Elaboração / Revisão Análise Crítica e Aprovação Data Priscilla Marques
Representante da Direção Fábio Eduardo Barbosa Executivo Sênior 30/08/2017
Este documento quando impresso será considerado CÓPIA NÃO CONTROLADA 1 OBJETIVO E ESCOPO DE APLICAÇÃO
Estabelecer critérios e procedimentos de avaliação da conformidade para Brinquedos, com foco na segurança, através do mecanismo de certificação, visando à prevenção de acidentes de consumo.
1.1 Agrupamento para efeitos de certificação
Para a certificação do objeto deste PITAC, aplica-se o conceito de família, conforme definido no
item 3.5.
A família poderá ser composta por produtos que apresentem peças de geometria diferente, desde que atendam aos critérios mínimos definidos no item 3.5.
Deve ser definido o “pai” da família que é o modelo que apresenta a maior complexidade e o maior número de requisitos aplicáveis exigidos no RTQ para Brinquedos. O “pai” da família pode
ser composto por mais de um modelo de brinquedo dependendo da quantidade de produtos que integrem uma mesma família.
Para famílias com até 10 (dez) modelos de brinquedos, o “pai” da família é composto por apenas um modelo de brinquedo.
Para famílias compostas por mais de 10 (dez) modelos de brinquedos, o “pai” da família deve representar 20% do total de modelos a cada avaliação de manutenção ou recertificação realizada. A cada avaliação de manutenção deve(m) ser selecionado(s) novo(s) “pai(s)” de família, quando existir(em), a fim de que outros brinquedos da família sejam ensaiados.
Fica a critério do ITAC definir se algum brinquedo específico deve ser ensaiado na próxima avaliação de manutenção, devido às suas características e complexidade, mesmo que possuam grau de complexidade inferior que os modelos da avaliação inicial.
Fica a critério do ITAC definir se algum brinquedo específico deve ser novamente ensaiado na próxima avaliação de manutenção.
2 REFERÊNCIAS
ABNT NBR ISO/IEC 17065:2013 Avaliação da conformidade – Requisitos para organismos de certificação de produtos, processos e serviços
Portaria nº 563, de 29 de dezembro de 2016 Portaria nª 118, de 06 de março de 2015 Portaria nº 252, de 03 de junho de 2016
3 DEFINIÇÕES E SIGLAS
Anvisa Agência Nacional de Vigilância Sanitária Cgcre Coordenação Geral de Acreditação Dconf Diretoria de Avaliação da Conformidade
Inmetro Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia MPE Micro e Pequena Empresa
MEI Microempreendedor Individual
OCP Organismo de Certificação de Produto PITAC Procedimento de Certificação do ITAC Prodcert
RGCP Requisitos Gerais de Certificação de Produtos RTQ Regulamento Técnico da Qualidade
3.1 Artesão de brinquedos
Indivíduo que tem domínio técnico sobre materiais, ferramentas e processos de produção artesanal de brinquedos de sua especialidade, criando ou produzindo trabalhos que tenham dimensão cultural, utilizando técnica predominantemente manual, podendo contar com auxílio de equipamentos, desde que não sejam automáticos ou duplicadores de peças.
3.2 Embaladores
Integradores, embaladores e/ou distribuidores que efetuem modificações para reembalagem ou formação de kits de produtos já certificados.
3.3 Embalagem primária
A embalagem que está em contato direto com o produto.
3.4 Embalagem final
A embalagem que irá ser disponibilizada para a comercialização ao consumidor.
3.5 Família de brinquedo
Constituem uma família de brinquedos aqueles modelos que, cumulativamente: a) São produzidos na mesma unidade fabril;
b) Possuem as etapas principais do processo de fabricação idênticas; c) São fabricados com o mesmo material;
d) Têm as mesmas funções;
e) Têm os mesmos ensaios por faixa etária;
f) Têm a mesma fonte de alimentação de energia (quando aplicável), e
g) Têm as mesmas características construtivas podendo ser diferenciado por dimensões diferentes.
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Nota 2: As funções devem considerar as seguintes categorias: (i) os brinquedos para a primeira idade - atividades sensório-motoras; (ii) os brinquedos para a atividade física; (iii) os brinquedos para atividades intelectuais; (iv) os brinquedos que reproduzem o mundo técnico; (v) os brinquedos para o desenvolvimento afetivo; (vi) brinquedos para atividades criativas; (vii) os brinquedos para as relações sociais.
Nota 3: A classificação de faixa etária para os brinquedos comercializados no Brasil deve seguir o enquadramento aplicado pela norma ABNT ISO/TR 8124-8:2015.
3.5.1 Exclusivamente para pelúcias e brinquedos elétricos, devem ser acrescentados os seguintes requisitos:
3.5.1.1 Pelúcias:
a) Tamanho conforme a sua altura: a.1) de 0 a 15 cm
a.2) maior que 15 cm e menor que 50 cm a.3) maior que 50 cm
b) Material exterior c) Tipos de enchimento d) Modo de costura
e) Fixação dos componentes
3.5.1.2 Brinquedos elétricos: a) Brinquedo a pilha ou acumulador b) Brinquedo com transformador c) Brinquedo com dupla alimentação 3.6 Kit
3.6.1 Formação de Kit
A formação de kit é caracterizada quando o embalador (cessionário) integra, em uma mesma embalagem, dois ou mais produtos já certificados.
3.6.2 Fracionamento
Operação caracterizada quando o embalador (cessionário) executa uma operação de fracionamento, a partir da embalagem a granel do produto, além da troca de embalagem expositora.
3.7 Modelo
Constituem o mesmo modelo conjunto de exemplares de brinquedos, produzidos na mesma unidade fabril, que apresentam igual projeto, processo produtivo, material e dimensões, podendo se diferenciar apenas por variação de cores e estampas.
4 MECANISMOS DE AVALIAÇÃO DA CONFORMIDADE
5 ETAPAS DA AVALIAÇÃO DA CONFORMIDADE 5.1 Definição dos Modelos de Certificação
Este PITAC estabelece 3 (três) modelos de certificação distintos, cabendo ao fornecedor optar por um deles:
a) Modelo de Certificação 1b – Ensaio de lote.
b) Modelo de Certificação 2 – Avaliação inicial consistindo de ensaios em amostras retiradas no fabricante, seguida de avaliação de manutenção periódica através de coleta de amostra do produto no mercado.
c) Modelo de Certificação 5 – Avaliação inicial consistindo de ensaios em amostras retiradas no fabricante, incluindo auditoria do Sistema de Gestão da Qualidade – SGQ, seguida de avaliação de manutenção periódica através de coleta de amostra do produto no comércio, para realização das atividades de avaliação da conformidade e auditoria do SGQ.
Nota 1: É facultado ao solicitante da certificação optar por um dos Modelos de Certificação para obter o Certificado de Conformidade, com exceção do Modelo de Certificação 2, que somente é permitido para fabricantes de brinquedos que comprovem sua classificação como MEI, MPE ou artesão de brinquedos.
Nota 2: Para o Modelo de Certificação 1b, no item 5.2 abaixo, são aplicáveis apenas os seguintes subitens: 5.2.1, 5.2.2, 5.2.4, 5.2.5 e 5.2.6.
5.2 Avaliação Inicial
Neste item são descritas as etapas do processo que objetivam a atestação da conformidade do produto, válidas para todos os modelos de certificação definidos neste documento.
5.2.1 Solicitação de Certificação
As organizações solicitantes, aqui denominadas empresas solicitante da certificação, que desejam obter a certificação devem fornecer informações necessárias para completar o processo de certificação. As informações são solicitadas através da Solicitação Proposta Comercial para Certificação de Brinquedos – FORM-049 colocado à disposição da empresa no endereço eletrônico www.itacbr.com.
O solicitante da certificação preenche o formulário e o envia ao ITAC que, após fazer a análise da solicitação e com base nas informações fornecidas, elabora e encaminha a Proposta Comercial
– FORM-036, FORM-042 ou FORM-023, conforme Modelo de Certificação.
A análise crítica da solicitação é realizada pelo Gerente Técnico de Certificação do ITAC para assegurar:
a) As informações sobre o solicitante da certificação e o produto sejam suficientes para a realização do processo de certificação;
Este documento quando impresso c) O escopo da certificação pretendida esteja definido;
d) Os recursos estejam disponíveis para executar todas as atividades de avaliação; e) O ITAC tenha a competência e capacidade para realizar a atividade de certificação.
Os registros da justificativa para a decisão de realizar auditoria são mantidos na própria solicitação, através do quadro abaixo:
ANALISE DA SOLICITAÇÃO NORMA:
ESCOPO: OBS.: PARECER:
Solicitação aceita: com as informações fornecidas pela organização é possível dar continuidade ao processo de certificação.
Solicitação recusada: (justificar)
DATA: Nome
Gerente Técnico
O ITAC dará início ao processo mediante a confirmação do aceite da proposta através do envio do documento devidamente assinado pelo representante da empresa solicitante, cópia do Contrato Social, última alteração contratual e Alvará de funcionamento.
Após a formalização do aceite da proposta pelo solicitante da certificação, o ITAC enviará o Contrato de Prestação de Serviço – FORM-058 para assinatura do Representante Legal da empresa solicitante.
5.2.2 Análise da Solicitação e da Conformidade da Documentação
Findada as etapas anteriores, é enviado para o solicitante da certificação o formulário Verificação
da Completeza e Análise Técnica da Documentação – FORM-134, FORM-135, FORM-136 ou
FORM-140 conforme Modelo de Certificação, que deve ser preenchido conforme instruções e anexados os seguintes documentos:
Alvará de funcionamento;
Enquadramento na Lei Complementar n° 123, de 14 de dezembro de 2006 (ou em quaisquer de suas atualizações), e na legislação em vigor sobre a matéria;
Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica-CNPJ e o contrato social da empresa solicitante contendo, no objeto, a descrição de suas atividades;
Identificação e tamanho do lote do objeto da certificação (no caso do Modelo de Certificação 1b);
Certificado válido da Norma ISO 9001, que abranja o processo produtivo do produto (se existente);
Documentação do Sistema de Gestão da Qualidade (itens 4.2.2, 4.2.3, 4.2.4, 6.2.2, 7.1, 7.3, 7.4.1, 7.4.3, 7.5.1, 7.5.3, 7.5.5, 7.6, 8.2.4, 8.3, 8.5.2, 8.5.3, da NBR ISO 9001:2008);
Tratamento de Reclamações;
Relação de todas as marcas comercializadas; Memorial descritivo;
Manual do usuário com instruções no idioma Português; Desenho ou arte final das embalagens.
Nota: Entende-se por Manual do Usuário as informações sobre o produto que dizem respeito a: instrução de montagem, instalação, desmontagem, desinstalação, manuseio, funcionamento, limpeza, conservação, advertências e outras informações relevantes para o usuário.
O memorial descritivo do brinquedo deve conter, no mínimo, as seguintes informações: a) Indicação de faixa etária prevista para o brinquedo;
b) Restrição de faixa etária prevista para o brinquedo;
c) Pelo menos uma amostra, fotografia e/ou catálogo de cada um dos modelos da família para a análise de seus aspectos específicos;
d) Objetivo do brinquedo;
e) Mercado alvo a que se destina, e
f) Relação das matérias primas utilizadas para a confecção do brinquedo.
Nota: Todo modelo de brinquedo a ser certificado deve pertencer somente a uma família.
O ITAC, ao receber a documentação solicitada, realiza uma avaliação da conformidade da documentação encaminhada pela empresa solicitante da certificação. Tal análise, inclusive não conformidade quando aplicável, é registrada na Verificação da Completeza e Análise Técnica
da Documentação – FORM-134, FORM-135 ou FORM-136, conforme Modelo de Certificação, e
enviada para análise e assinatura da empresa solicitante.
Caso seja identificada não conformidade na documentação recebida, a empresa solicitante deverá efetuar a sua correção e devida formalização junto ao ITAC, visando evidenciar a implementação da(s) mesma(s) para nova análise.
O agendamento da Auditoria de Certificação ocorrerá após a finalização da análise técnica da documentação, conforme disponibilidade da equipe auditora. No caso de reprovação dos documentos apresentados, a documentação deverá ser adequada pela empresa solicitante e submetida à nova avaliação.
O ITAC pode recusar-se a realizar a certificação se faltar qualquer competência ou capacidade para as atividades de certificação necessárias para esta.
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5.2.3 Auditoria Inicial do Sistema de Gestão da Qualidade e Avaliação do Processo Produtivo (Modelo de Certificação 5)
A data da visita para a auditoria será agendada em comum acordo com a empresa solicitante da certificação. A efetivação da data da auditoria é feita através do sistema Podio e do envio da
Confirmação da Auditoria – FORM-094 para a empresa solicitante.
Uma equipe auditora formada, no mínimo, por um auditor líder e por um especialista será designada pelo Coordenador de Certificação. Os critérios estabelecidos pelo ITAC para formação de equipe auditora estão descritos no PITAC 03 – Seleção, Qualificação e Avaliação da Equipe Auditora.
Antes da data programada para a realização da auditoria, pelo menos 5 (cinco) dias corridos, salvo quando o tempo entre a data do agendamento e a realização da auditoria for inferior a este prazo, será encaminhado para a empresa solicitante o Plano de Auditoria – FORM-076 contendo o cronograma das atividades a serem desenvolvidas nas instalações da empresa solicitante da certificação e do fabricante.
Qualquer ressalva em relação ao contido no plano de auditoria deve ser comunicada formalmente ao ITAC, num prazo máximo de 2 (dois) dias úteis após o recebimento. O plano deve ser aprovado pela empresa solicitante.
O ITAC avalia os documentos e registros do SGQ, e realiza auditoria nas dependências da unidade fabril, com o objetivo de verificar a conformidade do processo produtivo, incluindo instalações e capacitação do pessoal. A auditoria do SGQ busca a demonstração objetiva de que o processo produtivo encontra-se sistematizado e monitorado de forma eficaz, fornecendo evidências do atendimento aos requisitos de produto estabelecidos nas Tabelas abaixo.
A avaliação do SGQ é feita pelo ITAC com base na abrangência do processo de certificação e conforme os requisitos da edição vigente da Norma ISO 9001, tendo como requisitos mínimos os definidos nas Tabelas 1 e 2 a seguir:
Tabela 1 – Requisitos mínimos de verificação do SGQ para fabricantes com certificação válida na Norma ISO 9001
Requisitos do SGQ Norma ISO 9001
Manual da qualidade 4.2.2
Controle de registros 4.2.4
Planejamento da realização do produto 7.1
Comunicação com o cliente 7.2.3
Processo de aquisição 7.4.1
Verificação do produto adquirido 7.4.3
Controle de produção e prestação de serviço 7.5.1
Identificação e rastreabilidade 7.5.3
Propriedade do cliente 7.5.4
Preservação do produto 7.5.5
Controle de equipamento de monitoramento e medição 7.6
Monitoramento e medição de processos 8.2.3
Controle de produto não conforme 8.3
Ação corretiva 8.5.2
Tabela 2 – Requisitos mínimos de verificação do SGQ para fabricantes sem certificação válida na Norma ISO 9001
Requisitos do SGQ Norma ISO 9001
Manual da qualidade 4.2.2
Controle de documentos 4.2.3
Controle de registros 4.2.4
Análise crítica pela direção 5.6.1/ 5.6.2/ 5.6.3 Competência, treinamento e conscientização 6.2.2
Infraestrutura 6.3
Planejamento da realização do produto 7.1
Comunicação com o cliente 7.2.3
Processo de aquisição 7.4.1
Verificação do produto adquirido 7.4.3
Controle de produção e prestação de serviço 7.5.1 Validação dos processos de produção e prestação de serviço 7.5.2
Identificação e rastreabilidade 7.5.3
Propriedade do cliente 7.5.4
Preservação do produto 7.5.5
Controle de equipamento de monitoramento e medição 7.6
Satisfação do cliente 8.2.1
Auditoria interna 8.2.2
Monitoramento e medição de processos 8.2.3
Monitoramento e medição de produto 8.2.4
Controle de produto não conforme 8.3
Análise de dados 8.4 (b), (c), (d)
Ação corretiva- 8.5.2
Caso a MPE opte por adotar o Modelo de Certificação 5, a avaliação do SGQ do processo produtivo do brinquedo deve ser realizada pelo ITAC conforme a Tabela 3:
Tabela 3 – Itens de verificação da norma ISO 9001 para MPE e MEI
Requisitos do SGQ Norma ISO 9001
Controle de documentos 4.2.3
Controle de registros 4.2.4
Processo de aquisição 7.4.1
Verificação do produto adquirido 7.4.3
Controle de produção e prestação de serviço 7.5.1
Identificação e rastreabilidade 7.5.3
Preservação do produto 7.5.5
Monitoramento e medição de produto 8.2.4
Controle de produto não conforme 8.3
Ação corretiva 8.5.2
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Mesmo mediante a apresentação de certificado válido, segundo a edição vigente da Norma ISO 9001, emitido por um OCS acreditado pelo Inmetro ou membro do MLA do IAF, para o escopo de acreditação respectivo, o ITAC deve proceder à auditoria inicial do SGQ na unidade fabril durante a etapa de avaliação inicial, com o objetivo de verificar a conformidade do processo produtivo.
Nota: Os certificados, emitidos por um OCS estrangeiro devem estar acompanhados de tradução juramentada no idioma português, quando estes forem emitidos em idioma distinto do inglês ou espanhol. Os demais documentos referentes ao Sistema de Gestão, que estiverem em idioma distinto do Inglês ou Espanhol, devem estar traduzidos para o Português.
A auditoria é conduzida de acordo com os procedimentos internos do ITAC, por uma equipe de auditores capacitados e qualificados, e compreende as seguintes atividades:
a) Reunião de abertura: conduzida pelo auditor líder com a participação da Alta Direção da empresa solicitante da certificação e/ou seu representante legal. Os principais objetivos da reunião são:
Apresentação mútua dos auditores/auditados; Confirmação do escopo e Plano de Auditoria; Confirmação de logística e canais de comunicação;
Explicações sobre a forma de condução da atividade (inclusive identificação de não conformidades/critérios de certificação);
Confirmação dos critérios de confidencialidade;
Fornecer a oportunidade de o auditado fazer perguntas.
Pode ser solicitada uma visita rápida às instalações da empresa solicitante da certificação e do fabricante. Todos os presentes devem assinar a lista de presença.
b) Coleta e verificação de informações
Durante a auditoria, as informações pertinentes aos objetivos, escopo e critérios da auditoria (incluindo informações relativas às interfaces entre funções, atividades e processos) serão coletadas por amostragem adequada e verificadas para que se tornem evidência de auditoria. Os métodos para coleta de informações incluem, entre outros, entrevistas, observação de processos e atividades, análise de documentos e registros. Todas as evidências verificáveis são registradas e avaliadas pela equipe auditora nas reuniões intermediárias, gerando as constatações da auditoria, as quais podem indicar tanto conformidade quanto não conformidade. O auditor irá preencher o Relatório de Auditoria – FORM-261 e o Relatório de Não
Conformidade e Ação Corretiva – FORM-019, onde serão colocadas as conclusões da equipe
auditora, incluindo não conformidades e/ou observações quando identificadas na auditoria e que devem ser eliminadas para o atendimento aos requisitos da certificação.
c) Coleta de amostras
A amostra será identificada, lacrada e encaminhada ao laboratório de ensaio. Se forem necessárias amostras complementares, o ITAC deverá efetuar uma nova coleta.
A coleta de amostras será registrada no Coleta de Amostras – FORM-080, incluindo amostragem, detalhes do local e as condições em que foi obtida a amostra.
d) Reunião de encerramento
A reunião de encerramento, conduzida pelo auditor líder, com a participação da Alta Direção tem o objetivo de apresentar as constatações e conclusões da auditoria, de modo que elas sejam compreendidas e reconhecidas pelos auditados, através da concordância da empresa no Relatório de Auditoria – FORM-261 e Relatório de Não Conformidade e Ação Corretiva – FORM-019. A empresa ficará com uma cópia desses relatórios para que possa tomar as ações necessárias.
Todos os presentes devem assinar a lista de presença. e) Conclusões da auditoria
Após o recebimento de toda documentação o Gerente Técnico de Certificação deverá realizar uma revisão técnica para analisar a completeza e o conteúdo do processo e assegurar a confirmação das constatações e evidências da auditoria. A revisão técnica é registrada no Processo de Aprovação de Produto – FORM-102. Quando pertinente, a Gerência poderá realizar alterações necessárias junto à empresa auditada e/ou à equipe auditora.
Qualquer alteração no processo produtivo deve ser informada ao ITAC e poderá implicar, caso impacte na conformidade do produto, em uma nova auditoria.
5.2.4 Plano de Ensaios
Após a realização da coleta das amostras, o ITAC emite o plano de ensaios iniciais para cada família de brinquedo.
Os ensaios iniciais devem comprovar que o objeto da avaliação da conformidade atende aos requisitos definidos na base normativa.
O Plano de Ensaios – FORM-035 deve ser enviado ao laboratório selecionado para o processo
de certificação junto com as amostras a serem ensaiadas. Os ensaios devem ser realizados no(s) modelo(s) de brinquedo considerado pai da família a ser certificada.
A avaliação inicial do brinquedo pelo ITAC irá determinar quais os ensaios são pertinentes ao brinquedo em análise. A escolha dos ensaios deve prevalecer com base no objetivo primordial de assegurar a segurança da criança que irá utilizar o brinquedo.
Este documento quando impresso a) desde o nascimento até 18 meses inclusive;
b) de 19 meses até 36 meses inclusive; c) de 37 meses até 08 (oito) anos inclusive.
Nota: Se um brinquedo for marcado, etiquetado e anunciado que se destina a crianças de idades que abrangem mais de uma destas faixas etárias, o brinquedo deve ser submetido aos ensaios que melhor o avaliem quanto aos requisitos mais severos constantes no item 3 do RTQ.
Todos os brinquedos devem ser ensaiados em condições normais de uso.
Os métodos de ensaio descritos na norma ABNT NBR NM 300 partes 1 a 6 e no Anexo A do Anexo II da Portaria Inmetro nº 563/2016 devem ser utilizados visando evitar a exposição das crianças a riscos potenciais resultantes de abuso razoavelmente previsível e de danos que os brinquedos destinados a crianças poderiam provocar.
As análises visuais se aplicam a todos os requisitos que impliquem textos, incluindo rótulos, legendas informativas, instruções, embalagens e figuras.
Os brinquedos devem ser ensaiados para atendimento dos requisitos estabelecidos no RTQ, conforme especificado na Tabela 4 a seguir:
Tabela 4 – Ensaios e itens de inspeção visual para brinquedos
Tipo de ensaio Base normativa
Ensaios para todos os brinquedos
Inspeções Visuais Norma ABNT NBR NM 300-1
Migração de Certos
Elementos Norma ABNT NBR NM 300-3
Propriedades Gerais
Mecânicas e Físicas Norma ABNT NBR NM 300-1
Ensaios que dependem do tipo de brinquedo
Inflamabilidade Norma ABNT NBR NM 300-2
Jogos Químicos e Experimentos
Norma ABNT NBR NM 300 - 4 e 5
Jogos químicos distintos de jogos de experimento
Norma ABNT NBR NM 300 - 4 e 5
Elétrico Norma ABNT NBR NM 300-6
Ftalato
Anexo A do Anexo II da Portaria Inmetro nº 563/2016 Formamida
Biológico e Microbiológico Mordida
Fervura Para todos os tipos de brinquedos devem ser avaliados:
a) Inspeção visual
b) Propriedades gerais, físicas e mecânicas; c) Migração de certos elementos.
Nota: Para a letra “c” deste item ficam excluídos da necessidade de ensaio os brinquedos e peças de brinquedos destinados a crianças com mais de seis (06) anos que, devido à sua acessibilidade, função, massa, tamanho ou outras características, obviamente excluam quaisquer riscos devidos a sucção, lambida ou ingestão.
a) Fervura b) Mordida
c) Inflamabilidade; d) Elétricos;
e) Jogos químicos e experimentos;
f) Jogos químicos distintos de jogos de experimentos; g) Teor de ftalatos;
h) Teor de formamida, e
i) Ensaios biológicos e microbiológicos.
Os ensaios devem ser realizados com o brinquedo ou qualquer parte móvel na posição mais desfavorável. Partes destacáveis podem ser removidas ou mantidas em sua posição, devendo ser escolhida a posição que resultar na condição mais desfavorável.
Caso as partes móveis necessitem de proteção, devem ser aplicados os requisitos de partes não destacáveis, conforme RTQ: “Parafusos que transmitam pressão para contato elétrico devem ser
metálicos”.
Os brinquedos que atendem ao ensaio de Aquecimento e Operação Normal, com a isolação entre partes de diferentes polaridades curto-circuitadas, não estão obrigados a atenderem aos ensaios de Potência; Rigidez Dielétrica à Temperatura de Operação; Resistência à Umidade; Rigidez Dielétrica à Temperatura Ambiente; Proteção de Cabos e Fios, Componentes, Parafusos e Conexões; Distância Através da Isolação e Distância de Separação, descritos na norma ABNT NBR NM 300-6, a menos que as partes móveis necessitem de proteção.
Os critérios de aceitação para cada ensaio estão descritos no RTQ de Brinquedos, e caso não especificado deve ser considerada a norma ABNT NBR NM 300.
Os ensaios devem ser realizados na ordem preconizada pela norma ABNT NBR NM 300, partes 1 a 6 e, quando aplicável, realizar posteriormente os ensaios descritos no Anexo A do Anexo II da Portaria Inmetro nº 563/2016.
O prazo para recebimento dos relatórios de ensaios do laboratório é 60 (sessenta) dias a partir da data de coleta das amostras.
Não serão aceitos relatórios de ensaios emitidos antes do início do processo de certificação.
Qualquer alteração de componente(s) crítico(s) deverá ser informada ao ITAC e ensejará a realização de novos ensaios.
5.2.4.1 Definição da Amostragem
O ITAC é responsável por selecionar e lacrar as amostras do objeto a ser certificado. A coleta de amostras para envio ao laboratório deverá ser acordada entre o solicitante da certificação e o ITAC.
Para cada pai de família, o ITAC irá coletar amostra (prova, contraprova e testemunha) para verificar o atendimento aos requisitos descritos no RTQ.
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Tabela 5 – Plano de amostragem para ensaios – Modelo 1b
Tamanho do lote
Número Total de Amostras
Ensaios para todos os
brinquedos Ensaios que dependem do tipo de brinquedo
Migração de Certos Elementos NM 300-3 Inspeções Visuais, Propriedades Gerais, Mecânicas e Físicas. NM 300-1 In fla m a bi li d a de NM 3 0 0 -2 J og os Quí m ic o s e Ex pe rim e nt os / J og os Quí m ic o s Dis tin tos d e J o go s de Ex pe ri m e nto NM 3 0 0 -4 e 5 Elé tric o NM 3 0 0 -6 Fta la tos Biol óg ic o s e M ic robi o ló gi c os Fo rma m id a Fe rvu ra M ordi da Quantidade de Amostras Inferior a 799 3 1 2
Cada ensaio aqui discriminado, quando
necessário, será realizado nas mesmas
4600 a 4799 23 5 18 3 3 3 3 3 4800 a 4999 24 5 19 3 3 3 3 3 5000 a 5199 25 6 19 3 3 3 3 3 5200 a 5399 26 6 20 3 3 3 3 3 5400 a 5599 27 6 21 3 3 3 3 3 5600 a 5799 28 6 22 3 3 3 3 3 5800 a 5999 29 6 23 3 3 3 3 3 6000 a 10001 30 6 24 3 3 3 3 3 10001 a 5000 40 6 34 3 3 3 3 3 50001 a 100000 51 7 44 3 3 3 3 3 100001 a 200000 61 7 54 3 3 3 3 3 Acima de 200001 71 7 64 3 3 3 3 3
Nota 1: A amostra de 3 unidades referente aos ensaios biológicos, de formamida, ou de ftalatos, corresponde à quantidade necessária para a realização do ensaio, independente do tamanho do lote. Esta quantidade não está contabilizada na coluna "Quantidade Total Amostrada", visto não ser aplicável a todos os brinquedos. Quando necessário devem ser encaminhadas unidades adicionais do brinquedo, além das amostras estabelecidas em “Quantidade Total Amostrada”, para a realização dos ensaios toxicológicos.
Nota 2: A avaliação e respectivo registro fotográfico da advertência e da identificação de faixa etária devem ser feitas em uma amostra retirada dos brinquedos destinados ao ensaio “Propriedades gerais, físicas e mecânicas” da NM 300 –1.
Nota 3: Para o cálculo de unidades da amostra a ensaiar, o lote considerado é a soma de todas as unidades que compõem a família, não apenas a quantidade referente ao “pai” da família. Nota 4: O número de amostras definidas para os ensaios de cada família deve ser multiplicado pelo número de modelos que compõem o pai da família.
Nota 5: Em caso de número fracionado, seguir a seguinte regra: número menor ou igual a 0,5 se para o inteiro menor; número com valores com decimais maiores que 0,5 arredonda-se para o inteiro superior.
Nota 6: A seleção e o lacre das amostras devem ocorrer em território nacional, não se aplicando as amostragens de contraprova e testemunha.
Tabela 6 – Plano de amostragem para ensaios – Modelo 2 e 5
Tipo de ensaio Nº de Amostras
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brinquedos Migração de Certos Elementos 03
Propriedades Gerais Mecânicas e Físicas 03
Ensaios que dependem do tipo de brinquedo
Inflamabilidade 03
Jogos Químicos e Experimentos 03
Jogos químicos distintos de jogos de experimento 03
Elétrico 03 Ftalato 03 Formamida 03 Biológico e Microbiológico 03 Mordida 03 Fervura 03
Nota 1: A amostragem especificada na Tabela 6 corresponde à quantidade necessária para a realização dos ensaios de prova. Para a realização dos ensaios de contraprova e de testemunha, deve-se utilizar a mesma quantidade amostral para todos os ensaios definidos nesta Tabela.
Nota 2: Na necessidade de realização dos ensaios de contraprova e testemunha, devem ser realizados todos os ensaios aplicáveis ao brinquedo e, não só, os ensaios em que o produto foi reprovado.
Nota 3: A avaliação e registro fotográfico da advertência e identificação de faixa etária devem ser feitos em uma amostra retirada dos brinquedos destinados ao ensaio “Propriedades Gerais Mecânicas e Físicas”.
Nota 4: Os ensaios das amostras de contraprova e testemunha devem, necessariamente, ser realizados no mesmo laboratório onde foi realizado o ensaio da amostra prova.
Todas as amostras ensaiadas devem ser aprovadas em todos os ensaios realizados.
O número de amostras definidas para os ensaios de cada família deve ser multiplicado pelo número de modelos que compõem o pai da família.
Nota: Em caso de número fracionado, seguir a seguinte regra: número menor ou igual a 0,5 se para o inteiro menor; número com valores com decimais maiores que 0,5 arredonda-se para o inteiro superior.
Devem ser realizados planos de ensaios individuais para cada família.
Ao realizar a coleta da amostra o ITAC elabora a Coleta de Amostras – FORM-080.
As amostras são identificadas, lacradas e encaminhadas ao laboratório para ensaio, de acordo com o estabelecido neste PITAC.
A família reprovada somente poderá ser novamente ensaiada mediante apresentação da devida ação corretiva. Todos os ensaios devem ser repetidos em novas amostras.
Caso haja aprovação nos ensaios de prova, a amostra é considerada aprovada. Caso seja constatada não conformidade na amostra prova, o(s) ensaio(s) deve(m) ser repetido(s) nas amostras contraprova e testemunha.
a) Se constatada a não conformidade na contraprova, a amostra é considerada reprovada; b) Se a contraprova não apresentar não conformidade, a amostra testemunha deve ser
ensaiada;
c) Se a testemunha apresentar não conformidade, a amostra é considerada reprovada; d) Se a testemunha não apresentar não conformidade, a amostra é considerada aprovada. A critério do solicitante da certificação, mediante formalização ao ITAC, as amostras de contraprova e testemunha não necessariamente precisarão ser ensaiadas. Neste caso, não poderá haver contestação dos resultados obtidos na amostra prova.
Nota: No caso de protótipos, o fabricante pode coletar e encaminhar a amostra ao laboratório, mediante acordo entre estes, e sob responsabilidade do ITAC. A aprovação do protótipo nos ensaios iniciais não isenta o ITAC de validar os produtos após o início do funcionamento da linha de produção. Ou seja, após aprovação do protótipo, o produto definitivo será coletado pelo ITAC para realização dos ensaios iniciais.
Caso haja reprovação do lote nas certificações conduzidas pelo modelo 1b, este não poderá ser liberado para comercialização e o fornecedor deve providenciar a destruição do mesmo ou a devolução ao país de origem (quando tratar-se de importação) com documentação comprobatória da providência que foi adotada.
5.2.4.2 Definição do Laboratório
O ITAC adota laboratórios de ensaio designado pelo Inmetro. Na inexistência de laboratório designado pelo Inmetro, serão observadas as orientações previstas no RGCP.
A Lista de Laboratórios Qualificados – FORM-008, que possuem Acordo de Cooperação
Técnica assinado com o ITAC, está disponível para download no endereço eletrônico
www.itacbr.com.
Mais detalhes sobre contratação de laboratórios estão detalhados no PITAC 07 – Contratação de Serviços, revisão vigente.
5.2.5 Tratamento de Não Conformidades
Quando identificadas não conformidades, o solicitante da certificação deve analisar a causa e descrever a correção e as ações corretivas específicas tomadas, ou que planeja tomar, para eliminar as não conformidades detectadas durante a auditoria. A ação corretiva proposta deve ser coerente com a gravidade e abrangência de não conformidade apontada pela equipe auditora, principalmente no que diz respeito ao prazo para sua efetivação.
O registro das ações corretivas deve ser feito através do Relatório de Não Conformidade e
Ação Corretiva – FORM-019.
As ações corretivas propostas pelo solicitante da certificação podem ser verificadas pelo ITAC, de 2 (duas) formas:
Este documento quando impresso
máximo de 30 (trinta) dias a contar da data do Relatório de Não Conformidade e Ação Corretiva – FORM-019, podendo ser prorrogado a critério da Coordenação de Certificação mediante solicitação e justificativa da empresa.
Independentemente do número de reapresentações das ações corretivas pela empresa, o prazo total para fechamento das não conformidades é de 60 (sessenta) dias.
Após este prazo, o ITAC reserva-se o direito de repetir a auditoria, onde todos os custos associados serão cobrados da empresa, à taxa homem-dia vigente.
2) Por meio de uma visita nas instalações da empresa solicitante da certificação e/ou do fabricante, ou seja, uma auditoria suplementar a ser agendada pelo ITAC no devido tempo. O detalhamento sobre auditoria suplementar está previsto no item 12.1.
O ITAC irá avaliar a eficácia das ações corretivas implementadas, aceitando-as ou não.
Para as não conformidades consideradas críticas a ponto de impedir a certificação, o ITAC realizará auditoria suplementar para verificação in loco da implementação das correções e ações corretivas antes de recomendar a certificação, recertificação ou manutenção da certificação vigente.
O solicitante da certificação deve identificar e segregar o(s) produto(s) não conforme(s) em áreas separadas, para que não haja possibilidade de mistura com o produto conforme e envio para o mercado, devendo manter registro dessa ação.
A evidência objetiva do tratamento das não conformidades é requisito para a emissão do Certificado de Conformidade.
O solicitante da certificação poderá contestar as não conformidades registradas pelos auditores durante a auditoria. A contestação deverá ser feita, formalmente, pela empresa e diretamente ao ITAC. A Coordenação de Certificação do ITAC, após análise, poderá aceitar ou não a contestação. A decisão será comunicada formalmente à empresa.
5.2.6 Emissão do Certificado de Conformidade
O Gerente Técnico de Certificação, ou pessoa por ele designada nos casos em que tenha participado do processo de avaliação, é responsável por analisar criticamente as informações e resultados relacionados à avaliação.
Concluídas as etapas anteriores e estando o processo de auditoria completo e registrado no Processo de Aprovação de Produto – FORM-102, este é encaminhado para a tomada de decisão.
aceitas e verificadas a eficácia das correções e ações corretivas para todas as não conformidades e a consolidação e aprovação dos ensaios.
O ITAC assegura que a decisão sobre a certificação seja tomada por pessoa diferente daquela que executa a auditoria.
O ITAC notifica o solicitante da certificação caso decida não conceder a Certificação, relatando os motivos da decisão.
No Certificado de Conformidade – FORM-123, os modelos da família de brinquedos devem ser
notados da seguinte forma: Marca Modelo (Designação
Comercial do Modelo – incluir referência comercial, se existente) Descrição (Descrição Técnica do modelo) - material - dimensões
- indicação de faixa etária prevista para o brinquedos - restrição de faixa etária.
Códigos de barras comercial de todas as versões do modelo que constituem a família de brinquedo.
O ITAC mantém uma lista atualizada de certificados válidos, com identificação do produto, documentos normativos e identificação do cliente.
5.2.6.1 Certificado de Conformidade Modelo de Certificação 1b
O Certificado de Conformidade tem sua validade indeterminada, sendo válido apenas para o lote em questão, mencionado no Certificado.
a) O certificado de conformidade, como um instrumento formal emitido pelo ITAC, identifica o pai de família e todos os modelos que constituem a família certificada.
Modelos de Certificação 2 e 5
O Certificado de Conformidade tem validade de 3 (três) anos e, contempla a identificação do(s) pai(s) de família e todos os modelos que constituem a família certificada.
5.3 Avaliação de Manutenção
A avaliação de manutenção é programada pelo ITAC, de acordo com os critérios estabelecidos nas etapas subsequentes. A avaliação deve ser concluída até o vencimento do prazo de cada manutenção.
A primeira avaliação de manutenção deve ser realizada num espaço máximo de 6 (seis) meses após a emissão do certificado de conformidade.
Este documento quando impresso após a primeira avaliação de manutenção.
Caso seja evidenciada alguma não conformidade durante a segunda avaliação de manutenção, a próxima avaliação de manutenção ocorrerá, novamente, após 6 (seis) meses, desde que evidencie a adoção de ações corretivas adequadas às não conformidades encontradas anteriormente.
Caso não seja evidenciada não conformidade durante duas avaliações de manutenção consecutivas, a próxima avaliação de manutenção ocorrerá após 12 (doze) meses da realização da segunda avaliação de manutenção, prazo este que será aplicado até o período de recertificação do produto, desde que seja mantida a ausência de não conformidades na avaliação de manutenção anterior.
O aumento do espaçamento entre as avaliações está unicamente ligado a não identificação de não conformidades nas avaliações de manutenção. Neste caso, o espaçamento passa a ser o imediatamente superior. Entretanto, caso seja encontrada não conformidade nas avaliações de manutenção subsequentes, o espaçamento é reduzido para 6 (seis) meses, reiniciando-se então novo ciclo. Caso não seja encontrada não conformidade nas avaliações de manutenção, a recertificação deverá dar continuidade aos ciclos de 12 meses.
Nota: A certificação é válida por 36 meses. Neste caso, se o brinquedo precisar passar por uma avaliação de manutenção com 30 meses após a sua certificação, a validade desta manutenção será de somente 6 (seis) meses, independente de não ser evidenciada não conformidade durante sua avaliação.
A cada manutenção da certificação, deve(m) ser selecionado(s) novo(s) “pai(s)” de família, a fim de que outros brinquedos da família sejam ensaiados.
Quando ocorrer a inclusão de um modelo de brinquedo na família certificada, o mesmo deve ser avaliado na próxima avaliação de manutenção. No caso de inserção de mais de um modelo brinquedo na mesma família simultaneamente, o ITAC deve identificar aquele com maior complexidade para ser avaliado na próxima manutenção.
5.3.1 Auditoria de Manutenção do Sistema de Gestão da Qualidade e Avaliação do Processo Produtivo (Modelo de Certificação 5)
O ITAC irá avaliar o SGQ do solicitante da certificação e do fabricante de acordo com o item 5.2.3.
5.3.2 Plano de Ensaios de Manutenção
Os ensaios de manutenção devem comprovar a manutenção da conformidade, após a avaliação inicial, com os requisitos que constam neste PITAC.
Os ensaios de manutenção devem ser realizados na periodicidade definida no item 5.3 ou sempre que existirem fatos que recomendem a realização desses ensaios.
5.3.2.1 Definição dos Ensaios a serem realizados
Os ensaios de manutenção devem seguir o definido no item 5.2.4, excluindo-se a necessidade de realizar os ensaios referentes aos Requisitos Biológicos.
5.3.2.2 Definição da Amostragem de Manutenção
Modelo 2: A amostragem de manutenção deve seguir o descrito no item 5.2.4.1 com amostras retiradas no mercado.
Modelo 5: A amostragem de manutenção deve seguir o descrito no item 5.2.4.1. A cada manutenção da certificação, deve(m) ser selecionado(s) novo(s) “pai(s)” de família, a fim de que outros modelos de brinquedos da família sejam ensaiados.
Na fase de coleta/compra de amostras, tanto para produtos nacionais, quanto para produtos importados, para realização dos ensaios de manutenção, o ITAC deve, obrigatoriamente, coletá-las/comprá-las no comércio.
A área de expedição da unidade fabril ou centros de distribuição podem ser considerados comércio, desde que o produto já esteja na embalagem final de venda ao consumidor, em condições de ter a nota fiscal emitida.
A coleta na área de expedição da unidade fabril ou centros de distribuição somente pode ser realizada pelo ITAC sem aviso prévio, não podendo ser realizada durante o período de auditoria no caso de Modelo 5 de Certificação.
A coleta para realização dos ensaios de manutenção deve ser realizada pelo ITAC em amostras que tenham sido fabricadas entre a data da emissão do certificado e a primeira avaliação de manutenção. Após, a coleta deverá ocorrer em amostras do produto fabricado no intervalo entre duas manutenções sequenciais ou entre a última manutenção e a recertificação.
5.3.2.3 Definição do Laboratório
A definição do laboratório deve seguir as condições descritas no item 5.2.4.2.
5.3.3 Tratamento de Não Conformidades
Caso seja identificada alguma não conformidade durante a avaliação de manutenção, cabe ao detentor do certificado a análise crítica das causas das não conformidades, bem como a proposição de ações corretivas.
Este documento quando impresso
Para não conformidades identificadas em ensaios, o ITAC ainda emite o Relatório de Não Conformidade dos Resultados de Ensaios – FORM-207 e são anexados os relatórios de ensaios fornecidos pelo laboratório.
O detentor do certificado deve enviar ao ITAC, num prazo máximo de 15 (quinze) dias corridos, o plano de ações corretivas, que deve ter 60 (sessenta) dias corridos como prazo máximo para evidenciar a implementação das ações corretivas.
O detentor do certificado deve tomar ações de controle imediatas, na fábrica, que impeçam que o modelo/família reprovado(a) no ensaio de manutenção seja enviado para o mercado.
O ITAC irá avaliar a eficácia das ações corretivas propostas no plano, bem como se as mesmas foram implementadas.
Fica a critério do ITAC avaliar a necessidade de conduzir nova auditoria para verificar a implementação das ações corretivas e/ou a realização de novos ensaios.
A não apresentação do plano de ações corretivas dentro do prazo previsto acima ou a identificação de alguma não conformidade, sem evidências de tratamento, acarretará na suspensão imediata do Certificado de Conformidade para o modelo/família não conforme. O ITAC deve notificar o detentor do certificado por escrito, informando que só poderá retomar o processo de certificação quando as não conformidades encontradas forem sanadas.
Caso seja evidenciada não conformidade em um dos modelos da família, a suspensão da certificação se aplica a todos os modelos que compõem a família e poderá ser estendida a outras famílias, a critério do ITAC.
O detentor do certificado deverá apresentar o plano de ações corretivas em até 15 (quinze) dias corridos a partir da suspensão da sua certificação. A certificação volta a vigorar quando as ações corretivas forem consideradas efetivas pelo ITAC. A efetividade das ações corretivas deverá ser confirmada por meio de ensaios, auditoria e/ou análise documental, a critério do ITAC.
Novos prazos podem ser acordados desde que formalmente solicitados pelo detentor do certificado, justificados, e avaliada a pertinência pelo ITAC.
Caso o detentor do certificado não atenda aos prazos estabelecidos, e desde que não tenha sido acordado novo prazo, a certificação será cancelada.
Em caso de recusa do detentor do certificado em implementar as ações corretivas, o ITAC irá cancelar o Certificado de Conformidade para a(s) família(s) de produto(s) certificado(s) e comunicar formalmente ao Inmetro.
Na hipótese em que o produto não possa ser coletado conforme determinado no item 5.3.2.2, o certificado será suspenso, até o limite do seu prazo de validade.
5.3.4 Confirmação da Manutenção
O ITAC irá emitir a confirmação da manutenção após a análise crítica, abrangendo as informações sobre a documentação, auditorias, ensaios, tratamento de não conformidades, acompanhamento no mercado e tratamento de reclamações, observando os requisitos pertinentes do item 5.2.6, de que a manutenção do atendimento aos requisitos foi demonstrada.
Cumpridos os requisitos exigidos neste PITAC, o ITAC emite o documento Confirmação da Manutenção – FORM-071, formalizando que a certificação está mantida.
5.4 Avaliação de Recertificação
A avaliação de recertificação será programada pelo ITAC, de acordo com os critérios estabelecidos no item 5.2, exceto para a etapa de Tratamento Não Conformidades que deve seguir o disposto em 5.3.3.
O ITAC, na recertificação, dará continuidade ao espaçamento praticado a partir da última avaliação realizada, a depender da existência, ou não, de não conformidades.
A coleta para realização dos ensaios será realizada pelo ITAC em amostras que tenham sido fabricadas entre a data da última manutenção e a data da recertificação.
O ITAC, após a análise crítica, abrangendo as informações sobre a documentação, auditorias, ensaios, tratamento de não conformidades, acompanhamento no mercado e tratamento de reclamações, decide pela recertificação.
Cumpridos os requisitos exigidos neste PITAC, o ITAC emite o novo Certificado da Conformidade. Um certificado, com numeração distinta, será emitido pelo ITAC para cada modelo ou para cada família, a cada recertificação.
5.5 Extensão do Escopo
O detentor do certificado pode, a qualquer momento, pedir extensão de escopo através do preenchimento da Solicitação Proposta Comercial para Certificação de Brinquedos – FORM-049, conforme item 5.2.1.
É permitido ao detentor do certificado solicitar extensão de escopo utilizando a mesma auditoria de certificação, recertificação ou supervisão. A extensão de escopo pode, ainda, ser realizada através de auditoria suplementar, a critério do ITAC após avaliação da solicitação.
Este documento quando impresso O processo de tratamento de reclamações deve contemplar:
a) Um sistema para tratamento das reclamações, assinado pelo responsável formalmente designado para tal, que evidencie que o solicitante da certificação:
Valorizam e dão efetivo tratamento às reclamações apresentadas;
Conhecem e comprometem-se a cumprir e sujeitar-se às penalidades previstas nas leis, especificamente na Lei n.º 8078/1990;
Analisam criticamente os resultados, bem como tomam as providências devidas, em função das reclamações recebidas;
Definem responsabilidades quanto ao tratamento das reclamações;
Comprometem-se a responder ao Inmetro qualquer reclamação no prazo de 15 (quinze) dias corridos;
Comprometem-se a responder ao reclamante quanto ao recebimento, tratamento e conclusão da reclamação, conforme prazos estabelecidos internamente.
b) Uma sistemática para o tratamento de reclamações contendo o registro de cada uma, o tratamento dado e o estágio atual;
c) A indicação formal de uma pessoa ou equipe, devidamente capacitada e com liberdade para o tratamento das reclamações;
d) Número de telefone ou outros meios para atendimento às reclamações e formulário de registro de reclamações, que inclua código ou número de protocolo fornecido ao consumidor para acompanhamento.
O solicitante da certificação deve ainda realizar anualmente uma análise crítica das reclamações recebidas e evidências da implementação das correspondentes ações corretivas, bem como das oportunidades de melhorias, registrando seus resultados.
Obrigatoriamente, qualquer que seja o modelo de certificação adotado, o ITAC deve auditar todos os locais (próprios do solicitante da certificação ou por ele diretamente terceirizados) onde a atividade de Tratamento de Reclamações for exercida, para verificação do atendimento aos requisitos estabelecidos anteriormente, nas avaliações iniciais, de manutenção e recertificação, quando existentes.
Para os casos em que o solicitante da certificação comprovar sua condição de micro e pequena empresa – MPE, a auditoria é opcional, ficando a critério do ITAC sua realização.
6.2 Recebidas pelo ITAC
Ao receber uma reclamação o ITAC confirma se a reclamação está relacionada às atividades de certificação pelas quais é responsável e, se estiver, irá tratá-la. O ITAC acusa o recebimento de reclamação.
Através do formulário de Registro de Reclamação – FORM-060, o ITAC avalia e investiga, quando aplicável, o processo de reclamação e decide quais ações tomar, sendo responsável pela coleta e verificação de todas as informações necessárias para validar a reclamação.
A decisão a ser comunicada ao reclamante é preparada, ou revisada e aprovada, por pessoa(s) sem envolvimento anterior com o assunto da reclamação.
ao ITAC a fim de garantir que as correções e ações corretivas apropriadas sejam tomadas. Uma auditoria suplementar documental ou in loco poderá ser solicitada.
A comunicação com a empresa reclamada e com o reclamante é feita através de correspondência formal da Coordenação de Certificação do ITAC – GCERT.
O prazo da empresa para atendimento às solicitações feitas pelo ITAC para tratamento ao processo de reclamação é de 7 (sete) dias corridos. Prazos maiores poderão ser solicitados pela empresa com a devida justificativa e cabe ao ITAC analisar e aprovar tais solicitações.
Sempre que possível, o ITAC fornece ao reclamante o resultado e o final do processo de reclamação.
Caso haja reincidência de reclamação de um cliente, o ITAC verificará a necessidade da suspensão imediata do Certificado de Conformidade.
Os registros das reclamações e das ações tomadas serão mantidos em pasta específica.
6.3 Apelações
O ITAC é responsável por todas as decisões em todos os níveis do processo de tratamento de apelações. O ITAC assegura que as pessoas envolvidas no processo de tratamento de apelações sejam diferentes daquelas que realizaram as auditorias e tomaram as decisões de certificação. Na discordância das decisões tomadas pela ITAC, a empresa pode apelar, embasado em argumentações. Essas discordâncias podem estar relacionadas a:
a) recusa em aceitar uma solicitação para certificação; b) não concessão da certificação; e
c) suspensão ou cancelamento da certificação.
Fica assegurado a empresa, que não estiver de acordo com os resultados e decisão da avaliação, o direito a recursos junto ao ITAC, em primeira instância, que analisará e dará o parecer.
Em segunda instância, ainda caberá recurso junto a CGCRE, que deverão ser impetrados diretamente a este Instituto, ou outro que a empresa julgar adequado.
A apelação deverá ser formalizada ao ITAC no prazo máximo de 1 (um) mês, a contar do dia de recebimento da notificação da decisão.
A submissão, investigação e decisão sobre apelações não resultam em qualquer ação discriminatória contra o apelante.
O processo de tratamento de apelações inclui pelo menos os seguintes elementos e métodos: a) Uma descrição geral do processo de recebimento, validação e investigação da apelação, e da
decisão de quais ações serão tomadas em resposta a ela, considerando-se os resultados de apelações anteriores similares;
Este documento quando impresso O ITAC irá confirmar o recebimento da apelação.
A decisão a ser comunicada ao apelante é tomada, ou revisada e aprovada, por pessoa(s) sem envolvimento anterior com o assunto da apelação.
O ITAC enviará ao apelante uma notificação formal do término do processo de tratamento da apelação.
As apelações apresentadas contra as decisões tomadas são encaminhadas ao Presidente do ITAC, a quem cabe avaliar, decidir e comunicar ao apelante.
As ações de recorrência contra as decisões tomadas pelo Presidente do ITAC, em relação ao processo de certificação, são encaminhadas ao Conselho Diretor do ITAC como instância superior de decisão.
7 TRANSFERÊNCIA DA CERTIFICAÇÃO
A transferência de certificados válidos, emitidos de acordo com o estabelecido neste PITAC, de um OCP emissor para um OCP receptor, é admitida, podendo ser motivada pelo OCP emissor ou pelo detentor do certificado.
O OCP receptor deve ser legalmente estabelecido no país e acreditado pelo Inmetro/Cgcre.
Cada OCP deve incluir nos contratos com seus clientes a disponibilidade de fornecer as informações necessárias a outro OCP, por ocasião de transferência de um certificado emitido por ele, ainda válido.
Uma pessoa qualificada do OCP receptor deve realizar uma análise crítica do processo de certificação do novo cliente. Esta análise crítica deve ser conduzida por meio do exame da documentação/registros e/ou realizando visita ao fabricante ou prestador do serviço, e ser devidamente registrada. A análise crítica deve cobrir, no mínimo, os seguintes aspectos:
a) As etapas do processo realizadas até o momento e a situação na etapa do processo atual de certificação;
b) Relatórios de ensaio;
c) Plano de ensaios realizados, correlacionando com a família ou modelo; d) Razões do pedido de transferência;
e) Validade do certificado, no que diz respeito à autenticidade e à duração, cobrindo o escopo objeto da transferência;
f) Validade da certificação e situação de não conformidade(s) ainda pendente(s) de correção(ões). Esta verificação, de preferência, deve ser efetuada em conjunto com o OCP emissor, a não ser que o mesmo tenha encerrado suas atividades;
g) Relatório(s) da última auditoria (certificação, manutenção e recertificação) e da(s) extraordinária(s), e qualquer não conformidade ainda não sanada;
h) Reclamação(ões)/apelação(ões) recebida(s) e a(s) ação(ões) tomada(s); i) A etapa atual da certificação.
Se na análise crítica prévia forem identificadas não conformidades pendentes ou riscos potenciais, ou quando houver dúvidas quanto à adequação da certificação existente, o OCP receptor deve, dependendo da extensão da dúvida:
a) Não aceitar o processo de transferência e dar início a um processo de certificação novo; ou, b) Aceitar o processo de transferência após a evidenciação, por meio de auditoria ou ensaio, de
que a certificação original pode ser mantida.
A decisão quanto às ações requeridas dependerá da natureza e da extensão das não conformidades encontradas, devendo ser registrada e explicada ao detentor do certificado. Se na análise crítica prévia não forem identificadas não conformidades pendentes ou riscos potenciais, o OCP receptor deverá aceitar a transferência de certificação.
Acatada a transferência, o OCP receptor emitirá um novo certificado, datado do término da análise crítica e com o prazo de validade restante em relação ao certificado original, e considerando todos os itens previstos em 5.2.6.
O novo certificado de conformidade emitido deverá mencionar também que o mesmo é referente a processo de transferência de certificação, indicando o Organismo emissor, nº do certificado transferido e a data da transferência.
O OCP emissor somente deverá cancelar o Certificado de Conformidade quando o OCP receptor emitir o novo Certificado de Conformidade com a validade restante.
A próxima avaliação de manutenção ou a recertificação deverá ocorrer de acordo com os critérios estabelecidos neste PITAC e ser realizada nos prazos previstos no processo original de certificação realizado pelo OCP emissor.
O OCP receptor deve manter toda a documentação e todos os registros relativos à transferência de certificação, durante o tempo determinado no seu sistema de gestão da qualidade.
8 ENCERRAMENTO DA CERTIFICAÇÃO
O encerramento da certificação dar-se-á nas hipóteses de encerramento da fabricação/importação dos produtos.
O ITAC deve assegurar que os objetos certificados antes desta decisão estejam em conformidade com este PITAC.
O ITAC irá programar uma auditoria extraordinária para verificação e registro dos seguintes requisitos:
a) data de fabricação e tamanho dos últimos lotes do objeto certificado; b) material disponível em estoque;
c) quantidade de produto acabado em estoque e previsão para que este lote seja distribuído; d) cumprimento dos requisitos previstos neste PITAC para o objeto desde a última auditoria de
acompanhamento;
Este documento quando impresso f) estoque de selos adquiridos.
No caso de produto importado, a auditoria de encerramento deverá realizada nas dependências do solicitante da certificação para que sejam verificados: a data da última importação e tamanho dos últimos lotes importados; a quantidade de produto acabado em estoque (no solicitante da certificação e/ou importador) e previsão para que este lote seja distribuído; cumprimento dos requisitos previstos neste PITAC desde a última auditoria de acompanhamento; ensaios de rotina realizados pelo fabricante nos últimos lotes produzidos.
Quando julgar necessário, o ITAC poderá programar também a coleta de amostras e a realização de ensaios para avaliar a conformidade dos produtos em estoque.
No caso de produtos importados, caso não tenha havido importação, no período compreendido entre a certificação inicial ou última manutenção e a solicitação de encerramento, não é aplicável a realização de ensaios para verificação da conformidade dos produtos em estoque no importador.
Caso o resultado destes ensaios apresente alguma não conformidade, o ITAC, antes de considerar o processo encerrado, solicita ao detentor do certificado o tratamento pertinente, definindo as disposições e os prazos de implementação.
No caso de ocorrência de produtos não conformes no mercado, antes de considerar o processo encerrado, e, dependendo do comprometimento que a não conformidade identificada possa impor ao uso do produto, o ITAC irá comunicar ao Inmetro o cancelamento do certificado com a recomendação de retirada do produto do mercado.
A partir do encerramento de certificação, o produto não poderá mais ser fabricado ou importado, sendo admitida estritamente a distribuição e comercialização do estoque produzido dentro da validade da certificação.
Uma vez concluídas as etapas acima, o ITAC irá cancelar o certificado, atualizar o banco de dados de produtos e serviços certificados disponibilizado pelo Inmetro, bem como notificar o encerramento ao Inmetro/Dconf.
Caso o detentor do certificado não permita ao ITAC cumprir os requisitos acima, o ITAC irá cancelar o certificado, atualizar o banco de dados de produtos e serviços certificados disponibilizado pelo Inmetro, bem como notificar o encerramento ao Inmetro/Dconf, justificando o impedimento acima mencionado.
9 SELO DE IDENTIFICAÇÃO DA CONFORMIDADE
O Selo de Identificação da Conformidade tem por objetivo identificar que o objeto da certificação foi submetido ao processo de avaliação da conformidade e atende aos requisitos contidos neste PITAC.
O modelo, as características, a rastreabilidade e as formas de aposição do Selo de Identificação da Conformidade definidos neste PITAC, obedecem às disposições contidas na Portaria Inmetro nº 274/2014.
produto, de forma visível, clara, indelével e não violável, impresso (em forma de adesivo ou não), devendo seguir um dos modelos descritos na Figura 1.
Brinquedos vendidos a granel para serem fracionados e os brinquedos comercializados sem embalagem individual devem ostentar o Selo de Identificação da Conformidade no próprio produto.
Para aqueles brinquedos vendidos a granel, em que o tamanho seja insuficiente para a aplicação do Selo compacto com a menor dimensão, o Selo de Identificação da Conformidade deve ser aplicado no display de venda, contendo o número de registro, de forma clara, visível ao consumidor para sua decisão de compra.
Para aqueles brinquedos vendidos a granel, que permitam a aplicação o Selo com menor dimensão – que não possui o número de registro devido ao tamanho, conforme Figura 1 – um Selo de Identificação da Conformidade contendo o número de registro deve ser aplicado no display de venda, de forma clara, visível ao consumidor para sua decisão de compra.
Produtos que contêm brinquedos como brindes não visíveis na embalagem não podem exibir o Selo de Identificação da Conformidade na sua embalagem, mas sim no brinquedo ou na embalagem do brinquedo ofertado como brinde.
A embalagem do produto que contém o brinquedo ofertado como brinde deve apresentar os seguintes dizeres:
“ATENÇÃO: Contém brinquedo certificado no âmbito do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade.”
Nota: Deve-se ainda adicionar uma frase que contemple, conforme for o caso, a restrição de faixa etária do brinquedo ou uma frase que explicite que o brinquedo não apresenta restrição de faixa etária.
Produtos que acompanham brinquedo como brinde, cuja embalagem final seja a mesma e os dois são comercializados de maneira visível, devem apresentar o Selo de Identificação da Conformidade na embalagem final, acompanhado dos seguintes dizeres:
"ATENÇÃO: Este Selo de Identificação da Conformidade se refere ao brinquedo e não a todo o produto desta embalagem."
A embalagem do produto que contém brinquedo acoplado certificado deve apresentar os seguintes dizeres:
“ATENÇÃO: Este produto não é um brinquedo. O Selo de Identificação da Conformidade se refere ao brinquedo acoplado ao produto.”
Os brinquedos comercializados sem embalagem individual, com ou sem embalagem expositora, devem ostentar o Selo de Identificação da Conformidade no próprio brinquedo, de forma clara, gravado, em forma de adesivo ou não, em baixo ou em alto relevo.
Este documento quando impresso Tamanho mínimo 50 mm
Compacto
Uma Cor – 20 mm
Figura 1 – Formato e dimensões do Selo de Identificação da Conformidade
Nota: o termo uma cor não define qual cor deve ser utilizada, podendo prevalecer a cor da embalagem do brinquedo.
10 AUTORIZAÇÃO PARA USO DO SELO DE IDENTIFICAÇÃO DA CONFORMIDADE
A Autorização para uso do Selo de Identificação da Conformidade, FORM-041, é concedida depois de cumpridos todos os requisitos exigidos neste PITAC.
A autorização para o uso do Selo de Identificação da Conformidade e a comercialização do produto ou prestação do serviço estão condicionados à obtenção do Registro de Objeto.
A autorização terá sua validade vinculada à validade da certificação e na condição de não suspenso ou cancelado.