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Aula 1 e 2. Competência: Efectuar Acolhimento. Maus-tratos a idosos

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Academic year: 2021

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Aula 1 e 2

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Competência: Efectuar

Acolhimento

Maus-tratos a

idosos

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Definição

Definição

abuso ou maus-tratos no idoso

Segundo Alves (2004), o acto único ou repetido ou falta de acção que ocorre no contexto de uma relação na qual há uma expectativa de confiança e que causa

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CONTEXTOS DE CRIME E

CONDIÇÕES DE RISCO

As pessoas idosas são vítimas de crime em vários contextos, cuja composição, é determinante para que a

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Contextos

q a) em família

… pode sofrer crimes que configuraram situações de violência doméstica.

O isolamento relacional a que são votados, a falta de dignificação pessoal, a crescente

redução da autonomia e capacidade de decisão da própria vida, a frequente

infantilização por parte dos familiares, tornam o idoso frágil e dependente, o que favorece a sua vitimação, agravada pela ambivalência de sentimentos que pode sustentar em relação aos seus agressores.

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Contextos

q b) em instituições de acolhimento/internamento.

… quando lhe é retirada, frequentemente a autonomia e a liberdade, e sujeita o

idoso a regulamentos internos e à sua desresponsabilização no conjunto de muitas outras pessoas idosas aí

residentes.

O abandono da família, que não a visita, a falta de intimidade pessoal, a negligência medicamentosa ou de saúde, a violência emocional ou psicológica exercida sobre si.

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Contextos

q c) em casa, residindo só

… se viver só sem familiares, amigos ou profissionais que a visitem, a pessoa idosa fica mais isolada da comunidade e torna-se alvo fácil de comportamentos

criminosos, como sejam os assaltos, as burlas, e a violência física e sexual.

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Contextos

q d) na rua

… torna-se muito susceptível de ser

vítima de crime na rua, sobretudo, se os potenciais agressores se aperceberem dos seus hábitos quotidianos (como, por exemplo, os objectos de valor que leva consigo e os seus trajectos habituais), estes são indicadores da sua

incapacidade de prevenir e resistir ao crime.

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Contextos

q em situação de incapacidade

… pode estar em situação de não poder autonomamente gerir a sua pessoa e os seus bens, e sem representante legal, está sujeita à intervenção não legitima de familiares ou prestadores de

cuidados, designadamente nos domínios da saúde, internamento e alienação de bens, ou exposta a abusos de ordem material e financeira.

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Os agressores e as

suas acções

Os agressores e as

suas acções

… dois tipos de agressores :

1. pessoas que com ela se relacionam, os seus familiares -contexto a) - ou as

pessoas responsáveis pelos seus cuidados, quando estão

institucionalizados -contexto b); 2. pessoas estranhas, as que a

interpelam em sua própria casa, por vezes com identidades falsas

-contexto c) – ou anónimos, que as vitimam por já conhecerem os seus hábitos ou o fazem ocasionalmente -contexto d).

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Os agressores e as suas

acções (em família)

fisicamente

Os agressores podem negligenciar ou impedir os seus cuidados físicos e

médicos;

facilitar ou promover o abuso, a falta ou a administração irregular; negligenciar ou impedir a sua alimentação e hidratação adequadas;

feridas e ou queimaduras; abusá-la sexualmente; e

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Os agressores e as suas

acções (em família)

psicologicamente

Os agressores podem humilhá-lo ralhar-lhe, envergonhá-lo, intimidá-lo

ridicularizá-lo, infantilizá-lo sem justificação;

usar de ameaças como reter o seu cheque da pensão, de o colocar numa instituição, de o castigar fisicamente;

gritar-lhe e dirigir-lhe palavras em vernáculo;

atormentá-lo, manipulá-lo como privá-lo de informações ou falseando-as, de modo a impedir as suas decisões autónomas); e decidir pela a sua vida (como o que deve vestir); etc.

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Os agressores e as suas

acções (em família)

socialmente

Os agressores podem isolá-lo ficando sem qualquer visita;

privam-no de contactar com outras pessoas (isolá-lo no seu quarto); privá-lo de participar activamente

na vida da família e em determinadas reuniões familiares (como não poder participar em reuniões conjuntas), da comunidade (como impedir que grupos com o coro) e de se relacionar com amigos ou namorado(a)s; etc.

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Os agressores e as suas

acções (em família)

patrimonialmente

Os agressores podem apropriar-se dos seus cheques de pensão ou do seguro; roubar-lhe o dinheiro ou bens ou deles se apropriar;

pedir-lhe honorários excessivos pelos serviços prestados;

vender as suas propriedades, imóveis e móveis, os seguros ou outros bens sem a sua permissão, entre outros.

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Os agressores e as suas

acções (em família)

A relação de proximidade ou de ligação afectiva que há entre a pessoa idosa e os seus agressores torna as situações de

vitimação muito penosas.

É difícil à pessoa idosa racionalizar o que está a acontecer e admitir para si própria que, amando as pessoas que estão à sua volta, não recebe da parte destas qualquer reciprocidade afectiva. Pelo contrário fá-la sofrer e sentir-se numa anulação

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Os agressores e as suas

acções (outros contextos)

Situação é ainda agravada quando a pessoa idosa sofre de algum grau de

incapacidade para gerir autonomamente a sua pessoa e bens.

Quando a pessoa idosa é vitimada por estranhos, na sua própria casa, quando reside só c) ou na rua d), os seus

agressores podem, sobretudo, afectar a dimensão patrimonial da sua vida (é

essencialmente essa a sua finalidade), mas como consequência, são também

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Os agressores e as suas

acções (outros contextos)

outras dimensões pessoais afectadas: Fisicamente

Em consequência de um crime patrimonial (um roubo, por exemplo) a pessoa pode ficar com sequelas físicas graves (feridas hematomas), fracturas, etc.

O acontecimento traumático pode igualmente, reflectir-se em todo o equilíbrio da saúde física;

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Os agressores e as suas

acções (outros contextos)

psicologicamente

A estabilidade psicológica é também

abalada, com reacções de pânico, choro, tremor, insónia, depressão, insegurança, entre outras;

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Os agressores e as suas

acções (outros contextos)

socialmente

A pessoa idosa pode recear o contacto

com outras pessoas, evitando sair à rua ou aceitar alguém em sua casa, o que

aumentará o seu isolamento social. Ao invés de a proteger como julga, essa atitude poderá torná-la ainda mais vulnerável.

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Os agressores e as suas

acções (outros contextos)

patrimonialmente

as consequências de crimes como o roubo, a burla, o abuso de confiança, entre

outros desorganizam o projecto de vida e o dano da pessoa idosa, sendo

frequentemente determinantes da

diminuição da sua qualidade de vida a partir do momento em que foi vítima.

psicologicamente.

A estabilidade psicológica é também

abalada, com reacções de pânico, choro, tremor, insónia, depressão, insegurança, entre outras;

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qSobre os agentes de autoridade recai a responsabilidade de, através da sua

atitude pessoal e profissional ajudar a pessoa idosa vítima de crime a resolver o seu problema.

qO polícia deverá estar atento à pessoa idosa, nomeadamente às características que podem indiciar que está a ser vítima de crime.

Razões para a Intervenção

junto dos idosos

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Razões para a Intervenção

junto dos idosos

qEstas características nem sempre são claras, pois podem ser também

derivadas do processo natural de

envelhecimento ou de doenças várias, o que impede que se detecte de imediato a situação de crime.

qO profissional deve, mesmo assim, estar atento e colocar para si próprio a hipótese da pessoa idosa com que está a interagir estar a ser vítima.

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indícios de vitimação

- a existência de feridas e/ou de

hematomas inexplicáveis, é recorrente na pessoa idosa;

- a falta de tratamento de problemas de saúde; - a falta de higiene; - insónias; - a má nutrição e desidratação; - a depressão; - o aumento progressivo da

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- o isolamento social e/ou físico;

- o corte, irregularidade ou inadequada administração de medicação;

- menção de punição por outrem (familiar, responsáveis, etc.);

- a recusa de apoio;

- a inibição de decidir, de optar por si sobre qualquer aspecto;

- a incoerência do seu discurso ou atitude;

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-a incoerência no discurso/atitude de terceiro (familiares ou prestadores de cuidados);

- a incapacidade de reagir às dificuldades naturais da vida;

-sentimentos de medo e de culpa; - agressividade em relação ao

profissional/à instituição; -medo de mudança.

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Todavia, todos estes sinais podem ser dúbios, pois, de facto, não indiciam, por si só, uma situação de violência

doméstica, ou outro crime contra as pessoas ou contra o património.

Mesmo assim, o profissional, ao levantar a hipótese dá lugar a um sentimento de suspeita sobre o que realmente,

se passou ou se está a passar com a pessoa idosa.

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O profissional deverá aproveitar a sua relação de maior proximidade com a pessoa idosa (por exemplo, falar com o seu médico de família ou vizinhança) para concretizar as suas suspeitas junto desta.

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qO primeiro aspecto das suas

capacidades a salientar junto do idoso poderá ser, por exemplo, enaltecer a coragem que teve (e está a ter) ao

quebrar o silêncio sobre o crime sofrido, pedindo ajuda.

qQuanto às suas decisões, deve-se respeitá-las inteiramente, sejam elas

quais forem, mas ajudando-o a ver quais as vantagens e desvantagens de cada

decisão.

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Intervir

qSerá importante que, dentro do possível, o polícia o acompanhe

pessoalmente em todas as diligências que são próprias do processo de apoio (como ir ao hospital, à Esquadra , etc.), mas

tendo em conta que neste

acompanhamento ao exterior que o meio de transporte deverá ser adequado tanto às necessidades, como à particularidade da situação.

qRevelar serenidade e confiança ao

idoso, o polícia não poderá esquecer que estará junto da pessoa idosa vítima para a auxiliar e nunca para precipitar a crise em que esta se poderá encontrar.

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Intervir

qQuando abordar o idoso não se esquecer da sua dignidade.

qO polícia deverá evitar usar expressões que possam sugerir um afastamento entre os dois (como, por exemplo, oh minha

Senhora) e deve usar sempre o seu nome próprio, nunca o trocando, fazendo sentir que está a ser tratada como uma pessoa única e não como mais um caso, entre muitos que atende (por exemplo,

evitando situações como esta: Como se chama mesmo? Delfina, não é? Ah! É, pois é: Idalina... desculpe, esqueci-me do seu nome.);

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Intervir

qÉ muito importante que o polícia esteja na disposição de ouvir o que o idoso tem para falar, não interrompendo.

qO seu silêncio não pode, contudo, converter-se numa atitude de

desvalorização ou de intimidação em relação à paciente. Por isso, deve saber como ir facilitando o diálogo, sobretudo, nos momentos em que se torna evidente e determinante para a continuação do discurso;

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Intervir

qTentar captar a atenção da vítima,

através de uma atitude tranquilizadora e de atenção;

qPermitir que a pessoa chore; não é vergonha nenhuma e devemos

demonstrar que compreendemos; qUsar os elementos essenciais da

comunicação verbal e da comunicação não verbal ;

(32)

muito obrigado

pela vossa atenção!

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Referências

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