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Tribunal de Contas. Secção Regional dos Açores

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Academic year: 2021

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Relatório

N.º 23/2007-FS/VIC/SRATC

Verificação Interna de Contas

Fundo Escolar da Escola Básica

Integrada e Secundária de Povoação

(Gerência 2005)

(2)

ÍNDICE SIGLAS ...2 Capítulo I – Introdução ...3 1. Fundamentos e Objectivos ...3 2. Enquadramento Legal ...3 3. Responsáveis ...4 4. Metodologia ...4

Capítulo II – Observações da Verificação Interna...5

5. Instrução ...5

6. Orçamento e Alterações Orçamentais ...6

7. Divergência entre o Mapa das Transferências e o dos Fluxos de Caixa ...6

8. Movimento de “Contas de Ordem” ...6

9. Saldo de abertura...7

10. Reconciliação Bancária ...8

11. Balanço e Demonstração de Resultados...10

Capítulo III – Execução Orçamental...12

12. Receita...12

13. Despesa ...13

14. Contas Verificadas na SRATC...14

Capítulo IV – Disposições Finais...16

15. Conclusões/Observações...16

16. Decisão ...17

17. Emolumentos...18

(3)

SIGLAS

BCA Banco Comercial dos Açores

CA Conselho Administrativo

DL Decreto-Lei

DLR Decreto Legislativo Regional

DREFD Direcção Regional de Educação Física e Desporto

DROT Direcção Regional do Orçamento e Tesouro

DRR Decreto Regulamentar Regional

EBI/S Escola Básica Integrada e Secundária

FE Fundo Escolar

FEEBI/S Fundo Escolar da Escola Básica Integrada e Secundária de Povoação

FEOGA Fundo Europeu de Orientação e Garantia Agrícola

FSE Fundo Social Europeu

LOPTC Lei de Organização e Processo do Tribunal de Contas1

ORAA Orçamento da Região Autónoma dos Açores

PCA Presidente do Conselho Administrativo

PCE Presidente do Conselho Executivo

POC-E Plano Oficial de Contabilidade Pública da Educação

RAA Região Autónoma dos Açores

SRATC Secretaria Regional dos Açores do Tribunal de Contas

TC Tribunal de Contas

VEC Verificação Externa de Contas

VIC Verificação Interna de Contas

VPCA Vice-Presidente do Conselho Administrativo

1

Lei n.º 98/97, de 26 de Agosto, republicada em anexo à Lei n.º 48/2006, de 29 de Agosto, e alterada pela Lei n.º 35/2007, de 13 de Agosto.

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Capítulo I – Introdução

1. Fundamentos e Objectivos

Nos termos dos artigos 5º, n.º 1, alínea d) e 53º da LOPTC, e de acordo com o Plano de Acção da SRATC, foi realizada uma verificação interna à Conta de Gerência do Fundo

Escolar Escola Básica Integrada e Secundária da Povoação, doravante designado de

FEEBI/S de Povoação, referente à gerência de 2005, acção desenvolvida pela Unidade de Apoio Técnico II.

A verificação teve como objectivos:

• análise e conferência da conta para demonstração numérica das operações

realizadas que integram o débito e o crédito da gerência, com evidência dos saldos de abertura e de encerramento;

• verificação da instrução do processo, de acordo com os documentos exigidos

pelas Instruções do TC;

• verificação da regularidade da informação contabilística, incluindo a análise da

execução orçamental da receita e despesa.

2. Enquadramento Legal

A EBI/S de Povoação é uma pessoa colectiva de direito público e goza de autonomia pedagógica e administrativa. Possui um Fundo Escolar com autonomia administrativa e financeira, nos termos da lei.

De acordo com o n.º 2 do artigo 43.º do DLR n.º 12/2005/A2, de 16 de Junho, a gestão

financeira e patrimonial do FE está cometida ao CA da Escola, constituído pelo Presidente, Vice-Presidente e Secretária, cujas funções e competências estão definidas no artigo 80º.

O FE tem como objectivos principais possibilitar à Escola a gestão das receitas cobradas no âmbito da sua actuação, empregues nas despesas resultantes da execução das políticas de acção social escolar e da implementação dos projectos educativos. São, também, atribuídas responsabilidades, no domínio da pequena e média manutenção das infra-estruturas escolares.

2

(5)

3. Responsáveis

No período compreendido entre 1 de Janeiro e 31 de Dezembro de 2005, os responsáveis pela gerência foram os seguintes:

Quadro 1 – Responsáveis

Responsáveis Cargo Residência Período de

Responsabilidade

Remuneração Anual Líquida

Aurélio Rodrigues Bento Lomba do Carro n.º 5A - 9. 650 Povoação 01/01/05 a 07/07/05 € 17.087,18 José Maria Oliveira Figueira Estrada Regional dos Tambores, nº 10

9 650 Povoação 08/07/05 a 31/12/05 € 14.732,50 José Manuel da Silva Pontes Canada do Hotel n.º 10 - 9.675-026 - Furnas 01/01/05 a 07/07/05 € 12.513,52

Ernestina da Conceição Pimentel Correia Campos Travessa do Veríssimo, 2

9 650 Povoação 08/07/05 a 31/12/05 € 12.385,17 Nélia Maria Cardoso Vieira Moniz Borges Secretária Rua Gustavo Adolfo Medeiros, 99 - 9 650

Povoação 01/01/05 a 31/12/05 € 9.455,06 Julieta Pereira Ponte Raposo Tesoureira Praça Velha, 8 - 9 650 - Povoação 01/01/05 a 31/12/05 € 7.528,83

Presidente

Vice-Presidente

4. Metodologia

No desenvolvimento da presente VIC, procedeu-se à confirmação da instrução processual da Conta de Gerência, à luz das instruções do TC aplicáveis ao FEEBI/S de

Povoação e à conciliação da informação constante no Mapa de Fluxos de Caixa, com as

relações comprovativas dos documentos de receitas e despesas, relação das retenções e entregas dos descontos e com as certidões das verbas recebidas de diversas entidades. Comprovaram-se, ainda, alguns valores inscritos no Balanço e na Demonstração de Resultados, através de outra informação constante na Conta de Gerência.

Verificou-se, ainda, a reconciliação bancária à data de 31 de Dezembro de 2005, bem como o preenchimento dos mapas de controlo orçamental da receita e despesa. Teve-se em conta o orçamento inicial e as alterações aprovadas, observou-se a receita cobrada, a despesa efectuada e a respectiva taxa de execução.

Foram, ainda, objecto de tratamento técnico as informações complementares prestadas pelos ofícios n.º 1 212/06, de 29 de Novembro de 2006, 969/06, de 4 de Outubro de 2006, 100/07, de 23 de Janeiro de 2007 e 621/2007, de 21 de Junho de 2007.

Tendo em conta anteriores verificações de contas, efectuadas por este Tribunal, analisou-se o grau de acatamento das recomendações formuladas.

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Capítulo II – Observações da Verificação Interna

5. Instrução

O processo foi instruído nos termos das instruções do TC, verificando-se, no entanto, a falta dos seguintes documentos:

• Relatório de Gestão;

• Certidão comprovativa da comparticipação comunitária em projectos

co-financiados, no montante de € 5 101,82;

• Extracto bancário comprovativo do desconto das ordens de pagamento nos

montantes de € 9,92 e € 106,24;

• Certidão bancária do saldo em 31 de Dezembro da conta n.º 9538521430105

BCA – FSE;

• Balanço à data de 31 de Dezembro de 2005;

• Demonstração de Resultados à data de 31 de Dezembro de 2005;

• Mapa da Contratação Administrativa – Situação dos Contratos;

• Mapa da Contratação Administrativa – Formas de Adjudicação.

A Caracterização da Entidade e as Notas ao Balanço e à Demonstração de Resultados também não constavam do processo inicial.

A relação nominal dos responsáveis estava incompleta, por não mencionar os responsáveis no período compreendido entre 1 de Janeiro e 7 de Julho de 2005, bem como a remuneração líquida anual auferida;

A acta de aprovação da Conta de Gerência não veio assinada pelo PCA e VPCA.

Os documentos de prestação de contas não foram apresentados em suporte informático, conforme prevê o ponto V – Disposições finais das referidas instruções.

Os documentos em falta foram solicitados pelo ofício n.º 1845, de 31 de Outubro de 2006. Através do ofício n.º 1 212/06 do FE, sem data, recebido nesta Secção Regional, a 11 de Dezembro de 2006, deram entrada os elementos em falta, com excepção dos Mapas da Contratação Administrativa.

Através do ofício n.º 621/2007, de 21 de Junho de 2007, foram enviados novos mapas de Fluxos de Caixa e de Balancetes.

(7)

6. Orçamento e Alterações Orçamentais

O Orçamento Ordinário e as correspondentes alterações não foram enviados ao TC no prazo definido na Resolução 2/92, de 14 de Outubro do TC.

7. Divergência entre o Mapa das Transferências e o dos Fluxos de Caixa

As transferências evidenciadas no correspondente Mapa totalizam € 261 884,68, ao passo que no Mapa de Fluxos de Caixa figuram mais € 100,00.

De acordo com informação prestada pelo serviço, “… no mapa de Transferências

Correntes – Receitas na coluna das transferências obtidas onde se lê € 289,31 deverá ler-se € 389,31. (…).”

A diferença ficou sanada com a substituição do referido Mapa.

8. Movimento de “Contas de Ordem”

Os saldos e os movimentos de receitas próprias, com o Tesouro, certificados pela DROT, diferem dos registos efectuados no Mapa de Fluxos de Caixa, conforme se representa no quadro 2.

Quadro 2 – Movimento de Contas de Ordem

Unid.: euro Certidão do Tesouro Mapa de Fluxos de Caixa Divergências Saldo da gerência de 2004 Na posse do tesouro 10.334,73 8.623,47 1.711,26 Receita arrecadada em 2005 108.144,90 103.838,58 4.306,32 Despesa autorizada e paga 108.144,90 108.144,90

Recebido do Tesouro em conta de receita própria 108.144,90 108.144,90

Entrega ao Tesouro por conta de receita própria 108.144,90 106.492,16 1.652,74 Saldo para a gerência seguinte

Na posse do tesouro 10.334,73 6.970,73 3.364,00

Nota: A entrega no Tesouro incluiu € 2 601,82 do FEOGA e € 51,76, não contabilizado no Mapa de

Fluxos de Caixa.

O FEEBI/S da Povoação, esclareceu o seguinte:

“A divergência existente entre a certidão da DROT e o mapa Fluxos de Caixa e Balancetes deve-se ao facto de a Contabilidade Pública Regional nunca ter abatido o valor de 10 334,74 € [na certidão tem € 10 334,73] entregue em Dezembro de 2001 e

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requisitados em 2002, conforme documentos em anexo, só em 2006 foi regularizada esta situação. Requisitando-se novamente esta importância e entregando posteriormente na conta da Região de acordo com instruções da Direcção Regional do Tesouro.

Em resultado daquela regularização, o saldo a considerar na certidão do Tesouro seria nulo. Continuaria, assim, a existir uma divergência para com o considerado no Mapa de Fluxos de caixa de € 8 623,47.

Em novos esclarecimentos, prestados verbalmente, em reunião neste Tribunal, a Chefe de Serviços de Administração Escolar referiu que a certidão da DROT, à data de 31 de Dezembro de 2005, não poderia referenciar aquela divergência, em virtude do depósito do Tesouro ter sido efectuado em Janeiro de 2006.

Solicitados os comprovativos daquele depósito, a documentação de suporte não foi enviada, permanecendo a divergência por esclarecer.

Relativamente à divergência nas entregas no Tesouro, os responsáveis pelo FE referiram que “A receita arrecadada em 2005 totaliza o valor de 106 492,16 €. Ao montante de 103 838,58 € referido no vosso ofício, deverá adicionar o valor de 2 601,82 € – transferências do FEOGA que foi entregue e requisitado como receita, bem como o valor de 51,76 €, que não foi registado”.

De acordo com o esclarecimento prestado, o FE entregou no Tesouro importâncias transferidas do FEOGA, não consideradas no quadro 2 em “Receita arrecadada em 2005”, por não serem receitas próprias, encontrando-se justificada parte da divergência. Quanto aos € 51,76 remanescentes, resulta do esclarecimento prestado, que apesar de entregues no Tesouro, não foram contabilizados.

9. Saldo de abertura

O saldo inicial (€ 156 190,20), considerado no Mapa de Fluxos de Caixa, diverge do de encerramento da gerência de 2004 (€ 240 261,32), como a seguir se evidencia:

Quadro 3 – Saldos de 2004 e 2005

Designação 2004 2005

Saldo final Saldo inicial

De dotações orçamentais 155.957,41

Entradas por conta de receitas próprias

Na posse do serviço 84.303,91 156.190,20

Subtotal 240.261,32 156.190,20

(9)

Perante as informações solicitadas pelo Tribunal, o PCE afirmou que “A diferença de saldos existente entre a gerência do Fundo Escolar desta Escola do ano 2004 e a gerência de 2005, deve-se ao facto de aquando dos lançamentos no programa gestor do saldo Inicial [de 2004], registou-se só o saldo do respectivo ano não se adicionando o saldo que transitava dos anos anteriores”.

Acrescentou, ainda, que “A diferença do saldo final da gerência de 2004 não é o

mesmo que o inicial de 2005 por se ter incluído o saldo do ano anterior do Profij que totaliza 232,79 €”.

Do exposto, não é possível confirmar aqueles saldos (saldo final de 2004 e inicial de 2005).

10. Reconciliação Bancária

Na elaboração da reconciliação bancária, o FE considerou como saldo bancário € 263 282,13, enquanto a certidão do banco (conta 95245735301 do BCA) menciona € 391 206,16. Havendo uma divergência de € 127 924,03, solicitaram esclarecimentos aos responsáveis.

Quadro 4 – Reconciliação Bancária

Unid.: euro Designação

Reconciliação com base nas certidões

bancárias

Reconciliação da Escola

Conta n.º 9524573530154 do FE

1. Saldo em 31/12/2005 391.206,16 263.282,13

2. Ordens de transferência emitidas no período complementar 55.933,40 55.933,40

3. Depósitos no período complementar 34.618,35 34.618,35

4. Saldo reconciliado (4)=(1)-(2)+(3) 369.891,11 241.967,08

Conta n.º 9538521430105 do FSE

5. Saldo em 31/12/2005 232,79 232,79

6. Saldo reconciliado total (6)=(4)+(5) 370.123,90 242.199,87

7. Diferença apurada 127.924,03

As justificações apresentadas não esclareceram a divergência apurada. Trouxeram mais um elemento que dificulta a compreensão das contas, nomeadamente, uma certidão do BCA da conta n.º 9538808230102, com um saldo de € 1 916,67, em 31 de

Dezembro de 2005. Relativamente a este novo documento, o PCE referiu que “a conta

n.º 9538521430105-BCA não existe, aquando do lançamento no Programa Gestor deve ter sido introduzida erradamente.”

(10)

Apesar de falta de transparência do processo, motivada pela ausência de fundamentos e justificações, procedeu-se à reestruturação da reconciliação – Quadro 5 –, considerando-se o saldo da nova conta bancária em detrimento da anterior:

Quadro 5 – Reconciliação Bancária após a introdução de novos elementos

Unid.: euro Designação

Reconciliação com base nas certidões

bancárias 1.ª Reconciliação da Escola Conta n.º 9524573530154 do FE 1 Saldo em 31/12/2005 391.206,16 263.282,13

2 Ordens de transferência emitidas no período complementar

55.933,40 55.933,40

3 Depósitos no período complementar 34.618,35 34.618,35

4 Saldo reconciliado (4)=(1)-(2)+(3) 369.891,11 241.967,08

Conta n.º 9538808230102 do FSE

5 Saldo em 31/12/2005 (5) 1.916,67 232,79

6 Saldo reconciliado total (6)=(4)+(5) 371.807,78 242.199,87

7 Diferença apurada 129.607,91

A divergência inicial, de € 127 924,03, é agora de € 129 607,91.

Solicitaram-se, de novo, esclarecimentos sobre a persistente divergência. Face à nova

reconciliação, o PCE, através do ofício n.º 100/07, de 23 de Janeiro, informou que “o

saldo para mais no BCA é de € 105 165,45 referente aos anos anteriores”.

A divergência apurada, não foi objecto de esclarecimento, nem se juntou qualquer documento que fundamentasse a nova informação.

Posteriormente, através do ofício n.º 621/2007, de 21 de Junho, o PCE enviou novos mapas da reconciliação bancária e de Fluxos de Caixa, Balancetes Analítico da Geral, de Apuramentos, de Encerramento e, do período complementar, Balancete do Razão no encerramento e no período complementar, Balanço e Demonstração de Resultados.

Citando o referido ofício: “Informo V. Ex,ª que tomou-se como base o saldo no Banco

Comercial dos Açores em 31 de Dezembro de 2005, subtraiu-se a despesa do período complementar, mais as receitas do referido período. O valor € 2 848,00 foi inserido nas receitas do ano de 2006.”

Esta justificação não elucida as dúvidas suscitadas, desconhecendo-se o motivo da referência ao valor de € 2 848,00. O saldo bancário, agora invocado, é de € 377 303,60, mas não se juntou, ao ofício n.º 621/2007, a certidão bancária correspondente, nem se fundamentou o motivo desta alteração.

Apesar da falta de elementos comprovativos sobre os valores a considerar, construiu-se nova reconciliação bancária, com base na informação prestada pelo ofício n.º 621/2007 – Quadro 6.

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Quadro 6 – Nova Reconciliação Bancária

Unid.: euro

Designação

Reconciliação com base nas certidões

bancárias 1.ª Reconciliação da Escola 2.ª Reconciliação da Escola Conta n.º 9524573530154 do FE 1 Saldo em 31/12/2005 391.206,16 263.282,13 377.303,60

2 Ordens de transferência emitidas no período complementar

55.933,40 55.933,40 55.933,40 3 Depósitos no período complementar 34.618,35 34.618,35 25.994,88 4 Saldo reconciliado (4)=(1)-(2)+(3) 369.891,11 241.967,08 347.365,08

Conta n.º 9538808230102 do FSE

5 Saldo em 31/12/2005 (5) 1.916,67 232,79

6 Saldo reconciliado total (6)=(4)+(5) 371.807,78 242.199,87 347.365,08 Mapa de Fluxos de Caixa 242.199,87 242.199,87 347.365,08

7 Diferença apurada 129.607,91 24.442,70

O saldo reconciliado pelo FE coincide com os valores lançados no Mapa de Fluxos de Caixa. No entanto, persiste uma divergência para a reconciliação efectuada a partir das certidões bancárias existentes no processo, no valor de € 24 442,70.

O novo Mapa de Fluxos de Caixa, apresentado pelo FE, evidenciava um saldo inicial da gerência de 2005, na posse do serviço, de € 261 355,41, divergente do inicial – € 156 190,20 – e do transitado da gerência de 2004 – € 240 261,32.

As alterações posteriormente remetidas ao Tribunal, para substituição de informações anteriores, para além de não serem acompanhadas dos documentos de suporte e devidamente justificadas, põem em dúvida a veracidade dos elementos que constituem a Conta de Gerência.

Decorre, do exposto, não ser possível certificar o saldo da gerência, por falta de fiabilidade dos registos contabilísticos, pelo que não se procede à Demonstração numérica, conforme definido no artigo 53º da LOPTC.

11. Balanço e Demonstração de Resultados

Apesar do Mapa de Fluxos de Caixa e demais demonstrações relativas à contabilidade orçamental, evidenciarem os pagamentos e recebimentos associados à execução do orçamento, não se pode emitir opinião sobre as demonstrações de natureza patrimonial, porque o Balanço e a Demonstração de Resultados, deficientemente preenchidos, não permitem a respectiva análise, conforme se pode verificar nas reproduções seguintes:

(12)

Quadro 7 – Balanço

Unid.: euro

Activo 2004 Peso

relativo Fundos Próprios e Passivo 2005 Peso relativo 2004

Peso relativo Var. %

Imobilizado Fundos Próprios Imobilizado Corpóreo Património Equipamento Básico 19.497,39 14,3 Resultados Transitados

Ferramentas e Utensílios 182,15 0,1 Resultado Líquido do Exercício 1.051,26 100,0 101.779,42 74,8 -99,0 Equipamento Administrativo 7.644,33 5,6 1.051,26 100,0 101.779,42 74,8 -99,0 Outras Imobilizações Corpóreas 380,08 0,3 Passivo

27.703,95 20,4 Provisões para riscos e encargos Circulante Dívidas a Terceiros-MLP Existências Dívidas a Terceiros-Curto Prazo

Dívidas de Terceiros - Curto Prazo Fornecedores c/c -207,33 -0,2 -100,0 Alunos c/c -273,33 -0,2 Fornecedores de Imobilizado c/c

Estado e outros entes públicos 4.066,09 3,0 Estado e Outros Entes Públicos 3.819,30 2,8 -100,0

3.792,76 2,8 3.611,97 2,7 -100,0

Títulos negociáveis Acréscimos e Diferimentos

Depósitos em instituições financeiras e caixa Acréscimos de Custos -57,25 -100,0 Conta no Tesouro 1.042,30 0,8 Proveitos Diferidos 30.646,29 22,5 -100,0 Depósitos em instituições financeiras 103.441,42 76,1 30.589,04 22,5 -100,0

104.483,72 76,8 Acréscimos e diferimentos

Total de Amortizações Total de Provisões

Total do Activo 135.980,43 100,0 Total dos Fundos Próprios e do Passivo 1.051,26 100,0 135.980,43 100,0 -99,2

Quadro 8 – Demonstração de Resultados

U n i d . : e u r o C u s t o s e P e r d a s 2 0 0 5 2 0 0 4 P e s o r e l a t i v o C u s t o s d a s m e r c a d o r i a s v e n d i d a s e d a s m a t é r i a s c o n s u m i d a s F o r n e c e d o r e s e s e r v i ç o s e x t e r n o s 2 4 8 . 6 6 3 , 7 5 4 9 , 4 C u s t o s c o m o P e s s o a l R e m u n e r a ç õ e s 3 . 0 2 6 , 1 6 0 , 6 E n c a r g o s S o c i a i s T r a n f e r ê n c i a s c o r r e n t e s c o n c e d i d a s e p r e s t a ç õ e s s o c i a i s 3 6 7 , 0 6 0 , 1 A m o r t i z a ç õ e s d o e x e r c í c i o - 1 . 0 5 1 , 3 P r o v i s õ e s d o e x e r c í c i o ( A ) - 1 . 0 5 1 , 3 2 5 2 . 0 5 6 , 9 7 5 0 , 1 C u s t o s e p e r d a s f i n a n c e i r a s ( C ) - 1 . 0 5 1 , 3 2 5 2 . 0 5 6 , 9 7 5 0 , 1 C u s t o s e p e r d a s e x t r a o r d i n á r i a s 4 5 , 0 0 0 , 0 ( E ) - 1 . 0 5 1 , 3 2 5 2 . 1 0 1 , 9 7 5 0 , 1 R e s u l t a d o l í q u i d o d o e x e r c í c i o 1 . 0 5 1 , 3 2 5 1 . 4 8 0 , 9 3 4 9 , 9 5 0 3 . 5 8 2 , 9 0 1 0 0 , 0 P r o v e i t o s e G a n h o s V e n d a s e p r e s t a ç õ e s d e s e r v i ç o s V e n d a s 8 2 . 9 6 0 , 8 0 1 6 , 5 I m p o s t o s e t a x a s 1 9 5 , 4 6 0 , 0 P r o v e i t o s s u p l e m e n t a r e s 1 . 0 2 8 , 6 6 0 , 2 T r a n s f e r ê n c i a s e S u b s í d i o s C o r r e n t e s O b t i d o s O u t r a s 4 1 9 . 3 9 7 , 9 8 8 3 , 3 O u t r o s p r o v e i t o s e g a n h o s o p e r a c i o n a i s 4 2 0 . 6 2 2 , 1 0 8 3 , 5 ( B ) 5 0 3 . 5 8 2 , 9 0 1 0 0 , 0 P r o v e i t o s e g a n h o s f i n a n c e i r o s ( D ) 5 0 3 . 5 8 2 , 9 0 1 0 0 , 0 P r o v e i t o s e g a n h o s e x t r a o r d i n á r i o s ( F ) 5 0 3 . 5 8 2 , 9 0 1 0 0 , 0 R e s u m o R e s u l t a d o s o p e r a c i o n a i s : ( B ) - ( A ) = 1 . 0 5 1 , 3 2 5 1 . 5 2 5 , 9 3 R e s u l t a d o s f i n a n c e i r o s : ( D - B ) - ( C - A ) = R e s u l t a d o s c o r r e n t e s : ( D ) - ( C ) = 1 . 0 5 1 , 3 2 5 1 . 5 2 5 , 9 3 R e s u l t a d o l í q u i d o d o e x e r c í c i o : ( F ) - ( E ) = 1 . 0 5 1 , 3 2 5 1 . 4 8 0 , 9 3

(13)

Capítulo III – Execução Orçamental

A análise à execução orçamental teve por base os Mapas de Controlo Orçamental.

12. Receita

A receita totalizou € 530 523,86, originando uma execução orçamental de 85,2%. As Transferências, no valor de € 426 984,68, são a maior parcela, ao representarem 80,5% do total (pelas razões já expostas, não se considera o saldo inicial).

Quadro 9 – Execução orçamental da Receita

Unid.: euro Rubricas Orçamento Corrigido Realização Orçamental Estrutura (%) Taxa de Exec. Transferências 480.250,00 426.984,68 80,5 88,9 ORAA 438.000,00 396.007,00 74,6 90,4

SFA-Participação Comunitária em projectos

Co-financiados-FSE 30.000,00 19.365,17 3,7 64,6

FEOGA Garantia 3.500,00 2.601,82 0,5 74,3

SIQE-Sist. Inc Qualidade Educação 2.500,00 2.500,00 0,5 100,0

FRFD 5.950,00 6.211,29 1,2 104,4

RAA (Donativo) 300,00 299,40 0,1 99,8

Receitas Próprias 142.210,00 103.539,18 19,5 72,8

Propinas 3.700,00 3.105,94 0,6 83,9

Taxas Diversas 2.750,00 2.398,51 0,5 87,2

Multas e Penalidades Diversas 750,00 202,25 0,0 27,0

Publicações e Impressos 5.500,00 5.358,25 1,0 97,4

Bufete Escolar 55.000,00 44.573,02 8,4 81,0

Papelaria Escolar 7.000,00 4.505,38 0,8 64,4

Refeitório Escolar 32.500,00 26.452,89 5,0 81,4

Produtos Acabados e Intermédios 25.000,00 14.856,00 2,8 59,4

Outras 2.000,00 0,00 0,0

Aluguer de Espaços e Equipamentos 510,00 510,00 0,1 100,0

Transportes Escolares 7.500,00 1.576,94 0,3 21,0

Outras Receitas Correntes 0,00 0,00

Total 622.460,00 530.523,86 100,0 85,2

Nota – Não foram incluídos € 108 144,90 recebidos do Tesouro, em conta de receitas próprias, e € 1 194,83 de importâncias retidas para entrega ao Estado e outras entidades.

(14)

13. Despesa

A despesa totalizou € 446 166,93, ficando aquém da prevista em € 340 873,07, originando uma execução de 56,7%. Este índice resulta, essencialmente, da menor execução registada nas aquisições de bens e serviços e nas construções diversas, com realizações orçamentais inferiores às previstas em 182 mil e 144 mil euros, respectivamente.

Contudo, as aquisições de bens e serviços destacam-se na estrutura da despesa, sendo responsáveis por 84,3% do total.

As dotações orçamentais não foram ultrapassadas, ao nível dos agregados económicos, respeitando-se a regra prevista no n.º 1 do artigo 18.º da Lei n.º 79/98, de 24 de Novembro.

Quadro 10 – Execução Orçamental da Despesa

Despesas Orçamento Corrigido Realização Orçamental Estrutura (%) Taxa de Exec. Despesas Correntes 596.855,00 400.315,06 89,7 67,1 Ajudas de Custo 5.500,00 2.945,08 0,7 53,5 Aquisição de Bens 294.705,00 186.919,69 41,9 63,4 Aquisição de Serviços 263.150,00 189.064,25 42,4 71,8

Auxílios Económicos Directos 3.500,00 2.434,46 0,5 69,6

Outras Despesas Correntes 30.000,00 18.951,58 4,2 63,2

Despesas de Capital 190.185,00 45.851,87 10,3 24,1 Construções Diversas 175.000,00 31.373,85 7,0 17,9 Equipamento de Informática 10.695,00 10.693,66 2,4 100,0 Equipamento Administrativo 1.490,00 1.429,16 0,3 95,9 Equipamento Básico 2.000,00 1.885,35 0,4 94,3 Ferramentas e Utensílios 1.000,00 469,85 0,1 47,0 Total 787.040,00 446.166,93 100,0 56,7

Nota – Não foram incluídos € 106 492,16 de entrega ao Tesouro em conta de receitas próprias, e € 1 194,83 de importâncias entregues ao Estado e outras entidades.

(15)

14. Contas Verificadas na SRATC

Os registos existentes na SRATC, evidenciam que foram efectuadas duas verificações internas e uma externa, à escola que antecedeu a EBI/S da Povoação, embora, na altura, com outra denominação e estrutura.

Quadro 11 – Contas verificadas

Descrição VEC VIC VIC

Número 12/99 12/02

Processo 17/98 40/95 188/2001

Aprovado 12-12-2002

Julgado 07-07-1999 29-05-1998

A verificação agora efectuada revela que as diligências desenvolvidas pela Escola, para cumprimento das recomendações do TC, produziram os efeitos desejados, em algumas matérias, havendo, no entanto, aspectos que não foram corrigidos.

Para melhor percepção das matérias tratadas, construiu-se o quadro 12, onde figuram as recomendações formuladas no relatório de verificação interna aprovado em 12 de Dezembro de 2002, e a apreciação do seu acatamento, através da presente VIC.

(16)

Quadro 12 – Acatamento das recomendações formuladas à gerência de 2001

Recomendações constantes do relatório de VI n.º 12/2002 - Gerência 2001 Acatamento A conta de gerência deve ser instruída com os documentos constantes das Instruções do

Tribunal de Contas para a organização e documentação das contas dos serviços com contabilidade orçamental. A Conta de Gerência deve passar a ser instruída com todos os extratos bancários desagregados analíticamente no sentido de se poder confirmar, caso a caso, o desconto dos pagamentos efectuados, constantes da relação de suporte à reconciliação bancária, e de se proceder à certificação do respectivo saldo.

Parcialmente acatada

As alterações orçamentais devem ser acompanhadas dos ofícios da DRE, onde constem

as datas das respectivas aprovações. Não aplicável

Os mapas que certificam as importâncias constantes da Conta de Gerência devem ser

correctamente preenchidos, de forma a garantir-se um sistema de informação fiável. Não acatada As contribuições da Entidade Patronal para a Segurança Social deverão passar a ser

escrituradas, exclusivamente, na rubrica 01.03.04 - Contribuições para a Segurança Social. Não aplicável

Os serviços só devem requisitar os fundos estritamente indispensáveis às suas necessidades mensais e de acordo com critérios de razoabilidade e contenção orçamental, nos termos do diploma de execução orçamental. Todo o movimento financeiro ocorrido no serviço deve ser reflectido a débito e a crédito do mapa da Conta de Gerência.

Não acatada

O disposto na alínea d) da nota técnica das Instruções do Tribunal de Contas deve ser

respeitado. Não aplicável

No mapa da relação de bens de Capital Adquiridos durante a gerência devem ser registados os bens susseptíveis de serem classificados como bens de investimento, isto é, aqueles que presumivelmente terão uma duração útil superior a um ano.

Não aplicável

Todo o movimento financeiro deve ser reflectido na Conta de Gerência. Parcialmente acatada Os pagamentos efectuados antes de 31 de Dezembro e descontados após aquela data e

os efectuados no período complementar, devem ser devidamente discriminados na "Nota Justificativa da Divergência de Saldos", de forma a que sejam cumpridas as Instruções do TC.

Não aplicável

As estatísticas devem ser elaboradas com rigor, de forma a constituírem uma fonte de

informação fiável. Não aplicável

O CA deve envidar esforços para que o prazo limite (15 de Maio) definido no n.º 4 do artigo 52.º da Lei n.º 98/97, de 26 de Agosto, para entrega da Conta de Gerência na SRATC, passe a ser respeitado.

Acatada

Conclui-se que duas das recomendações formuladas não foram acatadas, nomeadamente, em matéria de fiabilidade da informação contabilística e da requisição de verbas em valores superiores aos necessários, originando saldos contabilísticos injustificadamente elevados.

Um número significativo de recomendações não podem aplicar-se, actualmente, devido à implementação do novo sistema contabilístico (POC-E), havendo outras que tinham por referência, exclusiva, a Conta de Gerência da Escola. A presente VIC incide sobre a Conta do FE.

(17)

Capítulo IV – Disposições Finais

15. Conclusões/Observações

Tendo em consideração as matérias analisadas no presente relatório, enunciam-se as seguintes observações:

Ponto do

relatório Observações

5

A organização da Conta de Gerência respeitou as Instruções do TC. No entanto, o processo inicial não continha a totalidade dos documentos, enviados, posteriormente, a pedido deste Tribunal.

6 O Orçamento Ordinário e as alterações correspondentes não foram entregues,

no TC, no prazo definido na Resolução n.º 2/92, de 14 de Outubro.

8 Os saldos e os fluxos de receitas próprias com o Tesouro, evidenciado na

certidão da DROT, diferem dos inscritos no Mapa de Fluxos de Caixa.

9 10

O saldo de abertura da gerência de 2005 diverge do de encerramento de 2004. As diferentes versões dos saldos, enviadas posteriormente, não conferem fiabilidade à informação contabilística, impossibilitando a certificação dos saldos da gerência.

11 O Balanço e a Demonstração dos Resultados não foram construídos nos

termos definidos no POC-E.

14 As recomendações efectuadas em outras verificações não foram acatadas na

(18)

16. Decisão

Nos termos do n.º 3 do artigo 53.º e da alínea b) do n.º 2 do artigo 78.º, conjugado com o n.º 1 do artigo 105.º da LOPTC, aprova-se o presente relatório, não se considerando, contudo, como justificado/correcto, o valor dos saldos inicial e final da gerência de 2005.

Determina-se, assim, que no próximo ano (2008), se proceda à realização de uma auditoria à Escola Básica Integrada e Secundária da Povoação e respectivo Fundo Escolar, considerando, nomeadamente, os ajustamentos das gerências de 2005 e de 2006.

Remeta-se cópia deste relatório ao Fundo Escolar da Escola Básica Integrada e Secundária da Povoação e guia para pagamento de emolumentos, conforme conta a seguir apresentada.

Remeta-se, também, cópia do relatório à Secretaria Regional da Educação e Ciência. Após as notificações e comunicações necessárias, divulgue-se na Internet.

(19)

17. Emolumentos

Unidade de Apoio Técnico-Operativo II

Processo n.º 06/120.09

Conta de Gerência n.º 100/2005 Entidade fiscalizada: Fundo Escolar da EBIS de Povoação

Sujeito(s) passivo(s): Fundo Escolar da EBIS de Povoação

Com receitas próprias X

Entidade fiscalizada

Sem receitas próprias

Base de cálculo Receita própria (2) (€) Base de cálculo (3) (%) Valor (4) (€) 103.539,18 (1%) 1.035,39 Emolumentos mínimos (5) 1 633,75 Emolumentos máximos (6) 16 337,50

Total de emolumentos e encargos a suportar pelo sujeito passivo 1 633,75

Notas

(1) O Decreto-Lei n.º 66/96, de 31 de Maio, que

aprovou o Regime Jurídico dos Emolumentos do Tribunal de Contas, foi rectificado pela Declaração de Rectificação n.º 11-A/96, de 29 de Junho, e alterado pela Lei n.º 139/99, de 28 de Agosto, e pelo artigo 95.º da Lei n.º 3-B/2000, de 4 de Abril.

(2) No cálculo da receita própria não são

considerados os encargos de cobrança da receita, as transferências correntes e de capital, o produto de empréstimos e os reembolsos e reposições (n.º 4 do artigo 9.º do Regime Jurídico dos Emolumentos do Tribunal de Contas)

(4) Nas contas das entidades que não dispõem de

receitas próprias aplicam-se os emolumentos mínimos, nos termos do n.º 6 do artigo 9.º do Regime Jurídico dos Emolumentos do Tribunal de Contas. Está isenta de emolumentos, nos termos das alíneas

a) e b) do artigo 13.º do Regime Jurídico dos

Emolumentos do Tribunal de Contas, a verificação das contas dos serviços e organismos extintos, cujos saldos hajam sido entregues ao Estado, e das entidades autárquicas que disponham de um montante de receitas próprias da gerência igual ou inferior a 1500 vezes o VR.

(Ver a nota seguinte quanto à forma de cálculo do VR - valor de referência).

(3) Nos termos do n.º 1 do artigo 9.º do Regime

Jurídico dos Emolumentos do Tribunal de Contas, são devidos emolumentos no montante de 1% do valor da receita própria da gerência.

Quando a verificação da conta respeita a autarquias locais, são devidos emolumentos no montante de 0,2% do valor da receita própria da gerência (n.º 2 do referido artigo 9.º).

(5) Emolumentos mínimos (€ 1 633,75) correspondem a

5 vezes o VR (n.º 5 do artigo 9.º do Regime Jurídico dos Emolumentos do Tribunal de Contas), sendo que o VR (valor de referência) corresponde ao índice 100 da escala indiciária das carreiras de regime geral da função pública, fixado actualmente em € 326,75, pelo n.º 1.º da Portaria n.º 88-A/2007, de 18 de Janeiro.

(6) Emolumentos máximos (€ 16 337,50) correspondem

a 50 vezes o VR (n.º 5 do artigo 9.º do Regime Jurídico dos Emolumentos do Tribunal de Contas). (Ver a nota anterior quanto à forma de cálculo do VR -

(20)

18. Ficha Técnica

Função Nome Cargo/Categoria

Coordenação Carlos Bedo Auditor Coordenador

António Afonso Auditor Chefe

Execução Luísa Andrade Técnica Verificadora Assessora

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