Relatório e Contas da Companhia de Seguros Allianz Portugal, S.A. Órgãos Sociais
Assembleia Geral Anual Relatório Contas Individuais
Relatório do Conselho de Administração Contas Individuais
Balanço de 31/12/2004
Conta de Ganhos e Perdas em 31/12/2004 Anexo ao Balanço e a Conta de Ganhos e Perdas Anexo 1 - Inventário de Títulos e Participações Financeiras Relatório e Parecer do Fiscal Único
Certificação Legal de Contas Relatório Contas Consolidadas
Relatório Consolidado do Conselho de Administração Contas Consolidadas
Balanço Consolidado em 31/12/2004
Conta de Ganhos e Perdas Consolidados em 31/12/2004 Anexo ao Balanço e a Conta de Ganhos e Perdas Consolidados
Anexo 1 - Inventário de Títulos e Participações Financeiras - Consolidado Relatório e Parecer do Fiscal Único
Certificação Legal de Contas
Relatório e Contas da Unipensão Sociedade Gestora de Fundos de Pensões, S.A. Órgãos Sociais
Assembleia Geral Anual
Relatório do Conselho de Administração Demonstrações Financeiras
Balanço de 31/12/2004
Demonstração de Resultados em 31/12/2004 Anexo ao Balanço e à Demonstração de Resultados Participação de Accionistas
Demonstração dos Fluxos de Caixa em 31/12/2003 Demonstração dos Resultados por Funções em 31/12/2003 Relatório e Parecer do Conselho Fiscal
Certificação Legal de Contas
5 7 11 13 29 30 32 35 60 67 70 75 76 83 84 88 91 114 120 122 127 129 131 133 137 138 140 142 146 147 149 151 152
M E SA DA AS S E M B LE IA G E R AL Paulo Jorge Barreto de Carvalho Ventura Presidente
Rui Nobre Rodrigues Vice-Presidente
José Vaz Serra de Moura Secretário
CON S E LHO DE ADM I N I STR AÇÃO Francisco José Pereira Pinto Balsemão, Presidente
Pedro Rogério de Azevedo Seixas Vale Patrick Stefan Schwarz,
Administradores-Delegados
Detlev Bremkamp Klaus Dührkop Pierluigi Riches
Fernando Maria Costa Duarte Ulrich (até 15.09.2004) José Alberto Ferreira Pena do Amaral (até 15.09.2004) António Alberto Retto Frias Couto Leitão
António Domingues (a partir de 15.09.2004) António Farinha de Morais (a partir de 15.09.2004) Vogais
F I SC AL ÚN ICO
Oliveira Reis & Associados - Sociedade de Revisores Oficiais de Contas, representada por:
Carlos Alberto Domingues Ferraz Efectivo
Fernando Marques Oliveira, Revisor Oficial de Contas Suplente
Convocatória: São convocados os Accionistas da Companhia de Seguros ALLIANZ PORTUGAL, S.A., matriculada na Conservatória do Registo Comercial de Lisboa sob o n.º 2977 e com o capital social de
€
39.545.400, titular do cartão de pessoa colectiva n.º 500.069.514, para reunir em Assembleia Geral Anual, na Rua Andrade Corvo, n.º 32, no próximo dia 24 de Março de 2005, pelas 11:30 horas, com a seguinte Ordem dos Trabalhos:5. Ratificar a nomeação por cooptação, de dois Membros do Conselho de Administração.
Ficam à disposição dos Senhores Accionistas, a partir do 15º dia anterior à data da Assembleia, os elementos de informação previstos no artigo 289º do Código das Sociedades Comerciais.
Podem participar na Assembleia todos os Accionistas possuidores de pelo menos 100 acções, que até dez dias antes da data designada para a Assembleia as tenham registadas em seu nome, ou depositadas quer na sede da Companhia, quer em Instituição de crédito. Cada 100 acções dão direito a um voto.
Os Accionistas podem fazer-se representar, nos termos da lei, por outro Accionista ou pelo cônjuge, ascendente ou descendente, ou por um membro do Conselho de Administração.
Lisboa, 10 de Fevereiro de 2005
O Presidente da Mesa da Assembleia Geral
Dr. Paulo Ventura 1. Deliberar sobre o Relatório do Conselho
de Administração, o Balanço e as Contas da Sociedade, tudo relativo ao Exercício de 2004, bem como sobre o respectivo relatório e parecer do Fiscal Único;
2. Deliberar sobre a proposta de aplicação dos resultados;
3. Deliberar sobre o Relatório do Conselho de Administração, o Balanço e os demais documentos de prestação de contas consolidadas do exercício de 2004, bem como sobre o respectivo relatório e parecer do Fiscal Único;
4. Proceder à apreciação geral da
R E L ATÓR IO - CONTAS I N DIVI DUAI S
Lei 41/2004, de 18 de Agosto, que transpõe para a ordem jurídica nacional a Directiva Nº 58/CE/2002, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 12 de Julho, relativa ao tratamento de dados pessoais e à protecção da privacidade no sector das comunicações electrónicas;
Lei 55-B/2004, de 30 de Dezembro, que aprova o Orçamento Geral do Estado para 2005;
Citam-se também as Normas Regulamentares mais importantes, emitidas pelo Instituto de Seguros de Portugal:
Norma 04 /2004-R, de 24 de Agosto, que aprova as Condições Gerais e Especiais da Apólice Uniforme do Seguro de Colheitas para Portugal Continental;
Norma 05/2004-R, de 10 de Setembro, que regulamenta os Instrumentos
de Captação de Aforro Estruturados (ICAE) no âmbito da actividade seguradora;
Norma 06/2004-R, de 20 de Setembro, que estabelece os princípios orientadores do relatório do Actuário responsável na área dos Fundos de Pensões;
Circular 27/2004, de 26 de Outubro, que introduz os princípios orientadores dos procedimentos de Consulta Pública;
Circular 28/2004, de 17 de Novembro, que assegura a utilização de procedimentos uniformes relativamente à constituição da provisão para sinistros da actividade seguradora.
Senhores Accionistas,
Nos termos legais e estatutários, vimos submeter à vossa apreciação o Relatório, o Balanço e as Contas relativas ao exercício de 2004. 1. E NQUADR AM E NTO I N STITUC IONAL Durante o ano de 2004 foram introduzidas alte-rações legislativas relevantes, nomeadamente:
Decreto-lei 59/2004, de 19 de Março, que altera os princípios relativos aos limites das indemnizações decorrentes de acidentes de viação, em harmonização com os limites fixados para os seguros obri-gatórios de responsabilidade civil automóvel;
Decreto-lei 60/2004, de 22 de Março, que altera a Lei da Transparência dos Seguros, especialmente na parte respei-tante aos seguros de Vida - Unit Linked;
Decreto-lei 87/2004, de 17 de Abril, que altera o regime da pré-reforma;
Lei 11/2004, de 27 de Março, que estabelece o regime de prevenção e repressão do branqueamento de vantagens de proveniência ilícita; foi rectificada em Maio pela Declaração de Rectificação 45/2004 e parcialmente alterado a 16 de Julho, pela Lei 27/2004;
Decreto-lei 150/2004, de 29 de Junho, que altera o regime de pagamento dos prémios de seguro (Decreto-Lei 142/2000);
Lei 35/2004, de 29 de Julho,
que regulamenta vários capítulos do Código de Trabalho, transpondo diversas Directivas Comunitárias sobre a matéria;
3. M E RC ADO S EG U R ADOR PORTUG UÊS Mantiveram-se, e até se acentuaram, algumas das tendências do ano anterior.
O crescimento do volume de negócio foi globalmente positivo, com um crescimento mais significativo no ramo Vida que nos ramos Não Vida. No ramo Vida, o crescimento manteve a característica de evolução muito significativa nos produtos de poupança. Nos ramos Não Vida, na sua grande maioria, os crescimentos por ramos foram baixos, indicando alguma maturidade do mercado e um ciclo económico desfavorável.
Os resultados globais do sector apontam para um crescimento significativo, sobretudo em virtude da redução nos níveis de sinis-tralidade em quase todas as linhas de negó-cio e, particularmente, nos ramos mais importantes e de maior impacto nos resulta-dos. A esta melhoria do resultado técnico, junta-se um ano de resultados financeiros positivos para a maior parte dos activos em gestão, com eventual excepção no domínio imobiliário.
São esperados também melhores resultados no domínio dos custos gerais, resultantes de melhoria dos processos de gestão como a adopção de planos concretos. Também no que concerne o resseguro, o ano de 2004 foi significativamente menos perturbador que em anos anteriores.
Acontecimento importante foi, sem dúvida, a venda total de parte significativa do negó-cio segurador por parte do Grupo BCP ao Grupo Caixa e, na restante, a passagem a accionista maioritário do Grupo Fortis. 2. ENQUADR AMENTO MACRO -ECONÓMICO
O enquadramento económico mundial foi relativamente positivo. O crescimento foi significativo nos Estados Unidos da América, na Ásia e na América Latina. Foi pouco expressivo na Europa e, sobretudo, em Portugal.
Por essa razão, assistiu-se a aumentos de taxas de juros nos EUA, enquanto na zona Euro as taxas do Banco Central Europeu se mantiveram praticamente estáveis.
Na principal economia do Mundo - os EUA - mantiveram-se e agravaram-se os chama-dos défices gémeos - o défice público e o défice comercial - o que justificou uma clara desvalorização do dólar face a todas as outras principais moedas, sobretudo o Euro, atento o seu saldo comercial muito positivo. Os países asiáticos são hoje os prin-cipais financiadores da economia americana.
Os indicadores mais relevantes da evolução das cotações de acções tiveram um compor-tamento positivo em 2004, apesar de
inferior a 2003. Pela positiva, destaca-se a evolução dos mercados europeus, em especial os ibéricos, Espanha e Portugal.
No caso particular da economia portuguesa, segundo as previsões do Banco de Portugal, o seu crescimento será baixo (1,4%), as exportações cresceram (+6,8%) a ritmo inferior às importações (+ 8,2%), a inflação (+2,5%) foi inferior à do ano anterior, o défice público estrutural não foi resolvido, o desemprego aumentou e verificou-se um aumento substancial do endividamento das famílias.
Este resultado demonstra um crescimento muito significativo em relação ao ano ante-rior. A rentabilidade dos ramos Vida (8,8% sobre prémios líquidos adquiridos) continuou a ser superior à dos ramos Não Vida (5,1%), mas a diferença entre ambas atenuou-se claramente (de 4.7 p.p. para 3.5 p.p.). A rentabilidade dos capitais próprios também melhorou fortemente, aumentando 5.6 p.p..
Os valores alcançados são a consequência duma estratégia implementada em 2004, de privilegiar a rentabilidade versus a dimensão. A liderança do Grupo Caixa, sobretudo nos
ramos Não Vida, é agora muito marcante. As vantagens relativas deste grupo passam a ser evidentes em vários domínios - infor-mação, capacidade negocial junto de resse-guradores e fornecedores, nível de custos, notoriedade, dimensão da rede de agentes. São colocadas questões muito sérias a todas as outras seguradoras, de como se posi-cionarem neste novo cenário que lhes é, à partida, desfavorável.
4. ACTIVI DADE DA COM PAN H IA
4.1 Órgãos Sociais
Em Setembro de 2004, em virtude de alterações estruturais no âmbito do Grupo BPI, os Senhores Dr. Fernando Maria Costa Duarte Ulrich e Dr. José Pena do Amaral apresentaram o seu pedido de exoneração das funções que vinham exercendo no Conselho de Administração da Allianz Portugal.
Em sua substituição, assumiram funções de Vogais do Conselho de Administração os Senhores Dr. António Farinha de Morais e Dr. António Domingues.
4.2. RESULTADO DO EXERCÍCIO
O exercício apresenta um resultado líquido positivo de 21.365.610,55 Euros.
Resultado Líquido
(1) % sobre Prémios Brutos Adquiridos (2) % sobre Capitais Próprios
2004 2003 ROS ROE (1) (2) 6,1 % 17,1 % ROS ROE (1) (2) 3,3% 11,5%
4.3.Volume e Estrutura de Produção
A evolução dos Prémios Brutos Emitidos (Seguro Directo + Resseguro Aceite) foi a seguinte:
A evolução positiva (+ 1,6%) foi inferior à do ano passado e foi menos positiva, sobretudo no ramo Vida.
Atenta a estratégia seguida, a situação económica do país e o realinhamento do mercado, eram previsíveis taxas de crescimento inferiores quer na nossa Empresa quer no mercado, o que se verificou.
A evolução do ramo Vida (- 5,1%) também é consequência de alguma instabilidade fiscal sobre os principais produtos de poupança (PPR/E). Também o lançamento de uma nova linha de produtos não obteve o sucesso desejado, bem como as restrições seguidas nas entregas adicionais dos antigos produtos, são as principais explicações do resultado inferior ao previsto.
Nos ramos Não Vida, o crescimento (+ 3,5%) é semelhante ao do mercado e superior nas duas principais linhas de negócio
-Automóvel e Acidentes de Trabalho -, bem como em Transportes. RAMOS 2004 2003 Prémios ∆ % 85.088 (5.1) 21,3 82.322 (5.2) 20,6 48.724 1.7 12,2 171.374 7.9 42,8 2.983 7.4 0,7 8.193 35.7 2,0 1.381 (27.5) 0,3 314.976 3.5 78,7 400.064 1.6 100,0 VIDA ACID. E DOENÇA INCÊNDIO E O. DANOS AUTOMÓVEL TRANSPORTES RESP. CIVIL GERAL DIVERSOS NÃO VIDA TOTAL Prémios ∆ % 89.693 21.9 22,8 86.801 13.5 22,0 47.915 9.4 12,2 158.685 20.8 40,3 2.778 13.1 0,7 6.040 11.1 1,5 1.906 (9.0) 0,5 304.201 16.2 77,2 393.894 17.4 100,0 (Valores em ‘000€)
Ficaram abaixo do previsto os ramos Doença, Multiriscos e Engenharia.
Se retirarmos a anulação excepcional de um contrato em Acidentes Pessoais e de outros no âmbito dos Riscos Industriais, a evolução teria sido mais positiva do que a do mercado.
Apesar da redução das apólices novas e aumento das anulações, verificou-se ainda um crescimento do stock de apólices em vigor. Por essa razão e pelo aumento do prémio médio em alguns casos (p.ex. Automóvel), verificou-se um incremento do volume de prémios da carteira em vigor a 31 de Dezembro.
As diferentes redes de distribuição tiveram a seguinte evolução na sua produção:
Como se pode verificar, a evolução foi pequena em todas as redes de distribuição. Na rede de mediadores houve uma ligeira diminuição do número de mediadores pro-dutivos, registou-se uma consolidação ao nível da MedNet, com a introdução de nova e alargada versão.
Ao nível dos corretores, a necessidade de rigor na subscrição e preço no ramo Acidentes de Trabalho, Automóvel, Saúde, Riscos Patrimoniais e Transportes, foi determinante na evolução verificada. Não se concretizaram, igualmente, negócios de elevada dimensão no ramo Vida, tal como acontecera em 2003, tendo sido abandona-da a linha de negócio Garantias Auto.
No domínio do canal banca-seguros, a evolução foi claramente limitada pela decisão tomada de não renovação do negócio de Protecção ao Crédito no ramo Acidentes Pessoais, já atrás mencionado. Sem este facto, o crescimento teria sido de 15%.
Durante o ano 2004 foi decidido criar um novo canal - Clientes Directos - cuja importância passará a ser quantificada em futuros exercícios. Neste domínio, foi introduzida a AllianzNet, que permite a subscrição de contratos e o acesso à infor-mação de variado nível de assuntos via Internet, com níveis de segurança adequados.
A evolução da nossa quota de mercado foi a seguinte : 2004 + 2,7% - 6,9% + 2,4% + 1,6% 2003 + 18,6% + 11,4% + 18,0% + 17,5% Canal de Distribuição Agentes Corretores Banca-Seguros TOTAL NÃO VIDA 7,82% 7,95% TOTAL 3,98% 4,15% VIDA 1,41% 1,71% 2004 2003
Os resultados financeiros cresceram, sobretudo no domínio das mais valias reali-zadas, dado que as taxas de remuneração das obrigações - activo predominante nas carteiras - tiveram uma forte redução das suas “yields”.
O resultado final tem um acréscimo significativo, maioritariamente em conse-quência da melhoria dos resultados técnicos nos ramos Não Vida.
4.4 Estrutura de Proveitos e Custos
Durante o exercício de 2004, a evolução foi a seguinte, tendo os valores sido calculados em função de Prémios Líquidos Adquiridos (PLA) :
Elementos mais significativos :
Os níveis de sinistralidade foram bastante positivos nos ramos Não Vida, em especial nos ramos principais: Acidentes de Trabalho, Automóvel, Multiriscos e Transportes.
Uma ligeira redução do rácio de custos, consequência sobretudo da redução de custos com pessoal.
Uma dimensão significativa dos custos extraordinários: € 4,784 mil de custos de restruturação / pessoal e € 6.196 mil de reforço do Fundo de Pensões / Provisão para Encargos Futuros com Segurança Social e Seguro de Doença para Reformados.
2004 99.2 70.2 5.2 18.2 23.5 93.7 (0.2) 6.0 11.5 (9.2) 8.3 6.1 2003 96.5 74.7 5.1 18.9 24.1 98.8 (0.4) 0.8 10.9 (6.2) 5.5 3.9 2004 98.8 69.2 5.1 19.6 24.8 94.0 (0.3) 5.7 7.8 (6.3) 7.2 5.3 2003 95.3 75.3 4.7 20.2 24.9 100.2 (0.1) (0.3) 7.8 (4.4) 3.0 2.7 2004 100.5 73.7 5.6 13.6 19.2 92.9 0.0 7.2 23.7 (18.7) 12.1 8.8 2003 100.1 74.3 6.3 15.3 21.6 95.9 0.0 4.1 19.8 (11.4) 12.5 7.4 PLA / %PLE Rácio Sinistralidade (1) Custos Comerciais (2) Custos Exploração Total Custos Rácio Combinado Outro Result. Técnico Resultado Técnico Result. Financeiro Result.N/Técn.e Extr. RESULTADO ANTES IMPOSTOS RESULTADO LÍQUIDO
(1) Rácio líquido de resseguro e incluindo custos imputados (2) Rácio líquido de resseguro e de custos diferidos
5. G E STÃO F I NANC E I R A
5.1 Cobrança de Prémios
Tal como no ano anterior, e apesar da con-juntura desfavorável, os resultados foram muito positivos.
5.2 Gestão de Activos
A evolução dos mercados de capitais foi positiva, sobretudo na Europa e nos dois países Ibéricos, como atrás se referiu. Assistiu-se também a uma redução da taxa de retorno das obrigações, como consequência do efeito de aversão ao risco.
A política de gestão de activos está cada vez mais condicionada pelas necessidades de redução relativa do capital em risco, o que limita as opções entre diferentes activos e os rendimentos alcançáveis.
O conjunto de decisões traduziu-se na seguinte evolução de activos :
2004 5,3 % 5,6 % 19 dias 2003 5,7 % 7,6% 21 dias Prémios em Cobrança/Prémios Totais Emitidos
Prov. Recibos por Cobrar/Prémios em Cobrança Prazo Médio de Cobrança
VALOR % 590.263 77,7 319.813 42,1 270.450 35,6 36.151 4,8 33.960 4,5 2.191 0,3 27.318 3,6 10.823 1,4 16.495 2,2 19.234 2,5 956 0,1 81.350 10,7 4.743 0,6 245 0,0 760.260 100 OBRIGAÇÕES Estado Empresas ACÇÕES Cotadas Não Cotadas FUNDOS DE INVESTIMENTO Mobiliários Imobiliários MONETÁRIO EMPRÉSTIMOS S/APÓLICES IMÓVEIS EMPRÉSTIMOS HIPOTECÁRIOS OUTROS TOTAL 2004 2003 VALOR % 606.175 73,5 348.493 42,3 257.682 31,2 28.767 3,5 26.605 3,2 2.162 0,3 31.106 3,7 14.350 1,7 16.756 2,0 74.293 9,0 817 0,1 78.305 9,5 4.905 0,6 465 0,1 824.833 100 (Valores em ‘000€)
As decisões mais importantes foram :
Redução do nível de obrigações de empresas privadas.
Redução do nível de acções, parcial-mente compensada pelo aumento de fundos de investimento mobiliário.
Aumento significativo de aplicações no mercado monetário.
Redução à exposição em imóveis.
5.3. Resultados Financeiros
A evolução dos resultados financeiros foi de +10,8% e expressa-se da seguinte forma :
6. ANÁLI S E DA SOLVAB I LI DADE A evolução das responsabilidades e dos activos vocacionados e autorizados para lhes fazer face é a seguinte:
(Valores em ‘000€) 2004 33.416 9.691 0 43.107 2003 32.140 8.696 (1.040) 39.796 Rendimentos
Mais/Menos Valias Realizadas Mais/Menos Valias Potenciais (não compensadas) TOTAL
(Valores em ‘000€)
(1) inclui valores Livres e permitidos pela Portaria 299/99 (2) não inclui os Custos Diferidos
2004 873.274 767.630 105.644 113,8% 2003 810.625 734.686 75.939 110,3% Activos (1) Provisões Técnicas (2) EXCEDENTE – valor absoluto
O nível da margem de solvência (depois da distribuição de resultados) é de 143%, em 2004, contra 175% em 2003. Esta redução é devida à introdução de regras mais exigentes por parte da autoridade de supervisão.
7. E VOLUÇÃO DA S ITUAÇÃO LÍQU I DA Durante o exercício de 2004, a evolução da situação líquida foi a seguinte:
Verificou-se uma evolução significativa de +10,5%, consequência sobretudo do aumento dos resultados do exercício.
8. P R I NC I PAI S ACÇÕE S
O ano de 2004 foi um ano de afirmação da nossa Empresa em termos de resultados, atingindo quase todos os objectivos a que se propôs junto dos accionistas.
Referem-se a seguir algumas das principais acções encetadas :
8.1. Rentabilidade
Novos/Alterações nos Produtos:
Lançamento de linha de produtos UniversAll nos ramos Vida, Desportista
Profissional e alterações no produto Poupança-Grupo;
Acidentes Pessoais : seguro Viagem-Grupo;
Minha Família : alteração de coberturas
Saúde : PrincipAll, FunerAll, Doenças Graves
Automóvel : produto BPI
Responsabilidade Civil: segmentação total das modalidades
2003 39.545 31.005 0 8.696 5.879 15.628 5.002 13.076 118.831 2004 39.545 31.005 1.031 8.696 7.186 15.628 6.963 21.366 131.420 ∆ --1.031 --1.307 --1.961 8.290 12.589 Capital Prémio de Emissão
Res. Reavaliação Regulamentar Reserva Reavaliação Legal Reserva Legal Outras Reservas Resultados Transitados Resultado do Exercício TOTAL (Valores em ‘000€)
Preços/Tarifas:
Acidentes de Trabalho : novos preços e nova política de subscrição
Automóvel : alteração de preços de responsabilidade civil e danos próprios; estudo de estrutura tarifária multivariável
MedicAll : alteração de preços
Políticas de Subscrição: Acidentes de Trabalho
Gestão de Sinistros:
Participação via MedNet e AllianzNet
Melhoria dos níveis de serviços e redução do número de sinistros em gestão
Redução de custos médios em Automóvel, por maior utilização de redes convencionadas
Gestão de Clientes :
Introdução e início de aplicação do modelo de Gestão de Relacionamento com Clientes (CRM)
8.2. Expansão Selectiva
Reorganização Estrutural:
Criação de uma Direcção de Vendas única para canais de distribuição
Mediadores e Banca-seguros, com novo canal : Clientes Directos;
Encerramento de duas delegações;
Consolidação da MedNet com introdução de nova versão;
Lançamento do AllianzNet;
Segmentação de mediadores;
Novo sistema de indicadores de performance;
Campanha de cross-selling a clientes directos de PPR/E.
Negócio Empresas:
Estudo da AllianzNet - Empresas
8.3. Qualidade de Serviço
Certificação da Qualidade no Ramo Automóvel, sendo a Allianz Portugal a primeira companhia a obter a certificação;
Alargamento de tratamento
de sinistros Multiriscos e Acidentes Pessoais ao CCC-Centro de Contacto com Clientes;
Lançamento do Allianz Net.
8.4. Produtividade
Redução de efectivos de 775
trabalhadores em 2003, para 748 em 2004;
Nova revisão MedNet
Extensão dos circuitos SRC
Gestão integrada de tesouraria
Reformulação inicial da gestão automática de resseguro e de cúmulos de risco
Reestruturação do sistema de comunicação telefónica
Alteração do sistema operativo de MVS para ZOS
8.5. Autonomia Financeira / Gestão de Riscos
Por virtude dos melhores resultados técni-cos e de cobranças, foi possível aumentar fortemente o nível de investimento líquido,
que passou de 39 milhões de Euros para cerca de 72 milhões de Euros, a valor contabilístico.
Neste ano foi possível manter um nível elevado do grau de cobertura das reservas técnicas (113,8%) e de cobertura da margem de solvência (143,1%).
Foi criado um Comité de Gestão de Risco, que regularmente analisa a evolução dos níveis de capital requeridos pelo negócio, de acordo com os diferentes tipos de riscos: activos (volatilidade e de défault) dos prémios, dos sinistros e de crédito.
Foi ainda criado um Comité de Análise de Sinistros, onde são avaliados todos os critérios de cálculo e de suficiências das provisões de sinistros de todos os ramos e as medidas a tomar nestes domínios.
Também se mantiveram e melhoraram as análises de ALM Vida e introduziram-se pela primeira vez as análises ALM Não Vida, que se julga ser pioneira em Portugal.
Igualmente pela primeira vez, efectuaram-se análises e tomaram-se decisões no domínio dos tratados de resseguro, com base nos conceitos de RAROC (risk adjusted return of capital).
Em todas estas actividades, foi determinante a actuação do Departamento de Actuariado, em conjunto com a Direcção Financeira, Planeamento e Controle, Direcção de Gestão de Activos e de Resseguros.
9. P ROJ ECTOS E S P EC IAI S
Mantiveram-se acções dentro dos programas de:
Gestão de Mudança Cultural (GungHo!),
onde se destacam acções de novos modelos de Política de Salários e de Bónus, imple-mentação parcial de um inovador sistema de Gestão de Desenvolvimento e Desem-penho de recursos humanos, realização do primeiro programa Open Space com a participação de cerca de metade dos Colaboradores, a que se adiciona um segundo no início de Janeiro de 2005, com o restante Efectivo, subordinados aos temas Redução da Complexidade e Ganhar e Desenvolver Clientes, respectivamente.
Gestão de Continuidade do Negócio (BCM) - definição final do modelo
Projecto Sarbanes & Oxley Act (SOX)
Projecto Transversais: Rentabilização do Ramo Automóvel, Redução de Custos; Cliente Empresa e GungHo!
10. AP LIC AÇÃO DE R E S U LTADOS O exercício de 2004 apresenta um resultado positivo de € 21.365.610,55.
Nos termos do disposto na alínea f) do artigo 66º do Código das Sociedades Comerciais, o Conselho de Administração propõe que a este resultado seja dada a seguinte aplicação:
Reserva Legal . . . €2.136.561,06 Resultado Transitado . . . . .€6.495.430,49 Dividendos . . . .€12.733.619,00
TOTAL . . . .€21.365.610,55
O valor proposto de dividendos, corresponde a 1,61 Euros por acção.
11. P E R S P ECTIVAS PAR A O ANO 2005 As perspectivas económicas a nível mundial mantêm-se positivas, como em 2004. Alguma desaceleração é previsível nos EUA, bem como uma ligeira aceleração na Europa e, em particular, em Portugal. As expectati-vas relativamente às taxas de juro são de um aumento com algum significado ao longo do ano nos EUA e ligeiro aumento na Europa durante o segundo semestre. Nos mercados de acções, a previsão de evolução é positiva, sendo uma vez mais melhor na Europa, dada a possibilidade de desvalorização do dólar em consequência dos défices gémeos.
Na Allianz Portugal, a estratégia em 2005 privilegiará um maior crescimento. Admite-se um aumento na taxa de sinistralidade para o conseguir, compensado por uma redução do rácio de custos. Particular atenção vai ser dedicada também à rentabilização do ramo Saúde, e ao posicionamento da Companhia no mercado, nas diversas linhas de negócio.
Especial atenção, também, para os efeitos do processo de concentração recentemente efectuado no mercado segurador. Procurar-se-á manter o posicionamento de uma empresa credível, inovadora, com nova área de certificação da qualidade - Acidentes de Trabalho - e de aumento da produtividade por redução da complexidade.
Particulares esforços prosseguirão no domínio da qualificação dos recursos humanos e no domínio do conhecimento específico do negócio segurador e da nossa Empresa em particular.
Esperamos, assim, níveis mais elevados de resultados e de remuneração dos capitais.
12. CONC LU SÃO
O ano de 2004 foi bastante positivo no âmbito da maioria dos resultados. Tal foi fruto de um conjunto vastíssimo de acções, as principais das quais atrás enumeradas.
Uma palavra de agradecimento, motivação e satisfação a todos os Colaboradores que com o seu esforço e capacidade o conseguiram.
Os nossos agradecimentos também aos nossos accionistas - Allianz Group e Banco BPI - pelo apoio consistente à nossa Empresa.
Igualmente o nosso agradecimento ao repre-sentante do Fiscal Único, Dr. Carlos Alberto Domingues Ferraz, ao Instituto de Seguros de Portugal e à Associação Portuguesa de Seguradores, pela colaboração e capacidade de resposta demonstradas.
Lisboa, 15 de Fevereiro de 2005
O CON S E LHO DE ADM I N I STR AÇÃO Francisco José Pereira Pinto Balsemão Presidente
Pedro Rogério de Azevedo Seixas Vale Administrador-Delegado
Patrick Stefan Schwarz Administrador-Delegado
Detlev Bremkamp Klaus Dührkop Pierluigi Riches
António Farinha de Morais António Domingues
António Alberto Retto Frias Couto Leitão Vogais
ACTIVO Imobilizações incorpóreas 3.817.678,34 3.817.678,34 0,00 551.931,82 Investimentos Terrenos e edifícios 78.305.621,51 78.305.621,51 81.349.720,77 De serviço próprio 37.813.101,76 37.813.101,76 38.924.430,95 De rendimento 40.492.519,75 40.492.519,75 42.425.289,82
Imobilizações em curso e adiantamentos por conta 0,00
Investimentos em empresas do grupo e associadas 12.168.505,60 12.168.505,60 19.759.575,31 Partes de capital em empresas do grupo 4.911.777,60 4.911.777,60 5.408.281,80 Obrigações e outros empréstimos a emp. do grupo 7.256.728,00 7.256.728,00 14.351.293,51
Partes de capital em empresas associadas 0,00
Obrigações e outros empréstimos a emp. associadas 0,00
Outros investimentos financeiros 725.680.110,75 725.680.110,75 645.464.467,78 Acções, outros títulos de rendim. variável e unidades
de participação em fundos de investimento 54.960.744,30 54.960.744,30 58.060.845,10 Obrigações e outros títulos de rendimento fixo 598.918.624,13 598.918.624,13 575.911.493,49
Empréstimos hipotecários 4.905.064,35 4.905.064,35 4.743.114,40
Outros empréstimos 816.919,33 816.919,33 956.356,46
Depósitos em instituições de crédito 65.614.000,00 65.614.000,00 5.548.000,00
Outros 464.758,64 464.758,64 244.658,33
Depósitos junto de empresas cedentes 1.417,32 1.417,32 1.417,32
Investimentos relativos a seguros de vida em que o risco
de investimento é suportado pelo tomador de seguro 0,00
Provisões técnicas de resseguro cedido 37.771.199,89 37.771.199,89 38.097.127,51 Ramo Vida
Provisão para prémios não adquiridos 0,00
Provisão para sinistros 893.676,19 893.676,19 948.611,29
Provisão matemática 0,00
Provisão de seguros e operações em que o
risco é suportado pelo tomador de seguro 0,00
Provisão para estabilização de carteira 0,00
Provisão para participação nos resultados 0,00
Provisão para riscos em curso 0,00
Ramos Não Vida
Provisão para prémios não adquiridos 13.028.948,10 13.028.948,10 13.166.583,74
Provisão para sinistros 23.848.575,60 23.848.575,60 23.981.932,48
Provisão para participação nos resultados 0,00
Provisão para riscos em curso 0,00
Provisão para envelhecimento 0,00
Devedores 64.151.315,72 8.125.540,73 56.025.774,99 56.748.445,96
Por operações de seguro directo
Empresas do grupo 29.737,03 29.737,03 29.653,71
Empresas participadas e participantes 0,00
Outros devedores 38.027.919,97 3.227.529,91 34.800.390,06 38.095.960,27 Por operações de resseguro
Empresas do grupo 1.754.289,83 1.754.289,83 2.858.027,97
Empresas participadas e participantes 0,00
Outros devedores 2.920.348,99 1.068.478,93 1.851.870,06 686.147,27
Por outras operações
Empresas do grupo 4.476.280,08 4.476.280,08 4.613.943,81
Empresas participadas e participantes 0,00
Outros devedores 16.942.739,82 3.829.531,89 13.113.207,93 10.464.712,93
Subscritores de capital 0,00
Outros elementos do activo 48.006.271,66 32.716.597,79 15.289.673,87 21.840.880,91 Imobilizações corpóreas e existências 39.326.667,70 32.716.597,79 6.610.069,91 8.154.575,28
Depósitos bancários e caixa 8.679.304,68 8.679.304,68 13.686.006,35
Outros 299,28 299,28 299,28
Acréscimos e diferimentos 15.913.959,83 15.913.959,83 14.700.977,94
Juros a receber 12.376.661,00 12.376.661,00 13.183.378,35
Outros acréscimos e diferimentos 3.537.298,83 3.537.298,83 1.517.599,59 Total do Activo 985.816.080,62 44.659.816,86 941.156.263,76 878.514.545,32
2004 2003
Activo Amortizações Activo Activo
Bruto e Provisões Líquido Líquido
Capital próprio 131.420.190,00 118.830.940,92 Capital 39.545.400,00 39.545.400,00 Prémios de emissão 31.004.878,06 31.004.878,06 Reservas de reavaliação Reavaliação regulamentar 1.030.897,73 Reavaliação legal 8.695.652,40 8.695.652,40 Reservas Reserva legal 7.186.623,29 5.879.000,00 Reserva estatutária Outras reservas 15.627.704,21 15.627.704,21 Resultados transitados 6.963.423,76 5.002.073,32 Resultado do exercício 21.365.610,55 13.076.232,93 Passivos subordinados
Fundo para dotações futuras 2.018.360,65 1.184.205,37
Provisões técnicas 746.619.774,59 713.463.094,10
Ramo Vida
Provisão para prémios não adquiridos
Provisão para sinistros 11.053.356,07 14.750.468,18
Provisão matemática 320.333.132,32 307.655.144,76
Provisão de seguros e operações em que o risco é suportado pelo tomador de seguro Provisão para compromissos de taxa
Provisão para estabilização de carteira 948.889,00 1.110.365,00
Provisão para participação nos resultados 18.153.110,71 13.652.226,19
Provisão para riscos em curso Ramos Não Vida
Provisão para prémios não adquiridos 80.534.747,84 78.249.831,76
Provisão para sinistros
De acidentes de trabalho 103.156.896,73 101.777.418,78
De outros ramos 207.899.793,56 191.774.288,48
Provisão para participação nos resultados 1.128.995,64 939.604,12
Provisão para riscos em curso 829.887,52 1.376.079,38
Provisão para desvios de sinistralidade 2.580.965,20 2.177.667,45
Provisão para envelhecimento
Provisões para outros riscos e encargos 9.664.810,26 2.683.900,26
Provisões para pensões 6.693.835,12 2.400.000,00
Provisões para impostos 4.000,00 4.000,00
Outras provisões 2.966.975,14 279.900,26
Depósitos recebidos de resseguradores 7.952.699,73 9.120.879,84
Credores 38.320.767,43 29.458.681,71
Por operações de seguro directo Empresas do grupo
Empresas participadas e participantes
Outros credores 13.371.082,10 9.377.245,20
Por operações de resseguro
Empresas do grupo 3.634.331,81 3.097.858,95
Empresas participadas e participantes
Outros credores 3.002.806,38 3.401.755,98
Empréstimos bancários Empresas do grupo
Empresas participadas e participantes Outros credores
Estado e outros entes públicos 16.374.038,56 10.207.685,32
Credores diversos
Empresas do grupo 8.446,48 78.231,86
Empresas participadas e participantes
Outros credores 1.930.062,10 3.295.904,40
Acréscimos e diferimentos 5.159.661,10 3.772.843,12
Total do Passivo 941.156.263,76 878.514.545,32
PASSIVO 2004 2003
CONTAS DE GANHOS E PERDAS 2004 2003
Conta técnica do seguro não vida Prémios adquiridos líquidos de resseguro
Prémios brutos emitidos 314.976.476,90 304.200.404,22
Prémios de resseguro cedido 40.653.079,55 274.323.397,35 -44.783.128,00 259.417.276,22 Provisão para prémios não adquiridos (variação) 2.854.847,54 -18.523.721,45
Provisão para prémios não adquiridos,
parte dos resseguradores (variação) -137.635,64 -2.992.483,18 271.330.914,17 2.818.521,46 -15.705.199,99 243.712.076,23 Proveitos dos investimentos
Rendimentos de partes de capital
Relativos a empresas do grupo 3.809,34 7.883,51
Outros 0,00 3.809,34 7.883,51
Rendimentos de outros investimentos
Relativos a empresas do grupo 224.770,61 284.375,01
Outros 17.529.250,17 17.754.020,78 16.443.323,44 16.727.698,45
Ganhos realizados em investimentos 8.328.795,95 26.086.626,07 7.194.736,96 23.930.318,92 Mais-valias não realizadas de investimentos 2.411.263,54 1.422.124,84 Outros proveitos técnicos, líquidos de resseguro 512.037,36 739.827,98 Proveitos técnicos 300.340.841,14 269.804.347,97
Custos com sinistros, líquidos de resseguro Montantes pagos
Montantes brutos 185.891.872,57 191.622.658,01
Parte dos resseguradores 11.524.428,84 174.367.443,73 -9.848.394,84 181.774.263,17 Provisão para sinistros (variação)
Montante bruto 17.508.702,20 12.594.727,27
Parte dos resseguradores 590.282,35 16.918.419,85 191.285.863,58 -4.024.265,02 8.570.462,25 190.344.725,42 Outras provisões técnicas, líquidas
de resseguro (variação)
Provisão para riscos em curso
Montantes brutos -546.191,86 -1.242.137,57
Parte dos resseguradores 0,00 -546.191,86 -1.242.137,57 Provisão para desvios de sinistralidade 403.297,75 458.017,24 Provisão para envelhecimento
Montantes brutos 0,00
Parte dos resseguradores 0,00 0,00 -142.894,11 -784.120,33 Participação nos resultados, líquida de resseguro 1.023.719,19 1.064.462,03 Custos de exploração líquidos
Custos de aquisição 55.420.535,53 52.168.471,53 Custos de aquisição diferidos (variação) -569.931,46 -3.992.096,37 Custos administrativos 22.593.807,24 19.327.423,53 Comissões e participação nos resultados
de resseguro 8.143.634,97 69.300.776,34 10.055.822,99 57.447.975,70 Custos com investimentos
Custos de gestão dos investimentos 1.725.102,98 1.789.162,38
Perdas realizadas em investimentos 4.726.913,52 6.452.016,50 3.156.419,84 4.945.582,22 Menos-valias não realizadas de investimentos 1.254.124,62 2.807.830,37 Outros custos técnicos, líquidos de resseguro 240.388,55 407.137,13
Custos técnicos 269.413.994,67 256.233.592,54
Resultado da conta técnica do seguro não vida 30.926.846,47 13.570.755,43
O Técnico de Contas O Conselho de Administração
CONTAS DE GANHOS E PERDAS 2004 2003
Conta técnica do seguro de vida
Prémios adquiridos líquidos de resseguro
Prémios brutos emitidos 85.087.853,28 89.692.677,25
Prémios de resseguro cedido 4.432.916,88 80.654.936,40 -1.413.731,02 88.278.946,23 Provisão para prémios não adquiridos (variação) 0,00
Provisão para prémios não adquiridos,
resseguradores (variação) 0,00 0,00 80.654.936,40 88.278.946,23 Proveitos dos investimentos
Rendimentos de partes de capital
Relativos a empresas do grupo 14.509,08 31.218,48
Outros 0,00 14.509,08 31.218,48
Rendimentos de outros investimentos
Relativos a empresas do grupo 0,00 37.496,35
Outros 14.462.708,28 14.462.708,28 14.228.646,31 14.266.142,66
Ganhos realizados em investimentos 8.551.298,87 23.028.516,23 7.032.377,69 21.329.738,83 Mais-valias não realizadas de investimentos 852.043,02 1.437.340,50 Outros proveitos técnicos, líquidos de resseguro 43.508,34 23.583,34 Proveitos técnicos 104.579.003,99 111.069.608,90
Custos com sinistros, líquidos de resseguro Montantes pagos
Montantes brutos 57.205.404,06 55.702.276,31
Parte dos resseguradores 2.003.973,32 55.201.430,74 1.837.682,11 53.864.594,20 Provisão para sinistros (variação)
Montante bruto -3.697.112,11 7.495.325,85
Parte dos resseguradores -54.935,10 -3.642.177,01 51.559.253,73 -337.004,52 7.158.321,33 61.022.915,53 Outras provisões técnicas, líquidas
de resseguro (variação)
Provisão de seguros e operações em que o risco é suportado pelo tomador de seguro
Montante bruto 0,00
Parte dos resseguradores 0,00 0,00
Provisão matemática
Montante bruto 8.368.996,88 3.531.061,54
Parte dos resseguradores 0,00 8.368.996,88 3.531.061,54 Provisão para compromissos de taxa 0,00
Provisão para estabilização de carteira
Montante bruto -161.476,00 1.110.365,00
Parte dos resseguradores 0,00 -161.476,00 1.110.365,00 Provisão para riscos em curso
Montante bruto 0,00
Parte dos resseguradores 0,00 0,00 8.207.520,88 4.641.426,54 Participação nos resultados, líquida de resseguro 12.573.230,51 8.541.135,16 Custos de exploração líquidos
Custos de aquisição 12.429.129,51 12.919.656,68 Custos de aquisição diferidos (variação) 782.363,07 795.524,36 Custos administrativos 4.021.488,73 5.113.609,87
Comissões e participação nos resultados de resseguro 1.301.093,57 15.931.887,74 233.709,62 18.595.081,29 Custos com investimentos
Custos de gestão dos investimentos 993.081,17 1.077.718,58
Perdas realizadas em investimentos 2.857.206,96 3.850.288,13 2.432.728,08 3.510.446,66 Menos-valias não realizadas de investimentos 5.023,74 994.270,65 Outros custos técnicos, líquidos de resseguro 383,35 346,96 Dotação ou utilização do fundo para dotações futuras 834.155,28 769.413,86
Custos técnicos 92.961.743,36 98.075.036,65
Resultado da conta técnica do seguro de vida 11.617.260,63 12.994.572,25
O Técnico de Contas O Conselho de Administração
CONTAS DE GANHOS E PERDAS 2004 2003
Conta não técnica
Resultado da conta técnica do seguro não vida 30.926.846,47 13.570.755,43 Resultado da conta técnica do seguro de vida 11.617.260,63 12.994.572,25 Resultado da conta técnica 42.544.107,10 26.565.327,68
Proveitos dos investimentos Rendimentos de partes de capital
Relativos a empresas do grupo 117.355,77 104.641,82
Outros 117.355,77 104.641,82
Rendimentos de outros investimentos Relativos a empresas do grupo
Outros 1.063.150,58 1.063.150,58 1.002.202,49 1.002.202,49
Ganhos realizados em investimentos 189.256,96 1.369.763,31 113.831,12 1.220.675,43 Mais-valias não realizadas de investimentos 131.184,80 1.048.015,08
Outros proveitos 3.079.757,41 418.224,72
Proveitos não técnicos 4.580.705,52 2.686.915,23 Custos com investimentos
Custos de gestão de investimentos 70.943,35 63.466,44
Perdas realizadas em investimentos 18.912,17 89.855,52 55.807,86 119.274,30 Menos-valias não realizadas de investimentos 256.990,15 913.463,79 Custos e perdas financeiras 236.358,54 178.277,17 Provisões do exercício
Para recibos por cobrar -604.959,29 -792.784,90 Para créditos de cobrança duvidosa 7.359.058,42 3.051.837,73
Outras 6.086.118,71 12.840.217,84 2.470.216,70 4.729.269,53 Outros custos
Custos não técnicos 13.423.422,05 5.940.284,79 Resultado da actividade corrente 33.701.390,57 23.311.958,12 Proveitos e ganhos extraordinários 4.123.967,39 1.552.888,22 Custos e perdas extraordinários 7.453.850,23 6.319.684,30 Resultado extraordinário -3.329.882,84 -4.766.796,08 Dotação ou utilização da reserva de reavaliação regulamentar
Recuperação de mais e menos-valias
realizadas de investimentos -1.030.897,73
Resultado antes de impostos 29.340.610,00 18.545.162,04 Imposto sobre o rendimento do exercício 7.974.999,45 5.468.929,11 Resultado líquido do exercício 21.365. 610,55 13.076.232,93
O Técnico de Contas O Conselho de Administração
CONTAS I N DIVI DUAI S
Introdução
A Companhia de Seguros Allianz Portugal, tem por objecto o exercício das actividades de seguros e resseguros dos ramos vida e não vida.
As demonstrações financeiras foram elaboradas de acordo com o Plano de Contas para as Empresas de Seguros, estabelecido pelo Instituto de Seguros de Portugal, e na sua ausência por normativo em vigor.
As notas que se seguem respeitam a ordem definida no Plano de Contas, sendo de referir que os números não incluídos neste Anexo não têm aplicação, por irrelevância dos valores ou por inexistência de situações a reportar. Os valores são expressos em Euro.
Nota 1 - Indicação e justificação dos ajusta-mentos realizados nas contas do balanço e ganhos e perdas relativa-mente aos valores publicados no exercício anterior de modo a permitir uma correcta comparabilidade.
Não se procedeu a quaisquer ajustamentos nas contas de 2003 para efeitos de comparabilidade com as do exercício de 2004, em relação ao qual se mantiveram os princípios contabilísticos e os critérios de valorimetria expressos na nota 3.
Nota 3 - Critérios de valorimetria aplicados às várias rubricas das contas anuais, assim como os métodos de cálculo utilizados para as correcções de valor, nomeadamente amortizações e provisões.
As demonstrações financeiras foram preparadas de harmonia com os princípios contabilísticos definidos no Plano de Contas para as Empresas
de Seguros (PCES) e normas específicas emanadas do Instituto de Seguros de Portugal. Assim, foram elaboradas segundo a convenção dos custos históricos (modificada pela adopção do princípio do valor actual relativamente aos Investimentos em Terrenos e Edifícios e Títulos de Rendimento Variável), na base da
continuidade das operações e em conformidade com os princípios contabilísticos da prudência, especialização dos exercícios, consistência, substância sobre a forma e materialidade. Os principais critérios valorimétricos e métodos de cálculo para as correcções de valor, utilizados na preparação das demonstrações financeiras, foram os seguintes:
a) IMOBILIZAÇÕES INCORPÓREAS
Estão valorizadas ao custo de aquisição líquido das amortizações efectuadas pelo método das quotas constantes e dentro dos limites das taxas legalmente fixadas, não excedendo os cinco anos. São constituídas fundamentalmente por despesas resultantes de processos de fusão e despesas de investigação e desenvolvimento.
b) IMOBILIZAÇÕES CORPÓREAS
Estão contabilizadas ao custo de aquisição líquido das amortizações efectuadas pelo método das quotas constantes, de forma a que o valor dos imobilizados seja amortizado durante a sua vida útil estimada, com base nas taxas mencionadas no Decreto Regulamentar n.º 2/90, de 12 de Janeiro.
Nº de anos Equipamento administrativo . . . 8 Máquinas, aparelhos e ferramentas . . . 4 a 8 Equipamento informático . . . .3 a 6 Instalações interiores . . . 3 a 10 Material de transporte . . . 4 Outras imobilizações corpóreas
c) INVESTIMENTOS
Os investimentos estão valorizados de acordo com o princípio do valor actual, à excepção dos títulos de rendimento fixo. Entende-se por valor actual, o valor de mercado apurado à data da avaliação. Terrenos e Edifícios - Os investimentos em terrenos e edifícios são valorizados ao seu valor actual, valor este que corresponde ao valor de mercado determinado com base na última avaliação de cada terreno e de cada edifício, efectuada pelo menos nos últimos 5 anos, de acordo com os métodos reconhecidos pelo Instituto de Seguros de Portugal, ou ao seu custo de aquisição ou produção, em casos onde a aquisição ou produção dos respectivos terrenos ou edifícios decorreu nos últimos 6 meses. Os terrenos e edifícios, afectos à actividade seguradora, não são reintegrados, de acordo com as normas do Instituto de Seguros de Portugal. Investimentos em valores - A carteira de títulos é valorizada à data do balanço, de acordo com critérios valorimétricos estabelecidos pelo Instituto de Seguros de Portugal.
Os títulos de rendimento fixo emitidos com base no valor nominal são registados ao custo de aquisição. A periodificação dos juros é feita com base no valor nominal e na taxa de juro aplicável ao período. Existindo prémio ou desconto, este é periodificado por contrapartida de proveitos ou custos ao longo do período até ao seu vencimento. Mais e menos-valias em investimentos As mais e menos-valias não realizadas resultantes da diferença entre o valor contabilístico e o valor apurado segundo os critérios valorimétricos acima citados, à data do balanço, são registadas nas respectivas contas técnica e não técnica de acordo com a afectação dos investimentos em “Mais-valias não realizadas de investimentos” ou “Menos-valias não realizadas de investimentos”.
Relativamente aos investimentos a representar as provisões técnicas de seguros de vida com participação nos resultados, as mais valias não realizadas são transferidas para o “Fundo para dotações futuras” através da rubrica “Dotação ou utilização do fundo para dotações futuras”. As menos-valias não realizadas poderão ser compensadas pelo Fundo para dotações futuras, até à concorrência do saldo credor desta. Relativamente aos outros investimentos, as mais-valias não realizadas são transferidas para a “Reserva de reavaliação regulamentar” através da rubrica “Dotação ou utilização da reserva de reavaliação regulamentar”. As menos-valias não realizadas serão compen-sadas pela Reserva de reavaliação regulamentar, até à concorrência do saldo credor desta. As mais e menos-valias realizadas que resultarem da venda ou vencimento dos referidos títulos são reconhecidas como resultados do exercício em que ocorrerem, e são registados na respectiva conta técnica e não técnica de acordo com a afectação dos investimentos, em "Ganhos provenientes da alienação de investimentos" ou "Perdas provenientes da alienação de investimentos".
O aumento ou diminuição resultante deste ajustamento é efectuado em ganhos/perdas realizadas em investimentos, consoante se trate de aumentos ou diminuições de valor.
d) PROVISÃO PARA PRÉMIOS NÃO ADQUIRIDOS A provisão para prémios não adquiridos corresponde à parte dos prémios brutos emitidos, relativamente a cada um dos contratos em vigor, a imputar a um ou vários dos exercícios seguintes, apurada de acordo com o método “pro-rata temporis”. Esta provisão destina-se a garantir a cobertura dos riscos assumidos e dos encargos deles resultantes durante o período compreendido
entre o final do exercício e a data de vencimento de cada um dos contratos de seguro.
A provisão constante do Balanço encontra-se deduzida dos custos de aquisição, na mesma proporção da especialização dos prémios até ao limite de 20% do montante dos prémios diferidos, por cada um dos ramos.
No que se refere ao Resseguro Aceite utilizou-se para cálculo desta provisão a aplicação de 36% sobre os prémios brutos emitidos, nos ramos/modalidades em que a maioria dos contratos teve uma vigência de um ano. e) PROVISÃO MATEMÁTICA DO RAMO VIDA As provisões matemáticas referentes ao ramo Vida, têm como objectivo registar o valor actual das responsabilidades futuras da Companhia relativamente às apólices emitidas e são calculadas com base em métodos actuariais reconhecidos nos termos da legislação em vigor. Na nota 38 é apresentado o resumo das principais hipóteses consideradas no cálculo da Provisão Matemática do ramo vida. O Decreto-lei nº 8-C/2002, de 11 de Janeiro, veio introduzir algumas alterações a nível das Provisões Técnicas dos Seguros do Ramo Vida, nomeadamente à constituição da Provisão para Estabilização da Carteira.
Artigo 75º - Provisão de seguros e operações do ramo “Vida” - 8 - A provisão de estabilização de carteira deve ser constituída relativamente aos contratos de seguro de grupo, anuais renováveis, garantindo como cobertura principal o risco de morte, com vista a fazer face ao agravamento do risco inerente à progressão da média etária do grupo seguro, sempre que aqueles sejam tarifados com base numa taxa única, a qual, por compromisso contratual, se deva manter por um certo prazo.
No âmbito desta Provisão temos a carteira de seguros do Crédito à Habitação – Taxa fixa. Na Nota 45, apresentamos a metodologia e pressupostos que aplicamos.
f) PROVISÃO PARA SINISTROS A provisão para sinistros corresponde:
i) à estimativa do custo total dos sinistros ocorri-dos até 31 de Dezembro de 2004, incluindo os sinistros ocorridos mas não participados cujos valores correspondem às seguintes percentagens sobre o custo de sinistros do exercício:
a. 9% em Vida (excluindo os valores de vencimentos e resgates) b. 11% em Acidentes de Trabalho c. 9% em Acidentes Pessoais d. 12% em Doença e. 8% em Incêndio f. 8% em Riscos Múltiplos g. 35% em Obras e Montagens h. 9% em Automóvel
i. 11% em Perdas Pecuniárias Diversas j. 4%, nos restantes ramos
ii) às provisões matemáticas constituidas para fazer face ao pagamento das pensões decorrentes de sinistros ocorridos até 31 de Dezembro de 2004, no âmbito das operações de seguro de acidentes de trabalho, de acordo com o estipula-do pela Norma Regulamentar estipula-do ISP n.º 15/2000-R, de 23/11 (ver nota 38)
iii) valor estimado para encargos futuros de gestão de sinistros pendentes (Não Vida). g) PROVISÃO PARA PARTICIPAÇÃO NOS RESULTADOS DO RAMO VIDA
A provisão para participação nos resultados é dotada, anualmente, com base nas contas de resultados das modalidades que prevêem a sua constituição. O seu cálculo é efectuado de acordo com o plano de participação nos resultados de cada modalidade.
Para as apólices que beneficiam de uma partici-pação nos resultados, conforme estabelecido nas condições gerais da apólice, é afectada
uma participação no termo de cada ano civil relativamente aos contratos que se encontram em vigor. A distribuição desta participação é efectuada em 1 de Janeiro ou na data aniversária seguinte (a 1 de Janeiro ou 1 de Julho consoante as modalidades). Na nota 45 é apresentado o movimento ocorrido, no exercício, relativamente a algumas modalidades.
h) PROVISÃO PARA DESVIOS DE SINISTRALIDADE
A provisão para desvios de sinistralidade destina-se a fazer face à sinistralidade excepcionalmente elevada, nos ramos de seguro em que, pela sua natureza, se preveja que aquela tenha maiores oscilações. De acordo com as normas do Instituto de Seguros de Portugal, esta provisão foi constituída para os seguros de caução, riscos de fenómenos sísmicos (incêndio, RM Habitação, RM Comerciais, RM Industrial, Obras e
Montagens, Outros e Perdas Pecuniárias Diversas) e resseguro aceite - risco atómico.
i) PROVISÃO PARA RISCOS EM CURSO A provisão para riscos em curso corresponde ao montante necessário para fazer face a prováveis indemnizações e encargos a suportar após o termo do exercício e que excedam o valor dos prémios não adquiridos e dos prémios exigíveis relativos aos contratos em vigor de seguros não vida. Esta provisão foi calculada em conformidade com os critérios estabelecidos pelo Instituto de Seguros de Portugal.
j) PROVISÕES TÉCNICAS DE RESSEGURO CEDIDO
A provisão para prémios não adquiridos e a provisão para sinistros, de resseguro cedido, correspondem à quota parte da responsabilidade dos resseguradores nas responsabilidades totais da Companhia, e são calculadas de acordo com os contratos em vigor, no que se refere às percentagens de cedência e a outras cláusulas
existentes, e de acordo com as percentagens de especialização do seguro directo. l) PROVISÃO PARA RECIBOS POR COBRAR O cálculo desta provisão é efectuada em conformidade com os critérios estabelecidos pelo Instituto de Seguros de Portugal. É apresentada no balanço a deduzir aos devedores por operações de seguro directo.
m) PROVISÃO PARA CRÉDITOS DE COBRANÇA DUVIDOSA
A provisão para créditos de cobrança duvidosa destina-se a reduzir o montante dos saldos a receber, resultantes de operações de seguro directo, de resseguro ou outras, à excepção dos recibos por cobrar, ao seu valor provável de realização.
A provisão está calculada sobre 100% do valor em dívida.
n) RESPONSABILIDADE COM PENSÕES DE REFORMA E PRÉ-REFORMA
Vide Nota 19.
o) RESPONSABILIDADE POR FÉRIAS E SUBSÍDIO DE FÉRIAS
Este passivo corresponde a uma provisão de dois meses de remunerações e encargos, baseados nos valores do respectivo exercício, que se destina a reconhecer as responsabilidades legais, existentes no final do exercício, perante os empregados, pelos serviços prestados até àquela data.
p) IMPOSTOS SOBRE LUCROS
A Companhia está sujeita ao regime fiscal estabelecido pelo Código do IRC – Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas. Adicionalmente, o conceito de impostos diferidos, resultantes das diferenças temporárias entre os resultados contabilísticos e os resultados fiscal-mente aceites para efeitos de tributação do IRC, é aplicável sempre que haja uma probabilidade
razoável de que tais impostos venham a ser pagos ou recuperados no futuro.
Nota 4 - Cotações utilizadas para conversão em Euro dos elementos contidos nas contas anuais que estejam ou tenham estado na sua origem expressos em moeda estrangeira.
As conversões das transacções em moeda estrangeira são efectuadas ao câmbio em vigor na data em que ocorrem.
A cotação utilizada para a conversão dos investi-mentos em moeda estrangeira, existentes à data do Balanço, foi a seguinte:
Franco Suíço ( CHF ) . . . 1,5457 Libras Esterlinas ( GBP ). . . 0,70659 Dólar ( USD ) . . . 1,3555 Coroa Sueca ( SEK ) . . . 9,0217 Coroa Norueguesa ( NOK). . . 8,2418
Nota 6 - O nome e a sede das empresas do grupo e das empresas associadas, com indicação da fracção de capital detida, bem como dos capitais próprios e do resultado do último exercício em cada uma dessas empre-sas com menção desse exercício.
Quando se tratar de uma empresa-mãe, que não proceda a consolidação das demonstrações financeiras, deve indicar os motivos da dispensa.
Nos casos em que uma empresa for incluída na consolidação deve ser indicada a firma e a sede da empresa que prepara as demonstra-ções financeiras consolidadas. Quando for excluída, deve indicar: a) A firma e a sede da empresa que elabora as contas consolidadas; b) Os motivos que justifiquem a exclusão.
Relação das Empresas do Grupo:
Nota 7 - Número médio de trabalhadores ao serviço no exercício, ventilado por categorias profissionais.
O número de pessoas ao serviço da Companhia no final do exercício foi de 748, sendo a sua composição por níveis de qualificação, nos termos estabelecidos no CCT para a actividade seguradora, em 31 de Dezembro a seguinte:
Quadros Superiores . . . 36 Quadros Médios . . . 172 Profissionais Qualificados . . . 343 Profissionais Altamente Qualificados . . . 182 Profissionais Semi- Qualificados . . . 15
Nota 8 - Montante dos custos com o pessoal referentes ao exercício, assim discriminados: Capital * 1.127 1.232 Resultado* 44 193 Participação 81,4 % 0,18% Sede Lisboa Porto Ano 2004 2004 Empresas: Empresas do Grupo: UNIPENSÃO, Soc.G.F.Pensões,SA Banco BPI SA (**)
Valores em milhares de Euros (**) Valores em milhões de Euros
(*) Elementos fornecidos antes da Assembleia Geral para aprovação das contas de 2004.
As contas da Unipensão – Soc.G.F.Pensões, S.A. são objecto de consolidação com a Companhia de Seguros Allianz Portugal, S.A. com Sede na Rua Andrade Corvo, 32, 1069-014 Lisboa.
As contas da Companhia de Seguros Allianz Portugal, S.A. são objecto de consolidação pelo Banco BPI, S.A., com Sede na Rua Tenente Valadim, 284, 4100-476 Porto.
21.548.047 4.430.869 811.131 1.933.390 28.723.437 515.338 21.032.709 446.276 364.855 946.999 986.391 Remunerações Dos órgãos sociais
Do pessoal Encargos sobre remunerações
Custos com pensões Pensões e encargos de pré-reforma Prémios e contribuições para pensões Outros custos Seguros obrigatórios
Outros Total
Nota 9 - Indicação, relativamente aos membros dos órgãos sociais, de forma global para cada um dos órgãos, do seguinte:
montante dos compromissos surgidos ou contratados em matéria de pensões de reforma para os antigos membros dos órgãos supracitados;
montante dos adiantamentos e dos créditos concedidos, com indi-cação da respectiva taxa de juro, das condições principais e das quantias já reembolsadas, bem como dos compromissos tomados por sua conta a título de qualquer garantia.
Os antigos membros dos órgãos sociais não recebem nem têm direito a receber qualquer valor a título de pensão de reforma.
Não existem quaisquer adiantamentos ou créditos concedidos a membros dos órgãos sociais.
Nota 10 - Comentários explicativos aos elementos inscritos na rubrica “Imobilizações incorpóreas” e justifi-cação das situações em que sejam efectuadas amortizações por período superior a 5 anos.
As imobilizações incorpóreas incluem essencial-mente o seguinte:
Despesas de Constituição e Instalação – Despesas resultantes dos processos de fusão e de constituição da Allianz Portugal.
Despesas de Investigação e Desenvolvimento – Estudos de criação de produtos e reorganização e de expansão/implantação territorial. Todos os elementos que integram o Imobilizado Incorpóreo, já se encontram totalmente amortizados.
Nota 12 - Valor global das dívidas de cobrança duvidosa incluídas em cada uma das rubricas de dívidas de terceiros constantes do balanço.
Nota 17 - Valor das dívidas a terceiros cuja duração residual é superior a cinco anos, separadamente por cada uma das rubricas do balanço.
À excepção da provisão para sinistros e da provisão matemática vida que terão uma duração residual superior a 5 anos, tendo em conta as características destas provisões, não existem valores a pagar com exigibilidade para além dos 5 anos.
Nota 19 - Valor global dos compromissos financeiros que não figurem no balanço, na medida em que a sua indicação seja útil para a apreciação da situação financeira da empresa. Devem ser indicados separadamente os compromissos assumidos em matéria de pensões e respectivas coberturas e os que respeitem a empresas do grupo ou associadas.
I – Valor das Responsabilidades
O valor das responsabilidades, calculado de acordo com as hipóteses de cálculo previstas na Norma do ISP Nº26/95-R, é o seguinte:
a) Valor actual das responsabilidades com activos Por Serviços Passados. . . .€ 4.335.211 Por Serviços Futuros . . . € 3.619.895 Total . . . € 7.955.106 b) Valor actual das responsabilidades com pré--reformados Rendas temporárias de pré-reforma. . . .€ 11.044.385 Responsabilidades diferidas com reforma. . . € 4.759.718 Total . . . € 15.804.103 c) Valor actual das responsabilidades
com pensionistas . . . € 11.773.114 Valor actual de responsabilidades totais por serviços passados . . . € 31.912.428 II – Financiamento
As responsabilidades são financiadas por: a) Seguros de Vida, capital diferido . . . € 157.698 b) Seguros de rendas temporárias
e vitalícias . . . .€ 3.462.510 c) Fundos de Pensões . . . .€ 24.922.220 d) Provisão contabilística . . . .€ 3.370.000 Total Financiamento. . . € 31.912.428 Activo Liquido 0 0 0 0 Prov. Cob.Duvidosa 3.227.530 1.068.479 3.829.532 8.125.541 Activo 3.227.530 1.068.479 3.829.532 8.125.541 Por operações de seguro directo
Por operações resseguro- Outros Por outras operações - Outros Total
As avaliações actuariais das responsabilidades com complementos de reforma da Companhia são efectuadas anualmente, tendo sido a última efectuada com data de referência de 31 de Dezembro de 2004.
Após a análise dos indicadores de mercado, em particular as perspectivas de taxa de inflação e da taxa de juro de longo prazo para a Zona Euro, a Companhia alterou os pressupostos actuariais utilizados no cálculo das responsabili-dades com pensões de reforma com referência a 31 de Dezembro de 2003, resultando num acréscimo de responsabilidade no montante de Euros 67.259. O acréscimo de responsabilidades decorrente da alteração referida, foi diferido em 2003 e reconhecido por contrapartida de resulta-dos no exercício findo em 31 de Dezembro de 2004.
Em 31 de Dezembro de 2004, a Companhia alterou a taxa de desconto utilizada no cálculo do valor actual das responsabilidades com pensões de reforma e outros benefícios, resultando num acréscimo de responsabilidades de Euros 2.037.805, que foi registado nos resultados do exercício.
A análise comparativa dos pressupostos actuariais é apresentada como segue:
Nota 20 - Diferença entre a carga fiscal imputada ao exercício e aos dois exercícios anteriores e a carga fiscal já paga ou a pagar com referência a estes exercícios. 2003 “Unit Credit” TV 73/77 5,5% 2,75% 5,5% 1,75% 2004 “Unit Credit” TV 73/77 4,75% 2,75% 4,75% 1,75% Método actuarial Tábua de mortalidade Taxa técnica
Taxa de crescimento salarial Taxa rendimento do fundo Taxa de crescimento das pensões
Nota 20 - Diferença entre a carga fiscal imputada ao exercício e aos dois exercícios anteriores e a carga fiscal já paga ou a pagar com referência a estes exercícios.
No ano de 2002, foi apurado prejuízo para efeitos fiscais, sendo o imposto estimado referente ao cálculo da tributação autónoma.
O valor pago em 2003 refere-se a parte do paga-mento especial por conta. A diferença entre o imposto estimado no ano de 2003 e o somatório do valor pago com o valor a pagar refere-se à utilização de prejuízos fiscais verificados nos dois exercícios anteriores.
O valor pago em 2004 refere-se ao pagamento especial por conta e ao pagamento por conta. A diferença entre o imposto estimado no ano de 2004 e o somatório do valor pago com o valor a pagar é relativa aos impostos diferidos, calculados no exercício.
Nota 22 - Inventário de títulos e participações financeiras, de acordo com o modelo apresentado no anexo 1.
Nota 22A - Avaliação de determinados instrumentos financeiros ao justo valor
a) Indicação do valor de balanço e do justo valor de determinados instrumentos financeiros detidos, calculado este último nos termos do disposto no capítulo III da Norma regulamentar n.º23/2003-R, de 26 de Dezembro, de acordo com a segmentação constante no quadro seguinte: Valor a pagar 0 2.302.547 8.929.996 Valor pago 0 41.000 1.089.874 Imposto Estimado 110.384 5.468.929 7.974.999 Ano 2002 2003 2004
b) Indicação dos métodos e dos pressupostos utilizados na determinação do justo valor dos instrumentos financeiros detidos;
Títulos de Rendimento Variável Cotados: Cotação de fecho efectuada no último dia de negociação do mês em causa.
Títulos de Rendimento Variável Não Cotados: Valor Contabilistico do título (de acordo com ultimas contas aprovadas)
Títulos de Rendimento Fixo: Não são valorizados ao justo valor mas sim ao valor de balanço ajustado. c) Para os instrumentos financeiros avaliados ao justo valor através da utilização de modelos de avaliação previstos na 3.ª prioridade do n.º1 do artigo 7.º da Norma regulamentar n.º23/2003-R, de 26 de Dezembro, referência ao facto desta avaliação ser validada por preços de mercado observáveis, ou, caso contrário, especificar o efeito sobre o justo valor da utilização de pressupostos alternativos.
Nota 23 - Movimentos ocorridos em várias rubricas de imobilizações (corpóreas e incorpóreas) e nas respectivas correcções de valor bem como em várias rubricas de investimentos, de acordo com os modelos apresentados nos anexos 2, 3 e 4. Justo valor 12.483.978 54.960.744 615.446.118 0,00 682.890.840 Valor de Balanço 12.168.506 54.960.744 598.918.624 0,00 666.047.874 Tipo de instrumento financeiro
Participações em empresas do grupo e associadas Acções e outros títulos de rendimento variável Títulos de rendimento fixo
Instrumentos derivados Total
Nota 24 - Movimentos relativos a reavaliações, de acordo com o seguinte mapa:
Nota 25 - Explicação do tratamento fiscal da “Reserva de Reavaliação”.
As mais e menos-valias fiscais a apurar aquando da venda dos investimentos, de acordo com o Artigo 43º do Código do IRC, resultam da diferença entre o valor de venda e o valor de aquisição. As valorizações intercalares com consequente apuramento de mais e menos-valias não realizadas e a eventual constituição ou desconstituição da reserva de reavaliação, não foram tributadas.
Nota 26 - Desdobramento das contas de provisões pelas respectivas sub-contas, conforme quadro seguinte:
Redução 604.959 3.446.931 0 2.400.000 0 29.044 Saldo final 1.333.508 6.792.033 2.449.361 4.244.474 4.000 2.966.975 Aumento 0 4.035.223 2.449.361 4.244.474 0 2.716.119 Saldo inicial 1.938.467 6.203.741 0 2.400.000 4.000 279.900 Contas
490 Prov. para recibos por cobrar 4903 De outros tomadores de seguro
491 Prov.p/créditos de cobr. duvidosa 4913 De outros devedores
492 Prov. para riscos e encargos 4920 Pensões de reforma 4921 Pensões de pré-reforma 4922 Impostos
4923 Outros riscos e encargos
Total 8.695.652 2.509.087 1.478.189 9.726.550 125.960.163 1.030.898 126.991.061 Investimentos 8.695.652 2.509.087 1.478.189 9.726.550 119.350.093 1.030.898 120.380.991 Imobilizações Corpóreas 0 0 6.610.070 0 6.610.070 Rubricas Reserva de Reavaliação: Início do Exercício Aumentos Diminuições
Incorp. Capital Social Outras
Fim do Exercício
Custo Histórico (*) Reavaliações (*)
Valores Contab. Reavaliados (*)
(*) Para além das Imobilizações Corpóreas, apenas foram considerados os investimentos em Terrenos e Edifícios e em Títulos de rendimento variável, referentes às carteiras de Vida sem Participação, Não Vida e Não Afectos, cujos movimentos de valorização se contabilizam na Reserva de Reavaliação.
2004 79.844 209.951 3.000 899 46.725 330.272 10.056 15.269 71.771 4.211.333 2.474.730 0 7.453.850 (3.329.883) 2003 35.056 183.734 2.510 337.734 21.531 166.380 40.379 12.525 491.884 4.320.999 706.457 495 6.319.684 (4.766.796) Nota 28 - Demonstração dos resultados
extraordinários, como segue:
Nota 29 - Proporção em que o imposto sobre lucros incide sobre os resultados correntes e sobre os resultados extraordinários.
No exercício em análise apurou-se um valor esti-mado de imposto do exercício de Euros 9.927.812. Foram, também calculados impostos diferidos no valor de Euros 2.044.871, de acordo com o princípio contabilístico da consistência. Este valor reflecte os impostos diferidos apurados no exercício (ver Nota 45).
2004 0 95.532 3.098.014 2.691 47.498 35.146 845.086 4.123.967 2003 0.00 107.202 443.143 40.500 51.552 435.241 475.250 1.552.888 Proveitos: Restituição de Impostos Recuperação de Dívidas
Reduções de amortizações e provisões Ganhos em Imobilizações Corpóreas Reembolsos precatórios
Correcções relativas a exercícios anteriores Outros proveitos e ganhos extraordinários
Custos: Donativos Mecenato
Despesas confidenciais
Perdas em Imobilizações Corpóreas Ofertas a Clientes
Dívidas incobráveis Multas e penalidades Quotizações diversas
Correcções relativas a exercícios anteriores
Outros custos/ e perdas extraordinários-Rescisões contratos Outros custos/ e perdas extraordinários-Fundo Pensões Outros custos/ e perdas extraordinários-Outros
O imposto sobre lucros estimado para 2004 incide sobre os resultados correntes.
Imposto do exercício . . . 9.927.812 Imposto Diferido. . . (2.044.871) Imposto sobre lucros
(corrente) . . . 7.882.941 Apurou-se ainda uma tributação autónoma no valor de Euros 92.058, em que os
resultados correntes contribuíram com 95,33% e os resultados extraordinários com 4,67%.
Nota 33 - Com relação às seguintes provisões:
Nota 34 - Desenvolvimento da provisão para sinistros relativa a sinistros ocorridos em exercícios anteriores e dos seus reajustamentos (correcções), conforme anexo 5, e discriminação dos custos com sinistros, conforme anexo 7
Nota 35 - Explicação dos reajustamentos (correcções) apresentados em conformidade com o número anterior no caso de estes assumirem valores significativos.
Vida
Apesar de um alto nível de provisões IBNR (9% do Custo de Sinistros do Ano em vez do 1% aplicado até ao ano 2001) os ajustamentos do ano 2004 para sinistros IBNR eram superiores ao ano 2003, mostrando a eventual necessidade de fazer algum reforço adicional da provisão IBNR
Valor de balanço 2004 80.534.748 320.333.132 948.889 829.888 Valor de balanço 2003 78.249.832 307.655.145 1.110.365 1.376.079 Custos aquisição diferidos 16.904.040 4.106.776 0 0 Montante calculado 97.438.788 324.439.908 948.889 829.888 Rubricas
Prov. p/prémios não adquiridos Prov. Matemática
Prov. Estabilização Carteira Prov. p/riscos em curso