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UNINGÁ CENTRO UNIVERSITÁRIO INGÁ 28(1) Outubro/ Dezembro October/ December

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Academic year: 2022

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(1)

UNINGÁ – CENTRO UNIVERSITÁRIO INGÁ

28(1)

2016

Outubro/ Dezembro

October/ December

(2)

FICHA TÉCNICA Technical Sheet

Título / Title: UNINGÁ Review

Periodicidade / Periodicity: Trimestral / Quarterly

Diretor Geral / Main Director: Ricardo Benedito de Oliveira

Diretor de Ensino / Educational Director: Ney Stival

Diretor de Pós-Graduação / Post-Graduation Director: Mário dos Anjos Neto Filho Diretor Administrativo / Administrative Director: Flávio Massayohi Sato

Editor-Chefe / Editor-in-Chief: Prof. Dr. Mário dos Anjos Neto Filho

Corpo Editorial / Editorial Board

Prof. Dr. Afonso Pelli, UFTM (MG)

Prof. Dr. Aissar Eduardo Nassif, UNINGÁ (PR)

Prof. Dr. Alaor Aparecido Almeida, CEATOX-UNESP (SP) Prof. MS. Alex Sanches Torquato, UTFPR (PR)

Profa. Dra. Carolina Baraldi Araujo Restini, UNAERP (SP) Profa. Dra. Claure Nain Lunardi Gomes, UnB (Brasília/DF) Prof. Dr. Fabiano Carlos Marson, UNINGÁ (PR) Prof. Dr. Gerson Jhonatan Rodrigues, UFSCar (SP) Prof. Dr. Jefferson José de Carvalho Marion, UFMS (MS) Profa. Dra. Kellen Brunaldi, UEM (PR)

Prof. Dr. Luiz Fernando Lolli, UNINGÁ (PR)

Profa. Dra. Michele Paulo, USP (SP)

Prof. Dr. Paulo Roberto Barbosa Évora, USP (SP) Prof. Dr. Roberto Barbosa Bazotte, UEM (PR) Prof. Dr. Roberto DeLucia, USP (SP) Prof. MS. Rogério Tiyo, UNINGÁ (PR) Profa. MS. Rosana Amora Ascari, UDESC (SC) Prof. Dr. Sérgio Spezzia, UNIFESP (SP)

Profa. Dra. Tatiliana Geralda Bacelar Kashiwabara, IMES (MG) Profa. MSd. Thais Mageste Duque, UNICAMP (SP), UNINGÁ (PR) Profa. MS. Valéria Garcia da Silva, UNINGÁ (PR)

Indexações: Latindex, Google Acadêmico, EBSCO host (Fonte Acadêmica), Periódicos CAPES e Directory of Research Journals Indexing - DRJI.

Distribuição: Master Editora – Publicações Científicas

A Revista UNINGÁ Review é um Projeto Especial para divulgação científica apenas em mídia eletrônica, estando inscrito na Coordenação do Núcleo Pesquisa da UNINGÁ sob o número (171/2-2009) da UNINGÁ.

Todos os artigos publicados foram formalmente autorizados por seus autores e são de sua exclusiva responsabilidade.

As opiniões emitidas nos trabalhos aqui apresentados não correspondem necessáriamente, às opiniões da Revista UNINGÁ Review e de seu Corpo Editorial.

The UNINGÁ Review Journal is a special project to scientific dissemination only in electronic media, registered in the Coordination of the Research Center - UNINGÁ (171/2-2009).

All published articles were formally authorized by their authors and are your sole responsibility.

The opinions expressed in the studies published do not necessarily correspond to the views of UNINGÁ Review Journal and its Editorial Board.

ISSN online: 2178-2571

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EDITORIAL

Prezado leitor, é com grande satisfação que divulgamos a vigésima oitava edição, volume um, da Revista UNINGÁ Review.

UNINGÁ Review recebeu a estratificação B4 pelo sistema QUALIS CAPES, após a avaliação das edições anteriores, desde o ano de 2010.

Atualmente a UNINGÁ Review é indexada nos seguintes portais de periódicos: Latindex, Google Acadêmico, Bibliomed, EBSCO host, DRJI e Periódicos CAPES

Desde o dia 01/07/2013, a Revista UNINGÁ Review passou a ser distribuída pela Master Editora, adotando o formato Open Access Journal (Revista Científica de Acesso Aberto) que garante a manutenção do acesso irrestrito e gratuito aos artigos publicados. Os autores não terão nenhum custo financeiro para submissão e a subsequente análise do manuscrito pelo conselho editorial do periódico.

Entretanto, caso um manuscrito seja aceito para publicação, o autor responsável (autor de correspondência) confirmará o interesse pela publicação realizando o pagamento de uma taxa de publicação, no valor de R$ 180,00 (cento e oitenta reais), em função dos custos relativos aos procedimentos editoriais; valor atualizado em 01/01/2015.

Aproveitamos a oportunidade para agradecer aos autores dos trabalhos que abrilhantam esta edição e para convidar aos autores de trabalhos científicos que se enquadram em nosso escopo editorial para o envio de seus artigos para nossa análise ad hoc, visando o aceite de sua obra para publicação em uma das edições futuras da Revista UNINGÁ Review.

Boa leitura! Mário dos Anjos Neto Filho

Editor-Chefe

Dear reader, it is a great satisfaction to disclose the twenty-eighth edition, volume one, of the Journal UNINGÁ Review.

UNINGÁ Review received the concept of stratification B4 by QUALIS CAPES system, according to the evaluation of the previous editions, since 2010.

Currently UNINGÁ Review is indexed in the following journals portals: Latindex, Google Scholar, Bibliomed, EBSCO host, DRJI and Periódicos CAPES.

Since july, 01, 2013, the UNINGÁ Review Journal became distributed by Master Publisher, adopting the format Open Access Journal that ensures the free and unrestricted access to published articles. The authors have no financial cost to any submission and subsequent analysis of the manuscript by the editorial board of the journal. However, if a manuscript is accepted for publication, the mailing author can confirm the interest in publishing by the payment of a publication (R$ 180,00 - one one hundred and eighty Reais), according to the costs relating to the procedures editorials; updated on 01/01/2015.

We take this opportunity to thank the authors of the works that brightens this issue and to invite the authors of scientific papers that fit with our editorial scope to send your articles to our ad hoc aiming at acceptance of your paper for publication in a future issue of the Journal UNINGÁ Review.

Happy reading! Mario dos Anjos Neto Filho Editor-in-Chief

ISSN online: 2178-2571

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SUMÁRIO SUMMARY

ORIGINAIS - ENGENHARIA

PRODUÇÃO DE ÉSTERES ETÍLICOS UTILIZANDO LÍPASE OBTIDA DE Burkhoderia cepacia – UMA ANÁLISE UTILIZANDO PLANEJAMENTO EXPERIMENTAL E SUPERFÍCIES DE RESPOSTAS

JOÃO HENRIQUE DANTAS, MATHEUS LOPES HARTH, ELISSA FERRARI SOSTER, PATRÍCIA TENALIA MARCHINI, RICARDO ALEXANDRE QUINZIN CARMINATTI, FLAVIO FARIA DE MORAES, GISELLA MARIA ZANIN... 07

AVALIAÇÃO DAS CONDIÇÕES ACÚSTICAS DE UMA OFICINA MECÂNICA SITUADA NA AV. COLOMBO, MARINGÁ-PR: ESTUDO DE CASO

PRISCILA DA SILVA ARRUDA, LOURIVAL DOMINGOS ZAMUNER ... 13

ORIGINAIS - EDUCAÇÃO

EDUCAÇÃO EM SAÚDE NA TRIAGEM NEONATAL: RELATO DE EXPERIÊNCIA NA ATENÇÃO PRIMÁRIA

MARCOS MACIEL JUNIOR, THIENE DA SILVA DOS SANTOS, ALINE NATALIA DOMINGUES, MARIA ISABEL RUIZ BERETTA ... 22

PERCEPÇÃO DOS ALUNOS DO ENSINO MÉDIO EM RELAÇÃO AS AULAS DE NATAÇÃO CRISTIANY SCHULTZ, ANA AMÉLIA ANZOLIN ... 28

ORIGINAIS - SAÚDE

ATIVIDADES ASSISTENCIAIS E ADMINISTRATIVAS DO ENFERMEIRO NAS CLÍNICAS DE DIÁLISE

JÉSSICA SANCHES SILVA, MARCELA DE OLIVEIRA DALBELLO, MARIA ANTÔNIA RAMOS COSTA ...34

CONHECIMENTO DE PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM DE UM HOSPITAL PÚBLICO SOBRE INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

MARIA DOMINGAS PEREIRA DOS SANTOS, GUILHERME GUARINO DE MOURA SÁ, JOAQUIM GUERRA DE OLIVEIRA NETO, DILMA AURÉLIA DE CARVALHO, KHELYANE MESQUITA DE CARVALHO, MARIA DO PERPÉTUO SOCORRO CARVALHO E MARTINS, MARIA DO CARMO DE CARVALHO E MARTINS ... 39

PERFIL SOCIODEMOGRÁFICO E DE SAÚDE DE FUMANTES: UMA ANÁLISE DE DADOS SECUNDÁRIOS

FERNANDA PESSOA NUNES PIAUILINO, LIZANDRA MAGGIONI, KHELYANE MESQUITA DE CARVALHO ... 45

ISSN online: 2178-2571

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PREVALÊNCIA DE Staphylococcus aureus NOS VESTÍBULOS NASAIS E MÃOS DE MANIPULADORES DE ALIMENTOS EM UM HOSPITAL DO OESTE DO PARANÁ, BRASIL BÁRBARA GABRIELLA SILVA MOREIRA, LEYDE DAIANE DE PEDER, CLAUDINEI MESQUITA DA SILVA ... 51

CÂNCER DE ESTÔMAGO: PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DE PACIENTES IDOSOS

KÊNNIA STEPHANIE MORAIS OLIVEIRA, LARYSSA DAYANNA COSTA FERREIRA, FRANCISCA PATRÍCIA BARRETO DE CARVALHO, FRANCISCO RAFAEL RIBEIRO SOARES ... 56

LUDOTERAPIA NO TRATAMENTO TERAPÊUTICO DA DEPRESSÃO INFANTIL: UM ESTUDO A PARTIR DO PENSAMENTO COGNITIVO-COMPORTAMENTAL

ADRIELE VIEIRA DA SILVA, ADRIANA CRISTINA ROCHA... 61

SÍNDROME DA ALIENAÇÃO PARENTAL: EFEITOS PSICOLÓGICOS GERADOS NA TRÍADE FAMILIAR PELA SÍNDROME DA ALIENAÇÃO PARENTAL

RODOLFO VINÍCIOS CATENACE, ANDRÉ LUÍS SCAPIN ... 70

TERAPIA RENAL SUBSTITUTIVA NA PERSPECTIVA DOS CUIDADORES

EDILEUZA MARIA PEREIRA DA SILVA, GUILHERME GUARINO DE MOURA SÁ, JOAQUIM GUERRA DE OLIVEIRA NETO, LOURIVAL GOMES DA SILVA JÚNIOR, KHELYANE MESQUITA DE CARVALHO, MARIA DO CARMO DE CARVALHO E MARTINS, ADRIANA DA SILVA BARROS ... 78

ATUALIZAÇÃO DA LITERATURA - SAÚDE

PINOS DE FIBRA: REVISÃO DA LITERATURA

ISABEL FERREIRA BARBOSA, BRUNA CAROLINE TOMÉ BARRETO, MARIANA DE OLIVEIRA COELHO, GISELE DAMIANA DA SILVEIRA PEREIRA, ZILDA MARIA CASTRO DE CARVALHO... 83

CÂNCER DE MAMA: É POSSÍVEL PREVENIR?

BRUNA CHAGAS RODRIGUES BRUNO, STEFÂNIA TIRADENTES RIBEIRO, CARINA RABELO DIAS TEIXEIRA, ALCÉA CARVALHO FÚRFORO, TARCÍSIO NERY SOUZA, SYLVIO ALENCAR DE ALMEIDA TEIXEIRA ...88

5-HTP, PRECURSOR DE SEROTONINA, PROMOVENDO A SACIEDADE, A TERMOGÊNESE E O EMAGRECIMENTO – UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

ERIN BARGA SILVA ANSANELLO, WALTER ANSANELLO NETTO ... 94

A FALÊNCIA DA AUTORIDADE PARENTAL NA FAMÍLIA CONTEMPORÂNEA

ARIANE CRISTINA ALVES DOS SANTOS, PATRÍCIA MARIA DE LIMA FREITAS ... 99

A PACIENTE COM CÂNCER DE MAMA E AS FASES DO LUTO PELA DOENÇA ADQUIRIDA

TANILA APARECIDA GARCIA, PRISCILA REGINA DAIUTO... 106

DEPRESSÃO EM PROFESSORES UNIVERSITÁRIOS: UMA REVISÃO DA LITERATURA BRASILEIRA

THAIS RODRIGUES DA SILVA, ELIANE ALICRIM DE CARVALHO... 113

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O PIONEIRISMO DE ELISABETH KÜBLER-ROSS JUNTO AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE QUE ATUAM EM SITUAÇÕES DE MORTE E LUTO

JOSÉ VALDECÍ GRIGOLETO NETTO, FLÁVIO AUGUSTO FERREIRA DE OLIVEIRA ... 113

A CONSTITUIÇÃO DO SUJEITO PSICÓTICO

BEATRIZ GOMES VIANA, ANDRÉ LUÍS SCAPIN... 126

EXAME CRIMINOLÓGICO: CARACTERIZAÇÃO DESTE INSTRUMENTO DE AVALIAÇÃO HEVERLYN ROSA MUNHOZ GARCIA PINNA, JHAINIEIRY CORDEIRO FAMELLI FERRET ... 131

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Vol.28,n.1,pp.07-12 (Out - Dez 2016) Revista UNINGÁ Review

PRODUÇÃO DE ÉSTERES ETÍLICOS UTILIZANDO LÍPASE OBTIDA DE Burkhoderia cepacia – UMA ANÁLISE UTILIZANDO PLANEJAMENTO EXPERIMENTAL E SUPERFÍCIES DE RESPOSTAS

ETHYL ESTERS PRODUCTION USING LIPASE OBTAINED FROM Burkholderia cepacia - AN ANALYSIS USING EXPERIMENTAL PLANNING

AND ANSWERS SURFACES

JOÃO HENRIQUE DANTAS1*, MATHEUS LOPES HARTH2, ELISSA FERRARI SOSTER2, PATRÍCIA TENALIA MARCHINI2, RICARDO ALEXANDRE QUINZIN CARMINATTI2, FLAVIO FARIA DE MORAES3 GISELLA MARIA ZANIN4

1. Engenheiro Químico, Doutor em Engenharia Química pela Universidade Estadual de Maringá e docente da UNINGÁ - Centro Universitário Ingá; 2. Engenheiro químico pela Universidade Estadual de Maringá; 3. Engenheira Químico, Doutor em Engenharia Química pela University of Cambridge e docente do doutorado em Engenharia Química da Universidade Estadual de Maringá; 4.

Engenheira Química, Doutora em Engenharia de Alimentos pela Universidade de Campinas e docente do doutorado em Engenharia Química da Universidade Estadual de Maringá.

*Rua José Bertão, nº 205, Bloco 09 Ap. 303, Marialva, Paraná, 86990-000. [email protected] Recebido em 21/06/2016. Aceito para publicação em 11/08/2016

RESUMO

A produção de ésteres etílicos do óleo de canola pela lípase de Burkholderia cepacia foi investigada por meio de um planejamento fatorial 23 em que a temperatura (30 – 60 ºC), quantidade de enzima (5 – 10 %) e razão molar álcool:óleo (6:1 – 12:1) foram os efeitos e o rendimento em éster a va- riável de resposta. A tabela de análise de variância indicou que para um intervalo de confiança de 90% a temperatura (p-valor de 0,064), razão molar (p-valor de 0,089), quanti- dade de enzima (p-valor de 0,013) e a interação dos efeitos entre temperatura e quantidade de enzima (p-valor de 0,030) apresentaram significância. A análise da estimativa dos efeitos padronizados da variável temperatura (+2,37) indicaram que a utilização da temperatura mais alta, assim como altas quantidades de enzima (+3,75) provocaram um efeito de aumento no rendimento. O aumento na razão óleo:álcool (-2,36) provocou a redução na produção de éster.

Altas concentrações de enzima no meio reacional podem provocar a formação de aglomerados enzimáticos que di- minuem a atividade catalítica devido à dificuldade do substrato em atingir o sitio catalítico, no entanto, nesse trabalho o rendimento de éster apresentou aumento quan- do altas quantidades enzimáticas foram utilizadas. Os re- sultados indicam que a formação desse aglomerado enzi- mático provocou um efeito protetor do sítio catalítico da enzima contra efeitos deletérios causados pelo álcool e alta temperatura utilizada nos ensaios.

PALAVRAS-CHAVE: Ésteres etílicos, enzima, plane- jamento fatorial, óleo de canola.

ABSTRACT

Ethyl esters of Canola oil was made by lipase from Burkhold- eria cepacia. The production process was investigated using a 23 factorial design in which the temperature (30 - 60 °C), amount of enzyme (5 – 10 %) and the molar ratio ethanol : oil (6:1 to 12:1) were the effects and ester yield the response vari- able. The analysis of variance table indicated that for a 90% of interval confidence temperature (p = 0.064 ) molar ratio (p = 0.089) , amount of enzyme (p = 0.013 ) and the interaction of effects temperature and amount of enzyme (p value = 0.030) were significant . The analysis of the estimated standard effects of temperature variable was (+2.37) indicated that the use of higher temperature as well as high amounts of enzyme (+3.75) caused increasing in ester yield. The increase in the molar ratio alccol:oil (-2.36) caused a reduction in the éster production.

High enzyme concentrations in the reaction medium can cause the formation of agglomerates that reduce the enzymatic cata- lytic activity due to the difficulty of the substrate reaches the catalytic site. However, in this study, the yield of ester in- creased when high amounts enzyme was used. This results suggested that the formation of this enzyme cluster caused a protective effect of the enzime catalytic’s site against deleteri- ous effects caused by alcohol and high temperature used in the tests.

KEYWORDS: Ethyl ester, enzyme, factorial design, canola oil, response surface

1. INTRODUÇÃO

A transesterificação de óleos vegetais, nas últimas décadas, vem se destacando como uma reação impor-

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Dantas et al./ Uningá Review V.28,n.1,pp.07-12 (Out - Dez 2016) Os alquil ésteres são valiosos intermediários para a in-

dústria de óleo química1. Em especial, os metil ou etíl ésteres são potenciais substitutos aos combustíveis de origem fósseis, como o diesel.

A reação de transesterificação geralmente é conduzi- da a altas temperaturas e com razões molares de álcool em relação ao óleo, elevadas, na presença de catalisado- res geralmente inorgânicos e homogêneos1. Essa confi- guração reacional não permite a fácil separação do gli- cerol e do catalisador, o que exige etapas de lavagem posterior ao processo, gerando resíduos aquosos tóxicos e subprodutos de baixa qualidade.

A reação de transesterificação pode ser realizada por rota química, supercrítica, tecnologia de membranas e dentre outras, a enzimática2,3. Na rota enzimática o grau de especificidade da reação para o substrato e for- mação de produto é normalmente alto e ainda, têm-se as vantagens de utilizar condições reacionais mais brandas, menor gasto energético, facilidade de recuperação do glicerol, facilidade de purificação dos ésteres obtidos, evita a formação de sabões e propicia uma química mais verde4. No entanto os maiores desafios dos processos catalisados por enzimas são o alto custo e a instabilidade das enzimas aos meios reacionais a que elas são subme- tidas5.

As lípases têm mostrado serem catalisadores enzimá- ticos promissores para conduzir várias reações como a esterificação, hidrólise, transesterificação e dentre outras, a síntese orgânica em ambientes reacionais restritos de água6. A Lípase de Burkholderia cepacia é importante pode ser uma enzima extracelular e vem progressiva- mente sendo utilizada em reações de biotransformação em meios aquosos ou não. A alta potencialidade de apli- cação das lípases de Burkholderia cepacia na produção de ésteres vem sendo amplamente estuda7,8.

Os meios reacionais de produção de ésteres utilizan- do lípases são conduzidos utilizando cossolventes como o t-butanol, n-hexano e dentre outro o n-heptano9. Os cossolvente, no meio reacional enzimático, tem a função de evitar a inibição das enzimas pelo substrato, entre- tanto torna o meio reacional mais tóxico, oneroso e me- nos eficiente10,11. Então o estudo de meios reacionais livre de cossolvente é uma oportunidade de encontrar uma configuração interessante para aplicação industrial de produção de ésteres. No entanto os meios livres de cossolvente são instáveis. A manipulação adequada das variáveis de processo como a temperatura, razão molar e quantidade de enzima, dentre outras variáveis pode ser uma oportunidade de tornar o sistema mais eficiente e promissor.

O excesso de álcool é empregado para assegurar uma alta conversão e minimizar os efeitos de restrições difu- sionais. Entretanto, na síntese enzimática, níveis exces- sivos de álcool podem inibir a enzima e diminuir sua atividade catalítica ao longo da reação. De acordo com

Salis et al. (2005)12, uma alta razão álcool: substrato significa uma maior polaridade do meio que pode estar associada à inativação do biocatalisador ou ainda, à pos- sibilidade de desestabilizar a camada de água essencial do sítio catalítico destes biocatalisadores12,13,14. Com o intuito de minimizar os efeitos da desativação enzimáti- ca pelo excesso de álcool pode-se promover sua adição em etapas distintas no meio reacional15.

A temperatura é uma variável importante no estudo de reações enzimáticas. O uso de temperaturas muito baixas permite estabilidade da enzima, mas provoca ve- locidades reacionais menores e problemas difusionais pela baixa solubilidade do álcool no óleo. Temperaturas superiores podem aumentar a exposição do sítio ativo da enzima que propiciariam reações mais rápidas, no en- tanto também pode causar inativação da enzima.

O rendimento da reação enzimática pode ser aumen- tado utilizando tempos reacionais longos ou ainda utili- zando altas quantidades de enzima no meio reacional16. Mas altas quantidades de enzima podem provocar um efeito microscópico de aglomeração da enzima que pro- vocaria um efeito redutor da atividade enzimática e que pode reduzir o rendimento da reação17.

Uma oportunidade de investigar a influência de cada variável, temperatura, razão molar e quantidade de en- zima e suas interações sobre a reação de transesterifica- ção enzimática é a utilização de um planejamento fatori- al com análise das superfícies de resposta. A superfície de resposta é a junção entre as técnicas estatísticas e matemática com grande aplicação na química e bioquí- mica com a finalidade de desenvolver processos dimi- nuindo a quantidade de experimento e aumentando a confiabilidade maximizando resultados (Domingos et al., 2008).

No presente trabalho foi estudada a influência das variáveis temperatura, quantidade de enzima e razão molar álcool:óleo e suas interações de segunda e terceira ordem sobre o rendimento de produção de éster do óleo de canola em meios isentos de cossolvente utilizando lípase de Burkholderia cepacia. As variáveis foram ava- liadas em dois níveis com quatro repetições no ponto central. Os resultados foram descritos em função da aná- lise de variância e superfícies de respostas afim de mos- trar quais as variáveis mais importantes e suas influên- cias na produção de ésteres etílicos.

2. MATERIAL E MÉTODOS

Materiais

A enzima lípase de Burkholderia cepacia foi adqui- ridas da Sigma Co, St. Louis, MO, EUA. O etanol abso- luto P.A. empregado foi da marca Cinética, Brasil. O n-hexano, o álcool n-propílico (Mallinckrodt Chemicals) e a acetonitrila (J.T. Baker). O óleo de canola foi comprado em um mercado local com características de

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Dantas et al. / Uningá Review V.28,n.1,pp.07-12 (Out - Dez 2016) óleo refinado.

Métodos

Reação de transesterificação: Os ensaios para a síntese de ésteres etílicos foram conduzidos em reatores de 50 mL, acoplados a condensadores. Os reatores e conden- sadores foram mantidos em temperatura

e agitação constantes utilizando banhos termostatizados e agitadores magnéticos.

A temperatura de reação (40, 50 e 60ºC), quantidade de enzima (5; 7,5 e 10%) razão molar óleo:álcool (1:6; 1;9 e 1;12) e tempo de reação (0 - 72 horas) e as retiradas das amostras foram pré-determinados na execução do pla- nejamento experimental.

Cálculo do rendimento em éster: O rendimento em éster das amostras foram calculados como descrito pela equação

(1), Em que mol de componentes i formados é o número de mol de éster formados no meio reacional até o mo- mento da retirada da amostra e mol de componente i possíveis de serem formados é a quantidade máxima possível de ser obtida, calculada partindo da quantidade de triacilglicerídeos presente no meio reacional no início do ensaio18.

( (1) Análise das Amostras: Para identificação dos triacil- glicerídeos, diacilgliceróis, monoacilgliceróis e ésteres em CLAE foi utilizado o método de gradiente combina- do linear aquoso-orgânico/não aquoso. Este método con- siste na construção de um gradiente ternário com tempo total de 42 minutos. A condição inicial foi de 30 % de A + 70 % de B, 100 % de B em 15 min, 50 % de B + 50 % de C em 24 min, seguida por 12 min de eluição isocráti- ca de 50 % de B e 50 % de C. Nos últimos 6 min foi retomado o gradiente inicial (30 % de A + 70 % de B), para restabelecer as condições iniciais de operação da coluna. A coluna foi operada a 40 ºC, com detecção UV-VIS a 210nm, com injeção de 20 μL e vazão de 1 mL.min-1. As curvas de calibração foram construídas a partir de diluições consecutivas das misturas de padrões de trioleina, 1,2-dioleina, 1-monooleina e oleato de etila e a quantificação foi realizada somando as áreas relativas das espécies químicas comuns, submetidas à curva de calibração.

3. RESULTADOS E DISCUSSÃO

Os resultados de rendimento em éster em função dos experimentos delineados no planejamento fatorial 23 com as condições operacionais estão descritos na Ta-

bela 1. Os maiores rendimentos alcançados para o tempo de 1440 minutos foram obtidos nas condições impostas pelos experimentos 6 e 8, em que, respecti- vamente os rendimentos foram 31,18 e 29,80%.

Tabela 1. Resultados dos rendimentos em éster alcançados em função dos experimentos do planejamento fatorial 23.

A transesterificação do óleo de girassol realizada por um fermentado liofilizado contendo lípase obtida da bactéria Burkholderia cepacia apresentou rendi- mentos de 40% em 48 horas e 100% em 96 horas, utilizando heptano como co-solvente8. Royon et al.

(2007)11 utilizando óleo de algodão e metanol como substrato para a lípase obtida de Candida antártica imobilizada apresentou rendimento de 90% em 10 horas de reação, no entanto t-butanol foi utilizado como co-solvente. Em condições livres de co-solvente a enzima foi totalmente inibida e não ocorreu reação11. Esses resultados demonstram a potencialidade de uso da Burkholderia cepacia, que apresenta rendimentos interessantes sem a utilização de cossolvente que au- mentam o custo do processo produtivo e ainda difi- culta o processo de purificação dos produtos.

Figura 1. Produção de ésteres de etila pela lípase de Burkholderia cepacia.

A Figura 1mostra o rendimento de produção de éster ao longo da reação. É possível identificar a rápida pro- dução de éster nos primeiros instantes de reação indi- cando o potencial de produção de ésteres etílicos utili- zando lípase de Burkholderia cepacia, com exceção dos

Experimento Temperatura (ºC)

Razão Molar (álcool:óleo)

Quantidade de Enzima (%)

Rendimento em Éster (%)

Exp1 40 6 5 22,45

Exp2 60 6 5 19,52

Exp3 40 12 5 17,76

Exp4 60 12 5 18,52

Exp5 40 6 10 24,98

Exp6 60 6 10 31,18

Exp7 40 12 10 17,75

Exp8 60 12 10 29,80

Exp9 50 9 7,5 27,29

Exp10 50 9 7,5 25,81

Exp11 50 9 7,5 22,43

Exp12 50 9 7,5 25,18

(10)

Dantas et al./ Uningá Review V.28,n.1,pp.07-12 (Out - Dez 2016) experimentos 3, 4 e 7 em que a velocidade inicial de

reação foi menor.

A superfície de resposta para o rendimento de pro- dução de éster em função da razão molar e temperatura é mostrada na Figura 2, e demonstra que o rendimento de éster aumenta quando a razão molar utilizada nos expe- rimentos está no nível mais baixo. A utilização de razões molares elevadas é comumente utilizada para garantir um alto rendimento devido ao deslocamento do equilí- brio em favor da formação de produtos e ainda minimi- zar os efeitos de restrições difusionais. Entretanto, na síntese enzimática, altas razões molares álcool:óleo pode causar um efeito inibidor na enzima.

está descrita a análise de variância para o rendi- mento de éster do óleo de canola pela enzima Burkhol- deria cepacia. Analisando o p-valor associado aos efei- tos estudados foi possível verificar que a temperatura, a quantidade de enzima e a interação entre esses efeitos foram as variáveis que mais fortemente influenciaram no rendimento de produção de éster pela lípase de Burkholderia cepacia em meio livre de solvente no in- tervalo de confiança de 90%.

O valor do R2 apresentado pelo modelo estatístico de regressão foi de 0,88, o erro experimental associado aos dados foi de 6,22% indicando boa confiabilidade no modelo de regressão dos dados que é descrito pela Equação (2).

Tabela 2. Análise de variância para rendimento de éster do óleo de

Canola utilizando lípase de Burkholderia cepacia em meio livre de solvente.

(2)

A superfície de resposta para o rendimento de pro- dução de éster em função da razão molar e temperatura é mostrada na Figura 2, e demonstra que o rendimento de éster aumenta quando a razão molar utilizada nos expe- rimentos está no nível mais baixo. A utilização de razões molares elevadas é comumente utilizada para garantir um alto rendimento devido ao deslocamento do equilí- brio em favor da formação de produtos e ainda minimi-

zar os efeitos de restrições difusionais. Entretanto, na síntese enzimática, altas razões molares álcool:óleo pode causar um efeito inibidor na enzima.

Figura 2. Superfície de resposta para rendimento em éster do óleo de Canola pela enzima Burkholderia cepacia em função da razão mo- lar e temperatura.

De fato, esse efeito pode provocar uma diminuição na sua atividade catalítica como descrito por Salis et al.

(2005)12, Kose et al. (2002)13 e Yang et al. (2004)14 que dizem poder existir uma mudança na polaridade do mi- croambiente reacional quando uma alta razão molar é utilizada e que essa mudança pode provocar a desestabi- lização da camada de água essencial do sítio catalítico da lipases que leva a inativação12,13,14.

Quando a temperatura do meio reacional mais alta é utilizada, também se verifica aumento no rendimento. No entanto foi possí- vel perceber, que também, rendi- mentos elevados foram obtidos quando baixos valores de tempera- tura foram utilizados, mostrando que para a superfície de resposta de rendimento em função da tempera- tura e quantidade de enzima os efeitos de interação entre as duas variáveis são mais im- portantes que os efeitos puros.

A superfície de resposta em função da quantidade de enzima e temperatura é mostrado na Figura 3 e demons- tram que maiores rendimentos de produção de ésteres são alcançados quando a temperatura do meio reacional foi utilizada no nível mais alto e que quando altas con- centrações de enzima estão presentes no meio reacional.

De acordo com Fu et al. (1995)16 o rendimento de um produto enzimático pode ser aumentado se tempos de reação mais longos forem utilizados ou se maiores quan- tidades de enzima sejam adicionados ao meio reacional16. Por outro lado, Prazeres et al. (1992)17 afirma que alta concentração de enzima no meio reacional pode provo-

Soma Quadrática

Graus de Liberdade

Média

Quadrática Fcalc p- valor

Temperatura (ºC) 32,36 1 32,36 4,58 0,099

Razão Molar (alcool:óleo) 25,63 1 25,63 3,63 0,129

Quantidade de Enzima (%) 81,05 1 81,05 11,48 0,028

Temperatura (ºC) x Razão Molar (alcool:óleo) 11,37 1 11,37 1,61 0,273 Temperatura (ºC) x Quantidade de Enzima (%) 52,10 1 52,10 7,38 0,053 Razão Molar ( alcool:óleo) x Quantidade de Enzima (%) 1,07 1 1,07 0,15 0,717 Temperatura (ºC) x Razão Molar ( alcool:óleo) x

Quantidade de Enzima (%) 0,59 1 0,59 0,08 0,788

Erro 28,23 4 7,06

Total SS 232,39 11

(11)

Dantas et al. / Uningá Review V.28,n.1,pp.07-12 (Out - Dez 2016) car um efeito de aglomeração das enzimas que pode di-

minuir a atividade catalítica da enzima17. A utilização de altas quantidades de enzimas pode ter provocado a di- minuição da atividade catalítica, no entanto, o aumento da temperatura compensou o efeito de diminuição da atividade provocada pela alta quantidade e enzima do meio reacional.

Para esse caso foi possível observar que a utilização de altas quantidades de enzima no meio reacional apre- sentou um efeito de aumento do rendimento. Enquanto que a alta razão molar provocou a diminuição o rendi- mento produção de éster, mas quando valores elevados de quantidade de enzima foram usados os rendimentos também foram relativamente altos, mesmo quando altas razões molares foram utilizadas.

Figura 3. Superfície de resposta para atividade de produção de éster do óleo de Canola pela enzima Burkholderia cepacia em função da quantidade de enzima e temperatura.

A superfície de resposta descrita pela Figura 3 de- monstra a influência que a quantidade de enzima e a razão molar têm sob o rendimento em éster.

Figura 4. Superfície de resposta para rendimento em éster do óleo de

Canola pela enzima Burkholderia cepacia em função quantidade de enzima e razão molar.

4. CONCLUSÃO

Os maiores resultados de rendimento em éster en- contrados foram de 31,18% nas condições de 60 ºC de temperatura, razão molar álcool: óleo de 6:1 e 10% de enzima em relação meio reacional. A temperatura, quan- tidade e enzima e a interação desses efeitos foram as variáveis que mais fortemente influenciaram no rendi- mento de produção de éster para um intervalo de confi- ança de 90%. As superfícies de respostas indicaram que maiores rendimentos podem ser obtidos quando a tem- peratura e quantidade de enzima são maximizados no meio reacional por um possível efeito de proteção cau- sado pela alta concentração de enzima no meio reacional e que altas razões molares provocaram um efeito de re- dução do rendimento.

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(13)

Vol.28,n.1,pp.13-21 (Out – Dez2016) Revista UNINGÁ Review

AVALIAÇÃO DAS CONDIÇÕES ACÚSTICAS DE UMA OFICINA MECÂNICA SITUADA NA AV. COLOMBO,

MARINGÁ-PR: ESTUDO DE CASO

ACOUSTIC CONDITIONS VALUATION OF A MECHANICAL WORKSHOP SITUATED AT COLOMBO AVENUE, MARINGÁ-PR: CASE STUDY

PRISCILA DA SILVAARRUDA¹*, LOURIVAL DOMINGOSZAMUNER²

1.Acadêmica do curso de graduação em Engenharia Civil da UNINGÁ - Centro Universitário Ingá;2.Engenheiro civil, Mestre pela Universidade Estadual de Maringá, docente do curso de graduação em Engenharia Civil da UNINGÁ - Centro Universitário Ingá.

* Rua José Clemente, 782, apto 301, Zona 07, Maringá, Paraná, Brasil. CEP: [email protected] Recebidoem 20/07/2016.Aceitopara publicação em 11/09/2016

RESUMO

Esta pesquisa teve como objetivo avaliar as condições de pressão sonora (ruído) a que estão submetidos os trabalhadores e clientes de uma oficina mecânica, situada na Av. Colombo, expostos a ruídos dos veícu- los que transitam por esta avenida bem como os ruí- dos produzidos no desempenho das tarefas dos tra- balhadores e avaliar se os valores encontrados por meio das medições com equipamento Decibilimetro estão dentro dos estabelecidos pela ABNT NBR 10.151/2000, e ao final propor melhorias para tornar o ambiente de trabalho mais salubre.

PALAVRAS-CHAVE: Ruído, oficina mecânica, con- dições insalubres, medidas mitigadoras.

ABSTRACT

This research’s objective is to evaluate resonant pressure (noise) that workers and clients are submitted in a garage, situated at Colombo Avenue, exposed to vehicle’s noises that moves through this avenue, such as noises that are produced at worker’s tasks and evaluate if the numbers that were found by the measurement equipment Deci- bilimeter are inside the numbers stablished by NBR ABNT 10.151/2000, and at the end offer improvement to turn working environment more salubrious.

KEYWORDS:Noise, mechanical workshop, salubrious conditions, mitigating measures.

1. INTRODUÇÃO

O estudo das perdas auditivas induzidas pelo ruído (PAIRs) não é recente. Já no início do século XVIII, na obra “As doenças dos trabalhadores”1, analisa as enfer- midades de 54 tipos de profissionais da época, para as

possível de exposição aos agentes agressivos. Uma des- sas doenças era a surdez ocupacional desenvolvida na atividade dos bronzistas, que trabalhavam constante- mente, usando martelos de ferro e moldando o bronze para dar-lhe a ductilidade desejada.

Entretanto, a exposição ao ruído excessivo é apenas uma das causas conhecidas de perdas auditivas, mas também é notório que as exposições prolongadas a vi- brações de corpo inteiro influenciam na capacidade au- ditiva. Nestas oficinas, mesmo em países em desenvol- vimento, o uso de máquinas cada vez mais velozes ope- radas em ritmo acentuado de trabalho tem tornado as tarefas mais ruidosas e, em consequência, gerado perdas auditivas e outros efeitos em um número cada vez maior de trabalhadores. Esses danos não são hoje adequada- mente avaliados pelas empresas e instituições governa- mentais, havendo fatores econômicos, sociais e técnicos que dificultam tal avaliação.

Desta forma, acredita-se que a acústica, do ponto de vista físico, seja a parte mais complexa de um ambiente construído. Em local fechado o som repercute pelo vo- lume todo, tornando-se perceptível mesmo depois de reproduzido de parede em parede2.

Assim, devido à expansão das cidades, a poluição sonora passou a ser considerada uma das grandes per- turbações dos centros urbanos, sendo suas fontes as mais diversas e sempre ligadas a sua localização, intensidade e periodicidade. Entende-se como poluição sonora todo som que exceda o nível sonoro reinante, ou seja, que esteja acima do ruído de fundo. Nas grandes cidades o ruído que se faz mais presente é o vindo do tráfego de veículos e dificilmente se tem controle sobre isso, pois são móveis e intermitentes3.

No entanto, até a década passada, a única exigência feita ao construir uma edificação era que ela propiciasse ao homem condições adequadas para que o desenvolvi- mento de suas atividades fosse produtivo ou de lazer.

(14)

Arruda & Zamuner/ Uningá Review V.28,n.1,pp.13-21 (Out - Dez 2016) Atualmente estamos mergulhados em ambientes ruido-

sos vindos de um grande número de fontes, interiores e exteriores aos edifícios, tornando-se necessário a exi- gência de qualidade acústica nos edifícios e, juntamente com aplicação de materiais mais eficazes para o trata- mento acústico4.

As questões relacionadas à habitabilidade dos es- paços, especificamente, aqueles referentes às condições de conforto acústico, são fundamentais para uma ativi- dade que pretende colocar a satisfação do homem como seu principal objetivo.

Desta forma, considera-se de grande importância o conforto acústico, tanto em casa quanto no local de tra- balho já que o desconforto acústico, além de afetar na nossa saúde, interfere na capacidade de concentração, diminuindo assim a nossa produtividade e laboral. Assim, percebe-se que com a expansão dos centros urbanos, houve uma maior preocupação relacionada ao conforto acústico, que segundo a Organização Mundial da Saúde5 a poluição sonora é um dos principais problemas ambi- entais que atingem os moradores das grandes cidades.

O conceito de conforto, aplicado neste contexto, pode ser entendido como a avaliação das exigências hu- manas, pois está pautado no princípio de que quanto maior for o esforço de adaptação do indivíduo, maior será a sua sensação de desconforto6.

Várias são as soluções dos problemas de origem ambiental, tais como: ruído, calor, iluminação, etc., quando estão associados a um estabelecimento comercial, no nosso caso, uma oficina mecânica, evidenciando-se neste caso o ruído. Reduzir, na fonte, a emissão deste fator, no entanto, é de extrema importância para obter índices razoáveis de decréscimo dos níveis dessa condi- ção ambiental quando em uso em oficina mecânica e na permanência dos usuários.

Devido à exposição excessiva aos ruídos, e pelo nosso cotidiano, podemos observar que a poluição sono- ra é uma das formas de maior potencial que causa danos à saúde7,podendo provocar, além da perda de audição total ou parcial, problemas gastrointestinais e cardio- vasculares decorrentes das sucessivas contrações mus- culares, problemas respiratórios e de secreções hormo- nais e distúrbios no sistema nervoso, sendo este o que mais sofre com as agressões sonoras, podendo ocorrer o aumento da pressão arterial. Para Souza (2012)8além de afetar o psicológico, estar exposto aos ruídos pode levar a perda de reflexos e de concentração, não importando a procedência, o ruído incomoda e causa malefícios à sa- úde9.

É importante destacar que, no ambiente de trabalho, o propulsor mais prejudicial à saúde é o ruído. Como consequência da expansão econômica das indústrias e o elevado número de máquinas, que acarretaram uma me- lhor execução operacional, a perda de audição e os pro- blemas não auditivos gerados pelos ruídos passaram a

ser alguns dos maiores problemas na saúde ocupacional.

Sendo assim, as empresas de reparação de veículos au- tomotores, sobretudo as oficinas mecânicas, sobressai-se de forma negativa por gerar um elevado índice de ruído quando no desenvolvimento de suas atividades, tornan- do-se prejudicial à saúde dos trabalhadores desses esta- belecimentos comerciais10.

Com o excesso de ruídos que estamos expostos, os governos de muitos países estabeleceram normas na in- tenção de fiscalizar os níveis de ruídos, com a finalidade de preservar a saúde pública, tendo adotado um limite de pressão acústica, sendo classificado como conforto11.

Atualmente, a relação entre as exposições contínuas ao ruído e as perdas auditivas está estabelecida, porém pouco se sabe sobre exposições não contínuas. Ao con- trário das primeiras, a exposição não continuas não apresentam um mesmo nível médio diário ou semanal representativo da vida laboral dos trabalhadores1, relatou que os estudos das perdas auditivas, até então, basea- ram-se em muitos anos de exposição de oito horas diá- rias ao ruído constante, por isso seus resultados têm pouco uso para avaliação dos riscos associados com ex- posições não continuas. Neste trabalho assumiu-se que esse fator seriam as perdas auditivas induzidas pelo ruí- do (PAIRs), e que se presume que determinada exposi- ção não contínua tenha a mesma efetividade para causar danos auditivos que certa exposição continua.

Exemplos desta exposição não contínua são encon- trados comumente em estabelecimentos comerciais que utiliza para desenvolvimento de suas atividades, equi- pamentos como compressor de ar, martelos, furadeiras, lixadeiras, etc, como é o caso de oficinas mecânicas que combinados com os ruídos externos provocados pelos veículos que trafegam próximo ao ambiente de trabalho, razão pela qual utilizamos os dados de exposição de mecânicos e ajudantes na aplicação deste trabalho.

Este trabalho trata de realizar a avaliação da condi- ção acústica (ruído) a que estão submetidos trabalhado- res e clientes de um empreendimento comercial (oficina mecânica) situada numa avenida que produz muito ruído, e somados aqueles que normalmente essa oficina produz, causando sérios problemas a saúde laboral destas pesso- as, e verificar se esse fator está acima do limite de tole- rância fixado pelas normas brasileiras, principalmente pela norma ABNT NBR 10.151/200012 e da NR-15 – Anexo I – Atividades e Operações Insalubres, que trata dos limites de tolerância de ruídos em razão da natureza e da intensidade do tempo, do agente e do tempo de ex- posição e os seus efeitos que os usuários e funcionários podem ficar submetidos.

Referencial Teórico

A seguir, serão apresentados conceitos e definições dos métodos utilizados neste trabalho.

(15)

Arruda & Zamuner/ Uningá Review V.28,n.1,pp.13-21 (Out - Dez 2016) Som

Origina-se de vibrações mecânicas que se propagam no ar e alcançam os ouvidos, se essas vibrações estimu- lam o aparelho auditivo chama-se de vibrações sonora.

Portanto, o significado de som é qualquer vibração ou ondas mecânicas que possam ser detectadas pelo ouvido humano13.

Ondas sonoras, ou som, são definidas como ondas mecânicas longitudinais que podem propagar-se em meio sólido, liquido e gasoso. São mecânicas porque necessitam de um meio de propagação, e longitudinais porque as partículas materiais responsáveis por sua transmissão oscilam paralelamente à direção de propa- gação.

Ainda, de acordo com Hendricks (1998)14, “o som é um fenômeno vibratório resultante de variações da pres- são do ar. Essas variações de pressão se dão em torno da pressão atmosférica e se propagam longitudinalmente, à velocidade de 344 m/s para a temperatura de 20 °C”.

Tanto para a Medicina e Higiene do Trabalho e para o nosso cotidiano, costumamos dizer que barulho é todo aquele som indesejável que chega até os nossos ouvidos e provoca distúrbios de raiva, ansiedade e irritação.

Qualquer fenômeno capaz de causar ondas de pres- são no ar é considerado uma fonte sonora. Pode ser um corpo sólido em vibração, uma explosão, um vazamento de gás a alta temperatura, entre outros, e para que uma vibração possa ser considerada sonora é preciso atender as condições:

A frequência deve possuir valores específicos entre 16 e 20.000 Hz;

O limiar de audibilidade (em pessoas jovens) deve situar-se entre 2 x 10-5N/m2a 200 N/m2e convencio- nando-se os níveis de pressão sonora entre 0 a 140 dB (decibels).

O mesmo autor define, basicamente que, todo som se caracteriza por três variáveis físicas: frequência, intensi- dade e timbre.

Frequência

Segundo Murgel (2007)3, “ qualquer fenômeno vi- bratório – como o som, a luz, os movimentos sísmicos, a radio transmissão, etc. – é avaliado de acordo com sua frequência, ou seja, quantas vezes oscila em função do tempo.

Ainda, frequência (f) é o número de oscilações por segundo do movimento vibratório do som. Para uma onda sonora em propagação, é o número de ondas que passam por um determinado referencial em um intervalo de tempo. Chamando de

o comprimento de onda do som e “V” a velocidade do som do movimento retilíneo uniforme e f a frequência,pode-se ter a seguinte rela- ção, e vista na equação 1:

f

V .

(Equação 1)

A unidade de usual para medição de frequência (SI) é ciclos por segundo, ou Hertz (Hz).

Intensidade ou Pressão Sonora

A intensidade do som é a quantidade de energia con- tida no movimento vibratório. Essa intensidade se traduz com uma maior ou menor amplitude na vibração ou na onda sonora. Para um som de média intensidade essa amplitude é da ordem de centésimos de milímetros.

Aintensidade de um som pode ser medida através de dois parâmetros:

 A energia contida no movimento vibratório (W/cm2)

 A pressão do ar causado pela onda sonora (BAR = 1 dina/cm2)

Adota-se uma divisão de escala log10 para medir o som, tendo como nome Bel (B). Sendo assim, 1 Bel será log10; 2 Bel, log100; até chegar a 14 Bel, que corres- ponde a intensidade máxima a ser suportada pelo indi- víduo. Como Bel é considerado uma unidade de escala muito grande para as variações de intensidade sonora, utiliza-se o decibel (dB), sendo um décimo de bel. Por- tanto, o número de decibels (dB) nada mais é aquele expoente da relação das intensidades físicas, multiplica- do por 103.

A intensidade sonora medida em decibels é definida como Nível de Intensidade Sonora (NIS).

Portanto:

 Intensidade Sonora - Watts/cm2

 Nível de Intensidade Sonora - NIS - decibels (dB) A unidade de medida de intensidade sonora é W/cm2. O decibel não é uma unidade de medida, mas apenas uma escala. O plural de decibel é decibels.

Ruídos

Considera-se o fenômeno físico vibratório sem ca- racterísticas definidas de variações de pressões em fun- ção da frequência, ou seja, para uma determinada fre- quência pode haver variações diferentes de pressões.

Fernandes (2002)15define ruídos de maneira subjetiva, como toda sensação auditiva desagradável, ou fisica- mente, como todo fenômeno acústico não periódico, sem componentes harmônicos definidos. De modo geral, os ruídos podem ser classificados em 2 tipos:

Ruídos contínuos: são aqueles cuja variação de nível de intensidade sonora é muito pequena em função do tempo. São ruídos característicos de bombas de líquidos, motores elétricos, engrenagens, etc.

Do ponto de vista da NR-15 – Atividades e Opera- ções Insalubres18, da Portaria 3214/78 do Ministério do

(16)

Arruda & Zamuner/ Uningá Review V.28,n.1,pp.13-21 (Out - Dez 2016) Trabalho – (BRASIL, 1978) e seus anexos, estabelece

que o limite de tolerância para uma pessoa possa per- manecer em ruído contínuo ou intermitente, ou seja, a sua exposição máxima diária permissível será da ordem de 85 dB para uma jornada de trabalho de 8 horas. Em- bora essa Norma Regulamentadora - NR estabeleça va- lores máximos, mas para esse presente trabalho vamos utilizar os limites de nível de ruído ambiente em dB (A) da NBR-10152/1987 – Avaliação de ruído ambiente em recinto de edificações visando o conforto dos usuários em que estabelece para SERVIÇOS o intervalo entre 45-55 dB (A).

Para aplicação dessa Norma Regulamentadora, en- tende-se que Ruído Contínuo ou intermitente é aquele que não seja de impacto.

Na mesma NR-15 entende-se por Limite de Tolerân- cia, a concentração ou intensidade máxima ou mínima relacionada com a natureza e o tempo de exposição ao agente, que não causa dano a saúde do trabalhador, du- rante sua vida laboral. Desta forma, em condições de insalubridade, assegura ao trabalhador a percepção do adicional, incidente sobre o salário mínimo da região e equivalente a:

40% (quarenta por cento) para insalubridade de grau máximo;

20% (vinte por cento) para insalubridade de grau médio;

10% (dez por cento), para insalubridade de grau mí- nimo.

Para ruído continuo ou intermitente a norma fixa pa- ra cada nível de pressão sonora o tempo diário máximo permitido (Quadro 1).

Quadro 1.Limites de Tolerância para Ruído Contínuo ou Intermiten- te-Fonte: (Anexo I da NR-15)

Desta maneira, os níveis de Contínuo ou Intermitente são medidos em decibéis – dB, com equipamento devi- damente calibrado, operando no circuito de compensa- ção “A” e circuito de resposta lenta (slow) e as leituras são efetuadas próximas ao ouvido do trabalhador.

Ruídos de Impacto são definidos como picos de energia acústica de duração inferior a 1 segundo, a intervalos superiores a 1 segundo, e apresentam altos níveis de intensidade sonora, num intervalo de tempo muito pequeno. São os ruídos característicos de rebitadeiras, britadeiras, prensas, entre outras. Esses níveis de ruído de Impacto são medidos em decibels – dB, com o instrumento devidamente calibrado, operando no circuito de compensação “C” e resposta rápida (fast).

Medidor de Nível de Pressão Sonora – MNPS A instrumentação para medição de ruído é a única que tem regulamentação internacional e a que apresenta a maior versatilidade. Há opção de diversos modelos, desde simples até com complexas análises de nível so- noro, com diferentes graus de exatidão.

Os instrumentos de medição de nível de pressão so- nora (MNPS) instantâneo, ou decibilimetro, de forma simples, são constituídos por:

Microfone amplificado para captar sons;

Amplificador;

Filtros de compensação A, B, C, D;

Retificador;

Medidor Digital.

Medidor Digital.

Os decibilímetros são encontrados com circuitos nas curvas de compensação A, B, C e D e resposta lenta e rápida, sendo que os mais simples são encontrados for- necendo somente leituras nas curvas A e C. Dos três cir- cuitos acima mencionados, acredita-se que o que melhor se aproxima à resposta humana é a curva A, utilizada atualmente para estabelecer normas.

Figura 1.Medidor de Nível de Pressão Sonora (MNPS). Foto: da autora.

O Circuito A é utilizado para níveis de intensidade médios com boa resposta para baixa frequência.

Nível de Ruído dB (A)em

Máxima

ExposiçãoDiária Nível de Ruído dB (A)em

Máxi- maExposição

Diária

85 8 horas 86 7 horas

87 6 horas 88 5 horas

89 4 h e 30 min 90 4 horas

91 3 h e 30 min 92 3 horas

93 2 h e 40 min 94 2 h e 15 min

95 2 horas 96 1 h e 45 min

98 1 h e 15 min 100 1 hora

102 45 minutos 104 35 minutos

105 30 minutos 102 25 minutos

108 20 minutos 110 15 minutos

112 10 minutos 114 8 minutos

115 7 minutos - -

(17)

Arruda & Zamuner/ Uningá Review V.28,n.1,pp.13-21 (Out - Dez 2016) Circuito B é utilizado para níveis de intensidade

muito alta com boa resposta para baixa frequência;

Circuito C é utilizado para níveis de intensidade muito alta com boa resposta para baixa frequência e o Circuito D é utilizado para ruídos de aeroportos.

A Figura 1 apresenta o aparelho decibilimetro utili- zado no presente trabalho para medições rápidas e ins- tantâneas de ruído.

Métodos de Medição de Ruídos

O ruído é um fator contaminante muito antigo, que na atualidade, devido ao avanço industrial, crescimento das cidades e evolução das tecnologias está sempre pre- sente. Assim, tem-se a necessidade de estudos dos pro- blemas acústicos das edificações, com o objetivo de conseguir condições mínimas exigidas em qualidade acústica no seu interior, de acordo com o uso e ativida- des dos ocupantes.

A seguir, são apresentados métodos de avaliação do ruído em ambientes, inclusive o método usado no Brasil, fixados pelas Normas Brasileiras (NBR) e pela Consoli- dação das Leis do Trabalho (CLT).

De acordo com Saliba (2001)13temos:

1. Percepção Subjetiva do Ruído (sem o medidor) Nós percebemos claramente quando estamos num ambiente com ruído, pois o nosso aparelho auditivo tem grande sensibilidade para detectar a intensidade do som.

Existem duas maneiras fáceis para constatarmos se os níveis de ruído estão se tornando elevados demais, sem o uso do medidor:

a) A primeira é verificar se existe dificuldade de comunicação oral dentro do ambiente. Essa dificuldade é constatada ao se tentar conversar com outras pessoas a um metro de distância com nível normal de voz. Caso haja dificuldade de comunicação, ou necessidade de gri- tar, ou falar mais próximo da outra pessoa, indicará que o nível de ruído do ambiente está acima do nível da voz (que pode ser tomado próximo de 70 dB).

b) A segunda maneira é constatar se as pessoas, após permanência prolongada no local, sofrem uma di- minuição da sensibilidade auditiva (também chamada de sensação de campainha nos ouvidos).

Caso um desses dois testes releve resultados positi- vos, existe grande possibilidade dos níveis estarem aci- ma do recomendável. Deve-se, portanto, providenciar a imediata avaliação da situação acústica do ambiente.

Barbosa Filho (2001)16vem colaborar no sentido de que a avaliação da presença de ruídos de distintas fontes, seja de fundo, seja produzida no interior da edificação, em um mesmo ambiente, é de particular interesse para o gestor.

2. Medição de Ruídos Contínuos

A avaliação dos níveis de ruído contínuos é feita diretamente com o medidor de nível de pressão sonora de acordo com a NR-15. Aproximamos o aparelho da

fonte, na posição de trabalho do operário e lemos dire- tamente no aparelho o nível de ruído do local. Por ser um ruído do tipo contínuo, deverá haver pouca variação nos valores marcados pelo mostrador.

O medidor deve estar regulado na curva de ponde- ração "A" e com a constante de tempo em lenta (Slow = RMS da pressão sonora em 1 segundo).

Dose de Ruído

O método de Dose de Ruído é uma variação do Nível de Som Contínuo Equivalente, medido para toda a jor- nada de trabalho. Existe diferença entre o Leqe a Dose de Ruído:

 O medidor de Dose de Ruído, chamado de dosíme- tro, é um pequeno aparelho que o trabalhador transporta (no bolso da camisa ou preso na cintura) durante toda a jornada de trabalho, com o microfo- ne instalado no abafador de ouvido.

 Enquanto o Leq expressa o ruído em dB, o dosíme- tro apresenta a medida como uma porcentagem da exposição diária permitida. Caso esse limite seja fixado em 90 dB (A) (em alguns países 85 dB (A)), é calculado o Leq para 8 horas e o medidor acusa a porcentagem da exposição a que foi submetido o operário: se 100 %, equivale que o nível de ruído do ambiente está no limite permitido.

Dessa maneira, o aparelho mede a verdadeira ex- posição do operário, pois ele acompanha continuamente todos os ruídos que atingiu o operário durante a jornada, fornecendo, no final do dia, o valor médio. Por isso, a medição do ruído através da dose de ruído é considerada a forma mais precisa de se avaliar o risco do trabalhador Precauções durante as medições

Alguns cuidados devem ser tomados quando medi- mos os níveis de ruído de um ambiente. Os principais são:1. Medidor deve ser colocado na posição de tra- balho dos operários e na altura do ouvido dos mesmos;

2. Deve ser evitada a interferência do vento no microfone do medidor;

3. Devem ser evitadas superfícies refletoras,que não sejam comuns ao ambiente. Assim, deve-se evitar que o corpo da pessoa que faz a medição não in- terfira nas medidas;

4. Principal causador de erros nas medições de ruído é o ruído de fundo.Trata-se do ruído do ambiente, que não faz parte do ruído daquele local.

Nível de Pressão Sonora Equivalente, Laeq Nível que podendo ser mantido constante por al- gum período de medição, juntaria a mesma quantidade de energia acústica que os inúmeros níveis variáveis acumulam no mesmo tempo.

Referências

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