Veloc
Na
Universid
Depa
ímetro Digital par
Bicicletas
Gildenir Soares Bati
Instrumentação Eletrôn
Luciano Fontes
atal-RN, novembro de 2009
dade Federal do Rio Grand
artamento de Engenharia E
ra
ista da Silva
nica, 2009.2
s Cavalcanti
de do Norte
Elétrica
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Velocímetro Digital para Bicicletas
Sumário
1. ASPECTOS GERAIS...3 1.1 Introdução (Definição)...3 1.2 Estudo Físico...3 1.3 Planejamento Estratégico...6 2. MODELAGEM DO TEMPORIZADOR...143. PROJETO DO CONTADOR (0 até 59)...16
4. ESQUEMA DE MONTAGEM DO VD...17
5. IMPLEMENTAÇÃO DO VD...18
6. CONCLUSÃO...19
7. REFERÊNCIAS...20
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1. ASPECTOS GERAIS
1.1 Introdução (Definição)
Este trabalho tem por objetivo elaborar o projeto e realizar a montagem de um Velocímetro Digital que possa medir velocidades de até 59 km/h para uma bicicleta comum. Os pulsos digitais serão gerados pela passagem de um imã permanente em um sensor magnético, designado por “Reed-Switch”, que será acoplado ao garfo da bicicleta, conforme veremos em detalhes mais adiante. Entenda a designação VD, citado no texto, como sendo Velocímetro Digital.
1.2 Estudo Físico
Inicialmente foi feito um estudo do ponto de vista físico, isto é, como modelar o cálculo da velocidade de uma bicicleta e do seu movimento linear a partir da informação disponível da roda, associando seu comprimento com a quantidade de pulsos gerados pela passagem do imã nas proximidades do sensor em um determinado período de tempo.
Fig. 1.2.1 – Roda dianteira de uma bicicleta.
De posse do valor do diâmetro d da roda, que é de 0,64m e da equação do comprimento da circunferência, , foi possível calcular o seu comprimento.
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0,64 2
De forma a facilitar o projeto, ao invés usarmos apenas um imã fixado na roda da bicicleta, que é o mais comum nos projetos desse tipo, foram adotados dois imãs, pois sendo assim, teremos a relação de 1 pulso para cada metro percorrido (razão de 1:1), evitando assim eventuais cálculos, o que implicaria no aumenta do número de componentes envolvidos no projeto. Observe no esquema da Fig. 1.2.2 que os imãs foram fixados em posições eqüidistantes em relação ao eixo da roda, justamente para se ter dois semicírculos de comprimentos iguais, cada um com 1m.
Fig. 1.2.2 – Posição dos imãs e do sensor na roda dianteira da bicicleta.
Então, ficou assim:
1pulso digital 1metro percorrido pela bicicleta
Sendo assim, a velocidade linear do pneu pode ser facilmente calculada se forem contabilizados a quantidade de pulsos gerados pelo sensor em um determinado período de tempo.
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1 ∆
, onde p é o número de pulsos ou múltiplos de 1 metro num intervalo de tempo ∆t, em segundos.
É importante lembrar que um dos objetivos desse projeto é obter a velocidade linear da bicicleta em km/h e não em m/s. Portanto, foi encontrada a relação entre km/h e m/s, ficando assim:
1 1
1000 3600
, e simplificando o segundo membro da igualdade, encontra-se que:
1 ⁄ 1
3,6
Portanto, o valor de ∆t deve ser igual 3,6 segundos para se ter, de forma direta, a velocidade em quilômetros por hora, conforme a expressão abaixo:
1 3,6
Note que a expressão acima fornece a velocidade em função de
p, ou seja, p=1 significa que a bicicleta gerou 1 pulso digital (ou que
percorreu 1metro) em um período de observação de 3,6 segundos e que ela, conseqüentemente estar a uma velocidade média de 1km/h. De forma análoga, se p assumir valor 2 a bicicleta estará a uma velocidade média de 2km/h; o mesmo ocorre para os demais valores inteiros de p. Lembrando que nesse projeto o p possuirá uma faixa de
0 (zero) até 59 (cinqüenta e nove quilômetros por hora).
Em síntese, consideramos somente
* ⁄
gildenirsoares@yahoo
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1.3 Planejamento
Com base nas de o desenvolvimento de Vejamos então, cada
Projeto do VD Para o projeto subdivisão em blocos Fig. 1.3.1.1 Vejamos agora a VD: a) SINAL HABILITA
este sinal (ou g a obter a conf possível através multivibrador as
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o Estratégico
efinições aqui apresentadas, já se t e blocos que irão nos auxiliar no pr
parte desse projeto.
do Velocímetro Digital, teremos :
– Diagrama de blocos do Velocímetro Digit
a análise de cada um dos blocos f ADOR DE PULSOS (sinalizado pelo gerador de CLOCK) deve ser projeta
figuração apresentada na Fig. 1.3. s do temporizador NE555N, sendo stável: 6 mbro/2009
s
orna possível rojeto do VD. s a seguinte tal. funcionais do LED VERDE): ado de forma .2; isso será usado comogildenirsoares@yahoo
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Fig. b) HABILITADOR construído, sim entradas (74ALS Fig. c) SINAL DO SENS do sensor mag sinalizado pelo L Sensor “Reed-Switc Os reed-switches formados por um bul
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1.3.1.2 – Sinal habilitador de pulsos.
DE PULSOS: este habilitador mplesmente com uma porta “AN
S08N).
1.3.1.3 – Esquema do CI 74ALS08N.
SOR MAGNÉTICO: este sinal será o gnético, denominado de “Reed-Sw
LED AMARELO).
ch”
s ou interruptores de lâminas, são bo de vidro no interior do qual exis
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s
pode ser D” de duas btido através witch” (sendo o dispositivos stem lâminas8
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flexíveis feitas de materiais que podem sofrer a ação de campos magnéticos. O bulbo de vidro é cheio com um gás inerte de modo a evitar a ação corrosiva do ar sobre as lâminas, o que afetaria o contacto elétrico em pouco tempo. (Ver Fig. 1.3.4)
Fig. 1.3.1.4 – Configuração do Sensor Reed-Switch.
Nas condições normais, as lâminas estão separadas e nenhuma corrente pode circular através do componente. Ele opera como uma chave aberta (NA - Normalmente Aberto).
Aproximando-se um ímã permanente do dispositivo, veja a Fig. 1.3.5, a ação do campo magnético faz com que as lâminas se magnetizem e com isso se atraiam, unindo-se. Nestas condições, o contato elétrico é fechado.
Fig. 1.3.1.5 – Sensor Reed-Switch com o contato fechado.
Em outras palavras, o reed-switch abre e fecha seus contatos conforme a ação de um campo magnético externo.
É importante observar que para termos uma ação apropriada das lâminas fechando os contatos, o campo magnético precisa ser corretamente orientado. Se o campo não magnetizar as lâminas de modo que elas se atraiam, não há a atuação da chave. Na Fig. 1.3.6 indicamos as posições corretas que devem ser usadas para que ímãs permanentes acionem um reed-switch.
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Fig. 1.3.1.6 – Posições do imã em relação ao sensor Reed-Switch.
d) SINAL DE CLEAR (PULSO): este sinal tem a finalidade gerar um
pulso em nível ALTO que irá zerar os contadores, possibilitando assim uma nova contagem para cada período de amostragem (sinalizado pelo LED VERMELHO). De forma estratégica, utilizaremos o mesmo sinal do HABILITADOR DE PULSOS, só que, com sinal invertido e defasado de algumas dezenas de nano segundos. Para isso utilizaremos portas INVERSORAS, tanto para inverter o sinal como para proporcionar a defasagem entre os sinais, já que essas possibilitam um atraso do sinal.
Fig. 1.3.1.7 – Esquema de ligação das portas inversoras.
Utilizamos várias (5 portas) postas inversoras para o PULSO DE CLEAR DOS CONTADORES, apenas para ampliarmos um pouco mais o tempo de defasagem.
Utilizamos uma porta inversora para o CLOCK DO REGISTRADOR, pois o CI que tínhamos em nosso laboratório era acionado à Clock de borda de subida (↑).
gildenirsoares@yahoo
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É importante ob contadores são reini uma nova contagem do SINAL DE CLEAR não teremos perdas s aproximadamente 3,6
e) CONTADORES:
bits, de referênc
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Fig. 1.3.1.8 – Sinal de CLEAR.
bservar que em cada ciclo de o cializados; isso garante que, sem sendo inicializada do zero. Como
possui uma duração da ordem nan significativas do sinal de amostrage 6s.
neste caso utilizaremos o contador cia DM7493AN, disparável à CLOCK.
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s
operação, os mpre teremos a defasagem no segundos, em, que é de r binário de 4 .11
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Fig. 1.3.1.9 – Esquema e tabela verdade do DM7493AN.
f) REGISTRADOR: aqui utilizaremos como um registrador, o CI
SD74LS273, que é um Flip-Flop tipo “D”, com oito entradas e oito saídas.
Fig. 1.3.1.10 – Esquema e tabela verdade do SD74LS273.
g) DECODIFICADOR BCD/7SEG: neste caso iremos utilizar o CI
SN74LS47N.
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Fig. 1.3.1.11 (b) – Tabela verdade do CI SN74LS47N.
h) DISPLAYS: utilizaremos dois displays de 7 segmentos,
semelhante ao da figura a seguir.
Fig. 1.3.1.12 – Dois displays de 7 segmentos.
i) PORTA INVERSORA: utilizaremos portas inversoras (74HC04N),
em nosso projeto, de forma a obter os sinais desejados (defasagem e SINAL DE CLEAR).
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Fig. 1.3.1.13 – Esquema do CI 74HC04N.
j) PORTA “OR”: utilizaremos portas “OU” (SN74ALS32N) em nosso
projeto, de forma a auxiliar na condição de reinicialização dos contadores.
Sabendo que a porta “OU” realiza somas de sinais (Ex.: A + B = C), o uso dessas, evitará o conflito entre os sinais de entrada nos pinos MR1 e MR2 do CI contador, já que esses pinos
precisarão ter, respectivamente, a palavra 11 (em binário) para zerar os contadores, tanto no momento do PULSO DE CLEAR DOS CONTADORES como para limitar a contagem da casa das unidades de 0 até 9, e na casa das dezenas de 0 até 5.
Lembramos também, que teremos o momento da contagem, quando MR1 e MR2 forem as palavras 00, 01 ou 10, conforme a
tabela verdade da Fig. 1.3.1.9.
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2. MODELAGEM DO TEMPORIZADOR
Aqui, iremos modelar o projeto do nosso Clock; com o objetivo de gerar o SINAL HABILITADOR DE PULSOS, apresentado na Fig. 1.3.1.2.
Conforme ilustrado na Fig. 2.1, projetamos um gerador de clock (astável) com instantes de tempo t1=0,2s e t2=3,6s. Para isso,
calculamos os valores de RA e RB, e definimos o valor de C.
Figura 2.1 – Esquema do circuito gerador de Clock.
Respeitando as condições descritas acima, adotamos C=100µF. Vejamos então, os cálculos.
0,693 · ·
, substituindo os valores
0,2 0,693 · · 100 10 , encontramos 2,886 Ω.
Substituindo agora os valores em 0,693
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De forma a obter uma melhor precisão dos valores de RA e RB, utilizamos potenciômetros.
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3. PROJETO DO CONTADOR (0 até 59)
Agora projetamos um circuito contador, crescente, de 0 até 59. Analisando a folha de dados do circuito integrado DM7493AN, verificamos que para o DISPLAY DAS UNIDADES contasse de 0 até 9, o circuito integrado correspondente a essa marcação deveria reiniciar a contagem toda vez que surgisse a palavra 1010 (valor 10 em decimal) em Q3, Q2, Q1 e Q0, respectivamente, ou seja, o primeiro
valor onde, ao mesmo tempo Q3 = Q1 = 1. Estas duas saídas (Q3 e
Q1) foram conectadas nas entradas MR1 e MR2, por intermédio de
portas “OU”, gerando uma nova contagem sempre que Q3 = Q1 = 1.
Ver tabela verdade da Fig. 1.3.1.9.
Já para que, o circuito integrado mostrasse no DISPLAY DAS DEZENAS uma contagem de 0 até 5, o circuito integrado correspondente a essa marcação, deveria reiniciar a contagem toda vez que surgisse a palavra 0110 (valor 6 em decimal) em Q3, Q2, Q1
e Q0, respectivamente, ou seja, o primeiro valor onde, ao mesmo
tempo Q1 = Q2 = 1. Estas duas saídas (Q1 e Q2) foram conectadas
nas entradas MR1 e MR2, que gera uma nova contagem sempre que
Q1 = Q2 = 1.
O CI correspondente a contagem das dezenas, deve receber um
Clock (borda de descida), toda vez que o CI das unidades completar a
contagem de 0 até 9; e é no exato momento da transição da palavra 1001 (valor 9 em decimal) para a palavra 0000 (valor nulo em decimal). Por isso interligamos a saída Q3, do CI correspondente a contagem das unidades, no Clock (pino 14) do CI das dezenas.
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6. CONCLUSÃO
Este projeto teve como objetivo realizar a montagem de um instrumento de medição, fazendo uso de componentes eletrônicos; que no nosso caso, foi projetar um velocímetro digital para bicicletas, que atinjam velocidades de até 59 km/h.
O perfeito funcionamento deste dispositivo, se deu graças a todo um planejamento estratégico, através do fracionamento dos circuitos em blocos funcionais menores e bem definidos, como geradores de sinais, contadores, registradores, etc. Também foi importante entender de modo completo o funcionamento de cada bloco funcional e conhecer a natureza dos sinais envolvidos em cada parte, de forma a obter os resultados desejados.
Sabemos que em geral, o uso de chaves mecânicas ocasiona o fenômeno conhecido como trepidação do contanto (contact
bounce), porém através de testes realizados em laboratório, foi
possível detectar que o mesmo não ocorre para o sensor magnético (Reed-Switch), portanto, foi utilizado no projeto sem problemas.
A adoção da taxa de amostragem de 3,6s no projeto do VD, foi de certa forma razoável, já que essa foi uma forma simples e direta para se obter a velocidade em km/h.
Finalmente, uma sugestão para a extensão deste trabalho, é a sua implantação em “chips”. Dessa forma teremos uma redução significativa dos circuitos, sem contar a possibilidade de se reduzir a taxa de amostragem e de se realizar cálculos lógicos, já que esses não ocupariam muito espaço físico.
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7. REFERÊNCIAS
[1] Thomazella, Rogério, UNESP-FEB, DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA ELÉTRICA, Laboratório de Circuitos Digitais I,
Velocímetro Digital, 2009, http://www.thomazella.info/aberto.htm [2] DIGITAL SPEEDO, http://martybugs.net/electronics/speedo.cgi [3] MEDER ELECTRONIC, http://www.meder.com/index.php?id=176 [4] Reed-Switches,
http://www.mecatronicaatual.com.br/secoes/leitura/51
[5] Tocci, Ronald J., Sistemas digitais: princípios e aplicações, 10ª edição, Editora Pearson Prentice Hall, 2007.
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ANEXO – LISTA DE MATERIAL
UNID. ESPECIFICAÇÕES REFERÊNCIAS
1 CI Temporizador (CLOCK) NE555N
1 CI Inversor 74HC04N
1 CI Porta “AND” DM74ALS08N
2 CI Decodificador BCD p/ 7 Seg. SN74LS47N
1 CI Flip-flop “D” c/ 8 entradas/saídas SD74LS273E
2 CI Contador Binário (4bits) DM7493AN
1 CI Porta “OR” SN74ALS32N
1 Capacitor 0.01µF 1 Capacitor 100µF 17 Resistor 330Ω 1 Potenciômetro 100kΩ 1 Potenciômetro 3kΩ 3 LED’s --
2 Displays de 7 Seg. Anodo comum
1 Proto Board --
1 Sensor Magnético Reed-Switch
2 Imã Permanente --