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HB-GR: TUDO (IDI EXTREMO) CHAMELEON: Vem comigo.

No documento Chameleon Pua (páginas 68-78)

SEMANA SANTA EM BAEPEND

HB-GR: TUDO (IDI EXTREMO) CHAMELEON: Vem comigo.

foi bem treinado.

Virei para meu primo.

CHAMELEON: Cara, hora de fazer um roll-off.

Despedimos das meninas e demos uma voltinha. En- contramos, no meio da galera, a ninfetinha que me disse que a amiga dela havia viajado, e estava cercada de amigas HB. Fomos apresentados a todas e até pensei, “Bom, se a HB-GR não quiser nada, já tenho plano B, C, D, E e F aqui”.

Reencontramos a HB-GR e a amiga que já carimbei. Antes de chegarmos perto delas, virei para meu primo.

CHAMELEON: Agora é hora de investir. Isole a amiga

da HB-GR.

Meu primo assim o fez.

CHAMELEON: Caramba! Está bebendo vinho? Gostei,

você é das minhas.

HB-GR: Ah, hoje quero beber mesmo.

CHAMELEON: Sabe, vai parecer piegas, mas você tem

os olhos mais lindos que já vi.

HB-GR: Obrigada, vc tb...

CHAMELEON: Ah, sim. Meus olhos castanhos, né?

Nada de mais, pombas... Mas obrigado pela gentileza. Gostei de você.

HB-GR: Também gostei de você.

CHAMELEON: Adoro uma mulher que sabe beber. Eu

odeio mulher certinha, que não bebe, que não fala palavrão...

HB-GR: Essa com certeza não sou eu!

CHAMELEON: E você é linda. Mas... Isso aqui em Bae-

pendi é meio irrelevante, né? Digo, olha em volta. O que mais você tem a me oferecer além da sua beleza?

HB-GR: TUDO. (IDI EXTREMO). CHAMELEON: Vem comigo.

Arrastei ela pela mão até um canto e demos um demo- rado KC. Tadinha, ela não beijava tão bem assim, mas foda-se, eu havia quebrado a minha “maldição dos olhos castanhos” e

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estava com a primeira HB de olhos verdes da minha vida.

HB-GR: Eu não acredito que você estava sozinho aqui.

Você é tão bonitinho...

CHAMELEON: Eu ainda estou

procurando minha alma gêmea. (Apren- di essa com o BadBoy)

HB-GR: Eu também. Somos dois.

Mais KC.

HB-GR: Está na pilha de fazer algo mais? CHAMELEON: Tipo o quê?

HB-GR: Ah, me fala...

CHAMELEON: Perigoso deixar isso comigo. Minha

mente é muito depravada. HB-GR riu.

CHAMELEON: Meu hotel não permite convidados. Mas,

podemos ir para um lugar mais tranquilo...

HB-GR: Eu sabia que você ia dizer isso!

CHAMELEON: Ei, eu disse que íamos para um lugar

mais tranquilo, eu não disse o que ia fazer com você lá. Deixa de ser depravada.

HB-GR: (risos) Eu só tenho 18 anos, mas como tive uma

gravidez precoce, eu tenho um lado sexual muito aguçado.

CHAMELEON: Você com essa carinha de criança já

é mãe? Uau, que surpresa. Hoje é um dia especial. Você é a primeira mulher que é mãe e de olhos verdes que fiquei.

HB-GR: E que tal?

CHAMELEON: Hum... Nada de mais. (em estilo C&F) HB-GR: Bobo!

CHAMELEON: Você me ama.

Mais KC.

Nisso, quem passa pela gente? A tal HB ninfetinha que supostamente havia “viajado”. Ela olhou para a gente ficando, e não conseguiu conter a surpresa. Ela foi embora correndo, parecia estar prestes a chorar.

PUA mundialmente fa- moso pelo seu jogo di- reto.

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Eu fiquei tão surpreso quanto, mas tava tão envolvido com a HB-GR, que pensei, “foda-se”.

Fiquei mais um tempo com a HB-GR, daí ela viu que uma amiga dela tava muito louca e prestes a cair na porrada com uma outra menina, e eu soltei ela e disse para ela ir salvar a maluca da amiga dela.

HB-GR: Vou te ver depois?

CHAMELEON: Provavelmente sim, estou com preguiça

de ter que seduzir outra.

HB-GR me passa o telefone dela, me dá mais um bei- jo e diz: Juízo, hein!

Comentário: no dia seguinte, descobri que essa

HB-GR estava namorando um rapaz que trabalhava no quiosque das bebidas. Fiquei, na época, tão mordido com o que ela estava fazendo com ele que o abordei e contei toda a verdade, correndo o risco de hoje estar comendo grama pela raiz. Don Conejo, um PUA de respeito na co- munidade, me deu um pusta puxão de orelha e disse que tive muita sorte desse namorado ter sido bastante com- preensivo!

Nisso, eu encontro meu primo na praça, ainda em com- panhia da minha “ex-peguete e também amiga da HB-GR” e uma garota com uma cara de safada total, estilo “vim para dar para alguém”, que por sinal estava dando alguns vários IDI para o meu primo.

Falei para ele: KINO , porra!

“Kino” é o vulgo “toque”, indispensável em qualquer abordagem, seja ela direta ou indireta.

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Falei para meu primo, bem discreto: Vai. Isola ela. Eu cuido da outra.

Meu primo saiu com a mulher, conversei um pouco com a minha ex-peguete e ela graças a Deus encontrou uma amiga e pude ficar sozinho. De repente, ouço “João??”

Viro, é uma menina bem bonitinha, mas que devia ter no máximo uns 14 anos.

CHAMELEON: Como vc sabe meu nome?

Mina novinha: Eu sou irmã da Jassmin (a menina que

me viu ficando com a HB-GR e que havia supostamente “via- jado”).

CHAMELEON: Prazer. Sua irmã me decepcionou, sabe? Novinha: Mas como? Ela estava tão afim de você... CHAMELEON: Algo está mal contado. Fiquei sabendo

pela Monica que ela viajou para a Bolívia.

Novinha: Ah, aquela invejosa! Com certeza fez para

prejudicar a Jassmin.

CHAMELEON: Agora ela me viu com outra e está se

sentindo malzão. Com certeza não vai querer falar comigo.

Novinha: Ah, tenta. Deixa eu ligar para ela.

Novinha liga para a irmã e me passa o tel.

JASSMIN: Eu vi vc dando uns pegas naquela menina,

está tranquilo, você não é meu namorado mesmo...

CHAMELEON: Eu só fiquei com ela porque me disseram

que você viajou. Fiquei muito chateado com você. Eu esperava te ver. Aliás, minha vinda foi em boa parte por sua causa.

(nisso, a irmã dela estava com uma amiga e, ao me ou- virem dizer isso, comentaram, em coro “ownnn que fofo gente!”).

CHAMELEON: Poxa, eu estava há um mês esperando

por esse dia para te ver. Eu jamais imaginei que sua amiga ia te amogar. E não entendo o porquê, pois ela nem deu em cima de mim nem nada. Ela te amogou de graça, sabe?

JASSMIN: O que é “amogar”?

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tem todo direito de querer ficar na sua.

JASSMIN: Eu ontem não saí porque estava resfriada,

mas hoje eu saí só para te procurar. Desculpa, mas estou muito triste, hoje eu vou ficar em casa.

CHAMELEON: Você que sabe. Se quiser, podemos

amanhã sentar como dois adultos e tirar isso a limpo.

JASSMIN: Eu topo. Que tal umas 14:30? CHAMELEON: Já é.

Ainda assim, encontrei a caminho do hotel a HB-GR e demos mais um KC antes de eu subir. Eu não queria ir além não porque a cidade é pequena e a situação estava meio tensa com a Jassmin, mas hoje isso vai ser tirado a limpo. Caramba, que história de filme!

No dia seguinte, peguei meu celular e liguei para a Jassmin.

JASSMIN: Alô?

CHAMELEON: Ei. Eu vou embora amanhã de manhã

cedo e queria deixar algo bem claro. Fiquei com uma pena enorme de nossa história não ter terminado como gostaríamos. Aguardei muito por esse momento, e infelizmente acreditei em quem não devia e ainda por cima acabei fazendo a escolha er- rada. Fiquei com uma mulher que no fundo não quis e além do mais era uma vagabunda total.

JASSMIN: Pôxa, mas eu conheço aquela garota, e foi

isso que me deixou pasma. Você é um cara pintoso, de nível social alto, acredito que de boa família, merece coisa melhor que aquilo.

CHAMELEON: Pois é. Mas hoje ela se ferrou comigo.

(Contei a história onde desmascarei a piriga e ela ficou pasma com o que fiz). Enfim, Jassmin, eu só queria dizer que te adoro. Vim por você e fiquei sem você. Meu coração ainda tem o seu nome tatuado nele, mas enfim. Eu sou um cara vivido e sei que isso passa. E não zanga com a sua irmã por ela ter tentado ajudar a gente. Mas poxa, fique espera com as pessoas com

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quem anda. Você é linda e inteligente, e isso infelizmente inco- moda muita gente.

JASSMIN: Obrigada. Você sabe que independente de

qualquer coisa, vou ser sempre sua amiga.

CHAMELEON: Yeah, whatever. JASSMIN: Oi?

CHAMELEON: Nada não. Um beijo, onde você quiser.

Desliguei o cel e voltei para a rua. Meu primo já havia voltado para SP, eu estava sem a menina que eu queria e sem a garota de olhos verdes por razões bem óbvias. Fazer o quê? Chorar? Não.

Improvisar, adaptar, superar.

Comentário: a frase acima, que veio a se tornar

minha marca registrada, é na realidade um mantra não- oficial dos fuzileiros navais americanos e imortalizada por Clint Eastwood no filme O Destemido Senhor da Guerra.

Comprei ingresso para uma balada que ia rolar mais tar- de lá. Já na porta, comecei a aquecer. Abri sets usando como opener o que aconteceu comigo antes.

CHAMELEON: Meninas, se vocês estivessem sendo

traídas vocês gostariam de saber, certo?

CHAMELEON: Mas, e se essa revelação partisse do

próprio amante, que não sabia que a pessoa tinha namorado?

CHAMELEON: Pois é. (Contei a história)

Foi legal porque como esse opener não constava em algo “enlatado”, deu bastante “pano de manga”.

Mas, beleza. Foi só aquecimento. Entrei na balada, pedi

uma cerva e, ao entrar, o que vejo? Dois AFCs no modo

“wallflower”, ou seja, encos-

“Wallflower” (que significa, do inglês, “flor de parede”) é aquele homem que em um contexto de balada fica encostado à parede com a bebida el- evada ao peito, o que para o pickup é

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tados na parede e com a bebida frente ao peito. Oh, não, não, não!

CHAMELEON: Fala, amigo. Beleza? WALLFLOWER: Opa! Festinha boa né?

CHAMELEON: Sim, sim! Vai ficar melhor ainda se você

e seu amigo saírem de perto da parede. Quando a gente fica en- costado na parede, isso dá a entender para a mulher que você é excluído, isso tira o seu valor. Você está com um amigo, poxa, vão para a pista!

WALLFLOWER: É verdade, faz sentido, sô.

CHAMELEON: E por favor… Ombro para trás, peito es-

tufado e bebida à altura da cintura, não do peito. Bebida à altura do peito é um gesto inconsciente de proteção, de defesa.

WALLFLOWER: Puxa, cara, obrigado. Isso é interes-

sante mesmo. Você é de onde?

Daí, começamos a jogar conversa fora.

WALLFLOWER: Essas mulheres atrás de você estão

volta e meia dando uma manjada.

CHAMELEON: Ah, é?

Olhei para trás, uma mesa com 3 “milfs”.

CHAMELEON: Senhores, me observem e aprendam.

Abordei a mesa.

CHAMELEON: Meninas, me desculpem, mas o organi-

zador da festa chamou o segurança para botarem vocês para fora do lugar.

AS MILFS: Uai, mas porquê?

CHAMELEON: Porque é terminantemente proibido três

mulheres tão charmosas ficarem numa balada animada como esta sentadas à mesa e não curtirem o momento.

Comentário: roubei este abridor do PUA Juggler,

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CHAMELEON: Nossa, que sorriso lindo. Lembra a min-

ha primeira namorada, o nome dela era Paula.

MÃE DO STIFLER: Nossa, sério?

CHAMELEON: Yeah. Mas foi um relacionamento frus-

trado. Desgastou muito. No final, ela estava igual sua amiga aí do lado, ou seja, completamente indiferente à minha pessoa. E é assim que eu sei que eu jamais daria certo com sua amiga.

A segunda milf riu. A terceira milf estava dançando soz- inha.

CHAMELEON: Eu admiro sua energia. Não quer passar

um pouco delas para as suas amigas?

MRS ROBINSON: Ah, eu desisti delas. Mas, não é por

isso que eu vou deixar de curtir.

CHAMELEON: Certo, certo. Improvisar, adaptar, super-

ar, né?

MRS ROBINSON: Adorei! Essa eu vou guardar.

MÃE DO STIFLER: Vem cá, o que te trouxe a esta festa? CHAMELEON: Pois é, eu vim pedir direções para che-

gar ao meu hotel e acabei aqui. Coisa de louco, né? Risos dela.

MÃE DO STIFLER: Você é uma gracinha. CHAMELEON: Eu treino duro para ser. MÃE DO STIFLER: Tem namorada?

CHAMELEON: Ainda estou procurando minha alma

gêmea.

MÃE DO STIFLER: Eu também. Separei faz um ano e

meio. Dezoito anos casada, um filho de dezenove anos...

CHAMELEON: Pombas! Você foi mãe com oito anos de

idade? Eu sabia que a mulherada aqui era precoce, mas você, minha cara, se superou.

Mais risos da parte dela. Daí, começou a rolar um “fluffy talk”. Pensei,

“coroa tenho de pegar mais

“Fluffy Talk” significa “jogar conversa fora”.

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leve, senão me passo por moleque”. Falei que também fui casa- do, que fiquei 8 anos com a mesma pessoa etc. Fiz escalação de kino, no que tive respostas bem positivas. De repente, silêncio.

CHAMELEON: Ok, esta é aquela parte onde paramos

de conversar e nos beijamos.

MÃE DO STIFLER abriu um sorriso e me deu um selinho.

MÃE DO STIFLER: Eu sou muito tímida, essas coisas

tem que ser mais discretas.

CHAMELEON: Tímida? Que graça!

Nisso, tanto ela quanto eu ficamos com vontade de ir ao banheiro e nos retiramos. Quando voltamos, nossas cadeiras haviam sido tiradas de lá.

CHAMELEON: Caramba, humilhados! Bom, vamos ter

que ficar de pé.

Ficamos de pé, conversamos... De repente, foda-se. Agarrei ela e KC dos bons. Ela estava muito envergonhada.

MÃE DO STIFLER: Nossa, eu nunca fui de ir para uma

balada e muito menos de beijar alguém assim, do nada.

CHAMELEON: Ah, bem vinda ao mundo dos solteiros.

High five!

De fato demos “high-five” (risos). Uns vinte minutos de- pois, ela e as amigas resolveram ir embora e me pediu se po- dia acompanhar ela até a frente da casa dela. Assim o fiz. Não cheguei a entrar na casa dela porque o filho dela estava acor- dado e era muito ciumento. Ficamos a uns 20 metros da casa e nos pegamos seriamente. KC, abraços, mão naquilo, aquilo na mão... Depois da brincadeira, troca de telefones e um pedido dela para eu a enviar minha foto assim que pudesse!

Cheguei no hotel, dormi umas duas horinhas e agora aqui estou.

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Foi completamente inusitado e não posso dizer que não gostei, mas acho que poderia ter feito melhor. Não faz mal.

Não existe fracasso, só existe feedback.

Mas é isso aí, puazada. Improvisar, adaptar, superar. Sempre.

Ah, sim! Desde então, meu primo passou a estudar pickup e inclusive conseguiu proezas louváveis, como um encontro instantâneo com direito a KC. Orgulho dele!

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