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Biografias proféticas

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(1)

ii.l5-t

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L4?'2'r1,

flli i.it.jl [a:/\

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UEM

,

FAZ

A

H

I

STO

RIA

ENSAIOS SOBRE

O

PORTUGAL CONTEMPORÂN

EO

Organização

JOSÉ

NEVES

Bruno Monteiro, Carlos Maurício, Cláudia Figueiredo, Cristina Nogueira da Silva, Diogo Duarte, Elisa Lopes da Silva,

Emília Margarida Marques, Fát¡ma Sá e Melo Ferreira,

Joana Cunha Leal, Joana Estorninho de Almeida,

Lais Pereira, Maria-Benedita Basto, Marta Silva,

Miguel Cardina, Pedro Ramos Pinto, Ricardo Roque, Ruy Blanes, Steven Forti,

Ïago

Pires Marques,

Tiago Ribeiro, Tomás Vallera,

Victor Pereira, Virgílio Borges Pereira

LISBOA

TI NTA-DA.CH I NA

MMXVI

(2)

Este liwo é publicado com o apoio da Fundação pra a Ciência e Tècnologia, no quadro do projecto de investigação PTDC/HIS-HIS/ro4r66lzoo8, desenvolvido no Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa, sob coordenação deJosé Neves. A elaboraçáo do liwo foi þalmente mtecedida da

realizaçãLo da primeira edição do Encontro Futuros da História, realizado pelo

mesmo Instituto no âmbito do Proiecto Estratégico UID|ÍllSlo4zo9lzot3.

INDICE

Nesta ediçáo, respeitou-se a opção ortográfica de cada autor. T

TNTRODUçAO

As fotografias apresentadas no início de cada uma das três pætes do livro são

da autoria do estúdio Horácio Novais e pertencem ao álbum Exposþão do Mundo

Portaguês, consettado pela Biblioteca de,{rte da Fundação Calouste Gulbenkian,

a quem agradecemos a disponibilização das imagens. O álbum pode ser consul-tado em: w flickr.com/photos/biblar te I albums I 7 zt 57 6 zt8r7 o 98 g 5 5,

[p, I8]:.Padrão dos Descobrimentos, Lisboa, Portugalo (c. r94o) [cmró+ o4+oso.'c]

[p. 9ó]: "Padrão dos Descobrimentos, Lisboa, Portugalo (c. r94o) [cmr6+ o++o82.¡c]

[p. r9z]: "Exposição do Mundo Português, Lisboa, r94o. Início dos trabalhosr (fìnais de ¡93oo) tcm¡64 o26t4.rcl

9

Os sujeitos da histór¡a

JoséNeaa

17

EM PARTICULAR E

NO

GERAL

@ zoró, Autores e Ediçóes tinta-da-china, Lda.

Rua Frmcisco Ferrer, 6À

r5oo-46r Lisboa Tels.: zt 726 go z8l9

E-mail: [email protected]

wtintadâchina.pt

23 Da <ilusão biográfica, às novas biografias

Carlos Maurício

:f

Subjetividade e fontes orais nð escrita da h¡stória

Miguel Cardina

+t

Biografias proféticas

Ruy Blanes

49 <Onde estavas tu no 25 de Abril, pá?>: Revolucionários,

movimentos soc¡ais e cidadania quotidiana

Pedro Ramos Pinto

ó1 Os colonos internos do Estado: Sujeitos de uma h¡stór¡a futura Elisa Lopæ da Silzta

7t

Modos de agir: A doença mental nas tramðs históricas Tiago Piru Marqua

83 Modernismos do sul: História e diálogos ârtísticos transnaciona¡s

Joana Cunba Leal

TítluJo: Qgem laz a Hixtíid. Euaios sobre o Portugøl Contemponîneo

Coordenação; José Neves

Autores: Bruno Monteiro, Carlos Maurício, Cláudia Fþeiredo, Cristina Nogueira

da Silva, Diogo Durte, El.isa Inpes da Silva, Emília Margarida Marques, Fátima Sá e Melo Feneira,Jom Cunha Iæal,Joma Estorninho de Almeida, Lais Pereira, Maria-BeneditaBasto, MrtaSilva, Mþel Crdina, Pedro Rmos

Pinto, Ricardo Roque, Ruy Blanes, Steven Forti, Tiago Pires Mrques, Tiago Ribeiro, Tomás Vallera, Vctor Pereira, Vrgflio Borges Pereira

es

AS REPRESENTAçÖES

E

AS

COTSAS Revisão: Tinta-da-china

Composição e capa; Tinta-da-china @ Serpa)

r." ediçáo: Abril de zor6 rsnN; 978-989-67r-3o9-6

onpósrro unctr n." 4o748/t6

lOt

Rebeldes, povos e reis: Revisitação de algumas personagens historiográficas

Fdtima Sá e Melo Feneira

109 Escravos, legisladores, juristas e normas jurídicas

(3)

123 Reptos dos trânsfugas: Biografia e análise da linguagem política numa perspectiva comparada

Steaen Forti

133 Sujeito ao direito: Em torno da confissão e da perícia Tiago Ribeiro

147 O povo que está por ver: História e fotografia Lais Pereira

157 Passageiros perigosos: Histórias de quasi-objectos Ricardo Roque

169 Materialidade, objectificação e operários

Emíl i a Margarida Marq ue s

181 Prosopografia e intelectuais; Notas de uma pesquisa sócio-histórica

sobre o Porto, 1958-1965

Bruno Monteiro e Virgílio Borges Pereira

lel

PODER E EMANCIPAçÃO

195 Honra e fadigas do funcionalismo público oitocentista Joana Estorninbo de Almeida

209 A h¡stória do sujeito escolar como acto de resistência

TomásVallera

219 Proletários-escritores: Práticas da escrita e variações

do espaço político contemporâneo, 1850-192ó

Cláudia Figueiredo

229 Escritas de guenilheiros moçambicanos e práticas de emancipação: uNa metade mesma de um passo>

Maria-Benedita Basto

259 Acção popular e (questão religiosan na Primeira República

Diogo Duane

249 Os migrantes ou as ausências da história do século xx português Victor Pereira

259 Engajadores, passadores e outros auxiliares:

Poderes intermédios na emigração clandestina portuguesa

Marta Siloa

2ó9

NOTAS BIOGRÁFICAS

(4)

Br

oGRAFTAs

PRoFÉrlc.ls

RUY

BL-A,NES

I.üo campo da

religião,

o

género

biográfico

é

um

eixo central

de

constituição

e

acumulação

de conhecimento, ortodoxia e

con-vicçáo.Adoptando

uma

perspectiva

genealógica e

historicista

na

fnha deTirlalAsad,

dir-se-ia que, enquanto regime

disciplinar

e de

alJtoúzaç-ao

colectiva,

a

instituição

religiosa requer

um conjunto

de processos de

constituição material

e

ideológica

de

autoridade.'

Neste

contexto,

a

biografia

torna-se frequentemente

a

matéria

de

facto

a

partir

da

qual

essa

autoridade

se

constrói,

invocando

processos

de

disciplinação

colectiva

através

da

canonização da

,rvida e obra,' de personagens consideradas santas

ou,

em

última

instância,

oextra-ordinárias>.

Tlata-se de

um

processo que

Max

Weber apelidou

de

orotinizaçáo,

da

liderança carismática,

isto

é, de

transformação paulatina

de

movimentos

sociais (religiosos

ou

políticos), que emergiram espontanearnente,

em torno de

figu-ras carismáticas, em

instituiçóes

sociais e

políticas.

Do ponto

de

vista diacrónico,

tal

processo invoca

þalmente

o problema

do

indivíduo enquanto sujeito

histórico

-

um

problema debatido

na

antropologia

a

partir

das

reflexóes

de

Georges Balandier,

Mar-shall Sahlins e

outros.'Balandieç por

exemplo,

explorou

a questão da

importância do indivíduo

enquanto

âgente

histórico, motor

4r

O t{ \R c & o É

(5)
(6)

I

44

& F N a Þ d

assim chamada

por

nascer

do apoio

a

um líder religioso

local, Simão Gonçalves

Toko

(r9r8-r984).

Nascido

na

província do

Uíge,

no

Norte

de Angola, Toko

fora

aluno e

professor

nas missóes

ba!_

tistas da

região, antes de

decidir

emþar

para a

capital do

.rrtào

Congo

Belga,

Léopoldville,

e de

criar o

seu

próprio movimento

independente, emancipando-se. A sua mensagem

profética

e eman*

cipatória, bem como

a sua capacidade de congregação

no

seio da

comunidade

de expatriados angolanos na cidade,

atraiu

a suspeita das

autoridades

belgas e ao

mesmo

tempo

transformou_o

numa

referência ideológica

nas comunidades locais.

A

partir

da

sua expulsão de

Léopoldville

para

Angola em

r9jo,

até ao

momento

da sua

morte

em 1984, Toko viveu

períodos

consecutivos de

exflio

(no Sul de

Angola

e nos Açores, enrre

rgto

e rg74) e,

ját deregresso

ao seu país

natal,

de prisão, reclusão e

clandestinidade (entre

1975

e

ry84).

No

entanto,

isto

não

o impediu

de

erguer

a sua

igreja

e de se

tornar

uma

figura incontornável no cenário religioso

e

polí-tico

angolano.',

Hoje, trinta

anos após o

desaparecimento

do seu

profeta fundadoç

a

IgrejaTokoista

é uma das maio¡es

instituições

religiosas neste país.

No

entanto, no

seio

do movimento

persiste

uma

discussão

contínua

e

complexa

sobre

quem

foi

orealmenteu

Simão

Toko

e sobre qual terá

sido

a sua

contribuição

para o país,

p^ra Afrira,

para

omundo

e para a

fécristã

no geral.., Esta instabi_ lidade e esta ansiedade, motivadas

por

processos de disputa etno_

política

enrre as

distintas

sensibilidades da igreja, desencadearam

por

sua vez uma

vontade

crescente de

produção biográfica

sobre

a

figura

de Toko,

utilizada como elemento

de

legitimação

ou con_ testação da liderança actual. Neste

contexto,

a

biografia

profética

constituiu, por

assim

dizer, uobjecto

de

prova

para

os

distintos

interlocutores

envolvidos na sua

produção,

materializando_se em

Iivros,

teses,

artigos,

vídeos,

fotografias

e

arquivos

que vão circu_

lando entre

os

membros

do

movimento.

Devido

ao

seu

carácter

normalmente hagiográfico,

os

textos

e

produções

que se

inserem

neste

âmbito

tendem

a assumir uma

dime¡sáo

politicamente

enviesada, marcada

pela

glorificaçáo

e

yeroicizaç'ao de

um

determinado

líder

através da celebração dos seus

feitos

e qualidades.

Deste

ponto

de

vista, tais textos sofrem

do rnesrno

problema que o género ohistória

de eliteo, elaborada oor

rnuitos historiadores

e

cientistas políticos, podendo

ser alvo äo

..r-o

tipo

de

crítica

que a

escola

dos Annøles

fez

à

história

éaénenentielle. Tàmbém

sofrem

do

problema

de oilusão biográficao que

Bourdieu apontou

na sua pequena

reflexão

sobre o género: a

trajectorializaç'ao da

narrativa

numa

linha

coerente e progressiva,

determinista,

que

termina

no

ponto

de

partida

do discurso: o oeu,

agora>>;3 Se essa ilusáo é expectável em qualquer

tipo

de

material

biogrâfico

-

desde

curicula

aitøe

a

memórias publicadas,

biopics

de

Hollywood,

etc.

-,

no

caso das

biografias proféticas

reveste-se de

um determinismo

intencionalizaîte,

que enfatiza a

coerência

entre os

diferentes momentos

da

biografia,

por

sua vez

investida

de

raciocínios que

confirmam

a

sua

dimensão

espiritual,

extra--humana.

Nesta perspectiva,

a

biografia

profética

transforma-se

a si mesma numa

profecia.

Por

outro

lado, a

biografia

profética

apresenta a

característica

de ser

frequentemente

o

produto

de uma

historiografra colectiva,

náo

emitida pelo

próprio

sujeito

da

história,

mas sim

por

aqueles

que o/a rodeiam, e que

participam, voluntária ou

involuntaria-mente, na sua

construção.

No

caso da

IgrejaTokoista,

por

exem-plo,

um

dos

principais

agentes que

contribuíram

para a

biografia

do

profeta foi

a

própria

PIDE,

o seu

principal

adversário

durante

várias décadas.

Entre

rgto

e rg74, as datâs que

marcaram

a

che-gada

do

movimento

de Simão

Toko

a

Angola

e a saída da

polícia

política

do

território

angolano, o

líder

e os seus seguidores

foram

sujeitos

aváriasmedidas de

controlo, vigilância,

detenção e

explo-ração

laboral. Neste

âmbito,

a

correspondência trocada

entre

o

líder exilado

e os seus seguidores

foi

alvo de

escrutínio

e

filtraçáo

por parte

da

PIDE,

que assim

acumulou

ao

longo

das décadas

um

registo epistolar composto

por

milhares

de

cartas.

Esse acervo,

45

o tr ú ú o o É

(7)

-I

que

hoje pode

ser

consultado

na

Torre

do

Tombo

e no

Arquivo

Histórico Ultramarino, constitui

testemunho

e é

uma

fonte

de

pesquisa

utilizad,a

pelos

próprios

rokoistas

no âmbito

das suas

produções

biográficas.

Finalmenre'

a

biografia

profética

de

Toko levanta

þalmente

problemas interessantes

relativamente

à sua

própria

heurística.

Ao

contrário

do que acontece com outros processos de canonização e

mitificação

biográfica,a biografia

profética

é um exemplo de pro_

fusão

semântica,

através da inauguração de

tropos

e conceptua_

lizações que emergem

do material

biográfìco. Neste sentido,

as

biografias proféticas produzem

as suas

próprias

nsemânticas his_ tóricas>,

como propunha Reinhart Koselleck,

na

medida

em que

o

exercício

de nescrirao

biográfica produz

conceitos, ideias,

objec-tos

e

práticas

que se

tornam

significativos

no contexto litúrgico

e

teológico do movimento

-

por

exemplo,

o

próprio

conceito

de

nrelembramenro)

que guia a

principal proposta teológica

da Igreja Tokoista.'+

Este

conceito

apareceu

naquele que

é

considerado

o

momento

fundacional

da

igreja, z5

deJulho de

1949,

quando

o

Espírito

Santo alegadamente desceu em

Léopoldville

sobre

Toko

e um

grupo

de seguidores, e estes

foram investidos

de dons caris_

máticos, como

a

profecia,

a glossolalia, a cura, a

presciência,

etc.

No

caso

específico

de

Toko,

gerou-se

um entendimento

ou uma

revelação sobre

a

própria fé cristã e

o

seu alcance

histórico:

o

reconhecimento

de que o

cristianismo, tal como

chegou à

África

nas mãos de

missionários

europeus e brancos, era

corrupto.

Este

entendimento

deu

origem àquilo

a que se

poderia

chamar nargu_

mento conservador

e

reformista>

na

proposta teológica

de Toko,

apelando

ao

(regresso) a

um cristianismo original que

nrelem_ brasseo o que

fora entretanto

esquecido pelos cristãos.

Deste

modo,

a

própria

biografia

profética

de Simão Toko cons_

titui,

em si mesma, uma proposta de

historiografia

alternativa, uma

produção autóctone que

questiona

interpretaçóes

hegemónicas e académicas da história, pluralizando o

próprio

conhecimento.

NOTAS

46

¡

{àlal Asad, Genealogies of Religion: Disciltlìne and Reasons of Pouer in

Christianity and Islarn, ßakimore,

The Johns Hopkins Universiry

Press' 1993'

2

GeorgesBalandie1Sociologie

actuelle de lAfrique Noire,Paús, P¡esses Unive¡sitaires de France,

r955; Marshall S ahlins, Apologies

ø T h ucy di des : Underst anding

History and Culture andVice

Wrsa, Chicago,IL, University of Chicago Press, zoo4.

3

Georges Balandier, uThe Colonial Situation>, em Pierre van de¡ Berghe (coord.), Africa.

Social Proúlems ofCbange and

ConJlict, San Francisco, CA, Chandler Publishing, r965, PP.36-57.

4

Ver, por exemplo: Douglas Johnson e David Anderson,

Reoeøling Propbets in Eastern

Africøn History, Londres, James Currey, 1995.

5

Claudc Lévi-Strauss, nl-e sorcier et sa magie>, emAnthropologie

structurø|, Paris, Plon, r958. E. E. Evans-Pritchard,Tbe Nuer, Oxford, Oxfo¡d Universiry Press,

r94o. Vttorio LanternaÅ, Tbe

Religions of tbe Oppressed,Nova

Iorque, Alfred K nopf , ry63.

6

RuyLleraBlanes, nO Líder É o Profeta, o Profeta É o Líder. Continuidades e Descontinuidades da Liderança Carismática no Contexto Angolanoo, em Antbropohígicas n." z1 Q),zor5,pp. ro7-r27.

7

'W'alter Benjamin, uTheses on

the Philosophy of History,,

em llluminations, Nova Iorque, Schocken Books, r968.

8

Georges Balandier, op. cìt.;

IØyatt MacGaffey, Modem Kongo Propbus: Religion in a Plurøl

S oc iety, Bloomington, IN, Indiana UniversiryPress, r983.

9

Peter'Worsley, The Tì"umpet Sball

Sound: A Study ofCargo Cula in

Melønesia, Londres, McGibbon

and Kee, r957; HolgerJebens,

uSigns of the Second Coming: On Eschatological Expectation and

Disappointment in Highland and

Seaboard Papua New Guineao, em Etbnobistory, n.o 47 (r),, zooo, pp. 17r-2o4.

ro

James C. Scott, TbeArt of Not

Being Goaerned: An Anarchist History of Upland SoutbeastAsia,

New llaven,

Ct

Yale University

Press, zoo9.

rr

RuyLlera Blanes, A Propbetic

Tiaj e c tory. Ide o I ogi e s of P I a æ,

Time and Belonging in øn Angolan

Religious Movement, Oxford e

Nova Iorque, Berghahn, zor4.

rz

Ruy Llera Blanes, nUnstable

Biographies: The Ethnography of Memory and Historiciry in an

Angolan Prophetic Movement>,

em History andAntbropology, n." zz

(r), zorr, pp. 93-tr9t Ruy Llera

Blanes, A Propbetic Tiajectory.

47

& F E N a Þ o O F.r o ú ø o o

(8)

I

Ideologies of Place,Time and

Belonging ìn an,4ngolan Religious Moaement, zor4.

r3

Pierre Bourdieu,

"lillu5i6¡

biographique,, em Actes de

recltercbes en sciences sociales,

n." 62163, ry86, pp. 69_72.

r4

Reinhart Koselleck,The practice of

C onceptu ø / His tory : Ti ming Hi xory,

Spacing Conceptl Stanford, Stanford University press, r9g5; Reinhart Koselleck, Futures past: On tbe Semantics of Hisnricat

Time, Nova lorque, Columbia University Pres s, 2c,o4.

48

ú .o t N e Þ d

(9)

BRUNO MONTEIRO é sociólogo e investigador

do

Instituto

de

So-ciologia

da Universidade

do

Porto.

É

bolseiro de

pós-doutoramen-to

com

o

apoio da Fundação para

a

Ciência

e

a Tècnologia

(FCÐ

@PD/85o86/2or2). Recentemenre publicou Homens Industriosos. sociolo-gia Histórica dasTòmadøs de Posþão do Pøtronato Portuense (1945-1974

(Fun-dação Eng.

António

de Almeida, zor5) e Fnígil cono o Mundo' Etnografia

do fuotidiøno Opertírio (Afrontamento, zo14).

CARLOS MAURÍClO é professor do Departamento de História do

Ins-tituto

Universitário de Lisboa

(ISCTE-IUL).

É

",ttot

de

A

Inoenção de olioeira Martins. Potítica, Historiografiø e Identidade Nacional no Portugøl Contemporâneo G86Z-tg6o) (Imprensa Nacional-Casa da Moeda, zoo5) e coordenou oAs Histórias Nacionais: Entre o Passado e o Futuro /

Natio-nal Histories: Between the Past and the Futureo (Ler Histtíria, 4r, zoot) '

27r

CLÁUDIA FIGUEIREDO é bolseira de doutoramento da FCT no

Birk-beck College, na Universidade de Londrer' É antota, entre outras

publi-caçóes, dos

artþs

nA Construção de Uma Frente Estética: O Projecto da sociedade Tèatro Livre (rgoz-rgo8), (em De Pé sobre a Tèrra: Estudos

sobre a Indústria, o Tiabølho e o Mophnento operário em Portugal,

Instituto

de

História

Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa

-

Univer-sidade Popular do Porto, zor3) e uThe Stage of Mars: Representations

of

the First'World IØar and Its Social Effects on Portuguese Dramaturgyr' (e-Journøl of Portuguese History, zot3).

o c, o É F o z

(10)

72 ù .o t-, N ã Ê o a

CRISTINA NOGU E IRA DA SILVA é professora na Faculdade de

Direito

da Universidade Nova de Lisboa e

investþdora

do Centro de

Investi-gação e Desenvolvimento sobre

Direito

e Sociedade (CEDIS). É autora

do

livro

Constitucionalisno e Império.

A

Cidødania no Ultranar Português (Almedina, 2oog) e de várias publicações sobre o tema da escravatura e

do estatuto constitucional do escravo no século

xrx.

DIOGO

DUARTE

é

investþdor

no

Instiruto de História

Con-temporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da

Universi-dade de Lisboa

GCSH-UNL).

Formado em Antropologia, completou

uma tese de mestrado sobre violência anticlerical durante a

I

República

e actualmente o seu trabalho debruça-se sobre a história do Estado e do anarquismo em Portugal nas últimas décadas do século

xrx

e primeiras do século xx. É bokeiro de douroramento financiado pela

FCT.

ELISA LOPES DA SILVA é doutoranda em

História

@rograma Inreru-niversitário de Doutoramento em História),

no

Instituto

de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, com bolsa de douroramento da

FCT

Entre outras publicaçóes, é autora do artigo (Time to Settle Down:

Pro-pert), State and Its Subjectso (em Luís Tiindade [coord.], Tbe Mahing

of

Modem Portugal, Cambridge Scholars, zor3).

EMíL|A MARGARIDA MARQUES é investigadora no Cenrro em Rede de Investigação emAntropologiado

ISCTE-IUL.

Entre outros estudos,

publicou Os Operários e as Suøs Máquinas: Usos Sociais d¿ Técnica no Tiaba-lboWdreiro

(Gulbenkian/FC!

zoog) e u'Work,-W'age and Consumption:

Valuing and Displaying,A.mong Manufacturing'Workersu (Enogróficø,

t4

[3], zoro).

FÁTIMA

E

MELo

FERREIRA é professora

do

Departamenro de

História

do

ISCTE-IUL

e

investþdora

integrada do Centro de Inves-tigação e Estudos de Sociologia

do

Instituto

Universitário de Lisboa

(CIES-IUL).

É actualmente directora da revista Ler Hixória. É a.rto.a, entre outras publicaçóes, de Rebeld¿s e Insubnissol Resistôncias Populares ao Liúeralismo Q8j4-r841 (Afrontamento, zooS) e co-editora do

Dicciona-rio político y sociøl d¿l mundo iberoømericøno (direcção deJavier Fernández Sebastián, Centro de Estudios Politicos y Constitucionales e

Universi-dad del Pais Vasco, vols. t e

II,

zoog e zor4).

JOANA

CUNHA LEAL é professora do Departamento de

História

da

Arte

da

FCSH-UNL.

É

investþdora

integrada do

Instituto

de

Histó-ria

daArte

da mesma instituição. Foi investigadora iesponsável do

pro-jecto uModernismos do Sulo, financiado pela FCT, A sua publicação mais recente integra o catálogo da exposição O Círculo Delaunay , com o

titvlo

oA Corporation Nouvelle, o Projecto da Exposição em Barcelona e a

Internacional Simultaneísta, (Fundação Calouste Gulbenkian

-

Centro deArte Moderna, 2or5).

273 O ú o o É F o z

(11)

274

JOANA

ESTORNINHO DE ALMEIDA é

investþdora

no Centro

de Investigação e Desenvolvimento sobre

Direito

e Sociedade (CEDIS) da Faculdade de

Direito

da Universidade

Nova

de Lisboa.

Recenre-mente,

publicou

nOs Empregados

de

Secretaria

na

Transição para

Uma Administração Moderna

do

Estado

g64o-1834), (Cadernos do Arquivo Municipøl,Julho-Dezembro de zor4) e nDe Secreraria de Estado

a Ministério:

A

Construção

do Novo Modelo Liberal

(r834-r85r),, (Do Reino à Administração Interna: História de

Un

Minixério, r7j6-zoto, Imprensa Nacional-Casa da Moeda, zo16).

LAI S P E R E I RA é investigadora do Insrituto de História Contemporânea na FCSH-UNL. É autora de uma rese de mesrrado sobre representações da identidade nacional no cinema de animação português. É bokeira de doutoramento da FCT (SFP*H. IBD / 89227 I zorz) com um projecto

intitu-lado nAs Representaçóes Fotográficas do Povo no Portugal

Contempo-râneo (r88o-r96o)o.

MARIA-BENEDITA BASTO é professora associada no Departamenro de Estudos Ibéricos e Latino-Americanos da Universidade de Paris-Sor-bonne. Recentemente organizou, com ReganeVecchia e Debora David, o dossiê <Literaturas Africanas de Língua Portuguesa e o Pós-Indepen-dêncian (Revistø Wa Atlântica, Universidade de São Paulo, 27, 2ory) e

publicou nSaid lecteur de Vico et de Gramsci: politiques de

I'affìliation

et pratiques des communs possibleso (Said et les

ffits

des mytbologies

colo-niales,Montigny-sur-Canne, Association

Ici

et Ailleurs pour une

Philo-sophie Noma de, zor5, pp. ror-rr8).

MARTA S ILVA é

investþdora

do

Instituto

de História Contemporânea da

FCSH-UNL,

onde desenvolve um projecto de doutoramento

finan-ciado pela

FCT

É autora de O¡ Tì'itbos da Bmigrøção. Redcs Cløndestinas d¿

Penedono a Françø Gg6o-tgZÐ (Colibri, zorr) e co-organizotTlte Borders

of

Scbengen @eter Lang, zor5).

MIGUEL CARDINA é

investþdor

do Centro

de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra. Entre outras publicaçóes, é autor de Margem

d¿ Certø Møneira. O Møoismo em Ponugal. ry64+974 (finta-da-china, zott), e, com Bruno Cordovil, traduziu e introduziu-,4 Morte da LaigiTì'asnlli e

Outros Ensaios. Etica, Menória e Acofitecimento nø Hisuíriø Oral, d¿ Alessøn-dro Portelli (Unipop, zor3).

O

texto inserido neste volume

foi

realizado no âmbito de um contrato de investigador

FCT(IF/o o757lzorylCPt64l

CTooo4).

P E D RO RAM OS P I NTO lecciona na Faculdade de História da

Universi-dade de Cambridge, e é membro do

Tlinity

Hall College. As suas

publi-cações mais recentes inclu em Lisbon Rising Urban Sociøl Moaements in tbe

Portuguese Reuolution, r974-rg1j (Manchester University Press, zor3) e a colecção de ensaios Tbe Inpøa of History? Histories øt the Beginningof tbe

zrt

Century (Routledge,

2ort),

coordenada em parceria com Bertrand

füthe.

275

o É É Ê, z ú .o tr N e Þ o

(12)

-I

2

76

& .o F. E N Ê o

RICARDO ROOUE

é investþdor

auxiliar

do Instituto

de

Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. Actualmente, é também sócio hono-rário do Departamento de

História

da Universidade de Sidney Entre outras publicaçóes, é

autor

de Headhunting ønd Coloni¿lism @algrave, zoto) eAntropologiø e Império

(Instituto

de Ciências Sociais da

Universi-dade de Lisboa, zoor), e é co-organizador de Engøging Coloniøl

Knoul-edge (Palgrave, zorz).

RUY BLANES é antropólogo e investigador na Universidade de Bergen (Noruega) e no

Instituto

de Ciências Sociais da Universidade de

Lis-boa.

Entre

outras publicações, é autor do

liwo A

Propbetic Tìrøjeoory @erghahn, zor4).

STEVEN FORTI é

investþdor

do

Instituto

de

História

Contemporâ-nea da

FCSH-UNL. Entre

outras publicações, é auror de EI peso de la nación. Nicolø Bombøcci, Paul M¿rion

y

Óuo, Pérez Solís en la Europø de

entreguenas (Jniversidade de Santiago de Compostela, zor4). É bolseiro de pós-doutorâmento da FCT (SFRHIBPD lg@rylzo:,¡).

TIAGO

PIRES MAROUES é investigador no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra. Este trabalho resulta de um projecto de investigador

FCt

iniciado em zor4. É autor do

lrro

Crime ønd tbe F'ascist

Srare @ickering

&

Chatto, zor3) e coordenou Experiênciøs à Derioa. Paixõa

Religiosas e PsiquiatriønaEurEa- SécalosXVaXXI (Cavalo de Ferro, zor3).

TIAGO

RIBEIRO é investigador

júnior

no

Centro

de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra e mestre em Sociologia pela Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, com a dissertação nEnsaio

Sociológico sobre

o Direito,

o

Sexo e a

Desþaldade

numa Era Que

ainda Ér. É doutorando em Sociologia pela mesma instituição (bolseiro

FCÐ

e assistente convidado a tempo parcial na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do

Instituto

Politécnico de Leiria.

TOMÁS VALLERA

é

doutorando

em

História

da Educação

no

Ins-tituto

de Educação da Universidade de Lisboa.

É

co-autor do artigo

nO Sábio-Aprendiz e o Efémero Lugar da Escrita: Para Uma Ética da Inventividade Académicao (Educação e Paquisø, 5ão Paulo,

vol.

4o, zor4). É bokeiro de doutoramento da

FCT

VICTOR PEREIRA é professor auxiliar da Université de Pau et des Pays de I'Adour. Entre outras publicaçóes, é autor de

A

Ditddurø de Salazar e

a Emigração. O Estødo Portagaês e os Seus Emigrantes em Frønçø GSSZ-rSZ+)

(Tèmas e Debates, zot4) e coordenou, com Nuno Domingos, O Estado Novo em Qqestão (Ediçóes To,2oto).

277

a ú o o É Fr 2

(13)

278

VIRGÍLlO BORGES PEREIRA é professor associado com agregação do

Departamento de Sociologia da Faculdade de Letras e investigador do

Instituto

de Sociologia, ambos da Universidade do Porto. Enrre ourras publicaçóes, escreveu, comJoão Queirós, Nø Modestø Cidadezinba: Génese

e Estruturação de Um

Bøiro

d¿ Cø¡as Econónicas do Porto (Amial,

ryjï-zoro)

(Afrontamento,

zorz).

Com Bruno Monteiro,

coordenou Intelectuais Euroþeus no Século

XX.

Exercícios de Objectiaação Sócio-Hisaírica

(Afron-tamento, zor4).

JOSÉ NEVES é professor

"u*ili"Jrro

Deparramento de

História

da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas e

investþdor

do

Instituto

de

História

Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa.

Dirþ

actualmente a revista Prãticas da Hiaória - Jouraal on Tbeory, Hiaoriogra-pby and [Isa of tbe Pax. É autor de Comunismo e Nacionalismo em Portugal

- Política, Cultura e Históriø no SéculoXX (Tinta-da-china, zooS), obra que recebeu o Prémio

Vctor

de Sá zoo8, o Prémio CES zoog e o Prémio

Adérito Sedas Nunes zoro. Ainda naTinta-da-china, coordenou Como se

Faz Um Pooo

-

Ensaios em Históriø Contemponînea de Portugal e, com Bruno

Peixe

Dias,l

Política dos Muitos

-

Pozto, Classes e Maltidão.

91 F, N ã É¡ Þ

Referências

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