• Nenhum resultado encontrado

NUCE Concursos Públicos 1

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2022

Share "NUCE Concursos Públicos 1"

Copied!
29
0
0

Texto

(1)

NUCE | Concursos Públicos www.nuceconcursos.com.br 1

DIREITO CONSTITUCIONAL PROFESSOR AUGUSTO ALVES

01. (2009 - TCE-GO - Analista de Controle Externo) É garantia do direito de propriedade a previsão constitucional segundo a qual

a) a lei assegurará aos autores de inventos indus- triais privilégio permanente para sua utilização.

b) a lei estabelecerá o procedimento para desapro- priação por necessidade ou utilidade pública, mediante justa e prévia indenização em dinheiro, ressalvados os casos previstos em lei complementar.

c) a pequena propriedade rural, assim definida em lei, não será objeto de penhora para pagamento de débitos decorrentes de sua atividade produtiva, salvo se não existirem outros bens penhoráveis.

d) é vedado à União, aos Estados, aos Municípios e ao Distrito Federal utilizar tributo com efeito de confisco.

e) a sucessão de bens de estrangeiros situados no País será sempre regulada pela lei brasileira, em benefício do cônjuge ou dos filhos brasileiros.

Gabarito D. A falha na letra A encontrasse na palavra permanente, o privilégio é temporário, vide inciso XXIX.

A falha na letra B está na expressão lei complementar, o certo é “na Constituição Federal”, vide inciso XXIV;

a falha na Letra C está na expressão “salvo se não existirem outros bens penhoráveis” – não há esta exceção, vide inciso XXVI;

D é o gabarito, pois reflete uma limitação expressa na CF, “Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:

• IV - utilizar tributo com efeito de confisco”; o erro na E está na palavra SEMPRE, pois a lei que deve ser usada é a que for mais benéfica ao brasileiro, seja a lei brasileira ou a estrangeira, vide inciso XXXI.

O art. 5º, XXX, garante o direito de herança, a herança é o instituto pelo qual ocorre a transferência do patrimônio de alguém, em função de seu falecimento, aos seus sucessores legítimos ou testamentários.

A nossa Carta Política trata da legislação aplicável à sucessão de bens, na hipótese de o de cujus , o falecido, ser estrangeiro. Ocorrendo tal hipótese será aplicado o princípio da lei mais benéfica ao cônjuge e filhos brasileiros, seja a lei pátria, seja a lei do Estado do falecido.

Herança é o patrimônio do falecido, ou seja, o conjunto de direitos e obrigações que se transmite aos seus herdeiros.

O segundo inciso trata de direito internacional. Por outras palavras, entre a lei brasileira e a lei estrangeira (do país do falecido), deverá sempre ser aplicada a mais favorável ao cônjuge e aos filhos brasileiros, quanto aos bens situados no Brasil.

02. (2009 - TCE-GO - Analista de Controle Externo) Ato lesivo ao patrimônio público e ao meio ambiente, praticado por entidade integrante da Administração Pública, poderá ser anulado, judicialmente, por meio de

a) mandado de injunção impetrado por partido político.

b) ação popular proposta por qualquer cidadão.

c) habeas data impetrado por organização sindical, na defesa dos interesses de seus membros.

d) mandado de segurança coletivo impetrado pelo Ministério Público.

e) habeas corpus impetrado por qualquer indivíduo.

Gabarito B. “LXXIII - qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à mora- lidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, salvo comprovada má-fé, isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência”; A ação popular é um dos instrumentos deferidos pela Constituição para o exercício da cidadania.

SOMENTE o CIDADÃO (ELEITOR/pessoa humana) pode postular, mediante essa ação, a nulidade de ato que seja lesivo ao patrimônio público, à moralidade administrativa, a nulidade de ato lesivo ao meio ambiente e a nulidade de ato lesivo ao patrimônio histórico e cultural. A ação popular é ação destinada à defesa de interesse subjetivo de natureza coletiva!

Cidadão é o nacional em pleno exercício de seus direitos cívicos e políticos.

“Lesivo é todo ato ou omissão administrativa que desfalca o erário ou prejudica a Adminis- tração, assim como o que ofende bens ou valores artísticos, cívicos, culturais, ambientais ou históricos da comunidade”. (Hely Lopes Meirelles) A Constituição exige: propositura só por ELEITOR (elemento subjetivo da ação), ato ILEGAL e conseqüência LESIVA (elemento objetivo da ação).

Finalmente, o inciso isenta das despesas processuais (custas e ônus da sucumbência) o cidadão que propôs a ação com consciência cívica, retidão de propósito etc., ao mesmo tempo em que pune o cidadão que estiver litigando em comprovada má-fé (p. ex.: utilizar a ação para impedir a ação administrativa de adversário político etc.).

A gratuidade beneficia o autor da ação, e não os réus; se julgada procedente a ação popular, serão estes condenados ao ressarcimento das despesas havidas pelo autor da ação.

03. (2009 - TCE-GO - Analista de Controle Externo) Considere as seguintes afirmações sobre a disciplina constitucional do direito de propriedade:

I. A lei estabelecerá o procedimento para desapro- priação por necessidade ou utilidade pública, ou por interesse social, mediante justa e prévia indenização em dinheiro, ressalvados os casos previstos na Constituição.

(2)

2 www.nuceconcursos.com.br NUCE | Concursos Públicos II. A pequena propriedade rural, assim definida em

lei, desde que trabalhada pela família, não será objeto de penhora para pagamento de débitos decorrentes de sua atividade produtiva, dispondo a lei sobre os meios de financiar o seu desenvolvimento.

III. No caso de iminente perigo público, a autoridade competente poderá usar de propriedade particu- lar, desde que mediante indenização prévia em dinheiro.

Está correto o que se afirma em a) I, apenas.

b) II, apenas.

c) III, apenas.

d) I e II, apenas.

e) I, II e III.

Gabarito D. A Constituição de 1988, no inciso XXIV do art. 5º, trata da desapropriação - uma das mais importantes formas de intervenção do Estado na propriedade privada.

Desapropriação - o procedimento de direito público pelo qual o Poder Público transfere para si a propriedade de particular, por razões de utilidade pública, de necessidade pública, ou de interesse social, normalmente mediante o pagamento de justa e prévia indenização.

A desapropriação é o procedimento por meio do qual o poder público determina a transferência compulsória da propriedade particular especialmente para seu patrimônio ou de seus delegados, o que só pode verificar-se por

(1)necessidade ou por utilidade pública, ou por (2)interesse social, mediante justa e prévia indenização em dinheiro, ressalvados os casos previstos nesta Constituição ( art. 5º, XXIV).

Necessidade pública: regulada pelo Decreto-Lei nº3365/1941, ocorre quando a administração está diante de uma situação de risco iminente para cujo combate é indispensável a desapropriação; p. ex., a desapropriação de um prédio particular para construção de um hospital, cemitério etc.;

utilidade pública: também regulada pelo Decreto- Lei nº3365/1941, ocorre quando a desapropriação é conveniente para o interesse público, mas não imprescindível; a duplicação da PE 15

interesse social: regulada pelo Decreto-Lei nº 4132/1962, ocorre quando o Estado desapropria com a finalidade de reduzir as desigualdades sociais, movido pelo bem–estar e da função social da propriedade. Ex: desapropriações para instalação de moradias populares.

Esses tipos de desapropriação serão indenizadas da seguinte forma:

Em dinheiro;

Prévio;

Justo;

XXV - no caso de iminente perigo público, a autoridade competente poderá usar de propriedade particular, assegurada ao proprietário indenização ulterior, se houver dano;

Na lição de Hely Lopes Meirelles, "requisição é a utilização coativa de bens ou serviços particulares pelo Poder Público por ato de

execução imediata e direta da autoridade requisitante e indenização ulterior, para atendimento de necessidades coletivas urgentes e transitórias".

Na requisição pode caber indenização, mas somente se o atingido comprovar efetivo dano decorrente da medida.

Além disso, o pagamento da indenização, quando devida, é sempre posterior à execução da medida.

XXVI - a pequena propriedade rural, assim definida em lei, desde que trabalhada pela família, não será objeto de penhora para pagamento de débitos decorrentes de sua atividade produtiva, dispondo a lei sobre os meios de financiar o seu desenvolvimento;

Penhora é a reserva de bens (móveis e/ou imóveis), por determinação judicial em processo regular, necessários e suficientes para a satisfação de um débito.

Visa impedir a penhora das pequenas propriedades rurais por dívidas de financia- mento. Para isso é necessário preencher quatro requisitos:

1. que se trate de pequena propriedade rural, nos termos da Lei. No caso a matéria é regulada pela Lei nº 4504/1964 (Estatuto da Terra ) e pela Lei nº 8629/1993;

2. a propriedade deve ser produtiva;

3. a propriedade deve ser explorada pela própria família e apenas por ela, a Lei n° 9393/1966, define o conceito de bem de família, admite-se a contratação de terceiros para auxiliar nos trabalhos em épocas peculiares, como durante a safra;

4. o débito deve ser oriundo de financiamento realizado para o custeio de sua atividade produtiva.

04. (2011 - TRT - 1ª REGIÃO (RJ)) João, Carlos, Tício, Libero e Tibério se uniram e fundaram uma associação de vigilantes de bairro, todos armados e uniformizados, sob a alegação de que não treinavam com finalidade bélica.

Porém, para se afastar de forma absoluta o caráter paramilitar dessa associação, não poderão estar presentes os seguintes requisitos:

a) Tempo e princípio da impessoalidade.

b) Tempo e lugar.

c) Pluralidade de participantes e lugar.

d) Lugar e princípio da eficiência.

e) Organização hierárquica e princípio da obediência.

Gabarito E. XVII - é plena a liberdade de associação para fins lícitos, vedada a de caráter paramilitar;

As associações pressupõem coligação de pessoas, têm caráter de permanência, de continuidade. As associações têm possibilidade de adquirir personalidade jurídica. As associações devem ser entendidas em sentido amplo (os partidos políticos e as associações sindicais foram tratados em outros artigos específicos). É o direito de coligação voluntária de algumas ou muitas pessoas físicas, por tempo indeterminado, com o objetivo de atingir um fim lícito sob direção unificante.

(3)

NUCE | Concursos Públicos www.nuceconcursos.com.br 3

A CF assegura ampla liberdade de associação, independentemente de autorização dos poderes públicos, além de vedar a interferência estatal no funcionamento das associações. São proibidas expressamente as de caráter paramilitar. São proibidas expressamente as de caráter paramilitar, o que significa dizer que associações não podem ter as características do militarismo: hierarquia, disciplina, punição, treinamento com armas, etc.

05. (2009 - TRE-PI - Analista) Com relação aos Direitos Políticos, a soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos, e, nos termos da lei, mediante:

I. plebiscito.

II. referendo.

III. prévia aprovação do Ministério Público.

IV. prévia aprovação do Poder Judiciário.

Está correto o que se afirma APENAS em a) I e II. b) I, II e III.

c) I, II e IV. d) II e III.

e) III e IV.

Gabarito A. Art. 14. A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos, e, nos termos da lei, mediante:

I – plebiscito; (se a consulta da população é prévia)

II – referendo; (se a consulta à população sobre determinada matéria é posterior à edição de um ato governamental).

REFERENDO E PLEBISCITO

O referendo popular: é a forma de manifestação popular pela qual o eleitor aprova ou rejeita uma atitude governamental já manifestada. Normal- mente, verifica-se quando uma emenda constitucional ou um projeto de lei aprovado pelo Poder Legislativo é submetido à aprovação ou rejeição dos cidadãos antes de entrar em vigor.

Nas questões de relevância nacional, de competência do Poder Legislativo ou do Poder Executivo (matéria constitucional, administrativa ou legislativa), bem como no caso do § 3.º do art. 18 da CF (incorporação, subdivisão ou desmembramento de um Estado), a autorização e a convocação do referendo popular e do plebiscito são da competência exclusiva do Congresso Nacional, nos termos do art. 49, XV, da CF, c. c. a Lei n. 9.709/98 (em especial os arts.

2.º e 3.º).

O referendo deve ser convocado no prazo de trinta dias, a contar da promulgação da lei ou da adoção de medida administrativa sobre a qual se mostra conveniente a manifestação popular direta.

O plebiscito: é a consulta popular prévia pela qual os cidadãos decidem ou demonstram sua posição sobre determinadas questões. A convocação de plebiscitos é de competência exclusiva do Congresso Nacional quando a questão for de interesse nacional.

Relembramos que a CF permite a criação de Territórios Federais (hoje inexistentes) e até prevê,

no art. 12 do ADCT (Ato das Disposições Constitucionais Transitórias), a formação de uma comissão para analisar a questão, sobretudo em relação à Amazônia Legal. Para a criação de um território, entre os primeiros passos está a apro- vação da proposta pela população diretamente interessada, mediante plebiscito (art. 18, § 3.º, da CF).

Nas demais questões, de competência dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios, o plebiscito e o referendo são convocados em conformidade, respectivamente, com a CE e com a Lei Orgânica.

A iniciativa da proposta do referendo ou do plebiscito deve partir de 1/3 dos Deputados Federais ou de 1/3 dos Senadores. A aprovação da proposta é manifestada (exteriorizada) por decreto legislativo que exige o voto favorável da maioria simples dos Deputados Federais e dos Senadores (voto favorável de mais da metade dos presentes à sessão, observando-se que para a votação ser iniciada exige-se a presença de mais da metade de todos os parlamentares da casa).

06. (2009 - TRE-PI - Analista Judiciário) No tocante aos Direitos Políticos, NÃO se inclui dentre as condições de elegibilidade, na forma da lei, a idade mínima de

a) dezoito anos para Vereador.

b) vinte e um anos para Deputado Federal.

c) trinta anos para Vice-Governador do Distrito Federal.

d) trinta e cinco anos para Senador.

e) trinta e cinco anos para Governador de Estado.

Gabarito E. A idade correta é 30 Anos.

ELEGIBILIDADE: É a capacidade eleitoral passiva é a possibilidade de ser eleito (aptidão de ser votado). Nos termos do artigo 14, parágrafo 3°°°° da Constituição, são condições de elegibilidade, na forma da lei:

I – a nacionalidade brasileira (*portugueses) II – o pleno exercício dos direitos políticos;

III – o alistamento eleitoral (só pode ser votado quem pode votar, embora nem todos que votam possam ser votados – como o analfabeto e o menor de 18 e maior de 16 anos);

IV – o domicílio eleitoral na circunscrição (pelo prazo que a lei ordinária federal fixar e que hoje é de um ano antes do pleito, nos termos do art. 9.º da Lei n. 9.504/97);

V – a filiação partidária (pelo menos um ano antes das eleições, nos termos do art. 18 da Lei Federal n. 9.096/95);

VI – a idade mínima de:

35 anos para Presidente e Vice-Presidente da República e Senador;

30 anos para Governador e Vice-Governador de Estado e do DF;

21 anos para Deputado Federal, Estadual ou Distrital, Prefeito, Vice-Prefeito e juiz de paz;

18 anos para vereador.

(4)

4 www.nuceconcursos.com.br NUCE | Concursos Públicos 07. (2009 - TRE-PI - Analista Judiciário) De acordo

com a Constituição Federal Brasileira, os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em

a) único turno, por dois terços dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais.

b) dois turnos, por dois terços dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais.

c) dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às Leis Complementares.

d) dois turnos, por dois terços dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às Leis Complementares.

e) dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais.

Gabarito E. “§ 3º Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, em cada Casa do Congres-so Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais”.

Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais (art. 5º, § 3º). Os demais situam-se no mesmo nível das leis ordinárias. Portanto, os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados de acordo o rito estabelecido para a aprovação das emendas à Constituição (três quintos dos membros das Casas do Congresso Nacional, em dois turnos de votação) passarão a gozar de status constitucional, situando-se no mesmo plano hierárquico das demais normas constitucionais.

Significa dizer que seus termos deverão ser respeitados por toda a legislação infracons- titucional superveniente, sob pena de inconstitu-cionalidade; além disso, somente poderão ser modificados segundo o procedi-mento legislativo rígido antes mencionado, observada, ainda, a limitação estabelecida pelo art. 60, § 4º, da Lei Maior (cláusulas pétreas).

08. (2011 - TRE-AP - Analista Judiciário) Bernar- dino foi preso, porém os policiais que o prenderam estavam encapuzados sendo impossível identificá-los. Segundo a Constituição Federal, Bernardino

a) não tem direito à identificação dos responsáveis por sua prisão, porque, no caso, prevalece a segurança dos policiais.

b) tem direito à identificação dos responsáveis por sua prisão.

c) tem direito à identificação dos responsáveis por sua prisão apenas no ato do seu interrogatório em juízo e desde que a tenha requisitado à autoridade judiciária, sob pena de preclusão, medida essa

preventiva à segurança dos policiais e para evitar a prescrição penal.

d) não tem direito à identificação dos responsáveis por sua prisão porque a Constituição Federal confere aos policiais o direito de sigilo, independentemente do motivo.

e) tem direito à identificação dos responsáveis por sua prisão, desde que, no seu depoimento pessoal prestado à autoridade policial, a tenha requisitado, sob pena de preclusão, porque é irrelevante saber quem o prendeu com o fim de evitar a ocorrência da prescrição penal.

Gabarito B. “LXIV - o preso tem direito à identificação dos responsáveis por sua prisão ou por seu interrogatório policial”;

Há uma série de direitos dos presos previstos no artigo 5, com o principal intuito de impedir prisões ilegais e abusivas. É um direito assegurado à pessoa tutelada saber quem está efetuando sua prisão, bem como o nome e o grau de autoridade do responsável pelo interrogatório. São aspectos importantes da solenidade e formalidades inquisitoriais, cujas inobservâncias, às vezes, revelam ilegalidade ou abuso no procedimento e conduzem à nulidade em benefício do detido.

Este inciso procura dar transparência à atuação dos agentes policiais que executam a prisão de alguém e o interrogam, presumivelmente inocente, ainda que lhe possa ser imputada ação criminosa.

O nosso Código de Processo Penal, no que respeita à prisão em flagrante, p. ex., diz, no art.

301, que “Qualquer do povo poderá e as autoridades policiais e seus agentes deverão prender quem quer que seja encontrado em flagrante delito”.

A Constituição quer personificar a autoridade constituída (autoridade policial e agentes) ou a autoridade investida eventual (qualquer do povo).

09. (2011 - TRE-AP - Analista Judiciário) Pitágoras foi condenado a reparar os danos morais que causou a Libero por racismo. Porém, Pitágoras faleceu sem pagar a dívida, o que motivou Libero a pleitear de Tibério, filho do falecido, o pagamento. No tocante aos Direitos e Deveres Individuais e Coletivos previstos na Constituição Federal, tal cobrança em face de Tibério é

a) possível, desde que Pitágoras tenha deixado bens, ressalvando que a obrigação de reparar o dano e a decretação do perdimento de bens são, nos termos da lei, estendidas aos sucessores e contra eles executadas, até o limite do valor do patrimônio transferido.

b) impossível, porque a obrigação de reparar o dano e a decretação do perdimento de bens jamais serão estendidas aos sucessores e contra eles executadas, mesmo se o falecido deixou bens.

c) impossível, porque a Constituição Federal veda expressamente.

(5)

NUCE | Concursos Públicos www.nuceconcursos.com.br 5

d) possível, porque por força da Constituição Federal, mesmo não tendo praticado o racismo, é responsável solidário da obrigação de reparar o dano pelo simples fato de ser filho do condenado, sendo irrelevante se Pitágoras faleceu ou não e se deixou ou não bens.

e) impossível, porque a sentença de mérito que condenou Pitágoras a reparar os danos morais não condenou seu sucessor, Tibério, como responsável subsidiário da obrigação, mesmo havendo bens deixados pelo falecido a título de herança.

Gabarito A. XLV - nenhuma pena passará da pessoa do condenado, podendo a obrigação de reparar o dano e a decretação do perdimento de bens ser, nos termos da lei, estendidas aos sucessores e contra eles executadas, até o limite do valor do patrimônio transferido”;

A única pessoa que pode sofrer a condenação penal é o criminoso. Trata-se de responsabilidade subjetiva. Não pode ser punido o pai, a mulher ou os filhos - fica absolutamente afastada a possibilidade de a condenação penal estender-se a parentes, amigos ou sucessores do condenado, que não tenham participado da conduta por ele praticada.

A responsabilidade de reparar o dano causado é de natureza civil ($$$$$). Esta passa para os herdeiros até o limite em que foram beneficiados pela transferência do patrimônio.

Perdimento de bens – não é previsto no Código Penal como pena. Figura antes como efeito da condenação (art. 91, II do Código Penal): perda em favor da União a) dos instrumentos do crime;

b) do produto do crime ou de qualquer bem ou valor que constitua proveito auferido pelo agente com a prática do fato criminoso.

Em razão dessa regra fica absolutamente afastada a possibilidade de a condenação penal estender- se a parentes, amigos ou sucessores do condenado, que não tenham participado da conduta por ele praticada. Ao mesmo tempo, a morte do agente, antes ou depois da condenação, implica automática extinção da punibilidade (penal) ou da execução da pena.

Entretanto, a obrigação de reparar o dano e o perdimento de bens, sanções de natureza patrimonial podem ser estendidas aos sucessores.

É necessário, todavia, observar que, nesses casos, o sucessor não estará sofrendo sanção nenhuma: no máximo, determinado patrimônio que a ele caberia por sucessão causa mortis deixará de ser recebido, mas o patrimônio originário do sucessor não pode, em nenhuma hipótese, sofrer decesso em decorrência de uma condenação sofrida pelo de cujus.

10. (2011 - TRE-AP - Analista Judiciário) Segundo a Constituição Federal, o mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por partido político com representação

a) no mínimo em dez Municípios localizados num único Estado.

b) na Câmara de Vereadores do Município onde está localizada sua sede.

c) na Assembleia Legislativa do Estado onde está localizada sua sede.

d) no mínimo com três Assembleias Legislativas de três Estados.

e) no Congresso Nacional.

Gabarito E. “LXX - o mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por:

a) partido político com representação no Congresso Nacional;

b) organização sindical, entidade de classe ou associação legalmente constituída e em funcio- namento há pelo menos um ano, em defesa dos interesses de seus membros ou associados”;

O mandado de segurança é um remédio constitucional, uma ação judicial, de rito sumário especial e de natureza civil, posto á disposição de titulares de direito líquido e certo lesado ou ameaçado de lesão por ato ou omissão de autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do Poder Público.

O mandado de segurança tem cabimento residual, ou seja, não cabendo o habeas corpus ou o habeas data, terá lugar a impetração do mandado de segurança.

Seu objetivo é a proteção de direito líquido e certo.

DIREITO LÍQUIDO E CERTO: líquido - o direito constatado/ demonstrado de plano, de acordo com o direito; certo – comprovado quanto à existência dos fatos – Hely L Meirelles –

“direito líquido e certo é aquele cuja existência pode ser demonstrada de forma documental”

(citado p. Gilmar Mendes, p578)

Para que um Partido Político tenha representação no Congresso Nacional basta que tenha eleito um Deputado Federal ou um Senador da República.

11. (2011 - TRE-AP - Analista Judiciário) Ulisses foi obrigado a desocupar sua residência porque o Corpo de Bombeiros a requisitou para acessar e apagar um incêndio no imóvel dos fundos que se alastrava com rapidez e tomava enormes proporções, e que poderia queimar o referido imóvel, aniquilar todo o restante do quarteirão, causar a morte de um grupo indeterminado de pessoas e danos à comunidade. Porém, os bombeiros, no manuseio das mangueiras de água, danificaram todos os móveis e eletrodomésticos que se encontravam no interior do imóvel. Segundo a Constituição Federal, ao Ulisses

a) está assegurada indenização ulterior de todos os danos causados pelo Corpo de Bombeiros no combate ao incêndio.

b) não está assegurada indenização ulterior em hipótese alguma, posto que o caso se tratava de iminente perigo público.

c) está assegurada indenização dos danos, limitada de até vinte salários mínimos.

d) está assegurada indenização dos danos, limitada de até quarenta salários mínimos.

e) não está assegurada indenização, posto que o caso se tratava de força maior, salvo se Ulisses provar que a requisição de sua casa era dispensável ao combate do incêndio.

(6)

6 www.nuceconcursos.com.br NUCE | Concursos Públicos Gabarito A. “XXV - no caso de iminente perigo

público, a autoridade competente poderá usar de propriedade particular, assegurada ao proprietário indenização ulterior, se houver dano”;

Na lição de Hely Lopes Meirelles, "requisição é a utilização coativa de bens ou serviços particulares pelo Poder Público por ato de execução imediata e direta da autoridade requisi- tante e indenização ulterior, para atendimento de necessidades coletivas urgentes e transitórias".

Na requisição pode caber indenização, mas somente se o atingido comprovar efetivo dano decorrente da medida.

Além disso, o pagamento da indenização, quando devida, é sempre posterior à execução da medida.

A requisição administrativa constitui uma restri- ção ao direito de propriedade; a propriedade do bem requisitado, entretanto, não é retirada do particular, não é transferida para o Estado; apenas a utilização do bem pelo Poder Público é ao particular imposta, por ato auto-executório. Trata- se de um exemplo típico de direito funda-mental cujo titular é o Estado: em caso de iminente perigo público, ao Estado é outorgada a prerrogativa de utilizar propriedade privada, de forma compulsória e gratuita.

A requisição administrativa pode ser civil ou militar. A requisição militar objetiva o resguardo da segurança interna e a manu-tenção da soberania nacional, diante de conflito armado, comoção interna etc.; a requisição civil visa a evitar danos à vida, à saúde e aos bens da coletividade, diante de inundação, incêndio, sonegação de gêneros de primeira necessidade, epidemias, catástrofes etc.

12. (2011 - TRT - 1ª REGIÃO (RJ)) A pessoa que tiver cometido um ato no exterior considerado como crime pelo Estado estrangeiro e como contravenção penal pelo ordenamento jurídico do Brasil

a) não será extraditada em respeito ao princípio da autodeterminação dos povos.

b) não será extraditada em respeito ao princípio da presunção de inocência.

c) não será extraditada, porém permanecerá presa no Brasil, onde responderá pelo ato praticado no exterior em respeito ao princípio da cooperação mútua.

d) será extraditada em respeito ao princípio da cooperação mútua.

e) não será extraditada, face ao não preenchimento do requisito da dupla tipicidade.

Gabarito E. “LI - nenhum brasileiro será extraditado, salvo o naturalizado, em caso de crime comum, praticado antes da naturalização, ou de comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, na forma da lei”;

Extradição ocorre quando um País entrega um indivíduo a outro Estado, no qual praticou crime, para que lá seja julgado, com a aplicação das leis desse país que pediu a extradição. [Por exemplo,

um italiano pratica um crime na Itália e foge para o Brasil; o governo italiano, então, pede ao governo brasileiro a extradição do indivíduo, para que ele seja julgado na Itália, com a aplicação das leis italianas.]

Classifica-se a extradição em ativa ou passiva.

A extradição é ativa quando o Estado brasileiro é quem pede a entrega do delinqüente ao Estado estrangeiro. Na extradição ativa, o Estado brasileiro é o requerente e o delinqüente não se encontra em território nacional.

A extradição passiva é aquela em que o Estado estrangeiro pede ao Brasil a entrega do criminoso.

A extradição passiva inicia com o requerimento do Estado estrangeiro, que deve ser examinado pelo Poder Judiciário brasileiro, ou quem cabe decidir sobre o atendimento dos pressupostos para a entrega do criminoso, e se completa no plano administrativo, com o atendimento do pedido, se for o caso.

O Supremo Tribunal Federal somente dispõe de competência originária para processar e julgar as extradições passivas, que são aquelas requeridas, ao Governo do Brasil, por Estados estrangeiros (CF, art. 102,1, "g"). O brasileiro nato jamais será extraditado. O brasileiro naturalizado, em regra, também não será extraditado, feitas exceções, porém, no caso de crime comum, praticado antes da naturalização, e na hipótese de comprovação do seu envolvimento, a qualquer tempo, em tráfico ilícito de entorpecentes ou drogas afins.

O pedido de extradição somente poderá ser atendido pelo Brasil se houver tratado internacional entre os países, ou, inexistindo este, se houver, por parte do país requerente, promessa de reciprocidade de tratamento ao Brasil.

Somente haverá extradição se houver a chamada

"dupla tipicidade", isto é, se a conduta atribuída ao extraditando revestir-se de tipicidade penal e for punível tanto no Brasil quanto no Estado requerente (interessa a conduta praticada, não a designação formal do tipo penal, que pode ser diversa nos dois países) - o fato tem que ser crime no Brasil e no país requerente; se a conduta só é considerada crime no país requerente, sendo lícita (ou mera contravenção) no Brasil, não haverá extradição.

13. (2011 - TRT - 23ª REGIÃO (MT)) No tocante aos Direitos e Deveres Individuais e Coletivos, conforme prevê o artigo 5º da Constituição Federal,

a) não poderá ser restringida a publicidade dos atos processuais, inexistindo exceções.

b) será admitida ação privada nos crimes de ação pública, se esta não for intentada no prazo legal.

c) nos casos de transgressão militar ou crime própria- mente militar, definidos em lei, o militar só será preso em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária competente.

d) a prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontre não serão comunicados imediatamente à família do preso ou à pessoa por ele indicada, cuja

(7)

NUCE | Concursos Públicos www.nuceconcursos.com.br 7

comunicação só será realizada após o preso prestar depoimento perante a autoridade policial.

e) o preso será informado de seus direitos, entre os quais o de permanecer calado, sendo-lhe assegurada apenas a assistência de advogado, vedada a da família.

Gabarito B. “LIX - será admitida ação privada nos crimes de ação pública, se esta não for intentada no prazo legal”; Ação Penal Privada subsidiária da Pública

Ação é o meio de acionar a função jurisdicional do Estado. Em outras palavras: o Poder Judiciário não age de ofício, faz-se necessário ser provocado. O Código Penal define (art. 100, §§ 1º e 2º):

Ação de iniciativa privada é promovida mediante queixa do ofendido;

REGRA - Ação penal é pública, salvo quando a lei expressamente a declara privativa do ofendido. A ação pública é promovida pelo Ministério Público, mediante denúncia.

O prazo para o Ministério Público interpor a ação penal pública é de 5 dias se o réu estiver preso e de 15 dias se estiver solto ou afiançado (o prazo é contado da data em que o Ministério Público receber os autos do inquérito policial).

Quando o Promotor perde o prazo, a vítima ou seu representante legal poderá propor a ação privada subsidiária da pública, na qual deverá o órgão ministerial funcionar como assistente obrigatório.

ação penal privada subsidiária - garante aos particulares a ação privada nos crimes de ação pública, se esta não for intentada no prazo legal.

Essa possibilidade do iniciativa do particular, decorrente da inércia do Ministério Público em ação de iniciativa originalmente pública, consubstancia a denominada ação penal privada subsidiária.

Na ação penal privada subsidiária, portanto, a titularidade do direito de persecução criminal originariamente pertencia ao Ministério Público.

Por isso, após o oferecimento da queixa (o particular oferece queixa-crime; quem oferece denúncia é somente o Ministério Público) e instauração da ação penal privada subsidiária, o Ministério Público atuará no processo com as mesmas prerrogativas que possui relativamente às ações penais públicas, conforme explicita o art. 29 do CPP, transcrito:

"Art. 29. Será admitida ação privada nos crimes de ação pública, se esta não for intentada no prazo legal, cabendo ao Ministério Público aditar a queixa, repudiá-la e oferecer denúncia subs- titutiva, intervir em todos os termos do processo, fornecer elementos de prova, interpor recurso e, a todo tempo, no caso de negligência do querelante, retomar a ação como parte principal.

14. (2011 - TRT - 23ª REGIÃO (MT)) Segundo o disposto no artigo 5°, § 3°, da Constituição Federal, os tratados e convenções internacio- nais sobre direitos humanos que forem apro- vados, em cada Casa do Congresso Nacional,

em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes a) às emendas constitucionais.

b) às leis complementares.

c) às leis ordinárias.

d) às leis delegadas.

e) aos decretos legislativos.

Gabarito A. “§ 3º Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais”.

Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais (art. 5º, § 3º). Os demais situam-se no mesmo nível das leis ordinárias. Portanto, os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados de acordo o rito estabelecido para a aprovação das emendas à Constituição (três quintos dos membros das Casas do Congresso Nacional, em dois turnos de votação) passarão a gozar de status constitucional, situando-se no mesmo plano hierárquico das demais normas constitucionais.

Significa dizer que seus termos deverão ser respeitados por toda a legislação infracons- titucional superveniente, sob pena de inconstitu- cionalidade; além disso, somente poderão ser modificados segundo o procedimento legislativo rígido antes mencionado, observada, ainda, a limitação estabelecida pelo art. 60, § 4º, da Lei Maior (cláusulas pétreas).

15. (2011 -TRT - 23ª REGIÃO (MT)) As associações a) poderão ser compulsoriamente dissolvidas por

decisão administrativa de autoridade competente, desde que tenha sido exercido o direito de defesa.

b) não poderão ser compulsoriamente dissolvidas em nenhuma hipótese, tratando-se de garantia constitucional indisponível.

c) só poderão ser compulsoriamente dissolvidas por decisão judicial que haja transitado em julgado.

d) só poderão ser compulsoriamente dissolvidas por decisão judicial, não sendo o trânsito em julgado requisito indispensável para a sua dissolução.

e) poderão ser compulsoriamente dissolvidas por decisão administrativa desde que proferida em segunda instância por órgão colegiado.

Gabarito C. “XIX - as associações só poderão ser compulsoriamente dissolvidas ou ter suas atividades suspensas por decisão judicial, exigindo-se, no primeiro caso, o trânsito em julgado;”

As associações pressupõem coligação de pessoas, têm caráter de permanência, de continuidade. As associações têm possibilidade de adquirir personalidade jurídica. As associações devem ser entendidas em sentido amplo (os partidos políticos e as associações sindicais foram

(8)

8 www.nuceconcursos.com.br NUCE | Concursos Públicos tratados em outros artigos específicos). É o direito

de coligação voluntária de algumas ou muitas pessoas físicas, por tempo indeterminado, com o objetivo de atingir um fim lícito sob direção unificante.

A CF assegura ampla liberdade de associação, independentemente de autorização dos poderes públicos, além de vedar a interferência estatal no funcionamento das associações. São proibidas expressamente as de caráter paramilitar. Além disso, "ninguém poderá ser compelido a associar- se ou a permanecer associado" (CF, art. 5º, XX).

Em relação as associações deve-se observar duas garantias coletivas que são estatuídas em favor da liberdade de associar-se:

veda-se a interferência estatal no funciona- mento das associações e das cooperativas, ainda que estas últimas possam ficar sujeitas à fiscalização do Poder Público,conforme dispuser a lei (art. 5º XVIII);

as associações só poderão ser compulso- riamente dissolvidas ou ter suas atividades suspensas por decisão judicial, exigindo-se trânsito em julgado no primeiro caso. A suspensão das atividades, portanto, pode dar-se pela decisão judicial, mesmo pendente de recurso (art.5º XIX).

SUSPENSÃO - DECISÃOJUDICIAL

RECORRÍVEL - CABE RECURSO

DISSOLVIDO - DECISÃO JUDICIAL TRANSI- TADA EM JULGADO- NÃO CABE RECURSO.

16. (FCC - 2013 - MPE-SE) Um estrangeiro casado com uma brasileira veio a falecer no Brasil, deixando esposa e dois filhos brasileiros, além de seus pais estrangeiros, esses residentes no exterior.

Neste caso, a sucessão dos bens deixados no Brasil será regulada pela lei

a) pessoal do de cujus, desde que contemple como sucessores do de cujus todos aqueles previstos na lei brasileira.

b) brasileira, ainda que a lei pessoal do de cujus seja mais favorável à viúva e aos filhos.

c) brasileira, desde que contemple como sucessores do de cujus todos aqueles previstos na lei estrangeira.

d) pessoal do de cujus, ainda que a lei brasileira seja mais favorável à viúva e aos filhos.

e) brasileira em benefício da viúva e dos filhos, caso não lhes seja mais favorável a lei pessoal do de cujus.

Gabarito E. O art. 5º, XXX, garante o direito de herança, a herança é o instituto pelo qual ocorre a transferência do patrimônio de alguém, em função de seu falecimento, aos seus sucessores legítimos ou testamentários.

A nossa Carta Política trata da legislação aplicável à sucessão de bens, na hipótese de o de cujus , o falecido, ser estrangeiro. Ocorrendo tal hipótese será aplicado o princípio da lei mais benéfica ao cônjuge e filhos brasileiros, seja a lei pátria, seja a lei do Estado do falecido.

Herança é o patrimônio do falecido, ou seja, o conjunto de direitos e obrigações que se transmite aos seus herdeiros.

O segundo inciso trata de direito internacional. Por outras palavras, entre a lei brasileira e a lei estrangeira (do país do falecido), deverá sempre ser aplicada a mais favorável ao cônjuge e aos filhos brasileiros, quanto aos bens situados no Brasil.

17. (FCC - 2013 - MPE-SE) Após 30 anos do come- timento de crime praticado por grupo civil armado contra a ordem constitucional e o Estado Democrático, foram, os autores, final- mente identificados, tendo sido proposta a ação penal em face dos criminosos. Nesse caso,

a) não poderá ser decretada a prescrição, uma vez que constituiu crime imprescritível a ação de grupos armados, civis ou militares, contra a ordem constitucional e o Estado Democrático.

b) não poderá ser decretada a prescrição, uma vez que constituiu crime imprescritível, além da tortura, a ação de grupos armados, civis ou militares, contra a ordem constitucional e o Estado Democrático.

c) não poderá ser decretada a prescrição, uma vez que constituiu crime imprescritível, além do terrorismo, a ação de grupos armados, civis ou militares, contra a ordem constitucional e o Estado Democrático.

d) poderá ser acolhida a prescrição caso esteja configurada, uma vez que, em razão do princípio da segurança jurídica, não há crime imprescritível.

e) poderá ser acolhida a prescrição caso configurada, uma vez que apenas o terrorismo e a tortura são crimes imprescritíveis.

Gabarito A. “XLIV - constitui crime inafiançável e imprescritível a ação de grupos armados, civis ou militares, contra a ordem constitu- cional e o Estado Democrático;”

Trata-se de um reforço ao princípio do Estado Democrático de Direito, previsto no caput do art.

1º do texto constitucional – intuito de afastar qualquer possibilidade futura de quebra da normalidade.

Não tem aplicabilidade imediata, pois não é definidora de tipo penal, tão-só estabeleceu um instrumento de defesa da democracia. Tais crimes são INAFIANÇÁVEIS E IMPRES-CRITÍVEIS!

18. (FCC - 2013 - PGE-BA) O princípio segundo o qual todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, aplica- se, conforme expressa disposição constitucional e em relação ao enunciado no art. 5o:

a) aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País.

b) aos brasileiros natos e naturalizados.

c) aos brasileiros natos.

d) aos brasileiros que estejam dentro ou fora do País.

(9)

NUCE | Concursos Públicos www.nuceconcursos.com.br 9

e) indistintamente a todos os que estejam no território nacional.

Gabarito A. “Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:” O entendimento do STF - os estrangeiros não residentes (por exemplo, a turismo), os apátridas e as pessoas jurídicas fazem jus aos direitos fundamentais.

Sendo assim, a expressão ‘residentes no Brasil’ deve ser interpretada no sentido de que a carta federal só pode assegurar a validade e gozo dos direitos fundamentais dentro do território brasileiro, não excluindo, pois o estrangeiro em trânsito pelo território nacional, que possui igualmente acesso às ações.

Observem que o enunciado faz menção à

“EXPRESSA DISPOSIÇÃO CONSTITUCIONAL”!

19. (FCC - 2013 - PGE-BA) O princípio segundo o qual a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito, denomina-se:

a) da proteção à coisa julgada e ao ato jurídico perfeito.

b) da exclusiva proteção de bens jurídicos.

c) da legalidade

d) da inafastabilidade do controle jurisdicional.

e) da legitimidade popular.

Gabarito D. “XXXV - a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito;”

O princípio da proteção judiciária, também chamado princípio da inafastabilidade do controle jurisdicional, constitui, em verdade, a principal garantia dos direitos subjetivos.

Decorre da tripartição dos poderes, de forma que toda lesão de direito deve ser levada ao poder judiciário, não podendo o poder legislativo ou o executivo editar leis que excluem qualquer lesão a um cidadão da apreciação do poder judiciário.

Somente o Poder Judiciário julga, obstando que o Legislativo ou o Executivo reduzam o campo de atuação do Judiciário, mediante a edição de leis, medidas provisórias, enfim, de atos que pretendessem excluir determinadas matérias ou controvérsias da apreciação judicial.

Somente o Poder Judiciário julga, obstando que o Legislativo ou o Executivo reduzam o campo de atuação do Judiciário, mediante a edição de leis, medidas provisórias, enfim, de atos que pretendessem excluir determinadas matérias ou controvérsias da apreciação judicial.

Garante aos indivíduos (e também às pessoas jurídicas), sempre que entendam estar sofrendo uma lesão ou ameaça a direito de que se julguem titulares, a possibilidade de provocar e obter

decisão de um Poder independente e imparcial.

Não só a lei está impedida de excluir determinadas matérias ou controvérsias da apreciação do Judiciário; a inafastabilidade de jurisdição, sendo garantia individual fundamental, está gravada como cláusula pétrea (CF, art. 60, § 4, IV), insuscetível de abolição, nem mesmo mediante emenda à Constituição.

Alexandre de Moraes ressalta que o Poder Judiciário, desde que haja plausibilidade da ameaça ao direito, é obrigado a efetivar o pedido de prestação jurisdicional aduzido pela parte de forma regular. O autor lembra que, desse princípio, decorre o postulado segundo o qual "a toda violação de um direito responde uma ação correlativa, independentemente de lei especial que a outorgue" - Pcp do non liquet.

20. (CESPE - 2013 - TRT - 8ª Região (PA e AP)) Ao constatar que o esgoto produzido em uma edificação que sediava um órgão da administração pública era lançado diretamente no principal rio da cidade, um cidadão local, inconformado com tal situação de descaso com o meio ambiente, decidiu pleitear, pela via judicial, a obtenção de medida que protegesse o meio ambiente da agressão constatada.

Nessa situação hipotética, para requerer a medida protetiva pretendida, o referido cidadão deverá impetrar

a) habeas corpus.

b) ação popular.

c) mandado de segurança coletivo.

d) habeas data.

e) mandado de injunção.

Gabarito B. “LXXIII - qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, salvo comprovada má-fé, isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência”;

A ação popular é um dos instrumentos deferidos pela Constituição para o exercício da cidadania.

SOMENTE o CIDADÃO (ELEITOR/pessoa humana) pode postular, mediante essa ação, a nulidade de ato que seja lesivo ao patrimônio público, à moralidade administrativa, a nulidade de ato lesivo ao meio ambiente e a nulidade de ato lesivo ao patrimônio histórico e cultural. A ação popular é ação destinada à defesa de interesse subjetivo de natureza coletiva!

Cidadão é o nacional em pleno exercício de seus direitos cívicos e políticos.

“Lesivo é todo ato ou omissão administrativa que desfalca o erário ou prejudica a Administração, assim como o que ofende bens ou valores artísticos, cívicos, culturais, ambientais ou históricos da comunidade”. (Hely Lopes Meirelles) A Constituição exige: propositura só por ELEITOR (elemento subjetivo da ação), ato ILEGAL e

(10)

10 www.nuceconcursos.com.br NUCE | Concursos Públicos conseqüência LESIVA (elemento objetivo da

ação).

Finalmente, o inciso isenta das despesas processuais (custas e ônus da sucumbência) o cidadão que propôs a ação com consciência cívica, retidão de propósito etc., ao mesmo tempo em que pune o cidadão que estiver litigando em comprovada má-fé (p. ex.: utilizar a ação para impedir a ação administrativa de adversário político etc.).

A gratuidade beneficia o autor da ação, e não os réus; se julgada procedente a ação popular, serão estes condenados ao ressarcimento das despesas havidas pelo autor da ação.

01. (2013 - Prefeitura de Jundiaí) A Constituição Federal da República classifica como direito social:

a) a liberdade de manifestação do pensamento, vedado o anonimato.

b) a liberdade de expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença.

c) a proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de dezoito e de qualquer trabalho a menores de dezesseis anos, salvo na condição de aprendiz, a partir de quatorze anos.

d) a inviolabilidade da intimidade, da vida privada, da honra e da imagem das pessoas, assegurado o direito à indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação.

e) o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem.

Gabarito C. “XXXIII - proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de dezoito e de qualquer trabalho a menores de dezesseis anos, salvo na condição de aprendiz, a partir de quatorze anos;” (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20, de 15/12/98) O dispositivo em comento foi modificado pela EC nº 20/98. Duas foram as alterações: o aumento de quatorze para dezesseis anos da idade mínima para o exercício de qualquer trabalho; e a fixação da idade mínima de quatorze anos para a admissão na condição de aprendiz.

Não obstante a jornada de trabalho do menor ser de 44 horas semanais é, em princípio, vedada sua prorrogação, devendo ainda ser exercida em horários e locais que permitam sua freqüência à escola. Os menores de 18 anos só podem fazer horas extras em sistema de compensação e nos casos de força maior (CLT art. 413).

02. (2013 - TRT - 18ª Região (GO)) Priscila trabalha como empregada doméstica na residência de Paula na cidade de Goiânia desde o ano de 2009. A empregadora deixou de pagar, no último ano de 2012, verbas decorrentes de férias. Neste caso, nos termos preconizados pela Constituição Federal de 1988, Priscila terá ação, quanto aos créditos resultantes da sua relação de trabalho, com prazo prescricional

de:

a) cinco anos, até o limite de três anos após a extinção do contrato de trabalho.

b) três anos independentemente da extinção do contrato de trabalho.

c) três anos, até o limite de dois anos após a extinção do contrato de trabalho.

d) cinco anos, até o limite de dois anos após a extinção do contrato de trabalho.

e) dez anos, até o limite de três anos após a extinção do contrato de trabalho.

Gabarito D. “XXIX - ação, quanto aos créditos resultantes das relações de trabalho, com prazo prescricional de cinco anos para os trabalhadores urbanos e rurais, até o limite de dois anos após a extinção do contrato de trabalho; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 28, de 25/05/2000).”

Prescrição o dispositivo traz duas prescrições, uma parcial de 05 anos e outra total de 02 anos.

O salário é prestação de trato sucessivo, portanto a prescrição corre mês a mês.

Parágrafo único. São assegurados à categoria dos trabalhadores domésticos os direitos previstos nos incisos IV, VI, VII, VIII, X, XIII, XV, XVI, XVII, XVIII, XIX, XXI, XXII, XXIV, XXVI, XXX, XXXI e XXXIII e, atendidas as condições estabelecidas em lei e observada a simplificação do cumprimento das obrigações tributárias, principais e acessórias, decorrentes da relação de trabalho e suas peculiaridades, os previstos nos incisos I, II, III, IX, XII, XXV e XXVIII, bem como a sua integração à previdência social. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 72, de 2013)

03. (FUNRIO - 2013 - MPOG) São direitos sociais, estabelecidos pela Constituição Federal:

I - décimo terceiro salário com base na remuneração integral ou no valor da aposentadoria;

II - irredutibilidade do salário, salvo o disposto em convenção ou acordo coletivo;

III - proteção do salário na forma da lei, constituindo crime sua retenção culposa;

IV - proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de dezoito e de qualquer trabalho a menores de quatorze anos, salvo na condição de aprendiz, a partir de doze anos;

V - repouso semanal remunerado, preferencialmente aos fins de semana.

Com relação às afirmativas acima, deve-se reconhecer como corretas apenas as opções a) IV e V. b) III e V.

c) I e IV. d) II e III.

e) I e II.

Gabarito E. “VIII - décimo terceiro salário com base na remuneração integral ou no valor da aposentadoria;”

A gratificação natalina é devida ao trabalhador ativo, com base na remuneração integral, e ao inativo, com base no valor dos seus proventos. O trabalhador ativo percebe tal benefício em duas metades; a primeira até o mês de novembro e a

(11)

NUCE | Concursos Públicos www.nuceconcursos.com.br 11

segunda até o dia 20 de dezembro.

VI - irredutibilidade do salário, salvo o disposto em convenção ou acordo coletivo;

Proteção contra o arbítrio do empregador;

Acordo: Sindicato + Empresa;

Convenção: Sindicato Patronal + Sindicato dos empregados.

Prevê nesse inciso a Constituição a garantia da irredutibilidade do salário, mas ressalva que ele pode ser reduzido mediante convenção ou acordo coletivo.

Participação obrigatória do Sindicato.

Prazo máximo – 2 anos.

A falha no item III se dá na palavra culposa, o certo é retenção dolosa - “X - proteção do salário na forma da lei, constituindo crime sua retenção dolosa;”

O salário deve possuir proteção especial, de caráter imperativo, a fim de assegurar seu pagamento ao empregado, de forma inalterável, irredutível, integral e intangível.

Em relação à parte criminal, essa ainda não pode ser exercitada pois ainda não foi criado o tipo penal (lei) que definisse a retenção dolosa como crime.

Como no direito Penal a regra é de que não existe crime sem lei anterior que o defina nem pena sem prévia cominação legal, tal dispositivo constitucional depende de lei que tipifique criminalmente a retenção dolosa do salário.

A falha no item IV se dá nas idades referidas:

“XXXIII - proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de dezoito e de qualquer trabalho a menores de dezesseis anos, salvo na condição de aprendiz, a partir de quatorze anos;” (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20, de 15/12/98) O dispositivo em comento foi modificado pela EC nº 20/98. Duas foram as alterações: o aumento de quatorze para dezesseis anos da idade mínima para o exercício de qualquer trabalho; e a fixação da idade mínima de quatorze anos para a admissão na condição de aprendiz.

Não obstante a jornada de trabalho do menor ser de 44 horas semanais é, em princípio, vedada sua prorrogação, devendo ainda ser exercida em horários e locais que permitam sua freqüência à escola. Os menores de 18 anos só podem fazer horas extras em sistema de compensação e nos casos de força maior (CLT art. 413).

04. (TRT 15R - 2013 - TRT) A atual Constituição brasileira, no que se refere aos direitos dos trabalhadores, enuncia, literalmente, que:

a) participação nos lucros não possui natureza salarial;

b) duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta e quatro semanais, facultada a compensação de horários e a redução da jornada mediante acordo individual ou convenção coletiva de trabalho;

c) proibição de trabalho noturno, insalubre, penoso e perigoso a menores de 18 anos de idade;

d) remuneração do serviço extraordinário superior, no mínimo, em cinquenta por cento, à do normal;

e) seguro social contra acidentes de trabalho a cargo do empregador, mediante contribuição adicional.

Gabarito D. Atentem pois o enunciado menciona “LITERALMENTE”...

“XI – participação nos lucros, ou resultados, desvinculada da remuneração, e, excepcional- mente, participação na gestão da empresa, conforme definido em lei;”

Deve-se frisar que a participação nos lucros é expressamente desvinculada da remuneração, ou seja, do salário – NÃO INTEGRA A REMUNERAÇÃO; pode incidir sobre o lucro da atividade da empresa, ou sobre o resultado total de sua atuação.

São portanto, dois critérios diferentes : participação no lucro corresponde à diferença entre as receitas e as despesas; e a participação na gestão é a participação na condução dos negócios, ao lado dos titulares do capital social.

“XIII - duração do trabalho normal não superior a oito

horas diárias e quarenta e quatro semanais, facultada a compensação de horários e a redução da jornada,

mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho;”

Duração normal do trabalho é expressão sinônima de jornada de trabalho, que abrange todo o tempo em que o trabalhador está exercendo suas atividades laborais ou, mesmo que não esteja efetivamente desempenhado-as, encontra-se à disposição do empregador e sob suas ordens.

Horário de trabalho, por sua vez, é o período de tempo entre o início e o final de uma mesma jornada de trabalho, compreendidos os intervalos de descanso. Em outros termos, corresponde à jornada diária de trabalho. A compensação de horários é um instrumento que permite instituir uma jornada de trabalho flexível, de modo que, por exemplo, o trabalhador ultrapasse as oito horas de trabalho em um dia e trabalhe um número menor de horas em outro.

“XVI - remuneração do serviço extraordinário superior, no mínimo, em cinqüenta por cento à do normal;”

Toda vez que o empregado prestar serviços ou permanecer à disposição do empregador após esgotar-se a jornada normal de trabalho, haverá trabalho extraordinário.

O dispositivo é de eficácia plena, no entanto a lei permite horas extraordinárias em cinco casos:

acordo de prorrogação, sistema de compensação, força maior, conclusão de serviços inadiáveis e recuperação das horas de paralisação.

“XXVIII - seguro contra acidentes de trabalho, a cargo do empregador, sem excluir a indenização a que este está obrigado, quando incorrer em dolo ou culpa;”

Caberá ao empregador o pagamento do seguro de acidente de trabalho, sem prejuízo de eventual ação de reparação de danos materiais e morais a que está sujeito, quando comprovado que o acidente de trabalho ocorreu em função da conduta dolosa ou culposa do empregador.

Referências

Documentos relacionados

Os Ambientes Pessoais de Aprendizagem, entendidos como um processo flexível para apoiar a aprendizagem (formal ou não formal, individual ou em comunidade) beneficiam de

Nos modelos de XRF, foram utilizadas três variáveis latentes, com valores de erros médios quadráticos de previsão para calibração (RMSEC) de 1,87 e 1,33 e valores de correlação

não há demasia alguma em se interpretar, não obstante sua forma imperfeita, que ele, ao declarar, em caráter de exceção, que todos os crimes de que trata o artigo 9º do Código

Nesse sentido, Biscarde, Pereira-Santos e Silva (2014, p.. [...] vislumbrar novos cenários de formação profissional, nos quais se busca desenvolver uma proposta em rede

1- O eletrocardiograma (ECG) não é o exame de eleição para avaliação das dimensões cardíacas e sim para avaliação do ritmo cardíaco, ele somente sugere o aumento de

Os tratamentos de palmito pupunha minimamente processados utilizando embalagem de bandeja de isopor com filme PVC mostrou aumento na atitude de compra para os

• Isenção permanente de IPI para os principais componentes de um sistema fotovoltaico, benefício já concedido ao setor eólico:.

Os temas da psicologia da religião perpassam diferentes áreas do conhecimento, com predominância na área das ciências da saúde, onde foram publicados 12