GUIAS DE ENFERMAGEM OBSTÉTRICA
W a n d a E . S. Freddi ( * )
Heloisa A. L . M a r t i n s ( * )
I N T R O D U Ç Ã O
O a u m e n t o progressivo do n ú m e r o de alunas nos cursos de G r a -duação e m E n f e r m a g e m e Obstetrícia da E s c o l a d e E n f e r m a g e m da USP, não a c o m p a n h a d o de a u m e n t o correspondente d o s c a m p o s de estágio de E n f e r m a g e m Obstétrica, N é o - N a t a l e Ginecológica, colocou as docentes destas disciplinas e m face de u m p r o b l e m a q u e precisava ser equacionado. E n q u a n t o não fôr ampliada a rede de assistência materno-infantil, a única solução será a diminuição d o n ú m e r o de h o r a s de estágio.
E s t a diminuição, entretanto, deverá ser feita muito cuidadosa-mente, a fim de não ser prejudicado o preparo da aluna. B u s c a m o s u m m é t o d o q u e permitisse o m á x i m o de aproveitamento do seu t e m -p e Para esse fim, -p r e -p a r a m o s alguns roteiros; uns auxiliam a aluna a identificar as necessidades da mulher, no ciclo grávido-puerperal, do r e c é m - n a s c i d o o u das pacientes ginecológicas, possibilitando-lhes m e l h o r e m a i s rápido planejamento da assistência d e enfermagem. O u t r o s roteiros p e r m i t e m à aluna avaliar a assistência de e n f e r m a -gem p o r ela prestada à m u l h e r e ao recém-nascido. Alguns a j u d a m - n a a aplicar na assistência de e n f e r m a g e m os conhecimentos teóricos. A finalidade destes roteiros é, t a m b é m , unificar o ensino das docentes, evitando repetições inúteis e freqüentes m u d a n ç a s d e orientação, p o u -pando ao aluno perda d e t e m p o e o desgaste das adaptações m u i t o freqüentes.
A o conjunto destes roteiros d e m o s a designação de Guias. Alguns roteiros q u e c o m p õ e m estes guias estão sendo usados há vários anos. c o m o p o r exemplo: o "Plano d e A u l a s p a r a M ã e s " e m u i t o s dos "exercícios", outros f o r a m experimentados e m 1971.
N o s roteiros e m geral apenas c i t a m o s os tópicos referentes às necessidades d e assistência de enfermagem, c o m a finalidade de levar a aluna a consultar a bibliografia especializada antes de desenvolv ê l o s para discussão e m grupo. O b s e r desenvolv a m o s , entretanto, que a b i
bliografia e m português, relativa a alguns tópicos, é pequena, princi-p a l m e n t e q u a n t o às reações emocionais das gestantes, princi-parturientes e puérperas, razão pela qual p r o c u r a m o s sugerir a conduta a ser s e -guida pela aluna.
O u t r o s tópicos c o m as m e s m a s dificuldades s o f r e r a m t r a t a m e n t o idêntico.
E x p l i c a m o s , e m cada roteiro, c o m o êle deve ser usado pela aluna. Apresentaremos, a seguir, algumas sugestões p a r a o u s o destes rotei-ros, pela Docente.
N o u s o destes roteiros, sugerimos à Docente:
1. distribuir os roteiros para identificação d a s necessidades da m u -lher n o ciclo grávido puerperal, do r e c é m - n a s c i d o e das pacientes ginecológicas, antes do início d o estágio para o qual a aluna está designada;
— sortear c a d a aluna p a r a desenvolver d e t e r m i n a d o tópico d o roteiro, no dia da apresentação deste. C o m p l e m e n t a r o assunto apresentado, após a discussão pelo grupo q u e irá fazer o m e s -m o estágio. Integrar o aspecto espiritual, ético, ad-ministrativo e de saúde pública, no roteiro apresentado.
— d e m o n s t r a r para as alunas no 1.° dia de estágio c o m o identi-ficar e prestar assistência de enfermagem de acordo c o m as necessidades específicas d e cada m u l h e r o u recém-nascido; 2 . indicar a bibliografia de artigos de revistas, jornais e livros que
não estão incluídos nos p r o g r a m a s de ensino e q u e m e l h o r expli-q u e m o assunto a ser tratado pela aluna. Sugerir à aluna colecionar artigos de revistas e jornais, dos assuntos, c u j a b i b l i o -grafia é escassa;
3 . verificar diariamente as fichas preenchidas p e l a s alunas n o está-gio e arguí-las s o b r e as m e s m a s ;
4. selecionar os exercícios da aplicação teórica de conhecimento e m situações práticas, d e acordo c o m o adiantamento da aluna e v e -rificar c o m o f o r a m resol vidos p o r elas. * Sugerir às alunas p a r a fazer o s exercícios constantes destes guias e m folhas avulsas e depois de corrigidas pela Docente transcrevê-los p a r a os espaços correspondentes d o s guias;
5. Auxiliar a aluna a selecionar as gestantes, puérperas e r e c é m --nascidos que necessitam de visitas domiciliares. A p ó s a visita, comentar o o m a aluna a s observações feitas p o r elas, n o domicílio. 6. argüir a aluna s o b r e o s itens d o plano de aula, antes deste ser
transmitido às m ã e s . Assistir a aula dada pela aluna e observada
p o r a l g u m a s colegas. Á p ó s a aula, pedir à aluna para fazer a auto-crítica d e sua aula, e m seguida solicitar as colegas q u e a critiquem e, finalmente, criticá-la;
7. auxiliar a a l u n a a selecionar as gestantes, parturientes e p u é r p e -ras, p a r a estudo;
8. orientar a aluna a: fazer o levantamento das ocorrências de e n f e r m a g e m n o prénatal, puerperio e berçário; c o m p a r a r as o c o r -rências semanais e m e n s a l m e n t e tirar a sua p o r c e n t a g e m , levan-d o - a a colaborar na estatística hospitalar; procurar as c a u s a s levan-das deficiências encontradas p a r a saná-las.
O s roteiros constantes d o s Guias d e E n f e r m a g e m Obstétrica, N é o N a t a l e Ginecológica, p o d e m servir aos cursos de graduação e m E n -f e r m a g e m , e m S a ú d e Pública e Obstetrícia. A s exigências da Docente o o m relação a o conteúdo d o guia é q u e varia c o n f o r m e o curso da aluna.
ENFERMAGEM OBSTÉTRICA I *
Planos d e E n s i n oCódigo: E N P 350 Duração: 150 horas
Requisitos prévios: E n f e r m a g e m M é d i c a I
E n f e r m a g e m e m Centro Cirúrgico I Requisito Paralelo: Assistência ao R e c é m - N a s c i d o I I N T R O D U Ç Ã O
E s t a disciplina inclui ensino teórico e prático d e c a m p o d e 6 s e m a n a s e m maternidade, durante as quais as alunas estagiam e m a m -bulatório de pré-natal, enfermaria de puerperio e sala de partos. O B J E T I V O S
T e r m i n a d a a disciplina a aluna deverá ser capaz de:
1. identificar as necessidades físicas, emocionais, sociais e educa-cionais da mulher n o ciclo grávido puerperal;
2 . prestar assistência de e n f e r m a g e m à gestante, à parturiente e à puérpera;
3 . prestar assistência ao parto e m situações de emergência.
Duração e m horas E n s i n o E n s i n o T e ó r i c o Prático Introdução: Orientação à disciplina. O b j e t i v o s , d i s
-tribuição de tarefas; m é t o d o s de ensino; avaliação
da aluna; estágios; bibliografia 1 —
I — P r é - N a t a l N o r m a l 40
1. Desenvolvimento do Ovo e seus anexos; f e -cundação, nidação, placentação e
cresci-m e n t o do feto. 4
2 . Modificações gravídicas do organismo m a -terno (gerais e l o c a i s ) . 2 3 . Identificação das necessidades da gestante 4 4 . Bacia óssea feminina; estreitos e diâmetros. 2
5 . Relações útero-fetais. 4
6. Assistência de e n f e r m a g e m incluindo e d u
-cação d a gestante. 6
I I — P a r t o eutócico e operatorio 4 0 1. Períodos clínicos e m e c â n i c o s d o parto. 2
2 . Assistência de e n f e r m a g e m à parturiente e
ao r e c é m - n a s c i d o na sala de p a r t o . 6 3 . Preparo d o material p a r a analgesia, a n e s t e
sia, infiltração d o perineo, instrumental, p a
-cotes d e parto e p a r a episiorrafia. 1 4 . Assistência d e e n f e r m a g e m ao p a r t o o p e r a
-torio 1 I I I — Puerperio N o r m a l 17
1. Definição, conceito e modificações a n á t o
-m o - f i s i o l ó g i c a s do puerperio. 1 2 . Assistência d e e n f e r m a g e m à puérpera e à
nutriz. 3 3 . E d u c a ç ã o de puérperas e m relação a si p r ó
pria, ao b e b ê e a o s o u t r o s m e m b r o s d a f a
-mília. 1 I V — P r é - N a t a l Patológico 4
Assistência de e n f e r m a g e m à gestantes t o x ê
-m i c a s e c o -m s í n d r o -m e s he-morrágicas. 4
V — Puerperio Patológico 4 1. Assistência d e e n f e r m a g e m a puérperas o p e
-radas. 1 2. Assistência de e n f e r m a g e m a puérperas c o m
infecção puerperal, m a s t i t e e psicose p ó s
--parto. 2 T O T A L 45 105
M É T O D O S D E E N S I N O 1. Preleções
2. Aulas c o m d e m o n s t r a ç ã o de assistência de e n f e r m a g e m a g e s -tantes, parturientes, puérperas e aos r e c é m - n a s c i d o s n a sala d e p a r t o .
3 . Seminários ( g r u p o s de 3 a 4 alunas) sobre as reações e m o c i o -nais de gestantes, parturientes e puérperas, c u j a assistência de e n f e r m a g e m foi prestada pelas alunas nas vinte e quatro horas.
4 . Apresentação o r a l pela aluna e m classe e discussão pelo grupo:
4 . 2 — d a s observações das relações entre m ã e e filho; 4 . 4 — das observações d o s p r o b l e m a s sociais encontrados n o
pré-natal.
5. Supervisão d a experiência de c a m p o c o m gestantes, p a r t u -rientes e puérperas q u e compreende:
5 . 1 — prestação d e assistência de e n f e r m a g e m à m ã e n a a d -m i s s ã o e -m a -m b u l a t ó r i o ( p r é - n a t a l ) , nas enfer-marias e s a l a s de parto.
5 . 2 — observação do c o m p o r t a m e n t o d a s relações entre m ã e e filho.
5 . 3 — educação das m ã e s e m relação a si própria durante o ciclo grávido puerperal.
A V A L I A Ç Ã O
1. Observação da aluna durante o estágio e avaliação d o seu progresso.
2. Arguição d a aluna n o c a m p o s o b r e matéria teórica correla-cionada c o m sua aplicação prática.
3 . " B O L E T I M D E E F I C I Ê N C I A " sobre a atuação da aluna no estágio c o m citação das experiências da estudante.
4 . T R A B A L H O E S C R I T O s o b r e u m d o s seguintes assuntos: — estudo d e u m a parturiente assistida pela aluna desde a
a d m i s s ã o na sala d e partos até a alta hospitalar;
— interpretação de duas fichas de puérperas cuidadas pela aluna.
5. T R Ê S P R O V A S E S C R I T A S d e aproveitamento.
M A T E R I A L A D I S P O S I Ç Ã O D A A L U N A Guia d e E n f e r m a g e m Obstétrica "Slides" e filmes
F I L M E S
F R O M G E N E R A T I O N T O G E N E R A T I O N . T H E H U M A N B O D Y , R E P R O D U T T V E S Y S T E M .
P R A N C H A S
J O H N S O N & J O H N S O N — O corpo feminino. São Paulo, Johnson & Johnson, s . d .
M A N E Q U I M O B S T É T R I C O : m o d e l o a n a t ô m i c o — t a m a n h o natural. R O S S L A B O R A T O R I E S — Fetal circulation. C o l u m b u s , R o s s L a b o r a
-tories, s . d .
S A O P A U L O , Universidade, E s c o l a de E n f e r m a g e m — A posição certa p a r a a m a m e n t a r o bebê. S ã o Paulo, E s c o l a de E n f e r m a g e m , 1961. S A O P A U L O , Universidade. E s c o l a de E n f e r m a g e m — Esterilização t e r
-minal d a m a m a d e i r a . S ã o Paulo, E s c o l a de E n f e r m a g e m , s . d . S A O P A U L O , Universidade. E s c o l a de E n f e r m a g e m —• Preparo da
m a m a d e i r a . S ã o Paulo, E s c o l a de E n f e r m a g e m , s . s .
S C H U C H A R D T , E V A — Cavidade abdominal da gestante n o s diversos m e s e s d a gravidez. N e w Y o r k , Maternity Center Association, 1946. S C H U C H A R D T , E V A — Change in the shape and structure o f breasts.
N e w Y o r k , Maternity Center Association, s . d .
S C H U C H A R D T , E V A — Gravidez. N e w Y o r y , M a t e r n i t y Center A s s o -ciation, s . d .
T H E B R E A S T — Providence, D a r o l Rubblef, 1939.
"SLDDES"
A b a b y is b o r n (série d e sliders).
Apresentações — cefálicas e pélvicas (série d e slides) Bacia ó s s e a (série de slides).
Cabeça óssea fetal (série d e slides). Concepto — 4.* s e m a n a a o 6.° m ê s . Cardiofônio.
D i a f r a g m a uro-genital.
Diagnóstico clínico d a gravidez.
Diagnóstico da paridade (primiparidade e m u l t i p a r i d a d e ) . E s c u t a obstétrica (série d e slides).
E s t á t i c a da gestante. F o n o - c a r d i o g r a m a fetal.
Gestante — f o r m a s do ventre (série de slides) G e s t a n t e — l o r d o s e l o m b a r
Gravidez — flutuações h o r m o n a i s Gravidez — rechaço do feto Mensuração da altura uterina
Mensuração da circunferência a b d o m i n a l
Modificações locais do o r g a n i s m o m a t e r n o (série d e slides) Morfología da pelves
ô v o : fecundação e nidação
PaJpação obstétrica (série d e slides) Pelvimetria externa (série d e slides) Pelvigrafia (série d e slides)
Provas imunológicas n a gravidez
Sinal d e Piskocheck Sinal d e H e g a r
V a r i z e s da vulva e face interna d a s coxas, e m gestantes.
ENFERMAGEM OBSTÉTRICA II *
Código: E N P 360 Duração: 180 b o r a s
Requisitos prévios: E n f e r m a g e m M é d i c a I , E n f e r m a g e m e m Centro Cirúrgico I
Requisitos paralelos: Assistência ao R e c é m - N a s c i d o I I e Obstetricia N o r m a l e Patológica
I N T R O D U Ç Ã O
O Curso de Obstetrícia é regido pelo parecer 3 0 3 / 6 3 do C . F . E . , portaria de 2 3 / 7 / 6 4 , p r o g r a m a d o p a r a u m período de dois semestres. N o primeiro s e m e s t r e esta disciplina c o m p r e e n d e o ensino de a s s i s -tência à gestante, à parturiente e à puérpera n o r m a i s . N o segundo s e m e s t r e o ensino c o m p r e e n d e o p a r t o n o r m a l e assistência à gestante, à parturiente e à puérpera patológicas.
O B J E T I V O S
A o término da matéria a aluna deverá ser c a p a z de:
1. A p o i a r a mulher, psicológica e socialmente, durante o ciclo da maternidade a fi m de que a unidade familiar s e j a mantida; 2 . aliviar a tensão e o m e d o da gestação e d o p a r t o ;
3 . a j u s t a r cada m e m b r o da família p a r a receber o recém-nascido; 4 . identificar as necessidades físicas, emocionais, socials e
educa-cionais d a m ã e ;
5 . prestar assistência d e e n f e r m a g e m à gestante, à parturiente, e a o r e c é m - n a s c i d o na s a l a de p a r t o s , e à puérpera;
6. avaliar a assistência d e e n f e r m a g e m p o r ela p r e s t a d a à m ã e ; 7. fazer o diagnóstico da gravidez e calcular a idade d a m e s m a ; 8. p r o g r a m a r e ministrar u m curso de educação das m ã e s e de
preparo p a r a o parto psico-profilático.
P R O G R A M A
Introdução. Orientação à disciplina — Objetivos; distribuição d e tarefas; m é t o d o s de e n
-sino; avaliação da estudante; c a m p o s de estágio;
bibliografia. 3 I — Pré-concepcional — 10 h s teóricas —
1. A família na sociedade 4 2 . O m a t r i m ô n i o c o m o b a s e da família 4
3 . P r o g r a m a s para o curso de preparação p a r a
o m a t r i m ô n i o 2 I I — P r é - N a t a l n o r m a l — 33 h s teóricas 75
1. Conceitos de m a t e r n i d a d e 1 2 . P r o b l e m a s sociais da família, m ã e a b a n d o
-nada; abandono e a d o ç ã o de recém-nascidos. 2 3 . E d u c a ç ã o sexual durante a infância e a a d o
-lescência 1 4 . M é t o d o s d e ensino à s m ã e s 1
5. Preparo da gestante p a r a o parto p s i c o p r o
-filático 8 6. Identificação d a s necessidades das gestantes 6
7. Assistência de e n f e r m a g e m às gestantes n o r
-m a i s 6 8. Repercussões da gestação s o b r e o o r g a n i s m o
m a t e r n o 8 I I I — Parto n o r m a l — 8 h s teóricas 30
1. Identificação das necessidades da parturiente 6 2 . Assistência à parturiente n o l.° e 4.° períodos
doparto 2 I V — Puerperio n o r m a l — 6 h s teóricas 15
1. Identificação das necessidades das puérperas 2
2 . P r o b l e m a s psico-sociais da puérpera 1 3 . Assistência de e n f e r m a g e m à puérpera n o r m a l 3
T O T A L 60 120
M É T O D O S D E E N S I N O 1. Preleções
2 . Dinâmica de grupo
4 . Seminário (grupos de 2 a 4 alunas) sobre assistência de e n -f e r m a g e m a gestantes e puérperas c o m p r o b l e m a s sociais, atendidas pelas alunas.
5 . Apresentação oral p o r u m a aluna e m classe e discussão pelo grupo:
5 . 1 — de duas fichas de puérperas cuidadas pela aluna do 1.° dia de puerperio até a alta hospitalar.
5 . 2 — d e estudo s o b r e gestantes.
5 . 3 — de estudo de d u a s o u m a i s parturientes atendidas pela aluna n o parto.
6. Supervisão da experiência de c a m p o c o m gestantes, p a r t u -rientes e puérperas n o r m a i s q u e c o m p r e e n d e :
6.1 — prestação de assistência de e n f e r m a g e m às gestantes e às puérperas normais.
6 . 2 — prestação de assistência d e e n f e r m a g e m às p a r t u r i e n -rientes no l.° e 4.° períodos do p a r t o .
6 . 3 — aulas p a r a gestantes s o b r e o preparo p a r a o parto p s i -co-profilático.
6 . 4 — aulas p a r a puérperas s o b r e os seguintes assuntos: c o m o cuidar d e si própria n o puerperio;
c o m o cuidar d o bebê: b a n h o de bacia n o b e b ê , preparo de m a m a d e i r a s e dieta n o puerperio.
6 . 5 — educação individual das gestantes e das puérperas, a p ó s a identificação d e suas necessidades.
A V A L I A Ç Ã O
1. Observação da aluna durante o estágio n o ambulatório ( p r é - n a t a l ) na sala d e p a r t o s e no puerperio e avaliação do seu progresso. 2 . Arguição da aluna no c a m p o de experiência s o b r e a matéria t e ó
-rica d o curso, correlacionada o o m a prática.
3 . " B O L E T I M D E E F I C I Ê N C I A " o o m citação das experiências de c a m p o da estudante.
4. T R A B A L H O E S C R I T O :
— estudos de gestantes e puérperas c o m p r o b l e m a s sociais; — estudo de t a b u s e m relação à gestação e ao parto;
— estudo de caso de u m a gestante incluindo visita domiciliaria; — estudo de caso de u m a parturiente atendida p e l a aluna n o 1.° e
4.° períodos d o parto;
— estudo de caso de u m a puérpera atendida p e l a aluna. 5. P R O V A D E A P R O V E I T A M E N T O prático oral.
6. T R Ê S P R O V A S D E A P R O V E I T A M E N T O escritas. M A T E R I A L À D I S P O S I Ç Ã O D A A L U N A
Guia d e E n f e r m a g e m Obstétrica
E N F E R M A G E M O B S T É T R I C A I I I Código: E N P 361
Duração: 540 h o r a s
Requisito: E n f e r m a g e m Obstétrica I I
Requisito Prévio ou Paralelo: Obstetrícia Legal e Social I N T R O D U Ç Ã O
O ensino d e E n f e r m a g e m Obstétrica I I I c o m p l e t a o ensino de E n f e r m a g e m Obstétrica p a r a o curso d e Obstetricia. É s t e p r o g r a m a é p l a n e j a d o para u m período d e u m s e m e s t r e durante o qual é ensinada a assistência às gestantes, às parturientes e às purperas p a t o l ó -gicas e ao parto eutócico.
O B J E T I V O S
Ao término da disciplina a aluna deverá ser capaz de:
1. Identificar a s necessidades físicas, emocionais e educacionais da gestante, parturiente e puérpera patológicas.
2 . Prestar assistência de e n f e r m a g e m nos partos eutócicos e r e c o r -rer ao m é d i c o n o s partos distócicos.
3 . Prestar assistência d e e n f e r m a g e m à gestante, à parturiente e à puérpera patológicas.
4 . Avaliar a assistência de e n f e r m a g e m prestada à m ã e .
5 . Identificar as necessidades espirituais da m ã e e proporcionar a assistência correspondente.
6. Identificar os p r o b l e m a s d e ética profissional e procurar resol-v ê - l o s .
7. Conhecer o s recursos da comunidade na assistência m a t e r n o i n -fantil.
Duração e m horas E n s i n o E n s i n o Teórico Prático P R O G R A M A
I n t r o d u ç ã o — Orientação à matéria. Objetivos; d i s -tribuição de tarefas; m é t o d o s de ensino; avaliação da
estudante; c a m p o s de estágio; biblografia. 2 4
I — P r é - N a t a l Patológico — 52 h s teóricas 140 1. Reações emocionais das gestantes patológicas. 1
2 . Assistência de e n f e r m a g e m às gestantes c o m
p r é - e c l a m p s i a e eclampsia. 10 3 . Assistência de e n f e r m a g e m às gestantes c o m
síndromes hemorrágicas no l.° e 3.° trimestres
de gestação. 20 4. Assistência de e n f e r m a g e m às gestantes
sifilí-ticas e c o m outras doenças venéreas. 8 5. Assistência de e n f e r m a g e m às gestantes c o m
6. Avaliação, pela própria estudante, da assistên-cia d e e n f e r m a g e m q u e prestou às gestantes. 4
I I — Parto *° — 41 h s teóricas 285 1. Assistência a p a r t o s eutócicos * 20 285
2 . Assistência de e n f e r m a g e m a parturientes c o m
distocias e c o m patologias. 15 3 . Assistência de e n f e r m a g e m a parturientes q u e
necessitem d e episiotomia. 2 4 . Assistência a o parto domiciliar. 4
I I I — Puerperio Patológico — 10 hs teóricas 10 1. Reações e m o c i o n a i s da puérpera patológica. 1
2 . P r o b l e m a s psicosociais da puérpera e da n u
-triz patológica. 6 3 . Assistência d e e n f e r m a g e m à puérpera p a t o
-lógica. 2 4 . Avaliação da assistência de enfermagem p r e s
-t a d a pela aluna à puérpera pa-tológica. 1 T O T A L 105 435 M É T O D O S D E E N S I N O
1. Preleções
2 . D i n â m i c a de grupo
3 . Aulas c o m demonstrações d e assistência d e e n f e r m a g e m ao parto eutócico, às gestantes, às parturientes e às puérperas patológicas. D e m o n s t r a ç ã o de aulas para m ã e s .
4 . S e m i n á r i o s (grupo s de 2 a 4 a l u n a s ) s o b r e assistência de enfer-m a g e enfer-m a gestantes, parturientes e puérperas patológicas atendi-d a s pelas alunas nas 24 h o r a s (plantões atendi-de m a n h ã , taratendi-de e n o i t e ) . 5 . Apresentação oral p o r u m a aluna e m classe e discussão pelo
grupo:
5 . 1 — resolução d e p r o b l e m a s sociais d e m ã e s cuidadas pela aluna;
5 . 2 — estudos d e gestantes, parturientes e puérperas s o b r e os s e -guintes assuntos:
— s í n d r o m e s h e m o r r á g i c a s n o trabalho d e p a r t o ; — distocia funcional;
— parto pélvico;
— desproporção céfalo-pélvica;
— afibrinogenemia o u hipofibrinogenemla; — infecção puerperal;
— p r é - e c l a m p s i a e eclampsia.
5 . 3 — aulas p a r a grupos de m ã e s s o b r e c o m o cuidar de si p r ó -pria na gestação e puerperio c o m determinada patologia. 5 . 4 — orientação dada à puérpera e a o s seus familiares sobre
cuidados de pacientes operada s o u c o m a l g u m a patologia. 6. Supervisão da experiência de c a m p o c o m parturientes n o r m a i s e patológicas, gestantes e puérperas patológicas, q u e compreende: 6.1 — assistência de e n f e r m a g e m ao parto eutócico, às
parturien-tes patológicas o u c o m distocia.
6 . 2 — educação individual o u p a r a grupos de gestantes e p u é r -peras patológicas.
6 . 3 — orientação para o s familiares das m ã e s patológicas.
A V A L I A Ç Ã O
1. Observação da aluna durante o estágio n a s enfermarias de g e s tantes e puérperas patológicas, n a sala d e p a r t o s e n o a m b u l a -tório ( p r é - n a t a l ) e avaliação do seu progresso.
2 . Arguição d a aluna n o c a m p o de experiência s o b r e as matérias teóricas do curso, correlacionadas c o m a prática.
3 . "Boletim d e eficiência" c o m citação das experiências da e s t u -dante.
4. T r a b a l h o escrito:
— estudo do parto n o r m a l c u j a m ã e recebeu assistência da e s t u -dante n o pré-natal (desde o 5.° m ê s ) , no p a r t o e n o puerperio até a alta hospitalar;
— estudo d e p a r t o operatorio c u j a m ã e foi atendida pela aluna na sala de p a r t o s e n o puerperio;
— estudo de paciente sifilítica a c o m p a n h a d a pela aluna desde o pré-natal até a alta hospitalar n o puerperio;
— estudo de paciente c o m qualquer patologia atendida pela aluna n a sala de p a r t o s e no puerperio.
N o t a : — A qualquer u m destes estudo s incluir-se-á visita domiciliar, se a paciente necessitar.
5. P R O V A D E A P R O V E I T A M E N T O prático oral. 6. P R O V A D E A P R O V E I T A M E N T O escrita.
M A T E R I A L E N T R E G U E PARA A A L U N A N O D I A D A O R I E N T A Ç Ã O Guia d e E n f e r m a g e m Obstérica.
"Slides" e filmes — enumerados no p r o g r a m a d e E n f e r m a g e m Obstétrica I .
B I B L I O G R A F I A
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M O N T A G U , A. — A saúde d o b e b ê antes do p a r t o : guia c o m p l e t o e atualizado dos cuidados pré-natais — o q u e acontece e o que p o d e acontecer entre a c o n c e p ç ã o e o nascimento. S ã o Paulo, I B R A S A , 1969.
N O V A K , E . P . y otros — Tratado de Ginecologia. 8.a
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V E L L A Y , P. - Parto s e m d o r : princípio prático e testemunhos. 2.a ed. S ã o Paulo, I B R A S A , 1967.
Z I E G E L , E . & B L A R C O M , C . C . V a n — Obstetric nursing. 5.' ed. N e w Y o r k , M a c m i l l a n , 1964.
R e c o m e n d a m o s a leitura d o s seguintes periódicos:
B O L E T I M D E LA O F I C I N A S A N I T A R I A P A N A M E R I C A N A (Órgão o f i -cial d a Organização Mundial d e S a ú d e )
G . O . (Revista de atualização e m ginecologia e obstetrícia)
M A T E R N I D A D E E I N F A N C I A ( ó r g ã o da Legião Brasileira de A s s i s -tência)
P E D I A T R I A P R A T I C A ( ó r g ã o oficial da Sociedade de Pediatria de S ã o Paulo)
R E V I S T A B R A S I L E I R A D E E N F E R M A G E M (Órgão da Associação Brasileira de E n f e r m a g e f )
R E V I S T A D A E S C O L A D E E N F E R M A G E M D A U S P R E V I S T A D O H O S P I T A L D A S C L I N I C A S
R E V I S T A P A U L I S T A D E H O S P I T A I S ( ó r g ã o da Associação Paulista de H o s p i t a i s ) .
R O T E I R O P A R A I D E N T I F I C A Ç Ã O D A S N E C E S S I D A D E S D A S G E S T A N T E S
A s alunas t ê m seu c a m p o de experiência e m a m b u l a t ó r i o s d e pré-natal q u e funcionam de duas maneiras:
1. E m alguns a m b u l a t ó r i o s a enfermeira obstétrica o u obstetriz é responsável pela assistênciaintegral das gestantes, q u e são e n c a m i -nhadas ao médico: na 1.» consulta do pré-natal, n a ú l t i m a quinzena d a gravidez o u q u a n d o a enfermeira obstétrica ou obstetriz achar n e -necessário. N e s t e s a m b u l a t ó r i o s a aluna, s o b a supervisão da enfer-meira obstétrica o u obstetriz, é responsável pela assistência integral das gestantes, e o roteiro a seguir será o d e "Identificação das n e c e s -sidades d a s gestantes".
2 . E m outros a m b u l a t ó r i o s o s m é d i c o s são responsáveis pelo atendimento de t o d a s as gestantes, o que restringe a função da aluna, c o n f o r m e p o d e m o s observar no "Roteiro de experiência da aluna n u m ambulatório de pré-natal".
A p r e s e n t a r e m o s , a seguir, os dois roteiros citados acima.
I — N E C E S S I D A D E S F Í S I C A S D A G E S T A N T E 1. A D M I S S Ã O
— Recepção da gestante n o p r é - n a t a l .
— Condições gerais d a gestante: T . P . R . e P . A . , tipo sanguí-neo e fator R H , e x a m e s d e urina e de sangue.
2 . A N A M N E S E Identificação
— Residência — anotar o endereço e c o m o atingir o domicílio d a paciente. O endereço das pacientes deve ser atualizado e m cada consulta.
Queixa d a gestação atual — Ouvir a gestante.
— Pedir as informações necessárias p a r a minudenciar a queixa.
Antecedentes familiares
— M a r i d o : idade, côr, saúde atual.
— Doenças contagiosas: Blenorragia, Cancro, Sífilis: Fêz t r a -t a m e n -t o ? Q u a n d o e qual foi o resul-tado?
— Pais da gestante e d o m a r i d o : idade e saúde atual, se f a l e -cidos, causa d a m o r t e .
— Indagar s o b r e a s seguintes doenças: câncer .tuberculose, doenças mentais, diabetes, sífilis, m a l f o r m a ç õ e s , epilepsia. Históri a obstétrica m a t e r n a
— N ú m e r o e evolução das gestações. — Lactação da m ã e e das i r m ã s casadas.
— N ú m e r o de partos gemelares e sexo dos gêmeos. — I r m ã o s : idade e saúde.
Antecedentes Pessoais
— C o m q u e idade a gestante c o m e ç o u a andar. — Início da dentição.
— Doenças infecciosas: varicela, varíola, s a r a m p o , rubeola, e s carlatina, difteria, parotidite ( d e u m o u d e a m b o s o s l a -d o s ) ; r e u m a t i s m o poliarticular agu-do; paralisia infantil e pielite. C o m que idade teve estas doenças?
— T e v e coréia? C o m que idade?
— Operações: local e época d a s operações — tipo da operação e da anestesia. R e s u l t a d o da operação.
— Acidentes sofridos p e l a paciente: natureza d o acidente, t r a -t a m e n -t o e seqüelas.
— U s o d e m é t o d o s anti-concepcionais: m é t o d o u s a d o , t e m p o d e uso.
Históri a Obstétrica pregressa
— M e n a r c a : idade e características. — Aspecto da m e n s t r u a ç ã o
Côr: v e r m e l h o vivo, vermelho claro o u vermelho escuro. O d o r : n o r m a l o u fétido.
Fluidez: fluído o u c o m coágulos n o início, m e i o o u fim da menstruação.
Dismenorréia.
— G e s t a ç õ e s anteriores
Fez p r é - n a t a l ? O n d e , c o m q u e m , a partir de q u e m ê s ? N ú m e r o de gestações e evolução.
A b o r t o s : idade, espontâneo o u p r o v o c a d o e se houve infec-ção p ó s - a b ô r t o .
— P a r t o s
N ú m e r o de partos: d e t e r m o , prematuro, n o r m a l o u o p e r a -torio. Local do parto.
H o r a s de d u r a ç ã o do trabalho d e parto. — Puerperio: evolução d o s puerperios.
— Lactação: quanto t e m p o a m a m e n t o u nos puerperios a n t e -riores e se não a m a m e n t o u , qual foi a razão.
— Filhos: sexo; p e s o ao nascer e condições ao nascer.
Condições atuais de saúde. S e m o r r e u , c o m que idade e qual a c a u s a d a m o r t e .
H i s t ó r i a obstétrica atual
— Data da última menstruação e características. — I d a d e da gestante.
— D a t a provável do parto.
— I n d a g a r se a gestante apresenta:
náuseas, v ô m i t o s , azia, dores, cefaléia, perturbações visuais, irritabilidade e c â i m b r a s ;
e d e m a : localização, quando aparece e qual a intensidade; apetite: exagerado o u m o d e r a d o ; se tem vontade de c o m e r terra, carvão, carne crua; se satisfaz este desejo;
necessidade d e repousar ou d o r m i r durante o dia; insônia à noite;
prurido n o s ó r g ã o s genitais externos.
— Interrogar a gestante s o b r e as eliminações de: fezes e urina;
— corrimento vaginal: côr, aspecto, quantidade, cheiro e prurido;
— sangue vaginal: a c o m p a n h a d o de eólicas o u n ã o , quanti-dade e fluidez.
— Perguntar à gestante sobre:
data e localização d o s p r i m e i r o s m o v i m e n t o s fetais s e n t i -d o s p o r ela. Intensi-da-de -d o s m e s m o s : p o u c o , regular, m u i t o .
3 . E X A M E O B S T É T R I C O Inspeção
— Postura.
— Cabeça: lanugem (sinal de H a l b a n ) ; m á s c a r a o u c l o a s m a gravídico.
— Pescoço: observar se h á a u m e n t o da tireóide.
— M a m a s : f o r m a , v o l u m e , rede d e Haller, tubérculos de M o n t g o m e r y .
Aréola: primária e secundária.
M a m i l o s : salientes, cilindricos, cónicos, e m f r a m b o e s a , p l a -n o s e umbilicados.
Secreção das m a m a s : colostro, o u leite.
— A b d o m e n : g l o b o s o , ovoide o u e m pêndulo. l i n h a negra. Estrias o u vibicies antigas o u recentes. E d e m a .
— M e m b r o s inferiores: coloração, varizes e edema.
— Genitais externos: distribuição d e pêlos, pigmentação da pele e d a m u c o s a .
Palpar obstétrico
— Proporção do útero: regularidade da sua superfície, f o r m a , lume, consistência e altura uterina.
— Palpação do conteúdo uterino: reconhecer a situação e a apresentação do feto (cefálica, pélvica o u de e s p á d u a s ) . Mobilidade da apresentação: alta e m ó v e l , fixa o u insi-nuada.
Ausculta d o f o c d fetal
— Localização do f o c o m á x i m o : observação de sua intensi-dade, r i t m o e n ú m e r o de b a t i m e n t o s cardíacos do feto. I I — N E C E S S I D A D E S E M O C I O N A I S D A S G E S T A N T E S
Para identificar as necessidades emocionais das gestantes e, se possível, da familia, precisaremos conhecer as causas q u e as m o t i -varam.
A p r e s e n t a r e m o s a l g u m a s sugestões p a r a identificação d a s c a u -s a -s que, e m geral, alteram o equilíbrio emocional da-s ge-stante-s:
1. aceitação o u n ã o da gravidez pela gestante;
2 . evolução d a gravidez c o m complicações e p a r t o s da m ã e d a g e s -tante;
3 . idéias errôneas e supestições c o m relação ao ciclo grávido p u e r -peral;
4 . limitações físicas e sociais; 5 . m e d o de perder a linha; 6. m e d o d a gravidez e do parto;
7. m e d o procedente d a s relações sexuais; 8. m e d o que o filho m o r r a ;
9 . m e d o que o filho tenha m a l f o r m a ç ã o o u debilidade mental; 10. responsabilidade de criar o filho;
11. rejeição da família e da sociedade; 12. imaturidade da gestante.
Conduta da aluna
1. E m caso de aceitação da gravidez p e l a gestante, explicar a ela as m u d a n ç a s psicológicas p r ó p r i a s do ciclo grávido puerperal. Q u a n d o a gestante não aceita a gravidez, minudenciar a s causas que possivelmente estarão incluídas nos itens de 2 a 12. 2 . Esclarecer à gestante s o b r e o s recursos da medicina atual p a r a
corrigir e m i n o r a r as gestações e partos c o m complicações. 3 . Levar a gestante a c o m p r e e n d e r a falta d e b a s e científica d a s
superstições.
4 . e 5 . E s t u d o s realizados d e m o n s t r a r a m que a m a i o r i a d o s h o m e n s acha a mulher m a i s atraente quando gestante.
6. Organizar aulas p a r a as gestantes s o b r e a gravidez e o p a r t o (Planos de Aula, pág. 116).
7. Explicar à gestante a diferença da psicologia m a s c u l i n a e f e m i -nina.
8. e 9 . Projeção n o filho do m e d o que a gestante sente d a gravidez e do parto. Organizar aulas individuais o u p a r a grupos de m ã e s para explicar o q u e o c o r r e n o seu o r g a n i s m o durante o ciclo grávido puerperal.
10. e l l . Apoia r a gestante psicológica e socialmente. 12. Auxiliar a gestante a sair da esfera egocêntrica.
I I I — N E C E S S I D A D E S S O C I A I S D A G E S T A N T E
Sugestões para o reconhecimento das necessidades sociais da g e s -tante:
— A gestante vive c o m o m a r i d o , companheiro, o u vive s ó ? — A j u s t a m e n t o do casal.
— O m a r i d o está e m p r e g a d o ? Onde? V e n c i m e n t o s ? Contribui para o I N P S e conhece os seus direitos?
— Qual a ocupação da gestante? V e n c i m e n t o s ? — O n d e pretende ter o filho?
— O que pretende fazer depois q u e o b e b ê nascer? — Q u e m vai cuidar do filho, se pretende trabalhar? — O m a r i d o t e m vícios? Quais?
— A gestante t e m vícios? Quais?
— A gestante é u m a pessoa independente? — Qual a recreação da gestante?
— A gestante era e continua a ser u m a p e s s o a sociável? — Qual a religião da gestante e do pai da criança?
R O T E I R O D A E X P E R I Ê N C I A D A E S T U D A N T E N U M A M B U L A T Ó R I O D E P R É - N A T A L
1. Visitar o a m b u l a t ó r i o observando a sua organização e o material empregado p a r a o seu funcionamento. Conhecer a rotina do a m -bulatório.
— estudar, cuidadosamente, o prontuário d a gestante;
— observar c o m o a enfermeira a b o r d a u m a paciente a fim de captarlhe a confiança e afastar certos receios q u e p o r v e n t u -r a p o s s a te-r.
— prestar à gestante, antes desta ser atendida pelo m é d i c o , os seguintes cuidados de enfermagem: T . P . R . , PA, p e s o e colheita de sangue p a r a exame;
— o b s e r v a r a atitude da gestante e m relação à gravidez e aos conselhos q u e lhe f o r a m ministrados;
— estimular a paciente a trazer ao m é d i c o o u à enfermeira seus p r o b l e m a s o u queixas;
— incutir na paciente a necessidade de seguir as instruções m é dicas e de e n f e r m a g e m e de retornar à clínica n a data m a r -cada.
3 . D a r aulas às m ã e s s o b orientação da enfermeira obstétrica. Sugestões p a r a assuntos a serem tratados nas "Aulas às mães": C o m o cuidar d e si durante a gravidez.
Crescimento do feto.
A j u s t a m e n t o na família para receber o novo m e m b r o . Preparo p a r a o parto.
B a n h o do bebê. Enxoval d o bebê. Preparo de m a m a d e i r a .
4 . Auxiliar o m é d i c o n o e x a m e físico:
— colocar a paciente e m posição conveniente para e x a m e físico; — observar as m u d a n ç a s durante a gestação: estrias gravídicas,
linha nigra, auréola de pigmentação d a s m a m a s , tubérculos de M o n t g o m e r y , c l o a s m a e m u d a n ç a s abdominais;
— observar e praticar: a palpação e evolução uterina e o foco fetal; — observar o s s i n t o m a s das seguintes complicações:
p r é - e c l â m p s i a T u b e r c u l o s e p e r d a sanguínea Deficiências glandulares Pielite Diabete M o l é s t i a s cardíacas Deficiências alimentares Sífilis M a m i l o umbilicado Gonorréia B a c i a estreita
5. E n s i n a r a paciente o q u e fazer par aliviar os desconfortos p r o v e -nientes de:
Varizes F a l t a de ar D o r e s nas costas Síncope Câimbras
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Iniciais da
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Descrever resumidamente
co-mo orientar gestantes de
di-ferentes níveis educacionais a
respeito da mudança
Explicar sucintamente a base
científica da mudança
obser-vada
Mês da gestação em
que a mudança foi
observada
3.»
TRIM.
Mês da gestação em
que a mudança foi
observada
2.»
TRIM.
Mês da gestação em
que a mudança foi
observada
1.»
TRIM.
Escrever o
no-me científico
da mudança
observada
órgão ou
siste-ma onde foi
observada a
mudança
P E L E
M A M A S
PAREDE
ABDOMINAL
Numero e data
da admissão
Iniciais da
ins-trutor» que
mostrou ou
confirmou a
mudança
Descrever resumidamente
co-mo orientar gestantes de
di-ferentes níveis educacionais a
respeito da mudança
Explicar sucintamente a base
científica da mudança
obser-vada
Mês da gestação em
que a mudança foi
observada
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W
g
Mês da gestação em
que a mudança foi
observada
2.»TRIM.
Mês da gestação em
que a mudança foi
observada
1.»
TRIM.
Escrever o
no-me científico
da mudança
observada
Órgão ou
siste-ma onde foi
observada a
mudança
P E L V I S
CXDRAÇAO E
APARELHO CIRCULATÓRIO
Ü T E R O
C O L O
Número e data
da admissão
Iniciais da
ins-trutora que
mostrou ou
confirmou a
mudança
Descrever resumidamente
co-mo orientar (estantes de
di-ferentes níveis educacionais a
respeito da mudança
Explicar sucintamente a base
científica da mudança
obser-vada
Mês da gestação em
que a mudança foi
observada
3.»TREM.
Mês da gestação em
que a mudança foi
observada
2."TRIM.
Mês da gestação em
que a mudança foi
observada
1."
TRIM.
Escrever o
no-me cientifico
da mudança
observada
órgão ou
siste-ma onde foi
observada a
mudança
APARELHO
RESPIRA-TÓRIO
APARELHO DIGESTIVO
APARELHO URINARIO
APARELHO ENDOCRINO
Número e data
da admissão
EXERCÍCIO N.° 2
D E S C O N F O R T O S DA G R A V I D E Z
A s gestantes p o d e m apresentar vários desconfortos no decorrer da gravidez, provenientes das m u d a n ç a s anátomo-fisiológicas n o ciclo grávido puerperal, e que estão e n u m e r a d o s n a coluna 1.
A aluna deverá escrever na 2 / coluna, resumidamente, as sugestões que daria a gestantes d e diferentes níveis educacionais, e m cada tipo de desconforto. N a 3.' coluna apresentará as b a s e s científicas das sugestões apresentadas.
D e s c o n f o r t o s d a Gravidez
E s c r e v e r r e s u m i -d a m e n t e a s sugestões a s e r e m
transmitidas à gestante
B a s e s científi-cas das sugest.
apresentadas
A s s . d a Instr.
A Z I A
C Â I M B R A N A S P E R N A S
D e s c o n f o r t o s d a Gravidez
E s c r e v e r r e s u m i -d a m e n t e a s sugestões a s e r e m
transmitidas à gestante
B a s e s cientifi-c a s d a s sugest.
apresentadas
A s s . d a Instr.
C O N S T I -P A Ç A O
C O R R I M E N -T O V A G I N A L
D E S M A I O S V E R T I G E N S
D O R N A R E -G I Ã O L O M B A R
E D E M A
D e s c o n f o r t o s d a Gravidez
E s c r e v e r r e s u m i -d a m e n t e as sugestões a s e r e m
transmitidas à gestante
B a s e s científi-c a s d a s sugest.
apresentadas
A s s . d a Instr.
I N S Ô N I A
N A U S E A S E V Ô M I T O S
P I C A
P T I A L I S M O
P O L A Q U I Ü R I A
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Iniciais da
Docente
1
Evolução Pro-vável do Farto
1
Tipo de Bacia
1
Diâmetros
Internos
C.V. Diâmetros
Internos
C. D. D i â m e t r o s E x t e r n o s
S.S. Tarnier
D i â m e t r o s E x t e r n o s
W
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D i â m e t r o s E x t e r n o s
B.T.
D i â m e t r o s E x t e r n o s
B.E.
D i â m e t r o s E x t e r n o s
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EXERCÍCIO N.° 4
Gestante M . S . (1.° trimestre de gestação)
M . S . compareceu ao p r é - n a t a l n o dia 2 0 / 1 / 7 2 e quer saber se está grávida. I n f o r m a que sua última menstruação foi e m 2 4 / 1 1 / 7 1 .
1. C o m o preparar M . S . para a a n a m n e s e o b s t é t r i c a ?
2 . C o m o preparála física e psicologicamente p a r a o e x a m e o b s -tétrico, incluindo o toque vaginal?
3 . Quais o s sinais prováveis de gravidez que p o d e m ser e n c o n -trados no e x a m e obstétrico e t o q u e vaginal d e M . S . ? E m que m ê s de gravidez p o d e m ser encontrados estes sinais pela primeira vez?
4 . Cite os sinais positivos de gravidez que p o d e m ser observados e m M . S . E m que m ê s de gravidez p o d e m o s o b s e r v á - l o s pela primeira vez
5. C o m o orientá-la para fazer os seguintes e x a m e s : Sangue: W a s s e r m a n n
Tipo sanguíneo H e m o g l o b i n a Urina: A l b ú m i n a
Açúcar
6. Definir o s seguintes termos: — grávida
— para — primigesta — multípara
7. H á diversos testes para confirmar a gravidez. Quais são eles? 8. Qual deles foi pedido para M . S .
9. Cite 3 testes que p o d e m ser empregados para o diagnóstico de gravidez.
10. Cite as b a s e s científicas de cada u m d o s testes escolhidos por você, no questionário anterior. C o m o explicar estes testes a M . S . ?
11. E m que m ê s d a gravidez você poderia dar o resultado d o teste positivo de gravidez? Qual a razão do seu p r o c e d i m e n t o ? 12. Durante a gravidez M . S . p o d e queixarse d e alguns d e s c o n
fortos. Nesta primeira visita ao prénatal, quais os d e s c o n f o r t o s que M . S . poderia ter? Quais as bases científicas destes d e s -confortos?
14. Q u a i s as b a s e s científicas p a r a cada u m d o s desconfortos que p o d e m ser apresentados p o r M . S . ?
15. Qual seria a d a t a provável do p a r t o de M . S . ? Q u a n t o s dias antes o u depois da data provável do parto pode este ocorrer? 16. A gravidez de M . S . evoluindo n o r m a l m e n t e , quantas vezes ela deverá v o l t a r a o prénatal n o 1.°, 2.° e 3.° trimestre de g e s -tação?
17. C o m o explicar a M . S . que ela deverá voltar à consulta antes d a data m a r c a d a , n a hipótese de apresentar o s seguintes s i -nais: perda de sangue p e l a vagina e d o r no baixo ventre. Qual o significado de cada u m destes sinais?
18. M . S . está surpresa p o r ter perdido 1 quilo a p ó s a gestação. Explique a ela o seguinte:
— as causas prováveis d a perda de peso;
— q u a n t o s quilos deverá aumentar durante a gravidez; — q u a n t o s quilos deverá aumentar e m cada trimestre; — qual o m á x i m o de peso que poderá alcançar e m cada
trimestre.
— o perigo do a u m e n t o de peso excessivo. — qual o a u m e n t o m á x i m o p o r m ê s ?
19. Perguntar a M . S . qual é a sua alimentação diária. 20. C o m o orientar M . S . quanto à alimentação.
2 1 . Qual é a alimentação ideal para u m a gestante? Descrever a a l i m e n t a ç ã o p a r a três gestantes de níveis e c o n ô m i c o s d i f e -rentes.
2 2 . M . S . m o s t r o u s e surpreendida p o r ter s u a vizinha lhe c o n t a -d o que a l g u m a s gestantes c o m e m terra. Perguntou a você se isto é verdade.
a ) O que é pica?
b ) Q u a i s as substâncias geralmente ingeridas pelas gestantes c o m pica?
c ) Q u a l a relação entre estas substâncias ingeridas pelas gestantes e sua deficiência a l i m e n t a r ?
23. M . S. queixou-se de que a t u a l m e n t e se c a n s a f a c i l m e n t e e t e m m u i t o sono.
a ) Por q u e M . S . se c a n s a facilmente?
b ) Por que é importante p a r a M . S . descansar e d o r m i r b e m ? c ) Quais as sugestões que daria a M . S . p a r a q u e repouse
durante o dia?
24. M . S . p e r g u n t o u que tipo de roupa deverá usar durante a g e s tação. Qual a orientação que você daria a M . S . sobre as r o u -p a s e sa-patos -p a r a gestantes?
M . S . está n o 6.° m ê s d e gestação. D i s s e - n o s que e m o c i o n a l m e n t e está m u i t o apreensiva e que t e m notado m u d a n ç a s n o seu c o m p o r t a -m e n t o .
1. C o m o explicar a M . S . as prováveis causas de tensão e m o -cional?
2 . Quais seriam estas m u d a n ç a s de c o m p o r t a m e n t o e de atitude? 3 . Q u a l a orientaçã o q u e deve ser dada ao m a r i d o e o u t r o s f a
-miliares d e M . S . , para compreenderem a sua m u d a n ç a de c o m p o r t a m e n t o ?
4 . A criança p o d e sofrer, antes do nascimento, alguma influên-cia decorrente das e m o ç õ e s m a t e r n a s ?
5 . M . S . diz que s e m p r e s e sente cansada quando s e ocupa das tarefas caseiras.
— o cansaço referido por M . S . é considerado n o r m a l nesta época da gestação?
— Pode a fadiga d a s gestantes que t r a b a l h a m fora, e m regime de t e m p o integral, ser prejudicial a elas e ao feto? Por que? — C o m o você orientaria M . S . p a r a evitar a depressão e a
fadiga excessiva?
— E m que época da gravidez, a gestante q u e trabalha fora deve deixar o e m p r e g o ?
6. M . S . queixase de dores n o b a i x o ventre e n a região s a c r o -- l o m b a r .
— C o m o você explicaria p a r a M . S . , as causas prováveis deste desconforto?
— O u s o de cinta o u espartilho d e gravidez é indicado para melhorar este desconforto ? C o m o M . S . deve u s á - l a e p o r q u e ?
— A cinta o u espartilho de gravidez desobriga a gestante de fazer os exercícios que fortalecem os m ú s c u l o s das costas e paredes a b d o m i n a i s ?
7. M . S . está muito preocupada c o m o aparecimento d e estrias abdominais.
— Qual seria a causa d o aparecimento d a s estrías?
— C o m o poderá M . S . faíer a profilaxia das estrías a b d o m i -nais?
8. A o pesar M . S . você c o n s t a t o u q u e este m ê s ela a u m e n t o u 2 kgs. A Pressão Arterial do m ê s anterior era 12x80 e a atual 130x90.
— V o c ê pesquisaria a albúmina na urina de M . S . ? Descreva o m é t o d o que empregaria.
— Q u a i s a s soluções que você poderá utilizar na prova de albuminuria pelo c a l o r ? C o m o se procede nesta p r o v a ? — E necessário fazer a pesquisa de albúmina t o d a vez que a
gestante volta ao P r é - N a t a l ? Por q u e ?
— E s t e a u m e n t o de peso e de pressão arterial de M . S . p o d e ser corrigido c o m u m a alteração na dieta d e M . S . ? Por que?
9. M . S . m o s t r o u s e interessada e m freqüentar o C u r s o de p r e -paro para o p a r t o .
— Quais as características d o s seguintes m é t o d o s d e p r e p a r o p a r a o p a r t o : Read, L a m a z e e de Goodrich.
— Destes, qual o m é t o d o que você escolheria p a r a M . S . ? Por q u e ?
— C o m 6 m e s e s de gestação M . S . p o d e iniciar as ginásticas d o curso de p r e p a r o p a r a o p a r t o ?
— C o m o deve ser organizado o curso d e preparo p a r a o p a r t o , segundo o m é t o d o de R e a d ?
— A s aulas para gestantes casadas e gestantes solteiras d e -v e m ser separadas o u e m o o n j u n t o ? Justifique a sua opção. — Q u e m deve m i n i s t r a r as aulas: médico, enfermeira, o b s t e
-triz o u fisioterapista?
— E n u m e r e o s a s s u n t o s que d e v e m constar do curso.
— E s t e s assuntos d e v e m ser d a d o s e m palestra o u e m grupo de discussão?
— C o m o v o c ê selecionará os m e i o s audio-visuais que serão utilizados nestas aulas?
— Cite o n o m e de u m livro o u panfleto q u e v o c ê indicaria p a r a M . S . e justifique sua escolha.
— Descreva sucintamente os exercícios e m p r e g a d o s neste curso.
— Q u a n d o o s exercícios ensinados nas aulas p o d e m ser r e p e -tidos e m casa p o r M . S . ?
— Desoreva u m curso d e preparo p a r a o p a r t o , p l a n e j a d o p o r você.
10. A amiga de M . S . p r o c u r o u a p a r a que você a oriente na a d o -ção de u m r e c é m - n a s c i d o m a s faz questão de ter u m parto simulado.
— Defina p a r t o s i m u l a d o .
— Qual a diferença entre parto simulado e dissimulado? — C o m o v o c ê orientaria a a m i g a d e M . S . ?
G e s t a n t e M . S . (3.° trimestre de gestação)
M . S . dissenos que está m u i t o ansiosa, sentindo e m certos m o -m e n t o s que o parto parece i-minente e e -m outros que este dia está m u i t o distante. T a m b é m relatou que t e m m e d o d e ter u m bebê de 8 m e s e s .
1. E s t a ansiedade referida p o r M . S . é t a m b é m c o m p a r t i l h a d a p o r o u t r a s gestantes. Por q u e ?
2 . Por que M . S . t e m m a i s m e d o de ter u m bebê p r e m a t u r o de 8 m e s e s do que de 7 m e s e s ?
3 . C o m o você p o d e r á ajudar M . S . a aliviar esta ansiedade? 4 . M . S . está freqüentando as aulas do curso de preparo para o
parto, m a s i n f o r m a não estar fazendo o s exercícios e m casa. — Cite o s argumentos que você usará para convencêla a r e
-petir o s exercícios e m casa. 5. M . S . queixou-se de câimbra.
— O n d e M . S . p o d e sentir c â i m b r a s ?
— Q u a l a b a s e científica deste desconforto?
— C o m o orientar M . S . para abolir ou m i n o r a r as c â i m b r a s ? 6. M e d i n d o a altura uterina d e M . S . você n o t o u que h o u v e u m a diminuição de 4 cms., c o m p a r a n d o - a c o m a do m ê s anterior. Explique as bases científicas da diminuição da altura uterina. 7. Oriente M . S . sobre o s sinais de perigo que p o d e m ocorrer
neste período de gestação.
8. M . S . precisa fazer u m a v i a g e m p a r a visitar seus parentes, distantes 400 k m s .
— H á algum inconveniente d e M . S . fazer esta v i a g e m ? — Qual o m e i o de transporte que M . S . deverá utilizar? 9. Descrever o s assuntos que devem ser a b o r d a d o s n a educação
das gestantes que não freqüentaram o c u r s o de preparo para o parto.
ROTEIRO PARA IDENTIFICAÇÃO DAS NECESSIDADES
DAS PARTURIENTES
A rotina d a assistência de e n f e r m a g e m que a estudante dispensa à parturiente varia d e hospital p a r a hospital. E m alguns é permitido à aluna a c o m p a n h a r a parturiente n o trabalho de p a r t o e p r o p o r c i o -nar-lhe assistência n o parto. E m outros hospitais não é permitido à aluna d e e n f e r m a g e m dar assistência ao p a r t o , sendo isto função médica, de estudantes de medicina ou de estudantes de obstetrícia.
bebê. É s e m p r e aconselhável que a m e s m a pessoa a c o m p a n h e a p a -ciente desde a admissão no hospital até u m a h o r a após o parto.
N a evolução do trabalho de p a r t o , variável de parturiente p a r a parturiente, é indispensável a permanência da docente j u n t o à aluna, para orientá-la e m cada caso: o roteiro é apenas u m acessório no processo d e ensino, u m m e i o p a r a auxiliar a aluna a identificar m a i s rapidamente as necessidades da parturiente, sob o p o n t o de vista físico, emocional e educacional.
N e s t e roteiro, alguns tópicos q u e n ã o t ê m sido suficientemente discutidos e m n o s s o s livros e revistas d e m a n d a r a m m a i o r cuidado e consulta bibliográfica estrangeira, e deles fizemos u m a síntese; p o r exemplo, a fase de transição e dinâmica uterina. A fase de transição, descrita pela maioria dos autores n o r t e a m e r i c a n o s , é de grande i m -portância p a r a o cuidado d e e n f e r m a g e m . D a dinâmica uterina, da qual escolhemos a dilatação cervical, c o m o d a d o objetivo fornecido pela enfermeira obstétrica, obstetriz ou pelo m é d i c o , p r o c u r a m o s c o r -relacionar a dinâmica uterina c o m as contrações uterinas próprias de cada fase do parto. I s t o possibilita à aluna não s ó familiarizar-se paulatinamente c o m a evolução do p a r t o , c o m o dispensar assistência de enfermagem adequada a cada período.
A p r e s e n t a m o s , a seguir, o roteiro p a r a auxiliar a aluna a identi-ficar as necessidades da parturiente.
I — N E C E S S I D A D E S F Í S I C A S D A P A R T U R I E N T E 1. A d m i s s ã o
— Sinais d e início d o trabalho de parto
Contrações uterinas — H o r a d o início das contrações, in-tensidade, freqüência e duração.
M e m b r a n a amniótica — H o r a da r u p t u r a d a s m e m b r a n a s amnióticas, aspecto e o d o r do líquido amniótico. Rolha de Schoereder — ( E l i m i n a ç ã o do t a m p ã o m u c o s o ) — Palpação
Reconheciment o da apresentação pelo palpar. — F o c o fetal
Ausculta do foco fetal.
Anotação da localização, do r i t m o , d a intensidade e do n ú -m e r o d e b a t i -m e n t o s cardíacos do feto.
— T o q u e vaginal
Preparo d a parturiente para o toque vaginal. Diagnóstico da evolução do trabalho de parto, p o r m e i o d o t o q u e v a -ginal.
Preparar imediatamente a parturiente para o parto, se pelo diagnóstioo da evolução do t r a b a l h o d e parto o nascimento for iminente.