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Academic year: 2021

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TÍTULO: PREVENÇÃO DE INFECÇÕES DENTRO DO SÍTIO CIRÚRGICO, UMA VISÃO VOLTADA PARA ENFERMAGEM

TÍTULO:

CATEGORIA: CONCLUÍDO CATEGORIA:

ÁREA: CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E SAÚDE ÁREA:

SUBÁREA: Enfermagem SUBÁREA:

INSTITUIÇÃO(ÕES): UNIVERSIDADE DE MOGI DAS CRUZES - UMC INSTITUIÇÃO(ÕES):

AUTOR(ES): NATÁLIA MITIE NAKAJIMA AUTOR(ES):

ORIENTADOR(ES): PATRICIA CHIMENTI DE ROSA ORIENTADOR(ES):

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1. RESUMO

O seguinte estudo visa investigar, por meio de uma pesquisa bibliográfica, descritiva e qualitativa a importância de medidas preventivas contra infecções dentro do sítio cirúrgico, mostrando suas causas e medidas contra estas. Foi realizada nas bases de dados: Scientific Eletronic Library Online (SCIELO), Revista Latino- Americana de Enfermagem (SCIELO RLAE), Revista Cogitare Enfermagem (Cogitare Enfermagem), Revista da Associação Brasileira de Enfermeiros de Centro Cirúrgico, Recuperação Anestésica e Centro de Material e Esterilização (SOBECC) e Revista Eletrônica de Enfermagem – UFG. Os critérios de inclusão utilizados para seleção da amostra foram: artigos disponíveis na íntegra do sistema online; escritos no período de 10 (dez) anos; que incluíssem os Descritores em Ciências da Saúde – DeCS. Os resultados demonstram que é necessária a atualização do tema pesquisado regularmente, principalmente da equipe de Enfermagem, que desenvolve ações de gerenciamento de materiais e assistência direta do paciente e sendo a infecção de sítio cirúrgico a terceira causa de infecção mais frequente, os índices qualitativos hospitalares irão aumentar.

Descritores: enfermagem, centro cirúrgico, infecção hospitalar e infecção.

2. INTRODUÇÂO

Entende-se por infecção do sítio cirúrgico aquela que ocorre nos primeiros 30 dias após cirurgia ou, nos casos de implantes, até um ano após o procedimento. Podemos apontar alguns dos fatores que podem se relacionar a infecção como: tempo de internação e cirurgia prolongada; fatores fisiológicos e genéticos do paciente: peso, idade, sexo, estado nutricional; falta de assepsia da sala de operação, preparação higiênica inadequada do paciente; falta de fatores que garantam a profilaxia (PEREIRA et al., 2014).

Durante o perioperatório, o paciente fica sujeito a inúmeras fontes de infecção, e encontra-se susceptível a vários micro-organismos, seja pela

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imunossupressão que a anestesia e procedimentos invasivos ocasionam e pelo manuseio constante que é submetido (BARRETO et al., 2009).

Suas causas podem ser por meios endógenos e exógenos, sendo que a maior parte dos acometidos é por meio de Infecções relacionadas à assistência a saúde (IRAS). Levando a ISC a ser a terceira causa mais frequente de Infecção hospitalar (IH). Assim, elevam-se as taxas de morbimortalidade, aumentam os custos de hospitalização, e negligencia o tempo de afastamento da vida pessoal, família e trabalho (ERCOLE et al., 2011).

Para que isso não aconteça, Giarola et al (2012), refere-se a IH como uma questão de saúde pública e na maioria das vezes prevenível, tendo em vista ações simples, como lavagem das mãos, até ações mais complexas como a esterilização de materiais para realização de cirurgias.

E assim, como consequências há uma melhor qualidade hospitalar, menor gastos com o paciente e conforto com o paciente (PADOVEZE; FORTALEZA, 2014).

Diante do exposto, este estudo objetiva pesquisar a importância dos métodos preventivos quanto à infecção do sítio cirúrgico, demonstrando procedimentos que devem ser realizados. A questão norteadora do estudo foi: Quais procedimentos devem ser realizados dentro do sítio cirúrgico, principalmente pela equipe de Enfermagem?

3. OBJETIVO

Demonstrar a importância da realização dos procedimentos padrões realizados pela equipe multiprofissional, em especial dentro do centro cirúrgico, para que haja a prevenção de Infecções de Sítio Cirúrgico (ISC), com ações que se voltam para ações de Enfermagem.

4. METODOLOGIA

Trata-se de uma pesquisa de revisão sistemática da literatura, de caráter descritivo de artigos científicos, nas bases de dados, como Scientific Eletronic Library Online (SCIELO); Revista Cogitare Enfermagem (Cogitare

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Enfermagem); Revista da Associação Brasileira de Enfermeiros de Centro Cirúrgico, Recuperação Anestésica e Centro de Material e Esterilização (SOBECC) e Revista Eletrônica de Enfermagem - UFG, no período de Fevereiro e Março de 2017. Para o levantamento dos artigos foram utilizados os descritores: enfermagem, centro cirúrgico, infecção hospitalar e infecção. Os critérios de inclusão utilizados para seleção da amostra foram: artigos disponíveis na íntegra do sistema online; escritos no período de 10 (dez) anos; que incluíssem os Descritores em Ciências da Saúde – DeCS.

5. DESENVOLVIMENTO

Ao longo dos anos a prevenção contra IH foi cada vez mais se desenvolvendo e sendo cada vez mais pesquisada e colocada em pratica, sendo através de programas ou ensino continuado (PADOVEZE; FORTALEZA, 2014).

Dentro do Sitio cirúrgico, alguns fatores de risco que podemos encontrar são: tempo de internação prolongado, duração da cirurgia, preparo da pele do paciente, degermação das mãos da equipe cirúrgica, condições ambientais da sala cirúrgica, entre outros (ERCOLE et al., 2011).

Levando a ser a terceira infecção que mais aparece dentro das IH, responsável por 14 a 16% das infecções nos pacientes hospitalizados (ERCOLE et al., b 2011).

Sendo suas consequências assoladoras, é preconizado que as ISC sejam diminuídas, realizando-se ações preventivas pela equipe que irá acompanhar seu perioperatório (PEREIRA et al., 2014).

O que leva a Enfermagem estar cada vez mais atenta a estas ações, pois desde a época de Florence Nightingale já demonstrava preocupação. Sendo que é a categoria profissional que mais se envolve com os cuidados ao paciente, levando a profilaxia e controle das infecções (GIAROLA, et al., 2012).

Um dos métodos mais importantes, senão o mais importante é o ato da higienização das mãos (HM), que deverá ser realizado antes, após e entre os procedimentos que serão realizados com o paciente. Fazendo com que as

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taxas de infecções cruzadas ocorram. Mas não é o que realmente ocorre, pois muitos profissionais acabam por esquecer ou se recusar a fazer frequentemente a HM, evidenciando assim a importância de uma gestão rígida da Enfermagem e as orientações não somente a equipe de Enfermagem, mas para toda equipe cirúrgica (BARRETO et al., 2009)

Outro método muito importante, que está sendo bem discutido atualmente é o checklist, que cada hospital deve realizar do seu modo, fazendo verificação das informações em lista de materiais utilizados três vezes: na chegada do paciente, antes da cirurgia e após termino da cirurgia, realizada geralmente pela equipe de Enfermagem. O checklist é fundamental para redução de eventos adversos, que leva consequentemente a aumento da segurança do paciente e aumento da segurança dos procedimentos cirúrgicos, pois leva a uma maior comunicação entre os profissionais envolvidos (ROSCANI et al., 2015)

Seguindo alguns exemplos, há também a manutenção de ar condicionado, que segundo Nakamura, Caldeira e Avila (2013), é um fator que pode levar a infecções de vários tipos, chegando até a fúngica, esta podendo ser transmitida também por instrumentos terapêuticos, biomateriais entre outros.

A manutenção adequada do ar condicionado, além de prevenção de infecção, auxilia na regulação térmica durante o ato cirúrgico, gerando um melhor risco transoperatório e uma melhor recuperação do paciente (MACHADO et al,. 2014).

Uma prevenção funcional leva ao bem-estar do paciente, que acaba por ter uma recuperação mais rápida e mais segura se em comparação com um ambiente que não proporciona meios preventivos, atuando no estado emocional e físico do paciente (CHISTÓFORO; CARVALHO, 2009).

6. RESULTADOS

Dos 10 artigos selecionados que atenderam aos critérios de inclusão de prevenção da infecção dentro do sítio cirúrgico. Identificam-se as seguintes

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variáveis: 5 (50%) que referem-se a infecções dentro de um procedimento cirúrgico; 2 (20%) que mostravam a importância da atuação da Enfermagem dentro da regulação da prevenção de Infecção hospitalar; 1 (10%) que mostra a importância da realização do checklist; 1 (10%) referindo-se a importância da higienização das mãos; 1 (10%) mostra a importância da manutenção do ar condicionado dentro do centro cirúrgico e 1 (10%) que mostra a incidência de infecções fúngicas dentro do centro cirúrgico.

7. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Por meio dessa revisão, foi possível compreender a importância da prevenção de infecções hospitalares, principalmente da equipe de Enfermagem dentro do sítio cirúrgico, pois a equipe de enfermagem está responsável pelo gerenciamento de materiais e mantem assistência direta com o paciente. Sendo relatada, além disso, a importância do enfermeiro frente às ações protologadas necessárias, mas das recomendações citadas, muitas outras poderiam ser incluídas, como esterilização adequada dos materiais, comprometimento dos profissionais cirúrgicos, fator de recuperação individualizada dos pacientes, entre outros, levando à conclusão que muitos outros artigos poderiam ser levados a tona, podendo ser realizado mais estudos, cada vez mais, atualizando o que se conhece sobre o referido assunto, pois assim aumentam-se os índices qualitativos do sítio cirúrgico e do hospital, além do bem estar e confiança dos pacientes.

8. FONTES CONSULTADAS

BARRETO, Regiane Aparecida dos Santos Soares et al. Higienização das mãos: a adesão entre os profissionais da sala de recuperação pós-anestésica. Revista Eletrônica de Enfermagem – UFG, Goiás, v.11, p. 2. 2009.

CHISTÓFORO, Berendina Elsina Bouwman.; CARVALHO, Denise Siqueira. Cuidados de enfermagem realizados ao paciente cirúrgico no período pré operatório. Revista esc. Enfermagem. USP. V.43, n 1. Março 2009.

ERCOLE, Flávia Falci et al. Risco para infecção de sítio cirúrgico em pacientes submetidos a cirurgias ortopédicas. Revista Latino-Americana de Enfermagem. Ribeirão Preto, v. 19, n 6. Novembro/Dezembro 2011, a.

ERCOLE, Flávia Falci et al. Infecção de sítio cirúrgico em pacientes submetidos a cirurgias ortopédicas: o índice de risco NNIS e predicai de risco. Revista

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Latino-Americana de Enfermagem. Ribeirão Preto, V. 19, n 2. Março/Abril 2011, b.

GIAROLA, Luciana Borges et al. Infecção hospitalar na perspectiva dos profissionais de Enfermagem: um estudo bibliográfico. Revista Cogitare Enfermagem – UFPR. Maringá. V. 17, n 1. 2012.

MACHADO, Eliana Cacia de Melo et al. Avaliação da qualidade do ar de um centro cirúrgico de um hospital do sul do Brasil. Revista Salud pública. Bogotá. V. 18, n 3. Maio/Junho 2016.

NAKAMURA, Helayne Mika; CALDEIRA, Sílvia Maria; AVILA, Marla Andréia Garcia de. Incidência de infecções fúngicas em pacientes cirúrgicos: uma abordagem retrospectiva. Revista da Associação Brasileira de Enfermeiros de Centro Cirúrgico, Recuperação Anestésica e Centro de Material e Esterilização. São Paulo. V. 18. N 3. Julho/Setembro 2013.

PADOVEZE, Maria Clara; FORTALEZA, Carlos Magno Castelo Branco. Infecções relacionadas à assistência à saúde: desafios para a saúde pública no Brasil. Revista de saúde pública. V. 48, n 6. Março 2014.

PEREIRA, Bruna Rogeliane Rodrigues et al. Artroplastia do quadril: prevenção de infecção do sítio cirúrgico. Revista da Associação Brasileira de Enfermeiros de Centro Cirúrgico, Recuperação Anestésica e Centro de Material e Esterilização. São Paulo. V. 19, n 4. Outubro/Dezembro 2014.

ROSCANI, Alessandra Nazareth Cainé Pereira et al. Validação de checklist cirúrgico para prevenção de infecção de sítio cirúrgico. Acta. Paulista de Enfermagem. São Paulo. V.28, n 6. Novembro/Dezembro 2015.

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