CENTRO
DE
CIÊNCIAS
DA
SAÚDE
DEPARTAMENTO DE
TOCOGINECOLOGIA
CURSO DE
MEDICINA
\/
W
156
Auclossàacom
›umÁn1o
~RELATO
DE
UM
CASO
Florianópolis, janeirode
1994.CENTRO
DE
CIÊNCIAS
DA
SAÚDE
DEPARTAMENTO
DE TOCOGINECOLOGIA
CURSO
DE
MEDICINA
Auciossàncomà
MAmÁn¡o
RELATO DE
UM
CASO
ADRIANO
CARTAXO
ESMERALDO*
*Doutorando da
12'* fasedo
curso
de
graduação
em
Medicina
da
UFSC
AGRADECIMENTOS
À
Dra.Ana
Rosa
Oliveira Dellagiustina, pela orientaçãodada na
elaboração deste trabalho.REsUMo
... ..INTRODUÇÃO
... ..ÍNDICE
APRESENTAÇÃO
Do
cAso
... ._D1scUssÃo
... ..ABSTRACT
... . .BIBLIOGRAFIA
... .RESUMO
O
angiossarcomamamário
éuma
neoplasia maligna, muito rara,que
ocorreprincipalmente
em
mulherescom
idade reprodutiva( 5, 10 ). Esta neoplasia possuium
péssimo
prognóstico, apresentandouma
sobrevidamédia
de
2'/í» anosapós o
seudiagnóstico( s, 13 ).
'
.
Um
caso'de
angiossarcomamamário
em
tratamento, apresentando longotempo
de
sobrevida será relatado. Serão discutidas as características clínicas, a evolução, o tratamento eo
prognósticobaseados
na
literatura mundial.1N1'RoDUÇÃo
O
angiossarcomamamário
(AM
) éuma
rara e usualmente fatal neoplasiamesenquimal
maligna,de
origem vascular eque
determina espaços vasculares irregularesrevestidos e parcialmente
ocupados
por endotelioblastos de aparência maligna(9).Em
cerca de160
casos deAM
têm
sido descritosdesde o
1° relatoem
1887, por Schmitd,que
referiu ll casos de mulherescom
tumores malignosmamários que
recidivavam frequentemente e
que
sedisseminavam
para órgãos intemossem
comprometer
os linfonodos axilares( 7, 8, 21 ). Posteriomente,
Bormann
em
1907, descreveu o primeirocaso de
AM
mais
bem
documentado,
sobo termo
dehemangioma
metastatizante( 2, 5, 8, 26 ).Desde
a sua descoberta,o
angiossarcomatem
recebido diversas sinonimias,entre as quais:
hemangioma
metastatizante benigno, hemangioendotelioma, hemangioblastoma,hemangiossarcoma
e angiossarcoma, sendo os dois últimos termos osmais
empregados, pordescreveram
a natureza maligna e a origem vasculardo
tumor( a, 13,is).
Embora
o
angiossarcoma sejauma
raridade,a
mama
parece ser,desproporcionalmente, o sítio corporal
mais
comum
para o seu desenvolvimento( 13 ).Sua
incidência gira
em
tomo
de2,7%
a9,1%
dos sarcomas
mamários(
2, 3, s ) eem
aproximadamente
1%
dostumores
malignos demama(
5 ). Estetumor acomete
mulheresjovens
em
idade reprodutiva, principalmente entre a 3” e 4°décadas de
vida( 5. 10, 13 ).O
sexo masculino raramente desenvolve
AM,
sendoque o
1° caso foi descrito porYavad,
em
1976, deum
pacienteque
tinha 35 anos eque
evoluiu para o óbito por complicaçõesinerentes ao tumor, apesar
do
tratamento( 13 ). Posteriormentemais
dois casosforam
relatados( 22 ).
Geralmente
o
AM
apresenta-secomo
um
aumento de
volume
da
mama,
de
crescimento muito rápido,
pouco
doloroso,com
massa
de
limites irnprecisosprofundamente palpada e usualmente
não
fixa à pele, à musculaturaou à
caixa torácica."A
pele
normalmente
apresenta-secom
uma
coloração azulada, avermelhada, violáceaou
preta( fazendo lembrar
um
processo inflamatórioou trauma
recente )( 6, 1, 13, 16 ).O
diagnóstico
do
AM
é eminentemente histopatológico, auxiliadopor
características clínicasAo
exame
macroscópico
oAM
caracteriza-se por serum
tumor volumoso,
leve, inegular,não
capsulado,com
áreas de hemorragia e necrose focal. Já à microscopia ele é classificadoem
três grupos distintos(19),de
acordocom
a classificação abaixo:a)
Bem
diferenciado: tumorescom
espaços vascularesbem
formados,cercados por
uma
ou
duascamadas
de células endoteliais.Não
há
evidênciasde
hemorragias, necroses, pleomorfismos
ou
anaplasias.As
mitoses são raras e normais. Ocasionalmente os espaços vascularesmostram
áreas detrombose
ou
de tufosde
célulasendoteliais.
b)
Moderadamente
diferenciado: ostumores
sãocompostos de
áreas deAM
bem
diferenciadocom
raros focos de tumores sólidoscompreendendo
menos
de20%
da
massa
tumoral.c)
Pouco
diferenciado: estescompõem-se,
predominantemente,de tumores
sólidos
com
poucas
áreas de espaços vascularesbem
formados
e identificados.Apresentam
muitas áreasde
necrose, hemorragias,pleomorfismos
celularesmarcados
com
abundantes figuras
de
mitoses semelhantes a outras neoplasiascomo
o sarcoma
histiocitário e o coriocarcinoma.
O
tratamento parao
AM
é dificil, devidoà
sua natureza maligna eao
seu graude agressividade.
A
escolha éa mastectomia
simples,podendo
se associar quimioterapia(QT)
e/ou radioterapia(RT
)como
procedimento paleativo( 3, 6, 24 ).O
prognóstico destetumor
é muito reservado.Normalmente
a sobrevidados
pacientes giraem
tomo
de
2%
anos após
o
diagnóstico(s,13).O
propósito deste trabalho é relatarum
caso deAM,
um
tumor
raro, maligno ecom
um
prognóstico muito ruirn, descrevendo a clínica, o diagnóstico, a evolução e o tratamento, cornparando-o à literatura existente.APRESENTAÇÃO
Do
caso
Identificação- I. P. S. J.,
26
anos, feminino, casada, branca, brasileira, naturalde
Capão
da Canoa/ RS,
procedente de Araranguá,do
lar,com
várias intemaçõesanteriores. Foi internada
na
Matemidade
Carmela
Dutra(MCD
)em
llde
agostode
1992,sob
registro n° 91625.Queixa
principal- "Caroço" e dorno
seio. _HDA-
Há
sete anos, a paciente notouum
nóduloem
mama
D,
móvel,pouco
doloroso,
com
diâmetroem
tomo
de4
cm
eque
cresceu rapidamente.Ao
final daquele ano, procurou asistência médica,que
indicou a nodulectomiacomo
tratamento, cujoanátomo
patológico(AP
) determinou benignidade( sic ).No
ano
seguinte,houve
recorrência
do nódulo no
localda
cicatriz,com
caracteristicas semelhantes ao anterior eque
con1prometia a pele determinandouma
coloração violácea, indicando-senova
nodulectomia, cujoAP
a pacientenão soube
informar o resultado.Um
ano depois,houve
nova
recorrênciacom
asmesmas
caracteristicas eo
mesmo
tratamento.Nos
anosseguintes,
apareceram mais
dois nódulosna
mesma
mama
de
características idênticas eque foram
ressecados.Não
havia relato deAP
dos
últimos nódulos ressecados.Em
novembro
de
1991, estando nestaépoca
no
quartomês
de gestaçãodo
seu terceiro filho, surgiram múltiplos nódulospequenos
no
localda
cicatrizem
mama
D
e
em
outros locaisdo parênquima da
mesma
mama,
havendo comprometimento da
coloração
da
pele, tornando-a violácea.Na
época
amastectomia
com
esvaziamento ganglionar axilarD
foi realizada( laudoAP
encontra-se nosexames
complementares).No
sétimomês
de
gestação a paciente referiu dorna
cicatrizda
mastectomia, tipo
fisgada
ecom
aumento
progressivoda
mesma.
V_
Em
março
de1992
a paciente relatou ter surgidoum
nóduloem
ombro
E, lesão tipo "espinha"
de
crescimento lento, doloroso,com
aspecto semelhante aos nódulos demama
anteriormente ressecados. Foiencaminhada
àMCD
em
agostode 1992
para
melhor
avaliaçãodo
nódulo, detectando-e aoexame
fisico outronódulo
em
quadrante inferior intemo
em mama
contralateral(E
).A
paciente foi internada e aISDA-
Gerais: sp.Olhos, ouvidos, nariz, garganta: sp.
Cabeça: sp.
Ap.
cardíaco: sp.Ap.
respiratório:há
5 diascom
dor torácica ventilatório dependente, principalmenteem
hemitórax E.Raio
X
de tórax normal.Ap.
digestivo: sp.Ap.
urinario: sp.Sistema nervoso central: sp.
Ap.
osteoarticular: sp.Membros
inferiores: sp.Membros
superiores:HDA.
Antecedentes
glnecológicos e obstétricos:menarca
aos 15 anos, ciclos menstruais regulares 30/4
dias.inicio
da
atividade sexual aos 16 anos.usou
anticoncepcional oral durante9
anos.-gesta III, para II, ces. I, ab. 0. Primeiro parto aos 18 anos e o terceiro aos
26
anos.
DUM
não
relatada.negava
qualquer patologia genital.Nunca
fez colpocitologia oncótica.arnamentou por 3
meses
os 2 primeiros .filhos.HMP-
Nascida
de parto normal, refere DPI,nega
alergiasou
outras doenças.HMF-
Mãe
cardiopata, tia diabética, irmã broncopata.Nega
neoplasiasou
outras doenças.
Hábitos
econdições
de
vida-Alimentação
variada, casa de alvenariaonde
residem 2 adultos e 3 crianças.
Nega
fiimo, álcool, drogasou
outros vícios.Exame
físicoda
primeira
internaçãona
MCD:
Paciente orientada, consciente, lúcida, comunicativa.Bom
estado geral e rmtricional, pele emucosas
coradas e hidratadas, eupneica,sinais vitais estáveis.
TCSC
pouco
diminuído, fàneros sp,sem
edemas, pulsos normais,sem
linfonodos palpáveis.'
Cabeça
e pescoço: sp.Tórax: cicatriz cirúrgica
da mastectomia
àD,
ausculta cardíaca epulmonar
normal.
Mama
E
com
nóduloem
quadrante inferior intemo de zh 1cm
de diâmetro,sem
outras caraterísticas.
Abdõmen:
sp. Genitais: sp. Osteoarticular: sp.Membros
inferiores: sp. `9
Membros
superiores : nóduloem
ombro
E
de
1
2cm
de diãmetro( sic ),com
coloração violácea e doloroso à palpação. '
Exames
complementares:
Laudo
AP
da mastectomia
D(
novembro
de 1991 ): oAP
mostrou
àmacroscopia
extensas lesões nodulares peri-mamilar
e peri- areolar,medindo
6,5x
6cm,
aos cortes os nódulos localizavam-se
a
3,5cm
de
profundidade,formando
massa
hemorrágica
com
outras áreas demesmo
aspecto. Apresentava invasãono
tecido gorduroso,mamário
e subcutâneo fazendo protusões nodulares para pele.A
microscopiamostrou
neoplasia constituídade
vasos e canais inter- comunicantes, irregulares,com
células endoteliais
aumentadas
ecom
núcleos hipercromáticos fazendo protusão para luz.O
achado
AP
revelou serum
hemangioendotelioma mamário.
Confinnado
a
posteriorecomo
angiossarcomabem
diferenciado.Raio
X
tórax normal( à intemação ).USG
abdômen
normal(à
internação ). ~Evoluções
intrahospitalaresdurante
as internaçõesda
pacienteno
período
de
11de
agostode
1992
a30
de
agostode
1993
1° intemação: paciente realizou nodulectomia
no segundo
dia de intemação cujoAP
confinnou
tratar-se deAM
metastático. Tratamento quimioterápico foi indicado e o nóduloem
ombro
E
foi mantido para controle duranteQT.
2* internação: hospitalização para
QT,
sem
intercorrências.3° intemação: apresentou manifestações extra- piramidais pelo
uso
demetoclorpramida durante
QT.
4* intemação: interna para
QT,
apresentando dor à palpação estemal. 5” intemação:QT
sem
intercorrências.6” intemação: realizou
QT
iniciando logoapós
com
cefaléia fi'ontal, dor torácicatipo pontada, náuseas e anorexia
que melhoraram
em
2 dias.Cinco
dias após inicioucom
fonnigamento
em
braço E, braçoD
e peri- labial. Apresentoumão
em
garra àE
eadução
do
polegar àD
que
regrediu espontaneamente. Referiu atraso menstrualde
1mês
com
TIG
negativo. '
7° internação:
retomou ao
hospital apresentando linfangite ascendente necrotizanteem
coxa
E
pós
abscessoem
face interna de joelho E, leucopenia e sépsis(já
controlados
no
momento
da
internação ).Foram
realizados dois debridarnentos cirúrgicos,recebendo alta após
melhora da
linfangite.8” intemação:
QT
sem
intercorrências.9” intemação: veio para realizar
QT
quando
foi detectadoum
nóduloem
quadrante superior
extemo
em
mama
E, de diâmetroem
tomo
de
1,5 cm, duro, indolor,associado à lesão
em
ombro
E. Foi transferida ao HospitalGov. Celso
Ramos,
onde
realizou
mastectomia
simplesà
E, exéresedo
nóduloem
ombro
E
e recebeu enxertoem
coxa
E.As
peças
cirúrgicasforam
enviadas paraAP,
confinnando
o diagnósticode
AM.
10* intemação:
retomou
paraQT
e apresentava dor retroestemal e nóduloem
região estemalde
i
5x
4
cm. «ll* intemação( 30/ 8/
93
): realizouQT. Quadro
inalteradodesde
intemaçãoanterior,
mantendo-se
estável clinicamente.Recebeu
alta,com
marcação de retomo
paranova QT.
A
DIscUssÃo
O
angiossarcomamamário
éum
rarotumor
maligno,que
carregao
pior prognóstico de todos os tumoresda
mama(
7, 13, as ).Quase
sempre acomete
mulheres,em
idade reprodutiva e
com
maior fiequência
para terceira e quartadécadas
de vida( 5, 10 ).Por
estaraâo,
é discutidaa
açãohormonal
para o desenvolvimentodo
tumor, principalmenteporque
é durante a gestaçãoque
estetumor
tem
o seu crescimentomais
acentuado(3 ).
Neste
estudo, a paciente apresentouum
deenvolvimento
significativodo
AM
durante a gestação, o
que
detenninou amastectomia
à D.
O
laudoAP
destamastectomia
esclareceu a natureza maligna desta neoplasia. Outros fatores,
além da ação
hormonal, são especulados parao
desenvolvimentodo
tumor,como
traumatismo e história familiar( 2 ).O
angiossarcomamamário tem
predileção pelamama
D
àmama
E( 3, 24, 25, 26 ).O
envolvimentoda
mama
contralateral écomum,
podendo
serpor tumor
primárioou por
tumor
metastatizante, e ébem
mais
freqüenteque o
bilateral simultâneo( Batchelor relatouum
casode
AM
bilateral associado à gestaçãoem
uma
mulher
afi'icana)(1.2.3. io, 13, is ).No
presente estudo,o
sítio inicialdo
AM
foi amama
D,
com
posteriorcomprometimento
da
mama
E,confirmando
a literatura.O
quadro clinico apresentado pela paciente foio
clássico para angiossarcoma.A
literatura relata casosde
apresentação clinicaincomum.
Em
um
caso foi relatado a presençade
massa
pulsátil e soprona
mama,
eem
outros três, a presença deflutuação
local
do
mesmo
volume
que
a lesão( 3, 16 ). _O
diagnósticodo
AM
é feito pela análise histo- patológicado
tecidomamário,
auxiliado pelas caracteristicas clinicas e
complementado
pelosmétodos de imagem, como:
mamografia,
USG
e ressonância nuclear magnética torácica(17,z5 ).A
pacienteem
estudorealizou apenas
mamograña( março
de
1991 ), por falta de outrosmétodos
de.imagem
em
seu local de origem.
As
metástasesocorrem
predominantemente por via hematogênica( 2, 5, 6, 7 ).Os
órgãos
mais
acometidos são: pulmão, pele eTCSC,
ossos, fígado, ovário, cérebro, baço, linfonodos e coração.O
comprometimento
dos linfonodos axilares pelotumor
é raro,podendo
ocorreruma
hiperplasiados
mesmos,
um
aumento de
sensibilidadeou
dor, e flutuaçõesno
mesmo
ladoda
lesão mamária,sem
a presençade
neoplasia( 16 ).Neste
caso, a paciente apresentou metástases simultâneas para
mama
E
eombro
E(
TCSC
),sendo
que na
literatura oacometimento
da
mama
contralateralnormalmente
precede qualquer evidência de metástases( 3 ).A
elevada taxa de recorrência local está associada àextensa infillração local
do
tumor
e aum
procedimento cirúrgico inadequado( 25 ).A
maioriados
autoresrecomenda
o tratamento cirúrgicocomo
amelhor
condutafrente a
um
AM
primário( 3, 13 ).A
escolha cirúrgica é amastectomia
simples( 3, s, 24 ).Quando
se desejaum
procedimentomais
agressivo devido aum
grandevolume
tumoralou
à infiltração de estruturas vizinhas, está indicada a
mastectomia
radical, a radicalmodificada
ou
amastectomia
totalcom
retiradaem
blocoda
parede torácica( 24).A
QT
e aRT
têm
sidoempregadas
como
tratamento coadjuvanteou
paleativo à cirurgia( 3, 6, s ).Rosner(
1988
)em
seu estudo, relatouuma
sobrevida de 12 e 10 anosem
2 pacientestratadas
com
QT
adjuvante à cirurgia( 22 ).Um
longotempo
de sobrevidaem
AM
éincomum.
A
média
fica
em
tomo
de2'/z anos
após o
diagnóstico( 8, 13 ).Neste
estudo a paciente encontra-seem
QT
pararedução
de
um
nódulo estemal,com uma
sobrevida atéo
momento
de8
anos.Domell
(1981 ),em
seu estudo, relatouque
12 entre 13 pacientescom
AM
bem
diferenciadoestavam
vivasapós
5 anos, e 10 delasestavam
livresda doença
sem
recorrências( 4, 24 ).Outros autores
como
Hunter e col. conseguiram sobrevida semelhanteao
casoem
estudo.Devido
à sua raridade e à freqüente aparência benigna à histologia,o
AM
tem
sido erroneamente diagnosticado
como
uma
neoplasia benignaem
mais de
um
terçodos
casos(3,13,16).O
diagnóstico definitivonormalmente
só é feitoapós
a paciente apresentaruma
ou mais
recorrências locais,como
ocorreuno
presente estudo, retardandoo
tratamento
adequado
ecomprometendo
o
prognósticoda
paciente.A
principio, esta paciente possui prognóstico favorável devidoao
seutempo
de
sobrevida eao
grau de diferenciação tumoral.Porém
o seu prognóstico ainda é questionado,porque não
sepode
afirmar seao
términoda
QT
haveráou não
nova
recorrênciada
neoplasia.'
ABSTRACT
Angiosarcoma
of the breast is a rare malignantneoplasm
that occursmost
commonly
inwomen,
beetwen
20 and
40
years old. Thisneoplasm
has apoor
prognosticand
about 2'/z survival rate aflier the diagnosis.One
case of angiosarcoma of the breast in treatment, with long- term survivalwill
be
related.The
clinical features, the evolution of the patient, the treatmentand
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0158 Ex.l N-ChfimTCC UFSC
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0158Autor: Esmeraldo, Adrianó
Título: Angiossarcoma mamário : relato
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972805209 Ac. 254293
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