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Rev. Bras. Reumatol. vol.46 número4

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Academic year: 2018

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281

Rev Bras Reumatol, v. 46, n.4, p. 281-282, jul/ago, 2006

P

AUSA

E

NTRE

C

ONSULTAS

B

ETWEEN

A

PPOINTMENTS RESPONSÁVEL: SAUL SCHAF

Adaptação para Jogo de Baralho

Adaptation for Card Playing

Johanna Noordhoek(1), Luiz Fabio Machado Barbosa(2)

1.Terapeuta ocupacional, professora do Departamento de Terapia Ocupacional da Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

2. Terapeuta ocupacional.

Uma das deformidades mais comuns e incapacitantes em adultos com artrite reumatóide (AR) é a em pescoço de cisne, que consiste em flexão das articulações meta-carpofalangianas (MCF), hiperextensão das articulações interfalangiadas proximais (IFP) e flexão das articulações interfalangianas distais (IFD)(2).

A deformidade em pescoço de cisne tem várias causas, sendo a mais comum o encurtamento dos músculos intrín-secos. Essa deformidade pode ser secundária à sinovite em uma das articulações citadas, sendo mais comum nas MCF. Acredita-se que a sinovite crônica nas MCF causa espasmo muscular e, conseqüente, contratura nos músculos intrín-secos, que, associada à hipermobilidade da articulação IFP, pode resultar em flexão na articulação MCF e hiperextensão da articulação IFP(1).

Funcionalmente, o encurtamento dos músculos in-trínsecos contribui para as limitações da mão, reduzindo a destreza manual, pois a hiperextensão da articulação IFP impede que as pontas dos dedos toquem o polegar(2). Assim, fica impossibilitada a preensão em pinça, o que li-mita o paciente a usar somente a pinça lateral. Além disso, pode diminuir a habilidade de pegar objetos grandes, já que impossibilita a flexão de IFP e IFD, enquanto as MCF estão em extensão.

Os músculos lumbricais e os interósseos são chama-dos, em conjunto, de intrínsecos, sendo que uma ação importante deste grupo de músculos é a manutenção da posição intrínseco plus (Figura 1). Na posição intrínseco plus, os interósseos e lumbricais agem juntos para promo-ver extensão de IFP com flexão de MCF. Nessa posição, os músculos estão ativamente contraídos e em seu com-primento mais curto. Esta posição deve ser evitada em pacientes com AR que já apresentam pescoço de cisne ou em seu estágio inicial, pois a contração vigorosa e

contí-nua destes músculos tende a favorecer o mecanismo desta deformidade(1). Um exemplo prático é a manutenção da posição de segurar as cartas de baralho (Figuras 2 e 3).

Um dos métodos utilizados para reduzir a força deformante no pescoço de cisne é evitar a permanên-cia prolongada na posição intrínseco plus. A adaptação

Figura 1 - Posição intrínseco plus.

Figura 2 - Posição estática para segurar as cartas.

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282 Rev Bras Reumatol, v. 46, n.4, p. 281-282, jul/ago, 2006

Noordhoek e Barbosa

Figura 4 - Vista lateral da adaptação. Figura 5 - Adaptação com as cartas de baralho.

REFERÊNCIAS

1. Melvin JL: Rheumatic Disease: Occupational Therapy and Rehabilitation. 2ª ed, Philadelphia: Davis Company, cap 21, 1982.

2. Melvin JL, Jensen GM: Rheumatologic Rehabilitation Series - Volume 1: Assessment and Management. The American

Occupational Therapy Association, cap.12, 1998.

3. Nordenskiöld U, Althoff B, Hansen A: Joint Protection – for Activeling Guide. Stockholm: The Swedish Rheumatism Association, 1994.

4. Palmer P, Simons J: Joint protection: A Critical Review. British J Occupational Therapy 54: 453-8, 1991.

apresentada vai ao encontro desse objetivo, já que através da mudança do método de realização da atividade pode facilitar sua participação no lazer (Figuras 4 e 5). O objeto também segue um dos princípios da abordagem terapêu-tica de proteção articular, que é evitar permanecer em

uma posição estática durante muito tempo e posições e movimentos que propiciem o surgimento e o agravamento de deformidades(3,4).

Imagem

Figura 2 - Posição estática para  segurar as cartas.
Figura 4 - Vista lateral da adaptação. Figura 5 - Adaptação com as cartas de baralho.

Referências

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