CEDERJ-PVS -História - Módulo 1_2011 - exercícios do capítulo 3
Gabarito
1) (Enem 2008) –
Resposta: opção A
2) (Enem 2006) –
Resposta: opção C
3) (Enem 2010) –
Resposta: opção E
4) (Enem 2006) –
Resposta: opção D
5) (Enem 2002) –
Resposta: opção B
6) (Enem 2001) –
Resposta: opção E
7) (Enem 2001) –
Resposta: opção B
8) (Enem 2001) –
Resposta: opção C
...E mais exercícios
Enem 2009 - O que se entende por Corte do antigo regime é,em primeiro lugar, a
casa de habitação dos reis de França,de suas famílias, de todas as pessoas que, de
perto ou de longe, dela fazem parte. As despesas da Corte, da imensa casa dos reis,
são consignadas no registro das despesas
do reino da França sob a rubrica significativa de Casas Reais. ELIAS, N. A sociedade de
corte. Lisboa: Estampa, 1987.Algumas casas de habitação dos reis tiveram grande efetividade política e
terminaram por se transformar em patrimônio artístico e cultural, cujo exemplo é
A) o palácio de Versalhes.
B) o Museu Britânico.
C) a catedral de Colônia.
D) a Casa Branca.
E) a pirâmide do faraó Quéops.
Resposta: opção A
Enem 2009 - A Idade Média é um extenso período da História do Ocidente cuja
memória é construída e reconstruída segundo as circunstâncias das épocas
posteriores. Assim, desde o Renascimento, esse período vem sendo alvo de
diversas interpretações que dizem mais sobre o contexto
histórico em que são produzidas do que propriamente sobre o Medievo.
Um exemplo acerca do que está exposto no texto acima é
A) a associação que Hitler estabeleceu entre o III Reich e o Sacro Império Romano
Germânico.
B) o retorno dos valores cristãos medievais, presentes nos documentos do Concílio
Vaticano II.
C) a luta dos negros sul-africanos contra o apartheid inspirada por valores dos
primeiros cristãos.
D) o fortalecimento político de Napoleão Bonaparte, que se justificava na amplitude
de poderes que tivera Carlos Magno.
E) a tradição heroica da cavalaria medieval, que foi afetada negativamente pelas
produções cinematográficas de Hollywood.
Resposta: opção A
Henricus Martellus, 1489. Londres: British Library. Abraham Ortelius, Theatrum Orbis Terrarum, 1570.
A partir da análise e comparação desses mapas e considerando-se outros conhecimentos sobre o assunto, é CORRETO afirmar que
A) a cartografia européia, por razões religiosas, não assimilou o conhecimento dos povos indígenas acerca dos continentes recém-descobertos.
B) a concepção de um mundo fechado, em oposição à idéia de um cosmos aberto, dominou a cartografia européia até o século XVII.
C) as navegações alteraram o conhecimento do mundo, à época, jogando por terra os mitos antigos sobre a inabitabilidade das zonas tórridas.
D) os descobrimentos, em fins do século XV, resultaram da expansão do conhecimento do mundo alcançado pelos geógrafos do Renascimento.
Resposta: opção C
(UFU 2009) --- Observe a imagem abaixo.
Rembrandt Hermans van Rijn. A Lição de Anatomia do Dr. Tulp (1632). Óleo sobre tela, 162,5 X 216,5 cm. Haia, Mauritshuis.
Considerando o quadro acima e o contexto histórico em que foi pintado, marque para as alternativas abaixo (V) verdadeira, (F) falsa ou (SO) sem opção.
1 ( ) No século XVII, o estudo de anatomia era realizado somente por artistas, pois os cientistas estavam mais interessados pela Astronomia e pela Física do que por qualquer relação com os saberes sobre o corpo humano.
2 ( ) O quadro acima é representativo de um momento da história da ciência moderna em que há uma valorização do conhecimento “empírico”, abalando os cânones da autoridade eclesiástica no que se refere aos saberes sobre a natureza.
3 ( ) O estudo da anatomia humana foi altamente desenvolvido nos séculos XVI e XVII, sendo que seus resultados tiveram forte influência nos campos das artes, principalmente na pintura, na escultura e na arquitetura do Renascimento e do Barroco.
4 ( ) A sociedade européia do século XVII aceitava, com naturalidade, a utilização de cadáveres humanos nas aulas de anatomia, uma vez que naquele momento, a Igreja ou a ética cristã não exerciam mais qualquer influência nos domínios da ciência.
Resposta
: F V V F
(UFC 2008) - Na sociedade medieval, vigorava uma ideologia que considerava as
mulheres inferiores aos homens,resultando em um cotidiano marcado pela hegemonia da autoridade masculina. Ainda que a Igreja pregasse que homens e mulheres eram objetos do amor de Deus, não eram poucos os religiosos que percebiam as mulheres como agentes do demônio.
Com base nas informações acima e em seus conhecimentos, assinale a alternativa correta sobre a cultura e a sociedade européias, no período classicamente conhecido como Idade Média.
A) As mulheres eram consideradas inferiores aos homens por serem incapazes de trabalhar com as técnicas tradicionais de cura por meio do uso de plantas medicinais.
B) A mentalidade era profundamente marcada pelo ideário católico, que preconizava, inclusive, o papel que homens e mulheres deveriam desempenhar na sociedade.
C) A submissão feminina à autoridade masculina caracterizou a sociedade daquele tempo como uma organização tipicamente matriarcal.
D) A mulher, ainda que posta em uma condição submissa em relação ao homem, tinha grande poder e influência sobre a Igreja Católica.
E) A condição feminina era fruto da grande influência que o racionalismo científico exercia sobre a cultura daquele período.
Resposta : opção B
(UFU 2007) –A imagem abaixo foi concebida em 1434 pelo artista flamengo Jan Van Eyck (1390-1441). A cena foi encomendada pelo mercador italiano Giovanni Arnolfini – retratado na tela ao lado de sua noiva, Jeanne de Chenany – e testemunhava a união conjugal desse casal.
Jan Van Eyck. O Casal Arnolfini (1434). Óleo sobre madeira, 82 X 60 cm. Galeria Nacional, Londres. Disponível em: http://gallery.euroweb.hu/art/e/eyck_van/jan/15arnolf/15arnol.jpg
Considerando o contexto social, econômico e artístico em que esse quadro foi pintado, assinale a alternativa INCORRETA.
A) O quadro é indicativo de transformações históricas pelas quais passavam a Europa desde a crise do feudalismo. Ele testemunha a emergência de novas classes sociais e de novos sentidos para a arte no contexto da chamada Revolução Comercial, retratando uma cena cotidiana de pessoas comuns (no caso, burgueses).
B) No século XV, a presença de mercadores italianos no norte da Europa era comum. Flandres e a Península Itálica estavam conectadas entre si desde, pelo menos, o século XIII, fazendo parte de uma grande rede de comunicação comercial, marítima e terrestre
constituída na Europa.
C) O quadro demonstra que a nascente burguesia européia, do século XV em diante, passou a gozar de status social correspondente ao da nobreza. Isso porque, ao longo dos séculos XV, XVI e XVII, figurar em obras de arte era privilégio exclusivo dos grupos sociais de maior poder e prestígio.
D) A pintura flamenga do século XV dialogou com o Renascimento Italiano. A técnica da pintura a óleo, por exemplo, foi introduzida em Flandres e também na Itália naquela época. Essa técnica permitiu que pintores flamengos, florentinos e venezianos dessem mais
realismo e vivacidade às suas obras. RESPOSTA: OPÇÃO C
(Unesp2008) -- Galileu, talvez mais que qualquer outra pessoa, foi o responsável pelo
surgimento da ciência moderna. O famoso conflito com a Igreja católica se demonstrou fundamental para sua filosofia; é dele a argumentação pioneira de que o homem pode ter expectativas de compreensão do funcionamento do universo e que pode atingi-la através da observação do mundo real.
O “famoso conflito com a Igreja católica” a que se refere o autor corresponde (A) à decisão de Galileu de seguir as idéias da Reforma Protestante, favoráveis ao desenvolvimento das ciências modernas.
(B) ao julgamento de Galileu pela Inquisição, obrigando-o a renunciar publicamente às idéias de Copérnico.
(C) à opção de Galileu de combater a autoridade política do Papa e a venda de indulgências pela Igreja.
(D) à crítica de Galileu à livre interpretação da Bíblia, ao racionalismo moderno e à observação da natureza.
(E) à defesa da superioridade da cultura grega da antigüidade, feita por Galileu, sobre os princípios das ciências naturais.
RESPOSTA: opção B
(UFU 2008) --Leia o seguinte trecho.
“A tese segundo a qual os Reformadores teriam deixado a Igreja romana porque ela estava repleta de devassidões e impurezas é insuficiente. No tempo de Gregório VII e de São Bento, existiam tantos abusos na Igreja como na época da Reforma. Não resultou daí, contudo, nenhuma ruptura comparável à do Protestantismo. Outro fato que deve nos
esclarecer: Erasmo, tão duro no Elogio da Loucura (1511) para os padres, monges, bispos e papas do seu tempo, não aderiu, entretanto, à Reforma. Inversamente, quando, no século XVII, a Igreja católica tinha corrigido a maior parte das fraquezas disciplinares que se podia legitimamente lhe censurar no século precedente, as diferentes confissões reformadas não pretenderam regressar à obediência de Roma.”DELUMEAU, J. Nascimento e Afirmação da Reforma. São Paulo: Pioneira, 1989, p. 59.
Levando em conta as causas da Reforma protestante e o texto acima, marque para as afirmativas abaixo (V) verdadeira, (F) falsa.
1 ( ) A insatisfação de religiosos com o comportamento imoral do baixo clero em fins do século XV, com a corrupção da alta hierarquia da Igreja romana e com o escândalo da venda das indulgências, é uma causa suficiente para se explicar a Reforma protestante. 2 ( ) A Reforma protestante tem suas causas nas transformações sociais, políticas e religiosas do final da Idade Média. Estas transformações levaram, por exemplo, ao enfraquecimento da autoridade eclesiástica frente à laica, à dúvida quanto à salvação individual dos fiéis e ao fortalecimento das formas místicas de devoção pessoal.
3 ( ) O saber humanista foi uma das causas da Reforma protestante. O conhecimento aprofundado de línguas antigas, como o Grego, o Latim e o Hebraico, permitiu a alguns sábios questionar a autoridade da tradução católica da Bíblia.
4 ( ) A Reforma protestante foi causada pela necessidade dos heréticos de formarem novas Igrejas, o que evitou sua perseguição pelo Santo Ofício, as condenações à morte na fogueira, as excomunhões e as censuras estabelecidas pelo Index.
RESPOSTA: F – V – V – F
(UFU - 2006) -- Com o objetivo de aumentar o poder do Estado diante dos outros Estados, [o Mercantilismo] encorajava a exportação de mercadorias, ao mesmo tempo em que proibia exportações de ouro e prata e de moeda, na crença de que existia uma quantidade fixa de comércio e riqueza no Mundo. ANDERSON, Perry. Linhagens do Estado Absolutista, São Paulo Brasiliense, 1998. p. 35.
O trecho acima refere-se aos princípios básicos da doutrina mercantilista, que caracteriza a política econômica dos Estados modernos dos séculos XVI, XVII e XVIII.
Com base nessa doutrina, marque a alternativa correta.
A) A doutrina mercantilista pregava que o Estado deveria se concentrar no fortalecimento das atividades produtivas manufatureiras, não se envolvendo em guerras e em disputas territoriais contra outros Estados.
B) Uma das características do mercantilismo é a competição entre os Estados por mercados consumidores, cada qual visando fortalecer as atividades de seus comerciantes,
aumentando, conseqüentemente, a arrecadação de impostos.
C) Os teóricos do mercantilismo acreditavam na possibilidade de conquistar mercados por meio da livre concorrência, de modo que era essencial desenvolver produtos competitivos, tanto no que diz respeito ao preço como em relação à qualidade.
D) A conquista de áreas coloniais na América é a base de qualquer política mercantilista. Tanto que o ouro e a prata, de lá provenientes, possibilitaram ao Estado espanhol figurar como o mais poderoso da Europa, após a Guerra dos Trinta Anos.
Resposta: opção B
(UFMG – 2006) --- Considerando-se o papel e a importância do mercantilismo, é INCORRETO afirmar que
A) essa doutrina tinha como fundamento básico a convicção de que o Estado deverias interferir nos processos econômicos.
B) as políticas fundamentadas nessa doutrina abarcavam as relações entre os paises da Europa ocidental e, também, os laços entre esses e suas colônias.
C) O principal aspecto dessa doutrina era a adoção de ações planejadas para fomentar a industrialização da economia.
D) Essa doutrina consistia num conjunto de pressupostos e crenças econômicas vigentes no período de formação e apogeu dos Estados modernos.
Resposta: opção
C
(UFU-2004- adaptada)) -- Leia o texto abaixo, escrito em 1513 por Nicolau Maquiavel, em sua obra O Príncipe.
“(...) é necessário a um príncipe, para se manter, que aprenda a poder ser mau e que se valha ou deixe-se de valer disso segundo a necessidade”.
Considerando esse trecho, exemplar das concepções políticas modernas inauguradas no Humanismo italiano, assinale a opção que NÂO corresponde a essas concepções.
A) A ação piedosa e moralmente correta dos príncipes nem sempre é eficaz do ponto de vista da manutenção do poder, necessitando estes de serem capazes de praticar a maldade e perceberem o momento de serem maus.
B) Os príncipes devem ser sempre maus, pois o poder advém do emprego da força e da falta de escrúpulos. A política desenvolve-se, portanto, no campo da imoralidade e das injustiças.
C) A política, diferentemente do que se pensava na Idade Média, tem uma lógica própria que não se confunde com a ação cristã piedosa.
D) A virtude política não é idêntica à virtude moral do príncipe, e fazer política estritamente dentro dos limites da moralidade é ingenuidade daquele que pretende manter-se no poder.
Resposta: opção B
(UFU- 2003 adaptada) - “Nada havendo de maior poder sobre a terra, depois de Deus, que os príncipes soberanos, e sendo por Ele estabelecidos, como seus representantes para governarem os outros homens, é necessário lembrar-se de sua qualidade, a fim de
respeitar-lhes e reverenciar-lhes toda a majestade com toda a obediência, a fim de sentir e falar deles com toda a honra, pois quem despreza seu príncipe soberano, despreza a Deus, de quem ele é a imagem na terra.” Jean Bodin (1530-1596)
As afirmações de Jean Bodin sintetizam a concepção de poder do Estado Absolutista. A respeito de suas práticas e fundamentações teóricas, podemos afirmar que
I – diferentemente de Jean Bodin, Nicolau Maquiavel,autor da afirmação “os fins justificam os meios”, pregava um sistema de poder monárquico parlamentar descentralizado, no qual as instituições democráticas e os súditos pudessem utilizar as leis a fim de impedir seus atos autoritários.
II – a construção do Estado nacional moderno não deve ser entendida apenas como um rompimento da ordem feudal nem tampouco para legitimar as mudanças nas relações econômicas, mas como forma de assegurar o controle sobre as populações mais pobres, por meio da burocracia e do exército, procurando garantir a unidade político-administrativa. III – a legitimação dos poderes absolutos do rei ocorre pela sua subordinação aos desejos divinos e, segundo Thomas Hobbes, mesmo sendo um grande Leviatã, um monstro
poderoso, o Estado deveria assegurar a convivência social na qual os homens perderiam a liberdade.
IV – o Renascimento, a expansão marítima e a Reforma Protestante promoveram o
enfraquecimento do Estado moderno, à medida que a centralização política prejudicava o interesse da burguesia em agilizar o comércio e as transações financeiras
.
Assinale a alternativa CORRETA:
A) Apenas as afirmativas I e IV estão corretas. B) Apenas as afirmativas II e III estão corretas. C) As afirmativas I e II estão corretas.
D) Apenas as afirmativas III e IV estão corretas.
Resposta: opção B
(UFF_ adaptada) - Sobre o Renascimento, ocorrido na Europa nos séculos XV e XVI, pode-se afirmar que foi um amplo movimento de renovação:
1. artística, científica e literária, inspirado na valorização do homem e da razão humana proclamada pela filosofia humanista.
2. cultural que pregava única e exclusivamente um retorno aos padrões estéticos, artísticos e filosóficos da Antiguidade Greco-Romana.
3. cultural que se originou na Itália, mas expandiu-se para os outros países do continente – sobretudo os da Europa Ocidental – adquirindo por isso características regionais ou
nacionais muito diversificadas.
4. que se originou na Itália, mas expandiu-se exclusivamente para os paises mais ricos do norte do continente como França, Holanda e Inglaterra.
Assinale a opção que contém somente as afirmativas corretas:
(A) 2 e 3 (B) 2 e 4 (C) 1 e 2 (D) 1 e 4 (E) 1 e 3
Resposta: opção E
(UNIRIO) (adaptada) -- No século XVI, diversos movimentos reformistas de caráter religioso eclodiram na Europa.
Sobre esses movimentos é correto afirmar que o :
(A) Luteranismo difundiu-se rapidamente entre os servos da Alemanha e das regiões
nórdicas, pois pregava a insubordinação e a luta armada dos camponeses contra a nobreza e o clero, aliados políticos nessas regiões.
(B) Humanismo foi o primeiro movimento reformista que criticou os abusos contidos nas práticas da Igreja Católica, propondo a submissão do Papa ao poder secular dos reis e Imperadores.
(C) Calvinismo significou um ampliação das concepções e práticas reformistas, pois criticou os valores burgueses, através da condenação do trabalho manual e da prática da usura. (D) Anglicanismo reforçou a autoridade do Vaticano na Inglaterra, tendo Henrique VIII devolvido os bens e propriedades do clero católico que haviam sido confiscados pela nobreza inglesa.
(E) Concilio de Trento marcou a reação da Igreja à difusão do protestantismo, reafirmando os dogmas católicos e fortalecendo os instrumentos de poder do papado, tais como o Tribunal do Santo Ofício e a criação do Índice dos livros proibidos.
Resposta: opção E
(UFRRJ) --“Os bispos devem ser irrepreensíveis, sábios, castos e bons dirigentes em seus bispados; (...) em todos os atos eles sejam honestos, como convém a um ministro de Deus”.(Decreto do Concílio de Trento, 1546)
Um dos objetivos do Concílio era corrigir erros de conduta dos membros da hierarquia da Igreja Católica, focos de críticas dos reformadores, como Lutero.
Das críticas a seguir, a que corresponde às preocupações do texto citado é: (A) o culto aos santos.
(B) o culto à Maria. (C) a confissão.
(D)a venda de indulgências.
(E) a interpretação do texto bíblico somente pelos religiosos..
Resposta: opção D
(PVS) -- “A etiqueta foi, nos séculos do seu apogeu (do XV ao XVIII), minucioso
cerimonial regendo a vida em sociedade, (...) tudo isso esteve determinado pela lei e pelo costume.” (RIBEIRO, Renato Janine. A etiqueta no Antigo Regime: do sangue à doce vida. São Paulo: Brasiliense, 1983, p. 7)
Em relação à importância da etiqueta para as relações sociais no Estado Moderno, assinale a alternativa correta.
A) A etiqueta, na sociedade de corte, configurou-se como instrumento de dominação social dos banqueiros e de incentivo à descentralização política e econômica do Estado Moderno.
B) A sociedade de corte identificou-se com a formação do Estado Moderno, cujo processo de constituição deu-se contra a fragmentação política e econômica praticada pelos senhores feudais.
C) A constituição do Estado Moderno propiciou à realeza a oportunidade de eliminar as práticas mercantilistas e de impor o retorno à economia desmonetarizada.
D) A sociedade de corte, dominada pela burguesia, notabilizou-se por desprezar as boas maneiras, o uso da linguagem, o luxo e a moda, enquanto formas de distinção social. E) A etiqueta, além de recorrer ao uso de costumes provenientes das civilizações inca e asteca, propiciou a difusão de valores estéticos oriundos das mitologias egípcia e grega.
Resposta: opção B
(UFC 2007) -- O surgimento das grandes cidades (burgos) na Europa ocidental, no período da Baixa Idade Média, esteve relacionado:
A) à mudança no perfil da economia, em que a economia de subsistência e de trocas naturais tendia a ser suplantada pela economia monetária centrada na necessidade de centros de produção e entrepostos comerciais.
B) à transformação da nobreza em burguesia, que passou a explorar suas terras, de forma a atender ao mercado em expansão, e mudou-se para as áreas urbanas a fim de comercializar seus produtos.
C) à eclosão de revoltas populares, que resultaram no deslocamento de grandes contingentes populacionais das áreas rurais, a fim de fugir da exploração servil nos campos.
D) ao desaparecimento das corporações de ofício, que permitiu uma ampliação do contingente de mão-de-obra dedicada à produção manufatureira e às plantações, antes restrita aos mestres e aprendizes.
E) à Peste Negra que se alastrou pelo campo e empurrou as populações rurais para as áreas mais urbanizadas, onde existiam melhores condições de higiene e
salubridade e ocupação ordenada do espaço.
Resposta : opção A
(UFC 2006) -- No ano de 1348, a peste negra devastou a Europa e ceifou um terço de sua população. Analise as afirmações abaixo sobre essa catástrofe.
I. Veio da Ásia pela rota da seda, em virtude do comércio estabelecido por negociantes genoveses e venezianos.
II. Ocorreu num século de retração da economia européia, marcado por várias revoltas camponesas, e contribuiu para o enfraquecimento do feudalismo.
III. Atingiu indiscriminadamente as várias categorias sociais, tanto das cidades como das áreas rurais, como ocorria com uma outra doença comum na época, a lepra.
Com base nas três assertivas, é correto afirmar que somente: A) I é correta
B) II é correta C) III é correta D) I e II são corretas E) II e III são corretas
Resposta: opção D
(UNESP 2007)
-
Todas as coisas humanas têm dois aspectos... para dizer a verdadetodo este mundo não é senão uma sombra e uma aparência; mas esta grande e interminável comédia não poderepresentar-se de um outro modo. Tudo na vida é tão obscuro,tão diverso, tão oposto, que não podemos nos assegurar denenhuma verdade.
(Erasmo de Roterdã, Elogio da loucura.)
Erasmo de Roterdã foi um dos primeiros pensadores a contribuir para o surgimento da modernidade. Nesse texto, de 1509, pode-se considerar moderno
(A) o elogio da loucura, vista como uma forma sofisticada de sensibilidade.
(C) a ausência de verdades absolutas, em contraste com as verdades do clero. (D) a idéia de que o mundo é uma comédia, e nós homens devemos nos divertir. (E) a idéia de que o mundo é aparência, mera representação do plano divino.
Resposta: opção C
(PVS)
-
O ventre contraído pelo temor da privação, pelo medo dafome e do amanhã, assimsegue o homem do ano 1000, malalimentado, penando para, com suas ferramentas
precárias,tirar seu pão da terra. Mas esse mundo difícil, de privação, é um mundo em que a fraternidade e a solidariedade garantem a sobrevivência e uma redistribuição das magras riquezas.Partilhada, a pobreza é o quinhão comum. Ela não condena,como hoje, à solidão o indivíduo desabrigado, encolhido numa plataforma de metrô ou esquecido numa calçada. Averdadeira miséria aparece mais tarde, no século XII, bruscamente,
nos arredores das cidades onde se amontoam osmarginalizados
.
(Georges Duby, Ano 1000ano 2000: na pista de nossos medos.)
A partir do fragmento, pode-se concluir que o surgimento da miséria no século XII associou-se
(A) aos valores medievais, que favoreciam a concentração de riquezas.
(B) às ações do clero, que desestimulavam a livre iniciativa e a busca do lucro. (C) à estrutura produtiva medieval, que assegurava apenas a subsistência. (D) ao crescimento do comércio, que trouxe consigo a busca do lucro individual. (E) à economia solidária, que não estimulava o aumento da produção.
Resposta: opção D
(PUC-RS) - Sobre a organização econômica das cidades européias durante a Baixa Idade Média ,leia com atenção as afirmativas abaixo:
I. As corporações de ofício tinham como objetivo estimular a concorrência entre as oficinas artesanais de um mesmo ramo, estabelecendo premiações para inovações tecnológicas e para o aumento da produtividade.
II. A par de suas funções econômicas, as corporações de ofício constituíram confrarias religiosas e sociedades de mútuo amparo entre seus membros.
III. Baseado no igualitarismo cristão, o sistema corporativo promovia a aproximação entre proprietários e trabalhadores, não estabelecendo uma estrutura hierárquica entre seus membros.
IV. Para se protegerem da concorrência, os comerciantes das cidades medievais fundavam associações, denominadas Guildas na Itália e Hansa s no norte europeu.
Assinale a opção que indica apenas as afirmativas corretas : A) I e II. B) I e III. C) II e III. D) II e IV. E) III e IV. Resposta : opção D
(UFRRJ 2008) – Votos da Companhia de Jesus, criada por Inácio Loiola em 1534: “Que os membros consagrarão suas vidas ao constante serviço de Cristo e do Papa, lutarão sob a bandeira da Cruz e servirão ao Senhor Pontífice romano como o vigário de Deus na Terra, de tal forma que executarão imediatamente e sem vacilação ou escusa tudo o que o Pontífice reinante ou seus sucessores puderem ordenar-lhes para proveito das almas ou para propagação da fé, e assim agirão em toda província aonde forem enviados, entre turcos ou quaisquer outros infiéis, na Índia distante, assim como em região de hereges, cismáticos ou indivíduos de qualquer tipo.” LOIOLA. I. Companhia de Jesus. In: AQUINO, R. S.L & ALVARENGA, F. J. M. & FRANCO, D.A.& LOPES, O.G.P.L.- História Das Sociedades: Das Sociedades Modernas às Sociedades Atuais. Rio de Janeiro: Ao Livro Técnico, 1990, p.87.
O texto acima apresenta os votos da Companhia de Jesus, que foi uma reação da Igreja Católica contra a Reforma Protestante. Sobre a Contra-Reforma, é correto
afirmar que promoveu
(B) o restabelecimento do Tribunal do Santo Ofício, que servia para julgar aqueles que defendiam a manutenção dos dogmas católicos, contra a nova
orientação da Igreja.
(C) a reorganização do Tribunal do Santo Ofício, que servia para julgar os hereges, tendo uma atuação mais presente na Península Ibérica.
(D) a organização da Companhia de Jesus, que tinha como objetivo julgar os hereges que eram contra os dogmas do catolicismo.
(E) o restabelecimento do Tribunal do Santo Ofício que determinou quem iria para as colônias da América
Resposta: opção C
(UFRRJ 2007) – Leia os textos seguintes:
Texto 1: Dizendo “Fazei penitência...”, nosso Senhor e Mestre Jesus Cisto quis que toda a vida dos fiéis seja uma penitência. (...) Qualquer cristão, verdadeiramente arrependido, tem plena remissão da pena e da falta; ela é-lhe devida mesmo sem cartas de indulgências. (Citado de acordo com Marques, A., Berrutti, F. e Faria, R. História Moderna através de textos. São Paulo: Contexto, 2001, p. 119-120.)
Texto 2: “Se alguém diz que o ímpio se justifica unicamente pela fé, de tal modo que entenda que nada mais é preciso para cooperar com a graça com o fim de
obter a justificação, e que não é necessário que se prepare e se disponha por um movimento da sua própria vontade – que seja excomungado”.
(Citado de acordo com Marques, A., Berrutti, F. e Faria, R. História Moderna através de textos. São Paulo: Contexto, 2001, p. 120.)
Estes textos expressam, respectivamente, princípios a) Calvinistas e Luteranos. b) Luteranos e Contra-reformistas. c) Contra-reformistas e Luteranos. d) Luteranos e Calvinistas. e) Contra-reformistas e Calvinistas.
Resposta: opção B
QUESTÕES DISCURSIVAS
OBS.: AS RESPOSTAS SÃO OFICIAIS, DIVULGADAS PELAS UNIVERSIDADES.
AS QUESTÕES SEM RESPOSTAS FORAM AQUELAS ONDE NÃO HOUVE
POSSIBILIDADE DE OBTER O GABARITO OFICIAL)
UFRJ- 1997 - “A Metrópole, por isso que é mãe, deve prestar às colônias suas filhas todos
os bons ofícios e socorros necessários para a defesa e segurança das suas vidas e dos seus bens (...).
Estes benefícios pedem iguais recompensas e, ainda, alguns justos sacrifícios; e, por isso é necessário que as colônias também, da sua parte, sofram: 1) que só possam comerciar diretamente com a Metrópole, excluída toda e qualquer outra nação, ainda que lhes faça um comércio mais vantajoso;(...) Desta sorte, os justos interesses e as relativas
dependências mutuamente serão ligadas.”( Azeredo Coutinho, J.J. da Cunha. Ensaio sobre o comércio de Portugal e suas colônias, 1816 )
A empresa colonial que se organiza como parte integrante do sistema atlântico português na Época Moderna tem como base os elementos da política econômica mercantilista, entre os quais se encontra o monopólio comercial.
a. Identifique duas características da empresa colonial portuguesa na Época Moderna.
Gabarito::O candidato deverá identificar duas características da empresa colonial portuguesa na Época Moderna, dentre as quais : a predominância do latifúndio, da monocultura e da escravidão; da produção especializada e voltada para o mercado externo; do caráter complementar da economia e do exclusivo colonial. b. Explique a função do monopólio comercial no sistema colonial da época mercantilista.
Gabarito: O candidato deverá explicar a função do monopólio comercial no sistema colonial da época mercantilista, tendo como referência a garantia de
mercados exclusivos, possibilitando a obtenção de uma balança comercial favorável e a acumulação de capitais pelas metrópoles.
UFRJ-2001 (adaptada) “Queremos e nos agrada que, a contar do primeiro dia deste mês, seja estabelecido, imposto e cobrado, em toda a extensão do nosso reino, uma capitação geral por lar ou família, pagável ano a ano, durante a duração da presente guerra. Queremos que nenhum de nossos súditos [...] seja isento da dita capitação, fora [...] as ordens mendicantes e os pobres mendigos.” Declaração do rei Luis XIV estabelecendo a, 18 de janeiro de 1695.Citado por Groupe de Recherche pour l’enseignement de l’Histoire et la Géographie. Histoire. H éritages européens . Paris, Hachette, 1981, p.107
O Estado centralizado surgiu como um fator de peso na vida das sociedades da Europa ocidental na Época Moderna. Seus sinais mais evidentes eram a arrecadação de impostos, a criação de um corpo de funcionários dependente do rei e a concentração do poder material e espiritual nas mãos do monarca, enfraquecendo os poderes locais, regionais ou provinciais.
Na Época Moderna, a construção de um Estado forte e intervencionista veio atender aos interesses dos grupos sociais dominantes e várias das medidas então adotadas descontentaram camponeses e trabalhadores urbanos.
Hoje, o neoliberalismo, ao defender a redução da presença do Estado na vida econômica e social, também atende aos interesses dos grupos dominantes e enfrenta reação de setores expressivos da classe trabalhadora.
a) Identifique um tipo de ação do Estado Moderno que tenha gerado insatisfação entre os camponeses e trabalhadores urbanos europeus.
RESPOSTA: O candidato deverá identificar um tipo de ação do Estado Moderno que tenha gerado insatisfação entre os camponeses e trabalhadores urbanos europeus, dentre os quais : a cobrança de novos tributos, o recrutamento para os exércitos nacionais, a intervenção do Estado nos assuntos provinciais, rompendo com relações de poder anteriormente existentes; as formas de contratação dos funcionários do aparato burocrático; a sub-contratação da arrecadação de impostos.
UFRJ- 1996
Botticelli, Marte e Vênus, séc. XVI “Os deuses deram ao homem o intelecto e as mãos e fizeram-no semelhante a eles, dando-lhe poder sobre os outros animais; este poder consiste não só em ser capaz de trabalhar de acordo com a ordem normal da natureza, mas ainda em ultrapassar as leis desta; de tal modo que, dando forma ou podendo dar forma a outras naturezas, outros rumos, outros sistemas com a sua mente, com essa liberdade sem a qual a referida semelhança não existiria, acaba por se assemelhar a um deus na terra.”Giordano Bruno, Spaccio della bestia trionfante.Séc. XVI, citado por HELLER, Agnes. O homem do renascimento. Editorial Presença, Lisboa, 1982, pp.354-5
O movimento renascentista, produto das condições materiais e ideológicas do período, surgiu e se desenvolveu na Europa ocidental no início dos Tempos Modernos (séculos XV e XVI).
a) Explique um fator que tenha contribuído para o movimento renascentista. RESPOSTA: O candidato deverá explicar um fator que tenha contribuído para o
movimento renascentista, tendo como referência as transformações econômicas e sociais do período de transição do feudalismo para o capitalismo.
b) Identifique duas características do Renascimento.
RESPOSTA: O candidato deverá identificar duas características do Renascimento, dentre as quais: o antropocentrismo, o humanismo, o classicismo, o naturalismo, o racionalismo, o individualismo,
UFRJ – 1995 - A Censura das Proposições de Galileu
"Censura a feita no Santo Ofício da cidade, (...) 24 de fevereiro de 1616, na presença dos Padres teólogos que a assinam :
Censura:Por unanimidade esta proposição é declarada insensata e absurda em filosofia e formalmente herética, em razão de ela se opor expressamente às sentenças da Santa Escritura a em vários momentos, seja sobre o sentido literal das palavras, seja sobre a interpretação comum dos Santos Padres e dos doutores em teologia.
2. A Terra não está no centro do Mundo, nem imóvel, mas se reveste de um movimento total (de revolução) e de um movimento diurno (sobre ela mesma).
Censura : Por unanimidade esta proposição padece da mesma censura (que a precedente) em filosofia) , quanto ao aspecto teológico, ela deve ser ao menos considerada errônea
segundo a Fé." Citado por Groupe de Recherche pour I'enseignement de I'Histoire et Ia Geographie. Histoire Héritages européens Paris, Hachet1e, 1981, p.77
O século XVII foi marcado por uma grande transformação nos horizontes do conhecimento. Alguns fatores foram decisivos para o surgimento de novas concepções, mas
indiscutivelmente a ciência representou um papel significativo Em razão dessa especulação científica e das mudanças na visão de mundo, os dogmas religiosos, assim como as
práticas da Igreja Católica, foram duramente contestados.
a) Cite dois fatores que tenham contribuído para o surgimento das Reformas Protestantes na Europa na Época Moderna.
Gabarito: O candidato deverá citar dois fatores que tenham contribuído para o surgimento das Reformas Protestantes na Europa na Época Moderna, tendo como referência :
b) Apresente um argumento que justifique a oposição da Igreja Católica ao avanço da ciência na Época Moderna.
Gabarito: 0 candidato deverá apresentar um argumento que justifique a oposição da Igreja Católica ao avanço da ciência na Época Moderna
UFRJ 2003 -“Abraão e outros patriarcas não tinham escravos? Lede o que São Paulo
ensina a respeito dos criados, que nesse tempo eram todos escravos (...). Pois um reino terreno não pode sobreviver se não houver nele uma desigualdade de pessoas, de modo que algumas sejam livres, outras presas, algumas soberanas, outras súditas”. LUTERO, M.
Doze artigos apud SEFFNER, Fernando, in: Da Reforma à Contra-Reforma. São Paulo: Atual, 1993. p.
46.
“Ele [Lutero] afirma que a palavra de Deus é suficiente. Então não vê que os homens que consomem todos os momentos da sua vida na luta pela sobrevivência não têm tempo para aprender a ler a palavra de Deus? Os príncipes sangram o povo por meio da usura e
contam como seus todos os peixes dos rios, os pássaros do ar e a erva dos campos, e o Dr. Mentiroso [Lutero] diz Amém (...) Ah, ele afirma que não deve haver revolta porque a espada foi entregue por Deus aos governantes. Mas o poder da espada pertence a toda comunidade!” MÜNZER, Thomas. Carta pública a Lutero,apud SEFFNER, Fernando, in: Da Reforma à Contra-Reforma. São Paulo: Atual, 1993. pp. 47-48.
Durante muito tempo a historiografia reduziu os conflitos religiosos ocorridos na Europa do século XVI à oposição entre a Reforma Protestante (Lutero, Zuínglio e Calvino) e a Reforma Católica. Os estudos recentes tendem a superar tal abordagem, e novos aspectos culturais, políticos e sociais adquirem importância para o entendimento das reformas religiosas e das revoltas populares delas decorrentes.
1 - Explique uma característica das sociedades agrárias da Europa Ocidental que tenha contribuído para a Reforma radical.
Gabarito: O candidato deverá explicitar que os camponeses viviam em uma sociedade dominada pela aristocracia (laica e/ou religiosa), mas cujo poder estava em crise. Desde pelo menos fins do século XIV as bases da sociedade definhavam, dentre outros fatores, em função do questionamento da autoridade da Igreja e da aristocracia. Nesse contexto, emergiu a reforma luterana e, em particular, a radical. Da mesma forma, o candidato poderá mencionar a existência de críticas levadas a cabo pelas chamadas culturas populares, algumas delas marcadas por traços fortemente pré-cristãos, não raro desdobradas em revoltas.
2 - A partir dos textos acima, explique uma diferença entre a proposta luterana e a contida na Reforma radical anabatista.
Gabarito: O candidato deverá explicitar que, para os luteranos, a introspecção
(sacerdócio universal) configuraria um meio de acesso do crente a Deus: a instituição eclesiástica perderia a função mediadora, pois todos seriam pecadores. O sujeito poderia
transformar-se a si mesmo, mas não ao mundo – cujo destino depende da insondável vontade divina. Portanto, segundo os luteranos, existiria uma dicotomia entre o domínio espiritual e o da realidade política. Para os anabatistas, ao contrário, era dever do
verdadeiro cristão a realização do Reino de Deus na terra, mesmo com o recurso à violência. Para eles a Igreja dos Apóstolos (cristianismo primitivo) fora corrompida pela Igreja Católica e pelos Príncipes. Desse modo, a crítica não se limitava à Igreja Romana, mas também à hierarquia aristocrática. Daí a possibilidade de rebelião contra os maus Príncipes, atitude condenada por Lutero, para quem a contestação à hierarquia social e política (sociedade laica) em nome do Evangelho, configuraria uma heresia.
UFRJ – 2001 – adaptada “Nos últimos dias, recebemos duas notícias extraídas de uma só raiz venenosa, a intolerância. A primeira assustou pela violência [...] das bombas enviadas contra a Anistia Internacional e outros defensores dos direitos civis. A segunda estarreceu os cristãos, com o anúncio do texto “Dominus Iesus” decretando o fim das árduas tentativas ecumênicas do Concílio Vaticano 2o . Não sei qual desses eventos ocasiona maior dor nas almas. As bombas crescem no solo fértil dos anátemas (maldições) religiosos, esse é o testemunho da história. Lendo os escritos emanados da Cúria Romana nesses últimos tempos, vemos um retorno ao séculos 16 e 17, época em que as fogueiras arderam em nome do amor. [...] creio ser o novíssimo documento do Vaticano uma reiterada abertura à imposição de crenças, em desafio ao ensino de Paulo: ‘ O temor da punição torna-se a nova regra, em prejuízo do dever da consciência’ (Romanos 13 5). ” Roberto Romano: “Os mestres da verdade ...” in Folha de São Paulo, Tendências/Debates. 11 de setembro de 2000
Em 1545, diante da necessidade de fazer frente à expansão do protestantismo e de repensar as doutrinas e práticas da Igreja Católica, o Papa Paulo III convocou o Concílio de Trento, que organizou a chamada Contra-Reforma e cujas orientações guiaram os católicos durante séculos.
Em 1962, a convocação do Concílio Vaticano 2o pelo Papa João XXIII, também pode ser vista como uma resposta às demandas que se colocavam para a Igreja Católica diante da nova realidade mundial no pós-segunda guerra.
a) Explique uma medida adotada pela Igreja Católica a partir do Concílio de Trento que teve por objetivo conter a expansão do protestantismo.
Gabarito: O candidato deverá explicar uma medida adotada pela Igreja Católica a partir do Concílio de Trento que teve por objetivo conter a expansão do protestantismo, considerando:
aquelas que objetivavam uma melhor preparação do clero e da busca de uma maior
disciplina eclesiástica, como a reforma de ordens religiosas nas quais a disciplina se relaxara, a criação de novas ordens dedicadas ao ensino, à predicação e à caridade, e a criação de seminários com o objetivo de melhor preparação do clero;
a utilização de ordens religiosas como agentes da “reconquista”, notadamente dos
jesuítas e capuchinhos , na Europa e com a fundação de missões na América e na Ásia.
aquelas com caráter repressivo como a reorganização do Tribunal do Santo Ofício,
encarregado de combater as heresias, o protestantismo e o judaísmo, a criação da Congregação do Índex, organização eclesiástica encarregada de publicar a relação dos livros contrários à doutrina e, portanto, de leitura proibida aos católicos;
e ainda aquelas cujo objetivo é uma maior proximidade com os fiéis como a
multiplicação de dioceses, a construção e reconstrução de templos, a fundação de colégios e Universidades
aquelas que objetivavam uma melhor preparação do clero e a busca de uma maior
disciplina eclesiástica, como a reforma de ordens religiosas nas quais a disciplina se relaxara, a criação de novas ordens dedicadas ao ensino, à predicação e à caridade, e a criação de seminários com o objetivo de melhor preparação do clero;
a utilização de ordens religiosas como agentes da “reconquista” (notadamente dos
jesuítas e capuchinhos) na Europa e a fundação de missões na América e na Ásia.
aquelas com caráter repressivo como a reorganização do Tribunal do Santo Ofício,
encarregado de combater as heresias, o protestantismo e o judaísmo; a criação da Congregação do Índex, organização eclesiástica encarregada de publicar a relação dos livros contrários à doutrina e, portanto, de leitura proibida aos católicos;
e ainda aquelas cujo objetivo era estabelecer uma maior proximidade com os fiéis como
a multiplicação de dioceses, a construção e reconstrução de templos, a fundação de colégios e Universidades.
“Na cidade de Florença, nenhuma prevenção foi válida nem valeu a pena qualquer providência dos homens. A praga, a despeito de tudo, começou a mostrar, quase ao
principiar a primavera do ano referido [1348], de modo horripilante e de maneira milagrosa, os seus efeitos. A cidade ficou purificada de muita sujeira, graças a funcionários que foram admitidos para esse trabalho. A entrada nela de qualquer enfermo foi proibida. Muitos conselhos foram divulgados para a manutenção do bom estado sanitário. Pouco adiantaram as súplicas humildes, feitas em número muito elevado,às vezes por pessoas devotas
isoladas, às vezes por procissões de pessoas, alinhadas, e às vezes por outros modos dirigidas a Deus.”
(BOCCACCIO, Giovanni. Decameron In: MOTA, Myriam B.; BRAYCK, Patrícia R. História das cavernas ao Terceiro Milênio. São Paulo: Moderna,1997. p. 91.)
No trecho acima, o escritor florentino descreveu o cenário urbano na época da peste negra (1348), a pandemia (doença epidêmica amplamente disseminada) que causou milhares de mortes por toda a Europa. Com base no exposto,
a) estabeleça as relações entre as atividades comerciais das cidades italianas com o Oriente e a presença da peste negra no continente europeu.
b) explique duas conseqüências sociopolíticas da peste negra na Europa no século XIV.
(UFCe)
-
Leia os dois documentos históricos que seguem.“É das fontes mesmo que se tira a pura doutrina; tanto é que nós temos revisto o
Novo Testamento inteiro a partir do original grego, único a que se pode dar fé, com a ajuda de numerosos manuscritos das duas línguas, escolhidos dentre os mais antigos e os mais corretos (...) Nós acrescentamos notas para justificar as mudanças, explicar os trechos equívocos, ambíguos ou obscuros, deixar menos fácil no futuro a alteração de um texto restabelecido à custa de incríveis vigias” (Prefácio de Erasmo, destinada ao papa Leão X, da sua nova edição do Novo Testamento. 1520).
“É próprio do astrônomo recolher na observação atenta e esperta, a história dos
movimentos celestes. Depois, de buscar as suas causas, ou então (...) de inventar hipóteses, com a ajuda das quais esses movimentos poderiam ser calculados com exatidão conforme os princípios da geometria (...) A partir disso, eu comecei, eu também, a pensar na mobilidade da terra...” (Dedicatória do livro De Revolutionnibus orbium
caelestium. 1543 que o seu autor Nicolau Copérnico ofereceu ao papa Paulo III).
Tomando por base os dois trechos, acima apresentados:
A) Explique a relação que Erasmo de Roterdã e Nicolau Copérnico estabeleceram com o período da Antiguidade nas suas pesquisas.
Um dos métodos de pesquisa dos humanistas consistia em voltar-se para as fontes da Antiguidade, como o faz Erasmo para uma nova edição dos Evangelhos,
traduzida do grego.Copérnico, por sua vez, se contrapõe aos conhecimentos herdados de Aristóteles e do sistema ptolomaico para formular a sua teoria heliocêntrica.
B) Diga em que contexto em que os dois autores estavam escrevendo e
apresente, para cada um dos autores, uma razão que explica o fato de seus estudos terem sido considerados uma ameaça ao poder da Igreja Católica. O contexto era o do Humanismo e Renascimento e da Reforma Protestante e Contra-Reforma.Erasmo traduz diferentemente o Novo Testamento, colocando em dúvida, mesmo que de maneira tímida, certos aspectos dos saberes cristãos. Copérnico modifica fundamentalmente os conhecimentos anteriores e se arrisca quando se opõe ao geocentrismo sustentado pela Igreja, tendo que diminuir o alcance da sua descoberta, plenamente aceita somente um século e meio mais tarde.
UFF 2008 -- A afirmação renascentista de valorização do homem como modelo e ideal envolveu, como conseqüência, a redescoberta do mundo, como lugar
central para a ação humana. Com isso, os homens modernos retiraram o véu que encobria tudo que estava na Terra, posto pela cultura medieval. Essa
“redescoberta” implicou algo mais do que uma renovação do conhecimento, mas a construção das bases que permitiram a expansão extra-européia. (texto adaptado do livro de FALCON, Francisco e RODRIGUES, Antonio Edmilson. A formação do mundo moderno. Rio de Janeiro: Editora Campus,2006 ).
a) indique os estados europeus que se estabeleceram em áreas extra-européias nos séculos XVI e XVII e explique o porquê da opção de uso do negro escravizado na América portuguesa;
Resposta: Os candidatos podem mencionar Portugal, Espanha, Holanda, França e Inglaterra e explicar que o uso do negro escravizado ampliava as operações econômicas que integravam as novas áreas coloniais ao circuito do capital mercantil.
b) analise o significado dos “descobrimentos” no processo de afirmação na cultura do renascimento.
Resposta: Os descobrimentos abriram caminho para a universalização dos valores modernos através de um efetivo desenvolvimento de todos os
conhecimentos relacionados às descobertas como a náutica, a cartografia, a geografia, a história, a astronomia, a filosofia, a matemática. Além disso, esse movimento de descobertas introduzia um mundo sem limite que legitimava a idéia de infinito e abria espaço para o aprimoramento de pesquisas relacionadas à natureza e aos homens, produzindo o antropocentrismo. Também foram
importantes os descobrimentos porque aumentaram as riquezas dos estados europeus propiciando novas alianças e como decorrência, novas formas políticas como o Estado centralizado. Implicaram também no desenvolvimento de novas maneiras de desenvolver essas riquezas através do mercantilismo e da ocupação e da colonização do Novo Mundo.