cada regi~ao de maneira unica, consegue-se determinar qual a evoluc~ao

sofrida porcada uma das partes doquadro segmentado.

Os marcadores obtidos nasegmentac~ao doquadro atual ser~ao utilizados

na proxima iterac~ao da fase interquadros fazendo com que os rotulos dos

marcadores sejam mantidos durante toda a segmentac~ao da sequ^encia de

vdeo.

Orecursode propagac~aode marcadoresentre um quadroeseu adjacente

e e ciente para as situac~oes onde um objeto se mantem em cena. Nos

ca-sos onde novos objetos s~ao inseridos no transcorrer da sequ^encia de vdeo,

existe anecessidadedainserc~aode novosmarcadores paraareadequac~aodo

particionamentoobtido. Odesaparecimentoderegi~oesn~aoprecisaser

(39)

3.3. PERSEGUICAO DE OBJETOS 17

3.3 Perseguic~ao de Objetos

Comaevoluc~aotecnologica,aarea deprocessamentodeimagenstem

ga-nhado cada diamais adeptos interessados emperseguir um objetode forma

e ciente, numa sequ^encia de vdeo. Padr~oes tradicionais de vdeo como o

MPEG-1 eoMPEG-2, n~aopossuemumadescric~aoapropriadaaeste

proble-ma. As imagenss~aotratadascomoum unico objetoretangular, di cultando

a representac~ao de objetoscujas formas n~aos~aoretangulares.

Coma especi cac~ao donovo padr~aoMPEG-4, recursos conhecidoscomo

VOP 1

fazem o armazenamento de um objeto de forma irregular de uma

maneira coerente. Deste modo, a sequ^encia de vdeo pode ser tratadacomo

uma composic~ao ordenada por camadasde VOPs. Este arranjo e conhecido

como VOL 2

e representam o historico evolutivode um dado objeto da cena

ao longo dotempo.

Para imagens naturais, a grande di culdade na codi cac~ao do

MPEG-4 esta no processo de determinac~ao dos VOPs que e o acompanhamento

temporal do objeto na cena, ou seja, conseguir uma maneira e ciente de

encontrar o objeto de interesse nos diferentes instantes de tempo.

A perseguic~ao de objetos em uma sequ^encia de vdeo esta baseada no PERSEGUIC ~

AODEOBJETOS

fato de queum objetoimersonum fundo qualquer (background),se move ao

longo do tempo, sofrendo deformac~oes geometricas. Este objeto e delineado

num dadoquadro dasequ^enciade vdeoe apartirdeste instante passaa ser

perseguido aolongo dacena, independente domovimentodescrito.

Apartir dos conceitos de processamento de imagens,localizarum objeto

nacenasigni casegmenta-lo. Perseguiresteobjetoaolongodotempo

impli-ca em fazer uma segmentac~ao, identi cando oobjeto emtodos os diferentes

instantes de tempo dacena.

Partindodapremissadequeocorrem\pequenas"alterac~oesdeumquadro

para seu adjacente, o aproveitamento das informac~oes da segmentac~ao 3D

1

VOP:Doingl^esVideoObjectPlane.

(40)

18CAPITULO3. SEGMENTACAODEOBJETOSEMSEQUENCIADEIMAGENS

mostra-se e ciente para oacompanhamentodas regi~oes.

Resgatando a metodologia de segmentac~ao interquadros apresentada na

sec~ao3.2.2epossvelacompanharaevoluc~aotemporaldasregi~oesdaimagem

atravesdos rotulos associados a elas.

Para que o processo de perseguic~ao de objeto seja iniciado, ha a

neces-sidade de um quadro previamente segmentado e rotulado. A segmentac~ao

deste quadroeobtidaatraves de uma segmentac~aointraquadros. Concluda

a segmentac~ao do primeiro quadro, passa-se para a fase de segmentac~ao

in-terquadros, na qual obtem-se de formaiterativa,a segmentac~ao dos demais

quadros dasequ^encia.

Atravesdapropagac~ao temporaldos rotulosutilizandoametodologiade

segmentac~ao interquadros, consegue-se trilhar o caminho percorrido pelas

regi~oes da imagem.

Aoselecionarum dadoobjetoaserperseguido, bastadescobrirosrotulos

das regi~oes que o constituem e apos a segmentac~ao interquadros ter sido

processada, localizar o conjunto de rotulos no quadro segmentado. Desta

maneira, consegue-se identi car o objeto de interesse em todos os quadros

dasequ^encia de vdeo segmentada.

Durante a inicializac~ao do processo de perseguic~ao de objetos atraves

dasegmentac~aointerquadros, e necessariode nir a partic~aoinicial que sera

propagada. A princpio, qualquer algoritmo de segmentac~ao 2D pode ser

aplicadosem que haja prejuzos nas etapas subsequentes.

Como exemplo de segmentac~aointraquadros, sugere-se a abordagem

ba-seadanos mnimosregionaisde alturah,ondepartindode umasequ^enciade

vdeo, aplica-se inicialmente um ltro conexo para a simpli cac~ao do

qua-dro,preservandoaintegridadedoscontornosmaissigni cativoseeliminando

pequenos rudos na imagem. Como exemplo de ltro conexo utiliza-seuma

aberturaporreconstruc~aoseguidade umfechamentoporreconstruc~ao

(41)

3.3. PERSEGUICAO DE OBJETOS 19

usando um elemento estruturante cruz 33 de modo a determinar os

con-tornosdas regi~oes queformamaimagem. De ne-segradientemorfologico de GRADIENTEMORFOL 

OGICO

uma imagemnvelde cinza comosendo adiferencadaimagemdilatadapela

erodida.

Apos a determinac~ao do gradiente morfologico da imagem simpli cada,

encontram-se os mnimos regionais de altura h da imagemdo gradiente, de

modoa obter as regi~oes planas daimagem, cuja variac~aomaximana

inten-sidade dos pixels e igual a h. S~ao consideradas regi~oes planas da imagem,

aquelas que contenhamum numero mnimode pontos conexos.

Buscando evitar que pequenos rudos sejam considerados regi~oes planas

da imagem, as regi~oes cujo numero de pontos e inferior a uma area pr

e-estabelecidas~aodescartadas. Alemdisso, buracosconstitudosporpequenas

regi~oes n~ao planas, imersas nas regi~oes planas, tambem s~ao considerados

parte das regi~oes planas da imagem. As dimens~oes mnimas de uma regi~ao

plana easdimens~oes maximas de um buracoaser ignorados~aoselecionadas

de acordocom a conveni^encia do problema aser resolvido.

Aimagemcontendoasregi~oesplanaserotuladaeutilizadacomoimagem

de marcadores pelowatershed, obtendo-se asegmentac~ao das regi~oes.

Os marcadores que ser~ao utilizados na segmentac~ao do proximo quadro

s~ao obtidos atraves da eros~ao das regi~oes binarias do particionamento.

Es-ta eros~ao e necessaria, pois e atraves dela que se consegue acompanhar as

deformac~oes das regi~oes e tambem evitar o posicionamento de marcadores

proximos as bordas que normalmente s~aoregi~oes ruidosas daimagem. Para

queacoer^enciadas regi~oessejamantida,oscorrespondentes rotuloss~ao

apli-cados acada regi~aoapos aeros~ao. 

E atraves damanutenc~aodos rotulosque

se consegueacompanhar temporalmenteaevoluc~aode cada umadas regi~oes

que comp~oem a imagem.

Tendocompletadoafaseintraquadro,passa-seafaseinterquadros

(42)

20CAPITULO3. SEGMENTACAODEOBJETOSEMSEQUENCIADEIMAGENS

Figura3.2: Modelo dasegmentac~ao interquadros.

regi~aoaolongodasequ^encia. Asegmentac~aointerquadros e feitaatravesdo

crescimentodos marcadoresdoquadro anteriorpara oatual. Na faseinicial,

osmarcadores s~aoos encontrados nafase intraquadro.

A segmentac~aointerquadros e feita a partir dos quadros: anterior, atual

e dos quadros contendo os marcadores dos quadros anterior e atual

(Figu-ra 3.2). Inicialmente, a cada nova iterac~ao, o quadro de marcadores do

instante atual e inicializado como sendo uma regi~ao de incerteza, ou seja,

n~ao possui nenhum rotulo associado.

(43)

3.3. PERSEGUICAO DE OBJETOS 21

quadros de marcadores. A propagac~ao destes marcadores e feita

atraves de um algoritmo de crescimento de regi~ao escolhido

previamen-te [Gu96][STMG95][SBCP96 ][Wan98]. Neste trabalho, foi escolhido um

al-goritmo baseado emwatershed porsimilaridade [Sil97].

Concludaapropagac~aodos marcadores, oresultadoobtidore ete a

seg-mentac~ao do quadro atual. Atraves da propagac~ao dos rotulos que

identi -cam cada regi~ao de maneira unica, consegue-se determinar qual a evoluc~ao

sofrida emcada uma das regi~oes segmentadas.

A determinac~aodo quadro de marcadoresque sera utilizadonaproxima

iterac~ao e feita atraves da eros~ao da imagem binaria das regi~oes do quadro

segmentac~ao atual, conforme apresentado no nal da etapa de segmentac~ao

intraquadro. Osrotulos das regi~oes daimagem de marcadores s~aomantidos

de acordocom os rotulos obtidosna segmentac~ao.

Para a identi cac~ao do objeto perseguido aolongo da sequ^encia de

qua-dros segmentados, basta selecionar as regi~oes cujos rotulos s~ao os mesmos

que foramselecionado nafase intraquadro.

Aseguir, naFigura3.3eapresentado um exemplode segmentac~ao

inter-quadrosutilizadanaperseguic~aodeobjetos. Oexemplocontemplaaimagem

de um tenistade mesa que deve ser delineado emcada um dos quadros

pro-cessados.

Na Figura 3.3(a) e apresentada a imagem original a ser segmentada.

Atraves do conjunto de marcadores iniciais, apresentados na Figura 3.3(b)

obtem-se a primeira partic~ao (Figura 3.3(c) correspondente a segmentac~ao

intraquadro. Deve-se observar a necessidade da colocac~ao de um marcador

externo paraa recuperac~aodofundo. Na Figura3.3(d)eapresentada a

(44)

22CAPITULO3. SEGMENTACAODEOBJETOSEMSEQUENCIADEIMAGENS

(a)Imagemoriginal (b)Marcadoresiniciais

(45)

Conceitos Basicos

Este captulo tem o objetivo de levantar os principais conceitos de

pro-cessamento de imagens, procurando de n-los de maneira simples e precisa.

Conceitos como o de imagem e de grafo formam parte doalicerce usado no

desenvolvimentode todoomaterialproduzidonesta tese e,por este motivo,

s~ao apresentados aseguir.

4.1 Imagem

Umaimagem [FvFH97]e umafunc~aode variaveiscontnuas, de nida no IMAGEM

domniodacena representada. Devidoa sua natureza contnua, imagens

re-ais s~ao complicadas de serem modeladas, tornando praticamente inviavel o

seu processamento atraves de computadores digitais. A soluc~ao

comumen-te adotada para este problema e criar uma representac~ao discretizada desta

imagem,amostrando algunspontos daimagemcontnua. Destaforma,a

in-formac~aocontida naimagemereduzida aumaquantidade nita, facilitando

o manuseio earmazenamento destas informac~oes.

Dispositivoscomoscanners, lmadoras,c^amerasfotogra casdigitais,

en-tre outros,utilizam-sedesteprocessoparaaquisic~aodesuasimagens.

Obser-vequeaqualidadedaamostraobtidadependedaqualidadedoequipamento

(46)

24 CAPITULO 4. CONCEITOS BASICOS

capturada.

Uma imagem digital ou discreta, I, e uma matriz n-dimensional ni-IMAGEMDIGITAL

ta, onde para cada uma de seus elementos denominado ponto ou pixel,

PONTO

I(x

1

; ;x

n

), de ne-se uma colec~ao ordenada de i valores que descrevem

seus atributos, k ;1k i. I(x 1 ;;x n )=( 1 ; ; i ) (4.1)

De ne-seodomniodeumaimagemdigital,D,comooconjuntodos pon-DOM



INIO

tos da imagem I, onde cada elemento do domnio possui um unico

corres-pondente noconjuntoimagem. O conjunto imagem de uma imagemdigital, CONJUNTOIMAGEM

K i

, e de nido como conjunto de atributos associados a cada elemento do

domnio.

I :D!K i

(4.2)

Nestedocumentos~aoapresentadasmetodologiasdesenvolvidasno

contex-to de imagens digitais, as quais s~ao referenciadas ao longo do texto apenas

porimagem.

Certamente o atributo mais utilizado na representac~ao de imagens

dis-creta e o de intensidade de cores. A grande maioria das imagens reais s~ao

imagens coloridas. Suas cores s~ao costumeiramente descritas utilizando-se

modelosderepresentac~oesquebuscamreproduzirdamelhormaneirapossvel

todoo espectro de cores.

Para imagens apresentadas em monitores do tipo CRT 1

, normalmentee

utilizadoomodelo de cores conhecido comoRGB 2

. Nocaso das impressoras

o modelo mais adotadoe o CMY 3

. Nas transmiss~oes de TVs convencionais

omodeloutilizadoeo YIQ 4

.Nasantigas televis~oes brancoe preto,apenas a

1

CRT:doingl^es,Cathode RayTube.

2

RGB: doingl^es,Red,Blue eGreen.

3

CMY:doingl^es,Cian, Magenta eYellow.

4

(47)

informac~aodalumin^anciaeprocessada pelo aparelho.

Como os modelos de representac~ao de cores do tipo RGB, CMY, HSV 5

,

HLS 6

, entre outros s~ao modelos tridimensionais, estes precisam ser

proces-sados em cada uma das suas componentes de cores, fazendo com que uma

imagem tenhaque ser processada tr^es vezes (umapara cada componente de

cor), tornando o processo mais custoso.

Boa parte das metodologiasdesenvolvidas na literaturapressup~oe a

uti-lizac~ao da lumin^ancia como unico atributo para a representac~ao de cor,

re-sultando em imagens nveis de cinza. A utilizac~ao de um dos modelos de

representac~ao YIQ ou YCrCb traz a informac~ao de lumin^ancia na

compo-nente Y.

De ne-seimagem nvel de cinza, I

g (x

1

;;x

n

)comoumaimagemonde, IMAGEMN 

IVELDECINZA

para cada ponto,o atributointensidade de cor erepresentado porum unico

valor, , normalmentecorrespondenteainformac~aode lumin^aciadaimagem

colorida. I g (x 1 ; ;x n )= (4.3)

Comumente, asvariac~oesnaintensidadedos nveisde cinzade uma

ima-gem discreta s~ao normalizadas para o intervalo [0;255]  Z. Em outros

casos, as informac~oes das intensidades dos nveis de cinza s~ao mapeadas no

intervalo [0;1]R.

Utilizando-sedarepresentatividadedalumin^ancia,estetrabalhoe

basea-doemimagensnveisdecinza,ondeoatributointensidadedecorcorresponde

ao campo de lumin^ancia daimagem originalmentecolorida. Para a

simpli -cac~aodanotac~ao,imagensnveis de cinzaI

g

ser~aoreferenciadas aolongo do

texto como I. No contexto desta tese s~ao utilizadasimagens 2D e 3D nvel

de cinza, onde as imagens 3D s~ao uma sequencia de imagens2D ordenadas

temporalmente.

5

HSV:doingl^es,Hue,Saturation eValue

(48)

26 CAPITULO 4. CONCEITOS BASICOS

(a)Vizinhanca-4 (b)Vizinhanca-8

Figura 4.1: Vizinhanca2D.

4.1.1 Vizinhanca

De ne-sevizinhanca,Ne(x

1

; ;x

n

),comooconjuntodepontosda ima-VIZINHANCA

gem,I,ondeestade nidauma relac~aodois adoisentre oponto(x

1

;;x

n )

ecada um dos pontos de Ne(x

1

; ;x

n ).

Apesar da possibilidade de se de nir um conjunto in ndavel de

vizi-nhancas, s~ao apresentadas a seguir as duas vizinhancas mais conhecidas em

imagensbidimensionais(Figura4.1): a vizinhanca-4 e vizinhanca-8.

A vizinhanca-4, Ne

4

(x;y) I, conhecida tambemcomo 4-conexo, e de-VIZINHANCA-4

nida abaixo como o conjunto de pontos vizinhos ao ponto, (x;y)2 I, cuja

dist^anciae menorou igual a1 (Figura4.1(a)).

Ne 4 (x;y)=f(x n ;y n )2I j p (x n x) 2 +(y n y) 2 1g (4.4) A vizinhanca-8, Ne 8

(x;y) I, conhecida tambemcomo 8-conexo, e de-VIZINHANCA-8

nida abaixo como o conjunto de pontos vizinhos ao ponto, (x;y)2 I, cuja

dist^anciae menorque 2 (Figura4.1(b)).

Ne 8 (x;y)=f(x n ;y n )2I j p (x n x) 2 +(y n y) 2 <2g (4.5)

(49)

(a)Vizinhanca-6 (b)Vizinhanca-26

Figura4.2: Vizinhanca 3D.

s~ao asvizinhanca-6 e vizinhanca-26 (Figura4.2).

A vizinhanca-6, Ne

6

(x;y;z) I, e de nida abaixo como o conjunto de VIZINHANCA-6

pontos vizinhos ao ponto (x;y;z) 2 I, cuja dist^ancia e menor ou igual a 1

(Figura 4.2(a)). Ne 6 (x;y;z)=f(x n ;y n ;z n )2I j p (x n x) 2 +(y n y) 2 +(z n z) 2 1g (4.6) A vizinhanca-26, Ne 26

(x;y;z)  I, e de nida abaixo como o conjunto VIZINHANCA-26

de pontos vizinhos ao ponto (x;y;z) 2 I, cuja dist^ancia e menor que 2

(Figura 4.2(b)). Ne 26 (x;y;z)=f(x n ;y n ;z n )2I j p (x n x) 2 +(y n y) 2 +(z n z) 2 <2g (4.7) Um ponto, (x 1 ; ;x n

) 2 I e denominado vizinho de um outro ponto VIZINHO

(x 0 1 ; ;x 0 n )2I, se esomentese (x 0 1 ;;x 0 n )2Ne(x 1 ; ;x n ).

Uma regi~ao da imagem I e denominada regi~ao conexa, R i

, se para todo REGI ~

AOCONEXA

ponto pertencente a esta regi~ao, existe ao menos um vizinho pertencente



(50)

28 CAPITULO 4. CONCEITOS BASICOS

8

6

4

2

3

Arcos

Pesos

N

ós

Figura 4.3: Grafon~aodirecionalcom pesos associadosaos seus arcos.

imageme igual aoconjuntodomnioda imagem.

4.2 Grafo

Umgrafo,G(V;A),ede nido comoum conjuntode n pontos, V, chama-GRAFO

dos nos ou vertices, juntamente com um conjunto A denominado arcos ou

N 

OS

ARCOS

arestas (Figura 4.3). Cada arco de A e um par ordenado (p;q);p;q 2 V, e

determina a adjac^encia entre p e q. Aos arcos podem ser associados pesos,

PESOS

w(p;q),de modoa quanti car uma relac~ao entre nosadjacentes.

De ne-se peso de um grafo, W(G(V;A)) como a soma de todos os pesos

PESODEUMGRAFO

dos arcos dografo, G(V;A).

W(G(V;A))= X

w(p;q);8(p;q)2A (4.8)

Um grafo, G(V;A), e classi cado como grafo n~ao direcional quando GRAFON

~

AODIRECIONAL

(p;q) 2 A , (q;p) 2 A. Um grafo, G(V;A), e classi cado como grafo

GRAFODIRECIONAL

direcional quando existe aomenos um arco dografo que n~aoobedece a

res-tric~aoanterior. Nestateseeutilizadaarepresentac~aode grafon~aodirecional

com pesos, a qualsera referenciadaao longo dotexto apenas porgrafo.

Umpasseioemgrafo,P(p;q),eumasequ^encia nitaen~aovaziaP(p;q)= PASSEIO (p=v 0 ;a 1 ;v 1 ; ;a k ;v k

=q),cujostermoss~aoalternadamentenosv

i

e

(51)

extremos de a i s~aov i 1 ev i

. Dizemos queP e umpasseio dep=v

0 aq=v k e que os nos v 0 e v k

s~ao a origem e o termino de P, respectivamente. O

inteirok e de nido como o comprimento do passeio P(p;q). COMPRIMENTODOPASSEIO

Casoexista,umcaminhosimples emgrafo,(p;q),eumpasseio,P(p;q),

CAMINHOSIMPLES

sem nos repetidos.

Ocusto de um caminho,C(),ede nido por uma func~ao dos pesos dos CUSTODEUMCAMINHO

arcos do caminho.

A seguir e apresentada a formulac~ao de custo da soma, C

s

, que e dado CUSTODASOMA

pelasoma dos pesos dos arcos docaminho.

C s ()= j 1 X k=i w(v k ;v k+1 ) (4.9)

Outraformulac~aodecustoaser destacadaeadocusto maximo,C

m

,que CUSTOM 

AXIMO



e dado pelo maximopeso dos arcos do caminho.

C s ()= j 1 max k=i w(v k ;v k+1 ) (4.10)

De ne-se ocusto entre doisnos p eq,C(p;q), comoo menorcusto entre CUSTOENTREDOISN 

OS

todos ospossveiscaminhos entre osnos p eq.

C 

(p;q)=minC();8(p;q) (4.11)

De ne-se ocusto entre umaregi~ao L e um no p, C 

(L;p),como omenor CUSTOENTREUMAREGI ~

AOLE

UMN 

OP

custo do no p atodos osnos daregi~aoL,onde LV e L6=.

C 

(L;p)=minC 

(q;p);8q2L (4.12)

De ne-seocustoentreduasregi~oesLeM,C 

(L;M),comoomenorcusto CUSTOENTREDUASREGI ~

OESL

EM

entre qualquer noda regi~aoM a regi~ao L,onde L;M V eL;M 6=.

C 

(L;M)=minC 

(L;p);8p2M (4.13)

(52)

30 CAPITULO 4. CONCEITOS BASICOS

onde ounico noa ser visitado duas vezes duranteo passeioeo nop.

De ne-se vizinhancade um no,N  (p), como osubconjunto de nosde V, VIZINHANCADEUMN  O

quesejam adjacentes aonop.

N  (p)=fq;8(p;q)2Ag (4.14) 4.2.1  Arvore

Umaarvore,T(V;A),e um grafoque n~aopossui ciclos.  ARVORE T(V;A)=G(V;A),8p2V;@ c (p) (4.15) 4.2.2 

Arvore Geradora Mnima

Umaarvoregeradoramnima (minimumspanningtree)[Bol79],T

m (V;A),  ARVOREGERADORAM  INIMA e um subconjunto de um grafo G(V;A 0 ). T m (V;A) contem todos os nos de

G. Para todonode V,oconjuntode vizinhosen~aovazio easomados pesos

dos arcos daarvore, W

s

(T(V;A)),e mnimo.

4.3 Matriz

Umadasformasmaistradicionaisde representac~aodeumgrafoeatraves

de matrizes. O produto cartesiano dos nos do grafo produzem uma matriz

nn,ondencorrespondeaonumerodenosdografo. Aescolhadediferentes

associac~oes acada coordenada damatriz,de neas diferentes representac~oes

daestrutura de grafo. Aseguirs~aoapresentadasalgumasdas representac~oes

mais conhecidas.

Umgrafo,G(V;A),podeser representado porumamatriz de adjac^encia, MATRIZDEADJAC

^

ENCIA

M, de dimens~oes nn, com n correspondendo ao numero de nos do grafo.

(53)

4.4. SEGMENTACAO 31 1;2; ;n. Para (v i ;v j )62A, M(i;j)=0. M(i;j)= 8 < : 1 se (v i ;v j )2A

0 caso contrario

(4.16)

A representac~ao atraves da matriz de pesos, P, e adotada para os casos MATRIZDEPESOS

em que s~ao associados pesos aos arcos do grafo, w(v

i ;v

j

). Para cada arco

(v i ;v j )2A faz-se M(i;j)=w(v i ;v j ). Para (v i ;v j )62A, M(i;j)=1. P(i;j)= 8 < : w(p;q) se(p=v i ;q=v j )2A

1 caso contrario

(4.17)

4.4 Segmentac~ao

Em processamento de imagens digitais [Gon92] e comum ter que

sepa-rar os diferentes elementos que comp~oem uma cena. De nir o conjunto de

pontos que corresponda a um dado elemento signi ca segmenta-lo. Assim,

segmentac~ao de uma imagem consiste em divid-la em regi~oes, que normal- SEGMENTAC ~

AO

mente possuem algumconteudo sem^antico associado (Figura4.4).

Cada regi~ao segmentada de uma imagem e denominada parte de uma PARTE

imagem,ondeaintersec~aode duaspartesdistintasquaisquerde umamesma

segmentac~aoe sempre vazia.

Umapartic~ao consisteno conjunto das partes de uma imagem. PARTIC ~

AO

Um partic~aoe denominada partic~ao otima, quando o custo entre

quais-PARTIC ~

AO 

OTIMA

querpontosinternosaumaparteemenordoqueocustodequalquercaminho

entre dois pontos pertencentes a partic~oes distintas.

4.4.1 Segmentac~ao Multiescala

De ne-seumapartic~aomultiescaladenveli [SL00],P i

,comooconjunto PARTIC ~

AOMULTIESCALADE

(54)

32 CAPITULO 4. CONCEITOS BASICOS

Figura 4.4: Classi cac~aodas diferentes subdivis~oes de uma imagem.

das partes P i j , talque P i =fP i 1 ;P i 2 ; ;P i n i+1 g. Onde P i  e igual a P i 1 , a

menosdas duas partes P i 1

k e P

i 1

l

, ques~aosubstitudas pelasua respectiva

uni~ao(Figura4.5). Aescolhadas partesP i 1

k eP

i 1

l

, queseunemformando

uma nova parte unica, obedece ao criterio de minimizac~ao dos custos de

junc~ao entre regi~oes de uma partic~aoP i

, onde o custo de junc~ao, C

j (P i ),e CUSTODEJUNC ~ AO

omenor custo entre todas aspartes de P i , duas a duas. C j (P i )=minC  (L;M) 8L=P i j ;M =P i k ;j 6=k (4.18)

Destaforma,tem-sequeasegmentac~aomultiescalaeoconjuntode todas SEGMENTAC

~

AOMULTIESCALA

aspartic~oes multiescalade nveli de uma imagem segmentada emregi~oes.

Na segmentac~ao multiescalaaspartic~oes s~ao organizadascomo uma

seg-mentac~ao em nveis de re namento, onde a partic~ao de menor nvel, P 1

,

re ete a soluc~ao mais re nada contendo n regi~oes. A partic~ao P n

represen-tao resultado menos re nado, onde todas as regi~oes s~aojuntadas formando

uma unica regi~ao. A partic~ao P i

representa a junc~ao das i 1 regi~oes com

menorcusto associado, resultando numa partic~aocom n i+1regi~oes.

(55)
(56)
(57)

Watershed

Recentemente o watershed tem emergido como ferramenta primaria da

morfologia matematica para segmentac~ao de imagens. Partindoda hipotese

de que uma imagem nvel de cinza pode ser observada como um relevo

tri-dimensional, onde aintensidade dos pixels corresponde a alturado relevo,o

watershed determina todas asbacias hidrogra casdeste relevo.

Antes dede niroconceitode watershed,s~aonecessarios algunsconceitos

adicionais, como os de vizinhanca, zonas planas, mnimo regional e

micro-bacias de contenc~ao, que ir~aoapoiaro desenvolvimento dametodologia.

De ne-se zona plana como uma regi~ao conexa da imagem, na qual a ZONAPLANA

intensidade de seus pixels e constante.

Um mnimo regional [DVG94] e uma zona plana onde todos os pixels M 

INIMOREGIONAL

vizinhos t^em intensidade superior a da zona plana emquest~ao. O conjunto

conexo de pixels de uma imagem, no qual n~ao existe nenhum pixel cuja

intensidade sejamenoredenominado mnimo global. Dadauma vizinhanca, M 

INIMOGLOBAL

de ne-se mnimo local como o ponto para o qual n~ao existe nenhum pixel

M 

INIMOLOCAL

pertencente a esta vizinhanca, cuja intensidade seja menor que a da regi~ao

emquest~ao. Notequeenquantoomnimolocaleumapropriedadeassociada

a um pixel, omnimo regionale associado auma regi~ao.

Para cada mnimo regionalda imageme possvelde nir a sua din^amica,

denominada din^amica do mnimo regional, onde esta medida consiste na DIN ^

AMICADOM 

INIMO

(58)

36 CAPITULO 5. WATERSHED

Mínimo

global

Mínimo

regional

Zona

plana

Dinâmica

do mínimo

regional

Mínimo

local

Figura5.1: Ilustrac~ao1D dos conceitos de zona plana, mnimo local, global

eregional.

menordiferencadealturaaser transpostaparasechegaraumoutromnimo

regionalde menor intensidade.

Na Figura 5.1 e apresentado um exemplo unidimensional ilustrando as

propriedadesdescritas anteriormente.

As diversas abordagens de watershed s~ao normalmente calculadas sobre

aimagemdogradiente. De ne-segradiente [Gon92]comouma diferenciac~ao GRADIENTE

daimagens,ondepara uma func~ao f(x);x=(x

1 ;x 2 ; ;x n ),o gradientede

f nacoordenada xe de nido pelovetor

rf = 2 6 6 6 6 4 @f @x 1 @f @x 2 . . . @f @xn 3 7 7 7 7 5 (5.1)

cujamagnitude e dada por

rf =mag(rf)= h ( @f @x1 ) 2 +( @f @x2 ) 2 ++( @f @xn ) 2 i 1=2 (5.2)

(59)

5.1. WATERSHED BASEADO NA SIMULACAO DE INUNDACAO 37

No contexto de morfologia matematica, ecomum a utilizac~ao dos

gradi-entes interno, externo emorfologicobaseados nas operac~oes morfologicas de

dilatac~ao,Æ, e eros~ao," [Ser82][Ser88 ]. O gradiente interno de uma imagem GRADIENTEINTERNO



e dado pela diferenca da imagem original, pela sua correspondente eros~ao.

O gradiente externo de uma imageme dado pela diferenca da dilatac~ao da GRADIENTEEXTERNO

imagemoriginal,pelapropriaimagemoriginal. Finalmente,ogradiente

mor-GRADIENTEMORFOL 

OGICO

fologico de uma imageme dado pela diferenca saturada, , daimagem

ori-ginal dilatada,pelasua correspondenteeros~ao(equac~ao 5.3).

rf =Æ " (5.3)

A seguir s~ao apresentadas as duas maneiras de interpretar as diversas

nuancas do watershed: simulac~aode inundac~ao eem grafo.

5.1 Watershed Baseado na Simulac~ao de

Inundac~ao

5.1.1 Linhas de Watershed

Interpreta-seogradientedeumaimagemnveldecinza2D,I(x;y),como

sendo um relevo de nido pela intensidade de seus pixels, onde os proximos

ao preto representam um baixo relevo eos proximos aobranco representam

um altorelevo. Orelevoeinundadoprogressivamente, atravesdain ltrac~ao

d'agua pelos furos posicionados em cada um dos mnimos regionaisda

ima-gem, de modo a formar bacias hidrogra cas denominadas micro-bacias de MICRO-BACIASDECONTENC ~

AO

contenc~ao, CB

i

. As micro-bacias de contenc~ao no contexto de watershed

tambem s~aoconhecidas porregi~oes de watershed.

Duranteainundac~ao,acadatentativadejunc~aodeduas micro-baciasde

contenc~ao adjacentes, cria-se um divisor de aguas de modo a impedir esta

(60)

38 CAPITULO 5. WATERSHED

De ne-se linha de watershed ou simplesmente watershed como a pro-WATERSHED

jec~ao2D doconjuntode todospontosqueformamosdivisores d'agua,

resul-tantedoprocesso de inundac~aodescrito anteriormente (Figura5.2).

O watershed por regi~oes e de nido de modo semelhante ao watershed. WATERSHEDPORREGI

~

OES

Os divisores d'agua deixam de existir e assume-se que a agua in ltrada em

cada mnimo regional possua uma cor distinta. O processo de inundac~ao e

analogo ao watershed, com a excec~ao de que n~aoe permitidaa mistura das



aguas de duas micro-bacias de contenc~ao. A projec~ao das regi~oes formadas

apos completadoo processo de inundac~ao de ne owatershed por regi~oes.

Oconceito de aguascoloridas,usadas nowatershed porregi~oes esta

inti-mamenteligadoaoconceitoderotulo. De ne-serotulocomoumidenti cador R



OTULO

atribudoaumconjuntodepixels daimagem,ondeoconjuntodepontosque

compartilham um mesmo rotulo possuem um mesmo signi cado sem^antico

naimagem.

De ne-se bacia de contenc~ao, CB, no contexto de watershed, como a BACIADECONTENC

~

AO

uni~ao aleatoria de algumas micro-bacias de contenc~ao obtidas por outros

tipos de watershed: por marcadores e hierarquicos, descritos nas proximas

sec~oes.

Devido a construc~ao do watershed, o alagamento graduale uniforme do

relevofazcom que aaguatome primeiramenteoscaminhos de menor altura

(menorcusto),demodoqueoparticionamentodaimagemsejasempreotimo.

Em [DVG94], encontra-se descrita uma maneira e ciente de calcular as

linhas de watershed utilizando-se do recurso de la hierarquica para

otimi-zac~aodo processamento.

5.1.2 Watershed por Marcadores

(61)

en-5.1. WATERSHED BASEADO NA SIMULACAO DE INUNDACAO 39

Linhas de

Watershed

Figura 5.2: Linhas de watershed.

shed normalmente resultam na super-segmentac~ao 1

da imagem processada.

Buscando reduzir o numero de regi~oes obtidas pelo watershed tradicional,

generaliza-se o conceito de watershed atraves do watershed por marcadores, WATERSHEDPORMARCADORES

onde o processo de in ltrac~aopassa a ser feitoatraves dos pixels

correspon-dentes as posic~oes dos marcadores rotulados distribudos estrategicamente

na imagem do gradiente. Quando os marcadores s~ao posicionados em cada

um dos mnimosregionaisdaimagem,onde para cadamarcador eassociado

um rotulo diferente, obt^em-se owatershed tradicional.

Observe, na Figura 5.3, a comparac~ao entre o watershed tradicional e o

watershed pormarcadoresemumaimagemunidimensional. NaFigura5.3(a)



e apresentado o particionamento segundo a abordagem tradicional, onde o

processo dein ltrac~aoefeitoemcadaum dosmnimosregionaisdaimagem,

que possuem rotulos distintos. Na Figura 5.3(b) e apresentada a mesma

imagem,particionadapelaabordagempormarcadores,onde hasigni cativa

reduc~ao donumero de bacias de contenc~ao. Observe que osmarcadores n~ao

necessariamentepontuais, s~aoposicionadosarbitrariamentepelaimagem,de

modoa obter o particionamento desejado. Marcadores distintos podem ser

1

(62)

40 CAPITULO 5. WATERSHED

Mínimos Regionais

(a)Tradicional

Marcadores

(b)Pormarcadores

Figura5.3: Comparac~aodowatershed tradicionalcom owatershed por

mar-cadoresemum sinal unidimensional.

associadosarotulos iguais,forcandoa obtenc~ao de partic~oes quaisquer,com

partes eventualmente n~ao conexas decorrentes da atribuic~ao de um mesmo

rotulo,a mais de um marcador.

5.1.3 Watershed Hierarquico

O watershed tambem pode ser observado como uma segmentac~ao

multi-escala (sec~ao 4.4.1) denominada watershed hierarquico (Figura 5.4). O wa-WATERSHEDHIER



ARQUICO

tershed hierarquicopermitede nirnveisprogressivosdeparticionamentode

modoa controlar o numero de regi~oes obtidas,mantendo-se as bordas mais

signi cativasdaimagem.

Prosseguindocom aanaliseporinundac~ao, fazero watershed hierarquico

consisteeminundaro relevode nidopelaintensidade dos pixels daimagem,

atravesdosmnimosregionaisdaimagem,atequecadaumadasmicro-bacias

atinjaum limiarpre-estabelecido,s, para uma metricaescolhida. Para cada

valordes,haveraumanovapartic~aodowatershed,formandoumahierarquia

entreassegmentac~oes. Observeaformac~aodebaciasdecontenc~aoresultante

do processo de inundac~ao, que pode provocar a junc~ao de algumas

(63)

5.1. WATERSHED BASEADO NA SIMULACAO DE INUNDACAO 41

H

(a)Marcadores (b)Watershed hierarquico

Figura 5.4: Watershed hierarquico segundo a abordagem de inundac~ao em

um sinal unidimensional.

H

(a)Altura

A

(b)  Area

V

(c) Volume

Figura 5.5: Exemplo das metricas mais utilizadas nowatershed hierarquico

aplicadas aum sinal unidimensional.

des da altura (Figura 5.5(a)), da area (Figura 5.5(b)) e do volume

(Figu-ra5.5(c)) de umabacia hidrogra ca. No exemploapresentado naFigura5.4



e utilizadoo criterio de altura.

Tomandoos mnimosregionaisdo relevo resultantedoprocesso de

inun-dac~aoateolimiarscomosendoosmarcadoresdaimagem,ondecadamnimo

regional recebe um rotulo distinto, executa-se o watershed por marcadores

de modoa conseguir o particionamento desejado para a hierarquia (escala)

(64)

42 CAPITULO 5. WATERSHED

numero de partes obtidas pelo watershed hierarquico. Quando adotado o

limiarigualazero,owatershed hierarquicoequivaleaowatershed tradicional.

5.2 Modelagem Watershed usando Grafo

A abordagempor inundac~ao traz uma maneira bastante interessante de

visualizarowatershed,promovendoumainterpretac~aovisualdametodologia.

Noentando,origormatematicosefaznecessarioparaagarantiadacoer^encia

eda precis~aodos resultadosobtidos pela metodologia.

Aproveitando a formalizac~ao da teoria de grafos, e apresentada a seguir

uma forma de modelar as diferentes abordagens dowatershed usando grafo

(sec~ao4.2),enfatizandoautilizac~aodateoriade orestadecaminhomnimo.

5.2.1 Floresta de Caminho Mnimo

De ne-se arvore de caminho mnimo de um no raiz n, como a arvore  ARVOREDECAMINHOM  INIMO DEUMN  ORAIZN

derivada de um grafo,G, quedescreve oscaminhos que levamonon acada

um dos nos dografo,atraves docaminhode menorcusto.

Encontrar a oresta de caminho mnimo de um grafo,G, associada a m FLORESTADECAMINHO M  INIMO nosraizesn i

,correspondeaografoquecontenhatodasasarvoresdecaminho

mnimo de nidas para cada no de G aono raiz n

i .

Quando o custo de um caminho e dado pelo maximo peso dos arcos

do caminho, a oresta de caminho mnimo e equivalente ao watershed por

marcadores.

Deve-se observar que o custo de um caminho deve ser calculado sempre

do marcador para o ponto desejado (Figura 5.6), caso contrario, n~aose

po-de garantir que a partic~ao seja otima. O processo de inundac~ao feito pelo

watershed pressup~oe o crescimento dos marcadores, ou seja, os marcadores

v~ao se expandindo ordenadamente em direc~ao aos demais pontos da

(65)

W

M

1

M

2

M

3

M

4

Figura 5.6: O calculo do custo do caminho obedece o sentido que vai do

marcador parao ponto analisado.

5.2.2 Transformac~ao Imagem-Floresta

A transformac~ao imagem- oresta 2

(IFT) euma sequ^encia de dois mape- TRANSFORMAC ~

AO

IMAGEM-FLORESTA

amentosconsecutivos, I !G!I

a

, onde Ge um grafo de nido na imagem

digital I e I

a

euma imagemanotadade I.

De ne-se imagem anotada como uma imagem associada a uma oresta IMAGEMANOTADA

de caminhomnimo.

Em [LF00], os autores mostram que o particionamento otimo de uma

imagem pode ser obtido utilizandoatransformac~aoimagem- oresta,

basea-da noconceito de grafo. Fundamentado peloalgoritmode Dial [Dia69] para

orestade caminhomnimo,atransformac~aoimagem- orestagaranteo

par-ticionamento otimo segundo um criterio de custo calculado como o maximo

peso doarco no caminho.

Aabordagemdatransformac~aoimagem- orestapode ser de nida

segun-do duas maneirasdiferenciadas de manipulac~ao: por pixel e por regi~oes.

Para atransformac~ao imagem- oresta por pixel,cada pixel daimageme TRANSFORMAC ~

AO

IMAGEM-FLORESTAPORPIXEL

mapeado comoum nodo grafoeosarcos s~aode nidos entre os nos segundo

avizinhancaescolhida(versec~ao4.1.1). Paracadanovizinhoexiste umarco

queointerligaaonoanalisado. Independentementedavizinhancaescolhida,

Referências

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