STILA 51
UNIVERSiDADE DE SÃO PAULO F.SrOLA DE ENGENHARIA DE SÃO CARLOS
INTRODUÇAO -
A '
Al~ÁLISE MATRICIAL DE
ESTRUTURAS
JOÃO CARLOS ANTUNES DE O. E SOUZA HELENA M.
C.
CAR,tO ANTUNES AGOSTO DE 2000 Código 01098UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO
ESCOLA DE ENGENHARIA DE SÃO CARLOS
INTRODUÇÃO A '
r
ANALISE MATRICIAL DE
ESTRUTURAS
2ª EDIÇÃO - 1995
REIMPRESSÃO /2000
JOÃO CARLOS ANTUNES DE O. E SOUZA
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO
REITOR: FLÁVIO FAVA DE MORAES
PRODUÇÃO: DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA DE ESTRUTURAS ESCOLA DE ENGENHARIA DE SÃO CARLOS
Datilografia: Rosi A. J. Rodrigues
Desenho: Francisco Carlos Guete de Brito
Impressão: Serviço Gráfico da EESC
CAPÍTULO I
INTRODUÇÃO
1.1 OBJETIVOS
Neste trabalho pretende-se apresentar as bases essenciais para o cálculo de estruturas lineares usuais utilizando computadores, desenvolvendo de forma introdutória a formulação matricial apropriada, sacrificando um pouco a generalidade das teorias matriciais com o objetivo de efetivamente tornar o assunto acessível a qualquer estudante de engenharia civil, ou a qualquer. profissional entusiasmado com a informatização de seus processos de cálculo.
Essas limitações, que serão assumidas propositalmente, dizem respeito a se pensar apenas em efeitos estáticos, com a teoria da elasticidade linear de primeira ordem, e a se encaminhar a análise de estruturas apenas pelo
O processo dos deslocamentos é um dos processos gerais da estática clássica; nesses processos gerais resolve-se uma determinada estrutura recorrendo a estruturas de cálculo conhecido, anulando esforços ou deslocamentos e posteriormente impondo esses esforços ou deslocamentos, incógnitos, no sentido de reproduzir o problema original.
Esses esforços, ou deslocamentos, são determináveis a partir de condições de coerência, respectivamente, de deslocamentos e esforços. O processo dos deslocamentos corresponde à segunda alternativa colocada e será aplicado de uma maneira particular recaindo em barras, ou elementos, de cálculo conhecido.
1 • 2 CONTEÚDO
Com as limitações previstas em 1. J" procurou-se dar a este trabalho um cunho sequencial e didático, partindo de um desenvolvimento teórico simples, gerando um primeiro_
programa elementar e depois introduzindo sofisticações nesse programa elementar.
O capítulo II traz, então, um apanhado teóriCo, com diversos exemplos, conceituando sistemas de coordenadas, matrizes de rigidez e de incidência cinemática, e com isso desenVolvendo a solução matricial de qualquer tipo de estrutura, ainda sem pensar em aplicações computacionais.
No capítulo III pensou-se em aplicar as teorias matriciais desenvolvidas, a um tipo particular de estrutura, mas que tivesse complicações as mais gerais;
optou-se pelo detalhamento do cálculo de pórticos planos, chegando-se, no fim do capítulo, a um detalhamento dos
algoritmos para um PROGRAMA ELEMENTAR PARA
PÓRTICOS PLANOS , prevendo imposição de cargas em nós ou em barras, sobre pórticos planos só com vínculos rígidos, sem deslocamentos impostos.
Esses capítulos poderiam, perfeitamente, ser utilizados
de graduação relacionada à
numa
anteriores
introdução à informática para alunos disciplina em engenharia civil,
Estática das Estruturas.
em
CAPÍTULO II
NOÇÕES FUNDAMENTAIS
2.1 PREMISSAS BÁSICAS
a) A estrutura pode ser definida como um conjunto de elementos unidos entre si.
b) Os pontos do elemento outros elementos são elemento.
suscetíveis de se unirem a chamados extremidades desse
c) Os pontos de união dos elementos são chamados nós da estrutura.
d) A união de elementos é feita de forma a satisfazer as condições de equilíbrio e compatibilidade da estrutura.
2.2 SISTEMAS DE COORDENADAS
Para identificar e ordenar forças e deslocamentos, das extremidades dos elementos ou dos nós da estrutura, é interessante adotar 11 direções 11, ou coordenadas, devidamente numeradas, que permitam estabelecer a correspondência com as variáveis envolvidas no problema.
Essas coordenadas Poderão ser caracterizadas como locais ou como globais.
2~2.1 Coordenadas Locais
As coordenadas locais estarão associadas às extremidades do elemento, e devem permitir que se associe a elas as forças e deslocamentos relevantes das extremidades dos elementos. Alguns exemplos de coordenadas locais constam da Fig.2.1.
Em relação às coordenadas locais, serão definidos os vetores:
{P} -7 vetor das forças nas extremidades do elemento { ó}
->
vetor dos deslocamentos das extremidades doelemento
(§'----+r.€ L _i
d: c!: ~- .. ~e;
V 1 G A PÓRTICO PLANO GRELHA
Fig. 2.1- Coordenados Locais
2.2.2 Coordenadas Globais
As coordenadas globais estarão associadas aos nós da estrutura e devem ser tais que se possa associar a elas as forças aplicadas a esses nós e os deslocamentos relevantes deles.' Alguns exemplos de coordenadas globais constam da Fig. 2.2.
Em relação às coordenadas globais serão definidos os vetores:
(F} _, vetor das forças nodais
{u} 7 vetor dos deslocamentos nodais
V I G A PÓ R TI CO PLANO GRELHA
Fig. 2.2- Coordenadas Globais
2.3 O PRINCÍPIO DOS TRABALHOS VIRTUAIS
o Princípio dos Trabalhos Virtuais, ou P. T. V. , é, também na organização matricial da Estática Clássica, uma ferramenta teórica extremamente valiosa~ valendo a pena ressaltar alguns resultados intermediários, bastante interessantes, obtidos de sua aplicação.
Sejam definidas as coordenadas globais da Fig.2.3a, às quais possam ser associados os vetores {F} e {u}, das forças e deslocamentos nodais, respectivamente. Seja a estrutura constituída por um certo número de elementos e sejam as coordenadas locais, definidas para o i-és:i.mo elemento, as que constam da Fig.2.3.b, para as quais possam ser definidos os vetores {P). e {õ)., das forças e
1 1
deslocamentos das extremidades do elemento.
l 2 3 1 2
ª
Fig. 2.3- Coordenadas(i) @
I a I@ 0
Globais e Locais@-CD.,-i
I b I-F-.(2;
Seja um estado de forças 1 representado na Fig. 2. 41
onde se supõe que haja equilíbrio entre forças nodais
cargas de barra e esforços internos, chamados estes genericamente por f.
"CARGAS"
~~0~
F 1 F2 F3 F4 Fig. 2.4- Estado de ForçasSeja um estado de deslocamentos compatíveis sobre a mesrna
{li } '
1
est:r·utura, segundo as
com deslocamentos linearizados {u} e coordenadas globais e as locais do.
elemento i, resp~.ct.ivp,tllente i seja também d'I' a deformação
genéricaceor;;~Esl_~~·~jY'
ao esforço interno genérico f.Seja esse estado o representado na Fig.2.5.
Fig. 2.5 - Eslado de Deslocamentos
Valendo o P.T.V., tem-se para a estrutura:
{F}t {u} + Ttotal
cargas
I
estrutura f d " (2 .l)Valendo o P.T.V., tem-se para o elemento i:
mas
(P}t
{õ} +1 1
to ta ·1
T cargas
e também
J
f d "estrutura
Ti cargas
-I
. f d "1
Ti cargas
z:J.fd'l'
1
(2. 2)
(2. 3)
(2. 4)
A.plicando a {2 .2) para todos os elementos§ somando e levando em conta a (2.3) e (2.4) tem-se, com a (2.1):
L {P}t
{ó}i
Se se quiser organizar todos os {P}.e todos os dois vetores {P} e {õ}, conforme (2.6) 1e (2.7):
(2. 5)
{ó}.em
1
{P} (2. 6)
{P} n
{li} (2. 7)
{ li }
n
ter-se-á, da (2. 5) :
Aplicações interessantes dos resultados (2.5) e (2.8) serão vistas ·nos itens subsequentés.
2.4 MATRIZ DE RIGIDEZ
2.4.1 Conceituação de Rigidez na Estática Clássica Rigidez é definida, para estruturas
geral, como a relação entre urna força e o
elásticas em deslocamento
elástico correspondente, ou como a 11 força 11 necessária para provocar um deslocamento unitário em sua direção e sentido.
Esse conceito será estendido no sentido de se procurar relacionar diretamente um vetor de forças, segundo certas coordenadas, a um vetor de deslocamentos, segundo as mesmas coordenadas i sejam, só para argumentar, essas coordenadas supostas como globais. Observe-se agora que a um deslocamento unitário s,egundo a i-eSlma coordenada poderão corresponder forças, assimiláveis a rigidezes, segundo todas as coordenadas/ isto é:
{u}
u n
o
1
o
->
{F} R ..1 1 (2. 9)
Nesse sentido1 o que se pode verificar facilmente1 é que o relacionamento de \{F} com {u) poderá ser feito através de uma matriz quadl:-ada que se denominará nmatriz de rigidez u, determinável da maneira especificada nos itens seguintes.
2w4~2 Estrutura com uma Única Coordenada Global Seja a estrutura
coordenada.
! o I
da Fig.2.6.a, com uma
! b I
Fig. 2.6- Estruturo com Uma Coordenado Global
única
Para impor um deslocamento unitário segundo a coordenada 1 é necessária uma força F
1 R
11, isto é:
{u} { 1}
{F}{u}
ou
{F}
[R] { u} (2 .1012G4.3 Estrutura com Duas Coordenadas Globais
seja a estrutura da Fig.2.7.a, com duas coordenadas.
t
2~ ~i~ ~R22
R,2 RuI o I I b I I c I
Fig. 2.7- Estrutura com Duas Coordenadas Globais
(u} !
10l
"7{F}
{u} l 01 l
"7 {F}
Valendo a superposição de efeitos:
-7
{F}
=f :11
1
21:: )
-7
{F}
=f :12
1
22:: )
e portanto1 para:
ou, ainda:
{F} = [R]
{u}
(2 .11)2.4.4 Estrutura com o-Coordenadas Analogamente aos itens anteriores:
l Rll
{ u) o
-t {F} Rilo
Rnlo
Rl i{ u)
1 -t {F} R . .1 1
o
R n io
R 1 n{ u} o
-t{F}
Ri nl R
nn
e, portanto:
F n
ou, também:
{F} [R] {
u}
R nl R nn u n
(2 .12)
À matriz (R] de (2:H), (2.11) ou (2.12) é dado o nome de matriz de rigidez da estrutura, para as coordenadas especificadas:
Observe...:.se que essa matriz [R] é quadrada, tem todos os elementos da diagonal principal positivos e é, pelo teorema de Bettf, simétrica em relação a essa diagonal principal.
Para determinar a coluna k da matriz de rigidez, impõe-se um deslocamento unitárib segundo a coordenada k, mantendo nulos todos os restantes deslocamentos, e determinam-se todos os 11esforços '1 Rj k segundo as coordenadas j, para j= 1,2 ... n.
À particular estrutura, ou parte da estrutura, que se chamará de elemento i, poder-se-á, de forma absolutamente idêntica, fazer corresponder urna matriz de rigidez [r].
1
associada às coordenadas loca'is matriz relacionará os vetores
desse { p} i '
elemento.
das forças Essa
nas
extremidades do elemento, . ao vetor {ó}'
1 dos
deslocamentos de suas extremidades, na forma:
(2 .13)
Para um conjunto de n elementos, com todos os {P}. e
. 1
{ ó}
i organizados em dois vetores {P} e {ó},
conforme (2.6) e (2.7), é possível também fazer:{P} [r] {ó} (2 .14)
onde, explicitando {P}, [r] e {ó), ter-se-ía, obviamente:
[O] [O]
[O] [r] . [O] (2 .15)
1
(P} n [O] [r] {
ó}
n n
[O]
2.4.5 Exemplos 2.4.5.1 Exemplo 1
Determinar a matriz de rigidez da Fig.2.8.a1 assumida como um elemento1
coordenadas da Fig.2.B.b.
estrutura referida
EI: CONST.
@---~
l 2
I o l I b l
Fig. 2.8- Exemplo l
da às
Para gerar a la. coluna da matriz [r] impõe-se um deslocamento unitário segundo a coordenada 1., m.3.ntendo nulo. o deslocamento segundo a coorQ.enada 2, conforme Fig. 2. 9. a, e determinam-se os esforços segundo cada uma das coordenadas, recorrendo, por exemplo, às tabelas elementares da Estática Clássica~ Analogamente, com o auxílio da Fig. 2.9.b, determina-se a 2a. coluna.
~
r u10~~~
r 2t r 12 r 22I o l I b l
Fig. 2.9- Geração Di reto da Matriz de Rigidez do Exemplo 1
Assim:
4EI 2EI
rll
-e-
rl2-e-
2EI 4EI
r21
-e-
r2 2-e-
e com isso:
4EI 2EI
-e- -e-
[r] (2 .16)
2EI 4EI
-e- -e-
2.4.5.2 Exemplo 2
Determinar a matriz de rigidez da estrutura da Fig.2.10.a, referida às coordenadas da Fig.2.10.b.
E I : CONST.
A ::4 A
A,.f R l
~I
l',f
I a). '
l 2 3 4
€ @: @: €
I b)Fiq. 2.10 -Exemplo 2
É possível, também nesse caso, gerar as diversas colunas da matriz de rigidez recorrendo a tabelas elementares. Para gerar a la., 2a. ,3a. _e 4a. colunas, calculam-se os esforços correspondentes às configurações deslocadas da Fig.2.1l.a, b, c e d, respectivamente.
I a I ru
<§~@
I b Ir1.2 r22 r32
@ @~ (!;
I c I'u rz3 r,, '<>
@
r,.(%;
r 24(i
r 34~
r44 I dIF ig. 2.11 -Geração Direta da Matriz de Rigidez do Exemplo 2 Assim, é fácil determinar:
Rll
4EI 2EI
-e-
R12 - i - Ro
R14o
13
2EI SEI 2EI
R21 - i - R22 - i - R23
-e-
R24o
2EI SEI 2EI
R31
o
R32 - i - R33 - i - R34-e-
R41
o
R42o
R43-e-
2EI R44-e-
4EIe com isso se tem:
4EI 2EI
-e- -e- o o
2EI SEI 2EI
-e- -e- -e- o
[R]= (2 .17)
2EI SEI 2EI
o e e -e-
2EI 4EI
o o e -e-
2.4.5.3 Exemplo 3
Determinar a matriz de rigidez do elemento da Fig.2.l2.a, referida às coordenadas da Fig.2.12.b.
E l : CONST.
& cf
j, i ~
2 4I o l I b l
Fig. 2.12- Exemplo 3.
Para gerar a la., 2a., 3a. e 4a. colunas, calculam-se os esforços correspondentes às configurações deslocadas da Fig.2.l3.a, b, c e d, respectivamente.
I c I I dI
~ig-. 2.13-Geração Direta Matriz de Regi dez do Exemplo 3.
Com o uso de tabelas elementares é fácil determinar:
12EI 6EI -12EI 6EI
r11 = rl2 r13 r = - - -
t3 t2 t3
14t2
6EI 4EI -6'EI 2EI
r21 =
t2
r22 f r23t2
r 24 =t
-12EI -6EI 12EI -6EI
r31
t3
r32t2
r3 3 t3 r 34=
ez
6EI 2EI -6EI 4EI
r 41 =
t2
r=
42
t
r43=
t2
r44t
e com isso tem-se:
12EI 6EI -12EI 6EI
t3 t2 t3 t2
6EI 4EI -6EI 2EI
[r]=
e2 t f,.2 e
(2 .18)-12EI -6EI 12EI -6EI
é t2 t3 e2
6EI 2EI -6EI 4EI
t2 t t2 e
2~4.6 Observações 2.4.6.2 Observação 1
~ sempre possível, quaisquer que sejam as coordenadas, gerar a matriz de rigidez correspondente, desde que os deslocamentos segundo elas sejam independentes; entretan- to, essa matriz só pode ser gerada diretamente se, para desloçamentos prescritos segundo as coordenadas, a estru- tura resultar determinada, ou conhecida, a priori. Assim, seja por exemplo _a estrutura da Fig. 2 .14. a.
E, A, I CONSTANTES
I o I
l
I b I I c I
Fig. 2.14- Estrutura e Sistemas Alternativos de Coordenadas
Para as coordenadas da Fig. 2. 14. b poder-se-ía gerar diretamente a matriz de rigidez [R] com um procedimento análogo ao utilizado nos itens anteriores, obtendo-se assim:
7EI 6EI 3EI
e e2 e2
[R] 6EI 12EI
(2 .19)
e2 e3 o
3EI
o
3EI EA- - - - - - +
e2 e3 e
Isso só foi possível porque, com deslocamentos prescritos segundo as 3 coordenadas, recaiu-se sempre num conjunto de barras geometricamente determinadas, para as quais, em tabelas elementares, constavam os esforços para deslocamentos impostos.
Para as coordenadas da Fig. 2.14. c, esse procedime'llto é inviável e a de·terminação da matriz de rigidez implicaria em 11resolver11 a estrutura. Se isso fosse feito obter-se-ía:
[ '
1 + 3 Af2J~
6EIe2
[R] 3I
(2. 20)
6EI 12EI
t2 t3
É claro que desprezando a deformação axial das barras, isto é, fazendo A ~ oo, os deslocamentos prescritos segundo as coordenadas da Fig.2.14.c determinam a estrutura como um conjunto de barras para as quais se conhece tudo; poder-se-ia então obter diretamente:
7EI 6EI
e e2
[R] (2 .21)
6EI 12EI
t2 t3
2.4.6.2 Observação 2
A matriz de rigidez permite conhecer as forças segundo as coordenadas a partir do conhecimento dos deslocamentos segundo essas coordenadas; o problema inverso, de conhecer os deslocamentos a partir das forças, só será e.xequível se a matriz de rigidez for inversível, ou não singular, isto é, se \RI·~ O ou
I ri
~O.A matriz de rigidez só não será singular se existirem vínculos1 segundo as coordenadas ou não, em número suficiente para determinar a posição da estrutura, ou elemento. Assim, as matrizes de rigidez dos exemplos 1 e 2, dos itens 2.4.5.1 e 2.4.5.2, têm determinantes não nulos, sendo inversíveisi já a do exemplo 3 tem determinante nulo e não é inversível.
2.4.6.3 Observação 3 As matrizes de relação à diagonal Rji, pelo teorema
rigidez [r] ou [R] são principal, isto é, rij
de Betti. Os termos
simétricas em
~ r da
j i ou R1 j diagonal principal são não. negativos, isto é, ri i ;,'! O ou Ri i ~ O.
2.5 MATRIZ DE INCIDÊNCIA CINEMÁTICA 2.5.1 Conceituação
Sendo definida uma estrutura, como um conjunto de coordenadas locais, define-se a globais,
com suas coordenadas elementos, com suas matriz de incidência relaci-ona
,,
o vetor de cinemática [~] como a matriz quedeslocamentos {u}, referido às coordenadas globais, ao
vetor de deslocamentos {6} que inclue os deslocamentos de todos os elementos nas coordenadas locais, isto é:
{o} [{Jl {u} (2. 22)
Essa matriz [,6] pode ser gerada facilmente, desde que, para deslocamentos prescritos nas coordenadas globais a estrutura resulte determinada. Ela tem a funçã~ de posicionar os elementos, ou suas coordenadas locais, na estrutura, ou nas coordenadas globais.
Para gerar cada coluna de [,6) ~ correspondente a uma coordenada global, impõe-se um deslocamento unitário segundo essa coordenada e determinam-se os deslocamentos segundo cada uma das coordenadas locais.
2. 5.2 Exemplo
Determinar a matriz de incidência cinemática que relaciona as coordenadas globais da Fig. 2 .15 .a às coordenadas locais dos elementos da Fig.2.15.b.
l 2 3 4
(i?; CD <i ® (b
Q)€
I a l1 2 5 6
(i CD (i ~ 0 <b
3 4 I b l
~ ® €
Fig. 2.15 - Coordenodas Globais e Locais
Para essas coordenadas:
õl 1
o o o
õ2
o
1o o
ulõ3
o
1o o
u2ó4
o o
1o
u3ós
o o
1o
u4ó6
o o o
1ou então:
1
o o o
o
1o o
o
1o o
[/l]
o o
1o
o o
1o
o o o
l2.5.3 Partição da Matriz da Incidência Cinemática
Se o vetor
{ó}
for sub-dividido em sub-vetores contendo ordenadamente os deslocamentos de cada elemento, isto é, com:{ õ}
n
é possível, evidentemente, subdividir a matriz [,8] em sUbmatrizes na forma:
[ illl
[il] [iJ] i (2. 24)
[iJ]
n
Assim, no exemplo do item 2.5.2, com:
õl
õ2 { õ} I
{õ}
õ3
{ õ} 2 õ4
õs {õ}3
õ
ter-se-ia, em lugar da [~] de (2.23):
o o
1
o
1
o o
1[ : o o o
12. 6 CONTRIBUIÇÃO DE UM ELEMENTO PARA A MATRIZ DE RIGIDEZ DA ESTRUTURA
2.6.1 Obtenção da Matriz de Rigidez da Estrutura a Partir das. Matrizes de Rigidez dos Elementos
Seja [R] a matriz de relaciona os deslocamentos coordenadas globais:
{F} = [R] {u}
rigidez da estrutura, que {u} às forças {F} segundo as
( 2. 25)
Seja [r]. a matriz de rigidez do elemento genérico i,
1
que relaciona os deslocamentos
{õ}i
às forças{P}i,
segundo as coordenadas locais:
{P}
1(2. 26)
Para um conjunto de n elementos, compondo vetores {P}
e { ó}, que incluam sequencialmente todos os { P}. e os
1
{ 6} i , respecti vamente1 seria possível fazer, de acordo com a (2.14):
{P}
= [r]{ó}
(2 .27)com:
{P} 1 ldl
. . . [oJ
. . . [oJ {ó}l
{P}.
[O] [r] . . . . [O]{ó}
1 1 . 1 (2. 28)
{P}
[O] [O] . . . [r] {o}n n n
Da definição de matriz de incidência cinemática;
{ó}
[Jl]{u}
(2.29)Partindo do pressuposto que exista equilíbrio entre os {F} e os {P} e que os deslocamentos {u} e
{ó}
sejam compatíveis, tem-se do P.T.V., conforme expressão (2.8):{F)t {u}
(2 .30)Da (2.25) e (2.27) na (2.30) tem-se:
t t
{u)
[R]{u)
(li}t [r] t {li} (2. 31)Da (2.29) em (2.31), lembrando também que [R]t= [R] e [r] t = [r], por serem essas matrizes simétricas:
t t t .
{u)
[R]{u}={u}
[/l][r]
[{i]{u)
(2.32)Da (2.32) se pode concluir que:
[R] [/l] t [I>] [/l] (2 .33)
·A expressão (2.33) já permite determinar a matriz de rigidez da estrutura a partir das dos elementos, embutidas em [r]; é extremamente interessante, entretanto, observar o que acontece se se particionar [~]
em submatrizes correspondentes a cada um dos elementos e utilizar a definição de [r] implícita em (2.28).
Da (2.33) com (2.24) e (2.28):
[r]1 .. [O] . . . [O] [{l]
1
t t t
[R]=[[{l]l . . . [{l]i . . . [{l]n] [O] . . . [r]i . . . [O] [{l]i
[O] . . . [O] . . . [r] [{l]
n n
donde:
[ r ] l [{l]l
[R]=[[{l]~
. . . [ {l] i t . . . [ {l] t [r] . [{l] in 1
[r] [/l]
n n
e, portanto:
[R]
n
2:
[{l] t [r] . [{l] .1 1 1
i= 1
(2.34)
ou, faz"endo:
[R] .
1 [{l] t [r] . [{l] .
i 1 1 (2. 35)
tem-se a (2.34) como:
n
[R] [R] .
1 (2. 36)
Da expressão (2.36) se observa que a matriz de rigidez [R] da estrutura pode ser obtida como uma soma de matrizes . onde cada uma delas envolve parâmetros associados só a uma barra, conforme expressão {2 .35), caracterizando a contribuição de cada barra, ou de sua matriz de rigidez, para a matriz de rigidez da estrutura.
2.6.2 Exemplos 2.6.2.1 Exemplo l
Determinar a matriz de rigidez da estrutura da Fig.2.16.a, para as coordenadas globais especificadas na Fig. 2 .16. b, a partir das matrizes de rigidez dos elementos com as coordenadas locais especificadas na Fig.2.16.c.
EI :CONSTANTE
$; ));
A
A, I a I.1,
t t1 2 3 4
@ (1) cg ® @ 0 ~
I b I1 2 1 2
@ (1) Cb <5 0 €
I c I
1 2
cg ® ~
F ig. 2. 16 -E xe m pio 1
Do exemplo 1, do item 2.4.5.1 tem-se as matrizes de rigidez dos elementos:
4EI 2EI
-e- -e-
[r]! [r] 2 [r]3
2EI t!EI
-e- -e-
As matrizes de incidência cinemática, introduzidas no item 2.5 e particionadas conforme item 2.5.3, são:
l: o o :]
[/l]l =
l
o
l:
lo :]
[/l] 2
o
1l: o
l:]
[/l]3
o o
A contribuição do elemento l para a matriz de rigidez [R]' é dada pela (2.35); assim:
[R]l [/l]t
I [r] I [ !lll
OU:
1
o
4EI 2EI- t - - t -
[:
o o
:]
(R]l
o
1o o
2EI 4EI 1o
- t - - t -
o o
Efetuando as operações matriciais:
4EI 2EI
- t - - t - o o
2EI 4EI
- t - - t - o o
[R]l
...
o o o o
o o o o
Analogamente pode-se obter:
o o o o
...
4EI 2EI
o - t - - t - o
[R]2
2EI 4EI
o - t - - t - o
...
o o o o
e também:
o o o o
o o o o
[R)3 ..
. . . .
4EI 2EI
o o - t - -e-
o o -e-
2EI-e-
4EI..
..
A matriz de rigidez [R] da estrutura seria obtida através da soma prevista em (2.36):
[R)=
-e-
4EI-e-
2EIo o
-e-
2EI-e-
SEI-e-
2EIo
o
-e-
2EI-e-
SEI-e-
2EIo o
-e-
2EI-e-
4EIEssa matriz é a mesma obtida diretamente no Exemplo 2, do item 2.4.5.2
2.6.2.2 Exemplo 2 Para a
matriz de partir da Fig.2.17.c
barra biarticulada da Fig.2.17.a obter rigidez para as coordenadas da Fig.2.17.b,
matriz de rigidez para as coordenadas
2
a.
I o I I b I I c I
F ig. 2.17 - Exemplo 2
a a da
O que se pretende de fato é fazer uma transformação de coordenadas em algo que poderia ser sempre um 11elemento11• Como se verá em aplicações futuras,as coordenadas do tipo das da Fig. 2 .1 7. c são interessantes para o manuseio de dados e resultados correspondentes ao elemento; por outro lado coordenadas do tipo das da Fig. 2 .17. b se revelarão muito mais interessantes na automatização dos _processos de cálculo. Poder-se-ia definir uma 11matriz de transformação11, que desempenhasse o mesmo papel de uma matriz de incidência cinemática, relacionando deslocamentos em ambos os sistemas de coordenadasi isso I entretanto, é desnecessário i basta encarar a barra da Fig. 2. l 7. c como um 11 elemento 11 1 com suas coordenadas locais, e a da Fig.2.17.b como uma 11estrutura11, com suas coordenadas globais. Com isso estabelecido, é fácil definir a matriz de incidência cinernática [~] :
sena
o
[il]
o
cosaÉ imediato gerar a matriz de rigidez
11elemento11 , obtendo:
[r] do
Das expressões {2.36) com (2.35), para a 11estrutura11 com um único 11elemento":
[R] [R]
1 = [/l] t [r] [/l]
donde, substituindo:
[R] EA
e
COSO' 0
sena O
0 COSO'
o sena
sena o
0 COSQ'
Efetuando as operações matriciais obtem-se:
2 2
c os ct senacosa - cos ct -senacosa
2 2
senacosa sen ct -senctcosa -sen ct
[R] EA
r
-cos 2 ct -senacosa c os 2 ct senacosa2 2
- senacosa -sen ct senacosa sen ct
2.7 PROCESSO DOS DESLOCAMENTOS 2.781 For.mulação Geral
Pretende-se neste trabalho resolver estruturas lineares complexas mas que possam ser sempre colocadas como um conjunto de elementos unidos entre si; esses elementos são supostos conhecidos. Pretende-se considerar a estrutura 'resolvida quando forem conhecidos os esforços nas extremidades de todas as barras, os deslocamentos dos nós e as reações nos apoios para um carregamento qualquer na estrutura, composto tanto de cargas aplicadas aos nós quanto ao longo dos elementos.
Não havendo carga ao longo do elemento i, é possível determinar os esforços nas extremidades do elemento pela expressão (2.13):
Essa expressão decorre da definição de [r] .
1
(2. 37)
[r] . é
1
aqui suposta conhecida. Conhecidos então os
{õ}.
saem os1
{P}; provocados por eles. Havendo, entretanto, cargas ao longo das .barras, é possível existirem forças {P
0 }i segundo as coordenadas locais sem que hajam deslocamentos {ó}i, isto é, para deslocamentos assumidos nulos segundo essas coordenadas. Uma forma mais geral para a (2. 3 7) seria então:
(2. 38)
Os deslocamentos { ô} i , nas coordenadas do elemento, podem ser determinados a partir dos deslocamentos nodais através da matriz de incidência cinemática, que serve para posicionar cada elemento na estrutura; assim:
[/l] i
{u)
(2. 39)Com a matriz de rigidez [R] da estrutura, obtida a partir das matrizes de incidência cinemática e das matrizes de rigidez das barras, se não houverem cargas ao longo das barras e se a matriz [R] for não singular, seria possível obter os deslocamentos dos nós, ou o vetor {u},da expressão (2.12), que permite calcular as forças segundo as mesmas coordenadas; assim:
{F'}
[R] {u}
Havend? cargas ao forças segundo as
(2. 40)
longo das barras, poderão existir coordenadas globais mesmo com
deslo~amentos nulos segundo essas coordenadas; assim, uma forma mais geral para a (2.40) seria:
{F} {F } + [R] { u}
o (2. 41)
o vetor {F }
o corresponde às forças segundo as coordenadas globais com todos os deslocamentos,. nessas coordenadas, impedidos.
É comum passar .~sse {F } para o primeiro membro da o
expressão (2.41), cà~o em que o vetor
-{F }
teria a mesma ocondição do vetor de f·oiças nodais {F}. A esse vetor será atribuído o noffie de vetor de forças nodais equivalentes·
às cargas de barra, definido por:
-{F }
o (2. 42)
Os vetores ou {F }
o serão oportunamente relacionados aos
A expressão (2.4l), com (2.42) poderá ficar como:
{F}
+{F }
eq [R] {
u}
(2. 43)Para obter os deslocamentos incógnitos {u} a partir da expressão (2. 43) é necessário ainda que [R] seja não-singular, caso contrário os deslocamentos serão indeterminados. Para que [R] seja não-singular é
necessário que a estrutura tenha vínculos que determinem geometricamente sua posição; esses vínculos poderão ter sido introduzidos a priori, ou poderão ser introduzidos como condições de contorno adicionais ao sistema de equação que resultou na expressão (2.43).
As reações {F}, correspondentes a vínculos r
introduzidos segundo as coordenadas globais, na forma de condições de contorno, serão calculados a partir de condições de equilíbrio dos nós.
2.7.2 Forças Nodais Equivalentes às Cargas de Barra
O vetor de forças {F } segundo as coordenadas globais o
e correspondente a deslocamentos nulos segundo coordenadas, pode ser facilmente relacionado ao {P } que contém numa sequência ordenada todos os
o
essas vetor {Po}i' que são forças nas coordenadas locais correspondentes a deslocamentos nulos nessas coordenadas da barra i.
As forças {F } e {P } correspondem a um mesmo estado
o o
de forças em equilíbrio.
Sejam os deslocamentos virtuais {u} e
{ó}
compondo um estado de deslocamentos compatíveis e portanto relacionáveis por:{ li} [/l]
(u)
.(2 .44)Impondo o estado de deslocamentos ao estado de forças, tem-se do P.T.V., conforme (2.8):
{F }
o
{P }
o (2 .45)Da (2.44) em (2.45):
{F } o donde:
{F }
o [{l]t {P } o
Da (2.42) com (2.46), então, tem-se:
t - [ {3]
{P }
o
(2. 46)
(2. 4 7)
É interessante observar, partícionando [~] e {P } da o expressão (2.47), que {F } pode ser obtido como um
eq conjunto de contribuições isto é:
de cada barra em separado,
{P o} 1
-[[{3]~
. t... [{3]~]
n{F . eq } = ••• [{3] . 1 {P o} i
-L:
[{l]t 1 { P o} i i "'1{Po}n
ou então, separando as contribuições:
com:
n
2:
i •1
2.7.3 Condições de Contorno
(2. 48)
(2. 49)
Existiriam diversos tipos de condições de contorno que poderiam ser impostas ao sistema de equações em {u}
formulado pela (2. 40) ou (2. 43); a única a ser t.ratada neste capítulo será a correspondente à introdução de vínculos rígidos segundo as direções das coordenadas globais.
Para impor que o deslocamento ul segundo a coordenada
t
global deverá ser -nulo, considere-se, com {Feq}, se existir, já adicionado a {F}, o sistema (2.40) ou (2.43) na forma:Fl Rll Rl
e
Rln ulF
e
Rtl Re f.
Renue
(2. 50)F n Rnl Rn
t
R nn u nCom
ui=
O tem-se em {u} uma incógnita a.menos, e em cada equação j um termo Rji. ui = O A l-ésima equação terá em compensação uma incógnita Fi a m.;tis; essa equação poderia servir para calcular a reação no vínculo adicionaqo, mas esse cálculo será feito de outra maneira, por equílibrio de nó, o que permitirá destruir essa i-ésima equação. Para não condensar o sistema, agora com uma incógnita a menos, substituir-se-à essa equa·ção por uma que reproduza a condição de ui O, isto é, anular-se-á a linhat e
a coluna i de [R}, excetuando RU que será feito igual a 1, e se substituirá Fi por zero.Com isso o sistema (2.50) ficará na forma:
o
F n
o
R nl
o
1
o
o
R nn u n
(2. 51)
Aplicar-se-á esse aitifício para cada vínculo que for adicionado. Com a eliminação da equação que permitiria o cálculo da reação em cada vínculo adicionado, resta agora o problema de determinar essa reação de outra maneira.
2.7.4 Cálculo de Reações
Prevendo a possibilidade de aplicar forças externas segundo quaisquer das coordenadas globais, mesmo aquelas
segundo as quais seriam seja o estado de forças,
introduzidos vínculos externos, em equilíbrio, com {F} e {F }
r
segundo essas coordenadas globais, e com {P} segundo as locais.
A esse estado de forças1 pode-se aplicar um estado de deslocamentos 1 virtual, com { u} segundo as coordenadas globais e {
õ}
segundo as locais, e compatível, valendo portanto:{õ}
[/3]{u)
(2. 52)Do P.T.V., isto é, de (2.8):
{u}t
{{F}+ {F}}r (2. 53)
Da (2.53) com (2.52):
{u}t
{{F}+ {F}}r
donde:
{F } - {F} + [ /3] t { P}
r
Evidentemente [/3] e {P} podem ser particionados, obtendo-se com isso:
{F }
rn
- {F} +
L
i~ 1
(2. 54)
Esse vetor de reações inclui, é claro, também as
11reações11 teoricamente nulas segundo as coordenadas sem vinculação.
2.7.5 Exemplos
2.7.5.1 Exemplo 1 -Viga Contínua
Determinar os deslocamentos nodais {u}, as forças
{P}.
l
nos elementos e as reações {F } para a viga contínua da
r
Fig. 2.18.a, a partir das forÇas nodais (F), das forças
{P }.
nos elementos, e das matrizes de rigidez [r] ,desseso l l
elementos. Adotar as coordenadas globais da Fig.2.18.b e as locais da Fig.2.18.c.
Er:gsot 1m2
l
I o I5m
i, .I j,
1
Sm 6m 6m
'
1 2 3 4
@: CD @: ® (5 0 €,
I b I1 2 1 2
C5 CD € (S 0 €
l 2 I c I
C5 ® (6.
Fig. 2.18 -Exemplo l. Viga Continua
a) Matrizes de rigidez dos elementos
São obtidas diretamente; em particular, para as coordenadas locais da Fig. 2 .18. c, Ja foram determinadas no item 2.4.5.1, expressas pela (2.16):
4EI 2EI
-e- -e-
[r].=
1 2EI 4EI
-e- -e-
Substituindo-se os valores numéricos:
[ 480 [r]l =
240
240]
480 [
640 [r] = [ r ] =
2 3 320
320]
640
b) Forças {P }. nos elementos o 1
São obtidas diretamente, com tabelas elementares da estática clássica.
!
-5,333 5' 333 + - 4,219 7,031) l
-12,364 91 552 )f 4,500) 1-4,500
l:)
c) Forças nodais {F} aplicadas
o
-7,00
{F}
o o
d) Matrizes de incidência cinemática
São obtidas também diretamente, conforme item 2.5:
50
o o
1
o
1
o o
1o
1o o
e) Natriz de rigidez da estrutura
A contribuição de cada barra é obtida com a expressão (2.35); assim:
1
o
480 240o o
o
1['""
240[: o o o
240 480o o
[R] 1
o o
240 480 1o o o o o o
o o o o o o
o o o o o o
o
[640 320][o
1o o]=
1 320 640
o o
1o
o
640 320o
1
o
320 640o o
o o o o o o
o o o o o o
o
[640 320][o o
1o]= o
o
320 640o o o
1o
o o o
o
640 320
o
1
o
1o o
320 640Com isso, somando, conforme expressão (2. 36)
480 240
o o
240 1120 320
o
[R]
o
320 1280 320o o
320 640f) Forças nodais equivalentes às cargas de barra
A contribuição de cada barra é obtida a partir dos {P } conforme expressão (2.48):
o i
l
o
-9,552o
l{ 'm}
l2,364(F eq} 1
o o
-12,364o
o o o
o o o
l
o
{
4,500}
-4,500{F eq} 2
o
l 4,500 4,500o o o
o o o
o o o o
l
o o o
o
lo
Somando, conforme expressão (2.48), tem-se:
g) Com
Condições
-9,552 7,864
4,500
o
de contorno
{F), {Feq} e [R] o sistema
-9,552 480 240 0,864 240 ll20
4,500
o
320o o o
de
o
320 1280 320
Impondo as condições de contorno,
o
1o o
0,864
o
1120 3204,500
o
320 1280o o o o
equações fica:
o
ulo
u2320 u3 640 u4
conforme item 2.8.3:
o
ulo
u2o
u31 u4
h) Deslocamentos nodais {u}
Resolvendo o sistema de equações anterior chega-se a:
o
-0,000251
{u)
0/003578
o
i) Deslocamentos {ô}. nas extremidades dos elementos
1
Da expressão (2.39), que define os [~]i
[:
1o o o :]
[:
1
o o
1
:]
[:
o o
1
o :]
o
-0,000251 0,003578
o o
-0,000251 0,003578
o o
-0,000251 0,003578
o
l
-0,000251) 0,003578j) Forças {P}i nas extremidades do elemento
Tendo {P } ' o i expressão (2.38):
[r] .
1 e obtem-se as com a
''''" j_,:::::). [::: :::] j_,_:,,,,,) j_,:::::)
{P}
2
=
l
4,500) + [640 320.~-0,000251)
-4,500 320 640 0,003578
1
-2,290 5,484)t) Reações {F } segundo as coordenadas globais
r
As reações podem ser obtidas a partir das {F} e das {P}. com a expressão (2.54):
1
o
1o o o
-71 OQ
o
1l '·"')
1o l , '"')
{F }= -
+ + +r
o o o
-12,484o
1 -2,290o o o o o
o o
+
o
1: j: :::j
o
1Efetuando:
9, 492
o
{F }
r
o
1,145
2 .7.5.2 Exemplo 2 -Treliça Plana
Determinar os deslocamentos nodais {u}, as forças {P};
nos elementos e as reações {F } para a treliça da Fig.
r
2.19.a, a partir das forças nodais {F} e das matrizes de rigidez [r]. dos elementos. Adotar as coordenadas globais
1
da Fig.2.19.b e as locais da Fig.2.19.c. Todas as barr~s
têm o mesmo comprimento l = Sm e EA = 20000tf.
I a I I b I I c I
Fig. 2.19- Ex.emplo 2. Treliç:a Plana
a) Matrizes de rigidez dos elementos
É imediato obtê-las diretamente; como todas as barras são iguais:
[r] = [r] = [r] = [r] =
1 2 3 4
{F}
o o o o o
-6
o o
~[
1 -1]=[ 4000e
-1 1 -4000-4 000]
4000
c) Matrizes de incidência cinemática
o o
o o
o o o o
o o o
1o ]
1
o o
0,500
o o o o o
o o o
0,866 0,500o
[ : o o
0,866 o -0,500 o o' 866o
-o'o
500o
o-0,500
o o o
o o o o
o o o o
o
0,866o,soo o
d) Matriz de rigidez da estrutura
o o o o o
[R]l =
o o
: . [ 4000 -4000]·
[o
o
-4000 4000o
o
1o o
1
o
60
o o
o o
o
0,866o
0,866o o
o o o o o o o o
1o
: l
:]
Efetuando:
o o o o o o o o
o o o o o o o o
o o o o o o o o
[R] =
o o o o o o o o
1
o o o o o o o o
o o o o o
4000o
-4000o o o o o o o o
o o o o o
-4000o
40000,866
o
0,500
o
o o
o [ '"'" '"""]
[R] =
o
2
o
0,866 -4000 4000o
0,500o o
o o
0,500
o o
o
00]o o
0,866 0,500o
o o
o
Efetuando:
3000 1732
o o
-3000 -1732o o
1732 1000
o o
-1732 -1000o o
o o o o o o o o
o o o o o o o o
[R] =
2 -3000 -1732
o o
3000 1732o o
-1732 -1000
o o
1732 1000o o
o o o o o o o o
o o o o o o o o
o o
o o
o
0,866o
-0,500['""' '"""]
[R] =
3 0,8€?6
o
-4000 4000 -0,500o
o o
o o
. [00
o
o
0,866 -0,500o o
Efetuando:
o o o o o o o o
o o o o o o o o
o o
3000 -1732 -3000 1732o o
[R] ~
o o
-1732 1000 1732 -1000o o
3
o o
-3000 1732 3000 -1732o o o o
1732 -1000 -1732 1000o o
o o o o o o o o
o o o o o o o o
0,866
o
-0,500
o
o o
o o [ """ '"""]
[R] ~
4
o o
-4000 4000o o
o
0,866o
-0,500-0,500
o o o o o
o o o o o
0,866Efetuando:
3000 -1732
o o o o
-3000 1732l -1732 1000o o o o
1732 -1000o o o o o o o o
[R] =
o o o o o o o o
4
o o o o o o o o
o o o o o o o o
-3000 1732
o o o o
3000 -1732 1732 -1000o o o o
-1732 1000o o
o o
o
0,866o
0,500[ '""' '"'"]
[R] =
5
o o
-4000 4000o o
0,866
o
0,500
o
o o o o
0,866. [00
o
o
0,866 0,500o o o
o o o o o o o o
o o o o o o o o
o o
3000 1732o o
-3000 -1732 [R] =o o
1732 1000o o
-1732 -10005
o o o o o o o o
o o o o o o o o
o o
-3000 -1732o o
3000 1732o o
-1732 -1000o o
1732 1000Com isso, somando, conforme expressão (2 .36):
6000
o o o
-3000 -1732 -3000 1732o
2000o o
-1732 -1000 1732 -1000o o
6000o
-3000 1732 -3000 -1732 [R]=o o o
2000 1732 -1000 -1732 -1000-3000 -1732 -3000 1732 6000
o o o
-1732 -1000 1732 -1000
o
6000o
-4000-3000 1732 -3000 -1732
o o
6000o
1732 -1000 -1732 -1000
o
-4000o
6000e} Imposição das condições de contorno
O sistema {F} [R] (u), depois de impostas as condições de deslocamentos nulos segundo as coordenadas 1, 2, 3 e 4 fica:
o
1o o o o o o
o o
1o o o o o
o o o
1o o o o
o o o o
1o o o
o o o o o
6000o o
-6
o o o o o
6000o
o o o o o o o
6000o o o o o o
-4000o
f) Deslocamentos nodais
Resolvendo o sistema anterior resulta:
{u}
o o o o o
-0,001800
o
-0,001200
o
ulo
u2o
u3o
u4o
u5-4000 u6
o
ul6000 u8
g) Deslocamentos
{&}.
das extremidades dos elementos1
Da expressão (2.39):
o o o
{&}1
=[: o o o o o o
:] o {-' "'""')
o o o o
1o o
-0,001800 -0,001800
o
-0,001200
e, analogamente:
{&}2
l
-0,000900o )
{ & } 3