ii.l5-t
ll ii-¡-ii ül
Jil:i.i'-".i¡:,3:'';L
ìr.i:\(rQ)lru,it
L4?'2'r1,flli i.it.jl [a:/\
a
UEM
,
FAZ
A
H
I
STO
RIA
ENSAIOS SOBRE
O
PORTUGAL CONTEMPORÂN
EO
OrganizaçãoJOSÉ
NEVESBruno Monteiro, Carlos Maurício, Cláudia Figueiredo, Cristina Nogueira da Silva, Diogo Duarte, Elisa Lopes da Silva,
Emília Margarida Marques, Fát¡ma Sá e Melo Ferreira,
Joana Cunha Leal, Joana Estorninho de Almeida,
Lais Pereira, Maria-Benedita Basto, Marta Silva,
Miguel Cardina, Pedro Ramos Pinto, Ricardo Roque, Ruy Blanes, Steven Forti,
Ïago
Pires Marques,Tiago Ribeiro, Tomás Vallera,
Victor Pereira, Virgílio Borges Pereira
LISBOA
TI NTA-DA.CH I NA
MMXVI
Este liwo é publicado com o apoio da Fundação pra a Ciência e Tècnologia, no quadro do projecto de investigação PTDC/HIS-HIS/ro4r66lzoo8, desenvolvido no Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa, sob coordenação deJosé Neves. A elaboraçáo do liwo foi þalmente mtecedida da
realizaçãLo da primeira edição do Encontro Futuros da História, realizado pelo
mesmo Instituto no âmbito do Proiecto Estratégico UID|ÍllSlo4zo9lzot3.
INDICE
Nesta ediçáo, respeitou-se a opção ortográfica de cada autor. T
TNTRODUçAO
As fotografias apresentadas no início de cada uma das três pætes do livro são
da autoria do estúdio Horácio Novais e pertencem ao álbum Exposþão do Mundo
Portaguês, consettado pela Biblioteca de,{rte da Fundação Calouste Gulbenkian,
a quem agradecemos a disponibilização das imagens. O álbum pode ser consul-tado em: w flickr.com/photos/biblar te I albums I 7 zt 57 6 zt8r7 o 98 g 5 5,
[p, I8]:.Padrão dos Descobrimentos, Lisboa, Portugalo (c. r94o) [cmró+ o4+oso.'c]
[p. 9ó]: "Padrão dos Descobrimentos, Lisboa, Portugalo (c. r94o) [cmr6+ o++o82.¡c]
[p. r9z]: "Exposição do Mundo Português, Lisboa, r94o. Início dos trabalhosr (fìnais de ¡93oo) tcm¡64 o26t4.rcl
9
Os sujeitos da histór¡aJoséNeaa
17
EM PARTICULAR E
NO
GERAL
@ zoró, Autores e Ediçóes tinta-da-china, Lda.
Rua Frmcisco Ferrer, 6À
r5oo-46r Lisboa Tels.: zt 726 go z8l9
E-mail: [email protected]
wtintadâchina.pt
23 Da <ilusão biográfica, às novas biografias
Carlos Maurício
:f
Subjetividade e fontes orais nð escrita da h¡stóriaMiguel Cardina
+t
Biografias proféticasRuy Blanes
49 <Onde estavas tu no 25 de Abril, pá?>: Revolucionários,
movimentos soc¡ais e cidadania quotidiana
Pedro Ramos Pinto
ó1 Os colonos internos do Estado: Sujeitos de uma h¡stór¡a futura Elisa Lopæ da Silzta
7t
Modos de agir: A doença mental nas tramðs históricas Tiago Piru Marqua83 Modernismos do sul: História e diálogos ârtísticos transnaciona¡s
Joana Cunba Leal
TítluJo: Qgem laz a Hixtíid. Euaios sobre o Portugøl Contemponîneo
Coordenação; José Neves
Autores: Bruno Monteiro, Carlos Maurício, Cláudia Fþeiredo, Cristina Nogueira
da Silva, Diogo Durte, El.isa Inpes da Silva, Emília Margarida Marques, Fátima Sá e Melo Feneira,Jom Cunha Iæal,Joma Estorninho de Almeida, Lais Pereira, Maria-BeneditaBasto, MrtaSilva, Mþel Crdina, Pedro Rmos
Pinto, Ricardo Roque, Ruy Blanes, Steven Forti, Tiago Pires Mrques, Tiago Ribeiro, Tomás Vallera, Vctor Pereira, Vrgflio Borges Pereira
es
AS REPRESENTAçÖES
E
AS
COTSAS Revisão: Tinta-da-chinaComposição e capa; Tinta-da-china @ Serpa)
r." ediçáo: Abril de zor6 rsnN; 978-989-67r-3o9-6
onpósrro unctr n." 4o748/t6
lOt
Rebeldes, povos e reis: Revisitação de algumas personagens historiográficasFdtima Sá e Melo Feneira
109 Escravos, legisladores, juristas e normas jurídicas
123 Reptos dos trânsfugas: Biografia e análise da linguagem política numa perspectiva comparada
Steaen Forti
133 Sujeito ao direito: Em torno da confissão e da perícia Tiago Ribeiro
147 O povo que está por ver: História e fotografia Lais Pereira
157 Passageiros perigosos: Histórias de quasi-objectos Ricardo Roque
169 Materialidade, objectificação e operários
Emíl i a Margarida Marq ue s
181 Prosopografia e intelectuais; Notas de uma pesquisa sócio-histórica
sobre o Porto, 1958-1965
Bruno Monteiro e Virgílio Borges Pereira
lel
PODER E EMANCIPAçÃO
195 Honra e fadigas do funcionalismo público oitocentista Joana Estorninbo de Almeida
209 A h¡stória do sujeito escolar como acto de resistência
TomásVallera
219 Proletários-escritores: Práticas da escrita e variações
do espaço político contemporâneo, 1850-192ó
Cláudia Figueiredo
229 Escritas de guenilheiros moçambicanos e práticas de emancipação: uNa metade mesma de um passo>
Maria-Benedita Basto
259 Acção popular e (questão religiosan na Primeira República
Diogo Duane
249 Os migrantes ou as ausências da história do século xx português Victor Pereira
259 Engajadores, passadores e outros auxiliares:
Poderes intermédios na emigração clandestina portuguesa
Marta Siloa
2ó9
NOTAS BIOGRÁFICAS
Br
oGRAFTAs
PRoFÉrlc.ls
RUY
BL-A,NESI.üo campo da
religião,
ogénero
biográfico
éum
eixo central
deconstituição
e
acumulação
de conhecimento, ortodoxia e
con-vicçáo.Adoptando
umaperspectiva
genealógica ehistoricista
nafnha deTirlalAsad,
dir-se-ia que, enquanto regimedisciplinar
e dealJtoúzaç-ao
colectiva,
ainstituição
religiosa requer
um conjunto
de processos deconstituição material
eideológica
deautoridade.'
Neste
contexto,
abiografia
torna-se frequentemente
amatéria
de
facto
apartir
daqual
essaautoridade
seconstrói,
invocando
processos
de
disciplinação
colectiva
atravésda
canonização da,rvida e obra,' de personagens consideradas santas
ou,
emúltima
instância,
oextra-ordinárias>.Tlata-se de
um
processo que
Max
Weber apelidou
deorotinizaçáo,
daliderança carismática,
isto
é, detransformação paulatina
demovimentos
sociais (religiososou
políticos), que emergiram espontanearnente,
em torno de
figu-ras carismáticas, em
instituiçóes
sociais epolíticas.
Do ponto
devista diacrónico,
tal
processo invoca
þalmente
o problema
do
indivíduo enquanto sujeito
histórico
-
umproblema debatido
naantropologia
apartir
dasreflexóes
de
Georges Balandier,
Mar-shall Sahlins eoutros.'Balandieç por
exemplo,explorou
a questão daimportância do indivíduo
enquanto
âgentehistórico, motor
4r
O t{ \R c & o ÉI
44
& F N a Þ dassim chamada
por
nascer
do apoio
a
um líder religioso
local, Simão GonçalvesToko
(r9r8-r984).Nascido
naprovíncia do
Uíge,
no
Norte
de Angola, Tokofora
aluno eprofessor
nas missóesba!_
tistas da
região, antes dedecidir
emþar
para acapital do
.rrtào
Congo
Belga,Léopoldville,
e decriar o
seupróprio movimento
independente, emancipando-se. A sua mensagemprofética
e eman*cipatória, bem como
a sua capacidade de congregaçãono
seio dacomunidade
de expatriados angolanos na cidade,atraiu
a suspeita dasautoridades
belgas e aomesmo
tempo
transformou_o
numareferência ideológica
nas comunidades locais.
A
partir
da
sua expulsão deLéopoldville
paraAngola em
r9jo,
até aomomento
da sua
morte
em 1984, Toko viveuperíodos
consecutivos deexflio
(no Sul de
Angola
e nos Açores, enrrergto
e rg74) e,ját deregresso
ao seu país
natal,
de prisão, reclusão eclandestinidade (entre
1975e
ry84).
No
entanto,
isto
nãoo impediu
deerguer
a suaigreja
e de setornar
umafigura incontornável no cenário religioso
epolí-tico
angolano.',Hoje, trinta
anos após odesaparecimento
do seuprofeta fundadoç
aIgrejaTokoista
é uma das maio¡esinstituições
religiosas neste país.
No
entanto, no
seiodo movimento
persisteuma
discussãocontínua
ecomplexa
sobrequem
foi
orealmenteuSimão
Toko
e sobre qual terásido
a suacontribuição
para o país,p^ra Afrira,
paraomundo
e para afécristã
no geral.., Esta instabi_ lidade e esta ansiedade, motivadaspor
processos de disputa etno_política
enrre asdistintas
sensibilidades da igreja, desencadearampor
sua vez umavontade
crescente deprodução biográfica
sobrea
figura
de Toko,utilizada como elemento
delegitimação
ou con_ testação da liderança actual. Nestecontexto,
abiografia
profética
constituiu, por
assimdizer, uobjecto
deprova
para
osdistintos
interlocutores
envolvidos na suaprodução,
materializando_se emIivros,
teses,artigos,
vídeos,fotografias
earquivos
que vão circu_lando entre
osmembros
domovimento.
Devido
aoseu
carácternormalmente hagiográfico,
ostextos
e
produções
que seinserem
nesteâmbito
tendem
a assumir umadime¡sáo
politicamente
enviesada, marcadapela
glorificaçáo
eyeroicizaç'ao de
um
determinado
líder
através da celebração dos seusfeitos
e qualidades.Deste
ponto
devista, tais textos sofrem
do rnesrno
problema que o género ohistória
de eliteo, elaborada oorrnuitos historiadores
ecientistas políticos, podendo
ser alvo äo..r-o
tipo
decrítica
que aescola
dos Annølesfez
àhistória
éaénenentielle. Tàmbém
sofrem
doproblema
de oilusão biográficao queBourdieu apontou
na sua pequenareflexão
sobre o género: atrajectorializaç'ao da
narrativa
numalinha
coerente e progressiva,determinista,
quetermina
noponto
departida
do discurso: o oeu,agora>>;3 Se essa ilusáo é expectável em qualquer
tipo
dematerial
biogrâfico
-
desdecuricula
aitøe
amemórias publicadas,
biopicsde
Hollywood,
etc.-,
no
caso dasbiografias proféticas
reveste-se deum determinismo
intencionalizaîte,
que enfatiza acoerência
entre os
diferentes momentos
dabiografia,
por
sua vezinvestida
de
raciocínios que
confirmam
a
suadimensão
espiritual,
extra--humana.
Nesta perspectiva,
abiografia
profética
transforma-se
a si mesma numa
profecia.
Por
outro
lado, abiografia
profética
apresenta acaracterística
de serfrequentemente
oproduto
de umahistoriografra colectiva,
náo
emitida pelo
próprio
sujeito
dahistória,
mas simpor
aquelesque o/a rodeiam, e que
participam, voluntária ou
involuntaria-mente, na suaconstrução.
No
caso daIgrejaTokoista,
por
exem-plo,
um
dosprincipais
agentes quecontribuíram
para abiografia
do
profeta foi
aprópria
PIDE,
o seuprincipal
adversáriodurante
várias décadas.
Entre
rgto
e rg74, as datâs quemarcaram
ache-gada
do
movimento
de SimãoToko
aAngola
e a saída dapolícia
política
doterritório
angolano, olíder
e os seus seguidoresforam
sujeitos
aváriasmedidas decontrolo, vigilância,
detenção eexplo-ração
laboral. Neste
âmbito,
acorrespondência trocada
entre
olíder exilado
e os seus seguidoresfoi
alvo deescrutínio
efiltraçáo
por parte
daPIDE,
que assimacumulou
aolongo
das décadasum
registo epistolar composto
por
milhares
decartas.
Esse acervo,45
o tr ú ú o o É-I
que
hoje pode
serconsultado
naTorre
do
Tombo
e noArquivo
Histórico Ultramarino, constitui
testemunho
e éuma
fonte
depesquisa
utilizad,apelos
próprios
rokoistas
no âmbito
das suasproduções
biográficas.Finalmenre'
abiografia
profética
deToko levanta
þalmente
problemas interessantes
relativamente
à suaprópria
heurística.Ao
contrário
do que acontece com outros processos de canonização emitificação
biográfica,a biografia
profética
é um exemplo de pro_fusão
semântica,
através da inauguração detropos
e conceptua_lizações que emergem
do material
biográfìco. Neste sentido,
asbiografias proféticas produzem
as suaspróprias
nsemânticas his_ tóricas>,como propunha Reinhart Koselleck,
namedida
em queo
exercício
de nescriraobiográfica produz
conceitos, ideias,objec-tos
epráticas
que setornam
significativos
no contexto litúrgico
e
teológico do movimento
-
por
exemplo,
opróprio
conceito
denrelembramenro)
que guia aprincipal proposta teológica
da Igreja Tokoista.'+Este
conceito
apareceunaquele que
éconsiderado
omomento
fundacional
da
igreja, z5deJulho de
1949,quando
oEspírito
Santo alegadamente desceu emLéopoldville
sobreToko
e um
grupo
de seguidores, e estesforam investidos
de dons caris_máticos, como
aprofecia,
a glossolalia, a cura, apresciência,
etc.No
casoespecífico
deToko,
gerou-seum entendimento
ou umarevelação sobre
aprópria fé cristã e
o
seu alcancehistórico:
oreconhecimento
de que ocristianismo, tal como
chegou àÁfrica
nas mãos demissionários
europeus e brancos, eracorrupto.
Esteentendimento
deuorigem àquilo
a que sepoderia
chamar nargu_mento conservador
ereformista>
naproposta teológica
de Toko,apelando
ao
(regresso) a
um cristianismo original que
nrelem_ brasseo o quefora entretanto
esquecido pelos cristãos.Deste
modo,
aprópria
biografiaprofética
de Simão Toko cons_titui,
em si mesma, uma proposta dehistoriografia
alternativa, umaprodução autóctone que
questionainterpretaçóes
hegemónicas e académicas da história, pluralizando opróprio
conhecimento.NOTAS
46
¡
{àlal Asad, Genealogies of Religion: Disciltlìne and Reasons of Pouer inChristianity and Islarn, ßakimore,
The Johns Hopkins Universiry
Press' 1993'
2
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ø T h ucy di des : Underst anding
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Wrsa, Chicago,IL, University of Chicago Press, zoo4.
3
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ConJlict, San Francisco, CA, Chandler Publishing, r965, PP.36-57.
4
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Africøn History, Londres, James Currey, 1995.
5
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6
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Disappointment in Highland and
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ro
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New llaven,
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rr
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Time and Belonging in øn Angolan
Religious Movement, Oxford e
Nova Iorque, Berghahn, zor4.
rz
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Angolan Prophetic Movement>,
em History andAntbropology, n." zz
(r), zorr, pp. 93-tr9t Ruy Llera
Blanes, A Propbetic Tiajectory.
47
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r4
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Spacing Conceptl Stanford, Stanford University press, r9g5; Reinhart Koselleck, Futures past: On tbe Semantics of Hisnricat
Time, Nova lorque, Columbia University Pres s, 2c,o4.
48
ú .o t N e Þ dBRUNO MONTEIRO é sociólogo e investigador
do
Instituto
deSo-ciologia
da Universidadedo
Porto.
É
bolseiro de
pós-doutoramen-to
com
o
apoio da Fundação paraa
Ciênciae
a Tècnologia(FCÐ
@PD/85o86/2or2). Recentemenre publicou Homens Industriosos. sociolo-gia Histórica dasTòmadøs de Posþão do Pøtronato Portuense (1945-1974
(Fun-dação Eng.
António
de Almeida, zor5) e Fnígil cono o Mundo' Etnografiado fuotidiøno Opertírio (Afrontamento, zo14).
CARLOS MAURÍClO é professor do Departamento de História do
Ins-tituto
Universitário de Lisboa(ISCTE-IUL).
É",ttot
deA
Inoenção de olioeira Martins. Potítica, Historiografiø e Identidade Nacional no Portugøl Contemporâneo G86Z-tg6o) (Imprensa Nacional-Casa da Moeda, zoo5) e coordenou oAs Histórias Nacionais: Entre o Passado e o Futuro /Natio-nal Histories: Between the Past and the Futureo (Ler Histtíria, 4r, zoot) '
27r
CLÁUDIA FIGUEIREDO é bolseira de doutoramento da FCT no
Birk-beck College, na Universidade de Londrer' É antota, entre outras
publi-caçóes, dos
artþs
nA Construção de Uma Frente Estética: O Projecto da sociedade Tèatro Livre (rgoz-rgo8), (em De Pé sobre a Tèrra: Estudossobre a Indústria, o Tiabølho e o Mophnento operário em Portugal,
Instituto
de
História
Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa-
Univer-sidade Popular do Porto, zor3) e uThe Stage of Mars: Representations
of
the First'World IØar and Its Social Effects on Portuguese Dramaturgyr' (e-Journøl of Portuguese History, zot3).
o c, o É F o z
72 ù .o t-, N ã Ê o a
CRISTINA NOGU E IRA DA SILVA é professora na Faculdade de
Direito
da Universidade Nova de Lisboa e
investþdora
do Centro deInvesti-gação e Desenvolvimento sobre
Direito
e Sociedade (CEDIS). É autorado
livro
Constitucionalisno e Império.A
Cidødania no Ultranar Português (Almedina, 2oog) e de várias publicações sobre o tema da escravatura edo estatuto constitucional do escravo no século
xrx.
DIOGO
DUARTE
é
investþdor
no
Instiruto de História
Con-temporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas daUniversi-dade de Lisboa
GCSH-UNL).
Formado em Antropologia, completouuma tese de mestrado sobre violência anticlerical durante a
I
Repúblicae actualmente o seu trabalho debruça-se sobre a história do Estado e do anarquismo em Portugal nas últimas décadas do século
xrx
e primeiras do século xx. É bokeiro de douroramento financiado pelaFCT.
ELISA LOPES DA SILVA é doutoranda em
História
@rograma Inreru-niversitário de Doutoramento em História),no
Instituto
de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, com bolsa de douroramento daFCT
Entre outras publicaçóes, é autora do artigo (Time to Settle Down:
Pro-pert), State and Its Subjectso (em Luís Tiindade [coord.], Tbe Mahing
of
Modem Portugal, Cambridge Scholars, zor3).EMíL|A MARGARIDA MARQUES é investigadora no Cenrro em Rede de Investigação emAntropologiado
ISCTE-IUL.
Entre outros estudos,publicou Os Operários e as Suøs Máquinas: Usos Sociais d¿ Técnica no Tiaba-lboWdreiro
(Gulbenkian/FC!
zoog) e u'Work,-W'age and Consumption:Valuing and Displaying,A.mong Manufacturing'Workersu (Enogróficø,
t4
[3], zoro).
FÁTIMA
sÁ
E
MELo
FERREIRA é professorado
Departamenro deHistória
doISCTE-IUL
einvestþdora
integrada do Centro de Inves-tigação e Estudos de Sociologiado
Instituto
Universitário de Lisboa(CIES-IUL).
É actualmente directora da revista Ler Hixória. É a.rto.a, entre outras publicaçóes, de Rebeld¿s e Insubnissol Resistôncias Populares ao Liúeralismo Q8j4-r841 (Afrontamento, zooS) e co-editora doDicciona-rio político y sociøl d¿l mundo iberoømericøno (direcção deJavier Fernández Sebastián, Centro de Estudios Politicos y Constitucionales e
Universi-dad del Pais Vasco, vols. t e
II,
zoog e zor4).JOANA
CUNHA LEAL é professora do Departamento deHistória
daArte
daFCSH-UNL.
Éinvestþdora
integrada doInstituto
deHistó-ria
daArte
da mesma instituição. Foi investigadora iesponsável dopro-jecto uModernismos do Sulo, financiado pela FCT, A sua publicação mais recente integra o catálogo da exposição O Círculo Delaunay , com o
titvlo
oA Corporation Nouvelle, o Projecto da Exposição em Barcelona e aInternacional Simultaneísta, (Fundação Calouste Gulbenkian
-
Centro deArte Moderna, 2or5).273 O ú o o É F o z
274
JOANA
ESTORNINHO DE ALMEIDA éinvestþdora
no Centro
de Investigação e Desenvolvimento sobreDireito
e Sociedade (CEDIS) da Faculdade deDireito
da UniversidadeNova
de Lisboa.Recenre-mente,
publicou
nOs Empregadosde
Secretariana
Transição paraUma Administração Moderna
do
Estado
g64o-1834), (Cadernos do Arquivo Municipøl,Julho-Dezembro de zor4) e nDe Secreraria de Estadoa Ministério:
A
Construçãodo Novo Modelo Liberal
(r834-r85r),, (Do Reino à Administração Interna: História deUn
Minixério, r7j6-zoto, Imprensa Nacional-Casa da Moeda, zo16).LAI S P E R E I RA é investigadora do Insrituto de História Contemporânea na FCSH-UNL. É autora de uma rese de mesrrado sobre representações da identidade nacional no cinema de animação português. É bokeira de doutoramento da FCT (SFP*H. IBD / 89227 I zorz) com um projecto
intitu-lado nAs Representaçóes Fotográficas do Povo no Portugal
Contempo-râneo (r88o-r96o)o.
MARIA-BENEDITA BASTO é professora associada no Departamenro de Estudos Ibéricos e Latino-Americanos da Universidade de Paris-Sor-bonne. Recentemente organizou, com ReganeVecchia e Debora David, o dossiê <Literaturas Africanas de Língua Portuguesa e o Pós-Indepen-dêncian (Revistø Wa Atlântica, Universidade de São Paulo, 27, 2ory) e
publicou nSaid lecteur de Vico et de Gramsci: politiques de
I'affìliation
et pratiques des communs possibleso (Said et les
ffits
des mytbologiescolo-niales,Montigny-sur-Canne, Association
Ici
et Ailleurs pour unePhilo-sophie Noma de, zor5, pp. ror-rr8).
MARTA S ILVA é
investþdora
doInstituto
de História Contemporânea daFCSH-UNL,
onde desenvolve um projecto de doutoramentofinan-ciado pela
FCT
É autora de O¡ Tì'itbos da Bmigrøção. Redcs Cløndestinas d¿Penedono a Françø Gg6o-tgZÐ (Colibri, zorr) e co-organizotTlte Borders
of
Scbengen @eter Lang, zor5).
MIGUEL CARDINA é
investþdor
do Centro
de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra. Entre outras publicaçóes, é autor de Margemd¿ Certø Møneira. O Møoismo em Ponugal. ry64+974 (finta-da-china, zott), e, com Bruno Cordovil, traduziu e introduziu-,4 Morte da LaigiTì'asnlli e
Outros Ensaios. Etica, Menória e Acofitecimento nø Hisuíriø Oral, d¿ Alessøn-dro Portelli (Unipop, zor3).
O
texto inserido neste volumefoi
realizado no âmbito de um contrato de investigadorFCT(IF/o o757lzorylCPt64l
CTooo4).
P E D RO RAM OS P I NTO lecciona na Faculdade de História da
Universi-dade de Cambridge, e é membro do
Tlinity
Hall College. As suaspubli-cações mais recentes inclu em Lisbon Rising Urban Sociøl Moaements in tbe
Portuguese Reuolution, r974-rg1j (Manchester University Press, zor3) e a colecção de ensaios Tbe Inpøa of History? Histories øt the Beginningof tbe
zrt
Century (Routledge,2ort),
coordenada em parceria com Bertrandfüthe.
275
o É É Ê, z ú .o tr N e Þ o-I
276
& .o F. E N Ê oRICARDO ROOUE
é investþdor
auxiliardo Instituto
de
Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. Actualmente, é também sócio hono-rário do Departamento deHistória
da Universidade de Sidney Entre outras publicaçóes, éautor
de Headhunting ønd Coloni¿lism @algrave, zoto) eAntropologiø e Império(Instituto
de Ciências Sociais daUniversi-dade de Lisboa, zoor), e é co-organizador de Engøging Coloniøl
Knoul-edge (Palgrave, zorz).
RUY BLANES é antropólogo e investigador na Universidade de Bergen (Noruega) e no
Instituto
de Ciências Sociais da Universidade deLis-boa.
Entre
outras publicações, é autor doliwo A
Propbetic Tìrøjeoory @erghahn, zor4).STEVEN FORTI é
investþdor
doInstituto
deHistória
Contemporâ-nea da
FCSH-UNL. Entre
outras publicações, é auror de EI peso de la nación. Nicolø Bombøcci, Paul M¿riony
Óuo, Pérez Solís en la Europø deentreguenas (Jniversidade de Santiago de Compostela, zor4). É bolseiro de pós-doutorâmento da FCT (SFRHIBPD lg@rylzo:,¡).
TIAGO
PIRES MAROUES é investigador no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra. Este trabalho resulta de um projecto de investigadorFCt
iniciado em zor4. É autor dolrro
Crime ønd tbe F'ascistSrare @ickering
&
Chatto, zor3) e coordenou Experiênciøs à Derioa. PaixõaReligiosas e PsiquiatriønaEurEa- SécalosXVaXXI (Cavalo de Ferro, zor3).
TIAGO
RIBEIRO é investigadorjúnior
noCentro
de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra e mestre em Sociologia pela Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, com a dissertação nEnsaioSociológico sobre
o Direito,
o
Sexo e aDesþaldade
numa Era Queainda Ér. É doutorando em Sociologia pela mesma instituição (bolseiro
FCÐ
e assistente convidado a tempo parcial na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais doInstituto
Politécnico de Leiria.TOMÁS VALLERA
é
doutorandoem
História
da Educaçãono
Ins-tituto
de Educação da Universidade de Lisboa.É
co-autor do artigonO Sábio-Aprendiz e o Efémero Lugar da Escrita: Para Uma Ética da Inventividade Académicao (Educação e Paquisø, 5ão Paulo,
vol.
4o, zor4). É bokeiro de doutoramento daFCT
VICTOR PEREIRA é professor auxiliar da Université de Pau et des Pays de I'Adour. Entre outras publicaçóes, é autor de
A
Ditddurø de Salazar ea Emigração. O Estødo Portagaês e os Seus Emigrantes em Frønçø GSSZ-rSZ+)
(Tèmas e Debates, zot4) e coordenou, com Nuno Domingos, O Estado Novo em Qqestão (Ediçóes To,2oto).
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a ú o o É Fr 2278
VIRGÍLlO BORGES PEREIRA é professor associado com agregação do
Departamento de Sociologia da Faculdade de Letras e investigador do
Instituto
de Sociologia, ambos da Universidade do Porto. Enrre ourras publicaçóes, escreveu, comJoão Queirós, Nø Modestø Cidadezinba: Génesee Estruturação de Um
Bøiro
d¿ Cø¡as Econónicas do Porto (Amial,ryjï-zoro)
(Afrontamento,
zorz).Com Bruno Monteiro,
coordenou Intelectuais Euroþeus no SéculoXX.
Exercícios de Objectiaação Sócio-Hisaírica(Afron-tamento, zor4).
JOSÉ NEVES é professor
"u*ili"Jrro
Deparramento deHistória
da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas einvestþdor
doInstituto
de
História
Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa.Dirþ
actualmente a revista Prãticas da Hiaória - Jouraal on Tbeory, Hiaoriogra-pby and [Isa of tbe Pax. É autor de Comunismo e Nacionalismo em Portugal
- Política, Cultura e Históriø no SéculoXX (Tinta-da-china, zooS), obra que recebeu o Prémio
Vctor
de Sá zoo8, o Prémio CES zoog e o PrémioAdérito Sedas Nunes zoro. Ainda naTinta-da-china, coordenou Como se
Faz Um Pooo
-
Ensaios em Históriø Contemponînea de Portugal e, com BrunoPeixe
Dias,l
Política dos Muitos-
Pozto, Classes e Maltidão.91 F, N ã É¡ Þ