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JULHO-DEZEMBRO JULIO-DICIEMBRE 2008

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JULHO-DEZEMBRO | JULIO-DICIEMBRE | 2008 Vol. I; Nº. 2; ISSN 1983-3733

Periodicidade Semestral | Periodicidad Semestral Revista/Periódico “Perspectivas em Políticas Públicas”, Faculdade de Políticas Públicas “Tancredo Neves”, Campus de

Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil

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V. I Semestral

Textos em português e espanhol.

ISSN 1983- 3733

1. Administração Pública - Periódicos 2. Políticas Públicas - Periódicos.

CDU 351

EDITORA CHEFE | EDITORA JEFE - Teresinha Rodrigues de Oliveira COMITÊ EDITORIAL | COMITÉ EDITORIAL

- Cynthia Rúbia Braga Gontijo (Assessora Editorial | Asesora Editorial) - Hugo Rodrigues Fialho

- Marlene Dária de Lima Santos (Revisora para o português, espanhol e inglês | Revisora para el portugués,español e inglés)

- Teresinha Rodrigues de Oliveira - Vanda Arantes de Araújo

CONSELHO EDITORIAL INTERNACIONAL | CONSEJO EDITORIAL INTERNACIONAL - Alejandra Faúndez - Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (FLACSO/Chile).

- Enrique Martinez Larrechea - Universidad de La Empresa (UDE/Uruguai) - Marta Eugenia Picado Mesen - Universidad de Costa Rica (UCR/Costa Rica) - Myriam Cardosos Brum - Universidad Autónoma Metropolitana (UNAM/México)

- Norberto Rafael Fernández Lamarra - Universidad Nacional de Tres de Febrero (UTF/Argentina) CONSELHO EDITORIAL NACIONAL | CONSEJO EDITORIAL NACIONAL

- Aluísio Pimenta - Fundação Renato Azeredo (FRA/MG)

- Antônio de Pádua Nunes Tomasi - Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET/MG)

- Bruno Lazzarotti Diniz Costa - Fundação João Pinheiro (FJP/MG) - Clemenceau Chiabi Saliba - Consultor Independente/MG - Dijon Moraes Júnior - Escola de Design (UEMG)

- Eniel do Espírito Santo - Instituto Euvaldo Lodi (IEL/Bahia)

- Francisca Cândida Candeias de Moraes - Fundação de Desenvolvimento e Administração Pública (FUNDAP/SP)

- Frederico José Lustosa da Costa - Fundação Getúlio Vargas (FGV/RJ) - Janete Gomes Barreto Paiva - Faculdade de Educação (UEMG) - Júlio César Machado Pinto - Faculdade de Comunicação e Artes (UFMG) - Lígia Gomes Elliot - Fundação Cesgranrio (Cesgranrio/RJ)

- Luís Aureliano Gama de Andrade - Faculdades Integradas de Pedro Leopoldo (UNIPEL/MG) - Maria Amarante Pastor Baracho - Faculdade de Políticas Públicas Tancredo Neves(UEMG) - Maria Coeli Simões Pires - Faculdade de Direito (UFMG)

- Maria Cecília Loschiavo dos Santos - Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (USP) - Maria Celeste Morais Guimarães - Faculdade de Direito (UFMG)

- Maria de Lourdes Melo Praes - Faculdade de Educação (UFU/MG) - Márcia Soares de Alvarenga - Faculdade Formação de Professores (UERJ) - Marco Antônio Machado - Pontifícia Universidade Católica (PUC/MINAS)

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- Nelson Colossi - Instituto de Pesquisas e Estudos em Administração Universitária (IPEA/UFSC) - Otávio Soares Dulci - Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (UFMG)

- Rogério Delamare Ruas - Consultor Independente/MG - Salomão Antônio Mufarrej Hage - Centro de Educação (UFPA) REITORA | RECTORA

- Profa. Janete Gomes Barreto Paiva VICE-REITOR | VICERECTOR - Prof. Dijon de Moraes Júnior

PRÓ-REITORA DE ENSINO E EXTENSÃO | PRORRECTORA DE ENSEÑANZA Y EXTENSIÓN - Profa. Neide Wood Almeida

PRÓ-REITORA DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO | PRORRECTORA DE PESQUISA Y POSTGRADO

- Profa. Magda Lúcia Chamon

PRÓ-REITOR DE PLANEJAMENTO, GESTÃO E FINANÇAS | PRORRECTOR DE PLANEAMIENTO, GESTIÓN Y FINANZAS

- Prof. Mário Fernando Valeriano Soares - Chefe de Gabinete/Jefe de Gabinete - Dr. Ivan Arruda de Oliveira

DIRETORA GERAL DO CAMPUS DE BELO HORIZONTE | DIRECTORA GENERAL DEL CAMPUS DE BELO HORIZONTE

- Profa. Santuza Abras

DIRETORA DA FAPP/CBH/UEMG | DIRECTORA DE LA FAPP/CBH/UEMG - Profa.Teresinha Rodrigues de Oliveira

VICE-DIRETORA DA FAPP/CBH/UEMG | VICEDIRECTORA DE LA FAPP/CBH/ UEMG - Profa. Vanda Arantes de Araújo

PROJETO DA CAPA | PROYECTO DE LA TAPA

Centro de Estudos e Desenvolvimento de Projetos de Design - Escola Design/CBH/UEMG/ Brasil.

TIRAGEM | IMPRESOS

2.000 exemplares | 2.000 copias DIAGRAMAÇÃO | DIAGRAMACIÓN Carolina Campos Lara

CORRESPONDÊNCIA | CORRESPONDENCIA Revista “Perspectivas em Políticas Públicas”

Faculdade de Políticas Públicas “Tancredo Neves”

Rua Major Lopes, 574 - Bairro São Pedro Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil CEP 30.330-050

E-mail: [email protected] Site: www.uemg.br Telefax: (55) 31 - 3194.2510

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A revista “Perspectivas em Políticas Públicas”, bilíngue (português e espanhol), editada semestralmente pela FaPP/CBH/UEMG/Brasil, destina-se a publicar textos originais (artigos científicos, artigos de atualização, artigos de revisão, resenhas, relatos de experiências, depoimentos e entrevistas) relacionados a temáticas de políticas públicas nas diferentes esferas governamentais. Constitui-se em canal para veiculação de novos conhecimentos e experiências sobre políticas públicas, promovendo o intercâmbio nacional e internacional sobre essas, especialmente no contexto da América Latina, e, ainda, em canal para qualificação das diversas vozes e discursos produzidos no âmbito dessas políticas.

Os textos publicados são de inteira responsabilidade de seus autores.

As opiniões neles emitidas não exprimem, necessariamente, o ponto de vista da FaPP/CBH/UEMG/Brasil.

É permitida a reprodução total ou parcial dos textos desta revista, desde que citada a fonte.

El periódico “Perspectivas en Políticas Públicas”, bilingüe (portugués y español), editado semestralmente por la FaPP/CBH/UEMG/Brasil, destínase a publicar textos originales (artículos científicos, artículos de actualización, artículos de revisión, reseñas, relatos de experiencias, declaraciones y entrevistas) relacionados con las temáticas de políticas públicas en las diferentes esferas gubernamentales. Constitúyese en canal para la vehiculación de nuevos conocimientos y experiencias en políticas públicas, promoviendo el intercambio nacional e internacional en este campo, especialmente en el contexto de la América Latina. E, aún, en un canal para la calificación de las diversas voces y discursos producidos en el ámbito de esas políticas.

Los textos publicados son de entera responsabilidad de sus autores.

EXPEDIENTE

EXPEDIENTE

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de vista de la FaPP/CBH/UEMG/Brasil.

Se permite la reproducción parcial o total de los textos de este periódico, desde que sea citada la fuente.

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EDITORIAL | EDITORIAL ... 9 APRESENTAÇÃO | PRESENTACIÓN ... 13

ARTIGOS | ARTÍCULOS

EL USO INTELIGENTE DE LAS TIC PARA UNA FORMACIÓN CIUDADANA

Beatriz Fainholc ... 23 RELACIONES ECONÓMICAS UNIÓN EUROPEA | BRASIL

Fátima Marília Andrade de Carvalho ... 37 OS IMPACTOS DA GLOBALIZAÇÃO PARA AS ORGANIZAÇÕES NÃO GOVERNAMENTAIS BRASILEIRAS

Francisca Cândida C. de Moraes e Ariovaldo da C. Botelho Junior ... 55 POLÍTICA DE INCENTIVO À CULTURA DO ESTADO DE MINAS GERAIS: UMA AVALIAÇÃO CRÍTICA

Juliana Giroletti e Domingos A. Giroletti ... 81 UM ENFOQUE TECNOLÓGICO PARA INCLUSÃO SOCIAL

Márcia Maria T. Lima, Renato P. Dagnino e Rodrigo Fonseca ... 117 APROXIMACIONES A LA EVALUACIÓN DE LA DOCENCIA UNIVERSITARIA EN ALGUNOS PAÍSES IBEROAMERICANOS. UNA PERSPECTIVA COMPARADA ENTRE SIMILITUDES, DIFERENCIAS Y CONVERGENCIAS

Norberto Fernández Lamarra e Natalia Coppola ... 131

PONTO DE VISTA | PUNTO DE VISTA

DEMOCRATIZAÇÃO DA GESTÃO E QUALIDADE SOCIAL DA EDUCAÇÃO: FUNDAMENTOS DA BOA GOVERNANÇA

Maria de Lourdes Melo Praes ... 167

SUMARIO

SUMÁRIO

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Entrevista com Janete Gomes Barreto Paiva ... 177

GUIA PARA COLABORADORES |

GUÍA PARA LOS COLABORADORES ... 191

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Profa.Teresinha Rodrigues de Oliveira Editora Chefe de “Perspectivas em Políticas Públicas”

Representa para nós um motivo de satisfação renovada entregar ao público a edição do segundo número da revista Perspectivas em Políticas Públicas, em continuidade aos seus propósitos e mantendo- -se fiel a sua linha editorial, agregando artigos que abordam temas relevantes de diversas áreas e atraem o interesse da leitura, análise e reflexão pela qualidade acadêmica e proximidade às questões contemporâneas da América Latina, especialmente da realidade brasileira.

Associada ao conceito de Estado e transformada, nas últimas décadas, em sua concepção teórica e legal, a idéia de políticas públicas vem ocupando a centralidade das agendas para a melhoria da administração pública, visto que, em geral, essa tem sido tratada como um problema de políticas públicas, tanto do ponto de vista prático (requerendo políticas governamentais como respostas), quanto do ponto de vista conceitual (aplicando-se às políticas de gestão, conceitos e ferramentas de análise e avaliação de políticas públicas).

Concebidas como um conjunto de ações organizadas em torno de objetivos de interesse coletivo, as políticas públicas são plurirreferenciais e envolvem as múltiplas instâncias do governo e da sociedade civil, pressupondo a construção de parcerias e uma crescente ampliação dos espaços de participação da sociedade.

Nesse sentido, diante dos novos e poderosos cenários que marcam profundamente a sociedade contemporânea, notadamente nos países latino-americanos, as políticas públicas vêm assumindo o protagonismo como instrumento a serviço dos decisores e gestores públicos para melhorar o desenho das intervenções e as formas de interação dos demais atores, impulsionar valores e práticas de aperfeiçoamento das

EDITORIAL

EDITORIAL

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vistas a uma gestão eficaz, que possibilite o desenvolvimento de ações mais eficientes, efetivas, democráticas, transparentes, com o propósito de beneficiar a sociedade em geral.

Constata-se, portanto, que o debate relacionado às políticas públicas está sempre atual, cada vez mais premente e, frente a uma sociedade mais consciente e mobilizada, exige novas competências das instituições públicas que passam a ter a obrigação de aumentar a sua capacidade de respostas às demandas sociais e de buscar a sua excelência na prestação dos serviços e na gestão dos recursos públicos.

Representa para nosotros renovado motivo de satisfacción entregar a los lectores la edición del segundo número del periódico Perspectivas en Políticas Públicas, en continuidad a sus propósitos y manteniéndose fiel a su línea editorial; agrega artículos que abordan temas relevantes de diversas áreas y atraen el interés de la lectura, análisis y reflexión por la calidad académica y proximidad a las cuestiones contemporáneas de América Latina, en especial de la realidad brasileña.

Asociada al concepto de Estado y transformada, en las últimas décadas, en su concepción teórica y legal, la idea de políticas públicas va ocupando la centralidad de las agendas para la mejora de la administración pública, visto que, por lo general, ella viene siendo tratada como un problema de políticas públicas tanto del punto de vista práctico (requiriendo políticas gubernamentales como respuestas), cuanto del punto de vista conceptual (aplicándose a las políticas de gestión, conceptos y herramientas de análisis y evaluación de políticas públicas).

Concebidas como un conjunto de acciones organizadas alrededor de objetivos de interés colectivo, las políticas públicas son multirreferenciales y envuelven las diversas instancias del gobierno y de la sociedad civil, del Estado y de la iniciativa privada, presuponiendo a la construcción de compañías y una creciente ampliación de la sociedad.

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En ese sentido, delante de los nuevos y poderosos escenarios que marcan profundamente la sociedad contemporánea, especialmente en los países latinoamericanos, las políticas públicas van asumiendo el protagonismo como un instrumento a servicio de los gestores públicos para mejorar el diseño de las intervenciones y las formas de interacción de los demás actores, impulsar valores y prácticas de perfeccionamiento de las instituciones públicas y el alineamiento de las prácticas organizacionales para una gestión eficaz, que posibilite el desarrollo de acciones más eficientes, efectivas, democráticas, transparentes, con el propósito de beneficiar la sociedad en general.

Se constata, por lo tanto, que el debate relacionado a las políticas públicas es siempre actual, más apremiante a cada vez y, frente a una sociedad más consciente y movilizada, exige nuevas competencias de las instituciones públicas que pasan a tener la obligación de aumentar su capacidad de respuestas a las demandas sociales y de buscar su excelencia en la prestación de servicios y la gestión de los recursos públicos.

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13 Comitê Editorial | Comité Editorial O segundo número de “Perspectivas em Políticas Públicas” compõe- se das seções Artigos e Ponto de Vista, além de Nota Especial, com a convicção de se estar oferecendo ao público leitor mais uma contribuição relativa ao campo específico das políticas públicas. A primeira seção - Artigos - traz em seus seis textos, dispostos pela ordem alfabética do nome dos respectivos autores, a produção intelectual de onze pesquisadores abordando o tema central da revista na tentativa de contribuir para a disseminação e a democratização dos conhecimentos decorrentes dos estudos desenvolvidos.

Os seis artigos tratam de diversos assuntos – tecnologias de informação e de comunicação e formação cidadã, política econômica, organizações não governamentais e globalização, política cultural, tecnologias sociais e inclusão, avaliação docente no ensino superior – que remetem a fenômenos e elementos significativos à reflexão prático-instrumental, filosófico-política e ético-estética acerca do delineamento e da gestão sustentável das políticas públicas na contemporaneidade. Seus autores nos convidam a análises e reflexões sobre temas que, pela sua relevância e conjunção sinérgica diante dos múltiplos e diversificados desafios sociopolíticos e culturais, especialmente nos países da América Latina, merecem destaque nas novas agendas governamentais.

Beatriz Fainholc, em seu artigo El uso inteligente de las TIC para una formación ciudadana digital, procede a uma análise focada no papel que a formação para o uso inteligente das tecnologias de informação e de comunicação (TIC) assume no contexto das sociedades informacionais.

Para a autora, nesse cenário, fortalece-se a necessidade de os sujeitos atuarem como protagonistas em favor de suas cidadanias, o que implica na sua participação em comunidades de aprendizagem permanente. Ela considera que a criação de determinadas competências tecnológicas

PRESENTACIÓN

APRESENTAÇÃO

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nos espaços locais e globais de suas vivências.

Em Relaciones económicas Unión Europea (UE)/Brasil, Fátima Marília Andrade de Carvalho problematiza os eixos considerados estratégicos nas relações econômicas entre União Européia e Mercosul/Brasil. Para tanto, a autora apresenta e analisa dados recentes de exportações e importações realizadas entre os países partícipes da União Européia (UE) e do Mercosul, objetivando delinear os aspectos fundamentais dessa relação e explicitar a política econômica vigente. Carvalho sinaliza, ainda, para as possibilidades e os limites dos intercâmbios comerciais para o desenvolvimento estável e contínuo da economia brasileira.

No artigo Os impactos da globalização para as organizações não governamentais brasileiras, Francisca Candida Candeias de Moraes e Ariovaldo da Costa Botelho Junior analisam o trabalho das Organizações Não Governamentais (ONG) em atuação no Brasil num contexto de globalização acirrada e de novas demandas para os sujeitos coletivos.

Para tanto, apresentam um sintético histórico das relações entre o estado e a sociedade civil brasileiros e os impactos dessas para as ONG.

Ao lado disso, analisam criticamente o papel da governança social no processo de ajustamento das organizações sociais aos interesses coletivos contemporâneos e na convergência entre os aspectos sociais e econômicos no País.

Juliana Giroletti e Domingos A. Giroletti, em Política de incentivo à cultura do Estado de Minas Gerais: uma avaliação crítica, tratam dos impactos da Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Estado de Minas Gerais (LEIC/MG) na produção da diversidade cultural no Estado. Os autores analisam o marco regulatório da política cultural brasileira e mineira e avaliam as suas consequências para a promoção de programas e projetos específicos, considerando estatísticas culturais de Minas.

Márcia Maria Tait Lima, Renato Peixoto Dagnino e Rodrigo Fonseca privilegiam as TIC como objeto de análise no artigo Um enfoque tecnológico para inclusão social. Os autores propõem a superação de concepções instrumentais nos estudos sobre o conceito de

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“Adequação Sociotécnica” e a temática “Tecnologias Sociais” (TS).

Eles defendem a importância das TS como ponto de pauta das agendas governamentais e dos movimentos sociais, considerando-se o seu potencial transformador nos processos de inclusão/exclusão socioeconômica, especialmente na América Latina.

Encerrando a seção Artigos, Norberto Fernández Lamarra e Natalia Coppola, em Aproximaciones a la evaluación de la docencia universitaria en algunos países iberoamericanos. Una perspectiva comparada entre similitudes, diferencias y convergéncias, analisam o papel da avaliação no ensino superior na Argentina, México, Colômbia, Chile e Espanha. Para os autores, a qualidade da educação está articulada, entre outros aspectos, às capacidades que pessoas e instituições constroem para avaliar o trabalho pedagógico e educacional.

A partir dessa premissa desenvolvem um estudo comparativo acerca da avaliação docente em universidades dos mencionados países ibero- americanos e traçam considerações sobre os aspectos comuns, bem como das tendências avaliativas e de seus impactos no ensino superior, na América Latina e Espanha.

A seção Ponto de Vista deste segundo número da Revista apresenta o texto Democratização da gestão e qualidade social da educação:

fundamentos da boa governança, de Maria de Lourdes Melo Praes, o qual trata da democratização e da gestão da educação na sociedade contemporânea do ponto de vista da autonomia e da cidadania, categorias indissociáveis e condições imprescindíveis para promoção da educação brasileira, e a entrevista realizada com a atual Reitora da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), professora Janete Gomes Barreto Paiva, a qual ela aponta a sua importância no contexto acadêmico, político e social em Minas Gerais. A Reitora trata, ainda, em sua entrevista, dos projetos que demarcam hoje o compromisso da UEMG com os mineiros e das perspectivas dessa Universidade para os próximos anos.

As abordagens diversificadas, apresentadas neste número da Revista, tratando de temas relacionados às políticas públicas, podem ser justificadas por sua linha editorial que se espera manter como um espaço privilegiado para apresentação de diferentes posições,

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políticas. Acredita-se que essa temática não pode ser tratada como objeto de estudo e assumida como prática política a partir de um único olhar e estratégia, mas na perspectiva de focos e enfoques variados.

Assim, aqui está o segundo número de PERSPECTIVAS EM POLÍTICAS PÚBLICAS.

El segundo número de “Perspectivas en Políticas Públicas” se compone de las secciones Artículos y Punto de Vista, además de una Nota Especial, con la convicción de estar ofreciendo al público lector más una contribución relativa al campo específico de las políticas públicas. La primera sección – Artículos – presenta en sus seis textos, dispuestos respetándose el orden alfabético de sus autores, la producción intelectual de once investigadores abordando el tema central del periódico en la tentativa de contribuir para la diseminación y la democratización de los conocimientos de los estudios desarrollados.

Los seis artículos tratan de diversos asuntos – tecnologías de información y comunicación y formación ciudadana, política económica, organizaciones no gubernamentales y globalización, política cultural, tecnologías sociales e inclusión, evaluación docente en la educación superior – que exponen fenómenos y elementos significativos a la reflexión practicoinstrumental, filosófico-política y ético-estética acerca del delineamiento y la gestión sustentable de las políticas públicas en la contemporaneidad. Sus autores nos invitan a análisis y reflexiones sobre temas que, por su relevancia y conjunción sinérgica delante de los múltiplos y complejos desafíos sociopolíticos y culturales, especialmente en los países de América Latina, merecen destaque en las respectivas agendas gubernamentales.

Beatriz Fainholc, en su artículo El uso inteligente de las TIC para una formación ciudadana digital, procede a un análisis del papel que la formación para el uso inteligente de las tecnologías de información y comunicación (TIC) asume en el contexto de las sociedades informacionales. Para la autora, en ese escenario, se fortalece la necesidad de los sujetos actuaren como protagonistas a favor de sus ciudadanías, lo que implica en su participación en comunidades

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de aprendizaje permanente. Fainholc considera que la creación de determinadas competencias tecnológicas es fundamental para que los actores aprendan estratégicamente en los espacios locales y globales de sus vivencias.

En Relaciones económicas Unión Europea (UE)/Brasil, Fátima Marília Andrade de Carvalho problematiza los aspectos considerados estratégicos en las relaciones económicas entre la Unión Europea y el MERCOSUR/Brasil. Para tanto, su autora presenta y analiza datos recientes de exportaciones e importaciones realizadas entre los países partícipes de la UE y del MERCOSUL, objetivando delinear los aspectos fundamentales de esa relación y explicitar la política económica vigente. Carvalho señaliza aún para las posibilidades y los límites de los intercambios comerciales para el desarrollo estable y continuo de la economía brasileña.

En el artículo Os impactos da globalização para as organizações não governamentais brasileiras, Francisca Cândida Candeias de Moraes y Ariovaldo da Costa Botelho Júnior analizan el trabajo de las organizaciones no gubernamentales (ONG) en actuación en Brasil en un contexto de globalización exacerbada y de las nuevas demandas para los sujetos colectivos. Para eso, presentan un sintético histórico de las relaciones entre Estado y sociedad civil brasileños y los impactos de ellas para las ONG. Al lado de eso, analizan críticamente el papel de la gobernación social en el proceso de ajustamiento de las organizaciones sociales a los intereses colectivos contemporáneos y en la convergencia entre los aspectos sociales y económicos del País.

Juliana Giroletti y Domingos A. Giroletti, en Política de incentivo à cultura do Estado de Minas Gerais: uma avaliação crítica, tratan de los impactos de la “Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Estado de Minas Gerais” (LEIC/MG) en la producción de la diversidad cultural en esa región. Los autores analizan el marco regulativo de la política cultural brasileña y minera y evalúan sus consecuencias para la promoción de programas y proyectos específicos considerándose las estadísticas culturales de Minas.

Márcia Maria Tait Lima, Renato Peixoto Dagnino y Rodrigo Fonseca

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tecnológico para inclusão social. Los autores proponen la superación de concepciones instrumentales en los estudios sobre el concepto de Adecuación sociotécnica y la temática Tecnologías Sociales (TS).

Ellos defienden, de lo mismo, la importancia de las TS como punto de pauta de las agendas gubernamentales y de los movimientos sociales considerándose su potencial transformador en los procesos de inclusión/exclusión socioeconómica en la América Latina.

Encerrando la sección Artículos, Norberto Fernández Lamarra y Natalia Coppola, en Aproximaciones a la evaluación de la docencia universitaria en algunos países iberoamericanos: una perspectiva comparada entre similitudes, diferencias y convergencias, analizan el papel de la evaluación en la educación superior en Argentina, México, Colombia, Chile y España.

Para los autores la calidad de la educación está articulada, entre otros aspectos, a las capacidades que personas e instituciones construyen para evaluar el trabajo pedagógico y educacional. A partir de esa premisa desarrollan un estudio comparativo acerca de la evaluación docente en universidades de los mencionados países iberoamericanos y trazan consideraciones acerca de los aspectos comunes, bien como de las tendencias evaluativas y de sus impactos en la educación superior en América Latina y España.

La sección Punto de Vista de este segundo número del periódico presenta el texto Democratização da gestão e qualidade social da educação: fundamentos da boa governança de Maria de Lourdes Melo Praes, el cual trata de la democratización y la gestión de la educación en la sociedad contemporánea en el punto de vista de la autonomía y ciudadanía, categorías indisociables y condiciones imprescindibles para la promoción de la educación brasileña, y la entrevista realizada con la actual Rectora de la Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), Profesora Janete Gomes Barreto Paiva, en la qual apunta su importancia en el contexto académico, político y social en Minas Gerais.

La Rectora trata, aún, en su entrevista, de los proyectos que demarcan hoy el compromiso de la UEMG con los mineros y las perspectivas de esa Universidad para los próximos años.

Los abordajes diversificados, presentados en este número del periódico,

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tratando de temas relacionados a las políticas públicas, pueden ser justificados por la línea editorial que se espera mantener como un espacio privilegiado para la presentación de diferentes posiciones, considerando la complejidad que envuelve el campo plural de esas políticas. Se cree que esa temática no puede ser tratada como objeto de estudio y asumida como práctica política a partir de una sola mirada y estrategia, pero en la perspectiva de focos y enfoques variados.

De ese modo, aquí está el segundo número de PERSPECTIVAS EN POLÍTICAS PÚBLICAS.

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ARTÍCULOS

ARTIGOS

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EL USO INTELIGENTE DE LAS TIC PARA UNA FORMACIÓN CIUDADANA DIGITAL

Beatriz Fainholc

RESUMEN

En la sociedad de la información y el conocimiento los procesos formativos deberían dirigirse para que cualquier persona pueda desempeñarse con efectividad en su particular contexto sociocultural, hoy global. Ello significa adquirir las competencias para un aprendizaje autorregulado a lo largo de toda la vida, o lo que es lo mismo, aprender a aprender y a aprender a vivir juntos actuando de modo autoevaluado y con compromiso respecto de su comunidad, de modo estratégico, consciente y efectivo, es decir inteligente. Estas interacciones se traducen cuando la persona demuestra haber sabido enfrentar y enfrentarse a cualquier tipo de información a partir del acceso y comunicación hoy dadas por las tecnologías de la información y la comunicación (TIC). La participación protagónica, lo habilita para buscar, seleccionar, combinar, evaluar, elaborar de modo individual y grupal como a expresar aquella información que se juzgue valiosa, necesaria y útil para el mejoramiento de la vida de todos y en común.

Palabrasclaves: Aprender a vivir juntos. Aprendizaje a lo largo de la vida. Colectivismo. Participación protagónica.

INTELLIGENT USE OF ICT FOR A DIGITAL CITIZENSHIP TRAINING ABSTRACT

In the informational society, citizenship formative processes should be to every person in order to permit to perform actions with effectiveness, at his and her specific socio/cultural environment, which is global

 Doctora Sénior de la Universidad Nacional La Plata; Directora General de la Fundación CEDIPROE, Buenos Aires/Argentina < www.cediproe.org.ar>; [email protected];

[email protected].

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today. That means to acquire the competences for a self regulated long life learning, within the connectivism theory of learning. Or in the same meaning, to learn how to learn and act in an evaluating way with compromise toward the community, in a strategic, aware and effective style, such is intelligent. These interactions are demonstrated when the people could enhance every kind of information accessing to it and communicating through the information and knowledge technologies (ICT), where the protagonist participation could able him and her in order to search, select, combine, evaluate, elaborate in an individual and groupal style, as to express those informations which might be valuable and useful to the improvement of the common life.

Keywords: Connectivism. Learn to live together. Long life learning.

Protagonistic participation.

1. INTRODUCCIÓN

Referirse a la formación ciudadana de las personas y los grupos actuales a través de la apropiación de las TIC para una participación protagónica y efectiva en la comunidad, apunta a considerar la tarea formativa que ello implica y que ya comienza a reclamarse. Es decir que si bien es un tema que se halla en general en la formulación de largo plazo en la agenda futura de los temas de política socioeducativa, significa reconocer la crisis que las TIC han planteado a todo el funcionamiento societal actual, de fuerte ruptura con el pasado y de pronunciada deficiencia en cuanto a las competencias que deberían poseer y desplegar personas y grupos, para moverse con efectividad en el tiempo histórico que nos toca vivir.

Vale decir que se reclama y demanda para el sector educación un nuevo o diferente sentido, que se constituye en todo un desafío. Las personas y los grupos requieren conocer hacia donde marchan o, lo que es lo mismo, pero a nivel del análisis de las ciencias sociales, seria analizar y conjeturar frente a las condiciones de incertidumbre y

 OEI, UNESCO, IIPE, SITEAL. Sistema de Información de Tendencias Educativas en América Latina. Madrid: [s.n.], 2007.

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25 El uso inteligente de las TIC para una formación ciudadana digital

riesgos varios, estudiar vías de superación de la fragmentación social existente y anticipar las condiciones de los escenarios en donde es posible construir colectivamente dicho sentido. Tema que no deja de presentar serias dificultades si se lo contextualiza en el ambiente de la reinante exclusion social, de la lógica del mercado y de la vida del hiperconsumo erosionador, que irrita cualquier análisis y reflexión para una equidad formativa, mas aun en unidades sociales altamente heterogéneas y desiguales como las de las sociedades del siglo XXI.

En la sociedad de la información y el conocimiento que nos toca vivir en el siglo XXI, las innovaciones tecnológicas modifican la relación entre lo posible y lo pensable en torno a las formas de poder que dichas novedades traen consigo y que tensionan la formas de vida colectiva4. Los procesos formativos deberían dirigirse para que cualquier persona pueda desempeñarse y moverse con efectividad en su particular medio sociocultural, hoy de inscripción global. Ello significa adquirir las competencias para un aprendizaje autorregulado contínuo a lo largo de toda la vida, o lo que es lo mismo, actuar de modo autoevaluado y con compromiso respecto de su comunidad, de modo estratégico, consciente y efectivo. Estas interacciones se traducen cuando la persona se puede enfrentar a cualquier tipo de información a partir del acceso y comunicación dadas por las tecnologías de la información y la comunicación (TIC), donde a partir de su consciente participación protagónica, se halla habilitado/a para buscar, seleccionar, combinar, evaluar, elaborar de modo individual y grupal como de difundir y expresar aquella información que se juzgue sea valiosa, necesaria y útil para el mejoramiento de la vida en común.

2. LAS COMPETENCIAS NECESARIAS

Deberíanse recordar algunas características del contexto de la globalización en los tiempos digitales que vivimos ya que preocupan para el aprendizaje y desarrollo de capacidades acordes a estos desafíos:

 BAUMAN, Z. Vida de consumo. Buenos Aires: FCE, 2007.

4JITRIK, N. Naturaleza, humanidad , cultura. Lectura y tecnología, N 6 . Revista La Biblioteca, Biblioteca Nacional: Argentina, 2007.

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• Las personas y asi los estudiantes, se moverán a una variedad de diferentes y posiblemente desconocidos campos del saber y la aplicación, en el transcurso de su vida.

• El aprendizaje informal será un aspecto de real significación en las experiencias de aprendizaje a lo largo de la vida que tendrán las personas.

• El aprendizaje formal no comprometerá la mayoría de los aprendizajes necesarios para desenvolverse en la vida.

• El aprendizaje ahora ocurre en una variedad de propuestas en las comunidades de práctica, en redes y a través de los relatos que de las tareas implicadas en los diferentes trabajos se realizan de modo no separado de la formación recibida.

• La tecnología está alterando las mentes humanas y las herramientas que se usan definen y dan cada vez más forma a nuestro pensamiento.

• Muchos de los aprendizajes hasta hace poco estudiados y comprendidos por las teorías individuales de la cognición y del procesamiento de la información, hoy ceden paso a las teorías soportadas por las redes socioelectrónicas en conectividad.

• Las organizaciones y las personas son dos entidades que aprenden: deberá otorgarse más atención al gerenciamiento del saber para fortalecer una teoría que explique las relaciones entre el aprendizaje individual y el socio-organizacional/

comunitario.

• El know-how (saber cómo) y el know-what (saber qué) están siendo suplementados por el saber dónde (know-where) porque el entendimiento de los procesos transcurre por hallar la información necesaria, justa y válida para resolver problemas.

Adquirir las competencias para lo enunciado significa conformar un aprendizaje autorregulado y contínuo a lo largo de toda la vida, o lo que es lo mismo, aprender a actuar de modo autoevaluado y con compromiso respecto de uno mismo y de la comunidad, de modo estratégico, consciente y reflexivo, implicando redefinir variados conceptos relativos al acceso, dominio y evaluación de la información, junto con una revisión de la concepción y práctica de la formación.

• Una competencia apunta al conjunto de capacidades complejas

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27 El uso inteligente de las TIC para una formación ciudadana digital

que incluyen saberes, procedimientos y actitudes referidas al saber hacer reflexivo en un campo del conocimiento.

• Las competencias tecnológicas se relacionan al campo informático y telemático para que de modo metacognitivo, cultural y crítico, se sepa hacer con criterio y ética para operar con eficiencia, eficacia y pertinencia equipos, procedimientos, mediaciones,etc.

• Ello implica actitudes flexibles que aprovechen lo incierto con autoconfianza y vincúlase de modo reflexivo y aplicativo en la comprensión de los fenómenos y procesos.

Asimismo, los tiempos globales hoy en su cuestionamiento5, alegando su uniformización que ha destruido identidades, desafian por apropiar rasgos de y para el consumo local a través de producir síntesis creativas hacia una prosperidad sin precedentes para los países del sur del mundo, con creatividad y capacitación mediante se hallan a la espera de acrecentar. Entonces, más que nunca, es un desafío por y para la creación/apropiación, el desarrollo y consolidación flexible de las competencias nombradas.

Se trata de este modo de reconsiderar los esfuerzos educativos (curriculares o informales) que se constituyen en el centro del desarrollo sociocognitivo y cultural de personas, grupos y organizaciones de una sociedad. Hoy dichas áreas se hallan atravesadas por nuevas modalidades tecnológicas de producción, almacenamiento y distribución, es decir las TIC. Las mismas en general hasta ahora, se han encontrado en decisiones y manos de empresas que siguiendo la lógica del mercado, actuaron y aún actúan en búsqueda del beneficio a corto plazo o hacia el control de las demandas de una población consumidora. A la par de hallarse esto cuestionado, hoy ello está también en crisis, si se piensa en las posibilidades participativas de las TIC en su versión Web 2.06.

5 CORRADINI, L. Un mundo multipolar.El futuro que se anticipó en Davos. Diario La Nacion:

Buenos Aires 3 de febrero, 2008.

6 Web 2.0: se trata de las posibilidades participativas y protagónicas que Internet brinda a sus usuarios con los Flickrs, Youtube, I-Pod, weblogs, etc, además de los foros, chats y teleconferencias.

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Entonces el reto aparece en los nuevos espacios telemáticos que definen intenciones y modalidades de participación alternativas al existente control social y disciplinamiento cultural vigente. Es decir la aceleración tecnológica sin precedentes que se vive, la que continua y continuará por largo rato, hace cada vez más posible los principios de aprender a aprender y aprender a vivir juntos7, desafíos educativos supremos del siglo XXI, inscriptos en la tarea política de la superación de la desigualdad8 social reinante, a fin de establecer y adquirir las nuevas competencias de desarrollo cognitivo y cultural ciudadanos, como se dijera.

Aprender a aprender significa la práctica reflexiva acerca de las propias experiencias de aprendizaje9 que solo se ven facilitadas por un acompañante cognitivo altamente calificado, que no siempre existe.

Las habilidades subyacentes para aprender a aprender responden al logro del mayor profesionalismo con ética, la comunicación y expresión oral, la resolución de problemas con pensamiento crítico, la creatividad y la innovación. Aprender a vivir juntos significa aprender a reconocer y aceptar al diferente en prácticas de respeto a la diversidad, solidaridad y de compromiso responsable, sobre todo evidenciadas en el trabajo colaborativo y de equipo.

Para ello deberá socializarse y practicar los nuevos registros simbólicos de las nombradas TIC, conociendo sus atributos o propiedades para un uso inteligente, lo que al mismo tiempo, significa tomar conciencia de sus implicaciones textuales y discursivas inscriptas en un marco más amplio socioeconómico, ideologicopolítico y cultural de producción de saber en general que hoy apela en nuestra sociedad , a la tecnología.

7 UNESCO, Informe Delors, Paris.

8 CANCLINI,N. La globalización imaginada. Buenso Aires: Paidos, 1998.

9 Metacognición: el conocimiento que elabora una persona acerca del conocimiento que va generando de un modo más pertinente en interacción con las diversas situaciones, lo que lo convierte en un/a pensador/a cada vez mas hábil.

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29 El uso inteligente de las TIC para una formación ciudadana digital

3. LAS TIC

Las TIC son parte de la cotidianeidad contemporánea del habitus10 virtual o, lo que es lo mismo, son interface invisible del entorno actual con el que cada vez se interactua más y más mediadamente, que llamamos de “inteligente ambiental”: ello conforma un paraguas digital inclusivo11 que debería ser abarcativo a ser respirado por todos y todas dentro de la ecología12 virtual, donde son y serán necesarias cada vez más, acciones educativas específicas robustecedoras de una calidad educativa y por ende, del mejoramiento de la vida en general.

Se define en la era digital, la calidad de vida: en saber cuándo, para qué, porqué, qué, cómo activar y utilizar cada TIC, o sea que la persona sea consciente del herramental cada vez más tácito que se encuentra en su contexto, en su vida, que debe adquirirlo y desarrollarlo, o si lo posee, que debe mejorarlo y (debería) explicitarlo para comunicarlo y compartirlo con otros.

Por ello la acción primera sería apuntar a una equitativa socialización tecnológica crítica de todos superadora de exclusiones para el logro (del beneficio) de tomar conciencia de la realidad de incertidumbres varias, paradojas e incoherencias que se vive en la sociedad del siglo XXI con Internet y con las TIC en general, si se trata de anticipar y construir algún sentido ordenador y posibilitador de un desarrollo de las capacidades de las personas.

4. UN USO INTELIGENTE

Representa la integración, en el producto o servicio sociotecnológico de las TIC en general y en su aplicación formativa en particular, de subprocesos que demuestran ser satisfactorios por que son útiles, valiosos, viables, precisos, realistas, lúcidos, prudentes, éticos para la

10 BOURDIEU, P. El sentido práctica. Madrid: Taurus, 1991.

11 BROWN, J. and DIGUID. Work in progress. Universities in the digital age, 1995.

< http://www2.parc.com/ops/members/brown/papers/university.html >

12 SIEMMENS,G. Connectivism: A Learning Theory for the Digital Age, 2005. http://www.itdl.

org/Journal/Jan_05/article01.htm.

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vida personal y comunitaria, y por ello se han incorporado al hardware, software y al mindware (o tecnologías invisibles13) de las mediaciones y prácticas socioculturales y educativas.

Ello significa que se debe aprender a comprender las TIC y a enseñar la práctica de su uso inteligente que media en la enorme y veloz información que circunda y penetra en la vida cotidiana en general.

Ello se dará cuando:

• Se reconozca que el sentido de las acciones son proceso y producto de las mediaciones tecnológicas: visión que las reconoce no más como algo instrumental sino sustantivo14 o estructural al interior de cualquier relación social, por ende intrínseca a la acción educativa15.

• Sea reconocido que todo proceso simbólico y así, la producción y distribución de bienes y servicios hoy se da en la sociedad digital de las redes. Una red simplemente se define como las conexiones entre diversas entidades sociales las que crean un todo integrado y autorregulado a pesar que la transformación de la información procede por la extracción de fragmentos muchas veces sin remitirse a la lógica de la totalidad a la cual pertenecen , y que poseen algunas de estas consecuencias: no existe propiedad individual de los textos, cada quien se apropia de ellos y pueden producirse alteraciones al interior de la red, con imprevisibles efectos en el todo.

• Se entienda que el desafío de muchas organizaciones se da solo a través del conectivismo al poder enfrentar y gerenciar sus actividades, ya que el conocimiento surge de la capacidad

13 FAINHOLC, B. El conocimiento tecnológico necesario en este fin de siglo: acerca de la necesidad de las tecnologías invisibles. Trabajo presentado en SOMECE 97. XIII Simposio Internacional de Computación en la educación. Del 20 al 24 de set/1997.

Toluca,México,1997.

14 FAINHOLC, B. La Tecnología Educativa Apropiada: una revisita a su campo a comienzos de siglo. Publicado en Revista RUEDA Nº 4. Red Universitaria de Educación a Distancia Universidad Nacional de Luján, Setiembre, 2001.

15 MOLL, L. Vigotsky y La Educación. Buenos Aires: Aique, 1992; WERTSCH, J. La mente en acción. Buenos Aires: Aique, 1999; DADIDOV. La teoría de la Actividad. In: VIZCARRO y LEÓN (comp.) Nuevas tecnologías para el aprendizaje. Madrid: Pirámide, 1997.

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31 El uso inteligente de las TIC para una formación ciudadana digital

correcta de conectar informaciones elaboradas, en el momento y situación correctas. Ello hasta ahora no fue contemplado ni por el conductismo, el cognocitivismo y el constructivismo como retos a las necesidades de conformar y transferir saber en tiempos de problemas digitales en las organizaciones de variado perfil. En la sociedad de la información y la economía del conocimiento, los flujos informacionales son elementos centrales para la efectividad organizacional, lo que es equivalente a lo que era la chimenea de una fábrica en tiempos industriales.

Entonces, crear, combinar, preservar y utilizar flujos de información es la actividad ecológica central de una organización que aprende sin cesar. Se establece así una teoría conectivista como alternativa de aprendizaje16, que incluye por definición a la tecnologia de conectividad dada por las TIC e Internet, donde ahora, se encuentra casi toda la información que se requiere para actuar en la época digital.

Así nuestras competencias se derivarán de conformar ricas conectividades, es decir y en consecuencia cuando se reconozca y dominen las TIC como útiles para la satisfacción de las necesidades/

demandas de personas, grupos y organizaciones, significa, entonces distinguir lo relevante de lo superfluo, dominar la lectura estratégica en línea con criticidad y autoconfianza, extraer y relacionar información verdadera y valiosa para la resolución de problemas reales, entre otros elementos.

De este modo, el uso inteligente de las TIC consta a su vez, de las

16 SIEMMENS (2005) op. cit. Entre los principios del conectivismo se piensa que el aprendizaje es un proceso de conectividades entre nodos especializados de diferentes fuentes de información que no necesariamente son humanas. La capacidad de desarrollar y mantener conexiones culturales – entre campos, ideas y conceptos – es crítica y se facilita a través del aprendizaje continuo. Ello se logra con habilidades precisas aplicadas a actividades concretas. Por ello, la práctica autoevaluada en la toma de decisiones al interior del aprendizaje es central, donde se evalua y selecciona el sentido de la información entrante que puede ser correcta hoy pero no mañana debido a las alteraciones en el clima reinante de las informaciones al momento de las decisiones.

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siguientes dimensiones formativas17:

• Instrumental porque, como se dijera , apunta al dominio técnico o código simbólico de cada tecnología.

• Cognitiva porque se relaciona con el aprendizaje de conocimientos, procedimientos y habilidades específicos que permitan buscar, seleccionar, analizar, comprender y recrear información a la que se accede a través de las TIC.

• Actitudinal vinculada al replanteo y desarrollo de valores y actitudes hacia la tecnología de modo que sean críticas y superen predisposiciones y sesgos tecnofóbicos o tecnofílicos, y sociopolítica ya que se direcciona a la toma de conciencia que las TIC no son asépticas ni neutrales desde el punto de vista sociocultural e individual sino que inciden significativamente en la conformación fragmentada de la subjetividad (Diaz, E.

1997), del entorno cultural y la conciencia sociopolítico de las personas en la sociedad actual.

• La formación requerida para aprender a aprender y a vivir juntos, a lo largo de la vida así apunta a lograr otro tipo de alfabetización pertinente al siglo XXI.

Dicha alfabetización es tecnológica y debe ser pertinente y lúcida para todos y todas los ciudadanos, niños, jóvenes y adultos – varones y mujeres. Ello requiere desarrollar y afianzar conocimientos, procedimientos, habilidades instrumentales, sociocognitivas, emocionales y de ejercicio participativo en relación a la información distribuida en las redes conectivas. Aplicar competencias para probar el acierto (o desacierto) de las resoluciones adoptadas – lo que a su vez fortifica la capacidad de dudar, replantear valores con actitudes proactivas de índole sociopolítico y cultural18 – fortalece la conciencia en la práctica en relación a todas las mediaciones con tecnologías.

Por lo tanto, los objetivos siguientes que se enumeran, serian aquellas tareas formativas para ciudadanos y por ende estudiantes que

17 AREA MOREIRA, M. Los medios y las tecnologías en la educación. Madrid: Pirámide,2004.

18 ARENDT, H. La crisis de la educación, en Entre el pasado y el futuro. Ocho ejercicios sobre la reflexión política, trad. Ana Poljak. Barcelona: Península, 1996.

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33 El uso inteligente de las TIC para una formación ciudadana digital

deberían alcanzar en dicha alfabetización en la interacción con los nuevos entornos y medios digitales a fin de demostrar el:

• Dominio del manejo técnico de cada tecnología:

conocimiento práctico del hardware y software que caracteriza a cada medio.

• Poseer un conjunto de conocimientos, procedimientos y habilidades específicos que les permitan buscar, seleccionar, analizar, comprender y recrear la enorme y veloz cantidad de información a la que se accede a través de las TIC para anticipar y resolver problemas concretos.

• Desarrollar valores reflexivos y actitudes realistas y críticas hacia la tecnología que superen predisposiciones y sesgos de considerarlas panaceicas o que se las rechace sistemáticamente por considerarlas culpables de todos los riesgos sociales que conllevan.

• Reconocer medios y mediaciones tecnológicas en su vida cotidiana no sólo como recursos de ocio recreativo o de consumo lo más juicioso posible, sino de expresión y participación solidaria dentro de los entornos organizacionales y comunicacionales de una comunidad y grupos.

5. PARA FINALIZAR

Se observa que dichos objetivos no quedan solamente en el plano de la instrumentalidad técnica – muy necesaria si se trata de materializar cambios consecuentes con los diagnósticos de falencias y ausencias diversas, vistas en la práctica evaluativa de los procesos y resultados educativos logrados en los países del sur del mundo – sino que los mismos deben inscribirse y articularse en la dimensión sociopolitica de una comunidad, que es la única que de modo efectivo y pertinente, anticiparía y (re)construiría sentidos, siempre y cuando los mismos sean resultado de la participación protagonista y solidaria en la toma de decisiones por parte de todos los actores sociales. En todo caso los objetivos señalados por ende, son productos del consenso a través de profundos procesos de debates democráticos, participativos y de negociación pública.

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REFERENCIAS

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35 El uso inteligente de las TIC para una formación ciudadana digital

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WERTSCH, J. La mente en acción. Buenos Aires: Aique, 1999.

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RELACIONES ECONÓMICAS UNIÓN EUROPEA / BRASIL Fátima Marília Andrade de Carvalho1 RESUMEN

Las restricciones arancelarias y no arancelarias vigentes sobre las importaciones en los países desarrollados han sido apuntadas como uno de los factores que dificultan el mejor desempeño del intercambio comercial. Las exportaciones brasileñas para el mercado europeo representan cerca de 27,0%. En las importaciones de la UE, Brasil ocupa la 13ª posición y es un importante receptor de inversiones externas directas desde Europa. Las dificultades en las relaciones Brasil/UE se resumen fundamentalmente a puntos relativos al comercio de productos agrícolas de Brasil y de los demás países del Mercosur, que piden una mayor apertura de los mercados europeos y del bloque suramericano para compras gubernamentales, inversiones y servicios.

Palabras clave: Exportaciones Brasileñas. Importaciones Brasileñas.

Inversiones Externas Directas. Relaciones Brasil/UE.

ECONOMIC RELATIONS EUROPEAN UNION/BRAZIL ABSTRACT

Tariffs and no-tariffs restrictions on the imports from developed countries have been pointed out as one of the factors that hamper the best performance of commerce exchange. The Brazilian exports to the European market represent roughly 27,0%. In terms of imports Brazil places the 13th position in the ranking of European Union (UE) as an important receiver of direct foreign investments (FDI) from Europe. Difficulties in the bilateral trade relationship between Brazil and UE are summarized fundamentally as existing tariffs imposed

1 Doutora Sênior em Economia Agrária; Integrante de equipe técnica da SECTES-MG;

Docente do Curso Superior de Tecnologia em Gestão de Finanças Públicas e Auditoria Governamental da FaPP/CBH/UEMG.

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by the commerce of agricultural products from Brazil and others Mercosul countries, which have been asking for greater opening of the European market and for opening of the South American block to the governmental purchases, investments and services.

Keywords: Brazilian Exports. Brazilian Imports. Direct Foreign Investments. Relation Brazil/UE.

1. INTRODUCCIÓN

En relación a los intercambios comerciales, se puede decir que, actualmente, la Unión Europea (UE) es la primera potencia comercial del mundo. Según el Ministerio de Desenvolvimiento, Industria y Comercio (MDIC) (2007) la UE es un importante exportador mundial de mercancías con más de 1.900.000 millones de euros en 2005, más de la quinta parte (27%) del total mundial; el primer proveedor mundial (310.000 millones de euros en 2005) de inversiones extranjeras directas (IED) representando 46,0% y el segundo receptor mundial (407.900 millones de euros en 2005) de inversiones extranjeras, representando 71.0% según la Conferencia de las Naciones Unidas sobre Comercio y Desenvolvimiento (UNCTAD) (2007). Además, es el principal mercado de exportación para unos 130 países de todo el mundo y su comercio internacional representó más del 14% del producto interior bruto en 2005, frente al 12% de EEUU y el 11% de Japón.

La UE ha revelado también un gran dinamismo en lo que se refiere a los acuerdos preferenciales en relación al resto del mundo, siendo actualmente responsable de aproximadamente el 40% de ellos (TACHINARDI, 2004). Es un modelo bastante específico que sigue un patrón definido desde su creación en 1957 y que viene a lo largo de los años ampliando el número de Estados miembros. En 1986 ha llegado a 15 países miembros y en 2004 se amplió a 25 con la entrada de 10 países de Europa Central y Oriental, correspondiendo actualmente a 27 países con la reciente incorporación de Bulgaria y Rumania.

Así, la política comercial sigue siendo un gran impulsor del proceso de unificación europeo y también sigue desempeñando un papel

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39 Relaciones económicas Unión Europea/Brasil

importante en lo que concierne a un acercamiento y aumento en términos de intercambios comerciales entre la UE y los demás países y/o bloques regionales a nivel mundial. Éste es el caso de las relaciones entre la UE y los EEUU, Mercosur, países de África, del Caribe y del Pacífico (ACP), países mediterráneos, países asiáticos y con otros países desarrollados.

En cuanto a las relaciones de la UE con América Latina, la cooperación se encuentra menos estructurada. Por otro lado, se han firmado acuerdos en el marco de cooperación entre la UE y Argentina, Brasil, México y Uruguay, así como con los países del Grupo Andino (Bolivia, Ecuador, Colombia, Perú y Venezuela) con el objetivo de apoyar la integración económica regional.

2. RELACIONES ECONÓMICAS UNIÓN EUROPEA / MERCOSUR

En lo que se refiere a los acuerdos de asociación birregional con el objetivo principal de integración comercial, se encuentra el acuerdo UE/Mercosur2, propuesto en 1995 con la perspectiva de su implementación en 2004. En los cinco primeros años, la propuesta no avanzó mucho y la conclusión de las negociaciones, previstas para octubre de 2004, no fue posible, debido a la discordancia en relación al cambio de ofertas en agricultura, bienes manufacturados, inversiones, servicios y compras gubernamentales, habiendo sido postergada la negociación, sin determinación de otro plazo. En marzo de 2005, las negociaciones fueron retomadas con miras a ganar nuevo impulso, pero las conclusiones fueron que un pacto comercial solo tenía condiciones de ser firmado después de la finalización de la Ronda de Doha de la Organización Mundial de Comércio (OMC).

2 El acuerdo Unión Europea/ Mercosur deberá englobar todos los respectivos miembros, que actualmente totalizan 31 países .Hacen parte de la UE: Alemania, Austria, Bélgica, Chipre, Dinamarca, Eslovaquia, Eslovenia, España, Estonia, Finlandia, Francia, Grecia, Hungría, Irlanda, Italia, Letonia, Lituania, Luxemburgo, Malta, Países Bajos , Polonia, Portugal, Reino Unido, República Checa , Suecia, Rumania y Bulgaria. En el caso del Mercosur, los países son:

Brasil, Argentina, Paraguay y Uruguay, y los países asociados: Bolivia, Chile y Perú (COMISIÓN EUROPEA,2003).

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De cerrarse ese acuerdo, UE/Mercosur formaría el segundo mayor bloque económico del mundo y beneficiaría 700 millones de consumidores de los dos bloques.

Entre tanto, las relaciones entre UE y MERCOSUR están marcadas por grandes asimetrías. La UE, como primer socio comercial extra- rregional del Mercosur, responde aproximadamente con el 23% de los flujos externos totales (suma de exportaciones e importaciones), mientras que el Mercosur no responde por más del 3% de los flujos comerciales (EUROSTAT, 2007).

En términos de representatividad, cuando es abordada la relación comercial UE/Mercosur, queda en mayor evidencia la potencia de las economías de los países como Brasil y Argentina, que responden conjuntamente por cerca del 96% de las exportaciones del Mercosur con destino a los países de la UE. Según cifras de la Fundación del Comercio Exterior (FUNCEX) , entre 1960 - 1990, la participación de la UE en el comercio de estos dos países fue superior al 30%. Si bien ese flujo comercial se ha reducido, la UE absorbe, actualmente, aproximadamente el 25% de las exportaciones extrarregionales del Mercosur y provee casi el mismo porcentaje de las importaciones del mismo.

El interés de la UE con relación al Mercosur se ve aumentado también por otros factores tales como: los lazos históricos entre Europa y América Latina, unidos al potencial de crecimiento de estas economías y la perspectiva de formación de la Alianza de Livre Comercio de las Américas (ALCA).

El patrón del comercio bilateral UE/Mercosur siempre fue semejante al patrón mundial Norte-Sur, es decir, el Mercosur exporta básicamente bienes primarios o poco elaborados, intensivos en recursos naturales, tales como: oleaginosos, carnes, jugo de naranja, tabaco y café e importa bienes de alto valor agregado, principalmente productos químicos, máquinas y equipamientos y materiales de transporte. Esa composición de los flujos comerciales bilaterales explica también el tímido crecimiento de las importaciones de la UE provenientes del Mercosur, que exporta productos poco dinámicos y enfrenta barreras

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41 Relaciones económicas Unión Europea/Brasil

comerciales de entrada en el mercado europeo.

Una de las características de las negociaciones de la UE es la supervivencia del proteccionismo agrícola, que provee significativos volúmenes de subsidio a la exportación de productos agrícolas y también a la producción doméstica, constituyéndose éste uno de los principales desafíos de las negociaciones en el contexto UE/Mercosur.

La pauta de exportación del Mercosur a la UE es particularmente dañina en términos de protección por estar concentrada en productos afectados por barreras comerciales, como son los productos de origen agrícola.

En relación al sector agropecuario, la Agenda de Cooperación entre los dos bloques incluye la promoción del comercio de productos, la compatibilidad de la legislación para prevenir la formación de barreras comerciales, la implantación de medidas de carácter ambiental, la protección de los consumidores y la garantía de seguridad alimentaria.

Las exportaciones agrícolas del Mercosur para la Unión Europea enfrentan varios tipos de restricciones tales como: altas tarifas arancelarias, cuotas de importación limitadas, salvaguardas especiales, medidas sanitarias, entre otras, convirtiéndose esas restricciones en un área estratégica de las negociaciones del Mercosur (ICONE BRASIL, 2004).

Con la ampliación de la UE a 27 países, las perspectivas del Mercosur son de mayores dificultades de acceso al mercado europeo ya que la mayoría de los 10 nuevos países miembros tienen la agricultura como fuerza exportadora.

Así, la cuestión del proteccionismo se sitúa en la base de las limitaciones de un acuerdo de UE/Mercosur, aún cuando los intereses europeos estén más allá de la esfera comercial, extendiéndose para el área de inversiones directas y servicios.

Referências

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