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Superior Tribunal de Justiça

AgRg no RECURSO ESPECIAL Nº 1.136.290 - ES (2009/0074368-3)

RELATOR : MINISTRO GILSON DIPP

AGRAVANTE : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL

AGRAVADO : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA E ASSISTÊNCIA JERÔNIMO MONTEIRO - IPAJM

ADVOGADO : MICHELLE FREIRE CABRAL E OUTRO(S)

INTERES. : RAPHAEL BRAVIM

ADVOGADO : CARLOS ROMAÕ

EMENTA

PREVIDENCIÁRIO. AGRAVO INTERNO RECEBIDO COMO

EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. PENSÃO POR MORTE. LEI 9.717/98.

PRORROGAÇÃO DE BENEFÍCIO. LEI ESTADUAL 109/97. BENEFÍCIOS DISTINTOS.

VEDAÇÃO. REQUISITOS NÃO PREENCHIDOS. AUSÊNCIA DE DIREITO

ADQUIRIDO. AGRAVO DESPROVIDO.

I - A Lei Federal 9.717/98 fixou regras gerais para a organização e o funcionamento dos regimes próprios de previdência social, vedando em seu artigo 5º a concessão de benefícios distintos dos previstos no Regime Geral de Previdência Social, tendo a Lei Complementar Estadual 109/97, em seu artigo 6º, estendido o benefício aos filhos universitários menores de 24 (vinte e quatro) anos, sem remuneração

II - Vedação de concessão de benefícios distintos dos previstos no regime geral da previdência social não permitiu a sua extensão aos universitários menores de 24 (vinte e quatro) anos.

III - Necessidade de comprovação dos requisitos para a concessão do benefício e a prorrogação do benefício até os 24 (vinte e quatro) anos: prova de estar cursando ensino superior; não exercer atividade remunerada e ser maior de 21 (vinte e um) anos.

IV- Considerando que o agravante só completou 21 (vinte e um) anos em 2004, quando já em vigor a Lei 9.717/98, não há direito adquirido à extensão da pensão por morte.

V - Embargos acolhidos tão-somente para esclarecer o tema, sem atribuição de efeitos infringentes, mantendo a decisão exarada.

ACÓRDÃO

Vistos, relatados e discutidos os autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da QUINTA TURMA do Superior Tribunal de Justiça. "A Turma, por unanimidade, acolheu os embargos, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator."Os Srs. Ministros Laurita Vaz, Napoleão Nunes Maia Filho, Jorge Mussi e Honildo Amaral de Mello Castro (Desembargador convocado do TJ/AP) votaram com o Sr. Ministro Relator.

Brasília (DF), 26 de outubro de 2010(Data do Julgamento)

MINISTRO GILSON DIPP Relator

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Superior Tribunal de Justiça

AgRg no RECURSO ESPECIAL Nº 1.136.290 - ES (2009/0074368-3)

RELATÓRIO

O EXMO. SR. MINISTRO GILSON DIPP (Relator):

Cuida-se de agravo interno interposto pelo Ministério Público Federal, contra decisão que deu provimento ao recurso, interposto pelo Instituto de Previdência e Assistência Jerônimo Monteiro - IPAJM, para denegar a segurança. A fundamentação adotada foi a seguinte, verbis :

"O recorrido, nascido em novembro de 1983, era beneficiário de pensão por morte decorrente do falecimento de sua genitora, que ocorreu em setembro de 1988. Posteriormente, em dezembro de 1997, foi editada a Lei Complementar Estadual n.º 109, que, no seu art. 6º, § 2º, estendeu até os 24 anos a idade limite do dependente do segurado, se comprovado, pelo dependente, a ausência de atividade remunerada e a condição de estudante universitário.

Sucede que, em novembro de 1998, entrou em vigor a Lei Federal n.º 9.717, editada no âmbito da legislação concorrente, a qual vedou a União, Estados, Distrito Federal e Municípios, nos seus regimes próprios de previdência, de conceder benefícios "distintos dos previstos no Regime Geral de Previdência Social" (Lei n.º 8.213, de 24/7/1991).

O que se há de perquirir é quais os requisitos fixados pela lei para a concessão da prorrogação do benefício, e se, quando entrou em vigor a Lei Federal n.º 9.717/98, o recorrido já havia reunido tais requisitos para recebimento da pensão de acordo com a Lei Complementar n.º 109/97.

O art. 6º, §§ 1º e 2º, da referida lei estadual, assim estabelecia: "Considera-se dependentes do segurado as pessoas que vivam, comprovada e justificadamente, sob sua dependência econômica.

§ 1º. Prescinde de comprovação e justificação a dependência econômica da esposa ou marido, assim como dos filhos solteiros de qualquer condição, desde que menores de 21

anos ou inválidos.

§ 2º. A idade limite prevista no § 1º poderá se

estender até 24 anos, se o dependente for comprovadamente universitário, sem atividade remunerada" (grifei).

Pela leitura dos dispositivos, entendo que, para a concessão de benefício até os 21 anos de idade, o(a) filho(a) solteiro(a) só precisaria comprovar o estado de filiação e nada mais, uma vez que a dependência era presumida.

Porém, para ter o direito à prorrogação do benefício até os 24 anos, a lei apontava três requisitos:

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a) prova de estar o beneficiário cursando ensino superior; b) não estar exercendo atividade remunerada e;

c) ser maior de 21 anos, pois até essa idade o único requisito é a comprovação de filiação.

Ocorre que o ora recorrido não implementava, ao tempo da alteração legislativa, todas as condições para o recebimento do benefício, pelo que não mais faria jus a ela.

Em situações análogas ao presente caso, assim já decidiu esta c. Corte Superior, verbis :

"RECURSO ESPECIAL. PENSÃO POR MORTE. LIMITE DE IDADE. PRORROGAÇÃO. REQUISITOS NÃO-PREENCHIDOS. DIREITO ADQUIRIDO AUSENTE.

I -A Lei Complementar Estadual nº 109/97 estabelecia que a idade limite para fins de reconhecimento da qualidade de dependente - que era de 21 anos - poderia ser prorrogada até os 24 anos, desde que este comprovasse ausência de atividade remunerada e estar cursando ensino superior.

II- Com a edição da Lei Federal nº 9.717/98, editada no âmbito da legislação concorrente, que vedou os entes políticos conceder benefícios não previstos no Regime Geral de Previdência Social, a recorrida – apesar de estar cursando ensino superior e não exercer atividade remunerada - ainda não tinha cumprido o requisito mínimo de idade (21 anos) para fazer jus à prorrogação do benefício, tendo apenas expectativa de direito.

Recurso Especial provido."

(REsp 904.350/ES, 5ª Turma , de minha relatoria , DJ de 31/3/08).

"ADMINISTRATIVO. RECURSO ESPECIAL. PENSÃO POR MORTE. LIMITE DE IDADE. PRORROGAÇÃO. REQUISITOS NÃO PREENCHIDOS. AUSÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO. RECURSO CONHECIDO E PROVIDO.

1. A Lei Federal 9.717, de 27/11/98, editada no âmbito da legislação concorrente, vedou à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, nos seus regimes próprios de previdência, a concessão de benefícios distintos dos previstos no Regime Geral de Previdência Social.

2. Não há, no RGPS, previsão legal de extensão da pensão por morte até os 24 anos de idade para os estudantes universitários.

3. Se o dependente do segurado, ao tempo da edição da Lei 9.717/98, ainda não havia reunido todos os requisitos previstos em lei estadual para receber a pensão por morte até os 24 anos de idade, não possui direito adquirido ao

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benefício e a sua concessão fere o disposto na mencionada lei federal. Precedente do STJ.

4. Recurso especial conhecido e provido para denegar a segurança."

(REsp 846.902/ES, 5ª Turma , Rel. Min. Arnaldo

Esteves Lima , DJe de 20/10/2008).

Ante o exposto, com fundamento no art. 557, § 1º-A, do CPC, dou provimento ao recurso para denegar a segurança.

P. e I." (Relator Ministro Felix Fischer, e-STJ fls. 260/260).

No presente recurso, o agravante alega, que em obediência ao princípio Tempus Regit Actum, a lei vigente para a concessão do benefício de pensão por morte é a do tempo do óbito, a teor da Súmula 340/STJ. Tendo o óbito ocorrido sob a égide da Lei Estadual 109/97 e comprovada a matrícula em curso superior, a pensão é devida até os 24 (vinte e quatro) anos.

Aduz, ainda, que preenchidos os requisitos para o benefício antes da edição da Lei 9.717/98 faz jus a prorrogação do benefício.

Ao final, busca a reforma da decisão atacada, para que não seja conhecido e provido o recurso especial.

É o relatório.

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AgRg no RECURSO ESPECIAL Nº 1.136.290 - ES (2009/0074368-3)

VOTO

O EXMO. SR. MINISTRO GILSON DIPP (Relator):

Inicialmente, recebo o presente agravo como embargos de declaração, para melhor esclarecimento do aludido tema.

O recurso não merece prosperar.

Não obstante os argumentos expendidos pelo agravante, os mesmos não têm o condão de infirmar os fundamentos insertos na decisão hostilizada, não ensejando, assim, a reforma pretendida.

Trata-se de demanda em que se discute a legalidade ou não do pagamento de pensão por morte a filho universitário, sem rendimento, maior de 21 anos e menor de 24 anos. O agravante, nascido em novembro de 1983, beneficiário de pensão por morte decorrente de falecimento de sua genitora, ocorrido em 20/09/1988, entrou na faculdade em 2003, quando contava com 20 (vinte) anos.

Neste contexto, pleiteou, em 29/10/2004, a manutenção do benefício recebido, por estar cursando a faculdade de direito e contar com 21 anos incompletos, alegando que a Lei Complementar Estadual 109/97, em seu artigo 6º, teria a previsão da continuidade de pagamento do benefício de pensão por morte até os 24 anos aos dependentes universitários, sem atividade remunerada.

Contudo, em 27/11/98, foi editada a Lei Federal 9.717/98 que fixou regras gerais para a organização e o funcionamento dos regimes próprios de previdência social dos servidores públicos da União, Estados, Distrito Federal e dos Municípios, dos militares dos Estados e do Distrito Federal, vedando em seu artigo 5º a concessão de benefícios distintos dos previstos no Regime Geral de Previdência Social, verbis :

"Art. 5º Os regimes próprios de previdência social dos servidores públicos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, dos militares dos Estados e do Distrito Federal não poderão conceder benefícios distintos dos previstos no Regime Geral de Previdência Social, de que trata a Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991, salvo disposição em contrário da Constituição Federal."

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previsão de pensão por morte aos dependentes de segurado menores de 21 (vinte e um) anos, estendeu este benefício aos filhos universitários menores de 24 (vinte e quatro) anos, sem remuneração, nos seguintes termos:

"Art. 6º - Consideram dependentes do segurado as pessoas que vivam, comprovada e justificadamente sob sua dependência econômica.

§ 1º - Prescinde de comprovação e justificação a dependência econômica do cônjuge, companheiro, assim como a dos filhos de qualquer condição, desde que menores de 21 (vinte e um) anos ou inválidos.

§ 2º - A idade limite prevista no § 1º poderá se estender até os 24 (vinte e quatro) anos se o dependente for, comprovadamente, estudante universitário, sem atividade remunerada. " (grifei).

Pelos dispositivos das leis supra mencionadas, depreende-se que a Lei 9.717/98 ao vedar a concessão de benefícios distintos dos previstos no regime geral da previdência social não permitiu a sua extensão aos universitários menores de 24 (vinte e quatro) anos.

Neste sentido, no tocante à alegação de ofensa ao princípio do tempus regit actum , embora a Lei Complementar Estadual 109/97 tenha sido publicada em data anterior à Lei 9.717/98, o artigo 24, § 4º da Constituição Federal preceitua que com a superveniência de Lei Federal sobre normas gerais fica suspensa a eficácia da Lei Estadual, no que lhe for contrária. Assim prevalece a lei do tempo em que o agravado implementou as condições para o benefício.

Desta forma, em relação à comprovação dos requisitos para a concessão do benefício e a para ter direito à prorrogação do benefício até os 24 (vinte e quatro) anos, o agravante teria de ter implementado, ao tempo da alteração da lei, os requisitos desta, quais sejam: prova de estar cursando ensino superior; não exercer atividade remunerada e ser maior de 21 (vinte e um) anos.

Assim, na data de entrada em vigor da Lei 9.717/98, para prorrogação do benefício até os 24 (vinte e quatro) anos, o pensionista deveria estar cursando ensino superior, sem remuneração e já ter completado 21 (vinte e um) anos. Considerando que o agravante só completou 21 (vinte e um) anos em 2004, quando já em vigor a Lei 9.717/98, não há direito adquirido à extensão da pensão por morte.

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Superior Tribunal de Justiça

"RECURSO ESPECIAL. PENSÃO POR MORTE. LIMITE DE IDADE. PRORROGAÇÃO. REQUISITOS NÃO-PREENCHIDOS. DIREITO ADQUIRIDO AUSENTE.

I -A Lei Complementar Estadual nº 109/97 estabelecia que a idade limite para fins de reconhecimento da qualidade de dependente - que era de 21 anos - poderia ser prorrogada até os 24 anos, desde que este comprovasse ausência de atividade remunerada e estar cursando ensino superior.

II- Com a edição da Lei Federal nº 9.717/98, editada no âmbito da legislação concorrente, que vedou os entes políticos conceder benefícios não previstos no Regime Geral de Previdência Social, a recorrida – apesar de estar cursando ensino superior e não exercer atividade remunerada - ainda não tinha cumprido o requisito mínimo de idade (21 anos) para fazer jus à prorrogação do benefício, tendo apenas expectativa de direito.

Recurso Especial provido.

(REsp 904350/ES, Rel. Ministro FELIX FISCHER, QUINTA TURMA, julgado em 08/11/2007, DJe 31/03/2008)"

"ADMINISTRATIVO. RECURSO ESPECIAL. PENSÃO POR MORTE. LIMITE DE IDADE. PRORROGAÇÃO. REQUISITOS NÃO PREENCHIDOS. AUSÊNCIA DE DIREITO ADQUIRIDO. RECURSO CONHECIDO E PROVIDO.

1. A Lei Federal 9.717, de 27/11/98, editada no âmbito da legislação concorrente, vedou à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, nos seus regimes próprios de previdência, a concessão de benefícios distintos dos previstos no Regime Geral de Previdência Social.

2. Não há, no RGPS, previsão legal de extensão da pensão por morte até os 24 anos de idade para os estudantes universitários.

3. Se o dependente do segurado, ao tempo da edição da Lei 9.717/98, ainda não havia reunido todos os requisitos previstos em lei estadual para receber a pensão por morte até os 24 anos de idade, não possui direito adquirido ao benefício e a sua concessão fere o disposto na mencionada lei federal. Precedente do STJ.

4. Recurso especial conhecido e provido para denegar a segurança.

(REsp 846902/ES, Rel. Ministro ARNALDO ESTEVES LIMA, QUINTA TURMA, julgado em 02/09/2008, DJe 20/10/2008)."

Não havendo razão alguma para a alteração do julgado, a decisão deve ser mantida por seus próprios fundamentos.

Ante o exposto, acolho os embargos tão-somente para esclarecer o tema, sem atribuição de efeitos infringentes, mantendo a decisão exarada.

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CERTIDÃO DE JULGAMENTO QUINTA TURMA

AgRg no Número Registro: 2009/0074368-3 PROCESSO ELETRÔNICO REsp 1.136.290 / ES

Número Origem: 24050034081

EM MESA JULGADO: 26/10/2010

Relator

Exmo. Sr. Ministro GILSON DIPP Presidente da Sessão

Exmo. Sr. Ministro JORGE MUSSI Subprocurador-Geral da República Exmo. Sr. Dr. ALCIDES MARTINS Secretário

Bel. LAURO ROCHA REIS

AUTUAÇÃO

RECORRENTE : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA E ASSISTÊNCIA JERÔNIMO MONTEIRO -

IPAJM

ADVOGADO : MICHELLE FREIRE CABRAL E OUTRO(S)

RECORRIDO : RAPHAEL BRAVIM

ADVOGADO : CARLOS ROMAÕ

ASSUNTO: DIREITO PREVIDENCIÁRIO - Benefícios em Espécie - Pensão por Morte (Art. 74/9)

AGRAVO REGIMENTAL

AGRAVANTE : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL

AGRAVADO : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA E ASSISTÊNCIA JERÔNIMO MONTEIRO -

IPAJM

ADVOGADO : MICHELLE FREIRE CABRAL E OUTRO(S)

INTERES. : RAPHAEL BRAVIM

ADVOGADO : CARLOS ROMAÕ

CERTIDÃO

Certifico que a egrégia QUINTA TURMA, ao apreciar o processo em epígrafe na sessão realizada nesta data, proferiu a seguinte decisão:

"A Turma, por unanimidade, acolheu os embargos, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator."

Os Srs. Ministros Laurita Vaz, Napoleão Nunes Maia Filho, Jorge Mussi e Honildo Amaral de Mello Castro (Desembargador convocado do TJ/AP) votaram com o Sr. Ministro Relator.

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Superior Tribunal de Justiça

Brasília, 26 de outubro de 2010

LAURO ROCHA REIS Secretário

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