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Aula 03 Das partes e procuradores; do jus postulandi Direito Processual do Trabalho Prof. Gabriel Furlan. 1 de 38

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(1)

Aula 03 – Das partes e procuradores; do jus postulandi

Direito Processual do Trabalho

Prof. Gabriel Furlan

(2)

Sumário

SUMÁRIO ...2

1. PARTES E PROCURADORES ... 3

1.1 CONCEITO DE PARTES: ... 3

1.2 REPRESENTAÇÃO E ASSISTÊNCIA DAS PARTES NA JUSTIÇA DO TRABALHO ... 5

2. CAPACIDADE POSTULATÓRIA E JUS POSTULANDI ... 9

3. LITISCONSÓRCIO ... 14

4. SUCESSÃO PROCESSUAL ... 15

5. SUBSTITUIÇÃO PROCESSUAL... 17

5.1 SUBSTITUIÇÃO PROCESSUAL PELO SINDICATO ... 18

6. QUESTÕES COMENTADAS ... 24

07 - GABARITO ... 38

(3)

1. PARTES E PROCURADORES

1.1 CONCEITO DE PARTES:

No processo do trabalho as partes possuem a denominação de reclamante e reclamado como regra. O correto seria demandante e demandado, pois vem do ato de demandar.

Quanto ao conceito de partes, a doutrina diz que:

Sujeitos do processos são todas as pessoas que nele atuam (partes, juiz, perito, servidores da justiça, etc...). Em sentido processual, partes são quem ajuíza uma ação e em face de quem a ação é ajuizada. É quem pede a tutela jurisdicional trazendo uma pretensão a juízo e quem resiste a esta pretensão. O juiz é sujeito do processo e não parte. (SCHIAVI, 2018, p. 342)

Ultrapassado esse conceito de partes, passamos a análise de capacidade.

A capacidade, segundo a doutrina civil, é a aptidão para adquirir direito e obrigações. Adquirida a personalidade com o nascimento com vida, toda pessoa passa a ser capaz de direitos e obrigações (SCHIAVI, 2018, p. 343)

Capacidade processual se divide:

a) Capacidade de direito ou de ser parte: toda pessoa que tenha personalidade terá também capacidade de ser parte, ou seja, capacidade para estar em um dos polos da reclamação trabalhista;

b) Capacidade de fato ou ad processum: é a capacidade de estar em juízo, sem a necessidade de representação ou assistência. É estar em juízo sem estar acompanhado.

PARTES

sentido amplo

são os sujeitos do processo (todos que nele

atuam)

sentido processual

é quem ajuíza uma ação e em face de quem é

ajuízada

(4)

Relacionada com a personalidade civil = personalidade inicia-se com o nascimento com vida (segunda a literalidade do Código Civil e doutrina natalista)

Relacionada com a capacidade civil = análise de representação e assistência previsto no Código Civil

Entretanto, sobre a capacidade de fato, caso haja necessidade de estar acompanhado, a divisão será a seguinte: os absolutamente incapazes deverão ser representados e os relativamente incapazes serão assistidos.

Nesse sentido, é necessário saber que a reforma trabalhista REVOGOU o seguinte artigo:

Art 792, CLT – somente tem capacidade para estar em juízo é a partir dos 18 anos, seja autor ou réu. Incapazes sai representados e os relativamente incapazes serão assistidos.

REVOGADO

Entretanto, tanto antes da reforma trabalhista quanto após, continua a ser aplicado o que se dispõe sobre capacidade prevista na capacidade tanto no Código Civil e Código Processual Civil.

Capacidade

Capacidade de dirieto/de ser parte = capacidade para estar em um dos polos da demanda

Capacidade de fato/ad processum = capacidade de

estar em juízo, sem a necessidade de representação

ou assistência Aptidão de adquirir

direitos e obrigações

(5)

1.2 REPRESENTAÇÃO E ASSISTÊNCIA DAS PARTES NA JUSTIÇA DO TRABALHO

Representação e substituição processual são conceito diferentes. Nesse tópico trataremos sobre o instituto da representação e assistência das partes. Posteriormente estudaremos a substituição.

Representante é alguém que defende aquele quem não pode praticar o ato processual. Assim, representação é, além do ato ou ação, também pode ser a qualidade atribuída a quem age no lugar de outrem.

Nesse sentido, a doutrina disciplina:

Representante é exatamente aquele que surge no lugar de quem não pode desempenhar. Representação é o ato ou ação, mas também a qualidade atribuída para o fim de agir no lugar de outrem. (NASCIMENTO apud SCHIAVI, 2018, p. 345)

Nessa vereda, conseguimos perceber aquilo que a doutrina muito bem coloca:

Pensamos que a Consolidação adotou o gênero representação (arts 791 e 793, CLT), cujas espécies são a representação stricto sensu, dos incapazes e a assistência, para os relativamente incapazes (SCHIAVI, 2018, p. 345)

Assim, aplica-se na relação trabalhista o que disciplina a regra geral. Portanto, os relativamente incapazes são assistidos e os absolutamente incapazes são representados. A CLT disciplina:

Art. 791, CLT: Os empregados e os empregadores poderão reclamar pessoalmente perante a Justiça do Trabalho e acompanhar as suas reclamações até o final.

Representação

defende aquele quem não pode praticar o ato

processual

atribuída a quem age no lugar de

outrem

(6)

§ 1º - Nos dissídios individuais os empregados e empregadores poderão fazer-se representar por intermédio do sindicato, advogado, solicitador, ou provisionado, inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil.

§ 2º - Nos dissídios coletivos é facultada aos interessados a assistência por advogado.

§ 3o A constituição de procurador com poderes para o foro em geral poderá ser efetivada, mediante simples registro em ata de audiência, a requerimento verbal do advogado interessado, com anuência da parte representada.

Art. 793, CLT: A reclamação trabalhista do menor de 18 anos será feita por seus representantes legais e, na falta destes, pela Procuradoria da Justiça do Trabalho, pelo sindicato, pelo Ministério Público estadual ou curador nomeado em juízo.

CLT não faz distinção entre representação e assistência. Para o menor de 18 anos = REPRESENTANTES LEGAIS  PROCURADORIA  MPE  CURADOR

Sobre o §1º do art 791 da CLT que fala sobre a representação dos empregados e empregadores, a doutrina deixa certo:

O referido dispositivo não trata de representação legal para suprir incapacidade, mas sim da representação voluntária ou convencional, cumprindo as pessoas mencionadas no §1º, do art 791, da CLT, atuar em nome do empregado ou empregador em juízo, desde que autorizadas por ele. (SCHIAVI, 2018, p. 346)

Reclamação

dissidio coletivo = assistência por advogado é facultada

poderes do advogado

= foro em geral caso efetivado em registro

em ata tanto empregados quanto

empregadores poderão peticionar pessoalmente

(jus postulandi)

(7)

Dessa forma, segundo a disciplina do CLT, o menor de 18 anos proporá a reclamação trabalhista segundo o que disciplina o art 793, CLT.

A Consolidação das Leis do Trabalho não faz distinção entre assistência e representação. No entanto, conforme já nos posicionamos, o art 793, CLT adota o gênero representação, que envolve a representação e a assistência. Desse modo, pensamos que o menor entre 16 anos e 18 anos será assistido na Justiça do Trabalho por seus representantes legais e, na falta destes, pela Procuradoria da Justiça do Trabalho, pelo Ministério Público Estadual ou curador nomeado pelo juízo. O menor de 16 anos será representado em juízo pelas referidas pessoas. (SCHIAVI, 2018, p. 348)

Ademais, parte predominante da doutrina classifica que a emancipação não afeta a relação processual trabalhista.

Segunda parte da doutrina define que a emancipação afeta a área trabalhista, somente em questões processuais e jamais em questões de direito material (ex.: adicional de insalubridade).

Por fim, doutrina minoritária diz que a emancipação afeta direito processual e direito material trabalhista.

Por fim, é necessário saber que o empregado pessoa física atuará no polo ativo da demanda como regra, entretanto, podendo ser o demandado em ações especiais.

Empregador pode ser pessoa física ou jurídica no polo passivo, como regra, e sua representação será nas formas previstas nos parágrafos do art 843, CLT:

Art. 843, CLT: Na audiência de julgamento deverão estar presentes o reclamante e o reclamado, independentemente do comparecimento de seus representantes salvo, nos casos de Reclamatórias Plúrimas ou Ações de Cumprimento, quando os empregados poderão fazer-se representar pelo Sindicato de sua categoria.

§ 1º É facultado ao empregador fazer-se substituir pelo gerente, ou qualquer outro preposto que tenha conhecimento do fato, e cujas declarações obrigarão o proponente.

Emancipação Civil

Não afeta relações trabalhistas

Doutrina Majoritária

(8)

CONHECIMENTO DOS FATOS

representar por outro empregado que pertença à mesma profissão, ou pelo seu sindicato.

§ 3º O preposto a que se refere o § 1o deste artigo não precisa ser empregado da parte reclamada. (Incluído pela Lei nº 13.467, de 2017)

Ademais, em reclamação plúrima é possível que apenas um reclamante compareça em audiência representando os demais, desde que não haja dilação probatória.

Por fim, representação processual previsto do art 75, CPC aplica-se ao processo do trabalho Audiência =

presença pessoal obrigatória:

Reclamado

Gerente

Preposto (não precisa ser empregado)

Reclamante

Se não for possível presença pessoal = faz se

representar por outr empregado

da mesma profissão ou pelo sindicato

(9)

2. CAPACIDADE POSTULATÓRIA E JUS POSTULANDI

É a capacidade para postular em juízo, em causa própria ou defendendo terceiros (SCHIAVI, 2018, p. 344).

Capacidade postulatória como regra é atribuída por uma procuração, basta observara regra do processo civil.

Entretanto, no processo do trabalho há regra especifica que se diferenciação, como é o caso do jus postulandi, mandato tácito e mandato em ata de audiência.

Sob o aspecto processual, o jus postulandi é a capacidade de postular em juízo conferida à própria parte na justiça do Trabalho, nos termos do que dispõe o art 791, da CLT (...) (SCHIAVI, 2018, p. 348)

Sobre jus postulandi a doutrina deixa certo:

O jus postulandi é uma das principais características do Processo do Trabalho, uma vez que traduz a possibilidade de as partes (empregado e empregador) postularem pessoalmente na Justiça do Trabalho e acompanharem as suas reclamações até o final, sem necessidade de advogado (art. 791 da CLT). (SILVA JUNIOR, 2017, p. 73)

É o que disciplina o art 791, CLT:

Art. 791, CLT: Os empregados e os empregadores poderão reclamar pessoalmente perante a Justiça do Trabalho e acompanhar as suas reclamações até o final.

Sobre esse assunto a doutrina deixa certo que:

Jus Postulandi

capacidade de postular sozinho na

justiça do trabalho

conferido a reclamante e

reclamado

(10)

Sempre foi polêmica a questão do jus postulandi da parte na Justiça do Trabalho. Há quem o defenda, argumentado que é uma forma de viabilizar o acesso do trabalhador à Justiça, principalmente aquele que não tem condições de contratar um advogado.

Outros defendem sua extinção, argumentando que, diante da complexidade do Direito Material do Trabalho e do processo do Trabalhador, já não é possível a parte a parte postular sem advogado, havendo uma falsa impressão de acesso à justiça deferir à parte a capacidade postulatória. (SCHIAVI, 2018, p. 348/349)

A Sumula 425 do TST completa esse sentido:

SUM-425 JUS POSTULANDI NA JUSTIÇA DO TRABALHO. ALCANCE: O jus postulandi das partes, estabelecido no art. 791 da CLT, limita-se às Varas do Trabalho e aos Tribunais Regionais do Trabalho, não alcançando a ação rescisória, a ação cautelar, o mandado de segurança e os recursos de competência do Tribunal Superior do Trabalho.

Além do jus postulandi, há outras peculiaridades que devemos nos ater e estudar.

Nessa vereda, mandato tácito, nada mais é do que o advogado que comparece a audiência sem procuração e atua defendendo os interesses de uma das partes.

Mandato apud acta é o advogado que comparece em audiência sem procuração, defendendo os interesses de uma das partes, mas seus poderes são conferidos em audiência pelo Juiz em um ato forma e solene registrado em audiência.

Sobre o mandato tácito, a jurisprudência do TST já reconhece tal forma e atribui sua jurisprudência, por exemplo, no Agravo de Instrumento:

POSTULANDIJUS

CABENÃO

Ação

Rescisória Ação Cautelar

Mandado Segurançade

Recurso de competência

do TST

CABE

Varas e TRT

(11)

OJ-SDI1-286 AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRASLADO. MANDATO TÁCITO. ATA DE AUDIÊNCIA. CONFIGURAÇÃO:

I - A juntada da ata de audiência, em que consignada a presença do advogado, desde que não estivesse atuando com mandato expresso, torna dispensável a procuração deste, porque demonstrada a existência de mandato tácito.

II - Configurada a existência de mandato tácito fica suprida a irregularidade detectada no mandato expresso.

Como dito acima, mandato tácito que é aquele que o representante judicial que exerce capacidade postulatória sem procuração, também existe o mandato consignado em ata que é quando o representante consigna em ata de audiência.

Por fim, elenca-se abaixo jurisprudências do TST referente a mandato que são recorrentes em prova:

SUM-383 RECURSO. MANDATO. IRREGULARIDADE DE REPRESENTAÇÃO. CPC DE 2015, ARTS. 104 E 76, § 2º (nova redação em decorrência do CPC de 2015):

I – É inadmissível recurso firmado por advogado sem procuração juntada aos autos até o momento da sua interposição, salvo mandato tácito. Em caráter excepcional (art. 104 do CPC de 2015), admite-se que o advogado, independentemente de intimação, exiba a procuração no prazo de 5 (cinco) dias após a interposição do recurso, prorrogável por igual período mediante despacho do juiz. Caso não a exiba, considera-se ineficaz o ato praticado e não se conhece do recurso.

Mandato Tácito

Poderes conferidos na ata de audiência

Poderes para foro geral

Não precisa apresentar procuração

Mandado Tácito supre irregularidade detectada

em mandato expresso

(12)

II – Verificada a irregularidade de representação da parte em fase recursal, em procuração ou substabelecimento já constante dos autos, o relator ou o órgão competente para julgamento do recurso designará prazo de 5 (cinco) dias para que seja sanado o vício. Descumprida a determinação, o relator não conhecerá do recurso, se a providência couber ao recorrente, ou determinará o desentranhamento das contrarrazões, se a providência couber ao recorrido (art. 76, § 2º, do CPC de 2015).

Sobre procuração e mandato, ainda segue a jurisprudência do TST:

OJ-SDI1-349 MANDATO. JUNTADA DE NOVA PROCURAÇÃO. AUSÊNCIA DE RESSALVA. EFEITOS: A juntada de nova procuração aos autos, sem ressalva de poderes conferidos ao antigo patrono, implica revogação tácita do mandato anterior.

OJ-SDI1-374 AGRAVO DE INSTRUMENTO. REPRESENTAÇÃO PROCESSUAL.

REGULARIDADE. PROCURAÇÃO OU SUBSTABELECIMENTO COM CLÁUSULA LIMITATIVA DE PODERES AO ÂMBITO DO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO: É regular a representação processual do subscritor do agravo de instrumento ou do recurso de revista que detém mandato com poderes de representação limitados ao âmbito do Tribunal Regional do Trabalho, pois, embora a apreciação desse recurso seja realizada pelo Tribunal Superior do Trabalho, a sua interposição é ato praticado Recurso

Inadmissível

Advogado sem procuração

Salvo mandato tácito

Irregularidade de representação em fase recursal

Relator concede prazo de 5 dias para sanar o vício

Nova procuração sem ressalva

revogação tácita do mandato anterior

(13)

perante o Tribunal Regional do Trabalho, circunstância que legitima a atuação do advogado no feito.

OJ-SDI2-151 AÇÃO RESCISÓRIA E MANDADO DE SEGURANÇA. PROCURAÇÃO.

PODERES ESPECÍFICOS PARA AJUIZAMENTO DE RECLAMAÇÃO TRABALHISTA.

IRREGULARIDADE DE REPRESENTAÇÃO PROCESSUAL. FASE RECURSAL. VÍCIO PROCESSUAL SANÁVEL: A procuração outorgada com poderes específicos para ajuizamento de reclamação trabalhista não autoriza a propositura de ação rescisória e mandado de segurança. Constatado, todavia, o defeito de representação processual na fase recursal, cumpre ao relator ou ao tribunal conceder prazo de 5 (cinco) dias para a regularização, nos termos da Súmula nº 383, item II, do TST.

Agravo de Instrumento

Mandato com poderes limitados a atuação no TRT

é possível interport Agravo de Instrumento e

Recurso de Revista

Irregularidade de Representação

Ação Rescisória / Mandado de

Segurança

Poderes específicos para

ajuizar Reclamação

Procuração não autoriza propor

AR ou MS Porque a interposição é perante ao TRT

(14)

3. LITISCONSÓRCIO

O litisconsórcio se configura quando há a pluralidade de partes no mesmo polo da demanda. Ele pode ser ativo, quando há mais de um autor, ou passivo, quando houver mais de um réu. O litisconsórcio pode ocorrer nos seguintes formatos:

Facultativo: quando as partes se reúnem para propor a demanda em conjunto por livre e espontânea vontade. Pode ocorrer na modalidade ativa ou passiva. CLT, “Art. 842 – Sendo várias as reclamações e havendo identidade de matéria, poderão ser acumuladas num só processo, se se tratar de empregados da mesma empresa ou estabelecimento.”

CPC, “Art. 113. Duas ou mais pessoas podem litigar, no mesmo processo, em conjunto, ativa ou passivamente, quando:

I – entre elas houver comunhão de direitos ou de obrigações relativamente à lide;

II – entre as causas houver conexão pelo pedido ou pela causa de pedir;

III – ocorrer afinidade de questões por ponto comum de fato ou de direito.”

Necessário: ocorre quando a Lei determina que as partes só possam litigar se o fizerem em conjunto. Só existe na modalidade passiva, pois na modalidade ativa implicaria em barreira ao direito subjetivo de ação. CPC,

“Art. 114. O litisconsórcio será necessário por disposição de lei ou quando, pela natureza da relação jurídica controvertida, a eficácia da sentença depender da citação de todos que devam ser litisconsortes.”

Simples: é o litisconsórcio cujo resultado do processo não precisa ser o mesmo para todas as partes. Ex:

quando um empregado terceirizado entra com ação contra a empresa prestadora e a empresa tomadora de serviços, mas, com o desenrolar do processo, descobre-se que a prestadora está desobrigada, sendo a sentença, portanto condenatória para a empresa tomadora e absolutória para a empresa prestadora.

Unitário: ocorre quando houver necessidade de que a decisão do processo seja igual para todas as partes.

CPC, “Art. 116. O litisconsórcio será unitário quando, pela natureza da relação jurídica, o juiz tiver de decidir o mérito de modo uniforme para todos os litisconsortes.”

(15)

4. SUCESSÃO PROCESSUAL

Sucessão nada mais é do que quando há a substituição no processo de uma das partes, ou seja, uma das partes daquela demanda acaba saindo daquela relação jurídica processual.

A sucessão das partes configura-se quando há a extinção da pessoa natural pela morte (causa mortis), ou a transferência do direito em que se funda a ação (inter vivos). Há sucessão de empresas quando há a transferência do fundo de comercio para outra empresa ou alteração na sua estrutura jurídica (arts. 10 e 448 da CLT (SCHIAVI, 2018, p. 352)

Sobre esse aspecto, habilitação dos sucessores é possível aplicação subsidiária e supletiva do CPC, pois com a morte substitui a parte no processo.

Entretanto, na seara trabalhista aplica-se uma previsão especifica sobre sucessão no caso de falecimento.

No caso de falecimento de empregado, há sucessão quanto ao credor trabalhista e essa é a substituição por meio de certidão de dependentes junto à previdência social (art. 1, da lei 6858/1980) ou de alvará judicial obtido na justiça comum:

Lei 6858

Art. 1º - Os valores devidos pelos empregadores aos empregados e os montantes das contas individuais do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e do Fundo de

Sucessão

Substituição no processo de uma das

partes

partes = morte ou transferência de direitos

empresa = transferência do fundo de comercio ou alteração na estrutura jurídica

(16)

pagos, em quotas iguais, aos dependentes habilitados perante a Previdência Social ou na forma da legislação específica dos servidores civis e militares, e, na sua falta, aos sucessores previstos na lei civil, indicados em alvará judicial, independentemente de inventário ou arrolamento.

§ 1º - As quotas atribuídas a menores ficarão depositadas em caderneta de poupança, rendendo juros e correção monetária, e só serão disponíveis após o menor completar 18 (dezoito) anos, salvo autorização do juiz para aquisição de imóvel destinado à residência do menor e de sua família ou para dispêndio necessário à subsistência e educação do menor.

§ 2º - Inexistindo dependentes ou sucessores, os valores de que trata este artigo reverterão em favor, respectivamente, do Fundo de Previdência e Assistência Social, do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço ou do Fundo de Participação PIS-PASEP, conforme se tratar de quantias devidas pelo empregador ou de contas de FGTS e do Fundo PIS PASEP.

Valores devidos pelos

empregadores e FGTS não recebidos em

vida

Habitilitados na PREVIDÊNCIA

SOCIAL

Na falta de habilitados na previdência = sucessores civis

Quotas dos menores

depositado em caderneta de

poupança

(17)

5. Substituição Processual

Primeiramente, precisamos sobre a questão da legitimidade.

Legitimidade ordinária: é coincidência de direito material e a legitimidade para estar em juízo.

Legitimidade extraordinária: é a que dá poder para estar em processo como parte formal, mesmo não se afirmando detentor titular do direito material

Art. 18, CPC: Ninguém poderá pleitear direito alheio em nome próprio, salvo quando autorizado pelo ordenamento jurídico.

Parágrafo único. Havendo substituição processual, o substituído poderá intervir como assistente litisconsorcial.

Sobre substituição processual, a doutrina deixa certo que:

Substituição processual, também chamada de legitimidade extraordinária ou anômala, consiste na possibilidade de alguém vir a juízo postular em nome próprio direito alheio. Tal instituto não se confunde com a representação processual, pois o substituto age em nome próprio. (SCHIAVI, 2018, p. 354)

(18)

substituição processual = legitimação extraordinário

- pleitear em nome próprio direito alheio

Substituído pode intervir como assistente litisconsorcial

Nesse sentido, substituto é a possibilidade de alguém postular em nome próprio em juízo defendendo direito alheio. Nesse sentido, defende e age em nome próprio.

Quanto a representação, nada mais é um terceiro defendendo direito alheio, entretanto, não age em nome próprio. É um terceiro agindo em nome de outrem e defendendo direito de outrem. É o caso do sindicato no caso da categoria profissional ou do empregador.

SUBSTITUIÇÃO

Postular em nome próprio direito alheio

REPRESENTAÇÃO

Postular em nome alheio direito alheio

5.1 SUBSTITUIÇÃO PROCESSUAL PELO SINDICATO

Sobre a substituição processual pelo sindicato, primeiro devemos observar a disciplina constitucional:

Legitimidade

Ordinária coincidência com

o direito material

Extraordinária

legitimidade

concede o direito

de se parte formal

(19)

Art 8º, III, CF: ao sindicato cabe a defesa dos direitos e interesses coletivos ou individuais da categoria, inclusive em questões judiciais ou administrativas;

Percebemos que pelo dispositivo constitucional o sindicato é o substituto na defesa de direitos e interesses coletivos ou individuais.

Desse modo, direitos coletivos sempre foi aceito que o sindicato fosse o considerado substituto processual.

A partir da promulgação da Constituição Federal a doutrina começou a se posicionar sobre a aplicação da substituição em outras naturezas jurídicas.

Hoje entende-se que o sindicato pode ser substituto nos direitos individuais homogêneos.

Sobre a classificação de direito coletivo, difuso e individual homogêneo, apenas a título de conhecimento, esta disciplinado no Código de Defesa do Consumido (CDC):

Art. 81, CDC: A defesa dos interesses e direitos dos consumidores e das vítimas poderá ser exercida em juízo individualmente, ou a título coletivo.

Parágrafo único. A defesa coletiva será exercida quando se tratar de:

I - interesses ou direitos difusos, assim entendidos, para efeitos deste código, os transindividuais, de natureza indivisível, de que sejam titulares pessoas indeterminadas e ligadas por circunstâncias de fato;

II - interesses ou direitos coletivos, assim entendidos, para efeitos deste código, os transindividuais, de natureza indivisível de que seja titular grupo, categoria ou classe de pessoas ligadas entre si ou com a parte contrária por uma relação jurídica base;

III - interesses ou direitos individuais homogêneos, assim entendidos os decorrentes de origem comum.

(20)

SENTENÇA ultra partes, mas limitadamente ao grupo, categoria ou classe, salvo

improcedência por insuficiência de provas

SENTENÇA erga omnes, exceto se o pedido for julgado improcedente por insuficiência de provas

SENTENÇA ultra partes, mas limitadamente ao grupo, categoria ou classe, salvo

improcedência por insuficiência de provas

Sobre a defesa dos interesses individuais homogêneos pelo sindicato, a doutrina é no seguinte sentido:

Desse modo, de acordo com a atual posição do STF, pensamos que o art. 8, III consagrou a substituição processual dos membros da categoria (associados e não associados) para os direitos individuais homogêneos dos substituídos, vale dizer: os que têm origem comum, pois se originam da mesma situação fática ou jurídica, cujos

DIREITOS

Coletivos

transindividuais indivisível grupo, categoria

ou classe pessoas ligadas entre si ou com a

parte contrária relação jurídica

base

Difusos

transindividuais indivisível

pessoas indeterminadas circunstâncias de

fato

Individuais Homogêneos

decorrentes de origem comum

(21)

titulares são determinados e o interesse é divisível, não há a necessidade de que as lesões sejam contemporâneas, ou sejam, que ocorram na mesma unidade temporal.

O número de lesões deve ser considerável, vale dizer: deve atingir várias pessoas.

Embora a lei não preveja tal requisito, ele vem sendo exigido pelo doutrina e jurisprudência para diferenciá-lo dos institutos dos litisconsórcios e da representação processual. (SCHIAVI, 2018, p. 357/358)

Nesse sentido, antes dessa posição era apenas aplicável aos direitos coletivos. Posteriormente, aplicou-se aos individuais homogêneos.

Hoje discute-se a questão dos direitos difusos, já que são indeterminados, entretanto prevalece a aplicabilidade tanto nos interesses coletivos quanto difusos.

Para a defesa dos interesses coletivos e difusos, a doutrina tem se posicionado no sentido de ser autônoma a legitimação do sindicato por força do inciso III, do art. 8º, da CF, vale dizer: para atuar o Sindicato como representante legal da categoria, cujo mandato é dado pela lei (ad litiem). Já para a defesa dos direitos individuais homogêneos, por serem disponíveis e os titulares determinados, a legitimidade do Sindicato é extraordinário, vale dizer atua como substituto processual, uma vez que o direito discutido em juízo não lhe pertence (SCHIAVI, 2018, p. 362)

Portanto, hoje entende-se que o sindicato possa substituir tanto em direitos coletivos, quanto difusos e homogêneos.

SINDICATO

Defesa dos direitos individuais homogêneos

São direitos disponíveis

legitimidade extraordinário

(direito nao pertence ao sindicato, mas

sim do substituído)

interesses coletivos e

difusos

Legitimação Autônoma (mandato pela

lei)

(22)

Sindicato não tem legitimidade para representar um único trabalhador = para isso

tem

representação/assistência

Ademais, discute a legitimidade do sindicato no caso da substituição processual de um único empregado:

Ao contrário do que entendem alguns, acreditamos que o Sindicato não possa substituir processualmente um único trabalhador, pois é missão instituição e constitucional do Sindicato defender os interesses individuais e coletivos da categoria (art 8, III, da CF), e não um único trabalhador. Para tal desiderato, existe o instituto de representação processual (art 791, §1º, da CLT) e também a prestação da assistência judiciária pelo Sindicato. (SCHIAVI, 2018, p. 364)

Portanto, como bem se observa acima, grande parte da doutrina defende a ideia de que o sindicato não possui a legitimidade de substituir um único trabalhador já que para isso o instituto seria o instituto da representação ou assistência judiciaria.

Por fim, a doutrina e jurisprudência mais moderna já abandonaram a ideia da necessidade do rol de necessidade, como bem observa do cancelamento do item V da Sumula 310 do TST:

SUM-310 SUBSTITUIÇÃO PROCESSUAL. SINDICATO (cancelamento mantido): V - Em qualquer ação proposta pelo sindicato como substituto processual, todos os substituídos serão individualizados na petição inicial e, para o início da execução, devidamente identificados pelo número da Carteira de Trabalho e Previdência Social ou de qualquer documento de identidade

Sobre esse aspecto a doutrina deixa certo:

Não precisa de rol de substituídos, inclusive direitos individuais homogêneos. Não há efetividade em se exigir a individualização dos substituídos na inicial, pois tal acontecera na liquidação e execução. De outro lado, a finalidade da substituição é a obtenção de sentença genérica, não obstando o direito individual de ação do substituído (SCHIAVI, 2018, p. 366)

Rol de legitimados Desnecessidade

(23)

Desse modo, a doutrina deixa certo que “ação desenvolve-se de forma abstrata e despersonalizada, em caráter eminentemente coletivo; sem necessidade de nominação dos beneficiários ou apresentação do rol de substituídos; somente nas fases de liquidação e execução que se identificam os lesados individualmente” (SANTOS apud SCHIAVI, 2018, p. 366)

(24)

6. QUESTÕES COMENTADAS

1- Ano: 2018 Banca: FCC Órgão: TRT - 15ª Região (SP) Prova: FCC - 2018 - TRT - 15ª Região (SP) - Técnico Judiciário - Área Administrativa

Osmar, advogado, pretende ingressar com reclamação trabalhista em causa própria contra sua empregadora a Construtora MG Ltda., pleiteando horas extras e danos morais que entende devidos. No tocante aos honorários advocatícios,

A) no caso de sucesso da demanda, serão devidos honorários de sucumbência a Osmar, fixados entre o mínimo de 5% e o máximo de 15% sobre o valor que resultar a liquidação da sentença.

B) mesmo que seja julgada totalmente procedente a demanda, não serão devidos honorários de sucumbência a Osmar, uma vez que está atuando em causa própria, já sendo beneficiário da condenação.

C) somente no caso de procedência total da demanda, fará jus Osmar a honorários de sucumbência.

D) no caso de sucesso da demanda, serão devidos honorários de sucumbência a Osmar, fixados entre o mínimo de 10% e o máximo de 20% sobre o valor que resultar a liquidação da sentença.

E) não são devidos honorários de sucumbência nas ações trabalhistas, exceto se Osmar estivesse assistido por advogado de seu sindicato de classe, quando este teria este direito.

Comentários:

Art. 791-A, CLT: Ao advogado, ainda que atue em causa própria, serão devidos honorários de sucumbência, fixados entre o mínimo de 5% (cinco por cento) e o máximo de 15% (quinze por cento) sobre o valor que resultar da liquidação da sentença, do proveito econômico obtido ou, não sendo possível mensurá-lo, sobre o valor atualizado da causa.

§ 1o Os honorários são devidos também nas ações contra a Fazenda Pública e nas

ações em que a parte estiver assistida ou substituída pelo sindicato de sua categoria.

§ 2o Ao fixar os honorários, o juízo observará:

I - o grau de zelo do profissional;

II - o lugar de prestação do serviço;

III - a natureza e a importância da causa;

IV - o trabalho realizado pelo advogado e o tempo exigido para o seu serviço.

§ 3o Na hipótese de procedência parcial, o juízo arbitrará honorários de sucumbência recíproca, vedada a compensação entre os honorários.

§ 5o São devidos honorários de sucumbência na reconvenção.

Gabarito 1: A

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2- Ano: 2018 Banca: FCC Órgão: TRT - 2ª REGIÃO (SP) Prova: FCC - 2018 - TRT - 2ª REGIÃO (SP) - Técnico Judiciário - Área Administrativa

Com relação à audiência de julgamento, considere:

I. É facultado ao empregador fazer-se substituir pelo gerente, ou qualquer outro preposto que tenha conhecimento do fato, e cujas declarações obrigarão o proponente, sendo que o preposto não precisa ser empregado da parte reclamada.

II. Se por doença ou qualquer outro motivo poderoso, devidamente comprovado, não for possível ao empregado comparecer pessoalmente, poderá fazer-se representar por outro empregado que pertença à mesma profissão, ou pelo seu sindicato.

III. Ainda que ausente o reclamado, presente o advogado na audiência, serão aceitos a contestação e os documentos eventualmente apresentados.

IV. O não comparecimento do reclamante à audiência importa o arquivamento da reclamação além da condenação em multa variável entre 1% e 3% sobre o valor da causa, e o não comparecimento do reclamado importa revelia, além de confissão quanto à matéria de fato.

De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho, está correto o que se afirma APENAS em A) I, II e III.

B) I, II e IV.

C) III e IV.

D) I e II.

E) I, III e IV.

Comentários:

I) CORRETA

Art. 843, CLT: Na audiência de julgamento deverão estar presentes o reclamante e o reclamado, independentemente do comparecimento de seus representantes salvo, nos casos de Reclamatórias Plúrimas ou Ações de Cumprimento, quando os empregados poderão fazer-se representar pelo Sindicato de sua categoria.

§ 1º É facultado ao empregador fazer-se substituir pelo gerente, ou qualquer outro preposto que tenha conhecimento do fato, e cujas declarações obrigarão o proponente.

II) CORRETA

Art. 843, CLT: Na audiência de julgamento deverão estar presentes o reclamante e o reclamado, independentemente do comparecimento de seus representantes salvo, nos casos de Reclamatórias Plúrimas ou Ações de Cumprimento, quando os empregados poderão fazer-se representar pelo Sindicato de sua categoria.

§ 2º Se por doença ou qualquer outro motivo poderoso, devidamente comprovado, não for possível ao empregado comparecer pessoalmente, poderá fazer-se representar por outro empregado que pertença à mesma profissão, ou pelo seu

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III) CORRETA

Art. 844, CLT: O não-comparecimento do reclamante à audiência importa o arquivamento da reclamação, e o não-comparecimento do reclamado importa revelia, além de confissão quanto à matéria de fato.

§5º: Ainda que ausente o reclamado, presente o advogado na audiência, serão aceitos a contestação e os documentos eventualmente apresentados.

IV) ERRADA

Art. 844, CLT: O não-comparecimento do reclamante à audiência importa o arquivamento da reclamação, e o não-comparecimento do reclamado importa revelia, além de confissão quanto à matéria de fato.

4o A revelia não produz o efeito mencionado no caput deste artigo se:

IV - as alegações de fato formuladas pelo reclamante forem inverossímeis ou estiverem em contradição com prova constante dos autos.

Gabarito 2: A

3- Ano: 2018 Banca: FCC Órgão: TRT - 2ª REGIÃO (SP) Provas: FCC - 2018 - TRT - 2ª REGIÃO (SP) - Técnico Judiciário - Tecnologia da Informação

Márcio, advogado, teve o seu contrato de trabalho rescindido pela sua empregadora, a empresa “A”. Em razão do recebimento de valor menor que o devido, Márcio ajuizou reclamação trabalhista, advogando em causa própria. Nesse caso, no tocante aos honorários de sucumbência da mencionada reclamação trabalhista, sobre o valor que resultar da liquidação da sentença do proveito econômico obtido ou, não sendo possível mensurá- lo, sobre o valor atualizado da causa,

A) em caso de procedência total do pedido, serão devidos honorários de sucumbência a Márcio, ainda que esteja atuando em causa própria, sendo fixados entre o mínimo de 10% e o máximo de 15%.

B) mesmo em caso de procedência total do pedido, não serão devidos honorários de sucumbência a Márcio porque o mesmo está atuando em causa própria.

C) na hipótese de procedência parcial, o juízo arbitrará honorários de sucumbência recíproca, podendo ocorrer a compensação entre os honorários.

D) em caso de procedência total do pedido, serão devidos honorários de sucumbência a Márcio, ainda que esteja atuando em causa própria, sendo fixados entre o mínimo de 10% e o máximo de 20%.

E) em caso de procedência total do pedido, serão devidos honorários de sucumbência a Márcio, ainda que esteja atuando em causa própria, sendo fixados entre o mínimo de 5% e o máximo de 15%.

Comentários:

Art. 791-A, CLT: Ao advogado, ainda que atue em causa própria, serão devidos honorários de sucumbência, fixados entre o mínimo de 5% (cinco por cento) e o máximo de 15% (quinze por cento) sobre o valor que resultar da liquidação da

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sentença, do proveito econômico obtido ou, não sendo possível mensurá-lo, sobre o valor atualizado da causa.

§ 1o Os honorários são devidos também nas ações contra a Fazenda Pública e nas

ações em que a parte estiver assistida ou substituída pelo sindicato de sua categoria.

§ 2o Ao fixar os honorários, o juízo observará:

I - o grau de zelo do profissional;

II - o lugar de prestação do serviço;

III - a natureza e a importância da causa;

IV - o trabalho realizado pelo advogado e o tempo exigido para o seu serviço.

§ 3o Na hipótese de procedência parcial, o juízo arbitrará honorários de sucumbência recíproca, vedada a compensação entre os honorários.

§ 5o São devidos honorários de sucumbência na reconvenção.

Gabarito 3: E

4- Ano: 2018 Banca: FCC Órgão: TRT - 6ª Região (PE) Prova: FCC - 2018 - TRT - 6ª Região (PE) - Analista Judiciário - Oficial de Justiça Avaliador Federal

Ao advogado, ainda que atue em causa própria, serão devidos honorários de sucumbência sobre o valor que resultar da liquidação da sentença, do proveito econômico obtido ou, não sendo possível mensurá-lo, sobre o valor atualizado da causa. Os percentuais mínimo e máximo de honorários advocatícios de sucumbência, nos termos da CLT, serão, respectivamente, de

A) 20% e 30%.

B) 5% e 20%.

C) 15% e 30%.

D) 10% e 30%.

E) 5% e 15%.

Comentários:

Art. 791-A, CLT: Ao advogado, ainda que atue em causa própria, serão devidos honorários de sucumbência, fixados entre o mínimo de 5% (cinco por cento) e o máximo de 15% (quinze por cento) sobre o valor que resultar da liquidação da sentença, do proveito econômico obtido ou, não sendo possível mensurá-lo, sobre o valor atualizado da causa.

§ 1o Os honorários são devidos também nas ações contra a Fazenda Pública e nas

ações em que a parte estiver assistida ou substituída pelo sindicato de sua categoria.

§ 2o Ao fixar os honorários, o juízo observará:

I - o grau de zelo do profissional;

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III - a natureza e a importância da causa;

IV - o trabalho realizado pelo advogado e o tempo exigido para o seu serviço.

§ 3o Na hipótese de procedência parcial, o juízo arbitrará honorários de sucumbência recíproca, vedada a compensação entre os honorários.

§ 5o São devidos honorários de sucumbência na reconvenção.

Gabarito 4: E

5- Ano: 2017 Banca: FCC Órgão: TRT - 21ª Região (RN) Prova: FCC - 2017 - TRT - 21ª Região (RN) - Analista Judiciário - Área Judiciária

A respeito dos honorários de sucumbência no Processo do Trabalho, introduzidos pela Lei n° 13.467/2017, considere:

I. Serão devidos honorários de sucumbência ao advogado, ainda que atue em causa própria, no limite mínimo de 5%, e máximo de 15%, sempre calculados sobre o proveito econômico obtido.

II. Os honorários são devidos também nas ações contra a Fazenda Pública e nas ações em que a parte estiver assistida ou substituída pelo sindicato de sua categoria, bem como na reconvenção.

III. Na hipótese de procedência parcial, o juízo arbitrará honorários de sucumbência recíproca, vedada a compensação entre os honorários, salvo se o reclamante for beneficiário da Justiça Gratuita, hipótese que veda a sua condenação neste título.

IV. Na fixação dos honorários de sucumbência o juiz analisará, dentre outros critérios para seu arbitramento, o zelo do profissional e o trabalho realizado pelo mesmo no processo.

Está o correto o que consta APENAS em A) I e II.

B) III e IV.

C) I e III.

D) I e IV.

E) II e IV.

Comentários:

I.

Art. 791-A, CLT: Ao advogado, ainda que atue em causa própria, serão devidos honorários de sucumbência, fixados entre o mínimo de 5% (cinco por cento) e o máximo de 15% (quinze por cento) sobre o valor que resultar da liquidação da sentença, do proveito econômico obtido ou, não sendo possível mensurá-lo, sobre o valor atualizado da causa.

II.

Art. 791-A, CLT:

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§ 1o Os honorários são devidos também nas ações contra a Fazenda Pública e nas ações em que a parte estiver assistida ou substituída pelo sindicato de sua categoria.

§ 5o São devidos honorários de sucumbência na reconvenção.

III.

Art. 791-A, CLT:

§ 3o Na hipótese de procedência parcial, o juízo arbitrará honorários de sucumbência recíproca, vedada a compensação entre os honorários.

IV.

Art. 791-A, § 2º, CLT: Ao fixar os honorários, o juízo observará:

§ 2o Ao fixar os honorários, o juízo observará:

I - o grau de zelo do profissional;

II - o lugar de prestação do serviço;

III - a natureza e a importância da causa;

IV - o trabalho realizado pelo advogado e o tempo exigido para o seu serviço.

Gabarito 5: E

6- Ano: 2017 Banca: FCC Órgão: TRT - 21ª Região (RN) Prova: FCC - 2017 - TRT - 21ª Região (RN) - Analista Judiciário - Área Judiciária

Conforme a legislação processual trabalhista, alterada pela Lei n° 13.467/2017, no tocante às custas processuais e à concessão da Justiça Gratuita nos processos afetos à jurisdição da Justiça do Trabalho, o valor máximo para pagamento de custas processuais será de ..I.. vezes o limite máximo dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social, sendo facultado aos juízes, órgãos julgadores e presidentes dos tribunais do trabalho de qualquer instância conceder ..II.. o benefício da justiça gratuita, inclusive quanto a translados e instrumentos, àqueles que perceberem salário igual ou inferior a ..III.. % do limite máximo dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social.

Completam, correta e respectivamente, as lacunas I, II e III:

A) quatro − apenas a requerimento − 40 B) duas − apenas a requerimento − 50 C) quatro − a requerimento ou de ofício − 40 D) cinco − apenas a requerimento − 40 E) duas − a requerimento ou de ofício − 50 Comentários:

Art. 789, CLT: Nos dissídios individuais e nos dissídios coletivos do trabalho, nas ações e procedimentos de competência da Justiça do Trabalho, bem como nas demandas propostas perante a Justiça Estadual, no exercício da jurisdição trabalhista, as custas

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observado o mínimo de R$ 10,64 (dez reais e sessenta e quatro centavos) e o máximo de quatro vezes o limite máximo dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social, e serão calculadas:

I – quando houver acordo ou condenação, sobre o respectivo valor;

II – quando houver extinção do processo, sem julgamento do mérito, ou julgado totalmente improcedente o pedido, sobre o valor da causa;

III – no caso de procedência do pedido formulado em ação declaratória e em ação constitutiva, sobre o valor da causa;

IV – quando o valor for indeterminado, sobre o que o juiz fixar.

Art. 790-B, CLT: A responsabilidade pelo pagamento dos honorários periciais é da parte sucumbente na pretensão objeto da perícia, ainda que beneficiária da justiça gratuita.

§ 1 Ao fixar o valor dos honorários periciais, o juízo deverá respeitar o limite máximo estabelecido pelo Conselho Superior da Justiça do Trabalho.

§ 2 O juízo poderá deferir parcelamento dos honorários periciais.

§ 3 O juízo não poderá exigir adiantamento de valores para realização de perícias.

§ 4 Somente no caso em que o beneficiário da justiça gratuita não tenha obtido em juízo créditos capazes de suportar a despesa referida no caput, ainda que em outro processo, a União responderá pelo encargo.

Gabarito 6: C

7- Ano: 2017 Banca: FCC Órgão: TST Prova: FCC - 2017 - TST - Analista Judiciário – Área Judiciária

Conforme jurisprudência sumulada do Tribunal Superior do Trabalho − TST, será concedida gratuidade no processo do trabalho às pessoas

A) jurídicas, não bastando a mera declaração, sendo necessária a demonstração cabal de impossibilidade de a parte arcar com as despesas do processo.

B) físicas apenas, desde que declarem, pessoalmente, ou por advogado, munido de procuração com poderes específicos para este fim, não terem condições de demandar sem prejuízo do sustento próprio ou da família.

C) físicas, desde que declarem pessoalmente não terem condições de demandar sem prejuízo do sustento próprio ou da família, não sendo possível o deferimento para as pessoas jurídicas.

D) jurídicas, bastando a juntada de declaração pessoal ou por advogado com poderes específicos, de que a parte não possui condições de arcar com as despesas do processo.

E) físicas, desde que declarem pessoalmente não terem condições de demandar sem prejuízo do sustento próprio ou da família, e estiverem assistidas pelo sindicato de classe.

Comentários:

SUM-463 ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA. COMPROVAÇÃO:

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I – A partir de 26.06.2017, para a concessão da assistência judiciária gratuita à pessoa natural, basta a declaração de hipossuficiência econômica firmada pela parte ou por seu advogado, desde que munido de procuração com poderes específicos para esse fim (art. 105 do CPC de 2015);

II – No caso de pessoa jurídica, não basta a mera declaração: é necessária a demonstração cabal de impossibilidade de a parte arcar com as despesas do processo.

Art. 790-B, CLT: A responsabilidade pelo pagamento dos honorários periciais é da parte sucumbente na pretensão objeto da perícia, ainda que beneficiária da justiça gratuita.

§ 4 Somente no caso em que o beneficiário da justiça gratuita não tenha obtido em juízo créditos capazes de suportar a despesa referida no caput, ainda que em outro processo, a União responderá pelo encargo.

Gabarito 7: A

8- Ano: 2017 Banca: CESPE Órgão: TRT - 7ª Região (CE) Prova: CESPE - 2017 - TRT - 7ª Região (CE) - Analista Judiciário - Área Judiciária

Ana, viúva de Afonso, ajuizou, juntamente com seus filhos menores, reclamação trabalhista em favor do marido falecido. Ela pleiteia o reconhecimento do vínculo de emprego de Afonso com determinada empresa, bem como sua condenação, em danos morais e materiais, devido à morte do representado, a qual decorreu de acidente de trabalho.

Nessa situação hipotética,

A) a ausência do Ministério Público na condição de custus legis é causa de nulidade do processo porque, ainda que assistidos por representante legal, menores estão figurando no polo ativo.

B) os representantes têm legitimidade ativa ad causam, na medida em que a administração da herança caberá ao cônjuge até que haja o compromisso do inventariante no espólio.

C) em razão da controvérsia quanto à relação de emprego, faz-se necessária a apresentação, pelos representantes do de cujus, de prova da qualidade de dependentes junto à previdência social.

D) a apresentação de cópias da certidão de nascimento dos filhos e da certidão de casamento não é suficiente para garantir a legitimidade dos sucessores para a propositura da ação.

Comentários:

A)

Art. 794, CLT: Nos processos sujeitos à apreciação da Justiça do Trabalho só haverá nulidade quando resultar dos atos inquinados manifesto prejuízo às partes litigantes Art. 793, CLT: A reclamação trabalhista do menor de 18 anos será feita por seus representantes legais e, na falta destes, pela Procuradoria da Justiça do Trabalho, pelo sindicato, pelo Ministério Público estadual ou curador nomeado em juízo.

B) e C)

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TRT-3 - AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO ORDINARIO AIRO 01359201303803003 0001359- 08.2013.5.03.0038 (TRT-3) Ementa: FILHO DO EMPREGADO FALECIDO. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS.

LEGITIMIDADE ATIVA AD CAUSAM. É inconteste a legitimidade ativa adcausam para o ajuizamento de ação de reparação civil aquiliana (art. 186 e 927 do CC ) de filho de empregado falecido em razão de acidente de trabalho (letra b). Trata-se de ação de cunho personalíssimo que pode ser movida por aqueles que desfrutavam da intimidade do falecido, a exemplo de seus parentes de 1º grau, como ocorre com os pais e os filhos do de cujus.

É irrelevante para a constatação dessa legitimidade a existência ou não de anterior dependência econômica entre o postulante e o empregado falecido (letra c). Recurso ordinário a que se dá provimento.

D)

Lei 6858

Art. 1º - Os valores devidos pelos empregadores aos empregados e os montantes das contas individuais do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e do Fundo de Participação PIS-PASEP, não recebidos em vida pelos respectivos titulares, serão pagos, em quotas iguais, aos dependentes habilitados perante a Previdência Social ou na forma da legislação específica dos servidores civis e militares, e, na sua falta, aos sucessores previstos na lei civil, indicados em alvará judicial, independentemente de inventário ou arrolamento.

§ 1º - As quotas atribuídas a menores ficarão depositadas em caderneta de poupança, rendendo juros e correção monetária, e só serão disponíveis após o menor completar 18 (dezoito) anos, salvo autorização do juiz para aquisição de imóvel destinado à residência do menor e de sua família ou para dispêndio necessário à subsistência e educação do menor.

§ 2º - Inexistindo dependentes ou sucessores, os valores de que trata este artigo reverterão em favor, respectivamente, do Fundo de Previdência e Assistência Social, do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço ou do Fundo de Participação PIS-PASEP, conforme se tratar de quantias devidas pelo empregador ou de contas de FGTS e do Fundo PIS PASEP.

Gabarito 8: B

9- Ano: 2017 Banca: CESPE Órgão: TRT - 7ª Região (CE) Prova: CESPE - 2017 - TRT - 7ª Região (CE) - Analista Judiciário - Área Administrativa

Determinado empregado público postula em reclamação trabalhista em causa própria. Na petição inicial, ele informou que sua renda familiar é de dois salários mínimos. O processo encontra-se na fase recursal no TST.

A partir dessas informações, é correto afirmar que A) a reclamada é a União.

B) não se admite mais a celebração de acordo entre as partes.

C) não é permitida a concessão do benefício da justiça gratuita.

D) o empregado é advogado.

Comentários:

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a) – ERRADO: não há como ser afirmado que é vinculado a União.

b) - ERRADO.

Art. 764, CLT: - Os dissídios individuais ou coletivos submetidos à apreciação da Justiça do Trabalho serão sempre sujeitos à conciliação.

§ 1º - Para os efeitos deste artigo, os juízes e Tribunais do Trabalho empregarão sempre os seus bons ofícios e persuasão no sentido de uma solução conciliatória dos conflitos.

§ 2º - Não havendo acordo, o juízo conciliatório converter-se-á obrigatoriamente em arbitral, proferindo decisão na forma prescrita neste Título.

§ 3º - É lícito às partes celebrar acordo que ponha termo ao processo, ainda mesmo depois de encerrado o juízo conciliatório.

Art. 832, CLT: - Da decisão deverão constar o nome das partes, o resumo do pedido e da defesa, a apreciação das provas, os fundamentos da decisão e a respectiva conclusão.

§ 6o O acordo celebrado após o trânsito em julgado da sentença ou após a elaboração dos cálculos de liquidação de sentença não prejudicará os créditos da União.

c) - ERRADO.

Art. 790, CLT: Nas Varas do Trabalho, nos Juízos de Direito, nos Tribunais e no Tribunal Superior do Trabalho, a forma de pagamento das custas e emolumentos obedecerá às instruções que serão expedidas pelo Tribunal Superior do Trabalho.

§ 3o É facultado aos juízes, órgãos julgadores e presidentes dos tribunais do trabalho de qualquer instância conceder, a requerimento ou de ofício, o benefício da justiça gratuita, inclusive quanto a traslados e instrumentos, àqueles que perceberem salário igual ou inferior a 40% (quarenta por cento) do limite máximo dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social.

d) - CERTO.

SUM-425 JUS POSTULANDI NA JUSTIÇA DO TRABALHO. ALCANCE: O jus postulandi das partes, estabelecido no art. 791 da CLT, limita-se às Varas do Trabalho e aos Tribunais Regionais do Trabalho, não alcançando a ação rescisória, a ação cautelar, o mandado de segurança e os recursos de competência do Tribunal Superior do Trabalho

Gabarito 9: C

10- Ano: 2017 Banca: FCC Órgão: TST Prova: FCC - 2017 - TST - Juiz do Trabalho Substituto

Fulano de Tal, advogado regularmente inscrito nos quadros da Ordem dos Advogados da Brasil, teve

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Eletrônico quando da habilitação nos autos. Contudo, por um lapso do advogado, não foi anexado aos autos o contrato social da empresa. A defesa da reclamada foi protocolada com documentos, tendo o advogado Fulano participado diligente e pessoalmente de todas as audiências realizadas. Encerrada a instrução, a ação foi julgada parcialmente procedente. Diante da sentença e do interesse na interposição de recurso pela empresa, Dr.

Fulano de Tal solicitou que o recurso ordinário fosse elaborado e protocolado no Processo Judicial Eletrônico pelo seu advogado assistente, Dr. Ciclano de Tal. Para tanto, substabeleceu os poderes recebidos do cliente a este advogado. O recurso ordinário foi devidamente elaborado, assinado eletronicamente e protocolado por Dr.

Ciclano de Tal, juntamente com o substabelecimento outorgado pelo Dr. Fulano de Tal. Ocorre que, ao realizar o juízo de admissibilidade, o Juiz da Vara do Trabalho percebeu que a outorga do substabelecimento passado ao Dr. Ciclano de Tal era datada de 08/04/2015. Assim, alegando que o substabelecimento do advogado signatário do recurso era anterior à outorga de poderes pela recorrente ao Dr. Fulano de Tal, o Juiz da Vara do Trabalho não recebeu o recurso ordinário, sob o fundamento de irregularidade de representação processual da parte. Nessa situação hipotética, de acordo com o entendimento dominante e as Súmulas e Orientações Jurisprudenciais do Tribunal Superior do Trabalho sobre a regularidade de representação da parte,

A) se o Dr. Fulano de Tal estivesse investido de mandato tácito, seria regular o substabelecimento ao Dr.

Ciclano de Tal.

B) considerando que a data da outorga de poderes é condição de validade do mandato judicial, caso não fosse datado o substabelecimento ao Dr. Ciclano de Tal, restaria caracterizada hipótese de irregularidade de representação.

C) verificada a irregularidade de representação em razão de o substabelecimento possuir data anterior à outorga passada ao substabelecente, o recurso deverá ser tido por inexistente, na medida em que é inadmissível, em instância recursal, o oferecimento tardio de instrumento de mandato, já que a interposição de recurso não pode ser reputada ato urgente.

D) seriam inválidos os atos praticados pelo substabelecido, caso o instrumento de mandato não disciplinasse poderes expressos para substabelecer, ainda que o juiz suspendesse o processo e designasse prazo para que fosse sanado o vício.

E) caso o recurso ordinário tivesse sido firmado e protocolado no Processo Judicial Eletrônico diretamente pelo Dr. Fulano de Tal, ainda que não exibido aos autos o contrato social da empresa, tal situação, em não havendo impugnação da parte contrária, não caracterizaria invalidade do mandato outorgado ao advogado.

Comentários:

a) INCORRETA

OJ-SDI1-200 MANDATO TÁCITO. SUBSTABELECIMENTO INVÁLIDO: É inválido o substabelecimento de advogado investido de mandato tácito.

b) INCORRETA

OJ-SDI1-371 IRREGULARIDADE DE REPRESENTAÇÃO. SUBSTABELECIMENTO NÃO DATADO. INAPLICABILIDADE DO ART. 654, § 1º, DO CÓDIGO CIVIL (atualizada em decorrência do CPC de 2015): Não caracteriza a irregularidade de representação a ausência da data da outorga de poderes, pois, no mandato judicial, ao contrário do mandato civil, não é condição de validade do negócio jurídico. Assim, a data a ser considerada é aquela em que o instrumento for juntado aos autos, conforme preceitua

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o art. 409, IV, do CPC de 2015 (art. 370, IV, do CPC de 1973). Inaplicável o art. 654, § 1º, do Código Civil

C e D) INCORRETA

SUM-395 MANDATO E SUBSTABELECIMENTO. CONDIÇÕES DE VALIDADE: I - Válido é o instrumento de mandato com prazo determinado que contém cláusula estabelecendo a prevalência dos poderes para atuar até o final da demanda (§ 4º do art. 105 do CPC de 2015). (ex -OJ nº 312 da SBDI-1 - DJ 11.08.2003) II – Se há previsão, no instrumento de mandato, de prazo para sua juntada, o mandato só tem validade se anexado ao processo o respectivo instrumento no aludido prazo. (ex-OJ nº 313 da SBDI-1 - DJ 11.08.2003) III - São válidos os atos praticados pelo substabelecido, ainda que não haja, no mandato, poderes expressos para substabelecer (art. 667, e parágrafos, do Código Civil de 2002). (ex-OJ nº 108 da SBDI-1 - inserida em 01.10.1997) IV - Configura-se a irregularidade de representação se o substabelecimento é anterior à outorga passada ao substabelecente. (ex-OJ nº 330 da SBDI-1 - DJ 09.12.2003) V – Verificada a irregularidade de representação nas hipóteses dos itens II e IV, deve o juiz suspender o processo e designar prazo razoável para que seja sanado o vício, ainda que em instância recursal (art. 76 do CPC de 2015)

e) CORRTA

OJ-SDI1-255 MANDATO. CONTRATO SOCIAL. DESNECESSÁRIA A JUNTADA: O art. 75, inciso VIII, do CPC de 2015 (art. 12, VI, do CPC de 1973) não determina a exibição dos estatutos da empresa em juízo como condição de validade do instrumento de mandato outorgado ao seu procurador, salvo se houver impugnação da parte contrária.

Gabarito 10: E

11- Ano: 2017 Banca: MPT Órgão: MPT Prova: MPT - 2017 - MPT - Procurador do Trabalho Assinale a alternativa INCORRETA:

A) O Tribunal Superior do Trabalho, em jurisprudência sumulada, restringiu o jus postulandi às Varas do Trabalho e aos Tribunais Regionais do Trabalho, não alcançando, por exemplo, a ação rescisória e os recursos de competência do Tribunal Superior do Trabalho.

B) A procuração apud acta significa a possibilidade de se constituir procurador com poderes para o foro em geral por intermédio de registro em ata de audiência, por requerimento verbal do advogado interessado, com anuência da parte representada.

C) A intervenção iussu iudicis significa o chamamento, pela jurisdição, dos litisconsortes necessários para integrarem a lide. Tal modalidade de intervenção ainda não foi apreciada pela jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho.

D) O Tribunal Superior do Trabalho, em jurisprudência sumulada, já deixou assentado que a União, Estados, Municípios e Distrito Federal, Autarquias e Fundações Públicas, quando representadas em juízo, ativa e

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comprovação do ato de nomeação. É essencial que o signatário ao menos se declare exercente do cargo de procurador, não bastando a indicação do número de inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil.

E) Não respondida.

Comentários:

a) CORRETO

SUM-425 JUS POSTULANDI NA JUSTIÇA DO TRABALHO. ALCANCE: O jus postulandi das partes, estabelecido no art. 791 da CLT, limita-se às Varas do Trabalho e aos Tribunais Regionais do Trabalho, não alcançando a ação rescisória, a ação cautelar, o mandado de segurança e os recursos de competência do Tribunal Superior do Trabalho

b) CORRETO

Mandato apud acta é o advogado que comparece em audiência sem procuração, defendendo os interesses de uma das partes, mas seus poderes são conferidos em audiência pelo Juiz em um ato forma e solene registrado em audiência.

Sobre o mandato tácito, a jurisprudência do TST já reconhece tal forma e atribui sua jurisprudência, por exemplo, no Agravo de Instrumento:

OJ-SDI1-286 AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRASLADO. MANDATO TÁCITO. ATA DE AUDIÊNCIA. CONFIGURAÇÃO:

I - A juntada da ata de audiência, em que consignada a presença do advogado, desde que não estivesse atuando com mandato expresso, torna dispensável a procuração deste, porque demonstrada a existência de mandato tácito.

II - Configurada a existência de mandato tácito fica suprida a irregularidade detectada no mandato expresso.

c) ERRADO - intervenção iussu iudicis é a intervenção de terceiro por determinação do juiz:

SUM-406 AÇÃO RESCISÓRIA. LITISCONSÓRCIO. NECESSÁRIO NO PÓLO PASSIVO E FACULTATIVO NO ATIVO. INEXISTENTE QUANTO AOS SUBSTITUÍDOS PELO SINDICATO:

I - O litisconsórcio, na ação rescisória, é necessário em relação ao pólo passivo da demanda, porque supõe uma comunidade de direitos ou de obrigações que não admite solução díspar para os litisconsortes, em face da indivisibilidade do objeto. Já em relação ao pólo ativo, o litisconsórcio é facultativo, uma vez que a aglutinação de autores se faz por conveniência e não pela necessidade decorrente da natureza do litígio, pois não se pode condicionar o exercício do direito individual de um dos litigantes no processo originário à anuência dos demais para retomar a lide. (ex-OJ nº 82 da SBDI-II - inserida em 13.03.2002)

II - O Sindicato, substituto processual e autor da reclamação trabalhista, em cujos autos fora proferida a decisão rescindenda, possui legitimidade para figurar como réu na ação rescisória, sendo descabida a exigência de citação de todos os empregados

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substituídos, porquanto inexistente litisconsórcio passivo necessário. (ex-OJ nº 110 da SBDIII - DJ 29.04.2003)

d) CORRETO

SUM-436 REPRESENTAÇÃO PROCESSUAL. PROCURADOR DA UNIÃO, ESTADOS, MUNICÍPIOS E DISTRITO FEDERAL, SUAS AUTARQUIAS E FUNDAÇÕES PÚBLICAS.

JUNTADA DE INSTRUMENTO DE MANDATO: I - A União, Estados, Municípios e Distrito Federal, suas autarquias e fundações públicas, quando representadas em juízo, ativa e passivamente, por seus procuradores, estão dispensadas da juntada de instrumento de mandato e de comprovação do ato de nomeação. II - Para os efeitos do item anterior, é essencial que o signatário ao menos declare-se exercente do cargo de procurador, não bastando a indicação do número de inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil.

Gabarito 11: C

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07 - GABARITO

1. A 2. A 3. E 4. E 5. E 6. C 7. A 8. B 9. C 10. E 11. C

Referências

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