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SEGURADOS DO REGIME GERAL DE PREVIDÊNCIA SOCIAL

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SEGURADOS DO REGIME GERAL DE PREVIDÊNCIA SOCIAL

BENEFICIÁRIOS DO RGPS

SEGURADOS (são as pessoas físicas filiadas ao RGPS) OBRIGATÓRIOS E FACULTATIVOS

E SEUS DEPENDENTES

DOIS GÊNEROS DE SEGURADOS

•SEGURADOS OBRIGATÓRIOS:

são aqueles filiados de modo compulsório, a partir do momento que passam a exercer atividade remunerada considerada de filiação obrigatória.

SEGURADOS FACULTATIVOS:

são os que, apesar de não exercerem atividade remunerada, desejam integrar o sistema previdenciário ou os que exercem atividade remunerada, mas não são considerados como filiados obrigatórios

FILIAÇÃO versus INSCRIÇÃO

•FILIAÇÃO:

decorre automaticamente da atividade remunerada, é o vínculo jurídico que se estabelece entre o segurado e o RGPS (arts. 5º, 9º § 12 do Dec. 3.048-99)

•INSCRIÇÃO:

ato meramente formal por meio do qual o segurado fornece dados necessários para sua identificação à autarquia previdenciária (art. 18 do Dec. 3.048-99)

Dec 3.048/99 - dispositivos

Art. 5º A previdência social será organizada sob a forma de regime geral, de caráter contributivo e de filiação obrigatória, observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial, e atenderá a: (...)

Art. 9º (...) § 12. O exercício de atividade remunerada sujeita a filiação obrigatória ao Regime Geral de Previdência Social.

Art.18.Considera-se inscrição de segurado para os efeitos da previdência social o ato pelo qual o segurado é cadastrado no Regime Geral de Previdência Social, mediante comprovação dos dados pessoais e de outros elementos necessários e úteis a sua caracterização, observado o disposto no art. 330 e seu parágrafo único, na seguinte forma:(Redação dada pelo Dec. 3.265/99)

OBSERVAÇÃO

• INTERESSANTE NOTAR QUE, NA PRÁTICA, A INSCRIÇÃO ASSUME MAIOR

RELEVÂNCIA DO QUE A FILIAÇÃO, POIS ESTA É, MUITAS VEZES, DESCONHECIDA PELO INSS, ENQUANTO A INSCRIÇÃO FICA REGISTRADA EM

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SEUS CADASTROS, DANDO A EQUIVOCADA IMPRESSÃO DE QUE ESTE ATO FORMAL É O GERADOR DE DIREITOS E DEVERES DO SEGURADO.

SEGURADOS DO REGIME GERAL DE PREVIDÊNCIA SOCIAL BENEFICIÁRIOS DO RGPS

SEGURADOS (são as pessoas físicas filiadas ao RGPS) OBRIGATÓRIOS E FACULTATIVOS

• E SEUS DEPENDENTES

DOIS GÊNEROS DE SEGURADOS

•SEGURADOS OBRIGATÓRIOS:

são aqueles filiados de modo compulsório, a partir do momento que passam a exercer atividade remunerada considerada de filiação obrigatória.

SEGURADOS FACULTATIVOS:

são os que, apesar de não exercerem atividade remunerada, desejam integrar o sistema previdenciário ou os que exercem atividade remunerada, mas não são considerados como filiados obrigatórios.

FILIAÇÃO versus INSCRIÇÃO

•FILIAÇÃO:

decorre automaticamente da atividade remunerada, é o vínculo jurídico que se estabelece entre o segurado e o RGPS (arts. 5º, 9º § 12 do Dec. 3.048-99)

•INSCRIÇÃO:

ato meramente formal por meio do qual o segurado fornece dados necessários para sua identificação à autarquia previdenciária (art. 18 do Dec. 3.048-99)

Dec 3.048/99 - dispositivos

Art. 5º A previdência social será organizada sob a forma de regime geral, de caráter contributivo e de filiação obrigatória, observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial, e atenderá a: (...)

Art. 9º (...) § 12. O exercício de atividade remunerada sujeita a filiação obrigatória ao Regime Geral de Previdência Social.

Art.18.Considera-se inscrição de segurado para os efeitos da previdência social o ato pelo qual o segurado é cadastrado no Regime Geral de Previdência Social, mediante comprovação dos dados pessoais e de outros elementos necessários e úteis a sua caracterização, observado o disposto no art. 330 e seu parágrafo único, na seguinte forma:(Redação dada pelo Dec. 3.265/99)

(3)

• INTERESSANTE NOTAR QUE, NA PRÁTICA, A INSCRIÇÃO ASSUME MAIOR

RELEVÂNCIA DO QUE A FILIAÇÃO, POIS ESTA É, MUITAS VEZES, DESCONHECIDA PELO INSS, ENQUANTO A INSCRIÇÃO FICA REGISTRADA EM SEUS CADASTROS, DANDO A EQUIVOCADA IMPRESSÃO DE QUE ESTE ATO FORMAL É O GERADOR DE DIREITOS E DEVERES DO SEGURADO.

SEGURADOS OBRIGATÓRIOS

SÃO AQUELES VINCULADOS OBRIGATORIAMENTE AO SISTEMA

PREVIDENCIÁRIO, SEM CHANCE DE EXCLUSÃO VOLUNTÁRIA.

Expressamente previstos nos arts. 11 da Lei 8.213/91, 12 da Lei 8.212/91 e 9º do Dec. 3.048/99.

A LEI CLASSIFICA OS SEGURADOS OBRIGATÓRIOS EM CINCO ESPÉCIES:

1)EMPREGADO, 2)AVULSO, 3)EMPREGADO DOMÉSTICO, 4)CONTRIBUINTE INDIVIDUAL E 5)SEGURADO ESPECIAL

EMPREGADO (ART. 11, I, LEI 8.213)

a) aquele que presta serviço de natureza urbana ou rural à empresa, em caráter não eventual, sob sua subordinação e mediante remuneração, inclusive como diretor empregado;

b) aquele que, contratado por empresa de trabalho temporário, definida em legislação específica, presta serviço para atender a necessidade transitória de substituição de pessoal regular e permanente ou a acréscimo extraordinário de serviços de outras empresas;

c) o brasileiro ou o estrangeiro domiciliado e contratado no Brasil para trabalhar como empregado em sucursal ou agência de empresa nacional no exterior;

d) aquele que presta serviço no Brasil a missão diplomática ou a repartição consular de carreira estrangeira e a órgãos a elas subordinados, ou a membros dessas missões e repartições, excluídos o não-brasileiro sem residência permanente no Brasil e o brasileiro amparado pela legislação previdenciária do país da respectiva missão diplomática ou repartição consular;

e) o brasileiro civil que trabalha para a União, no exterior, em organismos oficiais brasileiros ou internacionais dos quais o Brasil seja membro efetivo, ainda que lá domiciliado e contratado, salvo se segurado na forma da legislação vigente do país do domicílio;

f) o brasileiro ou estrangeiro domiciliado e contratado no Brasil para trabalhar como empregado em empresa domiciliada no exterior, cuja maioria do capital votante pertença a empresa brasileira de capital nacional;

g) o servidor público ocupante de cargo em comissão, sem vínculo efetivo com a União, Autarquias, inclusive em regime especial, e Fundações Públicas Federais

h) o exercente de mandato eletivo federal, estadual ou municipal, desde que não vinculado a regime próprio de previdência social ; (Incluída pela Lei nº 9.506, de 1997) (Resol. Senado nº 26 de 21-06-05)

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i)o empregado de organismo oficial internacional ou estrangeiro em funcionamento no Brasil, salvo quando coberto por regime próprio de previdência social; (Incluída pela Lei nº 9.876, de 26.11.99)

j) o exercente de mandato eletivo federal, estadual ou municipal, desde que não vinculado a regime próprio de previdência social; (Incluído pela Lei nº 10.887, de 2004)

EMPREGADO DOMÉSTICO

ART. 11 II - como empregado doméstico: aquele que presta serviço de natureza contínua a pessoa ou família, no âmbito residencial desta, em atividades sem fins lucrativos; (LEI 8.213/91)

TRABALHADOR AVULSO

•ART. 11 VI - como trabalhador avulso: quem presta, a diversas empresas, sem vínculo

empregatício, serviço de natureza urbana ou rural definidos no Regulamento (LEI 8.213)

•DEC. 3.048- ART. 9º VI - como trabalhador avulso - aquele que, sindicalizado ou não,

presta serviço de natureza urbana ou rural, a diversas empresas, sem vínculo empregatício, com a intermediação obrigatória do órgão gestor de mão-de-obra, nos termos da Lei nº 8.630, de 25 de fevereiro de 1993, ou do sindicato da categoria, assim considerados:

a) o trabalhador que exerce atividade portuária de capatazia, estiva, conferência e conserto de carga, vigilância de embarcação e bloco;

b) o trabalhador de estiva de mercadorias de qualquer natureza, inclusive carvão e minério; c) o trabalhador em alvarenga (embarcação para carga e descarga de navios);

d) o amarrador de embarcação;

e) o ensacador de café, cacau, sal e similares; f) o trabalhador na indústria de extração de sal; g) o carregador de bagagem em porto;

h) o prático de barra em porto;

i) o guindasteiro; e j) o classificador, o movimentador e o empacotador de mercadorias em portos;

OBSERVAÇÃO

• O § 7º DO ART. 9º DO DEC. 3.048/99 DEFINE AS ATIVIDADES ACIMA CITADAS.

• NÃO SE ESQUEÇAM QUE O AVULSO É O TRABALHADOR SEM VÍNCULO

EMPREGATÍCIO, QUE PRESTA SERVIÇO COM A INTERMEDIAÇÃO OBRIGATÓRIA DO SINDICATO, PARA AVULSOS TERRESTRES, OU OGMO (órgão gestor de mão-de-obra) PARA AVULSOS PORTUÁRIOS.

SEGURADO ESPECIAL ART. 11. LEI 8.213

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VII - como segurado especial: o produtor, o parceiro, o meeiro e o arrendatário rurais, o garimpeiro, o pescador artesanal e o assemelhado, que exerçam suas atividades, individualmente ou em regime de economia familiar, ainda que com o auxílio eventual de terceiros, bem como seus respectivos cônjuges ou companheiros e filhos maiores de 14 (quatorze) anos ou a eles equiparados, desde que trabalhem, comprovadamente, com o grupo familiar respectivo. (O garimpeiro está excluído por força da Lei nº 8.398, de 7.1.92, que alterou a redação do inciso VII do art. 12 da Lei nº 8.212 de 24.7.91).

•PARCEIRO

: é aquele q/ tem contrato de parceria com proprietário da terra e desenvolve atividade agrícola, dividindo os lucros, conforme acordo no contrato.

MEEIRO: tem contrato com o proprietário da terra e desenvolve suas atividades dividindo meio a meio as despesas e os rendimentos obtidos.

•ARRENDATÁRIO

: é aquele que comprovadamente utiliza a terra de terceiros mediante pagamento de aluguel ao proprietário para desenvolver atividade agropecuária.

COMODATÁRIO: é aquele que, comprovadamente, explora a terra pertencente a outra pessoa, por empréstimo gratuito e por tempo indeterminado ou não.

CONTRIBUINTE INDIVIDUAL Lei nº 8.213/91, art. 11, inciso V

Dec. 3.048/99 art. 9º , inciso V

a) a pessoa física, proprietária ou não, que explora atividade agropecuária ou pesqueira, em caráter permanente ou temporário, diretamente ou por intermédio de prepostos e com auxílio de empregados, utilizados a qualquer título, ainda que de forma não contínua; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 26.11.99 e Dec. 3.264/99)

b) a pessoa física, proprietária ou não, que explora atividade de extração mineral - garimpo, em caráter permanente ou temporário, diretamente ou por intermédio de prepostos, com ou sem o auxílio de empregados, utilizados a qualquer título, ainda que de forma não contínua; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 26.11.99 e Dec. 3.265/99)

c) o ministro de confissão religiosa e o membro de instituto de vida consagrada, de congregação ou de ordem religiosa; (Red. Lei nº 10.403-02 e Dec. 4.079/2002)

•Alínea ‘d’ da Lei 8.213 revogada pela Lei 9.876-99

OBSERVAÇÕES: IN-INSS 11/2006 – Art. 5º,VI

VI - o ministro de confissão religiosa e o membro de instituto de vida consagrada, de congregação ou de ordem religiosa, quando mantidos pela entidade a que pertençam, salvo se obrigatoriamente filiados à Previdência Social, em razão de outra atividade ou a outro regime previdenciário, militar ou civil, ainda que na condição de inativos

a) considera-se instituição de confissão religiosa aquela caracterizada por uma comunidade de pessoas unidas no corpo de doutrina, obrigadas a cumprir um conjunto de normas expressas de conduta, para consigo mesmas e para com os outros, exercidas na forma de cultos, traduzidas em ritos, práticas e deveres para com o Ser Superior;

b)o instituto de vida consagrada é a sociedade aprovada por legítima autoridade religiosa, na qual seus membros emitem votos públicos ou assumem vínculos estáveis para servir à

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confissão religiosa adotada, além do compromisso comunitário, independentemente de convivência sob o mesmo teto; IN-INSS 11/2006 – Art. 5º, VI

c) a ordem religiosa é a sociedade aprovada por legítima autoridade religiosa, na qual os membros emitem votos públicos determinados, perpétuos ou temporários, passíveis de renovação e assumem o compromisso comunitário regulamentar de convivência sob o mesmo teto; IN-INSS 11/2006 – Art. 5º, VI

d) os ministros de confissão religiosa são aqueles que consagram sua vida a serviço de Deus e do próximo, com ou sem ordenação, dedicando-se ao anúncio de suas respectivas doutrinas e crenças, à celebração dos cultos próprios, à organização das comunidades e à promoção de observância das normas estabelecidas, desde que devidamente aprovados para o exercício de suas funções pela autoridade religiosa competente; IN-INSS 11/2006 – Art. 5º, VI

e) os membros do instituto de vida religiosa são os que emitem voto determinado ou seu equivalente, devidamente aprovado pela autoridade religiosa competente; IN-INSS 11/2006 –

Art. 5º, VI

f) os membros de ordem ou congregação religiosa são aqueles que emitem ou nelas professam os votos adotados; IN-INSS 11/2006 – Art. 5º, VI

e) o brasileiro civil que trabalha no exterior para organismo oficial internacional do qual o Brasil é membro efetivo, ainda que lá domiciliado e contratado, salvo quando coberto por regime próprio de previdência social; (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 26.11.99 e Dec. 3.265/99)

f) o titular de firma individual urbana ou rural, o diretor não empregado e o membro de conselho de administração de sociedade anônima, o sócio solidário, o sócio de indústria, o sócio gerente e o sócio cotista que recebam remuneração decorrente de seu trabalho em empresa urbana ou rural, e o associado eleito para cargo de direção em cooperativa, associação ou entidade de qualquer natureza ou finalidade, bem como o síndico ou administrador eleito para exercer atividade de direção condominial, desde que recebam remuneração; (Incluído pela Lei nº 9.876, de 26.11.99)

g) quem presta serviço de natureza urbana ou rural, em caráter eventual, a uma ou mais empresas, sem relação de emprego; (Incluído pela Lei nº 9.876, de 26.11.99)

h) a pessoa física que exerce, por conta própria, atividade econômica de natureza urbana, com fins lucrativos ou não; (Incluído pela Lei nº 9.876, de 26.11.99)

Decreto nº 3.048-99

e) o titular de firma individual urbana ou rural; (Red. Dec 3.265-99)

f) o diretor não empregado e o membro de conselho de administração na sociedade anônima; (Red.Dec 3.265-99)

§ 2º Considera-se diretor empregado aquele que, participando ou não do risco econômico do empreendimento, seja contratado ou promovido para cargo de direção das sociedades anônimas, mantendo as características inerentes à relação de emprego.

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§ 3º Considera-se diretor não empregado aquele que, participando ou não do risco econômico do empreendimento, seja eleito, por assembléia geral dos acionistas, para cargo de direção das sociedades anônimas, não mantendo as características inerentes à relação de emprego.

g) todos os sócios, nas sociedades em nome coletivo e de capital e indústria; (Incluída pelo Dec. 3.265-99)

h) o sócio gerente e o sócio cotista que recebam remuneração decorrente de seu trabalho e o administrador não empregado na sociedade por cotas de responsabilidade limitada, urbana ou rural; (Red. Dec. 4.729-03)

i) o associado eleito para cargo de direção em cooperativa, associação ou entidade de qualquer natureza ou finalidade, bem como o síndico ou administrador eleito para exercer atividade de direção condominial, desde que recebam remuneração; (Incluída Decreto nº 3.265-99)

g) quem presta serviço de natureza urbana ou rural, em caráter eventual, a uma ou mais empresas, sem relação de emprego; (Inc Lei 9.876-99)

h) a pessoa física que exerce, por conta própria, atividade econômica de natureza urbana, com fins lucrativos ou não; (Inc Lei 9.876-99)

O Dec. 3048, art. 9º, § 15, traz um rol, exemplificativo, de trabalhadores que se enquadram como contribuintes individuais nas hipóteses dos incisos acima transcritos...

Art. 9º § 15 Dec. 3048

§ 15. Enquadram-se nas situações previstas nas alíneas "j" e "l" do inciso V do caput, entre outros: (Redação dada pelo Decreto nº 3.265, de 1999)

I - o condutor autônomo de veículo rodoviário, assim considerado aquele que exerce atividade profissional sem vínculo empregatício, quando proprietário, co-proprietário ou promitente comprador de um só veículo;

II - aquele que exerce atividade de auxiliar de condutor autônomo de veículo rodoviário, em automóvel cedido em regime de colaboração, nos termos da Lei nº 6.094, de 30 de agosto de 1974;

III - aquele que, pessoalmente, por conta própria e a seu risco, exerce pequena atividade comercial em via pública ou de porta em porta, como comerciante ambulante, nos termos da Lei nº 6.586, de 6 de novembro de 1978;

IV - o trabalhador associado a cooperativa que, nessa qualidade, presta serviços a terceiros; V - o membro de conselho fiscal de sociedade por ações;

VI - aquele que presta serviço de natureza não contínua, por conta própria, a pessoa ou família, no âmbito residencial desta, sem fins lucrativos;

VII - o notário ou tabelião e o oficial de registros ou registrador, titular de cartório, que detêm a delegação do exercício da atividade notarial e de registro, não remunerados pelos cofres públicos, admitidos a partir de 21 de novembro de 1994;

VIII - aquele que, na condição de pequeno feirante, compra para revenda produtos hortifrutigranjeiros ou assemelhados;

IX - a pessoa física que edifica obra de construção civil;

X - o médico residente de que trata a Lei nº 6.932, de 7 de julho de 1981. (Redação Dec 4.729-03)

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XI - o pescador que trabalha em regime de parceria, meação ou arrendamento, em

embarcação com mais de seis toneladas de arqueação bruta, ressalvado o disposto no inciso III do § 14; (Red Dec 4.032-01)

XII - o incorporador de que trata o art. 29 da Lei nº 4.591, de 16 de dezembro de 1964. XIII - o bolsista da Fundação Habitacional do Exército contratado em conformidade com a Lei nº 6.855, de 18 de novembro de 1980; e (Inc Dec3.265-99)

XIV - o árbitro e seus auxiliares que atuam em conformidade com a Lei nº 9.615, de 24 de

março de 1998.(Inc Dec3.265-99)

XV - o membro de conselho tutelar de que trata o art. 132 da Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990, quando remunerado; (Inc Dec 4.032-01)

XVI - o interventor, o liquidante, o administrador especial e o diretor fiscal de instituição financeira de que trata o § 6º do art. 201. (Inc Dec 4.032-01)

OBSERVAÇÕES: SÃO TB CONSIDERADOS CONTRIBUINTES INDIVIDUAIS: 1) o aposentado de qualquer regime previdenciário nomeado magistrado da Justiça Eleitoral, na forma dos incisos II do art. 119 ou III do § 1º do art. 120 da Constituição Federal; (Inc.Dec. 3.265-99)

2) o segurado recolhido à prisão sob regime fechado ou semi-aberto, que, nesta condição, preste serviço, dentro ou fora da unidade penal, a uma ou mais empresas, com ou sem intermediação da organização carcerária ou entidade afim, ou que exerce atividade artesanal por conta própria; (Inc.Dec.4.729-03)

SEGURADO FACULTATIVO Lei nº 8.213 art. 13 Lei nº 8.212 art. 14

Decreto 3.048 - arts. 11 e 20, parágrafo único

Art. 11. É segurado facultativo o maior de dezesseis anos de idade que se filiar ao Regime Geral de Previdência Social, mediante contribuição, na forma do art. 199, desde que não esteja exercendo atividade remunerada que o enquadre como segurado obrigatório da previdência social.

§ 1º Podem filiar-se facultativamente, entre outros: I - a dona-de-casa;

II - o síndico de condomínio, quando não remunerado; III - o estudante;

IV - o brasileiro que acompanha cônjuge que presta serviço no exterior; V - aquele que deixou de ser segurado obrigatório da previdência social

VI - o membro de conselho tutelar de que trata o art. 132 da Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990, quando não esteja vinculado a qualquer regime de previdência social;

VII - o bolsista e o estagiário que prestam serviços a empresa de acordo com a Lei nº 6.494, de 1977;

VIII - o bolsista que se dedique em tempo integral a pesquisa, curso de especialização, pós-graduação, mestrado ou doutorado, no Brasil ou no exterior, desde que não esteja vinculado a qualquer regime de previdência social;

IX - o presidiário que não exerce atividade remunerada nem esteja vinculado a qualquer regime de previdência social; e

X - o brasileiro residente ou domiciliado no exterior, salvo se filiado a regime previdenciário de país com o qual o Brasil mantenha acordo internacional.

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§ 2º É vedada a filiação ao Regime Geral de Previdência Social, na qualidade de segurado facultativo, de pessoa participante de regime próprio de previdência social, salvo na hipótese de afastamento sem vencimento e desde que não permitida, nesta condição, contribuição ao respectivo regime próprio.

§ 3º A filiação na qualidade de segurado facultativo representa ato volitivo, gerando efeito somente a partir da inscrição e do primeiro recolhimento, não podendo retroagir e não permitindo o pagamento de contribuições relativas a competências anteriores à data da inscrição, ressalvado o § 3º do art. 28 (recolhimento trimestral)

§ 4º Após a inscrição, o segurado facultativo somente poderá recolher contribuições em atraso quando não tiver ocorrido perda da qualidade de segurado, conforme o disposto no inciso VI do art. 13.

OBSERVAÇÃO

Art. 7º, XXXIII ...proibição de qualquer trabalho a menores de 16 anos, salvo na condição de aprendiz, a partir de 14 anos. (CF/88)

Art. 18 § 2º A inscrição do segurado em qualquer categoria mencionada neste artigo exige a idade mínima de dezesseis anos. (DEC. 3.048/99)

E O MENOR APRENDIZ (A PARTIR DOS 14 ANOS)??

Art. 65. Ao adolescente aprendiz, maior de quatorze anos, são assegurados os direitos trabalhistas e previdenciários. (ECA – LEI 8.069-90)

BENEFICIÁRIOS DO RGPS NA QUALIDADE DE DEPENDENTES (Lei

8.213 art. 16, Dec. 3.048 art. 16)

I - o cônjuge, a companheira, o companheiro e o filho não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 (vinte e um) anos ou inválido; (Redação dada pela Lei nº 9.032, de 1995)

II - os pais;

III - o irmão, de qualquer condição, menor de 21 (vinte e um) anos ou inválido;

§ 2º O enteado e o menor tutelado equiparam-se a filho mediante declaração do segurado e desde que comprovada a dependência econômica na forma estabelecida no Regulamento (Redação dada pela Lei nº 9.528, de 1997)

Lei 8.069/90 – ECA – GUARDA: discussão

Art. 33. A guarda obriga a prestação de assistência material, moral e educacional à criança ou adolescente, conferindo a seu detentor o direito de opor-se a terceiros, inclusive aos pais. § 1º A guarda destina-se a regularizar a posse de fato, podendo ser deferida, liminar ou incidentalmente, nos procedimentos de tutela e adoção, exceto no de adoção por estrangeiros. § 2º Excepcionalmente, deferir-se-á a guarda, fora dos casos de tutela e adoção, para atender a

situações peculiares ou suprir a falta eventual dos pais ou responsável, podendo ser deferido o direito de representação para a prática de atos determinados.

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§ 3º A guarda confere à criança ou adolescente a condição de dependente, para todos os fins e efeitos de direito, inclusive previdenciários.

“A guarda é modalidade mais simples de colocação em família substituta; não suprime o poder familiar dos pais biológicos. A tutela pressupõe a suspensão ou destituição do poder familiar, enquanto a adoção é modalidade mais ampla de colocação em família substituta, que procura imitar a natureza, criando a filiação civil. Também implica perda do pátrio poder pelos pais biológicos. Por isso mesmo, é importante frisar que a guarda e a tutela são institutos temporários, enquanto a adoção de menores, nos moldes atuais, é permanente, definitiva e irrevogável.” (Sílvio de Salvo Venosa)

FILHO OU IRMÃO INVÁLIDO

O conceito de invalidez para fins previdenciários não é sinônimo de incapacidade para os atos de vida civil, e sim, a incapacidade laborativa, em outras palavras, a impossibilidade

que o dependente de um segurado tem de se manter com o seu próprio trabalho, de prover, sem nenhum auxílio, o seu próprio sustento.

“TRF3 AC - 779060 DJ16/04/2002 ReL.(a) JUIZ ROBERTO HADDAD - PREVIDENCIÁRIO. PENSÃO POR MORTE. FILHO INVÁLIDO MAIOR DE 21 ANOS. DEPENDÊNCIA ECONÔMICA PRESUMIDA. COMPROVAÇÃO DA QUALIDADE DE SEGURADA DA DE CUJUS. HONORÁRIOS.

O filho, mesmo que maior de idade, porém inválido, possui dependência econômica presumida perante seus genitores, não necessitando comprova-la para a percepção do benefício previdenciário da pensão por morte, `a luz do artigo 16, I da Lei no. 8213/91. Concedida à falecida, aposentadoria por idade rural, por meio de acórdão trânsitado em julgado, fica comprovada a qualidade de segurada da de cujus. Mantida a verba honorária fixada no juízo a quo, sob pena de reformatio in pejus.

Apelação da autarquia e remessa oficial improvidas.”

UNIÃO HOMOAFETIVA IN-INSS Nº 11 DE 20/09/2006

Art. 30. O companheiro ou a companheira homossexual de segurado inscrito no RGPS passa a integrar o rol dos dependentes e, desde que comprovada a vida em comum e a dependência econômica, concorrem, para fins de pensão por morte e de auxílio-reclusão, com os dependentes preferenciais de que trata o inciso I do art. 16 da Lei nº 8.213, de 1991, para óbitos ocorridos a partir de 5 de abril de 1991, ou seja, mesmo tendo ocorrido anteriormente à data da decisão judicial proferida na Ação Civil Pública nº 2000.71.00.009347-0.

Art. 52. § 4º Para o(a) companheiro(a) homossexual, deve ser exigida a comprovação de vida em comum e a dependência econômica, observado o art. 30 desta IN, não sendo presumida a dependência econômica, conforme disposto na Ação Civil Pública nº 2000.71.00.009347-0.

IN-INSS 11/2006 com a redação dada pela IN-INSS 15 de 15/03/2007

Art. 30. O companheiro ou a companheira homossexual de segurado inscrito no RGPS passa a integrar o rol dos dependentes e, desde que comprovada a vida em comum, concorre, para fins de pensão por morte e de auxílio-reclusão, com os dependentes preferenciais de que trata o inciso I do art. 16 da Lei nº 8.213, de 1991, para óbito ou reclusão ocorrido a partir de 5 de abril de 1991, ou seja, mesmo anterior à data da decisão judicial proferida na Ação Civil Pública nº 2000.71.00.009347-0.

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Art. 52. § 4º Para o(a) companheiro(a) homossexual, deve ser exigida apenas a comprovação de vida em comum, conforme disposto na Ação Civil Pública nº 2000.71.00.009347-0.

CONCUBINATO IMPURO C/ SEGURADO CASADO

Lei 8.213-91 Art. 16 § 3º Considera-se companheira ou companheiro a pessoa que, sem ser casada, mantém união estável com o segurado ou com a segurada, de acordo com o § 3º do

art. 226 da Constituição Federal.

“TRF2 AC 9002070136 Relator(a) JUIZA TANIA HEINE - PREVIDENCIÁRIO - PENSÃO - COMPANHEIRA E ESPOSA

I EX-SEGURADO QUE MANTEVE, DURANTE DEZOITO ANOS, CONCOMITANTEMENTE, VIDA EM COMUM COM A ESPOSA E A COMPANHEIRA, JÁ QUE ERA MOTORISTA E VIAJAVA CONSTANTEMENTE, AUSENTANDO-SE POR LONGOS PERÍODOS, COMO DEMONSTRADO PELA PROVA ORAL.

II - A PENSÃO PREVIDENCIÁRIA DEVE SER DIVIDIDA, IGUALMENTE, ENTRE A ESPOSA E A COMPANHEIRA. III - RECURSO PROVIDO.”

TRF4 AC 200004010376495 DJ: 20/08/2002 Rel.JUIZ NÉFI CORDEIRO 2. Mantinha o falecido, ao mesmo tempo, a esposa e a concubina. O conjunto probatório nos autos demonstra que a autora viveu e dependeu do segurado até o falecimento deste. Restou demonstrado a situação de concubinato, que merece ser reconhecida para os pretendidos fins previdenciários, não sendo impedimento para tanto a existência simultânea de esposa. 3. Diante das novas orientações constitucionais, que fazem emergir a isonomia entre o casamento e a união estável, é de se reconhecer os efeitos que gera o concubinato, mesmo impuro, no âmbito previdenciário. 4. Concorrendo ao benefício a esposa e a concubina, a solução admitida de forma uníssona pela jurisprudência é a divisão da pensão. 5. Recurso improvido.”

Referências

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