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A IMPORTÂNCIA DOS JOGOS NA EDUCAÇÃO INFANTIL

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A IMPORTÂNCIA DOS JOGOS NA EDUCAÇÃO INFANTIL

SANTOS, Joseane Pereira dos – Discente do Curso de Licenciatura em Pedagogia – UESC – joseanesantos0222gmail.com ALVES, Cândida Maria Santos Daltro – Professora Orientadora, Doutora do Departamento de Ciências da Educação – UESC– [email protected]

RESUMO

O presente estudo objetiva conhecer a importância dos jogos e das brincadeiras na educação infantil. Assim, busca descrever conceitos e características dos jogos e das brincadeiras, além de suas contribuições no processo de desenvolvimento das crianças. A metodologia utilizada foi a pesquisa bibliográfica sobre a importância dos jogos e das brincadeiras na educação infantil, para conhecer e aprofundar os conhecimentos sobre a importância da utilização de jogos a serem trabalhados nos espaços onde se dá a educação infantil. A Educação infantil é o melhor lugar para desenvolver habilidades e incorporar conceitos e valores essenciais para a vida. Os jogos podem ser considerados educativos, desde que se tenha organizado um plano de ação intencionalmente planejado que permita sua utilização. Eles podem ser usados para aprimorar conteúdos e auxiliar a criança para aprofundar o conhecimento em assuntos trabalhados.

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INTRODUÇÃO

Este artigo é fruto de um estudo bibliográfico, que visa conhecer a importância dos jogos e brincadeiras na Educação Infantil. Assim, busca descrever conceitos e características dos jogos e das brincadeiras, além de suas contribuições no processo de desenvolvimento das crianças.

Entendemos que o ambiente educacional e a forma com que ocorre o processo de ensino-aprendizagem são fatores importantes na contribuição para o desenvolvimento das crianças. O modo como o professor se coloca frente a alguma dificuldade que uma criança possa expressar poderá influenciar significativamente na construção da autonomia desta em seu processo de aprendizagem. Diante disso, é importante ressaltar que o uso dos jogos pelo professor na educação infantil, poderá promover um ambiente criativo e agradável, para realizar as intervenções necessárias, instigando a criança a desenvolver-se e assim, conseguir reduzir a dificuldade no processo e promover uma aprendizagem significativa. A brincadeira favorece o desenvolvimento da criatividade, da autoestima e da psique infantil. Nessa perspectiva Pereira (2009) destaca que:

[...] A atividade lúdica é um tema de especial importância nesta fase do desenvolvimento humano por ser uma das formas mais naturais da criança entrar em contato com a realidade, além de apreender o mundo, os objetos e os fenômenos. Prova disto é que inúmeros pedagogos e psicólogos estão de acordo com a ideia de que o jogo infantil é uma atividade física e mental que favorece tanto o desenvolvimento pessoal como a sociabilidade. Ele contempla situações de conflitos, submissão a regras, harmonia, ordem, tensão, entre outras. (PEREIRA. 2009; p. 2.)

Através dos jogos e das brincadeiras a criança pode aprender novas coisas além de desenvolver habilidades de raciocínio lógico, a percepção como a paciência e o respeito ao outro. Os jogos e as brincadeiras possibilitam a criança aprender de forma dinâmica e sem pressão ou exigência. Através deles ainda é possível agregar conceitos de trabalho em equipe, as regras e desenvolver as qualidades pessoais de cada individuo, incentiva-lo a resolver situações-problema, vivenciadas em seu cotidiano, e promover experiências de aprendizagem prazerosas e importantes.

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Gomes (2000) apresenta uma definição para o jogo, o brinquedo e a brincadeira com base no que apresenta Kishimoto. A autora destaca que:

[...] O jogo está relacionado diretamente à imagem, ao significado que lhe é atribuído pela sociedade, compreendendo um sistema de regras, materializado ou não na forma de um objeto. Já o brinquedo se caracteriza pela ausência de um sistema de regras, como um suporte para a brincadeira. A brincadeira, por sua vez, apresenta-se como a descrição de uma conduta estruturada (Kishimoto, 1981). É frequente, ao presenciarmos brincadeiras de criança, depararmo-nos com momentos em que esta escolhe brincar ou sair da brincadeira, mesmo estando presente nela. (GOMES. 2000, p. 2-3.).

Percebemos assim, que o jogo pode ser considerado uma forma de comunicação das crianças. É através das brincadeiras que no inicio da vida, elas aprendem a imitar, logo começam a falar, andar e assim elas vão aprendendo a conviver no mundo. É através das brincadeiras que as crianças vão se descobrindo, conhecendo os membros de seu corpo, um pouco depois percebem a existência do outro.

JOGOS E BRINCADEIRAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL

Os jogos e as brincadeiras ajudam a criança a explorar e compreender o mundo em que vive. Eles ajudam no desenvolvimento cognitivo e de raciocínio lógico da criança, além de favorecer o aprendizado de maneira lúdica. Podem ser definidos como toda e qualquer atividade, que existem regras, eles são importantes na: vivência com os colegas, no desenvolvimento motor e psicológico. O lúdico deve estar presente como algo natural do cotidiano escolar.

Quando falamos do jogo na educação infantil, percebemos que alguns professores vivem se questionando qual a função do brinquedo e dos jogos em sala de aula. Muitos se perguntam: Como definimos o que é brinquedo e o que é material pedagógico? Ao comprarmos um brinquedo, logo pensamos que este será usado apenas como objeto de lazer da criança. Esta percepção nos mostra apenas a função lúdica do brinquedo.

Segundo kishimoto (2002), devemos ter em mente que um mesmo brinquedo pode ter duas funções, de brinquedo ou de material pedagógico, o qual será atribuído de acordo com o contexto que for utilizado. Para ela deve haver um

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equilíbrio entre o lúdico e o ensino. Contudo, essa relação não pode ser confundida. Kishimoto diz que: se o jogo perde a função de proporcionar prazer no processo de aprendizagem, então, ele se assemelha aos demais instrumentos de trabalho.

Como destaca Druzian (2009), ao falar do uso dos jogos como recurso didático, que eles são de grande importância no ensino de matemática e servem como proposta de motivar e envolver os alunos a participarem das aulas. Importantes estudiosos como Piaget e Vygotsky, os quais respectivamente estudaram o raciocino lógico criando a teoria do pensamento operacional, com quatro estágios: senso-motor, pensamento pré-operatório, operações concretas e as operações formais; e a teoria da zona de desenvolvimento potencial das crianças.

Para Vygotsky, o brinquedo estimula a curiosidade e a autoconfiança da criança, além de proporcionar o aprimoramento da linguagem, do pensamento e da atenção. Para ele o jogo é de grande importância para o desenvolvimento infantil, pois contribui para a descentralização da criança. Sendo assim, pretende mostrar que o professor pode por meio dos jogos didáticos tornar a aula mais prazerosa, usar novos métodos para incentivar o discente e tornar o aprendizado mais fácil, usando a ludicidade e aprendendo com o outro.

Destacamos como uma aprendizagem significativa, as decorrentes de situações reais vivenciadas em sala. Um exemplo disso, o jogo pode ser esse recurso que permite ao educador fazer a mediação entre as potencialidades das crianças e as exigências da sala de aula. Através dele o aluno aprende e compreende melhor o mundo a sua volta, além de internalizar regras e papeis sociais. Os jogos também possibilitam o desenvolvimento de diversas funções como a atenção, a memória e a concentração. No que diz respeito à sociabilidade no jogo, podemos destacar: a elaboração de estratégias de ação e a cooperação entre os participantes.

As contribuições dos jogos para as crianças na educação infantil são imensas, devido à ludicidade e por ter caráter instrutivo. Neste sentido, também os Parametros Curriculares Nacionais do ensino Fundamental indicam o uso dos

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jogos didáticos em sala de aula. A autora destaca que segundo o PCN, os jogos contribuem para:

[...] formação de atitudes − enfrentar desafios, lançar-se à busca de soluções, desenvolvimento da crítica, da intuição, da criação de estratégias e da possibilidade de alterá-las quando o resultado não é satisfatório − necessário para aprendizagem da Matemática (1984, p. 47).

O jogo cria um clima propício à investigação e a busca de soluções, fornecendo assim, um ambiente favorável à aprendizagem, sem que haja uma imposição por parte do adulto. É no período da infância que as crianças fazem importantes descobertas em diversas áreas, uma dessas áreas são as linguagens. O jogo possui grande valor nessas descobertas. Visto isso, concordamos que:

[...]o jogo simbólico desempenha um papel crucial. Gradativamente a criança vai organizando suas estruturas mentais passando a compreender as regras do jogo. Antes disso, começa a participar das brincadeiras como “café com leite”, quando os colegas maiores, para inserir a criança pequena, concedem-lhe determinadas licenças durante o brincar. [...] É importante que os profissionais da Educação Infantil conheçam os efeitos não só do jogo simbólico, mas também do jogo com regras, pois não há um tempo estabelecido para a criança começar a perceber as exigências das necessidades lógicas e inferir as noções de conservação, assim como reconhecer os direitos e os deveres de cada um no jogo. (PEREIRA, 2009. p. 5.).

O jogo acontece de forma muito natural para a criança. Para ela esse é um momento de grande valor para o desenvolvimento da sua psique e da forma como ela vê o mundo e o que ele representa para ela. A brincadeira é a forma de a criança representar sua realidade, na sua óptica. Para ela a representação dos adultos, por exemplo, é uma forma de ela brincar com outras crianças. No jogo em equipe, por exemplo, as crianças se apropriam da linguagem da comunicação, o que possibilita o aprendizado com a troca de experiências entre elas. Através da brincadeira elas aprendem a fazer concessões, a negociar e dividir tarefas.

A IMPORTÂNCIA DO BRINCAR

“O brincar" é o ato de movimentar-se e é de grande importância biológica, psicológica, social e cultural, pois é através da execução dos movimentos que

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as pessoas interagem com o meio ambiente, relacionando-se com os outros, aprendendo sobre si, seus limites capacidades e solucionando problemas.

Segundo Machado (1994), “o brincar para criança é ter prazer em viver.” (p.27.). Brincar é criar, explorar, descobrir, teimar, imaginar, interagir com o outro. A brincadeira não só desenvolve o lado motor da criança, como também estimula processos de socialização e descoberta do mundo. Através das atividades lúdicas a criança explora o seu mundo interior e imita aspectos da vida adulta para compreendê-la.

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (1996) nos artigos 29 e 31 que tratam da educação infantil destacam a necessidade desta prática a partir da seguinte orientação:

Art. 29. A educação infantil, primeira etapa da educação básica, tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança até seis anos de idade, em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade.

Art. 31. Na educação infantil a avaliação far-se-á mediante acompanhamento e registro do seu desenvolvimento, sem o objetivo de promoção, mesmo para o acesso ao ensino fundamental. (Lei das Diretrizes e Bases).

Froebel acentua a importância do brincar à criança, a seus interesses e atividades e valorizam sua liberdade de expressão que pode acontecer por meio de brincadeiras livres e espontâneas, que segundo ele, devem ser realizadas em cooperação com outras crianças, em trabalhos que todos participem. Para Andrade (2000), é por meio do brinquedo que a criança adquire a primeira representação do mundo. Assim também, Wallon (1966), defende que o brincar e o brinquedo participam, juntos, na estruturação do Eu e na aprendizagem da própria vida, no desenvolvimento afetivo, motor, intelectual e social.

O brinquedo, nessa perspectiva é visto como um meio que possibilita à criança conhecer e analisar o mundo e construir sua personalidade. Para Wallon (1966), a organização do espaço e a disponibilização do material são

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elementos fundantes para que a fluidez das emoções e do pensamento aconteça. Para Vygotsky o brincar assume uma função fundamental no desenvolvimento do comportamento infantil pela criação da situação imaginária, considerando que o que passa despercebida na vida da criança torna-se regra de comportamento na brincadeira.

Em sala de aula a ludicidade no contexto, torna-se agradável e proporciona às crianças oportunidade de ser livre para inventar, descobrir, explorar e imaginar. Através das brincadeiras, o professor pode observar o desenvolvimento das crianças, pois o lúdico desenvolve nas crianças habilidades cognitivas, motoras e prazerosas que propiciam a aprendizagem.

O brincar para a criança acontece de forma espontânea, sem precisar de um roteiro, ou até mesmo de um brinquedo. Podemos trabalhar com as crianças jogos e brincadeiras livres. A brincadeira livre pode ser inventada na hora, o cenário pode ser criado em segundos. A imaginação e criatividade da criança podem proporcionar diversas situações. Através da invenção e da reinvenção de brincadeiras a criança pode elaborar estratégias, melhorar suas brincadeiras e assim desenvolver sua mente e habilidades, além do senso crítico e argumentativo. Nesse sentido o brincar pode ser utilizado como recurso para desenvolver a autonomia da criança.

Para a Criança, o lúdico pode desenvolver a socialização, pois o professor pode dividir a sala em pequenos grupos ou duplas e aplicar um jogo ou realizar brincadeiras, fazendo com que as crianças brinquem com seus colegas.

Barbosa (1997) ao falar sobre jogo, brinquedo, brincadeira e educação. Ele cita o pensamento de Dias, no livro ‘Metáfora e pensamento: Considerações sobre a importância do jogo na aquisição do conhecimento e implicações para a educação pré-escolar’, para falar sobre o jogo e criticar o modo como a educação infantil tem copiado o ensino fundamental. Para ela o jogo:

[...] vincula-se ao sonho, à imaginação, ao pensamento e ao símbolo. É uma proposta para a educação de crianças (e educadores de crianças) com base no jogo e nas linguagens artísticas. Texto fundamental para leitura e reflexão num momento de proposições

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pedagógicas para a educação infantil tão baseado na cópia do modelo escolar de 1o grau. A concepção da autora sobre o homem como ser simbólico, que se constrói coletivamente e cuja capacidade de pensar está ligada à capacidade de sonhar, imaginar e jogar com a realidade, é fundamental para propor uma nova ‘pedagogia da criança’. A autora vê o jogar como gênese da "metáfora" humana. Ou, talvez, aquilo que nos torna realmente humanos (BARBOSA. 1997, p. 3-4.)

Algo que é inerente a todo ser humano é a liberdade de criar. Para muitos autores a liberdade é uma característica essencial ao jogo. Para a criança o jogo acontece de forma muito natural. “[...] o jogo é uma atividade voluntária. Sujeito a ordens, deixa de ser jogo, podendo no máximo ser uma imitação forçada.” (HUIZINGA, 2000. p. 9.). Esse é um momento de grande valor para o desenvolvimento da psique da criança, pois ela está expressando a forma como ela enxerga o mundo e o que ele representa para ela. Diante disso, o pedagogo precisa compreender seu papel dentro da sala de atividades e incorporar sua função de propiciador da aprendizagem às crianças em distintas experiências.

A IMPORTÂNCIA DO JOGO NA CULTURA

Segundo Huizinga (2000), no que diz respeito a forma mais simples de brincar, é possível observar semelhanças entre as brincadeiras dos animais e dos homens. Estabelece o jogo como um fenômeno que supera o biológico e o psicológico. Entende o jogo como um fenômeno cultural. Para os homens ou para os animais, o jogo tem um significado próprio. “No jogo existe alguma coisa ‘em jogo’ que transcende as necessidades imediatas da vida e confere um sentido à ação.” (HUIZINGA, 2000. p. 5.). Para ele o jogo abrange uma qualidade própria, que não pode ser confundida com o “instinto”, o “espirito” ou ainda a “vontade”.

O jogo está inerente na criança como qualidade de ação. O jogo está presente na sociedade, formando um dos seus principais pilares: a cultura. O lúdico está ligado ao prazer e cada modalidade tem sua forma própria. O jogo é um faz de conta que é sentido intensamente, como se fosse real. Contudo, espera-se que

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todos os envolvidos saibam distinguir a brincadeira do real. No momento do jogo a criança entra em um mundo da imaginação, tudo pode acontecer, o mundo do faz de conta logo vira real em sua mente, até um simples castelo desenhado torna-se um enorme e deslumbroso palácio. No jogo não há limites para fazer ou ser nada ou ninguém. Uma menina pode ser uma princesa, um cachorro pode ser o lobo mal, uma abobora pode ser uma carruagem, enfim, cada um pode ser o que quiser.

Para Huizinga (2000), a origem do jogo é anterior à cultura. Segundo ele, O jogo tem um inicio e um fim, com determinadas limitações de tempo e espaço. Contudo, difere-se da vida comum por acabar assim que o objetivo do jogo é alcançado. Ele pode ser transmitido por gerações e repetido por diversas vezes. Cada jogo tem suas regras e normas, as quais seus jogadores devem obedecer como lei, caso isso ocorra o jogado deve sofrer as punições.

Segundo Huizinga (2000), todos os principais fenômenos culturais do humano têm principio de natureza de jogo e de lúdico. Os rituais religiosos, existentes, principalmente em cerimônias religiosas do cristianismo, é um importante exemplo de ligação entre o jogo e o sagrado. O sagrado é produzido como dentro de um jogo, sendo o culto é apresentado como em um espetáculo, assemelhando-se a um jogo. Para ele apesar do caráter lúdico, o jogo é algo serio. Huizinga refere-se à competição, como uma das características do jogo. Já que nele está incluso o combate, as relações de interesse, e conflito. Fala também sobre o jogo voltado à conquista, ou ao ato sexual. Para ele, no sentido da seriedade biológica da reprodução, parece não estar relacionada apenas ao jogo, mas as obrigações existentes.

Sobre o jogo poético Huizinga (2000), destaca que:

O elemento poético formal é constituído pela assonância que, repetindo a mesma palavra ou uma variação dela, estabelece uma ligação entre a tese e a antítese. O elemento puramente poético é constituído por uma alusão, por uma idéia brilhante surgida bruscamente, o jogo de palavras ou simplesmente o som das próprias palavras, sendo que neste processo o sentido pode perder-se completamente. Esta forma de poesia só pode ser descrita e

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compreendida em termos de jogo, embora obedeça a um complexo sistema de regras prosódicas. (HUIZINGA, 2000. p. 90.).

Nesse sentido, a poesia para Huizinga também pode ser apresentada com essa característica de jogo e competição, a partir da brincadeira com o jogo das palavras.

CONCLUSÃO

Enfim, esse estudo possibilitou o entendimento de que os jogos e as brincadeiras são de valor inquestionável para a educação infantil. Eles podem funcionar como um elo que permite a criança conhecer o mundo e expressar seus sentimentos. Assim, pode-se dizer que os jogos e as brincadeiras também podem ser educativos em sua essência. Para isso, é preciso garantir na infância o prazer de brincar e a liberdade de explorar esse brincar, sabendo que ao brincar a criança constrói juntamente com seus pares as culturas infantis. Atualmente, os estudos de Luckesi (2002) merecem uma cuidadosa atenção no que se refere à importância da ludicidade do ponto de vista interno e integral, traçando a imprescindível reflexão acerca da plenitude da experiência. Segundo o autor, na atividade verdadeiramente lúdica, o sujeito apresenta-se de forma plena, inteira, alegre e não dividida, ou seja, no ato de brincar a criança ativa os mecanismos humanos como o pensar, o sentir e o agir.

Destacamos que o estudo desenvolvido por Luckesi (2002) apresenta uma grande contribuição para a necessidade de desenvolvimento integral do ser humano, superando a dicotomia entre razão e a emoção, o pensar e o sentir, o trabalho e o lazer e o educativo e o lúdico. Nessa perspectiva, a atividade lúdica ocupa importante papel no desenvolvimento integral humano, visto que contribui para resgatar estruturas humanas desprivilegiadas pela escola e pela sociedade capitalista contemporânea.

Como vimos a brincadeira e o jogo desenvolve várias áreas da criança, e a estimula no processo de socialização e descoberta do mundo. Através das atividades lúdicas elas exploram o mundo na busca do saber. Visto isso,

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podemos dizer que o jogo e a brincadeira é de suma importância no desenvolvimento da criança, principalmente, nos seus primeiros anos de vida. Pois este é o momento em que sua imaginação e o entusiasmo de desvendar o mundo ainda desconhecido estão mais aflorados.

REFERÊNCIAS

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DRUZIAN, Maria Eliana Barreto. Artigo. Jogos como recurso didático no ensino aprendizagem de frações. Santa Maria: VIDYA, v. 27, n.1, p.67-78,

jan./jun. 2009. Disponível em:

<http://sites.unifra.br/Portals/35/Artigos/2007/Vol_1/V-JOGOS[BAIXA].pdf>. Acesso em: 2 maio 2013.

GOMES, Marineide de Oliveira. Jogo, educação e cultura: senões e questões. Psicol. estud. [online]. 2000, vol.5, n.2, p. 91-98. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/pe/v5n2/v5n2a07.pdf >. Acesso em: 12 julho 2013.

HUIZINGA, Johan. Homo ludens: o jogo como elemento da cultura. 4.ed. São Paulo: Perspectiva, 2000. 243p.

KISHIMOTO, Tizuko Morchida. O jogo e a educação infantil. 1.ed. São Paulo: Pioneira, 2002. 62 p..

LDB-Leis das Diretrizes e Bases da Educação Nacional. 1996. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/arquivos/pdf/ldb.pdf . Acesso em: 11 maio 2013.

LUCKESI, Cipriano Carlos. Ludicidade e atividades lúdicas: uma abordagem a partir da experiência interna. Educação e Ludicidade. Ensaios 02. Gepel: Faced/Ufba, 2002, pág. 22-60. Disponível em: <

http://www.paralapraca.org.br/wp-content/uploads/2011/04/ludicidade_e_atividades_ludicas.pdf>. Acesso em: 2 maio 2013.

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MACHADO, Marina Marcondes. O birnquedo-sucata e a criança: a importância do brincar, atividades e materiais. 4. ed.Edições Loyola: São Paulo, Brasil, 1994. 111p..

PEREIRA, Flávia Roberta dos Santos; et al. O tema jogo infantil no periódico

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PORTO, Bernadete de Souza. Educação e Ludicidade: Ensaios 03. Ludicidade onde acontece?. Salvador: UFBA. Faculdade de Educação, Programa de Pós Graduação em Educação. III Título. Aprender a brincar é só começar! 128p.

Referencial Curricular Nacional para Educação Infantil (BRASIL, 1998, p. 21).

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