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18/5/ :43. Prof. Samuel Jorge Moysés, Ph.D. 1

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18/5/2011 17:43 Prof. Samuel Jorge Moysés, Ph.D. 1

Sistema Municipal de Sa

Sistema Municipal de Sa

ú

ú

de de Curitiba:

de de Curitiba:

estrutura

estrutura

ç

ç

ão e sustentabilidade

ão e sustentabilidade

2

S

(2)

5

?

(3)

7

Por que a sustentabilidade histórica é

importante

§ 1963- Curitiba inicia a

atuação em Saúde Pública (criação do Departamento de Educação, Recreação Orientada e Saúde)

§ 1964- Inaugurada a 1ª

Unidade Sanitária, no Bairro Cajuru, com primeiras contratações na área da saúde § 1968-69- Inicia-se atenção odontológica em 5 escolas da rede municipal da educação 8

Mas antes disto...

§ 1958- Curitiba inicia

a fluoretação da rede pública de abastecimento de água (ETA Tarumã)

Início dos

anos 1970

(4)

10

§ Década de 1970- A rede

municipal da saúde possui 10 unidades sanitárias e 13 consultórios odontológicos

§ 1979 - Criado o

Departamento de Desenvolvimento Social. Sua Diretoria de Saúde revoluciona o modelo de atendimento, adotando a

Atenção Primária à Saúde

(Alma Ata, 1978, explicitada no documento -"Modelo de Saúde Regionalizado e Hierarquizado" 11

Visão precursora de “território” e cinturão

sanitário periférico em áreas vulneráveis

§ Década de 1980

-Implantação de Unidades Básicas com delimitação de áreas de abrangência; auxiliares selecionados nas comunidades § 1985- Ações Integradas de Saúde - AIS. Construção de 14 Centros de Saúde e 3 Clínicas Odontológicas § 1986 - Lei Municipal nº 6.817/1986 cria a Secretaria Municipal da Saúde; 42 Centros de Saúde e Clínicas Odontológicas

(5)

13

14

A transição demográfica/epidemiológica,

com crescimento acelerado é um desafio

“SUS-tentabilidade”: avanços

§ Década de 1990–

Princípios do SUS

§ 1991– 1ª Conferência

(6)

17 § 1992- 7 Núcleos Regionais de Saúde e os Departamentos de Saúde Ambiental, Planejamento em Saúde, Assistência à Saúde, Epidemiologia em Saúde § 1992-93- Inicia-se a implantação no município da Estratégia da Saúde da Família (US Pompéia e US São José)

1ª Turma do “Programa 5 finais de

semana” – UoT e PUCPR

(7)

19

Legitimação e premiação nacional

20

“SUS-tentabilidade”: avanços

§ 1993- Código de Saúde

Municipal discutido por ocasião da II Conferência Municipal de Saúde (base para a Lei Municipal Nº 9000/96)

§ Rede composta por 85 Unidades de Saúde, sendo cinco delas 24 Horas

§ Farmácia Curitibana § Programa Nascer em

Curitiba Vale a Vida

(quando o fato histórico nos alcança)

§ 1995- Secretaria Municipal

da Saúde habilita-se à Gestão semiplena do SUS (NOB/SUS 93)

§ regulação das ações ambulatoriais e hospitalares, gestão de

convênios/contratos de prestadores da rede básica, controle/avaliação de AIH, incluindo o alto custo

§ Central de Marcação de Consultas Especializadas

(8)

22

§ 1995-Saúde mental com

enfoque comunitário § Central de Atendimento ao

Usuário/CAU

§ Implantada as Centrais Metropolitana de Leitos em parceria com a SESA, a Central de Consultas Especializadas

§ Adesão oficial ao “Programa”

Saúde da Famíliado governo

federal

23

“SUS-tentabilidade”: avanços

§ 1994-96– Projeto

GERUS, parceria com a OPAS, PUCPR e NESCO, visando capacitar todos os gerentes (ASL) das 85 UBS, com cursos regionalizados na cidade

(9)

25

§ 1996- A Lei Municipal 8962/96

cria o Sistema Municipal de Auditoria que possibilita o acompanhamento, fiscalização, controle das ações e serviços de saúde

§ 1997- reestruturação

administrativa: Centros de Assistência à Saúde, Informação em Saúde, Saúde Ambiental, Epidemiologia, Controle, Avaliação e Auditoria e 8 Distritos Sanitários

“SUS-tentabilidade”: avanços

26 § 1998- Gestão Plena do Sistema § Repasse de recursos financeiros Fundo a Fundo

§ Rede composta por 98 US e cria-se o 8º Distrito Sanitário (Bairro Novo)

§ 1999-Programa Mãe

Curitibana, organizando uma

rede integrada de atenção materno-infantil

§ Informatização consolidada (prontuários eletrônicos, cadastro de população adscrita, resultados exames, código de transação -chave do sistema para outros pontos de atenção para consultas e internamentos eletivos)

(10)

28

§ Anos 2000- Rede composta

por 104 US, 90 com clínicas odontológicas, 37 ESF e 11 com especialidades

§ 2001- Sistema Integrado de

Serviços de Saúde - SISS, buscando a integração em rede dos diversos pontos de atenção do sistema

§ Programa Cidadão Saudável: ações intersetoriais 29

Curitiba

§

Anos 2000

?

Audiências públicas

?

Plano de governo

?

Projetos-Âncora

Cidadão em Trânsito Cidade Oportunidade Cidade Segura Conviver Curitiba Tecnológica Linhão do Turismo Meu Ambiente Nossa Vila Novo Rebouças Plano 2000 Aprender Vida Saudável

(11)

31

Projeto-Âncora Vida Saudável

Universidade Saudável

Empresa Saudável

US Saudável

Escola Saudável

Áreas públicas Saudáveis Promo ção de Saúde

32

Início dos

anos 2000

Mas a transição demográfica continua...

1970

1980

1991

(12)

34

da mesma cidade...

centro periferia 35 § 2002- Programa Mulher de Verdade: atenção às mulheres vítimas de violência - acolher, reconhecer, atender, orientar, encaminhar vítimas de violência física, sexual e/ou psicológica

§ Rede de Proteção à Criança e ao Adolescente em Situação de Risco para a Violência: integrada com outras secretarias e organizações

§ Alfabetizando com Saúde (Prêmio UNESCO 2008)

35

Uma década de inovações

§ 2002

-

Contratos de Gestão

:

Unidades Básicas, Distritos

(13)

37

38

Avaliação da gestão para resultados

? 81 indicadores de saúde

? Revisados anualmente

(14)

40

?Nova ferramenta de gestão

?Responsabilização da equipe e participação da comunidade

?Representa relação de compromisso moral

?Sem efeito jurídico-legal .

Modelo contrato

Assinatura Anual

41

Incentivos - IDQ

Gestão para Resultados em Curitiba: A

Experiência de Contratualização

(15)

43

44

Desempenho

§

Hipótese de Trabalho: O Sistema

de Saúde em Curitiba tem bom

desempenho.

§

Qual o papel dos incentivos aos

Recursos Humanos (IDQ e

Termo de Compromisso) para

este suposto bom desempenho?

(16)

46

§

Simultaneidade entre a reforma sanitária

em nível nacional e local

§

Tradição de boa gestão pública

?

Planejamento Estratégico

?

Corpo de servidores públicos

profissionalizado

?

Hipótese de boa gestão financeira

§

Avanços na saúde sustentados pela

continuidade política e ampliação dos

canais de vocalização da sociedade

47

Objetivo: 25 anos na mesma direção

§

Filosofia da atenção primária desde

1979

§

Preservação do mesmo objetivo, com

crescente entendimento sobre a

necessidade de integração

§

Os meios de alcançar este objetivo se

diversificaram com o tempo (ex.

introdução da ESF, reconhecimento da

necessidade de sistema integrado)

Inovações constantes do Sistema

(17)

49

Inovações do Sistema de Informação

§

Para operacionalizar adequadamente o

Contrato de Gestão:

?Identificação e solução de problemas populacionais: uso da epidemiologia

?Gestão: monitoramento e pactuação de metas

?Gestão de Recursos Humanos: solução do problema do agente-principal (supervisão do trabalho)

?Produtividade Individual: relatórios dinâmicos com perfil da produção

50

Sistema do Serviço Público

§

Seleção baseada em mérito: concurso público e

promoção interna

§

Esforço para resolver problemas salariais:

incentivos financeiros

§

Estabilidade e Plano de Carreiras

§

Educação Permanente

§

Proteção frente a instabilidades

político-eleitorais

§

Mapeamento de competências

Ressalvas ao IDQ

§

Efeito salarial

§

Pode melhorar o absenteísmo, faltas e atrasos.

§

Avaliação do IDQ pode ter papel complementar

ao Termo de Compromisso, esclarecendo

objetivos

§

Provável maior impacto no PSF devido a maior

estabilidade de equipes e integração dos

médicos

(18)

52

53

§ 2003- Utilização de guidelines

(diretrizes clínicas baseadas em evidências)

§ Organização do processo de trabalho: Problemas de saúde mais comuns na população (dados epidemiológicos da realidade local), atenção a grupos mais vulneráveis, enfrentamento de iniquidades, ações de promoção, prevenção, assistência e recuperação por linhas de cuidado

§ Controle dos fatores de risco

§ Ações educativas e estímulo à práticas mais saudáveis

§ Gestão da clínica e gestão de caso

(19)

55

56

§ 2003- Comitê de Ética em

Pesquisa instituído em 14 de outubro de 2003 pela resolução n. 021/2003, com apoio do MS e da UNESCO

§ 2004- Serviço de Atendimento

Móvel de Urgência -SAMU, para emergências clínicas

§ Espaços Saúdejunto as

Unidades de Saúde (educação em saúde e reuniões com a comunidade)

Uma década de inovações

§ 2004 - Contratualização dos

Hospitais de Ensino (princípio da integralidade da

assistência prestada aos usuários do SUS)

§ 2005– 9º Distrito Sanitário

(CIC)

§ 2006- US 24 horas

Pinheirinho, Mãe Curitibana e

o Centro de Especialidades

Odontológicas Sylvio Gevaerd

§ Implantada Ouvidoria

(20)

58

§ 2006- adesão ao Pacto pela

Saúde, (Conselho Municipal de Saúde - CMS, sendo finalizado com a aprovação em fevereiro de 2007)

§ 2007- Sistema de Urgência e

Emergência de Curitiba (unidades móveis do SAMU e SIATE, Central de Regulação e Unidades pré-hospitalares denominadas como Centro Municipais de Urgência Médica – CMUM)

59

Por que a sustentabilidade histórica é importante

§ 2010- Rede composta por 134

Equipamentos de Saúde (51 UBS, 53 ESF, 11 Unidades Complexas, 9 Centros de Atendimento Psicossocial - CAPS, 8 Centros Municipais de Urgências Médicas - CMUM, 1 Hospital geral e maternidade (Centro Médico Comunitário Bairro Novo), 1 Laboratório de Análises Clínicas

*3 ambulatórios especializados nas Escolas de Educação Especial

*8 CMAES (Avaliação diagnóstica, psicoeducacional e atendimento terapêutico-educacional nas

áreas de Pedagogia Especializada, Reeducação Auditiva, Reeducação Visual, Psicologia,

Fonoaudiologia, Fisioterapia e Serviço Social)

Bom Pastor Santa Felicidade Tarumã Butiatuvinha Pilarzinho Vila Diana Barreirinha Santa Efígênia Abaeté Fernando de Noronha Santa Cândida Tingui CMUM Boa Vista s Atuba Bacacheri Vila Leonice Vista Alegre

Pinheiro Luiz L.Lazof/ Esperança Regional Boa Vista Centro de especialidadeSanta Felicidade

B oa V ist a In fa nt il Bo a V i st a Ál coo l e D r oga Rosário Regional MatrizC.O.A. São Braz União das Vilas Campina Regional Santa Felicidade Nova Orleans Bairro Alto Mãe Curitibana

(21)

61

Revista Brasileira Saúde da Família Nº 14, 2007

62

SÉRIE HISTÓRICA DO COEFICIENTE DE MORTALIDADE INFANTIL / 1000 NASCIDOS VIVOS - CURITIBA 1980 a 2010

42,7 30,47 14,85 11,9 8,9 0 10 20 30 40 50 1980 1990 2000 2005 2010 ano coef. / 1000NV 1980 – 42,70 1990 – 30,47 2000 – 14,85 2005 – 11,19 2010 – 8,91

Mortalidade Infantil

7128081114 22693003 2775 3676 45145212 7470 7123 9280 1221412079 14021 0 2000 4000 6000 8000 10000 12000 14000 16000 NÚMERO DE ESTAGIÁRIOS 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007ANO

Série Histórica dos Estágios na

Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba

de 1993 a 2007 – atualização 2010

2010

(22)

64

no CEP-SMS/Curitiba

Pesquisas Ética e campo de pesquisa %

Somente campo de pesquisa % TOTAL 2007 23 20 92 80 115 2008 62 37 106 63 168 2009 34 25 104 75 138 2010 41 28 104 72 145 65

Contudo, desafios renovados

com a transição epidemiológica...

(23)

67

A tripla carga de doenças

§

Agenda não concluída de infecções,

desnutrição e problemas de saúde

reprodutiva

§

Forte predominância relativa de doenças

crônicas e de seus fatores de risco, como

tabagismo, sobrepeso, inatividade física, uso

excessivo de álcool e outras drogas e

alimentação inadequada

§

Crescimento das causas externas

Frenk (2006); Mendes (2009)

68

A crise dos Sistemas de Saúde

§ Situação de saúde do século XXI sendo respondida socialmente por Sistemas de Saúde do século XX

§ Descompasso entre fatores contingenciais (transição demográfica, transição epidemiológica, inovação tecnológica) e fatores internos (cultura organizacional, recursos, sistemas de incentivos, estilos de liderança)

Mendes, 2009 BRECHABRECHA

Iniciativa X Acabativa

§ Capacidade de terminar aquilo que foi iniciado por você ou concluir o que outros começaram

§ “Constância de propósito”: facilitar processos de mudanças em modelos de gestão (Deming)

§ Combater sem tréguas: projetos abortados, ações fragmentadas sem contexto organizacional, planos de ação não implementados, líderes sem persistência em seus propósitos, gente desmotivada contando mil histórias de fracasso com “soluções descontinuadas”

(24)

71

Mais que nunca...

(25)

73

www.universidadesaudavel.com.br

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[email protected]

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Onde obter mais informa

Referências

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