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Rev. Assoc. Med. Bras. vol.59 número5

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Academic year: 2018

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r e v a s s o c m e d b r a s .2 0 1 3;5 9(5):409–410

Revista da

ASSOCIAÇÃO MÉDICA BRASILEIRA

w w w . r a m b . o r g . b r

À beira do leito

Qual o papel da ecoendoscopia na drenagem paliativa da via

biliar por obstruc¸ão maligna?

What is the role of endoscopic ultrasound in palliative drainage

of malignant biliary obstruction?

Jarbas Faraco Maldonado Loureiro

a

, Everson Luiz de Almeida Artifon

b

e Elias Jirjoss Ilias

c,∗

aServic¸o de Endoscopia, Hospital Sírio-Libanês, São Paulo, SP, Brasil

bFaculdade de Medicina, Universidade de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil

cColégio Brasileiro de Cirurgiões, São Paulo, SP, Brasil

informações sobre o artigo

Histórico do artigo:

Recebido em 29 de julho de 2013 Aceito em 31 de julho de 2013 On-lineem 28 de agosto de 2013

A maioria dos diagnósticos de tumores malignos da via biliar é feito na fase avanc¸ada da doenc¸a, logo, cerca de 85% dos pacientes com tais enfermidades não são candidatos ao trata-mento cirúrgico curativo. Decorrente do diagnóstico tardio, a icterícia é um sinal clínico muito frequente nesses pacientes, o que faz com que métodos para a drenagem da biliar obs-truída devam ser empregados, pois a estase biliar não tratada pode acarretar prurido intenso, anorexia, disfunc¸ão hepática, colangite e até mesmo o óbito precoce.1

A colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE) com passagem de prótese biliar é o método de escolha no tratamento paliativo da icterícia obstrutiva, atingindo uma taxa de sucesso em torno de 90%. Todavia, mesmo em mãos experientes, esse método apresenta falha em cerca de 5-10% dos casos. Caso falhas ocorram, a paliac¸ão cirúrgica

Autor para correspondência.

E-mail: [email protected] (E.J. Ilias).

pode ser indicada; no entanto, essa intervenc¸ão, comparada ao procedimento endoscópico, apresenta taxa de morbidade de 30% e de mortalidade de 10%. A drenagem percutânea trans-hepática (DPTH) também é um método de drenagem paliativa da icterícia obstrutiva nesses pacientes, entretanto, suas complicac¸ões, como fístula biliar, abscessos hepáticos e hemorragia, podem atingir 30% dos casos.2

Com o intuito de superar as falhas da CPRE e as morbidades da cirurgia paliativa e da DPTH, a ecoendoscopia terapêu-tica tem sido empregada como método alternativo para a desobstruc¸ão biliar. O conceito básico dessa técnica é o acesso ecoguiado à via biliar por meio da luz do trato gastrointestinal. São dois os tipos de acesso: o intra-hepático e o extra-hepático; as vias de acesso são três: a transmural, a transpapilar ante-rógrada e a transpapilar retante-rógrada.3

Na drenagem transmural, faz-se um trajeto fistuloso entre a via biliar e a luz de outro órgão, podendo ser o estômago

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ou o duodeno. Esse trajeto é “moldado” por uma prótese, acarretando o escoamento da bile para a luz desse órgão, descomprimindo a via biliar. A drenagem transpapilar ante-rógrada é quando a colocac¸ão da prótese é feita a partir do próprio canal do ecoendoscópio (sob fio-guia), percor-rendo a via biliar e exteriorizando-se pela papila. Por fim, a drenagem transpapilar retrógrada é quando o fio-guia é exte-riorizado pela papila de forma anterógrada, porém, a prótese é posicionada na via biliar á partir de um duodenoscópio, posicionado no duodeno e em frente à papila (técnica rendez-vous).

A drenagem ecoguiada tem mostrado um sucesso técnico em torno de 90% dos casos, além de uma melhora estatistica-mente significativa nos parâmetros laboratoriais (bilirrubinas totais e enzimas canaliculares). No entanto, há um índice de complicac¸ões em torno de 18%, sendo elas: dor abdominal intensa, hemorragia, fístula biliar e migrac¸ão da prótese para a cavidade abdominal ou para a luz do órgão.

Em suma, pode-se dizer que a drenagem biliar ecoguiada é eficaz e segura, com taxas de complicac¸ões aceitáveis e que não alteram o desfecho favorável do procedimento, levando-se em conta a gravidade da doenc¸a de base.

r e f e r ê n c i a s

1. Bergasa NV. Medical palliation of the jaundiced patient with pruritus. Gastroenterol Clin North Am. 2006;35:113–23. 2. Kahaleh M, Hernandez AJ, Tokar J, Adams RB, Shami VM,

Yeaton P. Interventional EUS guided cholangiography: evaluation of a technique in evolution. Gastrointest Endosc. 2006;64:52–9.

3. Huibregtse K, Kimmey MB. Endoscopic retrograde

Referências

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