SEMANA SANTA EM BAEPEND
HB-GR: TUDO (IDI EXTREMO) CHAMELEON: Vem comigo.
foi bem treinado.
Virei para meu primo.
CHAMELEON: Cara, hora de fazer um roll-off.
Despedimos das meninas e demos uma voltinha. En- contramos, no meio da galera, a ninfetinha que me disse que a amiga dela havia viajado, e estava cercada de amigas HB. Fomos apresentados a todas e até pensei, “Bom, se a HB-GR não quiser nada, já tenho plano B, C, D, E e F aqui”.
Reencontramos a HB-GR e a amiga que já carimbei. Antes de chegarmos perto delas, virei para meu primo.
CHAMELEON: Agora é hora de investir. Isole a amiga
da HB-GR.
Meu primo assim o fez.
CHAMELEON: Caramba! Está bebendo vinho? Gostei,
você é das minhas.
HB-GR: Ah, hoje quero beber mesmo.
CHAMELEON: Sabe, vai parecer piegas, mas você tem
os olhos mais lindos que já vi.
HB-GR: Obrigada, vc tb...
CHAMELEON: Ah, sim. Meus olhos castanhos, né?
Nada de mais, pombas... Mas obrigado pela gentileza. Gostei de você.
HB-GR: Também gostei de você.
CHAMELEON: Adoro uma mulher que sabe beber. Eu
odeio mulher certinha, que não bebe, que não fala palavrão...
HB-GR: Essa com certeza não sou eu!
CHAMELEON: E você é linda. Mas... Isso aqui em Bae-
pendi é meio irrelevante, né? Digo, olha em volta. O que mais você tem a me oferecer além da sua beleza?
HB-GR: TUDO. (IDI EXTREMO). CHAMELEON: Vem comigo.
Arrastei ela pela mão até um canto e demos um demo- rado KC. Tadinha, ela não beijava tão bem assim, mas foda-se, eu havia quebrado a minha “maldição dos olhos castanhos” e
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estava com a primeira HB de olhos verdes da minha vida.
HB-GR: Eu não acredito que você estava sozinho aqui.
Você é tão bonitinho...
CHAMELEON: Eu ainda estou
procurando minha alma gêmea. (Apren- di essa com o BadBoy)
HB-GR: Eu também. Somos dois.
Mais KC.
HB-GR: Está na pilha de fazer algo mais? CHAMELEON: Tipo o quê?
HB-GR: Ah, me fala...
CHAMELEON: Perigoso deixar isso comigo. Minha
mente é muito depravada. HB-GR riu.
CHAMELEON: Meu hotel não permite convidados. Mas,
podemos ir para um lugar mais tranquilo...
HB-GR: Eu sabia que você ia dizer isso!
CHAMELEON: Ei, eu disse que íamos para um lugar
mais tranquilo, eu não disse o que ia fazer com você lá. Deixa de ser depravada.
HB-GR: (risos) Eu só tenho 18 anos, mas como tive uma
gravidez precoce, eu tenho um lado sexual muito aguçado.
CHAMELEON: Você com essa carinha de criança já
é mãe? Uau, que surpresa. Hoje é um dia especial. Você é a primeira mulher que é mãe e de olhos verdes que fiquei.
HB-GR: E que tal?
CHAMELEON: Hum... Nada de mais. (em estilo C&F) HB-GR: Bobo!
CHAMELEON: Você me ama.
Mais KC.
Nisso, quem passa pela gente? A tal HB ninfetinha que supostamente havia “viajado”. Ela olhou para a gente ficando, e não conseguiu conter a surpresa. Ela foi embora correndo, parecia estar prestes a chorar.
PUA mundialmente fa- moso pelo seu jogo di- reto.
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Eu fiquei tão surpreso quanto, mas tava tão envolvido com a HB-GR, que pensei, “foda-se”.
Fiquei mais um tempo com a HB-GR, daí ela viu que uma amiga dela tava muito louca e prestes a cair na porrada com uma outra menina, e eu soltei ela e disse para ela ir salvar a maluca da amiga dela.
HB-GR: Vou te ver depois?
CHAMELEON: Provavelmente sim, estou com preguiça
de ter que seduzir outra.
HB-GR me passa o telefone dela, me dá mais um bei- jo e diz: Juízo, hein!
Comentário: no dia seguinte, descobri que essa
HB-GR estava namorando um rapaz que trabalhava no quiosque das bebidas. Fiquei, na época, tão mordido com o que ela estava fazendo com ele que o abordei e contei toda a verdade, correndo o risco de hoje estar comendo grama pela raiz. Don Conejo, um PUA de respeito na co- munidade, me deu um pusta puxão de orelha e disse que tive muita sorte desse namorado ter sido bastante com- preensivo!
Nisso, eu encontro meu primo na praça, ainda em com- panhia da minha “ex-peguete e também amiga da HB-GR” e uma garota com uma cara de safada total, estilo “vim para dar para alguém”, que por sinal estava dando alguns vários IDI para o meu primo.
Falei para ele: KINO , porra!
“Kino” é o vulgo “toque”, indispensável em qualquer abordagem, seja ela direta ou indireta.
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Falei para meu primo, bem discreto: Vai. Isola ela. Eu cuido da outra.
Meu primo saiu com a mulher, conversei um pouco com a minha ex-peguete e ela graças a Deus encontrou uma amiga e pude ficar sozinho. De repente, ouço “João??”
Viro, é uma menina bem bonitinha, mas que devia ter no máximo uns 14 anos.
CHAMELEON: Como vc sabe meu nome?
Mina novinha: Eu sou irmã da Jassmin (a menina que
me viu ficando com a HB-GR e que havia supostamente “via- jado”).
CHAMELEON: Prazer. Sua irmã me decepcionou, sabe? Novinha: Mas como? Ela estava tão afim de você... CHAMELEON: Algo está mal contado. Fiquei sabendo
pela Monica que ela viajou para a Bolívia.
Novinha: Ah, aquela invejosa! Com certeza fez para
prejudicar a Jassmin.
CHAMELEON: Agora ela me viu com outra e está se
sentindo malzão. Com certeza não vai querer falar comigo.
Novinha: Ah, tenta. Deixa eu ligar para ela.
Novinha liga para a irmã e me passa o tel.
JASSMIN: Eu vi vc dando uns pegas naquela menina,
está tranquilo, você não é meu namorado mesmo...
CHAMELEON: Eu só fiquei com ela porque me disseram
que você viajou. Fiquei muito chateado com você. Eu esperava te ver. Aliás, minha vinda foi em boa parte por sua causa.
(nisso, a irmã dela estava com uma amiga e, ao me ou- virem dizer isso, comentaram, em coro “ownnn que fofo gente!”).
CHAMELEON: Poxa, eu estava há um mês esperando
por esse dia para te ver. Eu jamais imaginei que sua amiga ia te amogar. E não entendo o porquê, pois ela nem deu em cima de mim nem nada. Ela te amogou de graça, sabe?
JASSMIN: O que é “amogar”?
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tem todo direito de querer ficar na sua.
JASSMIN: Eu ontem não saí porque estava resfriada,
mas hoje eu saí só para te procurar. Desculpa, mas estou muito triste, hoje eu vou ficar em casa.
CHAMELEON: Você que sabe. Se quiser, podemos
amanhã sentar como dois adultos e tirar isso a limpo.
JASSMIN: Eu topo. Que tal umas 14:30? CHAMELEON: Já é.
Ainda assim, encontrei a caminho do hotel a HB-GR e demos mais um KC antes de eu subir. Eu não queria ir além não porque a cidade é pequena e a situação estava meio tensa com a Jassmin, mas hoje isso vai ser tirado a limpo. Caramba, que história de filme!
No dia seguinte, peguei meu celular e liguei para a Jassmin.
JASSMIN: Alô?
CHAMELEON: Ei. Eu vou embora amanhã de manhã
cedo e queria deixar algo bem claro. Fiquei com uma pena enorme de nossa história não ter terminado como gostaríamos. Aguardei muito por esse momento, e infelizmente acreditei em quem não devia e ainda por cima acabei fazendo a escolha er- rada. Fiquei com uma mulher que no fundo não quis e além do mais era uma vagabunda total.
JASSMIN: Pôxa, mas eu conheço aquela garota, e foi
isso que me deixou pasma. Você é um cara pintoso, de nível social alto, acredito que de boa família, merece coisa melhor que aquilo.
CHAMELEON: Pois é. Mas hoje ela se ferrou comigo.
(Contei a história onde desmascarei a piriga e ela ficou pasma com o que fiz). Enfim, Jassmin, eu só queria dizer que te adoro. Vim por você e fiquei sem você. Meu coração ainda tem o seu nome tatuado nele, mas enfim. Eu sou um cara vivido e sei que isso passa. E não zanga com a sua irmã por ela ter tentado ajudar a gente. Mas poxa, fique espera com as pessoas com
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quem anda. Você é linda e inteligente, e isso infelizmente inco- moda muita gente.
JASSMIN: Obrigada. Você sabe que independente de
qualquer coisa, vou ser sempre sua amiga.
CHAMELEON: Yeah, whatever. JASSMIN: Oi?
CHAMELEON: Nada não. Um beijo, onde você quiser.
Desliguei o cel e voltei para a rua. Meu primo já havia voltado para SP, eu estava sem a menina que eu queria e sem a garota de olhos verdes por razões bem óbvias. Fazer o quê? Chorar? Não.
Improvisar, adaptar, superar.
Comentário: a frase acima, que veio a se tornar
minha marca registrada, é na realidade um mantra não- oficial dos fuzileiros navais americanos e imortalizada por Clint Eastwood no filme O Destemido Senhor da Guerra.
Comprei ingresso para uma balada que ia rolar mais tar- de lá. Já na porta, comecei a aquecer. Abri sets usando como opener o que aconteceu comigo antes.
CHAMELEON: Meninas, se vocês estivessem sendo
traídas vocês gostariam de saber, certo?
CHAMELEON: Mas, e se essa revelação partisse do
próprio amante, que não sabia que a pessoa tinha namorado?
CHAMELEON: Pois é. (Contei a história)
Foi legal porque como esse opener não constava em algo “enlatado”, deu bastante “pano de manga”.
Mas, beleza. Foi só aquecimento. Entrei na balada, pedi
uma cerva e, ao entrar, o que vejo? Dois AFCs no modo
“wallflower”, ou seja, encos-
“Wallflower” (que significa, do inglês, “flor de parede”) é aquele homem que em um contexto de balada fica encostado à parede com a bebida el- evada ao peito, o que para o pickup é
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tados na parede e com a bebida frente ao peito. Oh, não, não, não!
CHAMELEON: Fala, amigo. Beleza? WALLFLOWER: Opa! Festinha boa né?
CHAMELEON: Sim, sim! Vai ficar melhor ainda se você
e seu amigo saírem de perto da parede. Quando a gente fica en- costado na parede, isso dá a entender para a mulher que você é excluído, isso tira o seu valor. Você está com um amigo, poxa, vão para a pista!
WALLFLOWER: É verdade, faz sentido, sô.
CHAMELEON: E por favor… Ombro para trás, peito es-
tufado e bebida à altura da cintura, não do peito. Bebida à altura do peito é um gesto inconsciente de proteção, de defesa.
WALLFLOWER: Puxa, cara, obrigado. Isso é interes-
sante mesmo. Você é de onde?
Daí, começamos a jogar conversa fora.
WALLFLOWER: Essas mulheres atrás de você estão
volta e meia dando uma manjada.
CHAMELEON: Ah, é?
Olhei para trás, uma mesa com 3 “milfs”.
CHAMELEON: Senhores, me observem e aprendam.
Abordei a mesa.
CHAMELEON: Meninas, me desculpem, mas o organi-
zador da festa chamou o segurança para botarem vocês para fora do lugar.
AS MILFS: Uai, mas porquê?
CHAMELEON: Porque é terminantemente proibido três
mulheres tão charmosas ficarem numa balada animada como esta sentadas à mesa e não curtirem o momento.
Comentário: roubei este abridor do PUA Juggler,
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CHAMELEON: Nossa, que sorriso lindo. Lembra a min-
ha primeira namorada, o nome dela era Paula.
MÃE DO STIFLER: Nossa, sério?
CHAMELEON: Yeah. Mas foi um relacionamento frus-
trado. Desgastou muito. No final, ela estava igual sua amiga aí do lado, ou seja, completamente indiferente à minha pessoa. E é assim que eu sei que eu jamais daria certo com sua amiga.
A segunda milf riu. A terceira milf estava dançando soz- inha.
CHAMELEON: Eu admiro sua energia. Não quer passar
um pouco delas para as suas amigas?
MRS ROBINSON: Ah, eu desisti delas. Mas, não é por
isso que eu vou deixar de curtir.
CHAMELEON: Certo, certo. Improvisar, adaptar, super-
ar, né?
MRS ROBINSON: Adorei! Essa eu vou guardar.
MÃE DO STIFLER: Vem cá, o que te trouxe a esta festa? CHAMELEON: Pois é, eu vim pedir direções para che-
gar ao meu hotel e acabei aqui. Coisa de louco, né? Risos dela.
MÃE DO STIFLER: Você é uma gracinha. CHAMELEON: Eu treino duro para ser. MÃE DO STIFLER: Tem namorada?
CHAMELEON: Ainda estou procurando minha alma
gêmea.
MÃE DO STIFLER: Eu também. Separei faz um ano e
meio. Dezoito anos casada, um filho de dezenove anos...
CHAMELEON: Pombas! Você foi mãe com oito anos de
idade? Eu sabia que a mulherada aqui era precoce, mas você, minha cara, se superou.
Mais risos da parte dela. Daí, começou a rolar um “fluffy talk”. Pensei,
“coroa tenho de pegar mais
“Fluffy Talk” significa “jogar conversa fora”.
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leve, senão me passo por moleque”. Falei que também fui casa- do, que fiquei 8 anos com a mesma pessoa etc. Fiz escalação de kino, no que tive respostas bem positivas. De repente, silêncio.
CHAMELEON: Ok, esta é aquela parte onde paramos
de conversar e nos beijamos.
MÃE DO STIFLER abriu um sorriso e me deu um selinho.
MÃE DO STIFLER: Eu sou muito tímida, essas coisas
tem que ser mais discretas.
CHAMELEON: Tímida? Que graça!
Nisso, tanto ela quanto eu ficamos com vontade de ir ao banheiro e nos retiramos. Quando voltamos, nossas cadeiras haviam sido tiradas de lá.
CHAMELEON: Caramba, humilhados! Bom, vamos ter
que ficar de pé.
Ficamos de pé, conversamos... De repente, foda-se. Agarrei ela e KC dos bons. Ela estava muito envergonhada.
MÃE DO STIFLER: Nossa, eu nunca fui de ir para uma
balada e muito menos de beijar alguém assim, do nada.
CHAMELEON: Ah, bem vinda ao mundo dos solteiros.
High five!
De fato demos “high-five” (risos). Uns vinte minutos de- pois, ela e as amigas resolveram ir embora e me pediu se po- dia acompanhar ela até a frente da casa dela. Assim o fiz. Não cheguei a entrar na casa dela porque o filho dela estava acor- dado e era muito ciumento. Ficamos a uns 20 metros da casa e nos pegamos seriamente. KC, abraços, mão naquilo, aquilo na mão... Depois da brincadeira, troca de telefones e um pedido dela para eu a enviar minha foto assim que pudesse!
Cheguei no hotel, dormi umas duas horinhas e agora aqui estou.
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Foi completamente inusitado e não posso dizer que não gostei, mas acho que poderia ter feito melhor. Não faz mal.
Não existe fracasso, só existe feedback.
Mas é isso aí, puazada. Improvisar, adaptar, superar. Sempre.
Ah, sim! Desde então, meu primo passou a estudar pickup e inclusive conseguiu proezas louváveis, como um encontro instantâneo com direito a KC. Orgulho dele!
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