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Direito e Processo do Trabalho para a ADVOCACIA PÚBLICA

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Direito e Processo do Trabalho para a

ADVOCACIA PÚBLICA

FELIPE FERNANDES GUSTAVO ANDRADE

RAQUEL GOUVEIA

revista atualizada e ampliada

3 a

edição

2022

(2)

PARTE I

DIREITO DO

TRABALHO

(3)

25

1

FONTES E PRINCÍPIOS DO DIREITO DO TRABALHO

1.1 FONTES DO DIREITO DO TRABALHO

Podemos definir o termo “fonte” como “o meio pelo qual nascem as normas ju- rídicas”1. As fontes são o ponto de partida das normas. Assim, podem ser divididas em duas categorias, quais sejam materiais e formais.

Fontes Materiais: Fatores e acontecimentos sociais que inspiram o legis- lador na elaboração das leis2. Cabe destacar que, por serem movimentos sociais, são anteriores às fontes formais. Exemplo: as reivindicações sociais por mais direitos trabalhistas.

Fontes Formais: São normas estabelecidas e de observância obriga- tória pela sociedade3. Podem ser subdivididas em:

– Fontes formais autônomas (autonomia da vontade): Discutidas e ela- boradas diretamente pelas partes. Exemplo: Convenção coletiva, acor- do coletivo e costumes.

1. CORREIA, Henrique. Direito do Trabalho para concursos de analista do TRT e MPU. 11. Ed. Sal- vador: Juspodivm. 2018. P. 91.

2. CORREIA, Henrique. Direito do Trabalho para concursos de analista do TRT e MPU. 11. Ed. Sal- vador: Juspodivm. 2018. P. 91.

3. CORREIA, Henrique. Direito do Trabalho para concursos de analista do TRT e MPU. 11. Ed. Sal- vador: Juspodivm. 2018. P. 92.

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Felipe Fernandes, Gustavo Andrade e Raquel Gouveia

– Fontes formais heterônomas (hetero – diferente; noma – norma):

Possuem origem estatal, ou seja, sujeito diverso da relação entre em- pregador e empregado. Exemplo: Constituição Federal, tratados in- ternacionais, leis, medida provisória, sentenças normativas e súmulas vinculantes.

A ATENÇÃO! Nesse momento, cabível a leitura do art. 8º da CLT, que trata sobre fontes do Direito do trabalho. Vejamos:

Art. 8º – As autoridades administrativas e a Justiça do Trabalho, na falta de dispo- sições legais ou contratuais, decidirão, conforme o caso, pela jurisprudência, por analogia, por equidade e outros princípios e normas gerais de direito, principal- mente do direito do trabalho, e, ainda, de acordo com os usos e costumes, o direito comparado, mas sempre de maneira que nenhum interesse de classe ou particular prevaleça sobre o interesse público.

§ 1º O direito comum será fonte subsidiária do direito do trabalho. (Redação dada pela Lei nº 13.467, de 2017)

§ 2º Súmulas e outros enunciados de jurisprudência editados pelo Tribunal Superior do Trabalho e pelos Tribunais Regionais do Trabalho não poderão restringir direitos legalmente previstos nem criar obrigações que não estejam previstas em lei. (In- cluído pela Lei nº 13.467, de 2017)

§ 3º No exame de convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho, a Justiça do Trabalho analisará exclusivamente a conformidade dos elementos essenciais do ne- gócio jurídico, respeitado o disposto no art. 104 da Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002 (Código Civil), e balizará sua atuação pelo princípio da intervenção mínima na autonomia da vontade coletiva. (Incluído pela Lei nº 13.467, de 2017)

É possível que ocorra, no caso concreto, conflito entre as fontes formais.

Por isso, foram criadas algumas teorias que definem qual norma deve ser aplicada.

Vejamos:

Teoria do conglobamento: Aplica-se apenas uma fonte em sua totalidade.

Essa teoria é majoritariamente aceita pela jurisprudência e doutrina nacional.

Teoria da acumulação: O intérprete deve aplicar todas as fontes ao caso concreto, utilizando as normas mais favoráveis ao trabalhador e desprezan- do as desfavoráveis. Essa corrente é minoritária.

No que diz respeito ao conflito de normas, duas situações específicas merecem destaque. São os casos trazidos pelos artigos 611-A e 620 da CLT.

O art. 611-A da CLT traz situações nas quais a convenção coletiva e o acordo coletivo de trabalho têm prevalência sobre a lei. Nos casos especificados no arti- go, não haverá conflito normativo caso a norma coletiva e a lei tratem do tema de maneira diferente. Pois, nesse caso, a própria CLT já diz que a convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho terá prevalência sobre a lei. Vamos ler o artigo:

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Felipe Fernandes, Gustavo Andrade e Raquel Gouveia

28

nulidade por não caracterizar um vício do negócio jurídico.(Incluído pela Lei nº 13.467, de 2017)

§ 3º Se for pactuada cláusula que reduza o salário ou a jornada, a conven- ção coletiva ou o acordo coletivo de trabalho deverão prever a proteção dos empregados contra dispensa imotivada durante o prazo de vigência do instrumento coletivo. (Incluído pela Lei nº 13.467, de 2017)

§ 4º Na hipótese de procedência de ação anulatória de cláusula de con- venção coletiva ou de acordo coletivo de trabalho, quando houver a cláu- sula compensatória, esta deverá ser igualmente anulada, sem repetição do indébito. (Incluído pela Lei nº 13.467, de 2017)

§ 5º Os sindicatos subscritores de convenção coletiva ou de acordo cole- tivo de trabalho deverão participar, como litisconsortes necessários, em ação individual ou coletiva, que tenha como objeto a anulação de cláusu- las desses instrumentos. (Incluído pela Lei nº 13.467, de 2017)

Já o art. 620 da CLT diz que as condições estabelecidas em acordo coletivo de trabalho sempre prevalecerão sobre as estipuladas em convenção coletiva de trabalho. Então, nesse caso, também não haverá conflito normativo, pois a CLT já estabelece a norma que deve prevalecer. Vejamos:

Art. 620. As condições estabelecidas em acordo coletivo de trabalho sem- pre prevalecerão sobre as estipuladas em convenção coletiva de trabalho.

(Redação dada pela Lei nº 13.467, de 2017) ACORDO COLETIVO CONVENÇÃO COLETIVA

1.2 PRINCÍPIOS. INTRODUÇÃO

Sobre os princípios, é importante estabelecer primeiramente o que entendemos sobre eles.

Para isso, nos valemos da doutrina do professor alemão Robert Alexy, que en- sina que princípios representariam um “dever ser ideal”, um comando que “não prevê que aquilo que é devido é possível fática e juridicamente em toda sua exten- são, mas que exigem, porém, cumprimento o mais amplo e aproximativo possível”4.

4. ALEXY, Robert. Teoria discursiva do direito. Organização, tradução e discurso introdutório por Alexandre Travessoni Gomes Trivisonno. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2014, p. 190.

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1 V Fontes e princípios do direito do trabalho

Consagrou-se, assim, que eles possuiriam um caráter prima facie, o que implica um cumprimento de seus mandamentos não de forma exata e uniforme para todos os casos, mas de acordo com as condições fáticas e jurídicas existentes5.

Ainda, princípios são espécies do gênero “norma”, ao lado das regras (essas, todavia, diferentemente dos princípios, deverão ser aplicadas, como regra, na exata medida estabelecida).

Os princípios têm, ademais, a importante função de conferir logicidade aos sistemas jurídicos, fixando as características básicas em torno das quais os demais elementos orbitarão. Sem os princípios, portanto, os sistemas careceriam de lógica, sendo eles considerados “ideias-chave, fundamentais, que estão por trás do conjun- to das normas jurídicas vigentes”6.

Assim, os princípios influenciam tanto a elaboração das normas do sistema (função informadora) quanto a sua interpretação (função interpretativa), poden- do ainda incidir diretamente nos casos concretos (função normativa). Essas são suas principais funções.

NORMAS JURÍDICAS

Princípios • Devem ser cumpridos na maior medida possível (“dever ser ideal”), de acordo com as condições (fáticas e jurídicas) apresentadas no caso concreto.

• Conferem logicidade ao sistema normativo.

• Funções: informadora, interpretativa e normativa.

Regras • Deverão ser aplicadas as suas consequências jurídicas, na exata medida por ela determinada.

1.3 PRINCÍPIOS DO DIREITO DO TRABALHO. VISÃO GERAL

Conforme dito acima, os princípios do direito do trabalho são os elementos que caracterizarão esse sistema.

Não abordaremos todos aqueles identificados pela doutrina, mas apenas os que, segundo entendemos, auxiliarão a transmitir ao leitor, de forma resumida e direta, uma visão mais clara de como as relações se dão nesse ramo, de modo a formar um raciocínio que possa ser utilizado autonomamente em situações posteriores.

5. Idem, p. 190-191.

6. MARTINS, Ricardo Marcondes. Abuso de direito e a constitucionalização do direito privado. São Paulo: Malheiros, 2010, p. 22.

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Felipe Fernandes, Gustavo Andrade e Raquel Gouveia

42

Art. 468 (...)

§ 1º Não se considera alteração unilateral a determinação do empregador para que o respectivo empregado reverta ao cargo efetivo, anteriormente ocupado, deixando o exercício de função de confiança.

§ 2º A alteração de que trata o § 1º deste artigo, com ou sem justo moti- vo, não assegura ao empregado o direito à manutenção do pagamento da gratificação correspondente, que NÃO será incorporada, independente- mente do tempo de exercício da respectiva função. (grifou-se)

Diante dessa nova redação, tendo em vista que até o momento da edição deste livro não houve qualquer manifestação acerca de suposta inconstitucionalidade do dispositivo acima citado, invocada por parte da doutrina, é defensável que o enten- dimento consagrado no inciso I da Súmula 372 do TST restou superado.

A ATENÇÃO!

Fique atento! Não se considera alteração unilateral a determinação do empregador para que o respectivo empregado reverta ao cargo efetivo, anteriormente ocupado, deixando o exercício de função de confiança.

Nessa situação, independentemente de haver ou não justo motivo, NÃO é asse- gurado ao empregado o direito à manutenção do pagamento da gratificação correspondente, que NÃO será incorporada, independentemente do tempo de exercício da respectiva função.

Esses foram alguns pontos dignos de nota, não obstante exista uma infinidade de outras alterações discutíveis sob o prisma do princípio em questão.

b 4º EXEMPLO: MITIGAÇÃO DO PRINCÍPIO DA NORMA MAIS BENÉFICA E O PODER PÚBLICO COMO PARTE DA RELAÇÃO JURÍDICA LABORAL Conforme dissemos no início desta obra, procuraremos dar ênfase àquelas zo- nas de interseção entre o direito do trabalho e o direito administrativo. O entendi- mento abaixo citado representa um bom exemplo do posicionamento da jurispru- dência trabalhista e a calibração da incidência dos princípios juslaborais quando se tratar do Poder Público.

Trata-se da Orientação Jurisprudencial nº 308 da Subseção I Especializada em Dissídios Individuais, a chamada SDI-I do TST:

308. JORNADA DE TRABALHO. ALTERAÇÃO. RETORNO À JORNA- DA INICIALMENTE CONTRATADA. SERVIDOR PÚBLICO. O retor- no do servidor público (administração direta, autárquica e fundacional) à jornada inicialmente contratada não se insere nas vedações do art. 468 da CLT, sendo a sua jornada definida em lei e no contrato de trabalho firmado entre as partes.

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1 V Fontes e princípios do direito do trabalho

PRINCÍPIO DA PROTEÇÃO

• Tem por objetivo garantir uma igualdade, ainda que ficta, às partes e isso se dá por meio de um protecionismo normativo.

• Pressupõe uma desigualdade entre as partes da relação laboral, a qual atrai uma inter- venção estatal no sentido de proteger a parte mais fraca, o trabalhador.

• A doutrina subdivide o princípio da proteção em outros três princípios, quais sejam:

A. PRINCÍPIO DA CONDIÇÃO MAIS BENÉFICA

– Impossibilita que o empregador retire do empregado as vantagens conquistadas na relação de trabalho.

– As condições estabelecidas na relação de trabalho somente poderão ser alteradas:

a) com o devido consentimento das partes; e,

b) desde que não resulte, direta ou indiretamente, prejuízo ao empregado, sob pena de nulidade da cláusula infringente.

– Não existe princípio absoluto. Assim, é possível a flexibilização do princípio da condição mais benéfica. Exemplo de flexibilização envolvendo a Administração Pública: OJ 308 da SDI – 1 – permite o retorno do servidor público (administração direta, autárquica e fundacional) à jornada inicialmente contratada, sem que haja ofensa ao art. 468 da CLT, tendo em vista que sua jornada de trabalho é definida em lei e no contrato de trabalho firmado entre as partes.

B. PRINCÍPIO DA NORMA MAIS FAVORÁVEL

– Havendo duas normas igualmente aplicáveis ao empregado, opta-se por aquela que lhe for mais favorável, independente da hierarquia entre elas.

– Não existe princípio absoluto. É possível que haja a flexibilização do princípio da norma mais favorável em alguns casos. Como exemplo, o art. 620 da CLT diz que “as condições estabelecidas me acordos coletivos de trabalho sempre prevalecerão sobre as estipu- ladas em convenções coletivas de trabalho.” Trata-se de uma exceção legal ao princípio da norma mais favorável. Outro exemplo de mitigação, tendo a Administração Pública como um dos sujeitos da relação laboral, é a decisão do TST que afastou o pagamento o adicional de horas extras fixado em convenção coletiva, pois este era superior ao limite fixado em lei. Por fim, o Poder Público na condição de empregador não está autorizado a firmar convenções de cunho econômico.

C. PRINCÍPIO DO IN DUBIO PRO OPERARIO

– Princípio de natureza hermenêutica, o qual se refere à interpretação das normas.

– No Direito do Trabalho, a interpretação correta é aquela que, dentre duas ou mais possíveis, deve ser aplicada a que mais favorece ao empregado.

A ASPECTOS ENVOLVENDO A ADVOCACIA PÚBLICA

Para um leitor mais atento, dado o objetivo do presente livro, é possível notar que chegamos a um certo impasse: o direito do trabalho e o direito administrativo

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PARTE II

DIREITO

PROCESSUAL

DO TRABALHO

(10)

16

DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO.

PRINCÍPIOS E FONTES

16.1 PRINCÍPIOS PROCESSUAIS TRABALHISTAS

O direito processual do trabalho possui princípios próprios que o caracterizam.

Não há uma uniformidade na doutrina acerca desses princípios. Nessa obra, desta- caremos alguns que consideramos relevantes.

Princípio da proteção: no âmbito do processo trabalhista também há a incidência do princípio da proteção. Entretanto, deve ser aplicado com moderação a fim de evitar situações desproporcionais entre as partes. Por exemplo, o princípio não pode ser utilizado no campo probatório, nem para suprir deficiência probatória, de forma que devem ser observadas as regras pertinentes ao ônus da prova.

Princípio da conciliação: Os dissídios individuais ou coletivos submetidos à apreciação da Justiça do Trabalho serão sempre sujeitos à conciliação. No rito ordinário existem dois momentos em que o juiz deve, obrigatoriamente, tentar a conciliação, quais sejam: na abertura da audiência inicial e após as razões finais, antes de proferir a sentença. Apesar de existirem esses mo- mentos obrigatórios, nada impede que a conciliação seja efetuada a qualquer momento. Cabe destacar que o juiz não está obrigado a homologar acordo apresentado pelas partes, é o que diz a súmula 418 do TST. Vejamos:

Súmula nº 418 do TST. MANDADO DE SEGURANÇA VISANDO À HOMOLOGAÇÃO DE ACORDO (nova redação em decorrência do CPC de 2015) - Res. 217/2017 - DEJT divulgado em 20, 24 e 25.04.2017.

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Felipe Fernandes, Gustavo Andrade e Raquel Gouveia

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A homologação de acordo constitui faculdade do juiz, inexistindo direi- to líquido e certo tutelável pela via do mandado de segurança.

Princípio do jus postulandi: é um princípio importante no âmbito do processo do trabalho. Por meio dele se justifica a possibilidade de o empregado e/ou empregador postularem em juízo pessoalmente, sem a necessidade de advogado. Entretanto, esse princípio não é absoluto.

A jurisprudência do TST não permite o jus postulandi em alguns casos.

Vejamos a súmula 425 do TST:

Súmula nº 425 do TST - JUS POSTULANDI NA JUSTIÇA DO TRABA- LHO. ALCANCE. Res. 165/2010, DEJT divulgado em 30.04.2010 e 03 e 04.05.2010

O jus postulandi das partes, estabelecido no art. 791 da CLT, limita-se às Varas do Trabalho e aos Tribunais Regionais do Trabalho, não alcan- çando a ação rescisória, a ação cautelar, o mandado de segurança e os recursos de competência do Tribunal Superior do Trabalho.

Além disso, importante observar a inaplicabilidade do jus postulandi em ma- térias de competência originária do TRT, como, por exemplo, as ações rescisórias.

JUS POSTULANDI É possível Varas do trabalho

Tribunal Regional do Trabalho (matérias ordinárias)

NÃO é possível

Ação Rescisória Ação Cautelar

Mandado de Segurança Recursos de competência do TST

Tribunal Regional do Trabalho (competência originária)

Princípio da oralidade: Em regra, os atos praticados no processo trabalhis- ta são orais (verbais).

Princípio da extrapetição: é exceção ao princípio dispositivo. Permite que o juiz, nos casos expressamente previstos em lei, condene o réu em pedidos não contidos na petição inicial1, a exemplo:

– Juros de mora e correção monetária que se incluem na liquidação, ain- da que omisso o pedido inicial ou a condenação.

– Concessão do adicional de horas extras.

1. MIESSA. Élisson. Processo do Trabalho para os concursos de analista do TRT e do MPU. 7.ed.

Salvador: Juspodivm. 2018. P. 70 e 71.

(12)

16 V DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO. PRINCÍPIOS E FONTES

– Adicional de 1/3 de férias, quando houver apenas o pedido do paga- mento de férias.

Princípio da simplicidade: Permite que o processo do trabalho tenha maior flexibilidade, buscando a facilidade do acesso à justiça. Preza pelo não formalismo.2

Princípio da unicidade de jurisdição: impede que a justiça trabalhista re- discuta o que já foi definitivamente decidido na justiça criminal. Assim, se, por exemplo, um empregado público cometeu ato de improbidade ad- ministrativa reconhecido em sentença criminal com trânsito em julgado, tais fatos não podem ser rediscutidos na seara trabalhista a fim de evitar decisões conflitantes. Para o TST, a decisão penal se sobrepõe à sentença trabalhista, de modo que esta não pode subsistir com conteúdo decisório oposto àquele que transitou em julgado na esfera criminal.

Ação rescisória. Violação à coisa julgada. Configuração. Sentença cri- minal condenatória transitada em julgado em momento anterior ao trânsito em julgado da decisão rescindenda que declarou a nulidade da dispensa do reclamante. Unidade da jurisdição. Não subsistência da decisão proferida na seara trabalhista. Os fatos reconhecidos em sentença criminal condenatória transitada em julgado não podem ser re- discutidos na seara trabalhista, ante o princípio da unidade da jurisdição.

No caso, a coisa julgada que se formou no processo criminal, em que constatado o crime cometido pelo empregado (ato de improbidade), com a consequente pena de perda do emprego público, operou-se anterior- mente ao trânsito em julgado do acórdão rescindendo que, ao analisar as razões que ensejaram a justa causa, concluiu pela nulidade da dispensa do reclamante. Assim, a decisão penal se sobrepõe à sentença trabalhista, de modo que esta não pode subsistir com conteúdo decisório oposto àque- le que transitou em julgado na esfera criminal. Sob esse entendimento, a SBDI-II, por unanimidade, conheceu e negou provimento ao recurso ordinário, mantendo, portanto, a decisão do Tribunal Regional que, com fundamento no art. 485, IV, do CPC de 1973, julgou procedente o pedido de corte rescisório para reconhecer a justa causa praticada pelo emprega- do., SBDI-II, rel. Min. Alexandre de Souza Agra Belmonte, 11.12.2018.

A ATENÇÃO! Novo princípio – princípio da intervenção mínima na autono- mia da vontade coletiva.

Art. 8º - As autoridades administrativas e a Justiça do Trabalho, na falta de disposições legais ou contratuais, decidirão, conforme o caso, pela jurisprudência, por analogia, por equidade e outros princípios e normas gerais de direito, principalmente do direito

2. MIESSA. Élisson. Processo do Trabalho para os concursos de analista do TRT e do MPU. 7.ed.

Salvador: Juspodivm. 2018. P. 71.

(13)

16 V DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO. PRINCÍPIOS E FONTES

599 A ATENÇÃO! Conforme o art. 889 da CLT, aos trâmites e incidentes do processo de execução são aplicáveis as disposições da Lei de Execução Fiscal, naquilo que não contrariar a CLT.

A RESUMO

PRINCÍPIOS DO PROCESSO TRABALHISTA

• Princípio da proteção

• Princípio da conciliação

• Princípio do jus postulandi

• Princípio da oralidade

• Princípio da extrapetição

• Princípio da simplicidade

• Princípio da unicidade de jurisdição

• Princípio da intervenção mínima na autonomia da vontade coletiva FONTES DO PROCESSO DO TRABALHO

• A lei em sentido amplo (abrange a Constituição Federal, as leis processuais trabalhistas, o Código de Processo Civil, etc.).

• Regimentos internos dos Tribunais

• Costume

• Jurisprudência

• Equidade

OBS: nos casos omissos, o direito processual comum será fonte subsidiária e supletiva do direito processual do trabalho, exceto naquilo em que for incompatível com as normas da CLT.

OBS: no processo de execução trabalhista – pode ser utilizada a Lei de Execução Fiscal (LEF).

A QUESTÕES

01. (2019 - CONTEMAX - Prefeitura de Lucena - PB - Procurador) Considerando a juris- prudência do Tribunal Superior do Trabalho, os fatos reconhecidos em sentença criminal condenatória transitada em julgado não podem ser rediscutidos na seara trabalhista por força do

a) Princípio in dubio pro operário.

(14)

Felipe Fernandes, Gustavo Andrade e Raquel Gouveia b) Princípio da primazia da realidade.

c) Princípio da unidade da jurisdição.

d) Princípio do contraditório.

e) Princípio da Imperatividade das normas trabalhistas.

b COMENTÁRIOS

Ação rescisória. Violação à coisa julgada. Configuração. Sentença criminal condena- tória transitada em julgado em momento anterior ao trânsito em julgado da decisão rescindenda que declarou a nulidade da dispensa do reclamante. Unidade da jurisdi- ção. Não subsistência da decisão proferida na seara trabalhista.

Os fatos reconhecidos em sentença criminal condenatória transitada em julgado não podem ser rediscutidos na seara trabalhista, ante o princípio da unidade da jurisdição.

No caso, a coisa julgada que se formou no processo criminal, em que constatado o crime cometido pelo empregado (ato de improbidade), com a consequente pena de perda do emprego público, operou-se anteriormente ao trânsito em julgado do acór- dão rescindendo que, ao analisar as razões que ensejaram a justa causa, concluiu pela nulidade da dispensa do reclamante. Assim, a decisão penal se sobrepõe à sentença tra- balhista, de modo que esta não pode subsistir com conteúdo decisório oposto àquele que transitou em julgado na esfera criminal. Sob esse entendimento, a SBDI-II, por una- nimidade, conheceu e negou provimento ao recurso ordinário, mantendo, portanto, a decisão do Tribunal Regional que, com fundamento no art. 485, IV, do CPC de 1973, julgou procedente o pedido de corte rescisório para reconhecer a justa causa praticada pelo empregado., SBDI-II, rel. Min. Alexandre de Souza Agra Belmonte, 11.12.2018

Letra C

02. (2018 - INAZ do Pará - CRF-PE - Advogado) Situação Hipotética: Maurício ajuizou re- clamação trabalhista contra a empresa Panos e Pratos Ltda., pleiteando o pagamento de horas extras e dano moral. Foi expedida citação para a empresa reclamada, pelo correio, porém a entrega foi em endereço errado e distinto da sede da Panos e Pratos Ltda. Con- tudo, a reclamada, em audiência, apresentou defesa e juntou documentos. Após regular instrução do processo, o magistrado condenou a empresa a pagar todos os pedidos con- tidos na Petição Inicial.

Acerca do caso, pode-se considerar:

a) Pelo princípio da instrumentalidade das formas, a citação no processo acima é nula e, portanto, a sentença também.

b) Pelo princípio da instrumentalidade das formas a citação no processo acima não é nula e, portanto, a sentença é válida.

c) Pelo princípio do devido processo legal, a citação no processo acima contém uma nulida- de de natureza absoluta e, portanto, deveria ser declarada ex-officio pelo Juiz.

d) Pelo princípio do contraditório, a falha na citação da reclamada torna nula a sentença.

e) Pelo princípio do contraditório, a falha na citação é sanada pelo comparecimento espon- tâneo da reclamada.

b COMENTÁRIO a) INCORRETA.

Não houve prejuízo pois, a reclamada, em audiência, apresentou defesa e juntou do- cumentos, dando-se por citada.

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615

18

MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO

18.1 ASPECTOS GERAIS DO MPT

O Ministério Público é instituição permanente, independente e autônoma, pre- vista na Constituição Federal de 1988. Vejamos o caput do art. 127 da CF/88:

Art. 127. O Ministério Público é instituição permanente, essencial à fun- ção jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis.

Além disso, a Constituição Federal estabelece que são princípios institucionais do Ministério Público a unidade, a indivisibilidade e a independência funcional.

Conforme o art. 128 da Constituição Federal, o Ministério Público abrange o Ministério Público da União e o Ministério Público dos Estados. O Ministério Público da União compreende: a) o Ministério Público Federal; b) o Ministério Público do Trabalho; c) o Ministério Público Militar; e, d) o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios.

Assim, o Ministério Público do Trabalho é um dos ramos do Ministério Público da União.

A lei complementar 75/1993 dispõe sobre a organização, as atribuições e o es- tatuto do Ministério Público da União. Vejamos o que diz a referida lei acerca do Ministério Público do Trabalho:

Art. 83. Compete ao Ministério Público do Trabalho o exercício das seguintes atribuições junto aos órgãos da Justiça do Trabalho:

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Felipe Fernandes, Gustavo Andrade e Raquel Gouveia

II - o Colégio de Procuradores do Trabalho;

III - o Conselho Superior do Ministério Público do Trabalho;

IV - a Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público do Trabalho;

V - a Corregedoria do Ministério Público do Trabalho;

VI - os Subprocuradores-Gerais do Trabalho;

VII - os Procuradores Regionais do Trabalho;

VIII - os Procuradores do Trabalho.

Ademais disso, o MPT exerce importante papel na resolução administrativa ou extrajudicial de conflitos. Isso ocorre a partir do recebimento de denúncias, repre- sentações, ou, ainda, por iniciativa própria, já que pode instaurar inquéritos civis e outros procedimentos administrativos, notificar as partes envolvidas para que com- pareçam a audiências, forneçam documentos e outras informações necessárias.

A ASPECTOS ENVOLVENDO A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

18.2 MPT E A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

O MPT possui diversas áreas de atuação, uma delas está relacionada à adminis- tração pública.

A Coordenadoria Nacional de Promoção da Regularidade do Trabalho na Ad- ministração Pública – CONAP – foi criada pela Portaria n° 409/2003, tendo a Por- taria n° 726/2020 altera o nome da Coordenadoria.

Diversas, questões podem ser tratadas nesse núcleo de atuação. Por exemplo, pode-se citar a preocupação do MPT em face da terceirização ilícita, já que tal si- tuação fomenta o risco de ocorrência de corrupção no âmbito da administração.

Já destacamos que o Ministério Público do Trabalho (MPT) tem uma impor- tante atuação na tutela dos direitos coletivos. Um exemplo dessa atuação, relacio- nado à Administração Pública indireta, é a possibilidade de o MPT ajuizar ação civil pública para exigir que empresa pública (pessoa jurídica de direito privado) contrate seus trabalhadores por meio de concurso público3.

Nesse caso, o MPT está tutelando os interesses da coletividade (de todos aque- les que possuem interesse em participar do certame), bem como estará atuando na preservação e efetivação dos princípios e interesses públicos.

3. MIESSA. Élisson. Processo do Trabalho para os concursos de analista do TRT e do MPU. 7.ed.

Salvador: Juspodivm. 2018. P. 127.

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Felipe Fernandes, Gustavo Andrade e Raquel Gouveia

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A QUESTÕES

01. (2017 - QUADRIX - CFO-DF - Procurador Jurídico ) A respeito do processo do trabalho e da jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho (TST), julgue o item que se segue.

O Ministério Público não tem legitimidade para arguir a prescrição em favor de entidade de direito público em matéria de direito patrimonial quando atuar apenas como custos legis na remessa de ofício.

b COMENTÁRIO:

OJ-SDI1-130 PRESCRIÇÃO. MINISTÉRIO PÚBLICO. ARGUIÇÃO. “CUSTOS LEGIS”.

ILEGITIMIDADE (atualizada em decorrência do CPC de 2015) – Res. 209/2016 – DEJT divulgado em 01, 02 e 03.06.2016. Ao exarar o parecer na remessa de ofício, na qua- lidade de “custos legis”, o Ministério Público não tem legitimidade para arguir a prescrição em favor de entidade de direito público, em matéria de direito patrimonial.

Certa

02. (2013 - CESPE - PG-DF - Procurador) A respeito da ação rescisória em ações trabalhistas, julgue os itens seguintes.

( ) O Ministério Público do Trabalho tem legitimidade para mover ação rescisória na justiça do trabalho, desde que tenha participado como parte nos processos que originaram a sentença rescindenda.

b COMENTÁRIO

Súmula nº 407 - TST - Ação Rescisória - Ministério Público - Legitimidade “Ad Causam”

A legitimidade “ad causam” do Ministério Público para propor ação rescisória, ainda que não tenha sido parte no processo que deu origem à decisão rescindenda, não está limi- tada às alíneas “a” e “b” do inciso III do art. 487 do CPC, uma vez que traduzem hipóteses meramente exemplificativas

Errada

03. (2009 - CESPE - PGE-PE - Procurador do Estado) Com relação ao MPT, assinale a opção correta.

a) Compete ao MPT recorrer das decisões da justiça do trabalho, desde que nos processos em que figurar como parte, bem como pedir revisão dos enunciados da súmula de juris- prudência do TST.

b) Considerando o princípio da irrenunciabilidade dos direitos, é vedado ao MPT atuar como árbitro nos dissídios de competência da justiça do trabalho.

c) É facultado ao MPT intervir em todos os feitos nos segundo e terceiro graus de jurisdição da justiça do trabalho, quando a parte for pessoa jurídica de direito público, estado es- trangeiro ou organismo internacional.

d) O cargo inicial da carreira é o de procurador do trabalho e o do último nível, o de subpro- curador-geral do trabalho.

e) Não obstante ser atribuição do procurador-geral do trabalho determinar a instauração de inquérito ou processo administrativo contra servidores dos serviços auxiliares, é certo

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19

COMPETÊNCIA

DA JUSTIÇA DO TRABALHO

19.1 CONCEITO E CRITÉRIOS DE DIVISÃO

A competência pode ser definida como a delimitação do exercício legítimo de jurisdição. Assim, a competência tem íntima relação com a jurisdição. É a compe- tência que legitima o exercício do poder jurisdicional1.

Com base das lições do direito processual civil, alguns critérios são usados pela doutrina para determinar a competência, são eles: a matéria, a pessoa, a função, o lugar e o valor da causa.

São competências absolutas (obrigatórias) aquelas definidas em razão da maté- ria, da pessoa e da função. Por outro lado, são competências relativas as fixadas em relação ao lugar e ao valor da causa.

No processo do trabalho existe uma particularidade, só será relativa à compe- tência em razão do lugar, pois o valor da causa não é critério para delimitação da competência, servindo tão somente para definir o rito processual2.

1. LEITE. CARLOS HENRIQUE BEZERRA. Curso de Direito Processual do Trabalho. 10. Ed. São Paulo: LTr, 2012. P. 167 e 184.

2. MIESSA. Élisson. Processo do Trabalho para os concursos de analista do TRT e do MPU. 7.ed.

Salvador: Juspodivm. 2018. P. 154.

(19)

19 V COMPETêNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO

637 desenvolvimento dos menores, apenas condicionada, nos termos do art.

149, II (5), do ECA, à autorização judicial a ser implementada pelo Juízo da Infância e da Juventude, mediante a expedição de alvará específico. Os parâmetros a serem observados quando da autorização, na forma do § 1º do referido dispositivo, evidenciam a inequívoca natureza cível da cog- nição desempenhada pelo magistrado, ausente relação de trabalho a ser julgada. A análise se faz acerca das condições da representação artística.

O juiz deve investigar se essas condições atendem à exigência de proteção do melhor interesse do menor, contida no art. 227 da CF.

O Juízo da Infância e da Juventude é a autoridade que reúne os predicados e as capacidades institucionais necessárias para a realização de exame de tamanha relevância e responsabilidade.

Dessa forma, o art. 114, I e IX, da CF, na redação dada pela Emenda Constitucional (EC) 45/2004, que estabelece a competência da Justi- ça do Trabalho, não alcança os casos de pedido de autorização para participação de crianças e adolescentes em eventos artísticos, ante a ausência de conflito atinente a relação de trabalho.

ADI 5326/DF, rel. Min. Marco Aurélio, julgamento em 27.9.2018. (ADI-5326)

A COMPETÊNCIA E AÇÕES PARA IMPOSIÇÃO DE MEDIDAS PARA A ERRADICAÇÃO DO TRABALHO INFANTIL

A CF atribuiu ao Ministério Público a defesa da ordem jurídica, do regime democrá- tico e dos interesses sociais e individuais indisponíveis.

Nesse sentido, pode o MP utilizar-se de ACP para impor à Administração condutas tendentes a promover políticas públicas em prol dos direitos fundamentais. Nesse sentido, o MP deverá atuar quando a inércia da Administração ou o mau funciona- mento do serviço público estiverem impedindo a concretização do próprio direito constitucional.

A título de estudo, destacamos o voto do Min. Celso de Mello na ARE 639337:

[...] É certo tal como observei no exame da ADPF 45/DF, Re. Min. Celso de Melo (Infor- mativo STF nº 345/2004) que não se inclui, ordinariamente, no âmbito das funções institucionais do Poder Judiciário e nas desta Suprema Corte, em especial a atribuição de formular e implementar políticas públicas (JOSE CARLOS VIEIRA DE ANDRADE, Os direitos Fundamentais na Constituição Portuguesa de 1976, p. 207, item n. 05, 1987, Almedina, Coimbra), pois, nesse domínio, o encargo, reside, primariamente, nos Pode- res Legislativo e Executivo.

Impende assinalar, contudo, que tal incumbência poderá atribuir-se, embora excep- cionalmente, ao Poder Judiciário, se e quando os órgãos estatais competentes, por descumprirem encargos políticos-jurídicos que sobre eles incidem em caráter impo- sitivo, vierem a comprometer, com tal comportamento, a eficácia de e a integridade de direitos individuais e/ou coletivos impregnados de estatura constitucional, como sucede na espécie ora em exame.

Tenho para mim, desse modo, presente tal contexto, que os Municípios (à semelhança das demais entidades políticas) não poderão demitir-se do mandato constitucional,

Referências

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