João Abrantes
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Improvisando, adaptando e superando no universo da seduçãoCHAMELEON
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PREFÁCIO
Chameleon. Camaleão, em inglês. Aquele que adap-ta seu comporadap-tamento e características conforme o ambi-ente.
Durante um bootcamp aqui no Rio de Janeiro, tive um grupo de alunos bastante interessante, pois todos eles participavam do PUABASE, um fórum de PUA. E várias vezes, ao longo desse BC (abreviatura de bootcamp), eles falavam do “tal” de Chameleon. Quem era esse cara? Pelo que me foi dito, era um camarada que tal como a maioria que estuda pickup, sofreu uma grande decepção amorosa. Era moderador do fórum e membro ativo. Ajudava mui-to com dicas de estilo ou qualquer coisa que alguém que caísse “de paraquedas” precisasse. Depois que os meninos desse BC encerraram o treinamento, ficaram tão empolga-dos que o convenceram a também fazê-lo.
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treinamento, seja por telefone ou Internet. No Rio de Ja-neiro é obviamente mais fácil, pois vivo aqui. Assim sendo, marcamos uma reunião presencial; afinal estava curioso para conhecer o famoso Camaleão.
No dia, pontualmente aparece em minha porta um cara alto, de cabelos loiros tingidos e modelados estilo Sawyer, de Lost, e lentes de contato azuis. E sim, vários
peacocks bacanas (e olha que nem curto muito!).
Tão logo a entrevista teve início, percebi que ele era um cara culto e gente boa, porém ainda um tanto per-dido no pickup, com teoria a mais e prática de menos. Sua história era igual à de muitos – poucas mulheres em sua vida. Ainda jovem, juntou-se com uma que julgou ser uma pessoa legal e que ficou consigo boa parte de sua vida. No entanto, por ser bonzinho demais, tomou um fora. Sorte dele!
Conversamos sobre técnicas, comportamento e ati-tude alfa. E ele, que portava um olhar desconfiado, foi aos poucos se soltando. Estava tudo ótimo, mas ele ainda não estava congruente.
Começamos o curso e logo de cara, golpes foram sofridos e paradigmas foram quebrados. Chameleon me cativou por ser humilde e disposto a aprender (destarte toda popularidade na comunidade brasileira de pickup) e
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também por ser o tipo de pessoa que não enxerga tempo ruim. O que pedíamos, ele fazia. Perfeito.
Exercício após exercício, ele foi se soltando. No primeiro dia, falou com todos da boate. Não parava um minuto sequer e demonstrou ter uma habilidade social per-feita. No entanto, o que eu realmente curti foi quando es-távamos fazendo uma breve revisão e apareceu um grupo de garotas, cerca de cinco ou seis, todas usando tiaras de princesa. Disse a ele que era um bom set e ele então me perguntou qual seria o opener ideal (risos). “Chame cada uma de uma princesa da Disney”, disse. Poucos depois, lá estava ele todo enturmado em meio ao grupo. E, logo em seguida, aos beijos com uma bela morena. Potencial.
No segundo dia, tanto Chameleon quanto a turma em si estavam confiantes. Aliás, confortável seria a pala-vra certa. Fomos a uma festa mais distante e alugamos uma Van. Chegando lá, vi outra pessoa em ação, diferente daquela da noite anterior. Muita escalação física, postura alfa e um conforto sem igual. Nesse dia, ele closou uma menina linda, que futuramente veio a se tornar sua namo-rada. E para completar, voltamos conversando a viagem inteira. Havia feito um amigo.
Após esse bootcamp, convidei o Chameleon a fazer parte da equipe PUATraining. Ele participou de vários BCs
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como monitor e enfim tornou-se trainer da empresa e um grande amigo. Hoje, viaja para várias capitais do Brasil, ministrando nossos bootcamps. Além da bela namorada, tem uma enorme lista de lindas fãs.
Alguns meses depois, abro a porta e vejo um cara de cabelos pretos, curtos (estilizados), olhos castanhos e não tão alto quanto costumava ser, mas definitivamente bastante confiante e repleto de atitude. “Então, Fênix, va-mos planejar o próximo bootcamp? Vava-mos cair matan-do!”. Mais uma mudança do camaleão. E como sempre, para melhor.
Game on!
Fernando Fênix CEO da PUATraining Brasil
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INTRODUÇÃO
Nem todo homem nasce dotado da habilidade para seduzir uma mulher. Ainda que as causas desta inaptidão sejam variadas, os resultados finais são sempre os mesmos: solidão (pois não consegue abordar ou manter ninguém), humilhação (pois corre o risco de virar o capacho de al-guma mulher bonita) e insatisfação (pois às vezes o sen-timento de inadequação o faz ficar não com quem quer, mas com quem pode).
Enquanto alguns procuram a ajuda de terapeutas e afins, outros recorrem a comunidade de sedução, mais conhecida como comunidade de pickup.
A comunidade de pickup, que existe há mais ou menos vinte anos, foi inicialmente criada por nerds e/ou perdedores que através do uso da psicologia, da antropo-logia e da programação neolinguística foram capazes de desenvolver um método de sedução que os igualaram (e em alguns casos até mesmo os superaram) aos sedutores naturais.
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sedução; uns revolucionários e outros simples aper-feiçoamentos de métodos já existentes.
Antes privilégio de homens desprovidos da habili-dade para seduzir, a comunihabili-dade de pickup também pas-sou a ser procurada por sedutores naturais que gostariam de elevar a quantidade e/ou qualidade de suas conquistas.
Este livro relata a minha experiência dentro dessa comunidade. A fim de preservar a autenticidade das in-formações, meus relatos de campo foram mantidos inal-terados, ou seja, caso haja algum erro de digitação e/ou concordância, foi proposital.
Gostaria de reiterar que os nomes de todas as mulheres que conheci nessa jornada e que aqui serão citadas foram modificados a fim de preservar sua privacidade.
Ao final deste livro, inseri um adendo com sugestões de livros para aqueles que desejam adentrar esta jornada, lembrando que embora o caminho autodidata seja eficaz, ele é demorado e isento de retorno. É por isso que sugiro que saia ao lado de homens familiarizados com os méto-dos da comunidade de pickup ou faça logo um bootcamp
, para acelerar e consolidar seus resultados. Boa leitura!
Treinamento vivencial e intensivo de pickup ministrado por profissionais de renome e que normalmente dura três dias, onde os participantes aprendem a
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QUEM SOU (OU MELHOR, QUEM FUI)
Olá, meu nome é João e eu não gosto de me considerar um PUA (Pickup Artist),
mui-to embora seja esse o rótulo que levo.
Para ser sincero, meu histórico de conquistas, se comparado aos demais membros da comunidade de pick-up, é muito pequeno.
O que me destacou na comunidade, na realidade, não foi a quantidade de mulheres que fiquei e tampouco o nível de beleza das mesmas, e sim a força de vontade para superar limitações que me acompanharam anos a fio e que nem mesmo os terapeutas conseguiram dar jeito.
Em quatro meses, cheguei a um nível de maestria onde não raro é necessário no mínimo um ano para atin-gir.
Como só entende quem hoje sou quem sabe quem um dia fui, gostaria de começar este livro falando um pou-co a respeito do meu passado.
Vulgo Artista da Sedução, aquele que seduz por esporte ou até mesmo por profissão.
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Desde criança até os 29 anos de idade, fui o típico estereótipo de um perdedor. Muito embora os tempos, os contextos e até mesmo as pessoas com quem convivia mu-dassem, o resultado final era sempre o mesmo: a rejeição.
Enquanto criança, era gordinho, usava um corte de cabelo em formato de cuia (ou então arrepiado) e usava roupas que antes pertenciam ao meu primo mais velho (as quais nem sem-pre eram estilosas ou adequadas ao meu corpo). Desnecessário mencionar o quanto as pessoas caçoavam de mim no colégio. Era sempre o último a ser escolhido para adentrar os times espor-tivos nas aulas de educação física e
mui-tas vezes era o professor quem designava para qual time eu ia, pois nenhum queria que eu fizesse parte.
Na minha adolescência, embora eu tivesse vindo a perder boa parte do peso e me livrado da silhueta gorda, a convivência com um padrasto com-pletamente perturbado da cabeça que vivia cometendo atos de agressividade ativa e passiva comigo fizeram com que cultivasse uma visão distorcida de mim mesmo. Isso, associado às provocações
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ocorridas no colégio (as quais não cessaram) fizeram com que virasse uma pessoa reclusa e relutante em me aproxi-mar de quem quer que fosse.
Já adulto, embora tenha vindo a me tornar um homem considerado bonito e dono de uma inteligên-cia e criatividade acima da média, não tinha habilidade interpessoal alguma, tanto que constantemente ouvia a palavra “não”, tanto nos processos seletivos dos quais participava para trabalhar em outras empresas como também dos clientes que prospectava quando resolvi trabalhar por conta própria. Infelizmente, independente das circunstâncias, toda vez que eu resolvia me manifestar
(isso se eu resolvesse, pois meu medo de rejeição fazia com que permanecesse calado a maior parte das vezes), passava a imagem de uma pessoa insegura e sem convicção. Minha presença era tão despercebida e insignificante que muitas vezes as pessoas sequer se lembravam de mim.
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Meu primeiro beijo, por exemplo, foi aos 19 anos e com uma garota que conheci pela Internet. E sim, nesse dia mandei a célebre pergunta “posso te dar um beijo?”.
Minha primeira transa foi aos 20 anos, com uma ga-rota que conheci na balada e que namorei por cerca de um mês. Na época, ela era uma garota longe de ser bela, mas que resolvi ainda assim investir por cultivar a crença de que aquilo era o máximo que iria conseguir. No entanto, meu jeito extremamente meloso e grudento fez com que o namoro não passasse de quatro semanas e meia.
Logo em seguida, conheci na faculdade uma garota que veio a ficar oito anos comigo (dos quais dois, ficamos casados). A partir dos dois anos de relacionamento, estava evidente que não formávamos um bom casal, tanto que ao longo de todo esse tempo que passamos juntos ela fez frequentes menções de término. No entanto, toda vez que ela as fazia, eu começava a chorar e a implorar para que ela não o fizesse. Isto me leva à triste conclusão de que o relacionamento só durou oito anos porque ela teve muita compaixão pela minha pessoa.
Essa história de oito anos terminou mal. Muito mal. Saí arrasado, sentindo a pior pessoa do mundo e com a autoestima lá embaixo.
Isso foi em agosto de 2010 e destarte esse desfecho traumático, não foi isso que me levou a virar um PUA. Na realidade, foram necessários cerca de seis meses de ex-periências frustradas pós-casamento para que eu tomasse a iniciativa de buscar ajuda “profissional”.
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O PÓS-CASAMENTO
A primeira experiência afetiva frustrada ocorreu imediatamente após o casamento. Assim que retornei à casa dos meus pais, minha irmã resolveu me apresentar, através do Messenger, uma amiga que havia feito
intercâm-bio com ela.
Conversamos através da Internet por cerca de duas semanas até resolvermos marcar nosso primeiro encontro presencial. Faltando um dia para o encontro, eis que depa-ro, logo pela manhã, com um e-mail de minha ex-mulher, que mexeu (e muito) comigo.
Eis o e-mail. João,
Estava deitada até agora, mas não consegui dormir. Meu pé está dolorido e não consegui encontrar uma posição. Mas, sei que vai melhorar porque estou colocando remédio.
O outro motivo de não conseguir dormir mais uma noite é por sentir a sua ausência. Meu coração está sangrando, dói muito.
Queria muito que você soubesse que amo muito você. Meu coração sabe que é você. Posso fazer ou falar qualquer coisa, mas nunca vou esquecer você. Você durante 8 anos fez parte da minha vida e está quase impossível de não ter você nela.
OBS: Não tenho intenção de te colocar nenhum tipo de pressão e também não é chantagem. É apenas para esclarecer o que sinto por você e tentar de verdade resgatar “a gente”.
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Até hoje, quando releio este e-mail, sinto o coração apertar.
Ao ler o que ela havia escrito, fiquei sem saber o que fazer. Queria sair com a amiga da minha irmã, mas ao mesmo tempo ainda amava minha ex-mulher. No entanto, meu lado racional dizia para enterrar o passado de vez e seguir em frente, pois minha ex-mulher não iria mudar e tão logo voltasse para seus braços, voltariam também to-dos os problemas que levaram ao nosso término.
Naquele momento, tive de fazer uma das coisas mais difíceis da minha vida: ligar para ela e dizer “não”. Sabe quando dizem que é possível saber quando alguém está sorrindo do outro lado da linha telefônica? Quando minha ex-mulher atendeu e viu que era eu, tive certeza de que ela abriu um largo sorriso – e isso dificultou ainda mais as coisas.
Sinceramente, não sei quem chorou mais nesse tel-efonema – se fui eu ou se foi ela. Foi um momento extre-mamente difícil, que acabou com meu dia. Odeio magoar as pessoas e sei que a magoei.
No dia seguinte, mesmo muito desanimado, saí com a amiga da minha irmã. Fomos ao Banana Jack, um bar-zinho daqui de Ipanema, onde conversamos, rimos, bebe-mos e, é claro, nos beijabebe-mos. No momento em que nossos lábios se tocaram, praticamente esqueci-me da minha ex-mulher. Estava envolvido pelo momento.
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me parece que o fim de um longo relacionamento torna as pessoas carentes demais. Eu havia mal ficado com essa garota e já estava “gamado” nela.
Saímos no dia seguinte, sábado, para uma balada chamada Taj, na Barra, onde novamente ficamos – e de forma bem intensa. Tanto que ao término da noitada re-cebi um torpedo seu dizendo que adorou a noite.
No dia seguinte, domingo, ficamos praticamente o dia inteiro conversando no Messenger.
Cerca de duas semanas depois, saímos para ver o filme Um Parto de Viagem e foi a última vez que ficamos.
Algum tempo depois, minha irmã e eu marcamos de ir com ela para a Nuth da Barra e enquanto ela já havia entrado na boate, minha irmã e eu ficamos na fila à espera de nossa vez – o que não ocorreu, pois a boate lotou. Ela, por sua vez, mostrou não estar nem aí para mim e beijou outro rapaz dentro da boate – isso sabendo que eu estava na fila.
Quando isso chegou aos meus ouvidos, fiquei mui-to irritado. Lembro-me de ter entrado em meu Facebook e
escrito “FODA-SE O MUNDO!”.
Minha irmã (ela de novo), na intenção de me ajudar a sair dessa, apresentou outra amiga, que havia sido sua colega durante o ensino médio. Eu já havia conhecido essa garota uma vez e até achei ela atraente, mas por estar en-tão comprometido, não arrisquei nada.
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tão atraente quanto costumava ser, mas ainda assim topei sair com ela. Estava não só carente, mas doido para es-quecer a frustração da minha experiência anterior.
Saímos uma sexta-feira para um barzinho e obvia-mente ficamos. Combinamos de sair novaobvia-mente no dia seguinte, sábado, à noite.
Tão logo havia chegado o sábado, eis que encontro minha ex-mulher no Messenger, lembrando que faríamos,
no dia seguinte, dois anos de casados e mais uma investida visando nossa volta.
A segunda conversa foi ainda pior que a primei-ra, pois ela estava de fato arrasada e tanto seu pedido de perdão quanto sua disposição em mudar eram legítimos. Ainda assim, disse “não” e fiquei dias, senão semanas in-dagando a mim mesmo se havia feito a coisa certa, pois ainda a amava.
Aquela noite, estava tão mal que para superar o estado no qual me encontrava, bebi até não poder mais. A Dri também. Decidimos ir para um motel, mas o meu estado ébrio associado à visão de minha ex-mulher, que não havia deixado minha cabeça, fizeram com que negasse fogo e passasse vergonha.
A partir daquele momento, a Dri mudou completa-mente a forma de me tratar. Se antes era uma pessoa carin-hosa e preocupada em me agradar, agora era uma pessoa fria e alheia ao que dizia e/ou pensava. Mas essa não foi a pior parte. A pior parte fui eu, que beta como só eu
Termo utilizado para designar homens sem atitude e que ficam à mercê das mulheres. Os PUAs utilizam entre si com certa frequência o neologismo
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sabia ser, ficava implorando por uma segunda chance e comendo em sua mão, aceitando todos seus maus tratos e sem questionar.
Eventualmente, ela me concedeu uma segunda chance. Tudo me leva a crer que ela o fez por pena e para ser sincero, nem foi tão bom. Como destarte ter dado certo ela manteve o “tratamento VIP”, preferi cair fora,. Sabia que merecia coisa melhor.
Na semana seguinte, fui dar uma palestra para cem recepcionistas de uma empresa. A palestra em si foi hor-rível, pois o estado emocional no qual me encontrava em virtude de meu fim de casamento e das péssimas experiên-cias que vieram posteriormente fizeram com que minha produtividade caísse drasticamente. No entanto, enquanto discursava, trocava constantes olhares com uma recep-cionista que era, diga-se de passagem, muito bonita.
No intervalo, descobri seu nome, mas também descobri que era casada e preferi não investir.
Ela, no entanto, passou a mexer comigo a cada visita feita à empresa nos dias seguintes à palestra. Eu, carente (para variar) e inegavelmente atraído por ela, aca-bei cedendo ao seu charme e acabamos nos encontrando em um barzinho. Como ela estava muito nervosa por es-tar “fazendo besteira”, não demoramos mais do que meia hora juntos. No entanto, esse tempo foi o suficiente para nos beijarmos.
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mês atrás dela, que conseguiu me “cozinhar” com maes-tria com telefonemas diários e também com promessas mentirosas de que iria largar o marido para ficar comigo etc.
Em dezembro, fui passar o Natal em Baependi, uma cidade localizada no sul de Minas Gerais. Fazia cerca de cinco anos que não punha os pés no lugar, pois min-ha ex-mulher não gostava de lá ir e além disso tinmin-ha um ciúme gigantesco das meninas que lá viviam (com todo fundamento, pois elas são lindas).
Existe uma lenda aqui no Rio de Janeiro de que as mineiras adoram os cariocas e que estes pouco ou nada precisam fazer para conquista-las, visto que elas mesmas abordam e desenrolam com eles. Viajei seguro de que iria me dar muito bem.
Lá, encontrei um pri-mo meu e resolvepri-mos ir à primeira noitada da cidade, que rolou precisamente no dia 25 de dezembro. Lá den-tro, não saíamos de perto um do outro, e minha timi-dez era tanta que eu ficava o tempo inteiro pedindo ao meu primo para “botar uma
garota na minha fita”. Meu primo, coitado, era ainda mais tímido que eu e nada fez. A primeira noitada foi um fail
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épico.
No dia seguinte houve mais uma noitada, a qual também fomos. Foi tão ruim quanto a primeira, pois sim-plesmente ficamos no canto, com a bebida elevada ao pei-to, vendo as meninas passarem e sem tomarmos atitude alguma.
O máximo que consegui, após umas duas aborda-gens improdutivas, foi tomar um copo de uísque para criar coragem e engajar uma breve conversa com uma mulher que estava sentada, à espera de sua
amiga para ir embora. Hoje em dia e olhando para trás, eu sei que ela estava me dando IDIs . No
en-tanto, como na época não os sabia
reconhecer e tampouco o que devia fazer uma vez que os tivesse notado, não tomei atitude alguma. O máximo que consegui fazer foi dar a ela o meu cartão de visita (e isso sem ela o ter pedido).
Voltei para o hotel arrasado. Nem em Minas Gerais eu consegui me dar bem.
Ao retornar ao Rio de Janeiro, houve uma noite em que olhei para a minha cartela de Ritalina (medicamento que tomo para o TDAH) e fiquei extremamente tentado a tomar todos os comprimidos nela presentes e dar fim ao fracasso que eu era. Cheguei a enfiá-los todos na boca, mas subitamente algo dentro de mim alertou para a
lou-“IDI” (Indicador de Inter-esse), também chamado de “IOI” (Indicator of Interest), como já diz o nome, é todo e qualquer sinal que a mul-her transmite ao homem in-dicando que está afim dele.
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cura que estava cometendo e botei tudo para fora.
Em janeiro de 2011, tive a minha última experiência frustrada. Uma amiga minha, ciente de minha solidão, me apresentou sua cunhada. A menina não era de má índole. Pelo contrário, era uma pessoa muito boa. Boa até demais. Era tão correta que chegava a perder a graça.
Finda essa experiência, em fevereiro, tomei minha última ati-tude de beta, uma atiati-tude que viria
a me tornar um alfa . Fui até um site de torrents e escrevi
“how to pick up women” (em português, significa “como pegar mulheres”) .
E foi aí que tudo começou.
Termo utilizado para des-ignar o homem que é au-toconfiante e repleto de atitude.
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NASCE CHAMELEON
David DeAngelo foi o
primeiro PUA com o qual tive contato. DeAngelo tem o hábito de chamar outros PUAs de re-nome em seus programas para os
entrevistar e foi nessa que descobri o Mystery , uma
autoridade no universo da sedução.
A entrevista de Mys-tery foi tão interessante que, ao pesquisa-lo na internet, descobri seu reality show, The Pickup Artist o qual baixei as duas temporadas existentes e as assisti em tempo recorde.
Será que aquilo funcionava? Um dos PUAs mais famosos do
mundo e inventor do Mystery
Method, um método de sedução
sistemático cuja proposta é disse-car o processo de sedução passo-a-passo, desde a abordagem até o beijo (ou até mesmo o sexo). Em-bora seja um dos melhores méto-dos para quem está começando, o quanto antes o deixar de praticar, melhor, pois como o mesmo é mui-to sistemático e utiliza uma série de abridores e rotinas enlatadas, as abordagens e interações podem vir a ficar muito artificiais.
PUA conhecido pela inven-ção do C&F (Cocky and Funny), um estilo de con-versação onde o homem utiliza um linguajar que mes-cla arrogância e humor.
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Um belo dia, estava sozinho no Banana Jack to-mando uma gin-tônica e atrás de mim havia duas meninas. Após vinte minutos de tomada de coragem, virei para as duas.
JOÃO: Ei, preciso de uma rápida opinião feminina. MENINA1: Claro...
JOÃO: Tatuagens em mulheres. O que acham
dis-so?
Ambas riram.
MENINA2: Ah, é normal né...
JOÃO: É que tipo, minha irmã anda namorando
um cara há dois meses e já quer fazer uma tatuagem com o nome dele.
MENINA1: Não, não a deixe fazer isso! MENINA2: Nem pensar!
JOÃO: Mas como eu vou falar para ela não o fazer?
Ela vai achar que estou de implicância com ela, por ser o irmão mais velho.
(Um pouco de conversa fora)
JOÃO: Ei, vocês são melhores amigas, né?
A MENINA 1 acenou que “sim” com a cabeça.
JOÃO: Logo vi. Vocês fazem as mesmas caras e
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Ambas as meninas riram.
JOÃO: Agora, me deixa ver se adivinho quem é a
boazinha e quem é a mazinha. Você. Você tem cara de má! Nisso, apontei para a MENINA 2.
MENINA2: Eu, má? Porquê?
Nisso, jogamos mais um pouco de conversa fora e resolvi
ejetar . Paguei minha conta e, ao
voltar para casa, pensava:
“Funciona! Incrível, funciona! Conversei com duas meninas desconhecidas em um bar!”
A partir desse dia comecei a revirar a Internet em busca de materiais de pickup e foi assim que descobri o fórum PUABASE, um dos maiores (se não o maior) do Brasil em termos de sedução.
Com a minha separação, passei a me preocupar mais com a minha aparência física (rosto, corpo e modo de vestir). Minha busca por um estilo diferente do qual estava habituado me levou a experimentar uma série de figurinos distintos. No começo, pensei que essa “crise de identidade indumentária” fosse uma fase que iria findar no momento em que encontrasse o estilo ideal. No entanto, o tempo foi passando e me dei conta de que esse ecletismo “Ejetar” significa desistir de prosseguir com a abordagem já iniciada.
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não constituía uma busca por um estilo, e sim o estilo em si! Sentia-me muito mais confortável com a ideia de variar que a de me ater a um único modo de vestir por tempo indefinido.
Esse meu novo estilo, marcado por constantes mu-danças de aparência fizeram com que na hora de me reg-istrar no PUABASE escolhesse o apelido de Chameleon
(“Camaleão” em inglês).
Isso foi no dia 1º de março de 2011, o início da minha jornada PUA.
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A PRIMEIRA ALONE SARGE
No dia 3 de março, fui a uma festa de “bota-fora” de um ex-colega de faculdade. Até en-tão, só sabia o que havia visto no
reality show do Mystery, o que além
de ser muito pouco, era também muito fraco (pois o programa não tratava dos aspectos subje-tivos dos abridores e das rotinas
apresentadas).
Ainda assim, fiz meu primeiro RC , o qual colo
aqui, na íntegra:
Rio de Janeiro-RJ, 03 de Março de 2011
Opa, galera! Relutei um pouco antes de começar a
“Sarge” é a ação de sair para seduzir. Existe também neol-ogismo “sargear”, que vocês verão com bastante frequên-cia ao longo deste livro.
Ações (tais como mágicas, adivinhações, provocações filosóficas ou até mesmo joguinhos) que visam en-treter a mulher e reter seu interesse.
“RC” significa “Relato de Campo”, são os relatos escritos que os PUAs postam nos fóruns de pickup para relatar seu progresso.
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preceitos de pickup e conhecer o trabalho de Mystery, Style e David
DeAngelo, ainda me considero muito inexperiente no assunto.
Eu havia sido chamado para uma festa de “bota-fora” de um ami-go meu na quinta-feira retrasada, dia 03/03. Esse meu amigo é conhecido por ter muitas HB’s como
ami-gas, e era óbvio que elas estari-am lá. Como eu já havia estuda-do 50% estuda-do livro Revelations, liestuda-do bastante coisa aqui e até mesmo folheado o Mystery Method,
pen-sei para mim mesmo: “Por que não unir o útil ao agradável e começar agora, ainda que não tenha reunido todo o preparo necessário?”
Antes que comecem a ler o relato, quero deixar claro que esse dia fiquei no 0-0. No entanto,
em função da timidez crônica que sempre fez de mim um AFC ,
mes-mo não tendo ficado com ninguém, esse dia foi um dia que eu superei muitas barreiras e onde saí orgulho-so de mim mesmo.
Cheguei no bar. Meu amigo chegou junto comigo, e ao lado dele, uma HB 8,5. Dessas meio “emo”, ou seja, branquinha, cheia de tattoo estratégica e uma cara de safada sem igual. Ela pediu uma caipivodka e aproveitei o gancho para contar uma história que o Lovedrop ensinou no Revelations, aquela do cara que pede a conta e o garçom disse que alguém já a havia pago.
Style foi outro PUA bastante famoso, que na qualidade de jornalista infiltrou a comuni-dade de pickup, foi treinado pelo próprio Mystery e man-teve, durante um tempo, o título de melhor PUA do mundo. Autor do best-seller
The Game (O Jogo), livro
que retrata sua experiência como PUA.
“HB” significa “Hot Babe”, vulga “Gata Gostosa”. Normalmente, a sigla é seguida pela nota a ela atribuída, embora isso não seja obrigatório.
“AFC” significa “Average Frustrated Chump”, o que significa mais ou menos “Zé Ruela Mediano Frustrado”. É a mesma coisa que “beta”, para ser sincero.
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Ela morreu de rir e me tocou. Seria IOI? Daí, mandei um neg
. Chegaram algumas pessoas e eu mandei “só um minuto.”. Fui até lá, cumprimentei as pessoas, dei real atenção a elas por alguns minutos e voltei para a HB. Fiz a rotina ESP de adivinhar de 1-4 e ela ficou
impressionada. No entanto, comecei a me ferrar quando chegaram umas duas pes-soas que a conheciam e onde não soube fazer por onde me manifestar ou
sobres-sair no meio. Fui perdendo a importância e cometi o erro de começar a pedir, de forma indireta, atenção dela e fui reduzindo meu valor perante a mulher. Ela me pediu para adicionar no FB e beleza, adicionei e ela autorizou. Mas, não entrei em contato. Para mim, “Facebook-Close “ não faz parte do universo de um
PUA.
Daí, vi um set de 2 HBs e 1
casal, que na realidade se afastou das 2 HB’s para irem ao balcão pedir algo. Abri o set com a rotina do presente, direcionando a atenção para uma das HBs, que era uma morena baixinha e bem gata. “Conheço uma garota pare-cida com você que é uma parceiraça minha e que vai fazer niver em breve. Eu queria dar a ela uma blusa da Fórum que ela adorou de pre-sente, mas não sei se ela usa M ou P. O que você acha melhor, comprar um tamanho M e pecar pelo excesso ou comprar P e
Ato de falar ou fazer algo que re-baixe um pouco o valor da mul-her perante a sua pessoa e que ao mesmo tempo denote que você não está afim dela, para que ela se sinta desafiada a te con-quistar.
“ESP” significa “Extra Sensory Perception”, ou seja, “Percepção Extrassensorial”.
“Close” é normalmente o resultado positivo de uma abordagem, que pode ser a obtenção de um número de telefone, e-mail ou perfil social, um beijo na boca ou até mesmo o sexo.
“Set” significa todo e qualquer grupo de pes-soas, misto ou não. O termo é frequentemente precedido por um número que designa a quantidade de pessoas presentes no grupo (por exemplo, “3-set”).
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correr o risco de ficar apertado?”. Daí começamos a conversar. A outra, percebi que estava começando a se sentir deslocada, daí eu migrei minha atenção para ela. “Ei, não fica assim. Se eu transformar este guardanapo em uma flor diante dos seus olhos, você me perdoa por ter roubado a atenção da sua amiga?”. Daí, eu fiz um origami com o guardanapo e transformei ele numa rosa. Ela esperava uma flor de verdade, mas se divertiu com a solução e começou também a conversar comigo. O problema que experimentei com esse set: abri o set sem um alvo definido. Gostei tanto das duas que não sabia qual eu ia mandar negs, ou que iria tentar um close. Resumo da ópera: caí na tão temida
friendship zone .
Quando estava indo embora, já um pouco alto, olhei de lado na fila e tinha uma morena gatinha, seria uma HB 9,0. Daquelas tipo “tanajura”. Ela
es-tava com uma cerva na mão, olhou para mim e deu um sorriso de leve. Pensei “três segundos!” 1, 2, 3... Fui até ela. Ela estava
cheia de IOI’s. Perguntou nome, o que fazia, porque estava lá no bar aquele dia... E nisso chegou
o irmão dela. Ele era o estilo “bêbado amigão”. Apertou minha mão, me abraçou. Daí, ele virou e disse “Cara, estamos indo embora deste bar para ver se achamos algo melhor. Está soz-inho? Quer vir com a gente?”. Foi aí que cometi a grande burrice de falar “Sim, estou sozinho”. Isso foi uma DLV tremenda e senti na hora
“Friendship Zone” significa também “Zona da Amizade” e ocorre quando o homem deixa passar a oportunidade de seduzir e vira o “amiguinho” da mulher.
“DLV”, que significa “Demon-stration of Lower Value” e tam-bém conhecida como “DVI” (“Demonstração de Valor In-ferior”) são as atitudes que o homem toma e que diminuem seu valor perante os olhos femi-ninos.
A “Regra dos Três Segundos”, fa-mosa na comunidade de pickup, defende que o homem deve abordar a mulher em até três se-gundos após o primeiro contato visual, pois se demorar mais que isso, começará a inventar para si mesmo motivos para não o fazer.
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que acabei com todo o encanto que a morena estava tendo por mim. Devia ter dito a verdade, que estava com o grupo X lá e que agradecia o convite e tentaria um Number-Close com ela, sei lá. A própria morena me deu um “fora”, do tipo “não liga para ele. Eu tenho que ir para vigiá-lo, ele já está muito alto. Foi um prazer.”
Saí sem ninguém dessa noite, mas eu procurei tomar lições de tudo que deu errado para que não se repita nas próxi-mas sarges.
Considerei esse dia um progresso porque antes disso eu tinha vergonha até mesmo de abordar gente sozinha, e agora já abordo, na garra e na coragem, grupos. Já abordo mulheres de nível 8,5-9,0, quando antes as achava totalmente fora de al-cance.
Eu acho que basta treinar e continuar estudando que tenho de tudo para chegar lá e ficar não com o que dá para ficar, mas sim com quem eu quiser ficar.
Aceito de muito bom grado os feedbacks, ciente de que ainda tenho muito a aprender. Abraços!
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A SEGUNDA ALONE-SARGE E O
PRIMEIRO CLOSE
Era uma sexta-feira e estávamos na véspera do Carnaval de 2011. Retornei ao barzinho onde fiz minha primeira abordagem, desta vez
com ainda mais estudo e muita vontade de jogar .
O primeiro set que abri era composto por duas in-glesas, que embora tenham sido receptivas para fazer uma nova amizade, não foram suficientemente receptivas para adentrarem um “romance-relâmpago”.
Saí do bar e percebi que um bloco de rua estava em processo de formação. Pensei: “O que tenho a perder?”.
Entrei no meio do bloco e abri um set de quatro meninas com a desculpa de que estava me escondendo de uma ex-namorada. Embora esse abridor tenha sido exce-lente, pequei por não conseguir dar continuidade e o set em si ejetou.
Utilizando o mesmo abridor, abri um set composto por duas americanas, cujo desfecho foi o mesmo do set “Jogar” é uma terminologia am-plamente utilizada pela comuni-dade de pickup, já que a maioria dos PUAs concorda que seduzir
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anterior.
De repente, resolvi abrir um set composto apenas por homens e utilizando a mesma desculpa. Eles riram da situação, me acolheram e... Fui chamado para sargear com eles!
Eram três rapazes, e to-dos eles jogando em modo direto. Foi legal andar com
eles, pois assim foi possível ver como funcionava essa modali-dade de jogo. Eu, como ainda estava bem no início de minha jornada, pouco ou nada me
ar-risquei. Após umas duas horas de constantes abordagens (nas quais eu fui, em grande parte, espectador), sobraram apenas eu e mais um dos rapazes, ambos consideravel-mente embriagados.
O bloco principal havia acabado, mas outro bloco, menor e de teor amador, estava em processo de formação. Meu “novo amigo” e eu entramos nesse bloco e enquanto ele partia para cima de uma mulher de meia-idade que es-tava sambando, resolvi puxar papo com uma garota baix-inha, de bandana, que estava tomando uma cerveja. Pedi um gole da mesma e comecei.
CHAMELEON: Tenho de ficar de olho no meu
amigo.
Modo direto é um estilo de jogo onde você já aborda explicitan-do suas intenções, como por exemplo, “Olá, achei você um charme e quero te beijar neste exato momento”. Seu oposto, o modo indireto, consiste em iniciar uma conversa normal (normalmente pedindo opinião a respeito de algum assunto) e levá-la, aos poucos, para “outros caminhos”.
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MENINA: Ah, é? Por quê?
CHAMELEON: Ah, por que é sempre assim. Ele
enche a cara e eu acabo tendo que vigiar a retaguarda dele. Minha intenção, ao empregar este argumento, foi a de passar uma característica masculina que, segundo Mys-tery, despertava e/ou incrementava a atração feminina, ou seja, a de ser o protetor dos amigos e das pessoas amadas.
Após poucos minutos de conversa jogada fora, eis que ela entrou em minha frente e me beijou.
Sim, meu primeiro KC
após ter iniciado a jornada PUA.
Voltei para casa muito feliz, certo de que havia to-mado o rumo certo. Nunca mais vi o “amigo” que fiz aquele dia, embora o tenha adicionado no Facebook.
“KC” significa “Kiss Close”, ou seja, beijo na boca.
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CARNAVAL FRACASSADO
Infelizmente, o Car-naval de 2011 foi um episódio triste em minha jornada PUA. Havia voltado para o sul de Minas Gerais e a minha inten-ção era a de ficar hospedado em Baependi e de curtir os festejos de Caxambu. Cheguei a comprar o abadá para o “Storwo”, um bloco frequen-tado pelas pessoas mais boni-tas da cidade.O primeiro dia foi
ótimo. Reencontrei, em Caxambu, a garota que conheci na minha segunda noitada fracassada em Baependi, em dezembro (aquela que pegou meu cartão) e acabei ficando com a irmã dela.
Já de madrugada e de volta a Baependi, assim que saltei do taxi pensei: “Será?”.
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quase quatro da manhã, era Carnaval e ainda havia bastante gente na rua e naquele clima louco de final de festa. Eu não era exceção, pois havia tomado, no Storwo, umas duas canecas de gummy.
Bastou pisar na praça que ouvi um “psiu”. Quando virei, dei de cara com uma garota bem jovem, que não devia ter mais do que vinte anos de idade. Não tinha o rosto mais bonito que já havia visto, mas tinha um corpo considerável.
MENINA: Moço, pode me fazer companhia?
Minha amiga saiu para ficar com alguém e estou sozinha.
CHAMELEON: Mas é claro, gata.
Nisso, ela fez menção de estar sentindo frio.
CHAMELEON: Vem cá que eu te mantenho
aquecida.
E a abracei. Não demorou muito até virar um KC. Alguns minutos depois, ela me puxou pelo braço, levou até o canto de uma rua escura e... Bom, foi intenso.
Jamais imaginei que um dia fosse conseguir ficar com duas meninas em apenas uma noite!
Um sentimento de vitória havia tomado conta do meu ser e retornei ao hotel com um sorriso estampado no rosto.
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Poucas horas após ter adormecido, acordei extre-mamente enjoado e queimando de febre. Minha garganta estava tão inflamada que até beber água em temperatura ambiente era um sacrifício.
Fiquei praticamente de cama nos quatro dias de Carnaval que ainda me restavam e ao voltar para o Rio de Janeiro dei entrada no hospital e descobri que estava com faringite.
O que tinha tudo para ser um Carnaval memorável foi reduzido a um dia de glória e quatro de derrota.
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O RETORNO A BAEPENDI
Cerca de duas semanas após o fiasco do Carnaval, retornei a Baependi. Desta vez, estava saudável, ainda mais “estudado” e na disposição para jogar.
Essa terceira ida, em-bora não rendido KC ou FC
algum, foi de suma importância, pois foi a partir dela que comecei a construir meu social proof na cidade.
Eis o relato, na íntegra.
Baependi-MG, 19 de março de 2011
Como diz o ditado,
“so far, so good” .
Cheguei em MG,
tomei um banho e saí para a praça. Assim que cheguei à praça, vi um set de duas ninfetas.
“FC” significa “Full Close”, ou seja, sexo.
“Social Proof”, que traduzido significa “Prova Social”, é mais ou menos o grau de popularidade que você tem em determinado local.
Traduzido do inglês, significa algo como “até agora, tudo ótimo”.
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Comentário: essas duas meninas eram ninguém
mais e ninguém menos que a Jassmin e a menina que veio a nos amogar ,
con-forme verão no relato da Semana Santa em Baependi.
Usei o seguinte opener :
Chameleon: Ei, preciso de uma
opinião. Eu queria abrir alguma coisa aqui
em Baependi, mas focada no público jovem. O que está faltando aqui?
HB1: Um motel, sem dúvida! (sim, essa foi a resposta
dela).
Chameleon: É mesmo? E isso iria bombar?
HB2: Para ser sincera, não sei se iria, porque aqui as
pessoas acabam fazendo em qualquer canto...
Chameleon: Mas parece que sua amiga aqui não se
contenta com cantos. A HB1 corou.
Chameleon para a HB2: Me
deixe ver seu relógio.
Fiz a mágica de parar o relógio.
HB2: Como você fez isso? Me explica! (tocando em mim) Chameleon: Ei, ei, se continuar me tocando assim vou
ter de cobrar. HB1 ri.
Chameleon: Qual a boa de hoje aqui?
HB1: Hoje, só o barzinho com música ao vivo. Não vai
ter balada.
Chameleon: Que chato... Bom, eu vou ver qual é a do
barzinho.
“Amogar” significa atrapalhar o jogo de alguém. As pessoas que fazem isso são de-nominadas pela comunidade de “amogs”.
“Opener” significa “abridor”, o que irá falar ou fazer para ini-ciar a interação.
Basta usar um anel magné-tico chamado PK Ring.
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HB2: Quando for, nos chama! A gente vai!
Chameleon: Eu vou hoje. Se vocês forem, me
encon-trarão lá.
HB1: É que meus pais não me deixam sair tarde na
quaresma aqui em MG, senão eu ia. Me dá o seu Messenger? Você vai embora quando?
Chameleon: Vou domingo, mas eu estou vindo aqui
di-reto. E vou vir semana santa.
HB2: Vem sim! A gente sai! Agora eu tenho que ir, já está
tarde e meus pais vão me ligar.
PC com as duas.
Mas, isto foi apenas o aqueci-mento. O MANEIRO mesmo veio de madruga, depois que fui ao barzinho. Estava novamente na praça e o show rolando ainda no barzinho. Estava procurando sinal da TIM e até olhei de relance um set de 4 meninas, sendo elas 3 HB’s e 1 coroa. De repente, senti o flash da máquina na minha direção e era a coroa que tinha batido uma foto minha.
Chameleon: Poxa, se quer tirar uma foto minha, avisa
que faço pose.
Fiz a pose e ela bateu outra foto, agora sorrindo.
Chameleon: Agora, 5 reais pela minha foto.
Riram.
Chameleon: Aqui é ruim de pegar sinal da TIM, né? HB1: Ah sim, é muito ruim. Você é de onde?
Chameleon: Do Rio. Vai fugir? Já vi que carioca aqui
não tem a melhor reputação.
Coroa: Fugir de você seria a última coisa que nós
faría-mos, um monumento como esse...
Chameleon: Uau, direta você hein! Me diga, quais as
idades de vocês?
HB1: Eu tenho 18, ela tem 17 e a terceira tem 16. Ela vai
“PC” significa “Phone Close”, ou seja, a obtenção do núme-ro de telefone. Nem sempre este termo é utilizado para a obtenção do telefone em si, mas sim de qualquer tipo de contato, como e-mail, Face-book, Orkut, Messenger etc.
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fazer 17 daqui a alguns minutos.
Chameleon: Uau! Já? Pôxa! Vocês são foda, hein! Só
foram me avisar agora, nem deu tempo de comprar uma torta... HB2 (aniversariante) ri.
Chameleon para HB2: Deixa eu ver seu relógio.
Novamente, a mágica do relógio.
Chameleon: Agora vou segurar você em seus 16 anos
um pouco mais. (ri) Todas riram.
HB’s: Nossa, como você fez isso?
Chameleon: Eletromagnetismo. Deixa eu ver sua mão,
HB1.
Momento “cold reading ”.
Acertei tudo.
HB1: Caramba, você
acer-tou tudo! O que você faz?
Chameleon: Você quer que eu te diga ou te mostre? HB1: como assim?
Tirei meu iPod que tinha fotos da capa do meu livro, fotos minhas dando palestra e fotos minhas do ensaio fotográfico para o livro. Quando viram minha foto de terno...
HB1: Meu Deus! Você tem Orkut, Messenger, Facebook,
qualquer coisa???
Chameleon: Tenho, é só me procurar pelo nome.
HB1 puxa o celular: Me fala seu nome! E seu email.
Meninas, depois eu passo para vocês. Passei meus contatos.
Deu meia noite, elas começaram a abraçar a HB aniver-sariante.
Chameleon: Esperem aqui. Vou improvisar o seu
pre-sente.
Corri até o bar e peguei um guardanapo. Transformei o guardanapo em uma rosa.
HB2: Meu Deus, que lindo!!!
Rotinas de aspecto esotérico, como leitura de mão, grafologia e numerologia, por exemplo.
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HB1: Que criatividade! Nossa, aqui em MG não tem cara
como você... Bonito, educado, criativo... Amanhã estou indo al-moçar em Cruzília, se o carro não estivesse lotado eu te levaria. As meninas iriam te adorar. Você é um TDB. Tudo de bom! Você tem namorada?
Chameleon: Não, eu sou divorciado (carinha de filhote
de cão triste)
HB1: Como alguém pode deixar você escapar? Eu nem
sairia para trabalhar tendo você em casa, ficaria preocupada da quantidade de mulher atrás de você. Olha, eu tenho que ir. Amanhã estará aqui? Vamos marcar algo mais para a noite?
Chameleon: Vamos ver. Vou pensar em seu caso.
As HB’s riram.
Foi um Close inédito, pois foram as HB’s que chegaram em mim e eu, sabendo o que sei, consegui engajar todo o set.
Comentário: de todas essas com quem conversei,
mantive contato apenas com a coroa e com a aniversa-riante, tanto via Messenger quanto ao vivo, quando vou à
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A PRIMEIRA SARGE COM OS
MEMBROS DO PUABASE
Já fazia mais ou menos uma semana que estava tentando organizar um encontro com os membros cari-ocas do PUABASE.
No dia 24 de março, quinta-feira, reuni no Ba-nana Jack os membros Mentor, LucasL, CDutor, Sinwish e Doofy. Conhecer membros do fórum de sedução foi uma experiência curiosa e, ao mesmo tempo, divertida. Enquanto alguns eram caras que compartilhavam dos mesmos problemas que eu, outros eram sedutores por na-tureza só estavam no fórum para elevarem a qualidade e/ ou quantidade de conquistas.
Foi, para mim, muito inspirador ver membros como Sinwish e Doofy abordando mesas e engajando conversas com os grupos de mulheres que as ocupavam. Até então, ainda não tinha coragem para fazer isso.
Lembro que lá pelas tantas comecei a cismar com a garçonete que estava atendendo nossa mesa, que por sinal estava me dando mole (pelo menos foi o que todos nós
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pensamos).
Além de mexer comigo toda vez que passava por nossa mesa, ela muitas vezes chegava a parar apenas para acariciar meus cabelos. Houve um momento em que ela veio com um pouco de purpurina nas mãos, perguntou se eu queria que ela me passasse um pouco e, aproveitando a deixa, acariciou minhas costas e ombros.
Virei para o Doofy com uma cara de “o que faço agora?” e ele sugeriu que eu pegasse um guardanapo, de-senhasse quatro tracinhos, um hífen e depois mais quatro tracinhos, como se fosse um jogo de forca e a entregasse para que ela completasse esses tracinhos com seu telefone.
Embora eu tenha seguido essa sugestão, ela subi-tamente mandou a famosa (e famigerada) frase “apenas amigos, certo?”.
Isso, de certa forma, surpreendeu a todos, dado seu evidente grau de interesse. No entanto, a experiência me ensinou que existem bares onde as garçonetes proposital-mente paqueram os clientes para que estes caprichem na gorjeta.
O engraçado nesse dia foi que apesar do fora que levei, não baixei a cabeça e comecei a tentar a sorte com outra garçonete que lá trabalhava.
Antes de ir embora, Doofy, que de longe tudo ob-servava, disse em meu ouvido:
“Você vai longe.”
A partir desse dia, entrei em um ritmo frenético de sarges.
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O PRIMEIRO “LAPA GAME”
T o d a sexta-feira à noite, os mem-bros cariocas do PUABASE se encontram no gramado do bairro da Lapa, aqui no Rio de Janeiro. A noite de sexta nesse
bairro constitui uma alternativa barata para aqueles que desejam gastar pouco ou quase nada, já que as ruas vivem lotadas (por pessoas dos mais diversos tipos) e o clima é de azaração total.
Minha primeira sexta na Lapa ocorreu no dia seguinte à sarge no Banana Jack. Lá, encontrei o Mentor, o Sinwish e também o HICK221, que ainda não conhecia.
Lá, fui apresentado ao Igor K, Breno W, Peter e Imagem retirada do blog “Viagem e Cotidiano”
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Thiagão, membros já experientes e todos acompanhados de suas “respectivas”.
Aquele dia, ainda que não tenha beijado alguém, foi divertido pelo fato de ter andado em companhia do pessoal e de além de ter aberto uma série de sets, ter me passando por gringo (o que faço com bastante habilidade) para as promotoras de eventos que ficavam nas ruas.
Cheguei a conseguir o telefone de uma delas (o que para mim foi um grande feito, já que nunca havia conseguido o número de uma hired gun).
Foi também legal pelo fato de poder ver o HICK221 jogar, pois ele, por ser adepto do modo direto, não baixava a cabeça enquanto não conseguisse o beijo da garota abor-dada.
Seu modo de agir era inspirador e andar com ele fez com que meu jogo evoluísse muito, conforme verão a seguir.
Mulheres que são contrata-das para trabalhar em deter-minado local por causa de sua beleza, tais como promo-toras de eventos e/ou produ-tos, garçonetes etc.
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NA BALADA COM O HICK221
Anthony Robbins já dizia que para sermos bons em algo, temos de andar com quem já seja bom naquilo que desejamos dominar. No dia seguinte ao meu primeiro Lapa Game, combinei de ir com o HICK221 à boate Mariuzinn, uma boate que no Rio de Janeiro é famosa por ser frequen-tada pela classe média baixa.
Eis o RC.
Rio de Janeiro-RJ, 26 de março de 2011
Wow, que evolução!
Fui para a Mariuzinn com meu parceiro HICK221, daqui do fórum. Na realidade não fomos juntos, eu liguei para ele para saber se ele estava lá e fui ao seu encontro.
Lá, quando cheguei, o HICK já estava dando uma idé-ia numa HB, e me apresentou as outras duas do grupo dela. Não eram pegáveis, mas ainda assim conversei com elas para aquecer.
Game on.
Abordei uma HB 7 e aproveitei que tinha um cara en-chendo o saco de uma mulher apenas para puxar o assunto.
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la garota.
HB: Quem? Aquele? Caramba...
EU: Eu não tenho paciência para insistir tanto... HB: Nem eu para aturar tanto.
EU: Você tem cara que dá uns foras bem escrotos,
sa-bia? (NEG) HB ri.
HB: Não, eu sou apenas sincera, eu...
EU: HB, você cuspiu em mim? Meu Deus! Além de dar
fora nos caras, você cospe neles é? (NEG)
HB: Aiii desculpa, desculpa!
EU: Bom, eu não posso demorar, meu amigo está me
esperando. Prazer te conhecer, e vê se não cospe em mais nin-guém.
HB: Tá! Ah, qual seu nome? (IOI) EU: Chameleon. Fui!
Eu não queria dar uns pegas nela, queria mesmo era aquecer.
Fui ao bar, pedi um cuba libre. Na volta, passei por uma mesa onde estava uma torta de aniversário e em volta um grupo de 3 meninas e 2 caras.
EU: OPA! Quem tá fazendo aniversário?
Um dos caras aponta para uma mulher.
Eu: Eiiiii meus parabéns! Vem aqui para eu te dar um
abraço!
No que abracei, disse em seu ouvido.
EU: É claro que eu te desejo felicidades, mas eu também
queria muito um pedacinho de bolo...
ANIVERSARIANTE: Mas é claro!
Ela cortou um pedaço de bolo e me deu. Perguntou meu nome e eu disse.
EU: Bom, obrigado pelo bolo! Até mais!
Saí. Voltei para o grupo do HICK. Peguei um guardanapo em uma mesa por perto e fiz minha famosa rosa de origami.
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Voltei para a mesa da aniversariante.
EU: Um presente de feliz aniversário e agradecimento
pelo bolo. (e dei a rosa a ela) Ela sorriu, achou lindo. E eu novamente fui embora e voltei ao grupo do HICK. Rs. Eu estava fazendo muitos roll-offs.
De repente, voltei para o grupo de níver e como estava sem assunto, usei o opener da briga entre duas meninas. Ok, usei um enlatado, me processem.
Elas me deram licença e sentei junto a elas. A aniversa-riante me pagou uma cerveja.
ANIVERSARIANTE: Minhas amigas acham que você é
gay, eu acho que não.
EU: Ah, todas as pessoas acham que sou gay. Isso é
bom. Cria conforto.
ANI: É porque você é muito educado, muito doce. EU: Isso é só aparência.
ANI: Ah, então você é um safado é?
EU: Que é isso! Você mal me conhece, mulher! Respeito!
Mas não é que a mulher começou a falar de sexo comi-go? Fiz a rotina do anel e ela ficou louca comigo falando em seu ouvido. Nisso ela disse que é casada e que os amigos dela conhecem o marido dela, que não foi. Mas que se não fosse por isso, já teria “rodado” com ela. Ainda assim, phone close.
Ela virou para as amigas e disse “ele não é gay não”. Uma delas: “Não?”
E veio no meu ouvido e disse “Meu noivo está aqui, finge que você é gay se ele perguntar”.
A mulher me pegou para dançar funk e se roçou tooooo-da em mim! Caramba, eu tava ficando maluco.
Nisso, olhei para o lado e vi duas mulheres sentando à mesa. Em frente à mesa havia uma galeria de fotos do dono da
“Roll-Off” é o ato de abandonar a interação no momento em que a mesma começou a ficar inter-essante para que a outra pessoa fique com vontade de o rever.
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Cheguei próximo à mesa, olhei para os retratos, virei para elas...
EU: Cacete! Quem são essas pessoas? Ninguém
famo-so!
Elas riram.
EU: Como é que ele bota fotos de desconhecidos? Será
que ele não sabe que isso só se faz com celebridades?
Uma delas: Adorei sua camisa.
Eu estava usando uma camisa que eu mesmo fiz, escrita “Pisque o olho que eu faço o
resto”.
EU: Gostou? Faz parte
de uma grife que estou lançan-do. (DHV )
ELA: Uau, você é empresário é?
EU: É pretensão demais dizer que sim... Eu gosto de
pensar em mim como uma pessoa trabalhadora, não um em-presáááário... Empresário é Eike Batista, Roberto Justus... E você?
Ela: Trabalho em um salão de beleza.
Eu: Dá para ver, pelo seu cabelo. Tá bonito, bem tratado.
Toquei seu cabelo. Aproximei para cheirar. Nisso, ela pega minha mão. E mandei a rotina do anel com ela também.
Ela: Você é muito interessante.
Eu: Você não viu nada. Devia ver meu beijo
Mais nada. KC. E posterior PC.
Noite produtiva. Há dois meses não teria feito nem um décimo disso. Sinto estar no caminho certo!
“DHV”, que significa “Demonstration of Higher Value” e também conheci-da como “DVS” (“Demonstração de Valor Superior”) são as atitudes que o homem toma e que aumentam seu valor perante os olhos femininos.
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O MAGO DO LEBLON
No dia 1º de abril, combinei de encontrar min-ha pivot Priscilla e maisalguns amigos dela no bar Devassa, no Leblon.
Aquela noite estava me sentindo afiadíssimo para jogar, pois havia praticamente decorado o método de Mystery. Por ser um seguidor fiel desse PUA e ainda fechado a outros métodos, andava repleto de
peacocks.
Mal cheguei, conversei uns vinte minutos com o pessoal e resolvi abordar a primeira mesa, onde estava um 2-set.
Utilizei o opener da namorada ciumenta (um dos mais populares abridores do Mystery Method), fiz a rotina
das melhores amigas, emendei a rotina do cubo e fiz o “Peacock” (que significa, do
inglês, “pavão”) é uma ter-minologia PUA atribuída a acessórios e/ou peças de vestuário de efeito chamativo, que diferenciam seu usuário das demais pessoas presentes no recinto.
Pivot: acompanhante do sexo
femi-nino, que eleva seu valor no ambiente por passar a impressão de que você já é pré-selecionado por outra mul-her.
Priscilla: amiga de longa data, com
quem passei a sair após ter me sepa-rado.
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relógio de uma delas parar. Resultado da interação? Con-segui o Facebook das duas.
Em seguida, fiz a mesma coisa em uma mesa onde estava outro 2-set, mas não consegui close algum porque no momento em que ia fazer a rotina do cubo, os respec-tivos namorados das duas chegaram.
Ao nosso lado havia uma mesa com quatro ou cin-co meninas, todas elas bastante animadas. Eram bonitas, tanto que sua mesa já havia sido abordada por um rapaz que lá estava, porém sem sucesso algum. O grupo o havia isolado e ele ficou de pé, ao lado da mesa, completamente sem graça. Como eu já havia aquecido o suficiente com as mesas anteriores, estava confiante o suficiente para soz-inho abrir aquela mesa e engajar a atenção do grupo. A interação foi um sucesso, tanto que eu fui chamado para sentar junto a elas. Além das mágicas e das diversas roti-nas de leitura fria, conversamos sobre relacionamentos e cheguei a pegar o Facebook de duas das meninas.
Aquela noite, por mais que tenha ficado no zero a zero, senti-me vitorioso pela quantidade de interações que fiz. Minha pivot, bem como seus amigos, acharam piada no meu jeito cara de pau e persistente.
Alguns dias depois, uma das meninas da primeira mesa que abordei me adicionou no Facebook e publicou,
em meu mural, “Olha o mágico do Leblon!”.
No momento em que li aquilo, cheguei à conclusão de que estava na hora de ir além do Mystery Method, pois
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as interações brasileiras são muito mais incisivas que as americanas e um método indireto como o de Mystery em terras tupiniquins, embora seja eficaz para o ganho de coragem e de desenvoltura, não raro faz de seu adepto um mero objeto de entretenimento e o mantém na temida zona da amizade.
Eu tinha de falar menos e agir mais, mas não sabia ainda como. E se eu bebesse mais?
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EU BEBO SIM...
O final de semana seguinte foi marcado por duas sarges que envolveram álcool em excesso. Enquanto que a primeira obteve saldo positivo, a segunda constituiu uma vergonha gigantesca.
Eis o RC.
08 de abril de 2011
Bom, prometi a mim mesmo que iria, esta sexta-feira, jogar no direct . Me aconselhei com o guru Instigante,
preparei bem o meu inner, entornei umas cervas e fiquei calibradérrimo.
Fui à Lapa em companhia do Alex e também do Daniel (daqui do fórum tbm), Sinwish, Thiagão e mais uma galera lá.
Comentário: O Alex, que então não conhecia
di-reito, veio a se tornar, mais tarde, um de meus melhores PUA brasileiro de prestígio.
“Inner”, também conhecido por “Inner Game”, é a impressão que a pessoa tem a respeito de si mesma, o que obviamente deve ser positiva. Assim sendo, uma pessoa de “inner alto” nada mais é que uma pessoa de autoestima e autoconfiança elevadas.
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amigos e sargeou comigo por diversas vezes.
No início, por força do indirect , comecei abordando meninas com openers de opinião.
“Porra, Chameleon!!! Você não ia jogar direct???”, disse a mim mesmo.
Então, lá vai. Isto é Lapa. Tentei o opener do Magaiver. “Como
é que é?” para várias meninas. Re-cebi umas risadas na cara. Hum... Tentei o famoso “opa, olhou, agora tem que terminar o que começou”. Não. Beta demais.
De repente, abordei uma HB sentada desmunhecando para KCT para me passar por viado. E falei:
Chameleon: Eu nunquinha beijei uma mulher de língua,
sabia, mona?
HB7: Não? Não acredito!
Chameleon: Posso experimentar com você?
HB sorriu. Foi o KC mais desonesto que já dei em alguém. Rs. Mas, aquilo aju-dou a melhorar meu frame .
Daí, pensei...
Quer saber? Não vou falar PORRA NENHUMA!
Comecei simplesmente a chegar beijando todas as meni-nas que passavam perto de mim. Todas. Umas, conseguia dar um selinho. Outras, achavam engraçado e até deixavam. Algu-mas ficavam ofendidas, Algu-mas foda-se.
Lá pelo final da noite, já tinha abordado umas 30 meni-nas, mas só selinho e o KC na mulher que achava que eu fosse viado.
Mas, por sorte, vi mais uma moça que estava olhando para mim. Fui, puxei ela pela mão, disse “Prazer, Chameleon” e consegui o segundo KC da noite.
Outro grande PUA da comu-nidade, conhecido por jogar em modo direto e frequente-mente usando a frase “Como é que é?” para iniciar suas in-terações.
Sua forma de encarar as coisas.
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É isso aí. Primeira experiên-cia direct.
No dia seguinte a essa sarge na Lapa, 09 de abril de 2011, fui com o Alex, HICK221, Lucasl e a Priscilla, minha pivot , para a boate La Passion, na Glória.
O que tinha tudo para ser uma excelente noite foi por água abaixo em virtude da minha bebedeira.
Comecei bem, abrindo uma série de sets e até mesmo en-gajando conversas. De repente, as
coisas saíram de controle e comecei a ficar extremamente inconveniente.
Além dos comentários de teor extremamente gros-seiro que passei a fazer com as outras meninas, arrumei discussão com uma que estava praticamente tão bêbada quanto eu e quase fui expulso por mexer com a dançarina de pole dancing do local.
Ao final da noite, foi necessário que minha pivot me colocasse dentro do taxi, pois segundo ela, eu não es-tava em posição de tomar decisões por conta própria.
No dia seguinte, acordei 14h com uma ressaca descomunal. À medida que ia lembrando do que
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teceu, entrava em um estado de profunda depressão, ori-unda do sentimento de vergonha.
Eu não quis falar com ninguém que esteve ao meu lado aquela noite e cheguei a excluí-los de meu Facebook, o que gerou, na época, um grande ressentimento por parte da Priscilla.
No entanto, não adiantava chorar sobre o leite der-ramado. O jeito foi prometer a mim mesmo que não iria nunca mais exagerar daquele jeito e a semana seguinte viria para colocar isso à prova.
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021 100 ÁLCOOL
No final de semana seguinte, eis que surgiu a opor-tunidade para por em prática a promessa que fiz a mim mesmo.
Eis o RC.
Rio de Janeiro-RJ, 15 de abril de 2011
Galera, promessa é dívida e esta sexta-feira, quando saí para a 021, passei a noite sóbrio. Não vou dizer que estava completamente sóbrio, mas para cada cervejinha que tomava, vinham duas coca-colas em seguida, ou seja, nem “animadinho” fiquei.
Conforme dito acima, entrei na 021 em companhia dos wings HICK221,
Pacheco e Elrian. Assim que entrei, para aquecer, abri quatro sets. Tudo no natural, com conversas informais.
Comentário: Pacheco, que hoje em dia é um de
meus melhores amigos, foi um cara que conheci antes de adentrar a comunidade de pickup, no salão onde cortava “Wings” são aqueles parceiros de sarge que frequentemente ajudam a elevar seu valor no recinto e perante as mulheres.
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o cabelo. Começamos a conversar através do fórum e foi a maior coincidência quando nos encontramos e demos conta de que de certa forma já nos conhecíamos. Passa-mos a sargear juntos constantemente e foPassa-mos inclusive colegas de bootcamp.
Ressalto que a 021 é uma boate de elite, onde a maioria das meninas são HB8 até HB11. Tudo da alta sociedade, rata de academia e de vestidinhos curtos e apertados. De enlouquecer.
Um grande opener para sets femininos, galera, é per-ceber se elas estão tirando fotos e você se oferecer para bater fotos do grupo inteiro, pois elas sempre ficam alternando ou se auto-fotografando. Isso é uma forma de se aproximar do set. Abri dois sets nessa de me oferecer para tirar fotos.
Eu não abri apenas sets femininos. Eu procurei, desta vez, me socializar. Falei com fotógrafo (inventei de ter interesse na máquina dele, e mostrei um legítimo interesse no que ele falava). Isso foi legal porque depois ele tirava foto minha onde quer que eu pedisse. Beleza.
Fiz amizade com o segurança, e ríamos muito da galera doidona.
Bom, hora de jogar. Abordei o set que tinha aberto antes, até criei conforto, sentei ao lado delas, mas eu depois travei, não consegui prosseguir, enfim.
Meus wings (não vou citar quem) tentaram também abrir um ou outro set, um deles conseguiu bater papo com uma more-na bem responsa, mas que não deu em more-nada.
Eu confesso que entrei calibra-do e em seguida fui calibra-dominacalibra-do pela AA . Ainda assim, me diverti e pela primeira
vez não voltei deprimido por não pegar ninguém.
“AA” significa “Ansiedade de Aproximação”, que é o sentimento de hesi-tação na hora de abordar alguém, decorrente do medo de rejeição.
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night sóbrio.
1. Gente muito bêbada é TRISTE. Tanto homem quanto mulher. A gente perde a noção do quão ridículo agimos quando estamos ébrios. A cara torta, inchada, e o andar cambaleante não são nada charmosos. Tenho vergonha de já ter passado por isso várias vezes e senti pena das pessoas que vi assim.
2. Eu poderia chegar e inventar várias desculpas por não ter pego ninguém. Poderia dizer que é uma boate onde o pes-soal não vai para azarar, poderia dizer que o público feminino que frequenta o local não vai para ficar com alguém, poderia dizer que o som é alto demais para trocar idéias com alguém, mas nenhum desses fatores é verdade. Eu não peguei ninguém porque o MEU inner não estava legal e porque a MINHA ex-periência como PUA ainda é pequena para, logo de cara e só-brio, conseguir um feito de pegar uma HB10.
Quando “terceirizamos” a culpa de nossos fracassos, nada mais estamos fazendo senão procurar desculpas para jus-tificar nossa pobre performance. O problema persistirá e jamais pararemos para fazer uma auto-análise.
3. Quando o lance é jogar sóbrio, wings que conheçam a filosofia do PUA são essenciais.
4. Todo dia é um novo dia. Aprendam com seus fracas-sos, cabeça erguida e bola para frente. As pessoas de sucesso assim o são porque fracassaram muito antes de chegar ao topo.
Abraços fraternais, Chameleon
Não vou dizer que a partir deste dia passei a andar 100% sóbrio em 100% das sarges. No entanto, aprendi a me policiar e nunca mais passei pelas vergonhas que passei aquele sábado, na La Passion.
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a ser um clichê: use com moderação. O álcool é ótimo para dar um empurrãozinho inicial, mas como o mesmo leva a um ciclo vicioso onde quem o consome pede por mais, é necessária muita autodisciplina.