GERENCIAMENTO DE CURSOS A
DISTÂNCIA
Para citar este texto:
CARNEIRO, Luciana, Gerenciamento de Cursos EaD. Valinhos, p. 7, 2012. Disponível em: <http://anhanguera.com>. Acesso em: 1 fev. 2012.
P
ÓS
-G
RADUAÇÃO
–
2012
L
EITURA
F
UNDAMENTAL
P
LANEJAMENTO EM
C
URSOS A
D
ISTÂNCIA
–
A
ULA
4
P
ROFA
.
L
UCIANA
C
ARNEIRO
Publicação: Abril de 2012
© DIREITOS RESERVADOS - Proibida a reprodução total ou parcial desta publicação sem o prévio consentimento, por escrito, da Anhanguera Educacional.
DIRETORIA DE EXTENSÃO E
PÓS-GRADUAÇÃO
Silvio Cecchi
Correspondência/Contato
Alameda Maria Tereza, 2000, Valinhos, São Paulo, CEP. 13.278-181.
PREPARAÇÃO GRÁFICA
Lusana Veríssimo
AULA 4 – MODELOS DE CURSOS A DISTÂNCIA
OBJETIVO
Durante esta aula, você terá a oportunidade de refletir um pouco sobre
planejamento de um curso e verá que assim como no ensino presencial, na
educação a distância, o planejamento e a organização é fundamental para que
haja sucesso no processo de ensino-aprendizagem.
1. INTRODUÇÃO
O ato de planejar faz parte do dia a dia das pessoas, pois sempre que
se pensa na melhor forma de atingir objetivos, você está planejando, por isso
planejar faz parte da vida. Na educação, não é diferente e também é
fundamental que haja um planejamento de ações para alcançar da melhor
forma possível o objetivo proposto.
Planejamento é processo de busca de equilíbrio entre meios e fins, entre recursos e objetivos, visando ao melhor funcionamento de empresas, instituições, setores de trabalho, organizações grupais e outras atividades humanas. O ato de planejar é sempre processo de reflexão, detomada de decisão sobre a ação; processo de previsão de necessidades e racionalização de emprego de meios (materiais) e recursos (humanos) disponíveis, visando à concretização de objetivos, em prazos determinados e etapas definidas, a partir dos resultados das avaliações (PADILHA, 2001, apud KLOSOUSKI & REALI, 2008).
2. PLANEJAMENTO EM CURSOS A DISTÂNCIA
Planejamento Educacional é "processo contínuo que se preocupa com o para onde ir e quais as maneiras adequadas para chegar lá, tendo em vista a situação presente e possibilidades futuras, para que o desenvolvimento da educação atenda tanto as necessidades da sociedade, quanto as do indivíduo" (SANT'ANNA et al., 1995, apud BAFFI, 2002).
Para conseguir sucesso em um processo de ensino-aprendizagem, é fundamental haver um bom planejamento, pois a partir dos objetivos e metas que se deseja alcançar, devem-se adotar estratégias e ações a fim de garantir de maneira eficiente o resultado esperado. Por isso, ao elaborar um curso de EAD é necessário que se tenha um planejamento sério e cuidadoso do processo pedagógico a ser iniciado.
Planejar em EAD, assim como em um curso presencial, é uma atividade que nos leva a uma previsão do que se pretende alcançar, o caminho que pretende traçar para se atingir o objetivo proposto.
Um curso a distância possui didática, metodologias e estratégias bem diferenciadas em relação a sua oferta na modalidade presencial, por isso é necessário que se adote procedimentos diferentes e formas distintas de planejamento e execução para não haver comprometimento da qualidade do processo educacional a ser oferecido (KENSKI, 2009).
Para Schneider & Urbanetz (2010), ao planejar um curso a distância, deve-se considerar o contexto global, ou seja,
Para Maia & Mattar (2008), a EAD é uma modalidade de ensino-aprendizagem que precisa ser planejada por uma instituição de ensino. Esse planejamento deve incluir o acompanhamento e a supervisão da aprendizagem por professores tutores, apesar de muitas instituições acreditarem que a simples produção de um conteúdo seja a sua única função educacional.
O planejamento de um curso de EAD, segundo Souza & Saito (s/d), deve ser estruturado em diferentes níveis hierárquicos, sendo um primeiro nível que se refere à concepção do curso, articulando justificativa, objetivos, contexto e clientela. Nessa fase, define-se o conteúdo do curso e a metodologia. Um segundo nível se refere à proposta pedagógica dada ao material didático a ser utilizado pelo aluno, as formas de comunicação e as ferramentas auxiliares para o processo de aprendizagem. E um terceiro nível que se refere ao processo de avaliação do aluno.
Para Lobo Neto (1998), ao pensar em um curso a distância, o planejamento, a execução e a avaliação deve ser uma preocupação para conseguir êxito em um programa de EAD, e segundo o autor são cinco etapas a considerar:
1. Diagnóstico: nesta fase, deve-se fazer um levantamento das necessidades
do mercado, a demanda e a clientela que pretende atender, bem como definir as facilidades que existem na instituição e precisam ser identificadas na área pessoal, organizacional, nas instalações físicas, na disponibilidade de equipamentos e na área de processos já desenvolvidos.
2. Produção: definição de conteúdo, definição das formas de utilização,
elaboração do material didático, tendo presente a importância de definição da linguagem, pois um mesmo conteúdo poderá ser processado para níveis diferentes de cursos, dependendo dos objetivos e, depois de elaborado, é preciso validar o material didático, introduzir ou não mudanças, e multiplicá-lo.
3. Utilização: definição da divulgação das informações sobre o curso, sobre a
metodologia. Critérios para entrada de alunos; definição das necessidades nos momentos presenciais; definir o acompanhamento e instrumentos de verificação da aprendizagem dos alunos e normas de certificação.
4. Administração: é preciso definir as responsabilidades e as atribuições
apoio à comunicação à distância entre alunos e tutores ou monitores, apoio aos momentos presenciais de relação didática ou de atividades práticas, registro/arquivo de dados/certificação, apoio à realização de testes, provas e exames quando exigidos.
5. Avaliação: é fundamental avaliar o programa como um todo, por meio da
aprendizagem do aluno.
Na fase de planejamento e organização educacional do ensino a distância, deve-se ter atenção especial, no que se refere à preparação do material didático e no suporte aos alunos, pois a produção de material didático de qualidade para a educação a distância, a mediação tecnológica dos meios de comunicação e informação, são atributos que se colaboram para o bom desempenho do papel do professor em cursos a distância. Já aos alunos são atribuídas responsabilidades sobre a própria formação, traduzida esta, em maturidade intelectual para estudos individuais e disciplina para o cumprimento das tarefas propostas pelos professores (MUGNOL, 2009).
A metodologia de ensino usada em modelos de cursos a distância é voltada para a autonomia e para a independência dos alunos na construção do conhecimento. Por isso, ao se planejar um curso, deve-se pensar na criação de meios pelos quais a aprendizagem aconteça efetivamente, e no caso da EAD, segundo Mugnol (2009), os principais meios a serem considerados são: comprometimento e responsabilidade do aluno, orientação e apoio dos professores disponível em todos os momentos, a utilização compartilhada de métodos e meios de transmissão das informações, o respeito às diferenças individuais com a utilização de métodos capazes de respeitar o ritmo da aprendizagem de cada estudante.
Planejando EAD.
3. VAMOS PENSAR?
Você acredita que o planejamento é importante para sua atuação profissional? Quais as contribuições que um bom planejamento pode trazer para a sua prática profissional?
4. PONTUANDO
•
O ato de planejar faz parte do dia a dia das pessoas para atingir seus
objetivos.
•
O sucesso em um processo de ensino-aprendizagem depende
fundamentalmente de um bom planejamento.
•
Planejar em EAD, assim como em um curso presencial, é uma atividade
essencial para alcançar os objetivos traçados.
•
Em um processo educacional, deve-se ter atenção especial na fase de
planejamento e organização.
• Para desenvolver um programa de EAD é fundamental ter profissionais de
diversas áreas na fase de planejamento, execução e avaliação do curso.
5. REFERÊNCIAS BILIOGRÁFICAS
BAFFI, M. A. T. O planejamento em educação: revisando conceitos para mudar concepções e práticas. In.: BELLO, José Luiz de Paiva. Pedagogia em Foco. Petrópolis, 2002. Disponível em: <http://www.pedagogiaemfoco.pro.br/fundam02.htm>. Acesso em: 21 mar. 2012.
KENSKI, V. M. A educação corporativa e a questão da andragogia. In: FREDERIC M; FORMIGA, M. M. M. (org.). Educação a Distância: o estado da arte. São Paulo: Pearson Education do Brasil, p. 242-247, 2009.
KLOSOUSKI, S. S.; REALI, K. M. Planejamento de ensino como ferramenta básica do processo ensino-aprendizagem. UNICENTRO - Revista Eletrônica Lato
Sensu. 2008. Disponível em:
LOBO NETO, F. J. S. Educação a Distância: Regulamentação, Condições de Êxito e Perspectivas, 1998. Disponível em: <http://www.feg.unesp.br/~saad/zip/RegulamentacaodaEducacaoaDistancia_lobo.htm
>. Acesso em: 28 mar. 2012.
MAIA, C.; MATTAR, J. ABC da EAD: A educação a distância hoje. Pearson Education do Brasil, p. 138, 2008.
MUGNOL, M. A educação a distância no Brasil: conceitos e fundamentos. Rev. Diálogo Educ. Curitiba, v. 9, n. 27, p. 335-349, maio/ago. 2009.
PAULA, K. C.; FERNEDA, E.; CAMPOS FILHO, M.P. Elementos para implantação de cursos à distância. 2004. Disponível em: <http://pead.ucpel.tche.br/revistas/index.php/colabora/article/view/52/46>. Acesso em: 28 mar. 2012.
SCHNEIDER, E. I.; URBANETZ, S. T. O planejamento do processo ensino aprendizagem na Educação a Distância. 2010. Disponível em: <http://www.abed.org.br/congresso2010/cd/3042010143007.pdf>. Acesso em: 27 mar. 2012.