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Tomografia Computadorizada.

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Academic year: 2021

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(1)

Tomografia

(2)

História.

 A tomografia computadorizada (TC), introduzida na prática

clínica em 1972, é uma modalidade da Radiologia reconhecida

pelo alto potencial de diagnóstico.

 A TC possibilitou a investigação por imagem de regiões do corpo

humano

até

então

não

reproduzidas

pelos

métodos

convencionais.

 Além disso, substituiu alguns exames que traziam muito

desconforto e determinados procedimentos que acarretavam

alto risco para o paciente.

(3)

História.

 Em reconhecimento ao extraordinário impacto clínico proporcionado pela TC, os inventores A.M. Cormack e G.N. Hounsfield foram agraciados com o Prêmio Nobel em Medicina e Fisiologia de 1979.

(4)

Introdução.

• A invenção da TC apoiou-se nos seguinte pontos:

 Um tubo de raios-X gira, emitindo radiação, em torno do

paciente, num plano axial. Um conjunto de detectores

posicionados no lado oposto do tubo captam os fótons de raios-X

que atravessam o paciente sem interagir.

 Um algoritmo de reconstrução, composto de uma sequência de

instruções matemáticas, converte os sinais medidos pelos

detectores em uma imagem.

(5)

Introdução.

• Destacam-se os seguintes pontos de superioridade da imagem

por TC sobre a imagem radiográfica convencional:

 A possibilidade de distinguir as estruturas de órgãos e tecidos

com pequenas diferenças de densidade, em especial entre os

tecidos moles.

 A obtenção de uma imagem da seção de corte de interesse sem

a superposição das imagens das estruturas anatômicas não

pertencentes à seção em estudo.

(6)

Introdução.

 As imagens das estruturas anatômicas conservam as mesmas

proporções, isto é, não há distorção geométrica.

(7)

Introdução.

As

imagens

digitalizadas

admitem

manipulações

pós-reconstrução da imagem, tais

como: ampliação, refinamento,

reformatação em outros planos

(2D) e reconstrução da imagem

tridimensional (3D).

(8)

Introdução.

• A obtenção de imagens digitais para as medições

quantitativas das densidades dos tecidos e dos tamanhos

das estruturas.

(9)

Introdução.

 Com todos os benefícios indubitáveis da TC à saúde,

deve-se atentar para o fato que o método utiliza

radiação

ionizante

e que a dose de radiação recebida pelo

paciente é considerada alta em comparação aos outros

métodos de diagnóstico radiológico, sendo ultrapassadas

apenas pelas doses envolvidas nos procedimentos

radiológicos intervencionistas.

(10)

Introdução.

• A qualidade da imagem de TC é influenciada pelos:

 Parâmetros da técnica relacionados à dose de radiação.

 Parâmetros relacionados à reconstrução e à apresentação da

imagem.

 Parâmetros clínicos (tamanho do paciente, sua cooperação em

relação ao movimento e o procedimento de administração de

meio de contraste).

(11)

Introdução.

 Os primeiros tomógrafos foram destinados a estudos exclusivamente da cabeça. Logo a seguir, os projetos dos tomógrafos permitiram investigações de outras regiões do corpo.

 Até 1989, a aquisição dos dados era realizada exclusivamente corte a corte. Este tipo de varredura é hoje denominada axial, convencional ou seriada.

 Durante esta fase, as grandes alterações nos projetos recaíram sobre o tipo de geometria, acoplamento e mecanismos de movimento do conjunto tubo de raios-X e detectores e o número de detectores. À medida que os diferentes tipos de varredura foram introduzidos no mercado, foram sendo diferenciados pela nomenclatura de “primeira”, “Segunda”, “terceira” e “quarta geração”.

(12)

Introdução.

O padrão de varredura destes tomógrafos de primeira geração consistia de uma translação de tubo de raio X e do detector (um ou no máximo dois) em conjunto, seguida de uma pequena rotação. O procedimento era repetido até completar 180º.

(13)

Introdução.

 Na segunda geração de tomógrafos, ao invés de um detector um conjunto de detectores colocava-se do outro lado do tubo de raio X, de forma que o feixe de raio X formava um leque e não apenas uma linha única de aquisição de dados.

(14)

Introdução.

 Na terceira geração de tomógrafos, o movimento de translação foi eliminado, mantendo-se apenas o movimento de rotação e o feixe de raios X foi ampliado graças às novas tecnologias do tubo de raios X e o grande aumento no número de detectores, mudando-se completamente a geometria de varredura. O tempo de aquisição tornou-se bem mais rápido e a qualidade da imagem sofreu uma melhora bastante significativa.

A terceira geração de tomógrafos foi desenvolvida em 1974 pela firma Artronix, mas só colocada em prática em 1975 pela GE. Posteriormente, em 1977, a Philips melhorou a terceira geração de tomógrafos introduzindo o princípio do "geometric enlargement" que contribuiu para o desenvolvimento das técnicas de alta resolução nos tomógrafos subseqüentes.

(15)

Introdução.

 Em abril de 1976 a firma AS&E introduziu o conceito de tomógrafo de quarta geração que consistia num tubo de raio X, com movimento de rotação dentro de um conjunto fixo de detectores.

(16)

Introdução.

Em 1985, a

quinta e a

sexta

gerações

que

culminaram com o sistema

helicoidal

.

Com

ele

é

possível

a

aquisição

de

dados de grandes volumes

(até um metro de extensão

corporal) em apenas

32

segundos

para obtenção de

milhares

de

cortes

tomográficos.

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Introdução.

A TC helicoidal, também conhecida como espiral ou volumétrica, tem as seguintes vantagens:

 A realização da varredura completa sobre um órgão ou região com o paciente prendendo uma única vez a respiração, de modo que todos os dados são coletados no mesmo estágio de respiração.

Lesões dúbias podem ser reavaliadas sem exposição adicional à radiação. Melhorou significantemente a qualidade das reconstruções 3D e 2D.

Nos estudos com administração de meio de contraste intravascular, é possível estudar um órgão completo, o fígado, por exemplo, em diferentes fases de intensificação do meio de contraste: a fase arterial, a fase portal e a fase tardia.

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Formação da Imagem.

• O método de formação dos tomogramas

computadorizados é bem mais complexo do que a

imagem radiográfica convencional. O processo

pode ser dividido em três fases:

 Aquisição de dados.

 Reconstrução matemática da imagem.

 Formatação e apresentação da imagem.

(20)

Fase de Aquisição de Dados

• A fase de aquisição de dados é também conhecida como fase de varredura

ou de exploração.

Inicia-se com a exposição de uma seção da região do corpo a um feixe colimado de raios-X, na forma de um leque fino, envolvendo as suas extremidades.

(21)

Fase de Aquisição de Dados.

 Os fótons de radiação que

atravessam a seção do corpo sem

interagir atingem um conjunto de

elementos detectores, no lado

oposto, tendo o paciente ao

centro.

(22)

Fase de Aquisição de Dados.

 O raio, ao atravessar o corpo, é atenuado, e a leitura do sinal do

detector é proporcional ao grau de atenuação ou ao grau de

penetração do raio.

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Fase de Aquisição de Dados.

 Durante a rotação, as leituras dos detectores são registradas em

intervalos fixos de tempo.

 Os sinais dos detectores codificados que alimentam os programas de reconstrução da imagem são denominados dados brutos.

 O termo “pitch” é definido como a

distância percorrida pela mesa de exames durante um giro de 360° do tubo de raios X dividido pela colimação do feixe de raios-X.

PITCH: Espessura do Corte Imagem

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Fase de Reconstrução da Imagem.

 A reconstrução de imagem de TC é um processo realizado por computador. Algoritmos matemáticos transformam os dados brutos em imagem numérica ou digital.

A imagem digital é uma matriz bidimensional, em que cada elemento de matriz, denominado de pixel, recebe um valor numérico denominado de número de TC.

 O número de TC está relacionado ao coeficiente linear médio de atenuação do elemento do objeto, o voxel, que ele representa.

 Por definição, o número de TC da água é

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Fase de Apresentação da Imagem.

 A fase final é a conversão da imagem digital em uma imagem de vídeo, para que possa ser diretamente observada em um monitor de TV e, posteriormente documentada em filme.

 A relação entre os valores do número de TC do pixel da matriz de reconstrução para os tons de cinza, ou de brilho, da matriz de apresentação é estabelecida pela seleção da janela.

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Fase de Apresentação da Imagem.

(27)

Fase de Apresentação da Imagem.

 Após o processo de varredura e processamento dos dados brutos é necessário “fotografar” as imagens selecionadas para o diagnóstico.

(28)

Fase de Apresentação da Imagem.

Ferramentas de processamento de imagem.

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(32)
(33)
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Referência.

• Oliveira Costa, Nancy. Mamografia – Posicionamentos Radiológicos. Editora Corpus, São Paulo, 2008. ISBN 978-85-60408-08-5

• Mamografia: da prática ao controle. Ministério da Saúde. Instituto Nacional de

Câncer. – Rio de Janeiro: INCA, 2007. 109p.

CDD 618.190 757 2

• Bontrager, Kenneth L. & Lampignano, John P. Tratado de Posicionamento

Radiológico e Anatomia Associada. 7ª Edição, Rio de Janeiro – RJ. 2010. ISBN

978-85-352-3438-1

Referências

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